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O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) avalia os conhecimentos em três disciplinas. Brasil está abaixo da média global

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O Brasil está entre os 20 piores países do mundo nas áreas de matemática e ciências do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) do ano passado. Isso significa que menos de 50% dos alunos conseguiram um aprendizado mínimo esperado nas matérias.

Os resultados foram divulgados na manhã desta terça-feira (5/12) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O Brasil pontuou 379 em matemática, 410 em leitura e 403 em ciências. Os exames foram aplicados entre abril e maio de 2022, nas 27 unidades da Federação. A média global é de 472 pontos em matemática, 476 em leitura e 485 em ciências.

No ano anterior da aplicação do exame, em 2018, o desempenho brasileiro foi de 384 pontos em matemática, 413 em leitura e 404 em ciências.

“Os resultados médios de 2022 foram praticamente os mesmos de 2018 em matemática, leitura e ciências. Os resultados do Pisa têm-se mantido notavelmente estáveis ​​durante um longo período: depois de 2009, nas três disciplinas, apenas foram observadas flutuações pequenas e, em sua maioria, não significativas”, constata o relatório, sobre o desempenho dos estudantes brasileiros.

Entenda o Pisa, do que o Brasil participa

O teste Pisa avalia os conhecimentos dos estudantes nas disciplinas de matemática, leitura e ciências. Em 2022, 690 mil estudantes fizeram os testes, em 81 países.

O número de alunos do país que participaram é de 10.798 alunos, de 599 escolas.

Informações Metrópoles


Candidatos têm até segunda-feira para fazer a solicitação

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prorrogou para até as 23h59 da segunda-feira (20) o prazo para pedidos de reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023.

A medida que vale para quem teve problemas de logística ou de saúde (doenças infectocontagiosas) nos dias do exame (12 e 19), e para quem mora a mais de 30 quilômetros do local de prova.

As solicitações para a reaplicação do exame devem ser feitas na Página do Participante, e a reaplicação será nos dias 12 e 13 de dezembro.

“Pessoas que tenham sido afetadas por problemas logísticos, como comprometimento da infraestrutura, falta de energia elétrica no local de prova ou erro de aplicação, podem solicitar a reaplicação. Participantes alocados a mais de 30 quilômetros da residência indicada no ato da inscrição também podem solicitar o direito. Os casos serão analisados individualmente”, informou o Inep, a quem caberá fazer a avaliação dos pedidos.

Causas

Entre as doenças infectocontagiosas listadas no edital estão covid-19, tuberculose, coqueluche, difteria, doença invasiva por Haemophilus influenza, doença meningocócica e outras meningites, varíola, Influenza humana A e B, poliomielite por poliovírus selvagem, sarampo, rubéola e varicela. Nesses casos, os pedidos de reaplicação devem ser acompanhados por documentos comprobatórios, que serão analisados pelo Inep individualmente.

“Quem faltou a qualquer um dos domingos por motivos que não se enquadram nos termos citados não tem direito à reaplicação”, ressaltou o instituto.

Informações Bahia.ba


Mudanças foram sancionadas nesta segunda-feira pelo presidente Lula

Foto: Agência Brasil

A próxima edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que ocorrerá em janeiro de 2024, já será atualizada com as mudanças na Lei de Cotas, que foram sancionadas nesta segunda-feira (13) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Sisu é um sistema eletrônico que reúne as vagas ofertadas por instituições públicas de ensino superior, a maioria em universidades e institutos federais. O sistema executa a seleção dos estudantes com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Segundo o Ministério da Educação, com as alterações na Lei de Cotas, todos os candidatos inscritos no Sisu serão classificados primeiramente para as vagas ofertadas na modalidade de ampla concorrência, independentemente de atenderem aos critérios exigidos para os cotistas. Posteriormente, serão observadas as reservas de vagas para cotas.

No mecanismo de ingresso anterior, o cotista concorria apenas às vagas destinadas às cotas, mesmo que ele tivesse pontuação suficiente na ampla concorrência. “Dessa forma, os esforços de todos aqueles que alcançam notas altas são valorizados, sem distinção”, diz o MEC, em nota.

A Lei de Cotas também reduziu o valor definido para o teto da renda familiar dos estudantes que buscam cota para ingresso no ensino superior por meio do perfil socioeconômico. Antes, o valor exigido era de um salário mínimo e meio, em média, por pessoa da família. Com a nova legislação, esse valor passa a ser de um salário mínimo, atualmente em R$ 1.320.

