O Bahia anunciou nesta quinta-feira (31) a saída do diretor de futebol Diego Cerri. O gestor tinha contrato com o time baiano até o final do ano de 2020 e com a renovação do vínculo, o Tricolor comunicou que ele não fará mais parte do Departamento de Futebol do clube.

Cerri chegou no Bahia em 2016 para ser gerente de futebol de Nei Pandolfo, responsável pelo futebol. Nesses quatro anos ele contratou 72 jogadores. Entre os atletas com vínculo com o time estão Zé Rafael, Flávio, Gregore, que contribuíram nos elencos do time baiano. Porém, também trouxe atletas que não deixaram saudade para o torcedor do Esquadrão.

Informações: Varela Notícias


O Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) se manifestou, nesta quinta-feira (24), a respeito das discussões ocorridas no jogo entre Flamengo e Bahia. A partida terminou com uma acusação de injúria racial contra o do meia-atacante Índio Ramírez e também imagens de um bate-boca entre ele e o atacante Bruno Henrique.

Conforme informou O Globo, a direção geral do instituto citou, por meio de nota oficial, reportagens que abordaram “uma suposta participação do Ines na elaboração de laudo técnico em que se comprovaria o teor da fala de um jogador de futebol pertencente a uma determinada agremiação esportiva”. Trata-se da alegação, por parte do Flamengo, de que pessoas vinculadas ao órgão atestaram a suposta manifestação racista de Ramírez.

No entanto, o Ines afirma que os dois profissionais, “embora pertencentes ao quadro de servidores da Instituição, em que ocupam o cargo de Tradutor e Intérprete de Língua Brasileira de Sinais, não o fizeram representando o Ines, mas sim de forma particular”.

Ainda na nota, assinada pela chefe de gabinete, a professora doutora Ana Regina Campello, o instituto alega ainda que “não possui a competência para se manifestar sobre questões que requeiram habilidades de ‘leitura labial’” e que “na qualidade de instituição federal de ensino vinculada ao Ministério da Educação, não possui autorização regimental para prestar serviço em prol de interesses privados a pessoas físicas ou jurídicas”.

O Flamengo disse que enviou ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva esse laudo ao qual o Ines se refere. A tentativa é acrescentar ingredientes ao inquérito pedido pela procuradoria que vai apurar a denúncia de Gerson contra Ramírez e resvala no bate-boca entre o colombiano e Bruno Henrique.


Bahia reintegra Ramírez; cláusula antirracista será incluída nos contratos dos jogadores

O Bahia decidiu reintegrar o meia Juan Ramirez, após a perícia contratada pela agremiação não ter comprovado a denúncia feita por Gérson, do Flamengo, que acusou o colombiano de ter praticado injúria racial na partida contra o rubro-negro carioca, no último domingo (20), no Maracanã. A decisão foi anunciada pelo clube nesta quinta-feira (24).

“Os laudos das perícias em língua estrangeira contratadas pelo Bahia não comprovam a injúria racial e o clube entende que, mesmo dando relevância à narrativa da vítima, não deve manter o afastamento do atleta Índio Ramírez ante a inexistência de provas e possíveis diferenças de comunicação entre interlocutores de idiomas diferentes. O papel do Bahia é de formação e transformação, sempre preservando os direitos fundamentais e a ampla defesa. O atleta deverá ser reincorporado ao elenco tão logo os profissionais da comissão técnica e psicólogos entendam adequado”, diz o clube, por meio de nota.

Além da decisão de reintegrar Ramirez, o Bahia anunciou medidas que serão adotadas para combater o racismo no futebol, entre elas a inclusão de cláusula anti-racista, xenofóbica e homofóbica no contrato dos atletas.

MEDIDAS ANUNCIADAS PELO BAHIA

  1. Inclusão de cláusula anti-racista, xenofóbica e homofóbica no contrato dos atletas.
  2. Proposta de criação de protocolo antidiscriminatório para jogos de futebol no Brasil.
  3. Implantação do projeto “Dedo na Ferida” para o elenco na pré-temporada. Não haverá jogador ou jogadora que vista a camisa do Bahia sem que tenha antes a oportunidade de obter acesso a uma imersão sobre racismo estrutural.
  4. Encaminhamento junto à mesa do Conselho Deliberativo do clube para incorporação de cotas raciais nas próximas eleições.
  5. Inclusão de espaço no Museu do Bahia dedicado ao combate e debate do racismo, xenofobia, sexismo e LGBTfobia e demais formas de intolerância.
  6. Apoio ao projeto de lei que Cria o Dia Nacional Da Luta Contra o Racismo no Futebol

Os laudos contratados pelo próprio Bahia apontam que o atleta Ramírez não teria dito “seu negro” para o jogador Bruno Henrique, do Flamengo, durante uma discussão acalorada que tiveram ao longo da partida que terminou 4×3 para o time carioca, domingo, no Maracanã. Em vez disso, o colombiano teria dito “tá quanto?”, em provocação e em referência ao placar do jogo naquele momento, que era favorável ao Bahia por 3×2.

