Na sexta-feira 30, cerca de 15 mil manifestantes participaram de um ato chamado ‘ICE Out’, sob temperaturas negativas em Minneapolis
Apesar da imagem de mobilização espontânea, os protestos contam com a presença recorrente de ativistas ligados a redes políticas de esquerda | Foto: Reuters/Leah Millis
Protestos recentes contra a polícia de imigração dos EUA (ICE) em Minnesota, apresentados como iniciativas populares, têm recebido financiamento expressivo de bilionários ligados à esquerda, incluindo recursos de origem chinesa. A informação é do jornal New York Post.
Na sexta-feira 30, cerca de 15 mil manifestantes participaram de um ato chamado “ICE Out”, sob temperaturas negativas em Minneapolis, ao entoar palavras de ordem pelo fim da atuação federal de imigração na cidade.
Apesar da imagem de mobilização espontânea, o protesto contou com a presença recorrente de ativistas ligados a redes políticas de esquerda, organizados por meio de fóruns radicais e aplicativos de mensagens criptografadas.
Segundo Scott Walter, presidente do Capital Research e especialista em financiamento político, parte relevante desse apoio financeiro vem do empresário e ex-executivo de software Neville Singham, que atualmente vive em Xangai, maior cidade da China.
Financiamento e redes de ativismo anti-ICE
Walter explicou ao New York Post que entidades como People’s Forum e Party for Socialism and Liberation, ambas beneficiadas por Singham, foram responsáveis por promover o evento nas redes sociais e estiveram presentes nas manifestações, embora seus integrantes busquem se misturar à multidão.
“O que há de novo é vermos grupos comunistas radicais ao lado de sindicatos e fundações tradicionais”, afirmou Walter. “Algo incomum até recentemente.”
O empresário Neville Singham, que não respondeu às tentativas de contato do New York Post, tem financiado redes de ativismo em diferentes cidades norte-americanas, articuladas a partir de Xangai.
“Um manifestante comum pode até desconhecer a fundo a rede de Singham, mas costuma estar ligado a vários grupos ao mesmo tempo” explicou Walter. “Já que esses movimentos mudam de nome e estrutura com frequência.”
Parlamentares da Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes dos EUA e outros representantes do Partido Republicano investigam se as doações de Singham representam influência estrangeira ou descumprimento da lei de registro de agentes estrangeiros, devido a possíveis laços entre sua rede e a propaganda do Partido Comunista Chinês.
Ian Oxnevad, pesquisador sênior da National Association of Scholars, chamou a atenção para a ausência de protestos simultâneos com diferentes pautas relevantes. “Se fosse algo realmente orgânico, haveria manifestações por diversas causas ao mesmo tempo, mas não vemos isso”, disse.
Ele observou ainda que não há grandes protestos contra eventos recentes no Irã nem outros casos de genocídio, sugerindo que as causas escolhidas têm perfil sempre crítico ao Ocidente.
Organizações envolvidas e fontes de recursos
A manifestação em Minneapolis foi organizada pelo coletivo 50501, que atua de maneira discreta. Segundo seu site, entre os parceiros estão Voices of Florida, associação pró-aborto liderada por pessoas negras e LGBT, apoiada pela Fundação Ford, e o Political Revolution, antigo PAC de Bernie Sanders.
A Fundação Ford, criada há 90 anos, doou US$ 100 mil ao Voices of Florida, justificando a iniciativa pela missão de promover justiça social e reduzir desigualdades.
O Unidos Minnesota e sua ala Monarca anti-ICE se consolidaram como presenças regulares nos protestos das Twin Cities.
Reportagens publicadas em janeiro revelaram que o grupo obtém recursos da organizaçaõ Tending the Soil Minnesota, que detinha cerca de US$ 1 milhão em ativos em 2023, oriundos principalmente da rede Arabella, da Amalgamated Charitable Foundation e da McKnight Foundation, conforme registros fiscais.
Walter observa que a multiplicidade de grupos e fontes de financiamento dificulta o rastreamento e cria um cenário deliberadamente opaco.
“A imprensa tradicional prefere retratar tudo como indignação de norte-americanos comuns, mas o organizador geralmente lidera várias entidades diferentes”, afirmou.
