Presidente da CBF foi afastado após denúncia de assédio sexual

Coronel Nunes assume o comando da CBF no lugar de Rogério Caboclo Foto: Lucas Figueiredo/CBF

O afastamento de Rogério Caboclo do comando da CBF devolveu à presidência interina da entidade um cartola conhecido pela eficiência em aceitar ordens de outros, sobretudo de Marco Polo Del Nero, ex-presidente da entidade banido do futebol pela Fifa.

O coronel Antônio Carlos Nunes de Lima, de 82 anos, volta ao comando da CBF pouco mais de dois anos após passar o cargo a Caboclo. E, assim como da última vez, assume a função para substituir um presidente afastado por escândalo.

Ninguém na entidade espera que haja qualquer mudança de rumo. Pior, não há dúvidas de que Del Nero estará mais fortalecido e representado no “comando da entidade” nos próximos 30 dias.

Nunes começou a segunda-feira como presidente interino da CBF após Rogério Caboclo ser afastado por 30 dias no domingo (6). O cartola é acusado de assédio moral e sexual contra uma funcionária, o que ele nega.

Ainda nesta segunda-feira (7), uma reunião entre os oito vice-presidentes da CBF irá definir como será a gestão da entidade durante este período.

Coronel reformado da Polícia Militar do Pará, Antônio Carlos Nunes por décadas foi o homem forte do futebol de seu estado. Ele comandou a federação estadual por seis mandatos, mas nunca teve poder político em âmbito nacional. Na verdade, ficou marcado mais pelos deslizes e afrontas do que por qualquer outra coisa.

Nunes só chegou à presidência da CBF em 2016 após manobra política do então presidente Marco Polo del Nero, a quem o coronel já definiu publicamente como “amigo de muitos anos”. Assim, sua presença hoje à frente da entidade é um reforço para Del Nero, que ainda se reúne em sua casa com os chefões atuais do futebol brasileiro.

Em 2015, quando foi preso na Suíça, o ex-presidente da CBF José Maria Marin ocupava uma das cinco vice-presidências da entidade. À época, o estatuto previa que, na ausência do presidente, quem assumiria o cargo seria o vice mais velho; no caso, Marin. Mas, como ele não poderia despachar da penitenciária dos EUA, o cargo passaria automaticamente ao segundo mais velho: Delfim Peixoto, opositor de Del Nero.

Na iminência de ser afastado pela Fifa, Del Nero manobrou para evitar que um desafeto seu assumisse seu cargo. Pelo estatuto, o único jeito era colocar na vaga de Marin (que representava a região Sudeste) um cartola mais velho que Delfim. E foi aí que surgiu o nome de Antônio Carlos Nunes de Lima, um paraense que acabou eleito vice pela região Sudeste. Posteriormente, o estatuto da CBF foi mudado; os vices saltaram de cinco para oito, e agora o mais velho só assume de forma interina por 30 dias.

Depois de toda essa manobra, o Coronel Nunes assumiu a presidência no fim de 2017, quando Marco Polo del Nero foi banido do futebol pela Fifa. Seu mandato tampão foi marcado por deslizes, uma crise com a Fifa e, principalmente, com a Conmebol – justamente com quem ele precisa lidar agora para a organização da Copa América.

VOTO NO MARROCOS
A crise começou durante a Copa do Mundo da Rússia, em 2018. Durante o torneio, a Fifa organizou seu congresso para a escolha da sede do Mundial de 2026. A Conmebol havia feito com um acordo com seus dez países para votação na candidatura conjunta de Canadá, México e Estados Unidos. Na hora da votação, porém, Antônio Carlos Nunes votou no Marrocos.

A mudança irritou muito os dirigentes da Confederação Sul-Americana. O presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA), Claudio Tapia, chamou o voto de Nunes de “traição”. Gianni Infantino, que comanda a Fifa e que já foi chamado pelo coronel de “Gianini”, não escondeu seu constrangimento e pediu que o cartola brasileiro fosse afastado das decisões importantes. Só quem ficou feliz pelo voto foi Marco Polo del Nero, que teria telefonado para Nunes para parabenizá-lo pela postura.

