A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta segunda-feira (21) que debaterá com autoridades do Japão e o Comitê Olímpico Internacional (COI) como administrar os riscos da covid-19 depois que os organizadores anunciaram que alguns espectadores poderão assistir presencialmente aos Jogos de Tóquio.
Mike Ryan, chefe do programa de emergências da OMS, disse que as taxas de infecção japonesas estão caindo e que os números são favoráveis na comparação com outros países que têm realizado eventos de larga escala.
Até 10 mil espectadores serão aceitos nos locais de competição da Tóquio 2020, disseram os organizadores da Olimpíada nesta segunda-feira, uma decisão que se chocou com a recomendação de alguns especialistas, que alertaram que realizar o evento sem torcedores seria a opção menos arriscada.
“O que nos deixa contentes é que as taxas de doença caíram persistente e constantemente no Japão ao longo das últimas semanas”, disse Ryan em uma coletiva de imprensa em Genebra.
“Estamos cientes desta decisão hoje, e estamos acompanhando com o COI e com autoridades japonesas. Teremos mais uma conversa com elas e sua força-tarefa nesta semana para analisar esta nova decisão a respeito do público na Olimpíada”.
Os espectadores estrangeiros já foram proibidos de comparecer ao evento, que começa no dia 23 de julho em meio à oposição pública e a uma preocupação profunda com um ressurgimento de infecções.
O Bahia ficou no empate sem gols com o Corinthians na tarde deste domingo (20), pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. É a segunda partida consecutiva que o Tricolor não vence no estádio de Pituaçu pela competição nacional.
Com o resultado, o time baiano assume momentaneamente a sexta colocação ao somar oito pontos na tabela de classificação. Porém, corre o risco de perder posições para outras equipes no desenrolar da rodada. Enquanto o Timão permanece na 10ª posição com cinco.
O Bahia tenta fazer as pazes com o triunfo em Pituaçu na noite de São João, quinta-feira (24), às 21h30, quando recebe a visita do Athletico-PR, pela sexta rodada. No mesmo dia, mas um pouco mais cedo, às 19h, o Corinthians encara o Sport, na Neo Química Arena.
O JOGO
A primeira ação ofensiva foi do Corinthians, que trocando passes conseguiu mandar a bola na área baiana, mas Patrick afastou o perigo mandando para fora. O Timão seguiu tendo mais posse de bola, enquanto o Bahia rifava da defesa. Recuado, o Tricolor conseguiu sair para o ataque em rapidez aos seis minutos, mas o cruzamento rasteiro foi cortado por Gil.
O primeiro chute a gol foi dos visitantes aos nove. Ramiro foi à linha de fundo, cruzou para trás e Gabriel chutou rasteiro. Sem dificuldades e bem posicionado, Matheus Teixeira encaixou a bola. Aos 16, o Timão chutou outra vez assustando Matheus Teixeira. Mateus Vital invadiu a área e bateu com perigo. A bola desviou na defesa e balançou as redes do lado de fora.
Até os 20 minutos, o Bahia não conseguia furar a defesa do Corinthians para criar uma chance clara de gol. As iniciativas baianas esbarravam na barreira paulista. Bola levantada na área dos visitantes, Juninho subiu mais do que a marcação e cabeceou, mas mandou a bola longe da meta de Cássio.
Rodriguinho finalizou, mas a bola bateu na marcação aos 42 minutos. Thaciano se esforçou, mas não conseguiu aproveitar o rebote e a pelota saiu pela linha de fundo.
Segundo tempo
As duas equipes voltaram dos vestiários com as mesmas formações da etapa inicial. Novamente foi o Corinthians quem arriscou primeiro. Assim que a bola rolou, o Timão recuperou e partiu para o ataque. Fagner experimentou de fora da área e Matheus Teixeira desviou para fora. Aos seis minutos, foi a vez de Cássio trabalhar. Renan Guedes cruzou rasteiro e o goleiro da equipe paulista cortou. Aos oito, Mateus Vital recebeu bom lançamento, dominou, invadiu a área e bateu por cima da trave baiana.
