De acordo com assessoria de imprensa, cruzeiro do cantor Roberto Carlos está confirmado no navio MSC Prezioza, que teve surto de Covid-19 no último domingo (2), no Rio de Janeiro. O transatlântico passaria sete noites no Nordeste, mas precisou retornar ao ponto de partida para o desembarque dos infectados pelo vírus.
Na embarcação, o artista fará seu tradicional cruzeiro Emoções em Alto Mar, entre os dias 11 e 15 de março. A assessoria do cantor também informou que o evento seguirá o que for determinado pelas autoridades.
The Tragedy of Macbeth, novo drama histórico com elenco estrelado, está sendo aclamado pela crítica especializada e alcançou 100% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Baseado na peça trágica de William Shakespeare, The Tragedy of Macbeth segue a história do lorde Macbeth ao voltar de uma guerra. No meio do caminho, três bruxas o abordam e fala sobre sua visão que ele será o próximo rei da Escócia.
Ao contar a notícia para sua esposa, eles planejam o assassinato do rei atual do país e assim garantir o reinado de Macbeth. Porém, como o prórpio nome diz, Macbeth é uma tragédia.
O longa dirigido por Joel Coen, traz Denzel Washington e Frances McDormand como protagonistas. Corey Hawkins, Alex Hassell, Ralph Ineson, Moses Ingram, Bertie Carvel, Kathryn Hunter, Brendan Gleeson e Harry Melling completam o elenco.
Leah Greenblatt, do Entertainment Weekly, comentou positivamente sobre o filme:
“Há um poder real, ressonante, em todo aquele som e fúria, uma tragédia desconstruída e recriada, mas como a verdade essencial por trás dela não se reduz.”
Confira:
The Tragedy of Macbeth estreia dia 25 de dezembro de 2021 nos cinemas.
Não Olhe para Cima, da Netflix, foi produzido com apoio governamental; no Brasil, faltam políticas Imagem: Reprodução
O próximo ano deverá registrar o maior investimento da história em produções para serviços de streaming no mundo. Lideradas pela Netflix, as empresas do setor devem investir juntas mais de R$ 1,3 trilhão em conteúdo, um aumento de 14% em relação a 2021, de acordo com a Ampere Analysis.
“Em 2022, esperamos que o investimento em conteúdo ultrapasse US$ 230 bilhões (R$ 1,3 trilhão), principalmente impulsionado por serviços de streaming por assinatura, à medida que a batalha na arena de conteúdo original se intensifica – tanto nos Estados Unidos, mas também nos mercados globais, que são cada vez mais importantes para o crescimento”, diz Hannah Walsh, gerente de pesquisa da Ampere Analysis, em um comunicado.
Com gastos de US$ 14 bilhões em conteúdo em 2021, a Netflix lidera os investimentos em streaming, representando 30% do total gasto em conteúdo de assinatura de vídeo on demand (SVOD), mas apenas 6% do investimento total em conteúdo global em 2021, de acordo com a Ampere
A Netflix é o terceiro maior investidor em conteúdo do mundo em gastos totais, atrás da Comcast e suas subsidiárias (US$ 22,7 bilhões) e da Disney (US$ 18,6 bilhões).
“A Comcast e a Disney investem pesadamente em direitos esportivos, que – junto com seus pesados investimentos em conteúdo original – contribuíram para suas posições de liderança na mesa. Os direitos esportivos representaram mais de um terço dos gastos da Comcast e da Disney em 2021 “, afirmou Hannah.
Mas esses números devem aumentar. A Disney revelou no início deste ano que pretende expandir seu orçamento de conteúdo em US$ 8 bilhões em 2022. A Netflix afirmou que pode até triplicar o investimento nos próximos anos e em 2022 deve gastar US$ 17 bilhões.
A WarnerMedia, dona da HBO Max, anunciou que iria se fundir com a Discovery para conseguir aumentar os investimentos em conteúdo. O plano é investir até US$ 20 bilhões em novas produções.
Brasil na contramão do streaming
As produções realizadas fora dos Estados Unidos nunca estiveram tão em alta. A série Round 6 se tornou o maior fenômeno de entretenimento do ano.
A produção coreana foi vista por 142 milhões de assinantes em 90 países (e finalizada por 87 milhões deles) nos primeiros 23 dias; mais de 1,5 bilhão de horas foram visualizadas nos primeiros 28 dias. A Netflix comprou a produção por US$ 22 milhões e gerou US$ 900 milhões em valor, de acordo com documentos internos que foram revelados em outubro pela Bloomberg.
Round 6 intensificou a corrida por “surpresas” internacionais. Segundo o colunista Matthew Beloni, “enormes investimentos em programação em idioma local levam a sucessos populares que podem ser promovidos por algoritmos para um público global treinado para aceitar legendas e atores estrangeiros; isso, por sua vez, criará um crescimento quase instantâneo e exponencial no consumo desse conteúdo. Em outras palavras: hits massivos. E os acessos se traduzem em assinantes, perpetuando o círculo virtuoso”.
Dos 214 milhões de assinantes da Netflix, menos de um terço está nos Estados Unidos.
O Brasil já seria o segundo maior mercado do mundo em streaming. As plataformas internacionais de streaming nos últimos meses inclusive anunciaram o aumento de produções no Brasil, mas o volume é pequeno em comparação a outros mercados até menos relevantes em comparação ao Brasil.