Origem e atuação do coletivo 50501
O coletivo 50501, sigla para “Cinquenta Estados, cinquenta protestos, um dia”, foi fundado logo depois da segunda posse de Donald Trump, em janeiro de 2025, e é liderado por um usuário anônimo do Reddit, identificado como “u/Evolved_Fungi”.
O grupo se apresenta como uma rede descentralizada de resposta rápida, criada para contrapor ações do governo Trump e seus aliados.
Desde sua fundação, o 50501 assumiu a autoria de 11 grandes protestos em um ano, incluindo manifestações contra Elon Musk em concessionárias de veículos e atos denominados “No Kings”, que buscam associar Trump a um estilo de liderança monárquica e autoritária. O grupo também participou de mobilizações ao lado do Indivisible.
Em entrevista rara à revista Newsweek, em fevereiro de 2025, o suposto líder do coletivo 50501 relatou ter formação em marketing e engenharia, além de interesse em psicologia.
Medida segue modelo adotado pela Austrália e prevê verificação rígida de idade e punições a plataformas
O governo da Espanha anunciou, nesta terça-feira (3), que vai proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais. A decisão aproxima o país da política adotada recentemente pela Austrália e reforça uma tendência internacional de endurecimento das regras para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital.
O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez durante o World Government Summit, em Dubai. Segundo ele, as plataformas digitais serão obrigadas a adotar mecanismos eficazes de verificação de idade, substituindo os sistemas atuais, considerados frágeis. Para Sánchez, as redes sociais operam hoje como um “Velho Oeste digital”, onde crimes e abusos acabam sendo tolerados.
A proposta deve ser aprovada pelo Conselho de Ministros na próxima semana e altera um projeto de lei já em tramitação para proibir, de forma explícita, o cadastro de menores nessas plataformas. Além disso, o governo espanhol pretende avançar em uma legislação que responsabilize criminalmente executivos de empresas de tecnologia que não removam conteúdos ilegais ou de ódio, incluindo punições para práticas de manipulação algorítmica que ampliem esse tipo de material.
Sánchez afirmou ainda que a Espanha passou a integrar uma coalizão com outros cinco países europeus para coordenar regras e fiscalizações conjuntas, com o objetivo de tornar a aplicação das novas normas mais rigorosa e eficaz em âmbito internacional.
Miguel Díaz-Canel condicionou qualquer conversa à garantia de respeito mútuo e igualdade entre as partes
O ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel | Foto: Reprodução/ Redes sociais
Em meio ao agravamento das sanções econômicas dos EUA contra Cuba, Miguel Díaz-Canel, ditador cubano, declarou publicamente que seu governo está pronto para negociar com Washington. No entanto, condicionou qualquer diálogo à ausência de pressões externas e à garantia de respeito mútuo e igualdade entre as partes.
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Essas afirmações foram feitas em rede nacional de televisão, logo depois do bloqueio dos embarques de petróleo da Venezuela para Cuba, que historicamente sustentam o regime da ilha. Díaz-Canel reforçou que “o diálogo não pode ser sob pressões” e acrescentou: “O diálogo tem que ser em condições de igualdade, de respeito”, afirmou o presidente.
Reações dos Estados Unidos e novos desdobramentos
O ditador cubano ainda ressaltou que não aceitará tentativas de interferência ou imposições durante as tratativas. “E tudo isso vamos denunciar. E sem medo”, disse Díaz-Canel. “Nós sim temos a convicção de que temos que sair dos nossos problemas por nós mesmos, com nosso talento e com a coragem dos cubanos.”
Poucas horas antes do pronunciamento de Díaz-Canel, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o início de negociações com integrantes do alto escalão cubano. “Estamos falando com as mais altas esferas de Cuba. Vamos ver o que acontece”, declarou Trump. “Acho que vamos chegar a um acordo com Cuba.”
O exemplo de Venezuela
Essas manifestações de Trump ocorreram depois da detenção de Nicolás Maduro por agentes americanos, em 3 de janeiro, e o corte definitivo do petróleo venezuelano enviado a Cuba. O presidente americano reiterou que, sem esse suporte, “Cuba não poderá sobreviver” e classificou o país como uma “nação fracassada” à beira do colapso.
No último sábado, 31, Trump também respondeu às preocupações da presidente do México, Claudia Sheinbaum, sobre uma eventual crise humanitária provocada pela interrupção do fornecimento de petróleo à ilha.