Matheus Teixeira fez uma grande defesa aos 11 minutos evitando que os visitantes abrissem o placar. Fagner cruzou na área baiana e Ramiro cabeceou para a defesa do goleiro do Tricolor.
O Tricolor teve boa chance aos 18 minutos. Na cobrança de falta, Rossi levanta a bola na área, Gilberto cabeceia e ela passa perto da trave esquerda de Cássio que ficou parado no lance.
Renan Guedes salvou o Tricolor de levar o primeiro gol na partida aos 22. Cruzamento de Ramiro da direita para a esquerda, ninguém cortou e a bola passou na frente do gol vazio, mas o lateral fez o corte providencial evitando que Jô tocasse para o fundo das redes.
Marcado por Thonny Anderson, Vitinho recebeu dentro da área e finalizou para o gol aos 27 minutos. Porém, o árbitro Bruno Arleu de Araújo foi rever o lance no VAR e mandou o jogo seguir. Quando a bola voltou a rolar, o Tricolor chegou bem no ataque três minutos depois. Thonny Anderson invadiu a área e cruzou para Gilberto que tocou de cabeça com perigo.
O Tricolor quase marcou aos 44 minutos com Thonny Anderson. O atacante acertou um belo chute de canhota, mas Cássio fez boa defesa evitando o tento.
FICHA TÉCNICA Bahia 0x0 Corinthians Campeonato Brasileiro – 5ª rodada Local: Pituaçu, em Salvador Data: 20/06/2021 (domingo) Horário: 16h Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (Fifa-RJ) Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (Fifa-RJ) e Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ) VAR: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
Bahia: Matheus Teixeira; Renan Guedes, Germán Conti, Juninho e Matheus Bahia; Patrick de Lucca (Jonas), Daniel e Thaciano (Thonny Anderson); Rossi (Maycon Douglas), Rodriguinho e Gilberto (Oscar Ruiz). Técnico: Dado Cavalcanti.
Corinthians: Cássio; Fagner, João Victor, Gil e Fábio Santos; Cantillo, Gabriel, Roni (Vitinho), Ramiro (Adson) e Mateus Vital (Araos); Jô (Cauê). Técnico: Sylvinho.
A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, cancelou neste sábado (19) todos os locais de exibição pública da Olimpíada e alguns deles irão se tornar centros de vacinação contra a covid-19.
Torcedores estrangeiros não poderão comparecer aos Jogos, adiados por um ano devido à pandemia, mas o governo e os organizadores de Tóquio 2020 estão há meses adiando a decisão de permitir ou não a presença de espectadores japoneses nos estádios e arenas.
A proibição desses eventos com público ocorre após o governo metropolitano descartar planos de exibição pública da Olimpíada no Yoyogi Park, no centro de Tóquio, que será convertido em um centro de vacinação.
“Acredito que são medidas necessárias, olhando sob várias perspectivas, para uma Olimpíada e uma Paraolimpíada de sucesso”, afirmou Koike a repórteres, após reunião com o primeiro-ministro Yoshihide Suga.
Eles devem conversar na segunda-feira (21) com o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o Comitê Paraolímpico Internacional (CPB).
Decisão sobre presença de torcedores nos eventos sairá na segunda (21)
Foto: Reuters/ Issei Kato/ Direitos Reservados
Especialistas médicos do Japão disseram nesta sexta-feira (18) que proibir espectadores na Olimpíada é a opção menos arriscada para se realizar os Jogos, apesar de parecerem resignados com a possibilidade da presença de torcedores nos locais de competição em plena pandemia de covid-19.
Há meses o governo e os organizadores da Tóquio 2020 postergam uma decisão sobre a permissão para espectadores locais – os torcedores estrangeiros já estão proibidos -, sublinhando seu desejo de salvar o evento em meio a uma oposição pública profunda.
