A Superintendência Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) promove esta semana a fiscalização das floriculturas em alusão ao Dia de Finados – lembrado neste sábado, 2 de novembro. A operação foi iniciada na última terça-feira (29) e segue até sexta (1). Até o momento nenhuma irregularidade foi identificada.
De acordo com o superintendente do Procon, Maurício Carvalho, a data fomenta a geração de muitas relações de consumo e por isso é preciso preservar os direitos do consumidor. Todos os estabelecimentos comerciais deste segmento serão visitados, como floriculturas, cooperativas e supermercados que vendem flores. Os boxes de floriculturas na avenida Olímpio Vital também foram fiscalizados.
“Estamos observando se existe irregularidades como aumento abusivo dos preços, a clareza dos preços e das formas de pagamento, e verificando a disponibilidade do Código de Defesa do Consumidor. Se for flagrada alguma situação de peso leve, emitimos uma notificação de orientação ao estabelecimento comercial. Em casos de maior gravidade, emite um auto de constatação”, informa Maurício Carvalho.
O Procon é mantido pela Prefeitura de Feira de Santana. O órgão orienta os consumidores a denunciar situações irregulares. As denúncias podem ser feitas presencialmente na sede do PROCON (Rua Castro Alves, nº 635, Centro), por telefone através do número (75) 3617-1969, ou pelo aplicativo Procon Feira de Santana.
O Centro Universitário de Cultura e Arte da Universidade Estadual de Feira de Santana (Cuca-Uefs) promove a 46ª edição do Festival de Violeiros de Feira de Santana no dia 1 de novembro de 2024, a partir das 18h, no Teatro Universitário do Cuca. O evento, que tem entrada gratuita, contará com uma disputa de repente entre 5 duplas de violeiros de diferentes estados do nordeste e apresentação musical do repentista baiano Bule-Bule.
Este ano, 5 duplas convidadas disputarão o primeiro lugar do festival: Hipólito Moura (PI) e Jaciel Rufino (PE); Edvaldo Zuzu (PE) e Daniel Olímpio (PE); Vem Vem do Nordeste (SE) e Galego da Viola (SE); Raimundo Caetano (PB) e Rogério Meneses (PB); Nadinho de Riachão (BA) e Leandro Tranquilino (BA). Os versos improvisados pelos repentistas serão avaliados por uma mesa julgadora formada por entendedores da cantoria.
Para abrir e fechar o evento, o Festival contará com a apresentação musical do ilustre repentista baiano Bule-Bule, importante divulgador da cultura do repente no estado. Além disso, haverá venda de comidas típicas nordestinas pela Feira de Saberes e Sabores da Uefs. O Festival também será transmitido ao vivo no YouTube e Instagram da TV Olhos D’Água.
Sobre o Festival de Violeiros de Feira de Santana
O Festival de Violeiros de Feira de Santana é um evento que celebra a cultura do repente de viola nordestino. Criado em 1975 pelos violeiros feirenses Caboquinho, Dadinho e João Ramos, já foi palco de grandes repentistas nordestinos, como Ivanildo Vila Nova, Pedro Bandeira, Daudeth Bandeira, Severino Feitosa, Mocinha do Passira, João Lourenço e Antônio Queiroz.
Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2021, o Repente, também conhecido como Cantoria, reúne um conjunto de narrativas orais, cantorias e poesia popular improvisadas acompanhadas pela viola caipira. Em competições como o Festival de Violeiros de Feira de Santana, os violeiros, também conhecidos como poetas ou repentistas, improvisam sobre temas e métricas diversas.
Visando a manutenção da tradição do repente na cidade e a preservação do Festival, o Cuca/Uefs organiza o Festival de Violeiros de Feira de Santana desde 2023 em parceria com a Associação de Violeiros e Trovadores da Bahia (AVTB), presidida por João Ramos, um dos criadores do evento.
O 46° Festival de Violeiros de Feira de Santana 2024 é realizado pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), através do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), e pela Associação de Violeiros e Trovadores da Bahia (AVTB), com apoio da Prefeitura Municipal de Feira de Santana, da TV Olhos D’Água e da Feira de Saberes e Sabores, um projeto da Incubadora de Iniciativas da Economia Popular e Solidária da Uefs.