Outras mudanças são: a inclusão dos estudantes quilombolas como beneficiários das cotas, nos moldes do que atualmente já ocorre para pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência (PcDs); o estabelecimento de prioridade para os cotistas no recebimento do auxílio estudantil; e a extensão das políticas afirmativas para a pós-graduação.

Informações Bahia.ba


Prova do ENEM teve questões que incitaram ódio ao Agro e Ministro será chamado ao Congresso

Foto: Reprodução/Poder 360.

   

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) afirmou nesta segunda-feira, 6, que irá apresentar o requerimento de convocação do ministro da Educação, Camilo Santana, para prestar esclarecimentos sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na Câmara dos Deputados e no Senado. 

A bancada cobra um posicionamento sobre “questões de cunho ideológico e sem critério científico ou acadêmico” encontradas na prova de domingo, 5. 

“É inacreditável o governo federal se utilizar de desinformação em prova aplicada para quase 4 milhões de alunos brasileiros que disputam uma vaga nas universidades do Brasil”, disse a FPA em nota. 

“Negacionismo científico contra um setor que, além de trazer a segurança alimentar ao Brasil e ao mundo, é massificação de mentiras. O setor agropecuário representa toda a diversidade da agriculta: pequenos, médios e grandes. Somos um só e não aceitaremos a divisão para estimular conflitos agrários”, acrescentou. 

Além do requerimento de convocação de Camilo Santana, a Frente também quer informações sobre a banca organizadora do exame e as referências bibliográficas utilizadas. Os parlamentares ainda defendem a anulação das questões 70, 71 e 89 do Enem, que tratam de temas referentes a desmatamento, populações indígenas e agronegócio. 

Créditos: O Antagonista. 


Provas do Enem vieram com temas majoritariamente progressistas e de interesse da esquerda, mas INEP nega interferência; VEJA

O presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Manuel Palácios, justificou neste domingo (5.nov.2023) a presença de temas como racismo, ditadura militar, violência de gênero e conflitos na Palestina na prova da 1ª etapa do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). 

Ele negou “qualquer intervenção da administração” na elaboração das questões e disse que elas “são feitas com inteira liberdade”. “Com relação à confecção das provas, elas são elaboradas por professores das nossas universidades, das nossas escolas de educação básica. Professores especialistas de cada área”, declarou em entrevista a jornalistas. 

Poder 360

Enem 2023 começa neste domingo
5 de Novembro de 2023

Os portões ficarão abertos das 12h às 13h; quase 4 milhões de candidatos fizeram inscrição para as provas

Enem 2023 começa neste domingo, 5
Os candidatos deverão levar canetas com tinta preta; lanche e água para enfrentar as 5 horas de provas | Foto: Reprodução/Freepick

O Exame Nacional do Ensino Médio 2023 (Enem) começa, neste domingo, 5, em todo o Brasil. Os portões serão abertos às 12 horas e fechados às 13 horas. As provas terão início às 13h30. Neste primeiro dia, os quase 4 milhões de candidatos inscritos farão testes de linguagens (40 de português e cinco de inglês ou espanhol), ciências humanas e redação. 

Os candidatos terão até as 19 horas para terminar a prova, sendo, ao todo, cinco horas e meia para a conclusão. 

O local de exame consta no cartão de confirmação de inscrição dos participantes. Ele pode ser acessado através do site do participante, no portal gov.com. Embora não seja obrigatório levar o cartão, a orientação é de que o candidato tenha todos os dados em mãos, para facilitar a localização do prédio e da sala onde fará a prova.

A recomendação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é de que o candidato programe-se para sair de casa com antecedência, considerando chegar às 12 horas, tão logo os portões abram. Assim, o estudante ganha margem de tempo caso haja algum contratempo no caminho. 

Quem for de transporte público, deve lembrar-se de que no domingo a frota de ônibus e trens, geralmente, é reduzida em todas as cidades. O Inep orienta, também, que os alunos confiram, antes de sair de casa, se estão com todas as documentações e material necessários.

O Enem 2023 encerra no dia 12 de novembro | Foto: Reprodução/Freepick

Confira o que levar para o Enem

O candidato deverá levar um documento oficial de identificação, como o RG ou a Carteira Nacional de Habilitação. Documentos digitais também são válidos, como o e-título.

A prova deverá ser feita com caneta esferográfica com tinta preta. Ela precisa ter estrutura transparente. É orientado levar, ao menos, duas canetas para ter uma de reserva no caso de falha na tinta.

