Legenda: Abel Hernandez, Rossi e Messias são exemplos de jogadores disputados entre Ceará ou Fortaleza ou BahiaFoto: Ricardo Duarte/ Divulgação Bahia/ Felipe Santos (Ceará)
O futebol do Cearense está em um momento diferenciado no cenário nordestino, com a consolidação de Ceará e Fortaleza como as principais forças da região. Os dois gigantes cearenses se transformaram, organizando sua gestão e recuperar espaço no cenário nordestino e também nacional.
Se historicamente ambos ficaram abaixo de baiano e pernambucanos por décadas, seja por serem excluídos do Clube dos 13 com acesso a cotas gordas ou mesmo por más administrações, hoje Vovô e Leão podem se gabar de equipararem a antigas potências como Bahia, e superar Sport e Vitóriaquanto a resultados em campo e principalmente força no mercado.
Com o 4º ano seguido do Ceará na Série A e o 3º do Fortaleza, os clubes ganharam musculatura para serem ousados no mercado, disputando jogadores com o Bahia, o que era impensável há 10 anos. Em relação a outros times da região, como Sport e Vitória, a superioridade da dupla cearense é evidente.
Se antes os reforços de Ceará e Fortaleza eram de “outro” mercado, um mais modesto, com cifras mais modestas, agora estão na mesma “prateleira” e equiparando propostas. Os exemplos nos últimos anos são claros na mudança de patamar de Ceará e Fortaleza.
Rossi
Em 2020, o Ceará entrou mais forte no mercado e tentou a contratação do meia Rossi, que estava no Vasco. O Vovô fez proposta com um alto salário, mas ele acabou indo para o Bahia. Mas o Vovô já demonstrava que 2020 seria de mais ousadia no mercado.
Legenda: O atacante Rossi tinha proposta do Ceará mas acertou com o BahiaFoto: Rafael Machado/ EC Bahia
Troco Alvinegro
Bahia disputou Rossi com o Ceará e levou, mas em compensação, Felipe Vizeu, Yoni González e por último, o zagueiro Messias, chegaram ao Vovô mesmo com proposta do time baiano.
Legenda: Felipe Vizeu fechou com o Ceará até o meio do ano por empréstimo da Udinese/ITA, vencendo a concorrência do Bahia Foto: Kid Júnior / SVM
Sobre Vizeu, o Bahia foi ao seu limite financeiro ao negociar com a Udinese/ITA, com o Ceará chegando forte e contratandoo atacante por empréstimo.
O caso de Yoni foi semelhante. O Bahia chegou a negociar com o Benfica/POR, mas o Ceará conseguiu chegar mais próximo do pedido pelo time português e acertou com o atacante para 2021.
Por último, o mais recente, foi o duelo para contratar o zagueiro do América/MG: Messias. A disputa, agora mais direta, foi vencida mais uma vez pelo Vovô.
Legenda: Messias foi disputado por Ceará e Bahia, com o Vovô vencendo o duelo e contratando o jogador recentementeFoto: Fernando Ferreira/Ceará SC
Duelo tricolor
O Fortaleza também venceu uma disputa de mercado com o Bahia, contratando o zagueiro Titi, que estava no futebol turco. O zagueiro ainda assinará contrato.
Legenda: Titi teve boa passagem pelo Bahia entre 2011 e 2015, teve proposta para retornar em 2021, mas tem acerto com o FortalezaFoto: divulgação / Bahia
Outra disputa de tricolores é por Abel Hernandez, do Internacional. O atacante tem proposta dos dois clubes.
O Bahia anunciou no início da tarde desta quarta-feira (7) a contratação do volante Lucas Araújo. Com 21 anos de idade, o jovem atleta chega ao Esquadrão de Aço sem custos e assina contrato até o final da temporada 2023.
Nascido em Fortaleza, Lucas foi revelado na base do Grêmio. O jogador vinha atuando no Campeonato Gaúcho. Nesta temporada, ele entrou em cinco partidas e marcou um gol.
Ele já vem treinando com o time principal e depende apenas de sua regularização na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para fazer a sua primeira partida com a camisa tricolor.
Projeto aprovado em 9 de março provocou enxurrada de críticas
Foto: Tânia Rêgo
O projeto de lei que prevê a troca de nome do Estádio Jornalista Mário Fillho para Edson Arantes do Nascimento – Rei Pelé pode estar com os dias contados. Nesta terça-feira (6), após uma reunião virtual do Colégio de Líderes, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) recuou do projeto de lei (PL) que previa a alteração do nome do estádio.