Ou seja, o Brasil parece estar ficando de fora dessa “enxurrada” de recursos para a produção de conteúdo.
Barreiras para o crescimento das produções
A Globo investiu pesadamente no aumento de produções para o Globoplay. Em seu balanço divulgado em março, a emissora disse planejar investir R$ 4,5 bilhões em conteúdo e mais R$ 1 bilhão em tecnologia. Mas no volume geral, considerando os concorrentes internacionais, os números brasileiros para produção de conteúdo são tímidos.
A Netflix, líder do setor no Brasil e no mundo, anunciou semanas atrás uma série de novidades produzidas no país. Mas uma comparação com mercados semelhantes como a Índia evidencia como estamos em desvantagem.
No Brasil a Netflix tem cerca de 19 milhões de assinantes, conforme dados vazados do site do Cade. Na Índia, a Netflix tem pouco mais de 5 milhões de assinantes, segundo a consultoria Media Partners Ásia. Na Índia, a Netflix lançou mais de 70 filmes, documentários, programas e especiais de comédia, e já avisou que aumentará este número em 2022. A Netflix planeja desenvolver 40 ideias no Brasil em 2022.
Vale notar ainda que a Netflix na Índia é bem mais barata que no Brasil. Este mês a empresa cortou o preço dos seus planos no país em até 60%. O plano mais barato da Netflix na Índia custa cerca de R$ 11. No Brasil, o plano básico custa R$ 25,90.
A Netflix deve gastar US$ 1 bilhão apenas em programas coreanos, incluindo US$ 500 milhões este ano em filmes e séries lá. Isso além de US$ 1 bilhão no Reino Unido e US$ 400 milhões na Índia em 2019 e 2020, aponta Beloni. A América Latina é semelhante, mas o Brasil é um de vários países na região.
Falta de políticas para o setor
“Essa questão está ligada com a falta da regulamentação”, diz Marina Rodrigues, cineasta e produtora. “Como não existe nenhuma legislação que determine investimentos mínimos, a Netflix acaba gastando bem abaixo do que poderia”.
Marina com frequência destaca em seu perfil no Twitter produções de sucesso que recebem benefícios governamentais. O recente sucesso Não Olhe para Cima é um exemplo.
A Coreia, berço de Round 6 e um crescente número de produções de sucesso, é um dos países mais hostis do mundo às empresas internacionais de streaming. O governo criou políticas para proteger o mercado local e usa a influência para estimular segmentos de entretenimento como o K-Pop, cinema e TV.
A reação à chegada da Netflix ao país em 2016 é um exemplo. “Primeiro, os conglomerados de mídia local se uniram para formar a Wavve, uma plataforma de streaming nacional, que tem o objetivo de enfrentar o ‘perigo estrangeiro’ que a Netflix representa para o mercado”, como afirma artigo de Daniela Mazur, Melina Meimarides e Daniel Rios.
“Segundo, a indústria sul-coreana está transformando o alcance das plataformas estrangeiras em um instrumento para expandir a Hallyu (onda coreana) globalmente. Portanto, é uma estratégia de mão dupla, na qual a indústria nacional se utiliza da Netflix para atingir públicos estrangeiros, mas localmente é hostil à empresa”, acrescenta a publicação.
Um executivo ouvido pela coluna também aponta a dificuldade de encontrar profissionais qualificados e até estúdios no país capazes de atender aos altos níveis de qualidade de plataformas como a Netflix. “A série 3% da Netflix era uma boa ideia e tinha grande potencial, mas a produção foi inconsistente e sofreu problemas de execução”, afirma.
Resposta da Netflix
“Entretemos o Brasil há uma década e muita coisa mudou de 2011, com títulos licenciados e stand-ups, até 2021, com uma produção variada de conteúdos globais e locais. Esse ano marca os 5 anos da Netflix produzindo conteúdo local original e levando histórias brasileiras para o mundo todo, como 7 Prisioneiros e Cidade Invisível.
Em 2022, a Netflix investirá no desenvolvimento de 40 novas ideias, fomentando a produção de mais histórias brasileiras no audiovisual para audiências ao redor do Brasil, reforçando o compromisso em colocar Mais Brasil Na Tela. Continuaremos a trazer, todos os meses, conteúdo brasileiro inédito e exclusivo da Netflix, com a maior variedade de gêneros e formatos que ofertamos até hoje.
“Estamos dobrando nossos esforços no Brasil com um time local com os melhores executivos de criação, produção e pós-produção do mercado para apoiar o extraordinário ecossistema audiovisual brasileiro com o propósito de trazer mais histórias brasileiras para suas telas. Queremos oferecer uma plataforma para histórias contadas por diversos talentos, tanto atrás como na frente das câmeras”, disse Francisco Ramos, Vice-Presidente de Conteúdo da Netflix para a América Latina.
Em novembro, no evento Mais Brasil na Tela, anunciamos:
A renovação de Sintonia, Casamento às Cegas Brasil e Brincando com Fogo Brasil
As animações O Menino Maluquinho e Acorda, Carlo!, que inauguram a oferta de conteúdo original brasileiro para toda a família
Biônicos, filme de ação e ficção científica de Afonso Poyart e um novo filme de Natal brasileiro, estrelando GKAY, Sérgio Malheiros e Vera Fischer. Também Carga Máxima, novo filme de ação.