Evento: 46º Festival de Violeiros de Feira de Santana 2024
Data: 01/11/2024
Horário: 18h
Local: Teatro Universitário do Cuca
Entrada gratuita (doação de 1kg de alimento não perecível opcional)
Em entrevista exclusiva e reveladora, o médico nefrologista e professor universitário Antônio César de Oliveira, conhecido como César Oliveira, doutor em Medicina e Saúde, e articulista do jornal Tribuna Feirense, compartilha reflexões sobre sua trajetória pessoal e profissional, sua vivência em Feira de Santana e as influências que o motivaram a escrever o livro O Homem das Unhas de Sal.
O lançamento da obra acontece às 19h desta quarta-feira (30/10/2024), no Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira, em Feira de Santana. Publicado pela Editora InVerso, o livro reúne memórias pessoais do autor e aborda a universalidade dos laços humanos, destacando a importância das experiências familiares e afetivas ao longo da vida.
Na entrevista conduzida por Carlos Augusto, jornalista e cientista social, diretor e editor do Jornal Grande Bahia (JGB), César Oliveira explora temas como a afetividade humana, a valorização da família e as raízes identitárias que moldam o ser humano e ser agir sobre o mundo. O diálogo oferece ao leitor lições sobre a importância dos vínculos afetivos e das conexões familiares como elementos centrais da experiência humana.
Confira a entrevista
Jornal Grande Bahia — O que o motivou a transformar suas memórias familiares em crônicas literárias?
César Oliveira — Primeiro porque relatar é permanecer e deixar aos seus um retrato de como construímos nossa história para que eles possam compartilhar da mesma emoção, valorizar o feito e ter referências. Em segundo, porque escrever é uma forma de olhar a si próprio e encontrar respostas.
Jornal Grande Bahia — Como foi o processo de reunir seus textos em uma narrativa coesa que resultou no livro?
César Oliveira — Neste livro a busca tornou-se mais direcionada porque o tomei como ponto de partida de tudo que já escrevi. Então, nossa experiência primordial e definidora é a experiência da família e suas relações. Definido isso, ficou fácil reunir textos referentes aos meus pais e filhos.
JGB — Em que momento você percebeu que suas experiências pessoais poderiam ressoar de forma tão universal?
César Oliveira — Sempre digo que a vivência e a história de cada um são absolutamente individuais, mas as emoções que cada um vive nesse processo familiar são absolutamente coletivas, pois esse é nosso núcleo central, ao redor do qual a maioria ergue suas representações. Eu sou único na forma como sinto, mas sou todos no sentir.
JGB — O livro aborda a relação entre pais e filhos de maneira profunda. Como sua própria experiência como pai influenciou na construção dessa narrativa?
César Oliveira — Nós somos uma trajetória de espelho, de referências, por mais que tentemos nos distanciar dessa filiação. Ao escrever como filho vejo meus pais e seus gestos; ao escrever como pai vejo os gestos deles que lego aos filhos. A sabedoria é evitar aquilo que consideramos inadequado pelo tempo e aprofundarmos aquilo que se tornou valores essenciais do homem que tentamos ser.
JGB — A obra apresenta memórias de sua infância na roça e os laços familiares. Como você equilibrou o pessoal e o universal na narrativa para que outros leitores possam se identificar?
César Oliveira — Em verdade, todos nós tivemos uma infância, dificuldades, ficamos órfãos, alegrias e aflições. Isso é o mesmo ainda que o leitor esteja na selva, na roça, na casinha de sapê, no cimento urbano. Variam as formas, mas esse conjunto de percepções são universais.
César Oliveira — Sempre digo que a vivência e a história de cada um são absolutamente individuais, mas as emoções que cada um vive nesse processo familiar são absolutamente coletivas, pois esse é nosso núcleo central, ao redor do qual a maioria ergue suas representações. Eu sou único na forma como sinto, mas sou todos no sentir.
JGB — O livro aborda a relação entre pais e filhos de maneira profunda. Como sua própria experiência como pai influenciou na construção dessa narrativa?
César Oliveira — Nós somos uma trajetória de espelho, de referências, por mais que tentemos nos distanciar dessa filiação. Ao escrever como filho vejo meus pais e seus gestos; ao escrever como pai vejo os gestos deles que lego aos filhos. A sabedoria é evitar aquilo que consideramos inadequado pelo tempo e aprofundarmos aquilo que se tornou valores essenciais do homem que tentamos ser.
JGB — A obra apresenta memórias de sua infância na roça e os laços familiares. Como você equilibrou o pessoal e o universal na narrativa para que outros leitores possam se identificar?