A presidência da Alerj vai recomendar ao governador em exercício do Rio de Janeiro Cláudio Castro que vete a alteração do nome do estádio. “Os parlamentares concluíram que, neste momento, a Alerj vai continuar centrando o trabalho no combate à covid-19, como vem fazendo desde o início da pandemia”, disse em nota a assessoria do parlamento fluminense.
Ouça na Radioagência Nacional
Elaborado pelo deputado e presidente da Alerj, André Ceciliano (PT) – em co-autoria com os deputados (Bebeto (Podemos), Marcio Pacheco (PSC), Eurico Junior (PV), Carlos Minc (PSB), Coronel Salema (PSD) e Alexandre Knoploch (PSL) – o PL foi aprovado em regime de urgência no dia 9 de março.
A votação dos parlamentares gerou uma enxurrada de críticas. Na ocasião, o neto do jornalista Mário Filho, protestou. “Lamentável essa atitude. Uma barbaridade. Tiraram com uma canetada. Eu não vou brigar com quem não conhece Mário Filho, não conhece nada de esportes. Tô chateado, mas não vou levar à frente”, disse Mário Neto, também jornalista.
Diante da reverberação negativa, no dia 19 de março, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) recomendou que o governador vetasse o projeto, com base no Decreto Municipal de 2012, segundo o qual o Maracanã está integrado à identidade cultural carioca.
Maracanã
O nome oficial do Maracanã, no Rio de Janeiro, homenageia o jornalista Mário Leite Rodrigues Filho, que coordenou a campanha pela construção do estádio, no final dos anos 40. Mário Filho travou uma batalha na imprensa contra o então vereador Carlos Lacerda, que desejava a construção de um estádio municipal em Jacarepaguá para a realização da Copa do Mundo de 1950. O jornalista conseguiu convencer a opinião pública carioca de que o melhor lugar para o novo estádio seria no terreno do antigo Derby Club, no bairro do Maracanã, e que ele deveria ser o maior do mundo, com capacidade para mais de 150 mil espectadores.
Nascido em Recife, em 3 de junho de 1908, Mario Filho fez carreira no Rio de Janeiro, onde morreu aos 56 anos, após um ataque cardíaco. Irmão do dramaturgo e escritor Nélson Rodrigues, Mário Filho escrevia no Jornal do Sports, de sua propriedade.
O árbitro Rodrigo D’Alonso Ferreira, de Santa Catarina, será o árbitro do jogo da próxima quarta-feira (7) entre Bahia e Manaus, no estádio de Pituaçu, pela Copa do Brasil. A bola rola às 21h30.
Rodrigo vai ser auxiliado por Éder Alexandre e Thiaggo Americano Labes, que são do mesmo estado.
A vaga será decidida em jogo único. Diferente da primeira fase, não há vantagem do empate para o clube melhor ranqueado. Com isso, a igualdade no placar leva a decisão para os pênaltis.
O torcedor do Bahia lamentou algo inédito neste sábado (3). Pela primeira vez na história, o tricolor foi derrotado pelo Fortaleza na Copa do Nodeste. O time comandado por Dado Cavalcanti perdeu por 2×1, no estádio Castelão, em jogo válido pela 7ª rodada do regional.
Superior no primeiro tempo, o Fortaleza teve as melhores chances e abriu o placar com Matheus Jussa. O Bahia teve muita dificuldade de encontrar espaços e chamava a atenção pelas falhas do goleiro Douglas. O tricolor conseguiu chegar ao empate na união dos talentos de Rodriguinho e Gilberto. O camisa 10 serviu e o atacante se isolou na artilharia do regional ao anotar o 5º gol.
A partida foi definida no segundo tempo por um jogador revelado pelo Vitória. David deu números finais ao placar, garantiu a classificação do Fortaleza às quartas de final e complicou o caminho do Bahia no campeonato. Com o resultado, a equipe baiana permaneceu com 10 pontos e caiu da segunda para a terceira colocação.
Para não sair do G4, o tricolor precisa torcer por tropeços de Sampaio Corrêa e Treze, 4º e 5º colocados respectivamente. A equipe maranhense joga neste sábado contra o ABC. Já a paraibana visita o Vitória, no domingo (4).
FORTALEZA SUPERIOR
A primeira grande oportunidade do jogo foi do Fortaleza. Os donos da casa tiveram a chance de abrir o placar no Castelão após dois minutos de bola rolando quando Robson escapou pela direita. Wellington Paulista recebeu dentro da área e cruzou para David. O atacante cabeceou e exigiu grande defesa de Douglas.