É necessário levar o cartão de confirmação de inscrição.

Serão longas horas de exame, portanto, o candidato deverá levar um lanche. Recomenda-se incluir alimentos que deem energia, como chocolates 70%, castanhas e barras de cereal.

O candidato não deve esquecer de levar água, também em garrafa transparente. As embalagens não devem ter rótulos e os lanches poderão ser vistoriados pelo fiscal da sala.

Outra recomendação é com relação ao vestuário, para que o candidato vá com uma roupa confortável e calçados que não apertem.

O aplicativo oficial de inscrição no Enem deverá ser apresentado ao fiscal. Não serão válidas as apresentações por capturas de tela. Depois da entrada na sala de aula, o uso do celular será proibido. O Enem 2023 encerra no dia 12 de novembro.

Informações Revista Oeste


Insano: Governo Lula quer combater o agronegócio nas escolas

Foto: Reprodução/Instagram.

O documento de referência para a Conferência Nacional de Educação 2024 (Conae), publicado pela Presidência da República e pelo Ministério da Educação (MEC), tem como objetivo abordar várias questões educacionais. Entre elas, destaca-se a intenção de reduzir a influência do agronegócio nas salas de aula. Além disso, propõe o fim das escolas cívico-militares no país. 

O documento também abordou a questão do ensino domiciliar, propondo restrições a essa prática, alegando preocupações com seu caráter “ultraconservador”. Ao mesmo tempo, o texto enfatiza a importância da “liberdade de cátedra” e do “livre pensamento nas instituições educacionais”, defendendo a capacidade dos professores de expressar suas próprias ideologias políticas em sala de aula. Portanto, a Conae busca abordar essas questões com o objetivo de moldar o cenário educacional de acordo com suas perspectivas e diretrizes. 

A Conae 2024 vai contribuir na construção do novo PNE 2024-2034. A apresentação do documento destaca que “a próxima década na educação deve ser pavimentada no exercício, em todas as instituições, espaços e processos, do respeito, da tolerância, da promoção e da valorização das diversidades (étnico-racial, religiosa, cultural, geracional, territorial, físico-individual, de deficiência, de altas habilidades ou superdotação, de gênero, de orientação sexual, de nacionalidade, de opção política, entre outras)”. 

Agronegócio deve ser combatido urgentemente, diz Governo

“Na mesma linha, se faz urgente a contraposição efetiva do Estado, nas suas diversas esferas federativas, às políticas e propostas ultraconservadoras, garantindo a desmilitarização das escolas, o freio ao avanço de processos e tentativas de descriminalização da educação domiciliar (homeschooling); às intervenções do movimento Escola Sem Partido e dos diversos grupos que desejam promover o agronegócio por meio da educação“, informa o documento publicado. 

O agro nas salas de aula é essencial

A agropecuária brasileira é reconhecida como uma das mais tecnológicas, produtivas e sustentáveis do mundo. Emprega 19 milhões de pessoas, representa mais de 25% do PIB e contribui decisivamente para o superávit da balança comercial. Mesmo assim, com frequência o setor é apresentado de maneira caricatural aos estudantes brasileiros, ao ser retratado de maneira enviesada em livros escolares. 

O dinamismo socioeconômico e ambiental do agronegócio é por vezes distorcido nos materiais didáticos distribuídos a alunos dos ensinos Fundamental e Médio. Isto faz com que este importante pilar do desenvolvimento do País seja recorrentemente associado à devastação ambiental, exploração de mão de obra e conflitos sociais, entre outros problemas. Esta é a conclusão de um estudo recente, elaborado pela Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo (FIA/USP), que analisou o conteúdo referente ao agro em 94 livros didáticos utilizados em escolas públicas e privadas do País. 

 agronegócio nas salas de aula

A gronegócio nas salas de aula. Foto: Centro Universitário Campo Real 

E preocupante o conteúdo equivocado e deseducativo de grande parte do material pedagógico citado na pesquisa, encomendada pela Associação De Olho No Material Escolar. As menções negativas ao agro superam as positivas em 60%. De 345 citações ao setor, 303 são de cunho opinativo, a maioria pautada por questões político-ideológicas, sem base científica. 

Diante deste quadro, cabe uma pergunta: qual o dever de uma boa educação? Se o objetivo for ensinar às crianças e jovens o Brasil real, nele agiganta-se o agronegócio como atividade contemporânea do desenvolvimento, que exige cada vez mais conhecimento técnico e científico na lavoura, na indústria ou e nos serviços. 

