O governo dos Estados Unidos decidiu estender as sanções previstas na Lei Global Magnitsky à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, e ao Instituto Lex, organização jurídica com vínculos familiares.
O anúncio foi feito no site do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, nesta segunda-feira (21). As penalidades já haviam sido aplicadas ao próprio Moraes em 30 de julho.
O Instituto Lex, com sede em São Paulo, atua na área de capacitação jurídica e oferece serviços voltados ao desenvolvimento profissional de operadores do Direito, conforme descrito em seus canais oficiais.
Com as sanções, todos os eventuais bens de Viviane nos Estados Unidos estão bloqueados a partir de agora, assim como qualquer empresa que esteja ligada a ela.
A medida seria apenas o primeiro passo de um possível conjunto mais amplo de sanções, que poderá atingir outras autoridades e setores no Brasil.
Formada em Direito pela Universidade Paulista (UNIP), Viviane lidera o escritório do Lex sediado em São Paulo, onde dois dos três filhos que tem com o ministro do STF são sócios. A banca representa o Banco Master em algumas ações. A instituição bancária se envolveu em uma controvérsia ao oferecer uma política agressiva para captar recursos, mas usar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para cobrir dívidas.
A lei norte-americana leva o nome de Sergei Magnitsky, um advogado tributário – morto em 2009 – que expôs uma fraude bilionária praticada por altos funcionários do Ministério do Interior da Rússia. Ele trabalhava para o fundo de investimentos Hermitage Capital Management, fundado pelo americano William Browder e pelo brasileiro Edmond Safra.
A retirada de uma pessoa da lista de sanções requer comprovação de que ela não teve envolvimento nas condutas que motivaram a punição, que já tenha sido julgada por isso ou que tenha demonstrado uma mudança significativa de comportamento.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta quarta-feira (11) a pena de morte para o homem que assassinou uma jovem ucraniana em Charlotte, na Carolina do Norte, em agosto.
– O animal que matou de forma tão violenta a bela jovem da Ucrânia, que veio para os Estados Unidos em busca de paz e segurança, deve receber um julgamento rápido (sem dúvida!) e ser condenado apenas com a pena de morte. Não pode haver outra opção – escreveu Trump, na plataforma Truth Social.
O republicano publicou essa mensagem após a divulgação do caso de Iryna Zarutska, que foi esfaqueada fatalmente no pescoço por um homem, identificado como Decarlos Brown, em 22 de agosto. A jovem ucraniana viajava em um trem em Charlotte, e sangrou até a morte diante da passividade de alguns passageiros.
Nesta terça (10), o presidente americano instou o governo a ser “implacável” com os criminosos e a responder com “força e determinação”.
– Temos que ser impiedosos como eles. Essa é a única coisa que eles entendem – declarou Trump em um vídeo publicado na rede social X pela Casa Branca.
Nesta semana, o Departamento de Justiça acusou Brown de um crime federal em uma denúncia criminal apresentada no Tribunal para o Distrito Ocidental da Carolina do Norte. O acusado enfrenta a possibilidade de ser condenado à prisão perpétua ou à pena de morte.
Essas acusações são adicionais às apresentadas anteriormente na Justiça estadual, na qual o homem foi acusado de assassinato em primeiro grau, que também é punível com prisão perpétua ou pena de morte na Carolina do Norte, um estado onde há uma moratória sobre as execuções desde 2006.
*EFE Fotos: Foto: EFE/EPA/Carlos Barria / POOL | Frame de vídeo / X
Cinco dos maiores bancos que atuam no Brasil – Itaú Unibanco, Santander, Bradesco, Banco do Brasil e BTG Pactual – teriam recebido, na última terça-feira (2), uma comunicação oficial do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos no qual o órgão solicitou informações sobre como essas instituições estão aplicando a Lei Magnitsky no caso do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, que noticiou o caso a partir de informações obtidas de fontes, o ofício foi enviado pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac). O veículo informou ainda que os departamentos jurídicos das instituições financeiras ainda analisam o documento. Na solicitação, o Ofac indaga quais ações foram ou estariam sendo adotadas pelas instituições para cumprir a sanção a Moraes.
Após o envio da notificação, caso o Tesouro americano identifique irregularidades, poderão ser impostas penalidades aos bancos, incluindo multas e eventuais punições individuais a executivos. Coincidentemente, o ofício teria sido enviado exatamente no mesmo dia em que o STF começou a julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras sete pessoas por suposta tentativa de golpe de Estado.
Moraes foi incluído no fim de julho na lista de pessoas sancionadas pelo governo Trump. A decisão implica congelamento de bens ou ativos nos Estados Unidos e proibição de transações com entidades americanas, o que afeta até mesmo operações financeiras ligadas a bandeiras internacionais de cartões, como Visa e Mastercard.