O Japão tem evitado o tipo de surtos de coronavírus explosivos que abalaram muitos outros países, mas a distribuição de vacinas está lenta e o sistema médico está no limite em partes do país.
A insistência do governo em sediar os Jogos é criticada por hospitais e por sindicatos de médicos.
“Existe um risco de a movimentação das pessoas e as oportunidades de interagir durante a Olimpíada disseminarem infecções e pressionarem o sistema médico”, disseram os especialistas, liderados pelo principal conselheiro de saúde, Shigeru Omi, em um relatório divulgado nesta sexta-feira (18).
Eles disseram que realizar os Jogos sem espectadores é a opção “menos arriscada” e a desejável.
Mas os especialistas de Omi já aventam a possibilidade de os locais de competição receberem até 10 mil torcedores em áreas nas quais medidas de “quase-emergência”, como horários reduzidos de funcionamento de restaurantes, foram suspensas – o que aumentou a percepção de que a Olimpíada pode muito bem acontecer com público.
A decisão final é esperada após uma reunião entre organizadores, como a Tóquio 2020 e o Comitê Olímpico Internacional (COI), e representantes dos governos nacional e de Tóquio marcada para segunda-feira (21).
A presidente da Tóquio 2020, Seiko Hashimoto, disse que, embora admita que a Olimpíada seria mais segura sem espectadores, os organizadores continuam procurando maneiras de receber torcedores com segurança nos locais de competição, assim como em outros eventos.
“Dado que outros eventos esportivos estão sendo realizados com espectadores, acho que também é trabalho da Tóquio 2020 continuar procurando maneiras de entender e diminuir os riscos de infecções na Olimpíada até termos esgotado todas as possibilidades”, disse ela em uma coletiva de imprensa após a divulgação do relatório de Omi.
Os Jogos foram adiados no ano passado por causa da pandemia. Um cancelamento definitivo custaria caro aos organizadores, ao governo de Tóquio, a patrocinadores e seguradoras.
Alex Sandro, Neymar, Everton Ribeiro e Richarlison marcam
Foto: Lucas Figueiredo/ CBF/ Direitos Reservados
Com gols do lateral Alex Sandro, do meia Everton Ribeiro e dos atacantes Neymar e Richarlison, o Brasil goleou a seleção peruana por 4 a 0, na noite desta quinta-feira (17) no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, pela 2ª rodada da Copa América. O resultado deixou o time do técnico Tite na liderança do Grupo B com seis pontos e 100% de aproveitamento.
A seleção brasileira dominou o confronto, e não demorou a abrir o marcador. Logo aos 11 minutos, Alex Sandro recebeu passe de Gabriel Jesus, após bom cruzamento de Everton Cebolinha, e mandou para o fundo das redes peruanas. Aos 24, o volante Fabinho chutou forte de fora da área, aproveitando rebote após a zaga afastar cruzamento de Neymar, e a bola passou perto do gol defendido por Gallese.
Após o intervalo, o ritmo continuou o mesmo, com o Brasil comandando as ações. Aos 14 foi marcado pênalti de Tapia em Neymar. Mas, com auxílio do VAR (árbitro de vídeo), o juiz acabou voltando atrás.
Porém, aos 22 Neymar deixou o seu. O camisa 10 recebeu na entrada da área, girou para se livrar da marcação e bateu cruzado. Quatro minutos depois o atacante do PSG (França) assumiu o papel de garçom e tocou para Richarlison, que bateu de chapa para forçar o goleiro a defender.
Aos 32, o Peru criou sua chance mais perigosa, quando o atacante Valera, dentro da pequena área sozinho, perdeu um gol incrível.