Ainda naquela Copa da Rússia, Antônio Carlos Nunes se envolveu em uma confusão num restaurante. Um torcedor brasileiro, que morava no Pará e estava naquele país para assistir aos jogos do Mundial, reconheceu o cartola, proferiu xingamentos e lhe acertou um tapa. Um assessor do coronel interveio e também foi agredido, revidando com um copo atirado. O torcedor foi parar no hospital. Nunes voltou para o Brasil.

PREFERÊNCIAS – O coronel Nunes é um homem afeito a conversas e, em geral, nunca se recusa a dar declarações sobre os assuntos em pauta. Justamente por isso, raramente é visto sem a companhia de algum assessor, que em geral apressa o cartola para que ele não fale muito.

Quando foi eleito vice-presidente da CBF, em dezembro de 2015, Nunes não teve direito a uma entrevista coletiva. Isso tampouco aconteceu quando ele assumiu a presidência, o que, aliás, tornou-se comum. Mas, naquele dia, o coronel conseguiu driblar os assessores, apareceu para conversar com quem fazia plantão na sede da CBF e revelou suas preferências.

À época, Dunga treinava a seleção brasileira e, tal como Tite nos dias de hoje, via seu cargo em perigo. Indagado sobre a situação de Dunga, o coronel Nunes disse gostar do técnico, mas via outros bons treinadores para o Brasil. “Para mim (o melhor técnico do país) é o Dado Cavalcanti, que recuperou o Paysandu e quase chegou no G-4 (da Série B)”, comentou. Também via Jorginho, à frente do Vasco, como um bom nome.

Nunes também disse que não se importava em ser tratado como “Coronel Nunes”. Na CBF, o uso da patente era vetado pelos assessores. “Eu só não quero que o tesoureiro do quartel não bote lá que sou coronel, que daí meu dinheiro vai lá para baixo”, justificou.

Nunes assume todas as decisões da CBF com o afastamento de Rogério Caboclo. Vai “governar” com seus pares na entidade, mantendo a lealdade ao banido presidente Del Nero, que ainda não pode deixar o Brasil com risco de ser preso.

*Estadão


Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na Câmara dos Deputados
Foto: Reprodução CNN

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda-feira (7) que não vê “risco adicional” na realização da Copa América no Brasil. O país foi anunciado como sede do campeonato pela Conmebol e confirmado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, na última terça-feira(1º).

Segundo Queiroga, o país recebeu outros eventos esportivos como o Campeonato Brasileiro que “ocorreu normalmente, com várias partidas, não houve sequer um caso de contaminação no campo.”

De acordo com o governo federal, a Copa América acontecerá em quatro estados a partir de 13 de junho – Brasília, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Goiás. Para o ministro da Saúde, há um controle sanitário no Brasil que permite o monitoramento de casos da Covid-19 enquanto o evento acontece.

“As pessoas estão entrando no país seguindo as regras, com exames de RT-PCR. Com controle sanitário adequado, eu não vejo um risco adicional em função dessa competição. A vigilância em saúde existe. Os protocolos sanitários da CBF são validados por especialistas.”

Para Queiroga, não cabe ao ministério proibir o evento. “A prática de esportes não está proibida. A Copa América é um evento privado. Não compete ao Ministério da Saúde autorizar ou não.”

O ministro da Saúde voltará a falar aos senadores da CPI da Pandemia nesta terça-feira (8). Ele foi reconvocado e deve prestar esclarecimentos sobre explicar contradições e sanar dúvidas dos membros da comissão a partir das declarações de outros depoentes já ouvidos.

“Eu retorno à CPI sem problemas. Os senadores são pessoas que têm um grande espírito público e acreditamos que querem buscar o melhor cenário para o nosso país”, disse Queiroga na manhã desta segunda-feira.

Informações: CNN Brasil


Cartola é acusado de assédio sexual por funcionária da confederação

Rogério Caboclo nega as acusações Foto: Lucas Figueiredo/CBF

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, foi afastado por trinta dias da instituição após ser acusado de assédio sexual e moral por uma funcionária da entidade. A decisão foi tomada pelo Conselho de Ética da confederação.

A suposta vítima é uma funcionária que trabalha há nove anos na CBF e que hoje ocupa um cargo de confiança. De acordo com ela, o presidente perguntou se ela se “masturbava” e tentou forçá-la a comer um biscoito para cachorros, chamando-a de “cadela”.