O goleiro tricolor evitou que a bola estufasse a rede dessa vez, mas não conseguiu fazer o mesmo aos 24 minutos, quando o Fortaleza produziu a segunda boa investida do jogo e abriu o placar. Após levantamento na área do Bahia, o zagueiro Conti desviou de cabeça e a bola sobrou com Matheus Vargas. Ele levantou a cabeça, tocou para trás e viu o xará marcar um golaço. Matheus Jussa bateu de primeira, com força, e correu para comemorar: 1×0.
Apesar da desvantagem no placar, o Bahia seguiu sem ameaçar o gol do Fortaleza. O time comandado por Dado Cavalcanti teve muita dificuldade para encontrar espaços e se mostrou fragilizado em sequência de falhas individuais de Douglas.
Aos 34 minutos, o goleiro tricolor não conseguiu afastar o cabeceio de Carlinhos, mas deu sorte porque nenhum jogador do rival chegou para aproveitar o gol vazio. Aos 36, David cruzou na área, Douglas não conseguiu afastar e a bola ficou com Robson, que furou na hora de finalizar. Aos 40, ocorreu a falha mais marcante da etapa inicial. Daniel Guedes chutou e o goleiro do Bahia deixou a bola passar entre as pernas. O Fortaleza só não ampliou porque Conti tirou em cima da linha.
O Bahia chegou com perigo ao gol adversário pela primeira vez aos 44 minutos e não desperdiçou. Edson passou para Rodriguinho e ele precisou de apenas dois toques na bola para deixar Gilberto de cara para a meta. O atacante deixou a bola quicar, bateu de primeira e igualou o marcador no Castelão: 1×1.
RIVAL MAIS EFICIENTE
No segundo tempo, jogo bastante movimentado dos dois lados. O Fortaleza teve grande oportunidade quando David avanaçou pela esquerda e deixou Wellington Paulista de frente para a meta, mas o centroavante mandou por cima do travessão.
Depois, Robson teve duas oportunidades. Primeiro, ele chutou cruzado. Na sequência, invadiu a área e encontrou o zagueiro Conti no caminho. O Bahia reagiu com Matheus Bahia, que chutou de fora da área e viu Felipe Alves espalmar.
Robson não conseguiu assinar o segundo gol do Fortaleza, mas foi fundamental para que David anotasse o dele. Aos 14 minutos, ele fez belo lançamento e viu o companheiro revelado pelo Vitória comemorar diante do ex-rival. David dominou no peito, ganhou de Nino na força e chutou: 2×1. Os jogadores do Bahia reclamaram uma falta em cima de Nino, mas a arbitragem validou o gol. Na Copa do Nordeste não há VAR.
O Bahia chegou perto do empate aos 34 minutos. Rossi cruzou, Lucas Fonseca desviou de cabeça e Gabriel Novaes, sozinho, mandou no travessão.
FICHA TÉCNICA
Fortaleza 2×1 Bahia – 7ª rodada da Copa do Nordeste
Fortaleza: Felipe Alves, Daniel Guedes (Tinga), Quintero, João Paulo Silveira e Carlinhos; Éderson, Matheus Jussa e Matheus Vargas (Felipe); David (Yago Pikachu), Wellington Paulista (Gustavo Coutinho) e Robson (Romarinho). Técnico: Enderson Moreira.
Bahia: Douglas, Nino, Conti, Lucas Fonseca e Matheus Bahia (Juninho Capixaba); Patrick (Matheus Galdezani), Edson (Thaciano) e Daniel (Gabriel Novaes); Rossi (Alesson), Gilberto e Rodriguinho. Técnico: Dado Cavalcanti.
Estádio: Castelão, em Salvador Gol: Matheus Jussa, aos 24 minutos, e Gilberto, aos 44, do 1º tempo; David, aos 14 minutos do 2º tempo. Cartão amarelo: David, Lucas Fonseca, Matheus Jussa, Matheus Bahia, Daniel, Matheus Vargas, Juninho Capixaba e Gilberto. Arbitragem: Gilberto Rodrigues Castro Junior, auxiliado por Clovis Amaral da Silva e John Andson Alves Ribeiro (Trio de PE).
Atleta alega que a empresa cometeu quebra de acordo
Gabigol decide seguir com processo contra a Globo Foto: C. R. Flamengo
O atacante Gabigol, do Flamengo, decidiu dar continuidade a um processo por “quebra de acordo” contra a Rede Globo. O motivo foi a inclusão de um episódio “negativo” recente, por parte da empresa, em um documentário sobre a carreira do jogador. A informação foi dada pelo site Metrópoles.