À Folha, um porta-voz do Departamento do Tesouro informou que o órgão não comenta correspondências específicas com instituições financeiras, mas afirma manter diálogo contínuo para esclarecer regras e expectativas de conformidade. Já a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que não teve acesso a eventuais notificações e que essas comunicações, quando existem, são confidenciais.
Em nota, o Santander declarou apenas que cumpre rigorosamente as legislações nacionais e internacionais aplicáveis, sem entrar em detalhes sobre o caso. Os demais bancos não se pronunciaram.
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, informou que mobilizará 4,5 milhões de milicianos armados como resposta aos Estados Unidos, que elevaram para 50 milhões de dólares (R$ 270 milhões) a recompensa por informações que levem à captura do chavista e reforçaram a presença militar no Caribe e na América Latina.
– Vou ativar nesta semana um plano especial para garantir a cobertura, com mais de 4,5 milhões de milicianos, de todo o território nacional, milícias preparadas, ativadas e armadas – disse ele, em anúncio transmitido pela TV.
Criada pelo ex-líder venezuelano Hugo Cháves com o objetivo de “defender a nação”, a Milícia Bolivariana conta com 5 milhões de reservistas e é uma das cinco integrantes da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB). No pronunciamento desta segunda-feira (18), Maduro prometeu expandir a milícia para várias áreas da sociedade.
– Seguirei avançando no plano de ativação das milícias camponesas e das milícias operárias, em todas as fábricas e centros de trabalho de todo o país. Nenhum império vai tocar a terra sagrada da Venezuela. (…) Fuzis e mísseis para a força camponesa! Para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela. Mísseis e fuzis para a classe operária, para que defenda a nossa pátria! – adicionou Maduro, durante seu pronunciamento.
As falas do chavista ocorrem após os Estados Unidos endurecerem o cerco ao regime venezuelano. Além de aumentar a recompensa por Maduro – o valor fixado pelo ex-presidente Joe Biden era de 25 milhões de dólares (R$ 136 milhões) -, a administração Trump disse que o líder da Venezuela é um dos “maiores narcotraficantes do mundo” e representa uma ameaça à segurança nacional norte-americana.
O senador estadunidense, Bernie Moreno, por sua vez, previu que Maduro não estará no comando da Venezuela em dezembro.
– Não toleraremos um narcoterrorista que inflige danos aos Estados Unidos. Trataremos os terroristas como os EUA os trataram no passado. Não o vejo no cargo além do final deste ano – declarou no 10° Congresso Empresarial Colombiano.
Os EUA ainda decidiram deslocar mais de 4 mil fuzileiros navais e marinheiros para o mar do Caribe, além de um submarino de ataque com propulsão nuclear, destróieres, cruzador lança-mísseis e aeronaves de reconhecimento P-8 Poseidon. O objetivo, segundo o país, é fazer uma operação contra cartéis de drogas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, têm encontro marcado para a próxima segunda-feira (18/8). Os chefes de Estado conversam em meio a uma busca do que Trump chamou de “acordo de paz” que coloque fim à guerra entre Rússia e Ucrânia.
O encontro se dá após Trump receber o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na sexta (15/8), em Anchorage, no Alasca. O norte-americano e o russo saíram da reunião falando em diálogo, mas sem uma definição clara a respeito de cessar-fogo na Ucrânia.
Em post na rede X, Zelensky ressaltou que apoia a proposta de Trump para uma reunião entre Ucrânia, EUA e Rússia. “Tivemos uma conversa longa e substancial”, escreveu na rede social.
Após o telefonema individual, Trump e Zelensky falaram também com líderes europeus por cerca meia hora. Sem dar detalhes, a ligação entre eles durou mais de uma hora e meia.
“A Ucrânia reafirma sua disposição de trabalhar com o máximo empenho para alcançar a paz. O presidente Trump informou sobre seu encontro com o líder russo e os principais pontos da discussão. É importante que a força dos Estados Unidos tenha impacto no desenrolar da situação”.
Zelensky anunciou sua ida a Washington, segunda-feira (18/8), para encontrar Trump e discutir todos os detalhes sobre o fim da matança e da guerra. “Agradeço o convite.” Ele defendeu a participação dos europeus em todas as etapas de negociação, de modo a garantir a segurança. “Continuamos a coordenar nossas posições com todos os parceiros”, escreveu.
Trump confirmou a postagem de Zelensky com a informação de que o presidente ucraniano vai a Washington, D.C., ao Salão Oval, na tarde de segunda-feira (18/8). “Se tudo correr bem, agendaremos uma reunião com o presidente Putin. Potencialmente, milhões de vidas serão salvas”, afirmou.
A última reunião entre Trump e Zelensky, nos Estados Unidos, não acabou bem. Em fevereiro deste ano, os dois presidentes se desentenderam em pleno Salão Oval da Casa Branca e bateram boca ao vivo.