Dez minutos depois o Brasil conseguiu o gol que sacramentou a vitória. Após boa tabela entre Neymar e Everton Ribeiro, o camisa 10 tocou para Richarlison, que mandou para Everton, que só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes. Mas a equipe do técnico Tite queria mais, e conseguiu aos 46, com Richarlison.
Na próxima rodada, o Brasil folga na competição. O time de Tite volta a entrar em campo na próxima quarta-feira (23), quando mede forças com a Colômbia.
Com o objetivo de manter 100% de aproveitamento na atual edição da Copa América, o Brasil entra em campo nesta quinta-feira (17) no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, a partir das 21h (horário de Brasília). E o adversário será o Peru, seleção contra a qual o time comandado pelo técnico Tite conquistou a última edição da competição.
No dia 7 de julho de 2019, o Brasil e uma surpreendente seleção peruana se encontraram no estádio do Maracanã para disputar a final do principal torneio de seleções da América do Sul. O placar final foi um triunfo de 3 a 1 com gols de Everton, Gabriel Jesus e Richarlison (Guerrero descontou para o time andino). Apesar de continuar sendo comandada pelo argentino Ricardo Gareca, o Peru vive um momento muito diferente agora, ocupando a lanterna das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2022 com apenas 4 pontos conquistados (a equipe de Tite lidera a competição com 18 pontos com 100% de aproveitamento).
Após estrear na Copa América com uma vitória de 3 a 0 sobre a Venezuelana no estádio Mané Garrincha, em Brasília, a expectativa é que o técnico Tite faça poucas mudanças para o jogo desta noite.
Uma, que foi confirmada pelo auxiliar da comissão técnica Cléber Xavier em entrevista coletiva na última quarta, é a entrada de Ederson no lugar de Alisson no gol: “São três goleiros de altíssimo nível. Dois [Alisson e Ederson] estão entre os melhores do mundo. O Weverton vem fazendo um trabalho de altíssimo nível no Palmeiras, na Libertadores e no Campeonato Brasileiro, com conquistas importantes. Estamos trabalhando, fazendo a análise junto com o Taffarel, que é o treinador específico da posição, e nesse jogo decidimos pelo Ederson”.
Porém, após a realização do último treino para o jogo contra o Peru, ficou no ar a possibilidade de acontecerem outras mudanças, como as saídas do zagueiro Marquinhos, do lateral Renan Lodi, do volante Casemiro e do atacante Richarlison, o que faz com que a provável formação seja: Ederson; Danilo, Éder Militão, Thiago Silva e Alex Sandro; Fabinho, Fred e Lucas Paquetá (Everton Ribeiro); Gabriel Jesus (Everton Cebolinha), Neymar e Gabriel Barbosa.
Se o Brasil busca a segunda vitória na competição, a equipe de Ricardo Gareca realiza sua estreia. Uma ausência importante será a do atacante Paolo Guerrero, que, em razão de problemas físicos, não chegou nem a ser convocado para a Copa América.
O jogador de 37 anos, que defende o Internacional de Porto Alegre, é o líder técnico do atual selecionado peruano.
Iniciativa conta com o apoio de 19 dos 20 times da Série A
Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia
Os principais clubes brasileiros de futebol anunciaram nesta terça-feira (15) que têm a intenção de criar uma liga independente para comandar o campeonato nacional do país, com 19 dos 20 clubes da Série A apoiando a decisão de formar uma liga que possa lhes garantir mais controle do esporte.
Diferentemente de países como Inglaterra, Espanha e Alemanha, onde a liga é comandada por um órgão separado da associação nacional de futebol, as ligas profissionais no Brasil são controladas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
“Há muito o que fazer, e isso começa já”, disse o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, no Twitter. “Por novo calendário, mais planejamento, investimentos e receitas. Por democracia, com equilíbrio, união e trabalho. Sem conflitos, sem ressentimentos”, afirmou.