Com o afastamento do cartola, quem assume a presidência é o vice mais velho da instituição, Antônio Carlos Nunes. Em reunião marcada para a manhã desta segunda-feira (7) no Rio de Janeiro, a cúpula da CBF deliberará sobre o assunto.

A defesa de Rogério nega as acusações e diz que vai provar na Comissão de Ética da CBF que seu cliente nunca cometeu nenhum tipo de assédio.

Informações Pleno News


Técnico pode deixar o comando da Seleção Brasileira após partida contra o Paraguai na terça-feira

CBF trabalha com a chance de pedido de demissão de Tite após jogo no Paraguai Foto: EFE/ Antonio Lacerda

O técnico Tite pode pedir demissão do comando da seleção brasileira após o jogo com o Paraguai, na terça-feira (4), pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo. Esta é a expectativa dentro da própria Confederação Brasileira de Futebol (CBF) após o comportamento do treinador nos últimos dias de preparação da equipe no Rio de Janeiro.

A relação entre o treinador e o presidente da entidade, Rogério Caboclo, se deteriorou por conta de vários episódios, entre eles, o apoio de Tite ao protesto dos jogadores contra a realização da Copa América no Brasil, um episódio de suposto assédio sexual envolvendo o presidente da entidade e até críticas à comissão técnica.

Fontes ouvidas pelo Estadão consideram difícil uma reaproximação de Tite. Vários fatores provocaram as desavenças entre o treinador e o dirigente. O mais recente foi o apoio do treinador à insatisfação dos jogadores com a disputa da Copa América no Brasil. A crise chegou a ser admitida pelo próprio treinador na quinta-feira, na entrevista coletiva um dia antes do jogo contra o Equador.

– Temos uma opinião muito clara e fomos lealmente, numa sequência cronológica, eu e Juninho, externando ao presidente qual a nossa opinião. Depois, pedimos aos atletas para focarem apenas no jogo contra o Equador. Na sequência, solicitaram uma conversa direta ao presidente. Foi uma conversa muito clara, direta. A partir daí, a posição dos atletas também ficou clara. Temos uma posição, mas não vamos externar isso agora. Temos uma prioridade agora de jogar bem e ganhar o jogo contra o Equador. Entendemos que depois dessa Data Fifa as situações vão ficar claras – afirmou o treinador em entrevista coletiva.

Os atletas reclamam da disputa de um torneio juntamente com as Eliminatórias, competição que eles consideram mais importante neste momento. A Copa América começa no dia 13 de junho, com jogos nas cidades de Brasília, Cuiabá, Goiânia e Rio de Janeiro. Na visão dos jogadores, a temporada foi atípica e exaustiva. Jogadores mais experientes do elenco se mostraram incomodados por terem descoberto pela imprensa e pelas redes sociais que o Brasil sediará o torneio.

Além disso, eles reclamam que não houve diálogo com a entidade sobre a mudança da sede do torneio – inicialmente, o torneio continental seria realizado na Colômbia, que desistiu por problemas políticos internos, e na Argentina, que declinou em função do agravamento da pandemia de covid-19. Tite e sua equipe se posicionaram a favor dos atletas.

Reuniões com a cúpula da CBF só acentuaram as diferenças. Alguns ficaram insatisfeitos com a maneira como foram tratados na reunião, como subordinados da entidade.

O descontentamento se acentuou por outras razões. Um deles é a crise institucional vivida pela CBF em função de um suposto episódio de assédio sexual envolvendo o próprio Caboclo. Uma funcionária da CBF protocolou nesta sexta-feira uma acusação de assédio moral e sexual contra o presidente da entidade. A denúncia foi formalizada perante a Comissão de Ética do Futebol Brasileiro, a quem caberá investigar os fatos.

Outro episódio que contribuiu para azedar o relacionamento entre Tite e o Caboclo foi o vazamento, de uma conversa entre Caboclo e Edu Gaspar, então coordenador da seleção, depois da Copa da Rússia, em 2018, em que o presidente faz duros questionamentos ao trabalho de Tite e de sua comissão técnica, em especial o auxiliar Cleber Xavier, seu braço direito. Os áudios foram relevados pela ESPN.

Na entrevista coletiva de quinta-feira, Tite prometeu se manifestar mais claramente sobre a crise depois dos jogos (Equador e Paraguai). E ele afirmou que os jogadores também vão falar o que pensam sobre a Copa América.