Nova minissérie dramática Todo dia a mesma noite, inspirada no livro homônimo que conta a história real do incêndio na Boate Kiss, e novos projetos de comédia de Leandro Hassum, Whindersson Nunes e Rodrigo Sant’Anna.
Estamos confiantes que nossos lançamentos nos próximos anos vão seguir mostrando o nosso comprometimento em colocar Mais Brasil na Tela.
Propriedade fica em um condomínio de luxo em Beverly Hills
Adele Foto: EFE/EPA/PAUL BUCK
A cantora britânica Adele comprou uma nova mansão nos Estados Unidos. Ela está pagando 58 milhões de dólares (cerca de R$ 323 milhões, na cotação atual) pela propriedade, que fica em um condomínio de luxo em Beverly Hills, na Califórnia.
O valor do imóvel representa apenas 6% de todo o dinheiro de Adele. As informações são do portal UOL.
A fortuna da artista gira em torno de 130 milhões de libras, algo equivalente a R$ 980 milhões, segundo a Sunday Times Rich List 2021. A cantora ocupa 27ª posição dos músicos mais ricos do Reino Unido.
A propriedade comprada por Adele era do ator Sylvester Stallone. A mansão tem seis quartos, nove banheiros, academia, sauna, piscina, bar personalizado, estúdio de arte e uma sala de projeção, além de uma casa de hóspedes de dois andares.
Apresentador comentou sobre atrações de seu novo programa
Faustão estreou na Band nos primeiros minutos de 2022 Foto: Reprodução/Band
Poucos minutos após a chegada de 2022, o apresentador Fausto Silva finalmente estreou na Band. Na gravação, o ex-global anunciou as atrações de seu novo programa, o Faustão na Band, previsto para estrear no dia 17 de janeiro.
O veterano revelou que o programa, que será diário, terá uma atração diferente a cada dia da semana. Ele irá dividir os palcos com a jornalista Anne Lottermann, que saiu da Globo para trabalhar com Fausto. O filho mais velho do apresentador, João Guilherme, também irá trabalhar com o pais.
Nas segundas-feiras, Fausto irá comandar o quadro Pizzaria do Faustão. Nas terças, o ex-global apresentará o quadro Grana ou Fama. Nele, os participantes “se apresentarão no palco e decidirão se confiam no talento e investem o dinheiro em seu talento, ou decidem se ficam com o dinheiro ou a fama”, contou Anne Lottermann.
Todas as quartas-feiras o público poderá assistir ao quadro Dança das Feras, em que profissionais “mostrarão a qualidade da dança brasileira com ritmos nacionais e internacionais”, segundo João Guilherme.
Às quintas está previsto para ir ao ar o Na Pista do Sucesso, com “um pouco de cada ritmo no palco”. Já às sextas, será o dia do Churrascão do Faustão.
O novo programa também trará reportagens com histórias de superação, que, segundo Fausto, “que dão lições de vida”. Este quadro será comandado pela ex-bailarina do Domingão, Jaqueline Ciocci. As tradicionais videocassetadas também estão garantidas.
– Cada dia da semana nós vamos trazer uma programação diferente. É mais que um programa, nós vamos com uma programação, é o time do Faustão aqui na Band – disse o apresentador.
O programa Faustão Na Band irá ao ar a paritr de 17 de janeiro, às 20h30, segunda a sexta-feira.
O surgimento da variante Ômicron do novo coronavírus restringiu as festas de réveillon em todo o país. Pelo menos 20 capitais cancelaram a realização de shows e eventos artísticos para evitar a aglomeração de pessoas. No entanto, em algumas capitais, a queima de fogos foi mantida.
Em Recife, está programada somente a queima de fogos na praia de Boa Viagem, com 17 minutos de duração, e em outros bairros da cidade. Quatro balsas estão espalhadas pela orla da cidade para garantir o espetáculo, que será realizado com fogos sem ruídos. Um decreto municipal proibiu a utilização de artefatos que provoquem poluição sonora em eventos promovidos pelo governo local.
Além de não realizar a festa de réveillon neste ano, a prefeitura de Fortaleza publicou um decreto para fixar o limite de público em festas privadas. Pelas regras, eventos de grande porte em locais fechados deverão cumprir a capacidade de até 2,5 mil pessoas. Em locais abertos, serão permitidas até 5 mil pessoas.
A festa também foi cancelada em Porto Alegre. A comemoração seria realizada na Orla do Guaíba em homenagem aos 250 anos da capital. Diante da disseminação da variante Ômicron, a prefeitura decidiu não promover shows para evitar aglomeração de pessoas na região da Usina do Gasômetro, onde a festa seria realizada.
Em Boa Vista, a festa não foi cancelada. A prefeitura divulgou na semana passada a programação musical para o dia 31. Os shows ocorrerão no Parque do Rio Branco, a partir das 17h.