César Oliveira — Em verdade, todos nós tivemos uma infância, dificuldades, ficamos órfãos, alegrias e aflições. Isso é o mesmo ainda que o leitor esteja na selva, na roça, na casinha de sapê, no cimento urbano. Variam as formas, mas esse conjunto de percepções são universais.
JGB — De que maneira você utilizou o humor, presente nas crônicas, para tratar de temas tão sensíveis como as relações familiares?
César Oliveira — O humor sempre é uma forma otimista e sensata de enfrentar o que dói ou incomoda. Ele, às vezes, está presente, mas em outros momentos o lírico predomina. Em alguns textos ele é belo e dolorido, mas esse é o conjunto que nos faz ser o que somos.
JGB — Sendo médico nefrologista e professor universitário, como você conciliou sua carreira com a escrita literária?
César Oliveira — Sempre conciliei estas duas atividades, que de certo modo se alimentam uma da outra, embora só agora esteja começando a reunir o que fazia de forma esparsa, para dar um sentido de conjunto ao que já escrevi.
JGB — Como a prática da medicina e o contato com diferentes histórias de vida influenciaram seu olhar como escritor?
César Oliveira — A prática médica oferece um potencial imenso de histórias, porque convivemos com a fragilidade do humano e suas emoções expostas, sem freios, com a naturalidade que ela exige e isso rende uma profunda compreensão do humano. De forma real e direta. Então isso tudo acaba ajudando a construir o modo de ver o mundo ao meu redor.
JGB — Quais são suas expectativas em relação ao lançamento do livro em Feira de Santana? Como você enxerga o impacto dessa obra em sua cidade natal?
César Oliveira — Eu estou bastante otimista e os amigos, como você, tem ajudado na divulgação do livro. Evidente que sabemos as dificuldades atuais de leitura impressa, mas produzir um movimento que leve alguém a ler sempre é muito positivo. Espero que Feira abrace a história que também é dela.
JGB — A Editora InVerso tem uma proposta de estreitar laços entre autor, leitor e editora. Como tem sido sua experiência com a editora nesse processo de publicação e lançamento?
César Oliveira — A editora foi extremamente ágil, dinâmica, respondendo de forma muito correta ao que eu desejava. Fizemos o pré-lançamento na Bienal , em São Paulo, e agora estamos começando o trabalho em Feira
JGB — Em um mundo tão acelerado, qual a importância de resgatar e refletir sobre as memórias familiares?
César Oliveira — Nós somos coletivos, nós somos grupo, nós somos herdeiros do bando. A família tem um papel central no que nos tornamos, nas nossas referências. Ser família de alguém não é algo banal ou simples. Ao contrário, é um trabalho enorme com um profundo impacto no seu destino. O que fazemos ao valorizar a família é sinalizar que aquilo que ela é ecoa por muito tempo em nós.
JGB — Você mencionou que escreve para “lutar com os moinhos de vento”. Pode nos contar mais sobre o significado dessa expressão para você?
César Oliveira — Nós todos, cidadãos e homens, somos cercados permanentemente por “ moinhos de vento”. Os reais – a sociedade e seus costumes, a liberdade, as necessidades básicas de sobrevivência- e os imaginários- aquilo que nos consome. Nossos medos, paixões, pulsões, culpas, enfim aquilo que se não for enfrentado acaba por dobrar nossos joelhos. Escrever é minha forma de ficar centrado no que preciso ser.
JGB — Podemos esperar novas produções literárias no futuro? Há planos para continuar escrevendo ou até explorar outros gêneros?
Sim, já estou trabalhando em um livro de crônicas gerais, sem esse registro familiar de ponto de partida, e selecionado frases curtas das milhares que já fiz, para outro livro.
JGB — Feira de Santana tem um papel importante em sua vida e na sua obra. Como a cidade e suas memórias locais influenciaram sua escrita?
César Oliveira — Sou feirense da feira-livre antiga, dos currais de gado, do Café São Paulo, às segundas-feiras e tudo mais que se tornou uma Feira perdida na memória. Por outro lado, sou da Feira moderna, que serviu de lugar de criação aos meus filhos. Então a antiga e a nova estão sempre presentes comigo.
JGB — Em que medida você acredita que a cultura e os valores do interior baiano estão refletidos em sua obra?