O caso em questão diz respeito ao documentário Predestinado, exibido no Globoplay, que trata da carreira de Gabigol. Em um dos episódios da atração, a emissora incluiu a ida do atleta a um cassino clandestino em São Paulo.
No entanto, empresários e familiares do atacante do Flamengo não gostaram da inclusão do fato no documentário. Gabigol chegou a entrar na Justiça para evitar a exibição do trecho que tratava da ida dele a um cassino. A agência responsável pela imagem do atleta alegou que o tema não foi discutido entre partes.
Para a defesa do atacante, a Globo cometeu uma quebra de acordo e, por isso, deverá pagar uma indenização por danos morais. O valor pedido é R$ 2 milhões.
Ter dinheiro para analisar o mercado e contratar os melhores e mais caros jogadores é sonho de praticamente dez entre dez clubes de futebol no mundo. Mas no Bahia, a relação entre o valor investido e o rendimento apresentado em campo surtiu pouco efeito nos últimos anos.
Considerando o período desde 2018, quando iniciou o mandato do atual presidente Guilherme Bellintani, jogadores que chegaram ao Esquadrão com pompas e figuram na lista dos mais caros comprados pelo clube deixaram a desejar e ou foram embora pelas portas do fundo ou perderam espaço no elenco.
O caso mais recente foi o do atacante Clayson. No início do ano passado, o tricolor fez investimento de R$ 4 milhões por 40% dos direitos econômicos do jogador, a terceira maior aquisição da história do clube. Clayson chegou ao Bahia referenciado pelas 11 assistências que havia dado pelo Corinthians, em 2019, e pelo título brasileiro com o alvinegro dois anos antes.
Em campo, a expectativa foi frustrada. As boas atuações foram raras, Clayson perdeu espaço no time titular e deixou de ser opção até no banco de reservas na reta final do Brasileirão. O atacante fez somente três gols em 42 jogos. Fora dos planos, ele estava treinando separado do elenco principal e ontem foi emprestado ao Cuiabá até dezembro. O contrato com o Bahia vai até o fim de 2022.
Antes de Clayson, outros dois jogadores contratados a “peso de ouro” (ou petróleo), também foram embora sem deixar saudade. O primeiro deles foi Fernandão. Idolatrado por causa da boa passagem no Esquadrão em 2013, o centroavante voltou ao clube em 2019 arrastando uma multidão ao aeroporto.
Após seis anos entre o futebol da Turquia e Arábia Saudita, a expectativa entre os tricolores era ter em Fernandão o goleador para dividir o trabalho com Gilberto. Para isso, o clube investiu cerca de R$ 4,5 milhões entre dinheiro e o abatimento de uma dívida que o Al Wehda tinha com a equipe baiana pelo empréstimo do meia Régis – o que coloca Fernandão como a segunda compra mais cara na história do Bahia.
Mais uma vez o esperado não aconteceu. No um ano e meio em que ficou no clube, Fernandão não passou nem perto do rendimento que teve em 2013. Ele balançou as redes 16 vezes em 61 jogos e chamou mais atenção pelos problemas físicos. Em setembro do ano passado as partes chegaram a um acordo e rescindiram o contrato – o atacante foi para o Goiás, onde terminou o Brasileirão, e agora está sem clube.
Diferentemente de Fernandão e Clayson, o zagueiro Wanderson não gerou grande expectativa ao chegar ao Bahia. Pouco conhecido por aqui apesar de ser baiano, o defensor foi comprado junto ao Athletico-PR por R$ 1,7 milhão em 2019. Disputou apenas 15 jogos antes de ser emprestado ao Fortaleza, no ano passado.
Por falar em defesa, é de lá que vem o maior investimento da história do Bahia. Também em 2019, o zagueiro Juninho teve 50% dos direitos econômicos adquiridos pelo Esquadrão. O defensor vivia grande fase no próprio Bahia, onde estava emprestado, e o clube decidiu pagar R$ 5,7 milhões ao Palmeiras para ficar com ele em definitivo e assinar até o fim de 2022.
Após efetuar a compra, o Bahia viu o rendimento de Juninho cair de forma drástica. No ano passado o zagueiro abusou das falhas e perdeu a posição de titular durante a temporada. Juninho segue no elenco de Dado Cavalcanti, mas continua perdendo cada vez mais espaço no clube após as chegadas de Luiz Otávio e Germán Conti para reforçar o sistema defensivo.
Paraguaio na área Nesta quarta-feira (31) o Bahia oficializou mais uma contratação milionária. O atacante paraguaio Oscar Ruiz, de 29 anos, chega do Cerro Porteño para reforçar um setor carente no time. Apesar da diretoria não confirmar os valores, o Esquadrão investiu cerca de 400 mil dólares (R$ 2,3 milhões) para ter o jogador em definitivo.