A informação foi divulgada pelo site GE inicialmente e confirmada com o Bahia pelo CORREIO. O laudo faz parte da apuração que o tricolor instaurou sobre o ocorrido no jogo.

Na noite de terça-feira (22), o Flamengo apresentou o mesmo vídeo, acompanhado de um laudo apontando que Ramírez teria dito “seu negro” para Bruno Henrique. O Bahia, por sua vez, preferiu contratar ele mesmo especialistas de leitura labial.

Segundo o apurado pelo CORREIO, um dos especialistas consultados era argentino, e outro, chileno, na tentativa de fazer a leitura mais fidedigna do espanhol, idioma falado por Ramírez, que chegou ao clube no início de novembro e não domina o português.

O meia colombiano disse à diretoria do Bahia que teria falado “tá quanto?” no vídeo divulgado pelo Flamengo, ao passo que a direção do clube colocou a cena sob perícia e constatou a versão do atleta.

Antes disso, segundo o laudo obtido pelo Bahia, ele se vira para Bruno Henrique e provoca dizendo “qué pasó?”, algo próximo de “o que foi?” na língua materna, o espanhol.

Torcedores do Bahia estão compartilhando nas redes sociais um abaixo-assinado, com o intuito de reintegrar o meia atacante Indio Ramírez ao elenco Tricolor.


O Bahia contratou perícia própria para apurar a denúncia de injúria racial feita pelo meio-campo Gerson, do Flamengo, em relação a Índio Ramírez, meia-atacante do clube baiano. A informação foi divulgada pelo Tricolor na noite desta terça-feira, depois que o Rubro-Negro informou ter laudo atestando que o jogador do time baiano ofendeu o atacante Bruno Henrique minutos depois da discussão com Gerson.

Por meio de nota oficial, o Bahia diz que não teve acesso a qualquer laudo a respeito do caso e destaca que contratou um serviço próprio para apurar a situação. O clube ainda promete uma decisão firme e lamenta o contexto de agressividade em campo na partida contra o Flamengo, disputada no último domingo.

Ao sair de campo, Gerson afirmou que foi chamado de “negro” por Ramírez aos 7 minutos do segundo tempo do jogo. Nesta terça, surgiu vídeo de discussão do colombiano com Bruno Henrique aos 20 da segunda etapa.

De acordo com o laudo do Flamengo e um especialista consultado pelo ge, o colombiano chamou Bruno Henrique de “seu negro” durante a discussão. O especialista diz ainda que o atacante rubro-negro chamou Ramírez de “gringo de m…”.


Reincorporação imediata do Jogador Juan Pablo Ramírez

A acusação de Gerson (jogador do Clube de Regatas do Flamengo) é grave e deve ser apurada, a fala da vítima sempre deve ter força, mas o contexto a seguir nos leva a crer que o Bahia não pode ser punido antecipadamente com a falta do jogador Ramírez em um momento tão importante.

1- Gerson tem histórico de Xenofobia
2- Não há provas de áudio e vídeo que confirme o ato.
3- Contexto do jogo: Bruno Henrique, Gerson e todo o time do Flamengo buscava a expulsão de um jogador para igualar o jogo. Ambos estavam exaltados e foram arrogantes com os jogadores do Bahia.
4- RAMIREZ é estrangeiro e o Bahia deve assegurar a sua ampla defesa.

Só pra ressaltar, ainda não temos a conclusão do caso. Caso comprovado o ato de racismo por parte do jogador defenderemos sua imediata punição, com multa, afastamento e o cumprimento de ações sociais.

Acusação falsa de racismo, gera um prejuízo tão grande a causa, quanto o ato racista em si. Racismo tem que ser punido no rigor da lei. Acusação falsa, idem.

Até lá, e diante desses fatos expostos defendemos a imediata reincorporacão do atleta ao elenco de futebol profissional do Esporte Clube Bahia até que que haja algo concreto contra o mesmo.

Participe: https://secure.avaaz.org/community_petitions/po/esporte_clube_bahia_reincorporacao_imediata_do_jogador_juan_pablo_ramirez/


Brasileirão A2: CBF divulga detalhes das semifinais entre Bahia e Botafogo
Foto: Foto: Felipe Oliveira / E.C. Bahia

O time feminino do Bahia já tem vaga garantida na elite do Campeonato Brasileiro de 2021, mas ainda busca o título do A2. Na última segunda-feira (21), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou a tabela detalhada das semifinais da Segunda Divisão da categoria feminina.

As Meninas de Aço disputam a penúltima rodada da competição em janeiro de 2021. Enfrentando o Botafogo, a equipe baiana visita o time Alvinegro no Estádio Nilton Santos na partida de ida e recebe as Gloriosas na Arena Fonte Nova no jogo de volta.

Além do Bahia e do Botafogo, estão classificadas para a Série A1 no próximo Real Brasília-DF e Napoli-SC, que também se enfrentam nas semifinais do A2.

Os jogos do Bahia e Botafogo serão transmitidos em TV aberta pela Band e pela CBF TV, através da plataforma MyCujoo.