Faz-se ainda mais necessária uma educação do agronegócio nas salas de aula sem viés ideológico, sobretudo para jovens que, futuramente, vão compor a força de trabalho do agro, seja no campo ou na cidade. É fundamental, na formação escolar, o acesso ao conhecimento da realidade da produção agrícola brasileira. Ao longo de quase 40 anos de carreira no agro, tenho a percepção de um entusiasmo crescente da juventude por este segmento. 

Pautas importantes incluídas no documento

Segurança pública

O documento expressa preocupação com o período após o impeachment de Dilma Rousseff em 2016, que é referido como um “impeachment” quatro vezes no documento. Durante esse período, o Brasil testemunhou um aumento nas políticas que são descritas como conservadoras em relação à segurança pública. Isso inclui a construção de novas prisões e uma abordagem mais rigorosa da polícia, que, de acordo com o texto, foi investigada em uma análise significativa das questões relacionadas aos direitos humanos e um declínio drástico nas taxas de homicídios no Brasil. 

Pauta gay

Outro tema abordado no documento é a implementação da educação em tempo integral nas escolas. O texto argumenta que o Estado deve educar as crianças não apenas em questões tradicionais, como matemática e português, mas também em questões relacionadas aos direitos humanos. Isso é visto como uma maneira de promover a valorização da diversidade sexual, incluindo a homossexualidade, e a ideologia de gênero nas salas de aula. 

Doutrinação ideológica

Além disso, o documento apresenta uma aparente contradição ao defensor da liberdade dos professores para expressar suas próprias ideologias políticas em sala de aula, ao mesmo tempo em que propõe proibir escolas privadas confessionais de ensinar sua religião de forma doutrinária. Em outras palavras, o documento sugere que um professor pode compartilhar suas políticas abordadas, como o socialismo, com os alunos, mas escolas católicas, por exemplo, seriam impedidas de ensinar o cristianismo com uma abordagem doutrinária. 

Conae 2024

A Conferência Nacional de Educação, convocada pelo Decreto-Lei nº 11.697/23, será realizada de 28 a 30 de janeiro de 2024, em Brasília (DF), com o tema “Plano Nacional de Educação 2024-2034: Política de Estado para garantia da educação como direito humano com justiça social e desenvolvimento socioambiental sustentável”. 

O MEC é responsável por promover a Conae, que será precedida de conferências estaduais, distritais e municipais. A articulação e coordenação das conferências são de responsabilidade do Fórum Nacional de Educação (FNE). A Conae 2024 pretende contribuir para a elaboração do novo PNE 2024-2034, de modo que debaterá a avaliação, os problemas e as necessidades educacionais do Plano vigente. 

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Projeto de lei deve ser enviado ao Congresso em novembro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Educação (MEC), Camilo Santana, anunciou, nesta terça-feira (31), em Brasília, durante a divulgação dos resultados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2022, que enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei (PL) para criação de uma agência reguladora do ensino superior público e privado, no Brasil. O ministro da Educação, Camilo Santana, disse que a medida tem a concordância do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Nós precisamos ter uma agência reguladora robusta para acompanhar e supervisionar, de forma mais efetiva e melhor, os nossos cursos de nível superior no país. Portanto, o presidente [Lula] está convencido disso e nós vamos encaminhar. Estamos finalizando a proposta [do PL]”, anunciou o ministro da Educação, Camilo Santana.

A previsão do ministro é que o texto seja enviado ao legislativo federal ainda em novembro, porém, Camilo Santana não prevê a aprovação do PL pelos parlamentares, em 2023, devido ao curto espaço de tempo.

O ministro do MEC defendeu a criação desta agência regulatória para ter uma estrutura mais ágil e mais eficiente de avaliação e supervisão dos cursos e de entidades educacionais de ensino superior, justificada pelo crescimento das matrículas na educação privada que, segundo o ministro, representam entre 80% e 85% do total de matrículas em cursos superiores, no país.

O ministro avaliou que apesar do empenho atual das equipes do Ministério da Educação (MEC), ainda é preciso um reforço no trabalho de supervisão das graduações. “Posso dizer que há um esforço enorme do MEC, mas acho que não é suficiente hoje. O MEC não tem perna suficiente para fazer essa supervisão da forma necessária para garantir a qualidade dos cursos.”