Os Estados Unidos revogaram os vistos da esposa e da filha, de 10 anos, do ministro da Saúde da gestão Lula (PT), Alexandre Padilha. A medida não foi aplicada contra o próprio ministro, pois o visto dele já estava vencido desde 2024.
As punições ocorrem em meio a uma ofensiva do governo estadunidense contra figuras ligadas à criação do Mais Médicos. Para a gestão Donald Trump, o programa instituído pelo governo brasileiro foi usado para beneficiar o regime cubano.
A sanção contra a família de Padilha foi anunciada na manhã desta sexta-feira (15) em comunicados emitidos pelo consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo. No informe, a entidade afirma que “surgiram informações indicando” que a companheira e a filha de Padilha não são mais elegíveis.
Padilha também esteve à frente da pasta em 2013, ano em que o programa foi criado.
De acordo com informações da jornalista Julia Duailibi, tanto a esposa quanto a filha de Padilha estão no Brasil. Elas tomaram conhecimento do caso via comunicado enviado por e-mail nesta sexta.
Além das duas brasileiras, também foram afetados pela medida o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Julio Tabosa Sales, e o coordenador-geral para COP30 Alberto Kleiman, ambos pelo mesmo motivo: envolvimento na criação do Programa Mais Médicos.
Para a gestão Donald Trump, eles usaram a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) como “intermediária com a ditadura cubana para implementar o programa sem seguir os requisitos constitucionais brasileiros, driblando as sanções dos EUA” e “pagando ao regime cubano o que era devido aos trabalhadores médicos cubanos”.
Nesta quinta (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aconselhou o secretário de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Mozart Sales, a não se preocupar com a derrubada do seu visto estadunidense. O petista apontou que o “mundo é muito grande” e que o Brasil está cheio de lugares bonitos para se visitar.
O presidente dos EUA teve ao menos quatro encontros com autoridades de países como Canadá, Israel e Rússia, além de reuniões presenciais com 21 autoridades, incluindo Milei e Noboa
O presidente dos EUA, Donald Trump, comenta as tarifas impostas a outros países no Rose Garden da Casa Branca, em Washington, DC, EUA – 2/4/2025 – Foto: Carlos Barria/Reuters
Desde o início do segundo mandato, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, já manteve diálogo com 35 chefes de Estado estrangeiros, seja por telefone, seja em encontros presenciais. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente do Brasil, não figura entre os líderes contactados. Nesta quarta-feira, 6, passa a valer a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.
O republicano conversou ao menos quatro vezes com autoridades do Canadá, Israel, Rússia, Ucrânia, México e Reino Unido. Apenas considerando reuniões presenciais, Trump reuniu-se com 21 líderes, entre eles os presidentes Javier Milei, da Argentina, e Daniel Noboa, do Equador.
Ausência de diálogo entre Lula e Trump
O premiê britânico, Keir Starmer, lidera o ranking de conversas diretas com Trump. Logo atrás aparecem o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. No total, Trump manteve mais contatos com líderes de esquerda e centro-esquerda do que com representantes de direita ou centro-direita, somando 31 encontros e 42 telefonemas, o que representa 58% dos contatos.
Apesar dessa ausência de diálogo direto entre Lula e Trump, ambos não deram sinais de interesse em iniciar conversas sobre qualquer tema. As manifestações positivas entre os dois se restringiram ao protocolo, como a mensagem de congratulações de Lula pela posse de Trump.
Crescentes tensões e impactos nas relações comerciais
Em diversas ocasiões, o petista e o republicano fizeram críticas mútuas. Durante a Cúpula do Brics, Lula destacou a proposta do grupo de adotar moedas locais nas transações, buscando reduzir a dependência do dólar. Em resposta, Trump afirmou que imporia novas tarifas de 10% “a todos que se alinharem às políticas antiamericanas do Brics”.
A mais recente escalada nas relações entre Brasil e Estados Unidos envolve a aplicação da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, decisão motivada por Trump, que classificou como “caça às bruxas” as ações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Nos últimos dias, o mundo voltou a acompanhar com preocupação a ocorrência de tsunamis na região do Pacífico. O fenômeno, provocado por um forte terremoto, atingiu partes do litoral da Rússia, do Japão e chegou, em menor intensidade, até cidades da costa oeste dos Estados Unidos. O caso reacendeu discussões sobre os riscos desses eventos extremos em outras partes do mundo inclusive no Brasil.
Para esclarecer dúvidas e tranquilizar a população, o Rotativo News conversou com o geólogo Carlos César Uchôa de Lima, professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), mestre, doutor e pós-doutor em Geologia, que explicou o que de fato ocorreu:
“Esse tsunami faz parte de uma grande falha geológica, um prolongamento da mesma falha que esteve envolvida no tsunami de 2011, no Japão. São zonas de choque de placas tectônicas”, explicou o professor.