*Estadão


Foto: EFE/ Antonio Lacerda

O técnico Tite pode pedir demissão do comando da seleção brasileira após o jogo com o Paraguai, na terça-feira (4), pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo. Esta é a expectativa dentro da própria Confederação Brasileira de Futebol (CBF) após o comportamento do treinador nos últimos dias de preparação da equipe no Rio de Janeiro.

A relação entre o treinador e o presidente da entidade, Rogério Caboclo, se deteriorou por conta de vários episódios, entre eles, o apoio de Tite ao protesto dos jogadores contra a realização da Copa América no Brasil, um episódio de suposto assédio sexual envolvendo o presidente da entidade e até críticas à comissão técnica.

Fontes ouvidas pelo Estadão consideram difícil uma reaproximação de Tite. Vários fatores provocaram as desavenças entre o treinador e o dirigente. O mais recente foi o apoio do treinador à insatisfação dos jogadores com a disputa da Copa América no Brasil. A crise chegou a ser admitida pelo próprio treinador na quinta-feira, na entrevista coletiva um dia antes do jogo contra o Equador.

– Temos uma opinião muito clara e fomos lealmente, numa sequência cronológica, eu e Juninho, externando ao presidente qual a nossa opinião. Depois, pedimos aos atletas para focarem apenas no jogo contra o Equador. Na sequência, solicitaram uma conversa direta ao presidente. Foi uma conversa muito clara, direta. A partir daí, a posição dos atletas também ficou clara. Temos uma posição, mas não vamos externar isso agora. Temos uma prioridade agora de jogar bem e ganhar o jogo contra o Equador. Entendemos que depois dessa Data Fifa as situações vão ficar claras – afirmou o treinador em entrevista coletiva.

Os atletas reclamam da disputa de um torneio juntamente com as Eliminatórias, competição que eles consideram mais importante neste momento. A Copa América começa no dia 13 de junho, com jogos nas cidades de Brasília, Cuiabá, Goiânia e Rio de Janeiro. Na visão dos jogadores, a temporada foi atípica e exaustiva. Jogadores mais experientes do elenco se mostraram incomodados por terem descoberto pela imprensa e pelas redes sociais que o Brasil sediará o torneio.

Além disso, eles reclamam que não houve diálogo com a entidade sobre a mudança da sede do torneio – inicialmente, o torneio continental seria realizado na Colômbia, que desistiu por problemas políticos internos, e na Argentina, que declinou em função do agravamento da pandemia de covid-19. Tite e sua equipe se posicionaram a favor dos atletas.

Reuniões com a cúpula da CBF só acentuaram as diferenças. Alguns ficaram insatisfeitos com a maneira como foram tratados na reunião, como subordinados da entidade.

O descontentamento se acentuou por outras razões. Um deles é a crise institucional vivida pela CBF em função de um suposto episódio de assédio sexual envolvendo o próprio Caboclo. Uma funcionária da CBF protocolou nesta sexta-feira uma acusação de assédio moral e sexual contra o presidente da entidade. A denúncia foi formalizada perante a Comissão de Ética do Futebol Brasileiro, a quem caberá investigar os fatos.

Outro episódio que contribuiu para azedar o relacionamento entre Tite e o Caboclo foi o vazamento, de uma conversa entre Caboclo e Edu Gaspar, então coordenador da seleção, depois da Copa da Rússia, em 2018, em que o presidente faz duros questionamentos ao trabalho de Tite e de sua comissão técnica, em especial o auxiliar Cleber Xavier, seu braço direito. Os áudios foram relevados pela ESPN.

Na entrevista coletiva de quinta-feira, Tite prometeu se manifestar mais claramente sobre a crise depois dos jogos (Equador e Paraguai). E ele afirmou que os jogadores também vão falar o que pensam sobre a Copa América.

Estadão


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Foto: Reuters/ Diego Vara/ Direitos Reservados

O Brasil disparou na liderança das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022, no Catar. Nesta sexta-feira (4), a seleção canarinho derrubou a forte marcação do Equador e venceu por 2 a 0 no Beira-Rio, em Porto Alegre, pela sétima rodada. Vale lembrar que os jogos da quinta e da sexta rodadas foram adiadas pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Os brasileiros mantiveram os 100% de aproveitamento, com 15 pontos em cinco partidas. São quatro pontos de vantagem para a Argentina, segunda colocada nas Eliminatórias, e oito a frente da Colômbia, que está em sexto e é a primeira seleção fora da zona de classificação. Os quatro primeiros colocados se garantem no Catar e o quinto disputa uma repescagem.