De acordo com o ministro, a medida faz parte de uma série de ações em estudo pelo governo federal para melhorar a qualidade do ensino superior brasileiro, como o melhor acompanhamento dos estágios supervisionados, criação de grupo de trabalho sobre novos cursos de licenciaturas, abertura de consulta pública sobre mudanças no ensino à distância (EaD), melhores condições de financiamento pelo Programa de Financiamento Estudantil (Fies) aos professores interessados em cursos de licenciatura, entre outras.

Informações Bahia.ba


Foto: Camila Souza/GovBa

A Secretaria da Educação do Estado (SEC) divulgou, no Diário oficial deste sábado (14), o edital nº 12/2023, de abertura de inscrições para curso de gestão escolar com certificação em unidades escolares da rede estadual de ensino, voltado para professores e coordenadores pedagógicos do quadro efetivo do magistério público do Estado da Bahia.

O curso tem por objetivo contribuir no desenvolvimento das competências básicas para o exercício efetivo das funções de diretor e de vice-diretor, para atuação nas unidades escolares da rede estadual de ensino.

Serão oferecidas 13 mil vagas e as inscrições poderão ser feitas, de 1º de novembro de 2023 a 26 de janeiro de 2024, no Portal da Educação (www.educacao.ba.gov.br).


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Privações da pandemia para a vida escolar das crianças viraram ‘passivo’ que não podemos deixar se prolongar, avalia Unicef | Foto: Reprodução/Agência Brasil

O país viu dobrar a taxa de analfabetismo entre as crianças de 7 a 9 anos nos últimos anos. É o que aponta o relatório Pobreza Multidimensional na Infância e Adolescência no Brasil, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

No período de 2019 a 2022, o percentual de crianças de 7 anos que não sabem ler nem escrever saltou de 20% para 40%. De 8 anos, mais que dobrou (de 8,5% para 20,8%). Por fim, o mesmo para as de 9 anos: de 4,4% para 9,5%.

‘… Educação a gente vê depois’

O bordão pandêmico “saúde agora, a economia a gente vê depois” também cabia a várias outras áreas essenciais. Para a educação, ao que tudo indica, o “depois” chegou.

Isso porque o recorte vai do último ano pré-pandêmico até o primeiro ano de um relativo “velho normal”. Santiago Varella, especialista do Unicef em políticas sociais, associa diretamente o retrocesso na alfabetização ao fechamento das escolas durante a pandemia.

“Essas crianças estavam no processo mais sensível, talvez, da vida educacional, que é a alfabetização”, pondera. “É preciso um esforço concentrado para que esse passivo da pandemia não se prolongue.”

O relatório apresenta relativos avanços. Desde 2016, cresce o percentual de crianças de 4 a 12 anos (completos) e de adolescentes de 12 a 18 anos (idem) com acesso à escola na idade correta: em 2022, eles somavam 93,8%.

Entre os demais, 2,9% estavam em situação de “privação extrema” e 3,4% de “privação intermediária”. Esses critérios se definem, respectivamente, quando “não há acesso” aos direitos e quando “há barreiras” para exercê-los.

Ruim apesar de bom

No entanto, o relatório aponta que os bons números “podem ser resultado da aprovação automática na pandemia”. O Unicef alerta que isso exige “abordagens mais cautelosas e contextualizadas ao interpretar dados educacionais em tempos de crise”.

Em resumo: números aparentemente bons podem ter sido fruto de exceções, em determinado contexto (a pandemia, no caso). E ter sido resultado até de decisões políticas ruins (como a aprovação automática).

Pobreza multidimensional

Como o nome do relatório diz, o Unicef mede a pobreza em suas várias dimensões, não apenas por aspectos de renda. Leva-se em conta o acesso das crianças e dos adolescentes a seis direitos básicos:

“A gente parte do princípio de que os direitos das crianças são prioritários e todos são igualmente importantes”, explica Varella. O relatório leva em consideração dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A tal da ‘despiora’

No quadro geral, o Brasil conseguiu diminuir a proporção de crianças e adolescentes que passam por alguma privação. Em 2016, ela era de 66,1%. No último ano antes da pandemia (2019), de 62,9%. Em 2022, continuou caindo, apresentando 60,3%.

Isso representa 31,9 milhões de crianças e adolescentes, de um total de 52,8 milhões no país. Apesar da bem-vinda redução, é “uma tendência de queda que a gente acha muito lenta ainda”, avisa Varella. Uma “despiora”, por assim dizer.

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Crianças e adolescentes no Norte e no Nordeste sofrem mais com as privações ‘relativa’ e ‘extrema’ | Foto: Reprodução/Unicef

Revista Oeste, com informações da Agência Brasil.

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