No Rio de Janeiro, estão previstos dez pontos de queima de fogos pela cidade. Em Copacabana, a queima terá 16 minutos e será acompanhada de um espetáculo piromusical, no qual a história da cidade será contada por meio de música ambiente. Foram instaladas torres de som na orla. Para evitar aglomerações, no entanto, a prefeitura impôs várias restrições à circulação de pessoas, como o fechamento das estações de metrô, próximo à praia de Copacabana
Em Balneário Camboriú (SC), um dos destinos preferidos no Sul do país, a festa da virada do ano terá um show pirotécnico de 15 minutos. A contagem regressiva será realizada na roda gigante, um dos cartões postais da cidade. O governo local espera que a rede hoteleira tenha ocupação de 100% dos quartos disponíveis.
De acordo com o último levantamento do Ministério da Saúde, divulgado ontem (28), o Brasil registrou 77 casos da variante Ômicron.
O passivo da emissora era estimado em pelo menos R$ 115 milhões
Logo Rede Manchete em 1999 Foto: Reprodução
A marca da Rede Manchete e o arquivo de mais de 25 mil fitas da emissora, que encerrou suas atividades em 1999, foram arrematados por R$ 500 mil em leilão on-line realizado em outubro. A identidade dos arrematantes não foi divulgada pela Faro Leilões, responsável pelo leilão. Um mesmo usuário – que pode ser uma pessoa física ou jurídica – adquiriu tanto as fitas de telenovelas como a marca da Manchete.
O leilão estava dividido entre três lotes: a marca da extinta emissora, registrada no Inpi; o arquivo de fitas de telenovelas e minisséries; e outro arquivo com fitas de programas diversos, como jornalísticos e infantis. Avaliado inicialmente em R$ 3 milhões, o arquivo de fitas de telenovelas saiu por R$ 240 mil.
A marca TV Manchete, que estava avaliada em R$ 124,1 mil, foi arrematada por R$ 200,5 mil. Já o arquivo de programas diversos, antes avaliado em R$ 626 mil, foi arrematado pelo lance mínimo, de R$ 60 mil.
Houve uma disputa de lances pela marca nos últimos minutos do leilão, que ficou com o mesmo arrematante do acervo de novelas.
DÍVIDA O passivo da Manchete é estimado em pelo menos R$ 115,7 milhões. A conta inclui apenas os credores que se habilitaram no processo de massa falida da empresa, que começou em 2002. O valor deve servir para pagamento de uma parcela de créditos trabalhistas de ex-funcionários da Manchete que estão habilitados na massa falida da emissora carioca.
Para especialistas em história da televisão, os arquivos de fitas arrematados possuem valor histórico “inestimável”. Os arrematantes levaram mais de 25 mil volumes de fitas analógicas contendo programas como Documento Especial e Bar Academia, jornalísticos e novelas como Pantanal, Dona Beija, A História de Ana Raio e Zé Trovão e Kananga do Japão.
Novelas exibidas pela Manchete após 1995, comoXica da Silva e Tocaia Grande, não foram arrematadas no leilão porque pertencem a outra empresa do Grupo Bloch, a Bloch Som e Imagem, uma das poucas empresas que sobreviveu à débâcle do conglomerado.
O arquivo de imagens da Manchete foi a leilão em outras oportunidades, sempre sem interessados. Em maio, ele havia sido leiloado com preço de avaliação de R$ 3,8 milhões. Problemas jurídicos acerca dos direitos autorais das produções da emissora, valores altos e o estado das fitas – todas analógicas e em más condições de preservação – explicariam o desinteresse no material.
Em janeiro, a juíza pediu mais celeridade ao advogado Manuel Angulo Lopez, administrador da massa falida, para a quitação de créditos do processo, que se arrasta há duas décadas. Vários funcionários morreram sem receber salários e direitos trabalhistas atrasados.
HISTÓRIA Projeto milionário do gráfico Adolpho Bloch, a Rede Manchete foi fundada em 1983 para ser o espelho televisivo da Bloch Editores, que publicou revistas como Manchete, Amiga e Ele Ela e faliu em 2000. Apesar de vários sucessos no campo artístico, a emissora acumulou problemas administrativos e dívidas crescentes desde que nasceu. No período em que esteve no ar, a Manchete chegou a ser vendida e retomada pela família Bloch em duas oportunidades, agravando a situação do canal.
Quando encerrou suas atividades, em maio de 1999, a Manchete devia mais de seis meses de salários a mais de 1,5 mil funcionários, além de um grande passivo trabalhista e fiscal. As concessões da Manchete foram transferidas para a Rede TV!, dos empresários Amilcare Dallevo Jr. e Marcelo de Carvalho, que foi inaugurada em novembro de 1999.
Durante as negociações com Dallevo e Carvalho, a empresa TV Manchete – equipamentos, arquivo de fitas e passivos – foi vendida à empresa Hesed Participações, de Fábio Saboya, que esperava renegociar dívidas e vender debêntures no mercado. O projeto não deu certo, e a Manchete faliu.
Ações na Justiça passaram a correr contra a Rede TV!, defendendo que a emissora era sucessora legal da Rede Manchete e deveria se responsabilizar pelos débitos da antecessora.
Em 2009, a 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu que a Rede TV! não poderia ser considerada sucessora do canal da família Bloch, estando isenta de dívidas trabalhistas, mas as disputas ainda seguem em outras varas do Judiciário.