A seleção de Tite entrou bastante modificada na comparação com o time que derrotou o Uruguai na casa do rival, em Montevidéu, há quase sete meses. Apesar de o entrosamento não ser o ideal, o Brasil teve a iniciativa dos primeiros 45 minutos e pressionou atrás do gol. Sem êxito, é verdade, mas graças à forte marcação equatoriana.

Chances claras, foram duas. Aos 19 minutos, Neymar cobrou falta na ponta esquerda, o também atacante Richarlison desviou e quase surpreendeu o goleiro Alexander Domínguez, que defendeu em dois tempos. Aos 42, o lateral Danilo cruzou rasteiro pela direita e o atacante Gabriel Barbosa completou mandou para as redes. Gabigol, porém, estava impedimento e o lance foi anulado.

No retorno do intervalo, o Brasil tentou apostar nos lançamentos às costas da marcação, apostando na velocidade dos jogadores de frente. Passado o primeiro terço da etapa final, Tite deixou a equipe mais agressiva com a entrada do atacante Gabriel Jesus no lugar do volante Fred, pendurado com o cartão amarelo. Com mais homens no campo ofensivo, a rede enfim balançou. O meia Lucas Paquetá retomou a bola na intermediária e Neymar abriu na esquerda para o atacante Richarlison abrir o placar.

O gol abriu a equipe equatoriana e o Brasil teve várias oportunidades em sequência. Aos 25 minutos, Gabriel Jesus cortou a marcação pela esquerda e chutou forte, dentro da área, para defesa de Domínguez. Aos 26, Gabriel Barbosa recebeu pela direita, frente a frente com o goleiro, que defendeu com os pés, no reflexo. No lance seguinte, Richarlison foi lançado por Neymar na direita, tirou o arqueiro e cruzou para Gabigol, sem goleiro, cabecear à direita, rente à trave, para desespero do atleta do Flamengo.

A pressão brasileira não arrefeceu. Aos 39 minutos, com auxílio do árbitro de vídeo (VAR), o árbitro venezuelano Alexis Herrera marcou pênalti em cima de Gabriel Jesus, em meio a um bate-rebate na área. Após sete minutos de paralisação, Neymar cobrou mal a penalidade e Domínguez defendeu, mas Herrera entendeu que o goleiro se adiantou e mandou voltar a batida. Na segunda tentativa, com o cronômetro já marcando 48 minutos, o camisa 10 mandou para as redes e deu números finais à partida.

O Brasil volta a campo pelas Eliminatórias na próxima terça-feira (8), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Paraguai, fora de casa, no Defensores del Chaco, em Assunção.

Informações Agência Brasil


Dirigentes pressionam por renúncia de presidente da CBF em meio à denúncia de assédio
Foto: Reprodução UOL

por Alex Sabino e João Gabriel|Folhapress 

Integrantes da diretoria da CBF e dirigentes de federações estaduais tentam convencer Rogério Caboclo a renunciar à presidência da entidade.  

A avaliação de cartolas ouvidos pela Folha é que a situação do dirigente no comando da confederação, que já era difícil, se tornou insustentável.  

Em meio às críticas pela organização da Copa América, à revolta da seleção brasileira contra sua gestão e as denúncias formais de assédio sexual protocoladas por uma funcionária, sua renúncia é esperada por dirigentes do futebol brasileiro.  

Caboclo já foi contatado por pessoas próximas, que tentam convencê-lo a deixar o cargo. Ele, porém, resiste à ideia. Há uma preocupação geral sobre as variações de humor e a instabilidade emocional do dirigente, que tem tratado mal até auxiliares mais próximos.  

As denúncias da funcionária, uma cerimonialista, envolvem diálogos em que ele pergunta se ela se masturba ou tenta forçá-la a comer biscoito de cachorro, chamando-a de “cadela”, como revelou o GloboEsporte.com. As queixas foram apresentadas formalmente à comissão de ética da entidade nesta sexta-feira (4).  