Desde o último sábado (19), as Meninas de Aço estão em recesso e só retomam as atividades presenciais no início de janeiro. Segundo o Bahia, as atletas vão realizar um programa de treinos em casa durante esse período.

Informações: Bahia Notícias


Pouco mais de três meses após a manifestação polêmica feita durante uma competição de vôlei de praia, a atleta Carol Solberg tem que lidar com uma nova realidade: a falta de patrocínio. Depois de gritar “Fora, Bolsonaro” ao vivo na TV, no dia 20 de setembro, Carol perdeu o auxílio das empresas que a apoiavam e agora está pagando sua equipe do próprio bolso.

– Sei que fechei portas com as marcas que não querem se envolver com política – disse a atleta à revista Veja Rio.

Carol Solberg até chegou a ser advertida por conta da manifestação política, registrada durante a cerimônia de premiação da etapa de Saquarema (RJ) do Circuito Brasileiro do Vôlei de Praia, em setembro. Entretanto, o Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do vôlei absolveu Solberg no dia 16 de novembro.

A punição inicial, aplicada em primeira instância no dia 13 de outubro, havia sido de condenação para Carol, com base no artigo 191 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva – “deixar de cumprir ou dificultar o cumprimento de regulamento, geral ou especial, de competição”. Os auditores tinham aplicado multa de R$ 1 mil, convertida para advertência.


O meia Indio Ramírez, do Bahia, defendeu-se das acusações de racismo feitas por Gerson, do Flamengo, no jogo do último domingo, no Maracanã, válido pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em depoimento em vídeo divulgado pelo clube baiano a pedido do próprio atleta, o colombiano deu sua versão sobre o episódio:

  • Em nenhum fui racista com nenhum dos jogadores, nem com Gerson, nem com qualquer outra pessoa. Acontece que quando fizemos o segundo gol botamos a bola no meio do campo para sair rapidamente e o Bruno Henrique finge e eu arranco a correr e eu digo a Bruno que” jogue rápido, por favor”, “vamos irmão, jogar sério”. Aí ele joga a bola para trás e Gerson, não sei o que me fala, mas eu não compreendo muito o português. Não compreendi o que me disse e falei “joga rápido, irmão”. Aí passo por ele e sigo a bola. Não sei o que ele entendeu, o que ouviu. Ele jogou a bola e passou a me perseguir sem eu entender o que passava. Dei a volta por trás porque não queria entrar em briga com ninguém e depois ele sai falando que o tratei com “cale a boca, negro” falando português quando eu realmente não falo português. Estou apenas alguns meses no Brasil e sobre isso de ser racista não estou de acordo, porque isso não é bem visto em nenhuma parte do mundo e sabemos que todos somos iguais e em nenhum momento falei isso e menos ainda usei essa palavra.

O atleta colombiano continuou:

  • O clima no jogo estava complicado. Foi um jogo bom, eles abriram 2 a 0. Empatamos e tínhamos chances de fazer o terceiro. Se supõe, então, que o jogo fica disputado, com mais chegadas. Ele ficou diferente. Um atacando, outro defendendo. É algo normal. Fica tenso por circunstâncias do jogo. Mas nada de insultos e racismo. Bruno, em um momento, me chamou de “gringo de merda”, mas eu não prestei muita atenção. Sou colombiano, criado em Rio Negro, uma cidade perto de Medellín. A minha família sempre me ensinou que somos todos iguais mesmo. Não há ninguém melhor do que o outro mesmo que um tenha mais dinheiro do que outro. Espero que as coisas se esclarecem rapidamente, minha família e eu estamos passando por um momento complicado. Não fui racista em nenhum momento. Vim ao Brasil para jogar e ter um futuro. De coração, espero que tudo se solucione. Desculpa a quem escutou, se o Gerson entendeu mal o que falei. Em nenhum momento falei mal dele e não fui racista.

Após ser acusado de racismo, o meia Ramírez se pronunciou pela primeira vez. Assim, o atleta contou sua versão de como as coisas ocorreram. O vídeo foi divulgado nas redes sociais do Bahia.

“Em nenhum momento fui racista. Nem com Gerson e nem com outra pessoa. Quando fizemos o gol, levamos a bola para o meio para reiniciar o jogo rapidamente. Bruno Henrique segura. Eu começo a correr e digo a ele: “Jogue rápido, irmão. Joga sério”. Ele joga a bola para trás. Gerson me diz algo, mas eu não entendo muito o português. Não entendi o que falou e disse: “Joga rápido, irmão”. Não sei o que ele entendeu e ele começou a me perseguir. E eu sem saber o que tinha acontecido. Eu saí por trás porque não queria brigar com ninguém. Ele disse que eu falei “cala a boca, negro”. Eu não falo português tão fluentemente. Estou há um mês no Brasil. Sobre o fato de ser racista, não estou de acordo. Em nenhum momento falei isso, uma palavra tão ruim”. Afirmou

Informações: Diplomatas News
Foto: reprodução