Conglomerado de comunicação se desfez de vários propriedades ao longo do ano
Nova logo da Globo Foto: Reprodução/TV Globo
O ano de 2021 foi um período em que a Globoresolveu cortar uma grande quantidade de despesas de seu orçamento. Da venda de inúmeros itens, passando por negociações de empresas e até demissões de funcionários com altos salários, a emissora chegou a reduzir R$ 281 milhões, só no primeiro semestre, com vencimentos de colaboradores.
Mas os cortes não ficaram restritos apenas aos ganhos dos funcionários. A empresa também promoveu a venda de inúmeras propriedades que antes eram suas, como a gravadora Som Livre, 17 torres de TV em várias cidades do Brasil, além de todo o seu complexo de imóveis onde funciona a sede da emissora em São Paulo.
VENDA DA SOM LIVRE PARA A SONY MUSIC A negociação envolvendo a gravadora que era do Grupo Globo foi sacramentada em abril deste ano, quando a Sony Music adquiriu a empresa por R$ 1,4 bilhão. Com isso, a multinacional passou a contar com um catálogo que incluía artistas de grande alcance no país como Jorge & Mateus, Wesley Safadão e Lexa.
DATA CENTER CONCEBIDO PARA AS OLIMPÍADAS É NEGOCIADO Com mudanças no direcionamento da área de tecnologia, a Globo negociou, em outubro, o data center que havia concebido para os Jogos Olímpicos de 2016, que aconteceram no Rio de Janeiro, com a holding Piemonte, por uma valor estimado de R$ 300 milhões.
Sobre a venda, a Globo justificou que o data center foi pensado em 2014 “dentro de uma visão que se modificou inteiramente nos últimos anos, com o surgimento da tecnologia da nuvem para armazenagem de dados, mais eficiente e com menor necessidade de investimentos”.
GLOBO VENDE TORRES PARA EMPRESA SEDIADA NA NIGÉRIA O rol de itens vendidos pela Globo também incluiu 17 torres de transmissão e 16 imóveis repassados para a empresa IHS, sediada na Nigéria. A negociação foi concretizada no início de dezembro, por um valor de aproximadamente R$ 200 milhões.
Nos termos do contrato, que começa a valer em janeiro, a emissora acertou que seguirá usando os transmissores. Também foi assinado um acordo para que os nigerianos cuidem de toda a infraestrutura do parque tecnológico. Os novos donos, porém, também poderão ceder a estrutura para emissoras concorrentes.
IMÓVEIS EM SÃO PAULO SÃO VENDIDOS, MAS GLOBO SEGUE COMO INQUILINA Por fim, há alguns dias, a emissora carioca vendeu para a Vinci Real Estate todo o seu complexo de imóveis onde funciona a sede da emissora em São Paulo, em um negócio de mais de R$ 522 milhões. O acordo é de lease back, ou seja, a Globo receberá o dinheiro da venda agora, mas permanecerá como inquilina do imóvel.
Por meio de sua assessoria, a Globo afirmou que decidiu aderir ao chamado lease back para que pudesse “conferir mais leveza ao balanço da companhia”.
Ao longo de mais de um século, o cinema se tornou, sem margem para maiores questionamentos, a arte mais glamourosa da natureza humana. Filmes, a despeito de sua natureza já um tanto sofisticada, foram adquirindo uma aura de sublimidade, primando cada vez mais pela beleza, pelo requinte estético, pela harmonia da forma, sem prescindir, claro, da evolução de seus recursos. O cinema é também é o conjunto das manifestações artísticas que mais dependem da tecnologia. Aborde-se o assunto que se queira, filmes são dependentes de muita inteligência artificial, muitos computadores, muita afinação técnica, a fim de que o resultado do empenho de uma equipe com dimensões de verdadeira falange agrade o público, e, de preferência, igualmente a crítica. A competição quanto a um lugarzinho um pouco mais ensolarado entre diretores e atores de diferentes estúdios já daria um filme daqueles – tanto daria como deu. Excelentes profissionais estão sempre se digladiando à procura do tão ansiado reconhecimento que, como tudo na vida, não é para todos. Nunca há Oscar que chegue para todas as produções que o merecem, e isso também acaba virando matéria para muito bafafá. Restam filmes que continuarão soberbos, essenciais na formação da humanidade, a despeito de não contarem com seu homenzinho dourado. A história do escritor agraciado não com um Oscar, mas com um Nobel, o que não é nada ruim, malgrado desdenhe do prêmio — e da própria origem —, é o mote do argentino-espanhol “O Cidadão Ilustre” (2016), dirigido a quatro mãos por Gastón Duprat e Mariano Cohn. Representante do melhor da inventividade e do talento asiáticos, o sul-coreano “A Sun” (2019), de Chung Mong-hong, traz no enredo a saga de uma família em pedaços, devido à inconsequência do filho caçula. É justamente por “A Sun” que começamos a nossa lista, que dispõe de outros cinco títulos, além de “O Cidadão Ilustre”, todos na Netflix, do mais novo para o mais antigo, a fim de deixar a sua vida facinha, facinha. Eles não levaram o prêmio máximo da indústria cinematográfica de Hollywood, mas, se serve de consolo, são hors-concours aqui na Bula. E você, também acha?