César Oliveira — Quando escrevo a história que vivi, não deixo de fazer um retrato psicológico dos comportamentos que representavam meu tempo, de fazer um retrato social do modo de vida que tive em minha trajetória. Parto do chão, do chão mais batido da roça, até chegar à vida de hoje. E essa cultura e valores acaba sendo uma narrativa que fica nas entrelinhas do texto para ser olhado.
Perfil biográfico
Antônio César de Oliveira, conhecido como César Oliveira, é médico nefrologista e professor universitário com extensa carreira na área de Medicina e Educação Médica. Graduado em Medicina pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública em 1985, possui Residência Médica em Nefrologia e é doutor em Medicina e Saúde Humana pela mesma instituição (2009). Atua como professor de Nefrologia no Curso de Medicina da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e é nefrologista no Instituto de Urologia e Nefrologia (IUNE). Além disso, é Coordenador da Residência de Clínica Médica da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, no Hospital Geral Clériston Andrade. Com experiência em hipertensão arterial, síndrome metabólica, risco cardiovascular e disfunção endotelial, Oliveira também se destaca em Educação Médica, especialmente no uso de Metodologias Ativas. Entre 2005 e 2010, coordenou o Curso de Medicina da UEFS. Diretor geral e articulista do jornal Tribuna Feirense, mantém uma presença ativa na área de comunicação e reflexão sobre temas médicos e sociais.
O vereador Ismael Bastos (PL), atualmente exercendo mandato na Câmara Municipal de Feira de Santana, anunciou em entrevista ao De Olho na Cidade, que entrou com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a decisão que reverteu a distribuição de cadeiras na Câmara. A medida, que resultou na retotalização de votos e apontou Hélio Barreto e Antônio Carlos (Carlinhos Cabeção) como os novos ocupantes das vagas, foi motivada por uma ação judicial envolvendo o cumprimento da cota de gênero nas eleições de 2020, quando Ismael concorreu pelo PSD e ficou como primeiro suplente.
O parlamentar explicou que sua iniciativa busca questionar uma decisão monocrática de uma juíza do TSE, que considerou inválido o preenchimento da cota de gênero no PSD.
“Dois candidatos ao cargo de vereador entraram com uma ação, questionando o partido PSD e sua relação com a cota de gênero. Eles perderam em Feira de Santana e novamente em Salvador. No entanto, ao recorrerem ao TSE, uma juíza deu ganho de causa a eles, alegando descumprimento da cota de gênero”, esclareceu.
Na condição de suplente que assumiu a vaga, Ismael se tornou parte do processo e decidiu interpor recurso, solicitando que a questão seja analisada pelo plenário do TSE.
“O TSE é composto por sete ministros. Uma decisão tão drástica como a cassação de mandato, que vai contra a vontade soberana dos eleitores, não deveria ser tomada por apenas uma magistrada. Entramos com o recurso para que essa decisão seja discutida pelo colegiado completo”, argumentou.
Ismael Bastos também oficiou a Câmara Municipal, na pessoa da presidente Eremita Mota, pedindo que nenhuma ação seja tomada até que haja um pronunciamento final do TSE sobre o caso.
“É um precedente comum, adotado por diversas casas legislativas. O poder Legislativo tem sua autonomia, e há precedentes em várias cidades onde a presidência aguarda o desfecho final antes de tomar qualquer decisão”, destacou o vereador.
Quando questionado sobre o tempo para uma resposta judicial, Bastos expressou incerteza.
“Infelizmente, o tempo judicial é algo que não podemos controlar. Fizemos o que estava ao nosso alcance, e agora aguardamos a manifestação do Poder Judiciário”, declarou.
Faltando cerca de 45 dias para o encerramento do ano legislativo, Ismael reforça que aguardar a decisão do plenário do TSE seria prudente.
“É justo que essa decisão seja tomada com cautela e no tempo correto. Esse é o nosso pleito”, finalizou.
*Com informações do repórter Danillo Freitas do site De Olho Na Cidade
A Prefeitura de Feira de Santana inicia na última quarta-feira (23) o serviço de captura de enxames de abelhas a fim de proteger o população de ataques. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Agricultura, Recursos Hídricos e Desenvolvimento Rural (Seagri).
De acordo com o secretário de Agricultura, Alexandre Monteiro, o serviço não gera custo para a população e os enxames capturados serão soltos em local seguro. A população pode solicitar o serviço através do aplicativo Feira Conectada, disponível nas plataformas Android e iOS.