“Não tem por que haver uma crise humanitária. Acho que provavelmente virão até nós e vão tentar negociar. Assim, Cuba será livre novamente. Virão até nós e farão um acordo”, declarou Trump.
Delegação de Cuba estaria em negociação secreta com os EUA
No mesmo contexto, surgiram informações, ainda não confirmadas, de que uma delegação cubana liderada pelo general Alejandro Castro Espín teria participado de reuniões no México com um alto representante da Agência Central de Inteligência (CIA).
O objetivo seria buscar alternativas para resolver a crise bilateral e negociar o desbloqueio de US$ 133 milhões depositados em uma conta relacionada a remessas de emigrantes cubanos, valores que poderiam ser usados para aquisição de combustível.
Uma fonte próxima às negociações afirmou que “estão conversando sobre tudo”, dando a entender que os temas tratados abrangem diversas possibilidades em busca de solução.
Enquanto isso, a Secretaria de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA exigiu que as autoridades cubanas parem imediatamente com ações repressivas. “O regime ilegítimo cubano deve cessar imediatamente seus atos repressivos de enviar pessoas para interferir na atividade diplomática do encarregado de negócios Hammer”, afirmou o órgão, em postagem no X.
A secretaria acrescentou que “nossos diplomatas continuarão reunindo-se com o povo cubano, apesar das tentativas fracassadas de intimidação do regime”.
Entre os documentos, aparecem e-mails do empresário com personalidades como Donald Trump, Elon Musk, Bill Gates e o ex-príncipe Andrew
Em mensagens trocadas com Bill Gates, Epstein diz ter auxiliado o empresário a obter medicamentos ‘para lidar com as consequências do sexo com garotas russas’ | Foto: Reprodução/X
O governo dos Estados Unidos tornou públicos milhões de documentos referentes às investigações sobre Jeffrey Epstein, morto em 2019 e condenado por crimes sexuais.
A liberação ocorreu depois de anos de expectativa. Uma lei sancionada pelo presidente Donald Trump exigia a divulgação até 19 de dezembro, mas só agora o Departamento de Justiça cumpriu a determinação.
O material divulgado reúne cerca de 3 milhões de páginas de registros, 180 mil imagens e 2 mil vídeos, marcando o maior conjunto de informações já liberado sobre o caso.
Entre os documentos, aparecem e-mails de Epstein com personalidades como Donald Trump, Elon Musk, Bill Gates e o ex-príncipe Andrew.
Comunicações entre Epstein e figuras públicas
Em mensagens trocadas com Bill Gates, Epstein afirma ter auxiliado o empresário a obter medicamentos “para lidar com as consequências do sexo com garotas russas” e a organizar encontros com mulheres casadas.
Também o acusa de romper uma amizade de seis anos para proteger sua imagem e sugere que Gates encobriu uma infecção sexualmente transmissível de sua ex-esposa Melinda.
Gates já havia classificado sua relação com Epstein como “um grande erro”, afirmando que os encontros aconteceram na tentativa de angariar doações para sua fundação, conforme declarou à CNN em 2021.
Elon Musk, empresário e ex-conselheiro de Trump, também consta nos arquivos. Em dezembro de 2013, Musk escreveu a Epstein informando que estaria nas Ilhas Virgens Britânicas e em St. Barth no fim de ano e questionou sobre a possibilidade de uma visita.
Epstein respondeu sugerindo o início do ano novo, oferecendo hospedagem e combinando datas para o encontro. Musk disse que poderia adiar seu retorno para Los Angeles para viabilizar a visita.
Acusações e respostas envolvendo Trump
Os arquivos incluem ainda uma lista do FBI com 12 denúncias relacionadas a Donald Trump e Epstein, algumas contendo acusações de abuso sexual.
Uma delas, feita anonimamente, relata que uma menina de “13 ou 14 anos” teria sido forçada a praticar sexo oral em Trump há cerca de 35 anos, sem que a denúncia especifique a data exata.
Segundo o documento, a vítima teria sofrido agressões ao resistir. O Centro Nacional de Operações contra Ameaças do FBI recebeu os relatos, mas não há provas que os confirmem.
Todd Blanche, vice-procurador-geral dos EUA, declarou que os documentos não apresentam fundamentos para novas denúncias.
“Alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump que foram enviadas ao FBI pouco antes da eleição de 2020″, afirmou o Departamento de Justiça dos EUA.
Trump nega qualquer envolvimento nos crimes praticados por Epstein.
Outros documentos mostram e-mails entre Epstein e Kathy Ruemmler, que atuou como advogada da Casa Branca durante o governo de Barack Obama.
Em maio de 2016, quando Trump era pré-candidato à Presidência, Epstein mencionou uma acusação feita por uma jovem aliciada contra Trump.
Ruemmler sugeriu uma declaração para o então pré-candidato, mas a investigação não avançou.
Epstein manteve contato com brasileiro
Os registros também revelam que, em 2009, Epstein enviou £ 10 mil ao brasileiro Reinaldo Avila da Silva, atual companheiro do lorde britânico Peter Mandelson.
Em e-mails, Silva detalha gastos com um curso e agradece pelo auxílio. No mesmo ano, Mandelson pediu hospedagem em uma propriedade de Epstein, quando o criminoso cumpria pena por prostituição de menor.
Em 2024, Mandelson foi nomeado embaixador do Reino Unido nos EUA, mas perdeu o cargo depois que veio à tona seu vínculo com Epstein. Ele lamentou a amizade e disse que “acreditou em suas mentiras”.
O empresário Howard Lutnick, atual secretário de Comércio do governo Trump, também aparece entre os contatos.
Em dezembro de 2012, Lutnick trocou e-mails com Epstein para marcar um almoço em 23 de dezembro. Posteriormente, Lutnick negou ao New York Times ter comparecido ao encontro.
Os e-mails divulgados trazem ainda menções ao então príncipe Andrew, destituído dos títulos reais e expulso da residência oficial em Windsor no ano passado em decorrência de sua ligação com Epstein.
Os arquivos incluem um convite para jantar no Palácio de Buckingham, uma oferta de Epstein para apresentar uma russa de 26 anos, além de fotos em que Andrew aparece ajoelhado próximo a uma mulher não identificada.
O ex-príncipe nega todas as acusações e sustenta sua inocência diante das denúncias.
Autoridades sanitárias de países asiáticos passaram a adotar medidas rigorosas em aeroportos e fronteiras após a confirmação de um surto do vírus Nipah no estado indiano de Bengala Ocidental. A doença, considerada altamente letal e com elevado potencial epidêmico, já teve ao menos cinco casos confirmados na região, o que acendeu o alerta em governos vizinhos.
Classificado como prioritário pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus levou nações como Tailândia, Nepal e Taiwan a retomarem protocolos semelhantes aos usados durante a pandemia de Covid-19, com triagens, monitoramento de sintomas e exigência de informações de saúde de viajantes.
Na Tailândia, passageiros que desembarcam vindos de Bengala Ocidental estão sendo submetidos a monitoramento de febre e orientação médica nos aeroportos de Suvarnabhumi, Don Mueang e Phuket. O governo tailandês também intensificou a higienização e os planos de resposta sanitária no Aeroporto de Phuket, que mantém ligação direta com Kolkata, em Bengala Ocidental, por meio de voos diários.
No Nepal, o governo ampliou os controles no Aeroporto Internacional Tribhuvan, em Katmandu, e nos principais pontos de passagem terrestre com a Índia. Postos de triagem foram montados, e hospitais e unidades de saúde na fronteira indiana receberam orientações para identificar e notificar rapidamente casos suspeitos.
Já em Taiwan, o governo anunciou planos para enquadrar a infecção pelo vírus Nipah como doença de notificação compulsória de Categoria 5, que é o nível máximo para enfermidades emergentes graves. A proposta ainda passará por consulta pública por 60 dias antes de ser oficializada. O país mantém atualmente um alerta de viagem de nível intermediário para o estado indiano de Kerala.
O vírus Nipah é transmitido principalmente por morcegos do gênero Pteropus, que se alimentam de frutas. O Nipah pode infectar humanos por meio de alimentos contaminados ou por transmissão direta entre pessoas. A doença evolui com sintomas que vão desde problemas respiratórios até quadros neurológicos, como encefalite.
Os primeiros sinais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Os sintomas podem ser seguidos por tonturas, sonolência, consciência alterada e sinais neurológicos que indicam encefalite aguda. Alguns acometidos pelo Nipah também podem ter pneumonia atípica e problemas respiratórios graves, incluindo desconforto respiratório agudo.