Os 19 clubes brasileiros (o único que não assinou o documento foi o Sport Recife, que está sem presidente) entregaram uma carta à CBF expressando sua decisão pela “criação imediata de uma Liga de Futebol do Brasil” que será fundada assim que possível.
A carta diz que a decisão é “em razão de diversos acontecimentos que vêm se acumulando ao longo dos anos e revelam um distanciamento total e absoluto” entre os clubes e a CBF.
A decisão acontece em um momento de insatisfação generalizada com a CBF, que em 31 de maio aceitou sediar no Brasil a Copa América de 2021 com duas semanas de antecedência, enquanto o Campeonato Brasileiro está acontecendo.
O gol marcado sobre a Venezuela na noite deste domingo (13), na estreia da Copa América, deixou Neymar mais próximo da marca de Pelé como maior artilheiro da Seleção Brasileira. O time Canarinho venceu os venezuelanos por 3 a 0, no Mané Garrincha, na abertura do torneio continental. O atual camisa 10 anotou o segundo tento do jogo e chegou aos 67 pelo Brasil em 106 jogos. Enquanto o Rei Pelé balançou as redes 77 vezes pela contagem da Fifa em 92 partidas.
Neymar é o segundo maior artilheiro do Brasil pelas contas da Fifa. No ano passado, ele ultrapassou Ronaldo, que marcou 62 em 98 compromissos.
A contagem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é diferente da entidade que controla o futebol mundial. Pelos cálculos dos brasileiros, Pelé marcou 95 gols em 115 jogos. Já Neymar manteve os 67 em 106 partidas. No entanto, Ronaldo divide a segunda posição na lista de artilheiros com a mesma quantidade de tentos do atual camisa 10 da Seleção, mas entrou em campo 103 vezes.
O Brasil lidera o Grupo B da Copa América com três pontos por levar vantagem no saldo de gols em relação à Colômbia que tem a mesma pontuação. A Seleção volta ao gramado na próxima quinta-feira (17), às 21h, no Engenhão, para encarar o Peru, pela segunda rodada.
O Estádio Mané Garrincha, em Brasília, foi palco na noite deste domingo (13) da estreia da seleção brasileira na Copa América de 2021. A equipe nacional fez 3 a 0 na Venezuela pela abertura do Grupo A. Os gols foram marcados pelo zagueiro Marquinhos e pelos atacantes Neymar e Gabriel Barbosa.
Com o resultado, o time verde e amarelo somou os primeiros três pontos e lidera a chave. Ainda neste domingo, às 21h (horário de Brasília), Colômbia e Equador se enfrentam no mesmo grupo na Arena Pantanal. O Peru é o quinto time da chave brasileira e folga nesta rodada inaugural.
Antes do início da partida, ocorreu um rápido cerimonial para abertura da competição. Alguns profissionais da saúde levaram a taça da Copa América até o centro do gramado do Mané Garrincha e o telão do estádio passou imagens alusivas às 10 equipes que participam do torneio e foi organizado um show de fogos de artifício que tomou conta do céu da capital federal.
Com a bola rolando, a primeira partida da Copa América dessa temporada foi totalmente dominada pelo Brasil. Aos sete, quase Richarlison abriu o placar depois de cobrança de escanteio de Neymar. Aos nove, a mesma dupla esteve em ação. Neymar deu um belo lançamento para Richarlison que não conseguiu dominar. Aos 10, Éder Militão por muito pouco não abriu o placar de cabeça. Aos 22, finalmente as redes venezuelanas balançaram. Neymar bateu o escanteio da esquerda e o zagueiro Marquinhos aproveitou o bate e rebate na área para fazer o primeiro gol. Aos 25, Richarlison marcou, mas estava impedido. Aos 29, Neymar fez boa jogada e finalizou rasteiro. A bola passou raspando a trave direita do gol de Graterol.