Ruiz se tornou a quinta maior compra direta da história do Bahia e assinou contrato até o fim de 2023. Ele desembarca hoje em Salvador, onde passará por exames e será incorporado ao elenco na Cidade Tricolor.
O Bahia oficializou mais um reforço para a temporada 2021. Nesta quinta-feira (1º), o tricolor anunciou a contratação domeia-atacante Thaciano, de 25 anos. O jogador chega emprestado pelo Grêmio e vai defender o clube baiano até o fim do ano.
Thaciano já está integrado ao elenco do Bahia. Nesta quarta-feira (31), ele passou por exames médicos e fez o primeiro treino na Cidade Tricolor. O Bahia será o quinto clube na carreira do meia, que passou ainda por Porto-PE, Santos, Boa Esporte e Grêmio.
Apesar de ser meia de origem, Thaciano pode jogar em outras posições do meio-campo. Sob o comando de Renato Gaúcho, ele chegou a jogar de volante, além de lateral direito e ponta.
Este ano, Santos e Athletico-PR tentaram a contratação do meia, mas as conversas não avançaram. Como vinha atuando pelo time alternativo do Grêmio no Campeonato Gaúcho, a última partida de Thaciano foi no último domingo (28). O jogador já está regularizado e pode estrear com a camisa tricolor.
Clube baiano adquiriu 50% dos direitos econômicos do jogador. Valor não foi divulgado, mas, de acordo com apuração do ge, gira em torno de 400 mil dólares
Oscar Ruiz é anunciado pelo Bahia — Foto: Divulgação / EC Bahia
Agora é oficial: o Bahia anunciou, nesta quarta-feira, a contratação do meia-atacante paraguaio Óscar Ruiz. O jogador de 29 anos assina contrato com o clube baiano válido até o fim de 2023 e desembarca em Salvador nesta quinta-feira – o planejamento inicial dava conta da chegada na terça, mas o embarque foi atrasado devido às restrições de circulação entre Brasil e Paraguai, em meio à pandemia da covid-19.
A negociação da transferência já ganhava ares de novela. O Bahia recebeu duas negativas do Cerro Porteño, clube com o qual Ruiz tinha contrato. Na primeira, o Cerro se recusou a receber o pagamento do Tricolor em parcelas.
De acordo com apuração do ge, o Bahia, então, quis saber do clube paraguaio por qual valor negociaria o atleta. A quantia cobrada foi de 400 mil dólares, e o pagamento não seria parcelado.
O Tricolor baiano decidiu investir e comprou 50% dos direitos do meia, que também estava na mira do Pumas, do México. Além da insistência do Bahia, pesou a vontade de Ruiz de jogar no Brasil e defender a camisa tricolor.
O meio-campo é o sétimo reforço anunciado pela diretoria do Bahia, que decidiu reformular o elenco para a temporada 2021. Antes dele, já haviam sido confirmadas as chegadas dos zagueiros Luiz Otávio e Gérman Conti; dos volantes Jonas, Pablo e Matheus Galdezani; e do goleiro Júnior.
Óscar Ruiz tem 29 anos e construiu toda a carreira no futebol paraguaio. O jogador foi revelado pelo Libertad. Atuou por General Caballero, Guarani, Rubio Nú, Deportivo Capiatá e Sportivo Luqueño antes de chegar ao Cerro em 2017.
Nesta segunda-feira, a Confederação Brasileira de Futebol divulgou a seleção ideal da 1ª fase da Copa do Brasil, com destaque para dois nordestinos. Bahia e Santa Cruz colocaram dois jogadores cada na seleção. Do Esquadrão, foram escolhidos Juninho Capixaba e Rossi. O lateral-esquerdo saiu do banco e marcou dois gols na goleada de 7 a 1 sobre o Campinense em Campina Grande, enquanto o atacante anotou três vezes, um deles um golaço de bicicleta. Já o Santinha, que goleou o Ypiranga por 4 a 0, teve o meia Chiquinho e o atacante Pipico.
A seleção foi formada pelos seguintes atletas: Lucão (Vasco); Gabriel Cassimiro (Boavista-RJ), Belão (Caldense), Kanu (Botafogo) e Juninho Capixaba (Bahia); Raul (Red Bull Bragantino), Belão (São Raimundo) e Chiquinho (Santa Cruz); Rossi (Bahia), Vanilson (Manaus) e Pipico (Santa Cruz).