A Secretaria Municipal de Educação apresenta, na próxima terça-feira (29), a ampliação e os resultados conquistados pelo Programa Jovem Aprendiz Feirense. A solenidade será às 10h, na Igreja do Avivamento Bíblico. O ato conta com a presença da primeira-dama do estado de Goiás, a feirense Gracinha Caiado.
A iniciativa lançada em 2023 viabiliza a qualificação profissional a jovens para ingressarem em atividades de trabalho e aprendizado. O programa é executado no município através de parceria entre a Prefeitura de Feira de Santana e a Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (RENAPSI).
Para participar no programa, os jovens devem ter entre 14 a 21 anos, frequentar a Educação de Jovens e Adultos (EJA) ou o ensino fundamental na rede municipal de Feira de Santana. A renda familiar per capita deve ser de até 2 salários mínimos.
Os estudantes recebem salário mínimo/hora, décimo terceiro salário, férias remuneradas, vale transporte em áreas com transporte público, seguro de vida, uniformes e crachás.
A secretária municipal de Educação, Anaci Paim, enfatiza a importância da implantação do programa para o desenvolvimento do senso de responsabilidade.
“Os selecionados desempenham funções administrativas nas escolas, apoiando as secretarias. O objetivo é que os jovens atuem nas unidades escolares, contribuindo para sua formação cidadã. A proposta do programa é conciliar trabalho e estudos, visando reduzir a evasão escolar e garantir o desenvolvimento integral dos participantes”, afirma Anaci Paim.
O evento acontece na Igreja do Avivamento Bíblico, localizada na avenida Senhor dos Passos, 26, Centro.
O combate à dengue continua sendo um dos maiores desafios enfrentados pela Prefeitura de Feira de Santana em 2024. Até essa terça-feira (22), o município já havia registrado 7.562 casos da doença. Para reforçar o enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, as motos fumacê têm sido uma das principais ferramentas utilizadas.
Desde o início da operação, essas motos já passaram por 1.999 ruas em bairros com alta incidência de casos, como Mangabeira, Tomba, Conceição, Campo Limpo e Gabriela. A agilidade das motos fumacê permite alcançar becos, vielas e áreas de difícil acesso, complementando o trabalho dos agentes de endemias, que fiscalizam imóveis e aplicam larvicidas em possíveis criadouros.
A secretária de Saúde, Cristiane Campos, destacou a importância da cooperação da população na luta contra o mosquito. “É fundamental que todos colaborem, evitando água parada e buscando atendimento médico ao menor sinal de sintomas”, orienta.
O trajeto das motos fumacê é definido com base no número de notificações registradas nos últimos 15 dias, priorizando os locais com maior concentração de casos. A programação pode ser ajustada semanalmente, conforme o aumento dos casos em outras áreas. Atualmente, os veículos estão atuando nos bairros Tomba e Mangabeira, com previsão de cobertura no Jardim Cruzeiro nos próximos dias.
A Secretaria de Saúde também orienta a população a abrir portas e janelas durante a passagem das motos fumacê, permitindo que o inseticida atinja todos os ambientes da casa. Além disso, é importante retirar animais de estimação das garagens e jardins, e proteger alimentos para evitar contaminação por partículas do produto.
A aprovação do Plano Municipal de Turismo de Feira de Santana, referente ao exercício 2023 a 2030, foi publicada neste sábado (26) no Diário Oficial Eletrônico. A medida considera a aprovação do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR) no dia 31 de julho de 2024.
De acordo com o secretário de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, também presidente do COMTUR, Wilson Falcão, a elaboração do projeto foi por meio de convênio entre a Prefeitura e o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e teve a consultoria técnica da Daventura. O documento é um importante instrumento de planejamento municipal que visa orientar o crescimento do setor no município.
“Feira de Santana é uma cidade comercial, o maior entroncamento rodoviário do Norte e Nordeste, uma cidade maior do que oito capitais do país. O turismo é uma peça fundamental, como o turismo de compras, de eventos e o de lazer. O turismo passa a ser um vetor para o crescimento e desenvolvimento econômico, inclusive o turismo náutico, pois temos o Rio Paraguaçu e o Lago Pedra do Cavalo”, considera Wilson Falcão.
O Plano tem como premissa básica a representatividade da cadeia do turismo, para tanto, orientado pelos consultores técnicos, todo o processo foi realizado de forma participativa, tanto no momento do levantamento inicial e desenvolvimento do diagnóstico e estratégias, quanto da validação das proposições que estavam sendo construídas.