Dirigentes dizem que em nenhum momento Caboclo os chamou para conversar, pedir apoio ou prestar explicação sobre nenhuma das três situações.  

As denúncias já são de conhecimento da cartolagem há mais de um mês e Caboclo já havia ouvido sugestões de que deveria renunciar, mas se recusou a isso. Agora, os conselhos se tornaram mais fortes e a avaliação é de que ele não tem mais condições de continuar no cargo.  

Enquanto presidente, ele também não deve desistir da organização da Copa América, já que investiu enorme capital político (em Brasília e com a Conmebol) para trazê-la ao Brasil.  

A avaliação é de que, se antes o presidente tentava contornar a crise do torneio continental e da seleção, agora com a denúncia, o que já era difícil se torna inviável.

Informações Bahia Notícia


Francês Giroud também teve vínculo ampliado

Thiago Silva, chelsea, Liga dos Campeões

O zagueiro brasileiro Thiago Silva e o atacante francês Olivier Giroud vão jogar pelo Chelsea (Inglaterra) por mais um ano após a prorrogação de seus respectivos contratos, informou nesta sexta-feira (4) o clube inglês, que acaba de conquistar a Liga dos Campeões.

O brasileiro, que chegou ao time de Londres vindo do PSG (França), jogou 34 vezes em seu primeiro ano no Chelsea, marcando dois gols.

https://twitter.com/chelseafc/status/1400826360004816905?s=21

“Após a final da Liga dos Campeões, o Chelsea Football Club executou a opção de prorrogar o contrato de Thiago Silva por um ano, levando o seu período em Stamford Bridge para uma segunda temporada”, informou a equipe por meio de comunicado. “O novo contrato de Thiago Silva vai até o final da temporada 2021/2022”.

No caso de Giroud, que está no clube há três anos e meio, o Chelsea exerceu a opção de renovar o contrato por mais uma temporada.

O atacante marcou 32 gols pelo Chelsea, incluindo seis nesta temporada da Liga dos Campeões, o que o torna o artilheiro do campeão europeu nesta competição.

Informações Pleno News


Tite foi alvo de repúdio nas redes sociais após Brasil virar dúvida para a Copa América

Torcedores ficaram insatisfeitos com a postura do técnico Tite e de jogadores da Seleção Brasileira após o treinador indicar que o Brasil pode não jogar a Copa América, que foi transferida às pressas para o Brasil.

Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (3), Tite revelou que os jogadores marcaram uma reunião com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, para comunicar um possível incômodo por jogar na competição enquanto o país passa por um agravamento da pandemia.

Por causa disso, internautas subiram a hashtag #ForaTite e lembraram da aproximação do técnico com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Informações: Pleno News


SBT
SBT segue tentando vender as cotas de patrocínios para transmissão da Copa América (Imagem: Divulgação/ CBF)

Copa América já está certa para acontecer no Brasil. E, diferente dos outros anos, o SBT é a responsável pelos direitos de transmissão dos jogos. Com a súbita mudança de sede do evento para o país, as partidas ficaram ainda mais interessantes para os patrocinadores interessados.

De acordo com a revista Veja, a rede de Silvio Santos colocou à venda seis cotas de patrocínio, sendo que duas delas já foram negociadas por quantias entre R$ 12 e 15 milhões (o preço de tabela era 80 milhões cada. Os valores são bem menores do que a Globo cobrava no passado.

Até o momento, as empresas que acertaram com o SBT foram o aplicativo chinês de compartilhamento de vídeos curtos Kwai e o site de apostas online Betfair, segundo fontes do setor ouvidas pela revista.

Após a concorrente da Globo, a Disney entrou em negociação com a Conmebol e acertou o campeonato na TV por assinatura. O campeonato será sediado no Brasil após um pedido da entidade prontamente aceito pelo governo.

De acordo com as informações do Notícias da TV, as negociações demoraram um mês até o acordo final. Funcionários da ESPN e Fox Sports foram avisados do novo campeonato na grade nesta terça-feira (1º).

A negociação começou quando a Copa América estava fechada com Colômbia e Argentina. Os dois países recusaram o torneio de última hora por questões internas. A Conmebol foi atrás do Brasil e fechou negócio.

A CBF sinalizou positivamente para o caso e passou a bola para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que conversou com os ministros e autorizou o torneio em solo brasileiro.

Informações RD1