A origem do fenômeno, portanto, está relacionada à intensa atividade sísmica em áreas onde placas tectônicas colidem algo que não ocorre no Brasil, segundo Uchôa:
“Nosso litoral é banhado pelo Atlântico e está fora das zonas de subducção. Não há possibilidade desse tsunami chegar à costa brasileira. A população pode ficar tranquila em relação a isso. ”
Ressaca no Brasil: há relação?
Nos dias seguintes ao tsunami no Pacífico, cenas de marés invadindo ruas no Rio de Janeiro, São Paulo e em algumas cidades do Nordeste chamaram a atenção nas redes sociais. Mas, segundo o professor, não há qualquer relação entre os dois fenômenos:
“Essas marés de ressaca foram anteriores ao tsunami. Aconteceram na tarde de ontem, enquanto o tsunami no Pacífico ocorreu à noite, no nosso fuso horário. São fenômenos distintos”, esclareceu.
O Brasil está protegido?
Sim. Embora o Brasil tenha um litoral extenso, ele está posicionado em uma área considerada tectonicamente estável. A última vez que um tsunami cruzou oceanos foi em 1960, quando um forte terremoto no Chile gerou ondas que chegaram ao Japão, passando pelo Havaí. Mas, como destacou o professor Carlos César Uchôa, isso ficou restrito ao Pacífico. Além disso, o país mantém sistemas de monitoramento de abalos sísmicos e coopera com redes internacionais que emitem alertas em caso de qualquer anomalia oceânica.
Gestão do presidente Javier Milei bate recordes e aponta um recuo de 41,7% na taxa comparada com os últimos governos de esquerda
Além da queda na inflação e do acordo tarifário favorável com os EUA, Milei pode comemorar a menor taxa de pobreza dos últimos sete anos | Foto: Reprodução/Twitter/X
O nível de pobreza na Argentina atingiu 31,6% no primeiro semestre de 2025. Este o resultado mais baixo desde 2018, quando o então presidente Mauricio Macri enfrentava uma série de desafios em razão de uma crise cambial. Os dados são da Universidade Torcuato Di Tella (UTDT). A instituição divulgou os números nesta terça-feira, 15, em Buenos Aires.
O índice representa do mesmo modo o melhor desempenho desde a posse de Javier Milei, em dezembro de 2023. O balanço indica um recuo de 21,3 pontos porcentuais em comparação ao pico de pobreza, que alcançou 52,9% no primeiro semestre de 2024.
Pobreza é bem menor em relação ao governo Kirchner
O recuo também representa uma diminuição considerável no segundo semestre de 2024, quando o índice apontou uma taxa na ordem de 38,1%. O resultado sob a gestão de Milei demonstra uma redução no nível de pobreza de 41,7% em comparação ao final dos governos de Alberto Fernández e Cristina Kirchner (2019-2023), líderes de esquerda que antecederam Milei.
Os estudos, sob responsabilidade de dois economistas da UTDT, apontam para a possibilidade de a Argentina, enfim, estar se livrando de um ciclo de pobreza acentuada. Conforme os pesquisadores, um dos grandes fatores de influência na redução da pobreza é o aumento do poder aquisitivo da população, que, enfim, está conseguindo se equiparar ou superar os índices inflacionários.
Em junho deste ano, por exemplo, a inflação, pelo segundo mês consecutivo, ficou abaixo dos 2%,em um movimento inédito desde 2020. Conforme os dados mais recentes da Secretaria de Emprego do governo federal, o valor do salário médio observado em maio de 2025 foi 10,4% acima do verificado em dezembro de 2023.
Após receberem o aviso, estrangeiros terão um prazo de 20 dias para sair voluntariamente do território português
Foto: Reprodução/Redes Sociais
O governo de Portugal iniciou a notificação de 5.386 brasileiros que deverão deixar o país após terem seus pedidos de residência negados. A informação foi divulgada pela imprensa portuguesa nesta segunda-feira (2). Os brasileiros integram um grupo de mais de 34 mil imigrantes que tiveram os vistos recusados pelas autoridades locais.
De acordo com o jornal Público, cerca de 2 mil imigrantes estão sendo notificados por dia pela Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA). Após receberem o aviso, os estrangeiros terão um prazo de 20 dias para sair voluntariamente do território português. Caso contrário, poderão ser alvos de medidas de expulsão.
“Essa notificação, no regime português, permite o abandono voluntário e só leva ao abandono coercivo depois de um novo procedimento”, explicou um representante da AIMA.
Os brasileiros são o segundo maior grupo de imigrantes em Portugal, atrás apenas dos indianos. Nos últimos anos, o país europeu tem sido um dos principais destinos para quem busca melhores condições de vida, especialmente pela facilidade do idioma e laços históricos.