Na etapa final, o técnico Tite fez duas mudanças, colocando Everton Ribeiro no lugar do Lucas Paquetá e Alex Sandro no lugar de Renan Lodi, e a seleção marcou mais dois gols. Aos 16, o lateral-direito Danilo armou boa jogada e foi derrubado na área. Neymar deslocou o goleiro rival e fez mais um.
Depois, sem forçar muito o ritmo e com Gabriel Barbosa no lugar de Richarlison, Vinícius Júnior na vaga de Gabriel Jesus e Fabinho no lugar de Fred, saiu o terceiro gol aos 43 minutos. Neymar recebeu belo passe de Alex Sandro, driblou o goleiro e largou Gabriel Barbosa sozinho na frente do gol. O atleta do Flamengo empurrou com o peito para o fundo das redes.
A seleção volta a jogar na quinta-feira (17) contra o Peru no Nilton Santos, no Rio de Janeiro. Nesta segunda-feira (14) acontecerão os primeiros dois jogos do grupo A. Argentina e Chile se enfrentam no Nilton Santos, a partir das 18h, e, no Estádio Olímpico de Goiânia, Paraguai e Bolívia se enfrentam a partir das 21h.
Expectativa é que cheguem cerca de 11 mil estrangeiros ao Japão para o evento
Com aumento de mortes, Olimpíada com pandemia assusta cidadãos de Tóquio Foto: Divulgação
A Olimpíada de Tóquio se aproxima e os moradores da capital japonesa estão assustados. A nova onda de contaminação pela Covid-19, com o aumento do número de mortes comparado à lentidão das campanhas de vacinação, é o motivo. Ainda mais com a iminente chegada de 11 mil estrangeiros ao país.
A reportagem do Estadão andou pelos bairros e ruas de Tóquio, nas proximidades das arenas esportivas dos Jogos e centros comerciais da cidade para flagrar o comportamento dos japoneses comuns com a aproximação do grande evento. Constatou a enorme preocupação com a ‘invasão’ de atletas e membros de delegações de outros países.
Há um sentimento forte de que os Jogos Olímpicos deveriam ser cancelados. As ruas não estão como antes. Nem as empresas, os restaurantes e os parques da cidade. Estão mais vazias e tristes O transporte público reduz o número de ônibus, metrôs e trens nos fins de semana para forçar o cidadão da capital a ficar em casa. Tudo por causa da pandemia. Há muito medo no ar.
Um recorrente aumento da epidemia está colocando a opinião pública contra a realização dos Jogos. A capital e outras nove províncias estão em estado de emergência. Os governos do Japão e de Tóquio, no entanto, aceitam o desafio de realizar o evento para, segundo o Comitê Organizador, “iniciar a vitória sobre o vírus a partir da conformidade e do respeito ao próximo”, valores presentes na cultura japonesa.
Na teoria, isso é lindo. Na prática, o cidadão comum, que depende do sistema de saúde público, vê a aproximação dos Jogos com reticência. Por causa das novas variantes do vírus, a epidemia que parecia estar controlada no fim do inverno (fevereiro), volta a crescer. A média diária de casos é de cinco mil novos contaminados em todo o país, sendo 700 na capital japonesa, que já está enfeitada para a competição, cuja abertura está marcada para 23 de julho.
O clima é de muita desconfiança.
Pesquisas de opinião mostram que posições contrárias à competição agora são de 60% a 65%, no momento em que mobilizações contra sua realização ganham força nas mídias sociais e em locais movimentados como Shibuya e Shinjuku. Manifestações e abaixo-assinados são cada vez mais frequentes pedindo o cancelamento da Olimpíada. Jornais locais, como Japan Times e Asahi Shimbun, têm revelado pesquisas em diversos segmentos da sociedade.
Os empresários japoneses defendem que os Jogos devem ser adiados (32%) ou cancelados (37%). O clamor dos populares segue na mesma linha. Cerca de 43% das pessoas pedem o cancelamento da Olimpíada e 40%, o seu adiamento. No geral, 65% das pessoas não aprovam a disputa. O COI e o Comitê Olímpico Local não admitem nem uma coisa nem outra.