“A Sun” começa de maneira brusca e, assim, o espectador já fica esperto quanto ao que pode esperar do drama taiwanês do diretor Chung Mong-hong. Mas que ninguém se desestimule: o enredo é todo permeado por respiros cômicos — e eles são mesmo necessários. A pobreza, ainda que num país rico, é implacável, e ai daquele que pense que pode subverter o estabelecido. Contudo, seria tolo afirmar que o risco social é o responsável por fomentar a criminalidade; o fato é que a alma de todo homem tem sua face sombria — e cada um deve mantê-la sob controle. E controle — e, por extensão, autocontrole —, é uma ideia cara aos orientais. Um pai de família honrado não se prestaria a aturar os deslizes de caráter por parte de um filho, muito menos seus delitos. Ao tomar conhecimento da prisão de A-Ho, A-Wen exige que o caçula seja sentenciado com uma pena dura, o que revolta sua mulher, Qin, mãe do rapaz. A partir daí, o que se segue é a total desintegração do que até tão pouco tempo era um lar (e uma família). Ainda que haja uma ou outra tentativa pontual de contornar a questão, o casal, juntamente com o filho mais velho, pressentem que nada vai voltar ao ponto anterior à ruptura. A vergonha que todos sentem pelo destino de A-Ho, tornado ainda mais significativo numa sociedade que valoriza sobremaneira a austeridade da conduta social, o constrangimento, o remorso, tudo converge para que não consigam se encontrar outra vez. O sol pode ser o que há de mais justo no mundo, mas só pode iluminar e emprestar seu calor a ambientes que se abram para ele. Do contrário, fica eternamente preso em meio à nuvem de ignomínia e pequenez que flutua sobre a natureza do homem desde sempre.
Ya no Estoy Aquí (2019), Fernando Frías de la Parra
Ulises não é nenhum personagem de Homero, nem faz parte de “Odisseia” alguma, mas bem que poderia. O protagonista de “Ya no Estoy Aquí” tem sua jornada própria, uma trajetória em busca de autoconhecimento e descobrimento do mundo, honra, afirmação. O garoto de 17 anos, como qualquer um em Monterrey, nordeste do México, gosta de roupas largas, cabelo extravagante, penduricalhos, estética que, sob uma análise ligeira, remeteria aos rappers nova-iorquinos. No caso de Ulises, o moleque é um digno representante da cultura regional, hispânico-latina, mais precisamente. Ele sonha em se tornar um expoente da Kolombia, um subtipo da cúmbia, ritmo surgido no país sul-americano, com algumas variações de tempo. Ulises também, como um adolescente comum, anda em companhia dos amigos, e aí é que está o problema. Numa dessas, conhece criminosos de verdade, se mete em confusão com eles e sua única saída é imigrar, no bagageiro de uma van, para os Estados Unidos. Lá, se vira como pode, dançando no metrô a fim de defender um trocado e dorme de favor na água-furtada da garota sino-americana, também uma intrusa no mundinho abafado da América, interessada nele, mas não correspondida, porque Ulises não fala inglês, e tampouco a moça entende espanhol. O filme de Fernando Frías de la Parra é um portento de beleza, de originalidade, com seus planos ora disparados, ora lentos, quase se arrastando, tudo friamente pensado, enquadramentos quase sempre muito abertos, a fim de conferir à cena a sensação de distância, de exclusão. O resultado de tamanho esmero é um genuíno tratado antropológico sobre a juventude em países periféricos da América Latina, sobre a resistência cultural nesses rincões perdidos, mediante a ótica do oprimido, sem jamais se permitir concessões ao vitimismo. Ulises é digno até a raiz do cabelo descolorido, mesmo quando reconhece a derrota e se submete. Um herói, portanto.
O Autor (2017), Manuel Martín Cuenca
O que seria da natureza humana sem o sonho? É o devaneio, a capacidade de imaginar outras possibilidades o que faz o homem persistir na luta pela sobrevivência, prosperar, evoluir. Álvaro é um sonhador, mais até: Álvaro é um obstinado. Iria às últimas consequências quanto a se tornar um escritor de renome, de prestígio, não os caça-níqueis que Amanda, sua mulher, gosta de ler. Justamente Amanda é quem dá o impulso que faltava para que o protagonista de “O Autor” se dedique exclusivamente à sua promissora carreira literária: Álvaro flagra a mulher com outro e decide que é hora de mudar tudo em sua vida. Larga o emprego, determinado a viver da pena, mas nem bem começou a ser artista e já lhe falta inspiração, até que lhe ocorre a genial ideia de provocar conflitos em quem os cerca, a fim de observar suas reações e, enfim, escrever. O que ele não imaginava, limitado também como indivíduo, é que ele passaria como a principal vítima de suas armações.
Rastros de um Sequestro (2017), Jang Hang-jun
O suspense do diretor Jang Hang-jun vem confirmar a trajetória ascendente do cinema sul-coreano. A narrativa do ótimo “Rastros de um Sequestro” gira em torno de Jin-Seok, que acaba de se mudar com a família para uma casa nova. Certa noite, o rapaz presencia o sequestro do irmão mais velho, Yoo-seok, que volta 19 dias depois, sem se lembrar de nada. A reação de Yoo-seok poderia ser entendida como natural frente a tamanho choque, mas Jin-Seok começa a estranhar o comportamento dele e o fato do irmão sempre sair a altas horas. Convencido de que a pessoa que passou a conviver com a família não é Yoo-seok, o protagonista decide investigar o caso por conta própria.