O período de incubação costuma variar entre 4 e 14 dias, mas já houve registros de até 45 dias. A taxa de mortalidade do Nipah é considerada elevada, variando entre 40% e 75%, dependendo da estrutura de atendimento e da resposta das autoridades de saúde. Atualmente, não há vacina nem tratamento específico, e os cuidados médicos se concentram em suporte intensivo para complicações respiratórias e neurológicas.
Casos de transmissão entre humanos já foram documentados, especialmente em ambientes hospitalares e entre cuidadores e familiares. Em surtos anteriores, grande parte das infecções ocorreu durante o atendimento direto a pacientes contaminados. No Brasil, não há registros nem alertas ativos relacionados ao vírus.
Países da Ásia têm adotado medidas contra vírus que é considerado altamente letal e com elevado potencial epidêmico
Aeroporto na Tailândia adota cuidados com o vírus Nipah Foto: EFE/EPA/THE SUVARNABHUMI AIRPORT OFFICE
Autoridades sanitárias de países asiáticos passaram a adotar medidas rigorosas em aeroportos e fronteiras após a confirmação de um surto do vírus Nipah no estado indiano de Bengala Ocidental. A doença, considerada altamente letal e com elevado potencial epidêmico, já teve ao menos cinco casos confirmados na região, o que acendeu o alerta em governos vizinhos.
Classificado como prioritário pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus levou nações como Tailândia, Nepal e Taiwan a retomarem protocolos semelhantes aos usados durante a pandemia de Covid-19, com triagens, monitoramento de sintomas e exigência de informações de saúde de viajantes.
Na Tailândia, passageiros que desembarcam vindos de Bengala Ocidental estão sendo submetidos a monitoramento de febre e orientação médica nos aeroportos de Suvarnabhumi, Don Mueang e Phuket. O governo tailandês também intensificou a higienização e os planos de resposta sanitária no Aeroporto de Phuket, que mantém ligação direta com Kolkata, em Bengala Ocidental, por meio de voos diários.
No Nepal, o governo ampliou os controles no Aeroporto Internacional Tribhuvan, em Katmandu, e nos principais pontos de passagem terrestre com a Índia. Postos de triagem foram montados, e hospitais e unidades de saúde na fronteira indiana receberam orientações para identificar e notificar rapidamente casos suspeitos.
Já em Taiwan, o governo anunciou planos para enquadrar a infecção pelo vírus Nipah como doença de notificação compulsória de Categoria 5, que é o nível máximo para enfermidades emergentes graves. A proposta ainda passará por consulta pública por 60 dias antes de ser oficializada. O país mantém atualmente um alerta de viagem de nível intermediário para o estado indiano de Kerala.
O vírus Nipah é transmitido principalmente por morcegos do gênero Pteropus, que se alimentam de frutas. O Nipah pode infectar humanos por meio de alimentos contaminados ou por transmissão direta entre pessoas. A doença evolui com sintomas que vão desde problemas respiratórios até quadros neurológicos, como encefalite.
Os primeiros sinais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Os sintomas podem ser seguidos por tonturas, sonolência, consciência alterada e sinais neurológicos que indicam encefalite aguda. Alguns acometidos pelo Nipah também podem ter pneumonia atípica e problemas respiratórios graves, incluindo desconforto respiratório agudo.
O período de incubação costuma variar entre 4 e 14 dias, mas já houve registros de até 45 dias. A taxa de mortalidade do Nipah é considerada elevada, variando entre 40% e 75%, dependendo da estrutura de atendimento e da resposta das autoridades de saúde. Atualmente, não há vacina nem tratamento específico, e os cuidados médicos se concentram em suporte intensivo para complicações respiratórias e neurológicas.
Casos de transmissão entre humanos já foram documentados, especialmente em ambientes hospitalares e entre cuidadores e familiares. Em surtos anteriores, grande parte das infecções ocorreu durante o atendimento direto a pacientes contaminados. No Brasil, não há registros nem alertas ativos relacionados ao vírus.