O adiamento dos Jogos elevou seu custo de US$ 12,6 bilhões (cerca de R$ 66,4 bilhões) para US$ 15,4 bilhões (aproximadamente R$ 80,6 bilhões). O valor é US$ 2,8 bilhões (R$ 14,5 bilhões) superior, sendo que a ausência de turistas não trará dividendos ao Japão. Os Jogos do Rio-2016 custaram US$ 13,2 bilhões (cerca de R$ 43,3 bilhões).
DIVISÃO Daiki Kino, de 42 anos, estava ensinando sua filha a engatinhar no gramado próximo à praça dos monumentos olímpicos, que inclui a pira olímpica de Tóquio-1964. Ele concorda com a decisão de executar o plano inicial.
– Gostaria que a Olimpíada fosse realizada. Não é necessário cancelar se fizerem com menos espectadores. Grandes estruturas foram construídas e renovadas e seria um desperdício ter de cancelar tudo – comentou.
Na ensolarada tarde de um domingo de maio, Naoki Sakuma, de 58 anos, acompanhado de sua mulher, testava sua câmera ‘mirrorless’ Ele se declara contrário à realização da Olimpíada. Citando o recente recrutamento de enfermeiras para trabalho voluntário nos Jogos, comenta ser impossível realizar um evento deste tamanho devido à atual situação.
– Médicos e enfermeiras são, de verdade, muito importantes para os cidadãos do país. A sociedade não pode ser deixada em segundo plano em detrimento de um evento esportivo mundial – disse.
Ele demonstra apreensão com a atual decisão do governo e do Comitê Olímpico Internacional (COI).
– Seria bom que o evento fosse bem-sucedido, mas no caso de insucesso, a esperança de vencer a pandemia vai diminuir – previu Naoki.
Kyosuke Chikayama, de 38 anos, argumentou que os casos da doença estão aumentando de novo, depois de breve redução no fim de abril.
– Agora eu sou contra – disse.
Amigo de Kyosuke, o australiano Thomas Griffits, de 29 anos, é neutro.
– Para mim, tanto faz. Eu gosto de natação, mas não tenho muito interesse na Olimpíada. E se por causa disso a epidemia aumentar em Tóquio? Será que vale a pena correr o risco? – questionou.
Porém, não faltam razões para que a Olimpíada tenha a simpatia das pessoas. No centro de Shinjuku, Midori Ishii, de 19 anos, pensa no sentimento dos atletas paralímpicos.
– Se eles perderem esta oportunidade, suas condições podem ser agravadas por depressão e talvez eles não tenham nova oportunidade – preocupa-se a jovem.
As pessoas que saem às ruas não desperdiçam a chance de fazer selfies e fotos ao lado dos monumentos olímpicos. Ao pensar em Tóquio, a imagem de uma multidão atravessando o cruzamento agilmente, apressada, logo vem à cabeça. Mas, devido ao estado de emergência, caminhar nas ruas da capital japonesa já não é a experiência efusiva de antes. Bares e restaurantes fecham às oito da noite e não abrem nos fins de semana. Lojas de departamentos tiveram os horários limitados das 10 da manhã às 6 da tarde.
Lugares como o distrito de Ginza, que estariam repletos de gente num domingo de sol, foram flagrados com poucas pessoas e muito espaço entre elas. É até mesmo possível descobrir novos detalhes dos belos passeios públicos dos arredores da estação de Tóquio.
Existem estabelecimentos comerciais noturnos, como os populares bares de hostess (acompanhantes) que não respeitam o estado de emergência, manifestações de grupos que negam a existência da doença e não usam máscaras porque “não há motivos para isso”. Pela constituição japonesa, não há o que proibir nesses casos. A polícia não trata esses grupos ou estabelecimentos como “foras da lei”.