O Cidadão Ilustre (2016), Gastón Duprat e Mariano Cohn
Em “O Mundo como Vontade e Representação”, publicado em 1818, o filósofo polonês Arthur Schopenhauer (1788-1860), defendia a ideia da vida sob a forma de uma vontade de vida, isto é, a vida seria uma mera prospecção do homem acerca de seus desejos mais obscuros. O homem não sabe querer, pois ao querer já espalha destruição por todo lado, e, portanto, há que se negar toda vontade, mesmo (ou em especial) as que, aparentemente, possam induzir a supostas boas intenções. Depois de um discurso o seu tanto ácido na cerimônia da entrega do Prêmio Nobel de Literatura, com o qual é agraciado, Daniel Mantovani, um bem-sucedido escritor que saíra de Salas, na Argentina, onde nascera e vivera até os 20 anos e fora viver em Barcelona, na Espanha, começa a sentir os efeitos autodestrutivos de sua sinceridade indomável. Os compromissos mais importantes são cancelados, sobra um ou outro simpósio ou palestra menos insignificante, e uma série de homenagens que o prefeito de Salas, justamente de Salas, houve por bem lhe dedicar. Daniel não está à beira da falência ou passando algum apuro de dinheiro, não se trata disso: o que o move é um misto de vaidade — porque, como ele mesmo reconhece, um escritor é feito de pena, papel e vaidade —; orgulho por, depois de haver desdenhado do Nobel, sua cidadezinha ter se lembrado dele; e, quem sabe, alguma condescendência. Por mais que tenha vivido os últimos 40 anos dizendo a si mesmo que seu passado o incomodava, de maneira consciente ou não embarca para a Argentina, sequioso por reencontrar esse passado. E o passado de fato permanece lá, mas diferente, como ele próprio. Como se Salas tivesse dedicado quatro décadas a fim de arquitetar uma vingança contra o filho ilustre, mas soberbo, uma sucessão de eventos começa a se abater sobre Daniel, primeiro apenas vexatórios. O constrangimento logo cede lugar a situações que exigem dele posições mais duras, como artista e como indivíduo. O escritor é impingido a tomar parte em diversas polêmicas, ainda que involuntariamente em algumas circunstâncias, e sua permanência na cidade natal se torna insustentável. O sermão (mais um) com que ataca as “autoridades” salenses, inclusive um autoproclamado artista plástico, presidente de uma associação de classe, que manipula o resultado de um certame de pintura que recusara seu quadro a fim de ser um dos vencedores, é, já faltando pouco mais de vinte minutos para o encerramento, o ápice do enredo. Sua forma de compreender a política, a arte, a cultura — palavra que lhe provoca asco —, são lições de vida para qualquer um, a despeito da época em que se esteja, num roteiro que não demanda nem o mínimo retoque. No surpreendente final, a pergunta que resta nas cabeças e nas bocas é: que diabos ele foi fazer lá? Mas a conclusão é óbvia e vem de imediato. Valeu a pena.
A Livraria (2017), Isabel Coixet
Tentativas de mudar o estabelecido são sempre difíceis, quando não resultam infrutíferas, especialmente em se sendo mulher, de meia-idade e num lugar que não é o seu. Em plenos anos 1950, uma livreira chega a uma cidadezinha no litoral da Inglaterra disposta a deitar raízes e seguir com seu negócio. Para tanto, terá de se investir de uma boa camada de destemor, a fim de vencer o conservadorismo dos novos vizinhos, o que a fará se valer das mesmas armas que seus adversários.
A Voz do Silêncio (2016), Naoko Yamada
Contra um mundo que só fala veneno, a surdez. “A Voz do Silêncio”, de Naoko Yamada, ao abordar temas sensíveis como assédio moral entre crianças e adolescentes, deficiência física, autoaceitação, acerto de contas com a vida, presta um grande serviço ao público, não prescindindo de observar o requinte estético e a força da mensagem. Shōko Nishimiya, a protagonista, é uma garota surda. Shōko nunca tivera problemas quanto a sua condição, mas ao ser transferida para uma nova escola, acaba sendo hostilizada pelos colegas, liderados por Shouya Ishida, o valentão do pedaço. Shouya é acusado e a direção o expulsa. Passa a ser visto como um pária, os amigos se afastam e ele não sente mais vontade de planejar algum futuro, nem mesmo de continuar a viver. Planeja seu suicídio por anos, meticulosamente, ao ponto de conseguir juntar o dinheiro gasto pela mãe com o reparo dos aparelhos auditivos da ex-colega, que ele quebra numa de suas investidas contra a garota. Debruça-se junto ao parapeito de uma ponte e sobe para o lançamento, mas no instante derradeiro fica a par de que Shōko vai ser sua colega outra vez e, vislumbrando a oportunidade de se redimir, desiste, dando início a uma nova — e benfazeja —etapa em sua história. “A Voz do Silêncio” se trata justamente disso: a metáfora da existência como uma interminável chance de se recolher os cacos da dignidade e se recompor. O emprego da paleta de cores pendendo para tons pastéis e a preferência por planos mais abertos colaboram quanto a tornar o ambiente mais oxigenado e suscetível à conversão do antagonista, sem que haja mais vácuos. Nem silêncios.