Dezenas de milhares de voos foram cancelados no país norte-americano
Forte nevasca atinge os Estados Unidos | Foto: Kentucky Transportation Cabinet/Divulgação
Uma forte tempestade de neve atingiu grande parte dos Estados Unidos neste fim de semana e deixou mais de 1 milhão de pessoas sem energia elétrica, conforme estimativa da emissora Fox News. Entre os Estados mais afetados figuram Texas, Louisiana, Mississippi, Tennessee e Kentucky, todos na Região Sul dos EUA.
De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), o sistema climático levou neve pesada, chuva congelante e gelo a uma faixa que vai das Montanhas Rochosas do Sul até a Nova Inglaterra, com cerca de 180 milhões de pessoas afetadas. Autoridades alertaram para dias consecutivos de frio extremo, com sensação térmica que chega a 40°C negativos no Meio-Oeste.
“A neve e o gelo vão demorar muito para derreter e não devem desaparecer tão cedo, o que vai dificultar os esforços de recuperação”, disse o meteorologista Allison Santorelli, do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA.
No Sul do país, o acúmulo de gelo derrubou árvores e redes elétricas. No Kentucky, serviços de emergência atenderam mais de 850 ocorrências relacionadas a acidentes e exposição ao frio. Já na Louisiana, foram confirmadas duas mortes por hipotermia.
No Nordeste, a tempestade avançou com neve intensa. O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, afirmou que ficar em casa é a principal forma de reduzir riscos. “Ficar fora das ruas é a coisa mais útil que os nova-iorquinos podem fazer durante esta tempestade”, declarou.
Zohran Mamdani, prefeito de Nova York | Foto: Reprodução/Instagram
Mais de 30 mil voos são cancelados nos EUA
O impacto também se estendeu ao transporte aéreo. Mais de 10 mil voos foram cancelados apenas neste domingo, somando-se a milhares de atrasos registrados desde sexta-feira. Dados da plataforma FlightAware mostram que mais de 30 mil voos foram afetados em todo o país. Escolas, universidades, repartições públicas e eventos culturais suspenderam atividades em diversos Estados.
A resposta federal incluiu a decretação de estado de emergência em mais de uma dezena de Estados, com autorização do presidente Donald Trump, e o posicionamento de equipes e suprimentos pela Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema), segundo o Departamento de Segurança Interna.
A negociação cumpre uma lei de 2024 referente a preocupações com a segurança nacional dos Estados Unidos
O TikTok é um aplicativo chinês | Foto: Shutterstock
O TikTok anunciou, nesta quinta-feira, 22, que oficializou a criação de uma joint venture que permitirá à empresa continuar operando nos Estados Unidos. O acordo encerra uma disputa que se arrastava havia anos para atender às preocupações da Casa Branca com a segurança nacional.
A negociação teve o objetivo de cumprir uma lei aprovada em 2024. Pelos termos do acordo, o aplicativo de vídeos será operado por uma nova entidade, controlada por investidores considerados alinhados aos interesses dos EUA.
O presidente Donald Trump adiou a implementação da lei há um ano, ao iniciar seu segundo mandato, para manter o TikTok em funcionamento no país. Ele assinou uma série de decretos executivos que prorrogaram o prazo para a conclusão do acordo, até que ele fosse fechado nesta quinta-feira.
Pelos termos do acordo, a gestão de dados e o treinamento de algoritmos com base em usuários norte-americanos ficarão sob a supervisão da Oracle, gigante da computação em nuvem. A empresa guarda os dados do TikTok nos EUA há anos e mantém laços estreitos com o governo Trump.
“Estou muito feliz por ter ajudado a salvar o TikTok!”, disse Trump em publicação em sua rede social Truth Social na noite de quinta-feira. Ele agradeceu ao líder chinês Xi Jinping “por trabalhar conosco e, em última instância, aprovar o acordo. Ele poderia ter seguido por outro caminho, mas não o fez, e sua decisão é reconhecida.”
Persistem preocupações sobre influência chinesa no TikTok
Trump, investidores e aliados do TikTok avançaram com o acordo apesar das preocupações persistentes entre parlamentares e especialistas em segurança de que a China ainda possa influenciar a nova entidade por meio da ByteDance, controladora do TikTok, que deterá quase 20% da empresa.
Os presidentes Donald Trump (EUA) e Xi Jinping | Foto: Reprodução/White House
“A joint venture com maioria de capital norte-americano operará sob salvaguardas definidas que protegem a segurança nacional por meio de proteções abrangentes de dados, segurança de algoritmos, moderação de conteúdo e garantias de software para usuários dos EUA”, afirmou o CEO do TikTok, Shou Chew, no comunicado interno aos funcionários em que anunciou a decisão.