Há um ano morando em Feira de Santana, em uma vila de casas na rua Tupinambás, bairro Mangabeira, uma família de venezuelanos indígenas da etnia Warao conseguiu dar um passo importante na estadia deles no país. Nelson Rattia Mata, 69 anos, junto a mulher e dois filhos, sendo um adolescente e o outro criança, foram encaminhados à Delegacia de Imigração da Polícia Federal, em Salvador, para emitir a documentação que regulariza a situação migratória.
A família saiu de Feira acompanhada por dois advogados, um assistente social, e um profissional de saúde da Prefeitura de Feira de Santana até o aeroporto de Salvador, onde está localizada a delegacia da Polícia Federal.
A assessora jurídica da Sedeso, Lariza Costa, explica que eles tiveram o processo de solicitação de refúgio deferido pelo Comitê Nacional para os Refugiado, o CONARE. “Agora, estão indo solicitar o registro nacional como refugiado junto à Polícia Federal, onde será emitida a documentação. A carteira de Registro Nacional Migratório, documento de identificação da pessoa refugiada, deve ser renovada a cada nove anos e com ela o migrante tem autorização de residência por tempo indeterminado no Brasil”.
A família de Nelson Rattia Mata está entre as 62 pessoas da etnia WARAO que mora no bairro Mangabeira. Além deles, mais quatro venezuelanos já conseguiram regularizar a situação migratória, no último dia 15.
Antes de seguirem viagem, Nelson Matta disse que chegou ao Brasil cruzando a fronteira em busca de uma vida melhor e que já conseguiu se adaptar ao novo país, especificamente em Feira de Santana. Agora, com a regularização migratória, o venezuelano afirma que ficará mais tranquilo. “Foi boa essa ajuda que a Prefeitura nos deu nesse processo”.
ASSISTÊNCIA AOS VENEZUELANOS
A Prefeitura de Feira de Santana tem assegurando a assistência aos migrantes venezuelanos [independentemente da situação migratória], desde 2020 quando chegaram no município, os quais têm acompanhamento socioassistencial e aos serviços das redes de Saúde, Educação, dentre outros.
Vale destacar que esse grupo também está inscrito no CadÚnico, do Governo Federal, e participam do programa de Transferência de renda (Bolsa Família). Além disso, são atendidos e acompanhados pelos CRAS do território onde residem, incluídos no Programa de Atendimento Integral à Família (PAIF) e no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV).
São contemplados, ainda, com os Benefícios Eventuais ofertados pelo Município, a exemplo dos auxílios Moradia (Aluguel Social), Natalidade, Funeral, dentre outros. Além disso, são auxiliados na emissão de documentos nacionais e migratórios.
A Agência Reguladora de Feira de Santana (ARFES) informa que a partir desta semana, todas as segundas e quintas-feiras, das 6h às 16h, até o final de novembro, a Embasa (Empresa Baiana de Águas e Saneamento) retomará os testes na nova adutora de 1,4 metros de diâmetro que irá compor o Sistema Integrado de Abastecimento de Água (SIAA) de Feira de Santana.
Desta forma, os testes podem ocasionar uma redução significativa no volume e na pressão da água fornecida à população, especialmente nas áreas mais altas da cidade e em zonas rurais.
Carlos Alberto Moura Pinho, presidente da ARFES, ressaltou a importância da colaboração da população nesse período. “A Embasa fará manobras necessárias para realizar os testes de pressão e pedimos à população que economize água, até um pouco mais do que de costume, para viabilizar o processo. Esses testes são essenciais para garantir um maior volume de água no verão que se aproxima”, explica.
O projeto da nova adutora faz parte de um investimento de R$ 111 milhões, destinado a equilibrar a oferta e demanda de água a curto e longo prazo, contribuindo para melhorias no abastecimento de toda a região de Feira de Santana. Embora os testes possam causar transtornos temporários no fornecimento de água, os benefícios de longo prazo, como maior capacidade de abastecimento, justificam essas medidas, considera o presidente da ARFES.
Recomenda-se que a população fique atenta às interrupções programadas e reforce o uso consciente da água durante esses dias. A ação é necessária para garantir que a nova infraestrutura funcione de forma adequada, com o objetivo de proporcionar um abastecimento mais eficiente e estável.