2021 foi um ano de grandes lançamentos na Netflix. Entre séries e filmes, a plataforma dominou o mundo do entretenimento e mudou para sempre a maneira como consumimos conteúdo. O investimento bilionário em produções originais deu certo, e o streaming lançou alguns de seus longas mais elogiados nos últimos meses.
A Netflix também tem tudo para figurar na temporada de premiações com diversas indicações ao Oscar – mostrando assim que o streaming é, realmente, o futuro da indústria.
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Com lançamentos de terror, suspense, romance, drama, comédia, fantasia, aventura, ação e muito mais, a plataforma contou em 2021 com estreias para todos os gostos.
Listamos abaixo os 7 melhores filmes que a Netflix lançou em 2021, perfeitos para uma maratona de fim de ano; confira.
Ataque dos Cães
Ataque dos Cães é uma das grandes apostas da Netflix para o Oscar 2022. O filme já está praticamente garantido na premiação, especialmente nas categorias de atuação. Ambientado nos anos 20, o filme de Jane Campion faz um ótimo trabalho ao subverter alguns dos principais clichês dos faroestes. Ataque dos Cães acompanha a história de Phil Burbank, um fazendeiro durão que trava uma verdadeira guerra de ameaças contra a nova esposa do irmão e seu filho adolescente, até que antigos e surpreendentes segredos vêm à tona. O longa é protagonizado por Benedict Cumberbatch, e tem também Kirsten Dunst, Jesse Plemons e Kodi Smit-McPhee no elenco.
Ninguém Sai Vivo
Entre os filmes de terror lançados pela Netflix em 2021, Ninguém Sai Vivo é um dos melhores. O longa aborda como o sonho americano pode virar um pesadelo, tudo isso com uma assustadora temática sobrenatural. Em Ninguém Sai Vivo, uma imigrante ilegal mexicana foge para os Estados Unidos e aluga um quarto em uma pensão decadente. Na primeira noite no local, a protagonista Ambar começa a escutar estranhas vozes e sinistros lamentos. Não demora para a personagem descobrir que algo terrível acontece por trás das paredes, e que seu pior pesadelo está apenas começando.
Identidade
Identidade também tem tudo para representar a Netflix no Oscar, graças à sua trama sensível e sólido comentário social. Embora seja ambientado nos anos 20, em Nova York, o filme aborda um tema bastante controverso da sociedade atual: o colorismo. O filme representa também o primeiro trabalho de Rebecca Hall, de Homem de Ferro 3, como diretora. Em Identidade, uma mulher negra tem seu mundo virado de cabeça para baixo após reencontrar uma amiga de infância que “passa” por branca. Protagonizado por Tessa Thompson e Ruth Negga, o longa traz também importantes reflexões sobre racismo, intolerância e, é claro, identidade.
Tick, Tick… Boom!
Tick, Tick… Boom! tem Andrew Garfield – o eterno Espetacular Homem-Aranha – no papel principal. O musical semiautobiográfico conta a história do dramaturgo americano Jonathan Larson, criador da icônica peça Rent. Além de mostrar o processo criativo do escritor, o filme conquista fãs por sua ótima trilha sonora e trama inovadora, que mistura elementos de diversos gêneros. A produção tem tudo para dar a Andrew Garfield seu segundo Oscar, após Até o Último Homem. O longa também é o primeiro filme produzido e dirigido por Lin-Manuel Miranda, o criador do musical Hamilton.
Não Olhe Para Cima
Não Olhe Para Cima chegou ao catálogo da Netflix em 24 de dezembro, fechando o ano da plataforma com chave de ouro. O longa de Aaron Sorkin, diretor de A Rede Social e Os 7 de Chicago, acompanha a história de dois astrônomos que descobrem um enorme cometa em rota de colisão com a Terra. Para alertar o povo, a dupla embarca em uma turnê midiática marcada pelo descaso do governo, o sensacionalismo da mídia e a indiferença da população. O filme é uma bem-humorada alegoria à inação da sociedade perante às mudanças climáticas, firmada em ótimas atuações de Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence, Meryl Streep, Jonah Hill, Timothée Chalamet e Ariana Grande.
Ferida
Com Halle Berry no papel principal e na cadeira de diretora, Ferida é um emocionante drama ambientado no universo das lutas profissionais. O longa conta a história de Jackie Justice, uma lutadora em declínio que aceita enfrentar uma estrela do MMA em troca de um grande prêmio em dinheiro. Além de abordar o treinamento da protagonista, o filme mostra os esforços de Jackie para recuperar a confiança do filho, abandonado por ela na infância. Prepare os lencinhos, pois o final do filme deixa até os espectadores mais durões com lágrimas nos olhos.
Bad Trip
Se o seu desejo de final de ano na Netflix é simplesmente se divertir, Bad Trip é a melhor opção. A hilária comédia de Eric Andre, Lil Rel Howery e Tiffany Haddish é de morrer de rir, e fez muito sucesso com o público e com a crítica especializada. A premissa do filme é bastante simples: nessa comédia de câmeras escondidas, dois amigos embarcam em uma louca viagem para Nova York enquanto pregam peças em pessoas reais. Nojento, bizarro e extremamente divertido, o filme é um dos mais engraçados da plataforma.