O vice de Chew, Adam Presser, comandará a nova entidade, criada depois da obtenção das aprovações dos governos dos Estados Unidos e da China. O conselho de administração inclui Chew, o executivo da Oracle Ken Glueck e diversos investidores.
A Oracle, a gestora de private equity Silver Lake e a empresa MGX, com sede em Abu Dhabi, terão cada uma 15% da nova entidade, enquanto investidores já existentes do TikTok ficarão com cerca de 30%. Outros investidores de destaque incluem a antiga empresa do vice-presidente J.D. Vance, a Revolution, e o escritório de investimentos da família do executivo de tecnologia Michael Dell.
Vance passou um breve período na empresa fundada pelo cofundador da AOL, Steve Case, durante sua atuação como investidor de venture capital, antes de sua campanha ao Senado em 2022. Vance já havia dito que o acordo avalia a nova entidade em cerca de US$ 14 bilhões.
Os investidores pagarão ao governo dos EUA uma taxa de vários bilhões de dólares pela articulação do acordo, conceito que Trump anteriormente chamou de um “enorme bônus adicional”. O TikTok informou ter 200 milhões de usuários nos Estados Unidos, acima da estimativa de cerca de 170 milhões divulgada em 2024.
Trump destacou sua popularidade no TikTok mais cedo nesta quinta-feira. O presidente publicou na Truth Social que suas postagens na plataforma geram mais engajamento do que as feitas no Instagram, concorrente do TikTok pertencente à Meta Platforms.
O republicano disse ainda que o TikTok o ajudou a vencer seu segundo mandato, depois de ter tentado banir o aplicativo nos Estados Unidos durante seu primeiro governo.
Declaração foi feita em lançamento de iniciativa nesta quinta-feira (22), na Suíça
Foto: Official White House Photo by Joyce N. Boghosian
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (22) que o “Conselho de Paz pode se unir com a Organização das Nações Unidas” e também indicou que o grupo poderia substituir a entidade, durante o lançamento da iniciativa em Davos, na Suíça. As informações são da CNN.
Segundo Trump, a Carta Constitutiva do conselho seria formalizada e a primeira reunião do grupo aconteceria ainda nesta quinta-feira.
O conselho foi anunciado em 2025, quando o presidente apresentou a proposta com foco no fim do genocídio que acontece na Faixa de Gaza.
Mais tarde, Trump disse que a atuação do grupo seria ampliada para conflitos e sugeriu que o conselho “poderia” substituir a Organização das Nações Unidas (ONU), o que gerou alerta entre especialistas.
Recentemente, presidente dos EUA anunciou imposição de tarifa de 10% contra algumas nações da Europa que enviaram tropas para a ilha do ártico
O número de tropas dinamarquesas na Groenlândia vai aumentar a partir desta segunda-feira (19). À CNN, um porta-voz militar dinamarquês afirmou o envio de tropas para o município de Kangerlussuaq, no sudoeste da ilha, localizado no Círculo Polar Ártico.
Após manifestar interesse para a ilha ser anexada aos Estados Unidos, o presidente Donald Trump anunciou a imposição de uma tarifa de 10% contra algumas nações da Europa que enviaram tropas para a ilha do ártico. Trump afirmou, nesta segunda, que vai manter o plano de taxação contra os aliados, mas não disse se usaria força militar para anexar a Groenlândia.
Interesse de Trump Interesse dos EUA na Groenlândia A Groenlândia voltou ao centro das atenções internacionais após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, quando Trump renovou o interesse em adquirir a ilha localizada no Ártico.
Autoridades norte-americanas têm reiterado que o território é considerado estratégico e fundamental para a segurança nacional do país. Em declarações recentes, o presidente republicano já tinha afirmado seu interesse em expandir sua presença militar, incluindo a instalação de radares para monitorar as águas entre a ilha, a Islândia e a Grã-Bretanha, utilizadas por navios da marinha russa e submarinos nucleares.
“Precisamos da Groenlândia para a segurança nacional, não para minerais… Se você olhar para a Groenlândia, para cima e para baixo na costa, verá navios russos e chineses por toda parte”, declarou Trump.