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Fotos: Sara Silva

Dez estudantes de escolas municipais de Feira de Santana, autores dos melhores textos produzidos durante o desafio “Escrevendo e Aprendendo”, foram homenageados na manhã desta segunda-feira, 21. A programação, em alusão ao dia do estudante, aconteceu no paço da Prefeitura e foi transmitida virtualmente para comunidade escolar. 

Com o tema “Apostando em um futuro melhor”, as produções dos estudantes do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos equivalente, foram avaliadas em temática, coesão, coerência, criatividade e originalidade. 

O primeiro lugar ganhou um tablet e o segundo um smartphone, além de uma bicicleta. Os estudantes que ficaram do 3º terceiro ao décimo lugar também ganharam uma bicicleta.

A estudante Lorrany da Silva de Jesus, 11 anos, da Escola Municipal Doutor Francisco Martins, no distrito de Maria Quitéria, ficou em primeiro lugar. Intitulado “Um futuro melhor”, o texto da estudante falou sobre a importância de sonhar, acreditar e correr atrás. “Eu estou muito feliz porque essa vitória é muito importante para mim, para os meus professores e para os meus colegas”, comemorou. 

“Lorrany sempre foi uma excelente estudante e se destacou na produção. Ter sido selecionada em primeiro lugar se torna ainda mais representativo porque a nossa comunidade escolar está situada na zona rural, no distrito de Maria Quitéria e esse resultado mostra que o trabalho está acontecendo”, afirma Rebecca Oliveira, que é Coordenadora Pedagógica da escola. 

O segundo lugar ficou com a estudante do oitavo ano da Escola Municipal Antônio Alves Oliveira, na Asa Branca, Ticiane Vitória Pereira de Almeida. “A importância da educação foi o que me inspirou para escrever. Acredito que é pela leitura e pela escrita, que a gente consegue ampliar o conhecimento”, contou. 

“Todos os textos que participaram do desafio integrarão um e-book, que será disponibilizado a toda a comunidade escolar. Vamos continuar incentivando a leitura e a produção textual dos alunos”, pontua a secretária de Educação Anaci Paim. 

Também estiveram presentes os diretores das escolas finalistas e a equipe da Secretaria de Educação.


Após liberação do MEC, hospitais planejam vagas de cursos de medicina; Entenda

Foto: Imagem ilustrativa/Reprodução.

Atentos a um mercado que movimentou R$ 21 bilhões no ano passado, grandes hospitais particulares — como Sírio-Libanês (SP), BP (Beneficência Portuguesa de São Paulo) e Rede D’Or São Luiz (RJ) — planejam abrir suas próprias graduações em medicina entre 2024 e 2027. 

📈Contexto: Os grupos aguardam apenas a diretrizes do Ministério da Educação (MEC) para darem continuidade aos processos burocráticos, que estarão inicialmente condicionados ao que a pasta determinar como regra para o fim do veto a novas faculdades de medicina no Brasil, decidido após 5 anos de “congelamento” de vagas. 

⤴️Tendência: Essa prática de empresas entrarem no ramo de educação para formar profissionais também é observada no mercado de finanças e tecnologia — a corretora XP e o banco BTG, por exemplo, abriram recentemente faculdades e passaram a capacitar mão de obra. 

Na área da saúde, a iniciativa de grandes grupos hospitalares oferecerem graduações não é nova: o Hospital São Camilo (SP), por exemplo, abriu seu curso em 2007. Mas o grande marco aconteceu em 2016, quando o Hospital Israelita Albert Einstein, um dos maiores do país, inaugurou a própria faculdade de medicina. 

Apesar do fim do veto, mercado ainda limitado 

🧐Perspectivas: O MEC deve publicar, até 6 de setembro, um edital com tudo o que será exigido de qualquer nova faculdade de medicina no Brasil, levando em conta as necessidades do sistema público de saúde. 

Só poderão ser abertas vagas em instituições de ensino nos municípios que, segundo o governo federal, tiverem estrutura adequada para aulas práticas (como leitos disponíveis) e carência de médicos. 

Este último aspecto, que associa as vagas às necessidades do Mais Médicos e do SUS, é alvo de questionamentos jurídicos: a Justiça tem 220 pedidos de empresas que querem abrir cursos independentemente deste critério. O tema deve ser decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

✏️Mais faculdades surgindo: boa ou má notícia? 

Na área da saúde, com a baixa evasão de alunos nos cursos de medicina e as mensalidades elevadas (que chegam a R$ 12 mil), há um interesse crescente do setor privado em abrir novas vagas. 

Diante desse aumento significativo de faculdades, há três desafios: 

garantir a qualidade de ensino aos estudantes de medicina; 

abrir cursos em regiões com leitos disponíveis para alunos fazerem as aulas práticas e a residência; 

tornar a distribuição de profissionais mais igualitária entre os municípios. 

O fato de grandes hospitais quererem abrir ainda mais cursos é algo negativo, dado esse “boom” de faculdades privadas? Ou, com a estrutura moderna, a tradição na área da saúde e a experiência prática, pode ser um alívio em um setor que sofre com a formação inadequada de médicos? 

Segundo Donizetti Giamberardino, membro do Conselho Federal de Medicina (CFM), não é possível generalizar. 

“O importante é que seja uma escola sustentável, de qualidade, e que forme bons médicos nas regiões corretas. Precisa haver um interesse social. Vemos hoje um mercado selvagem de empresas que buscam abrir cursos apenas como fonte de receita financeira. Um médico com formação ruim pode ser perigoso para a sociedade”, diz. 

Na visão de representantes dos grandes hospitais ouvidos pelo g1, os grupos buscam a abertura de vagas em busca de inovação e de cumprir uma missão social, e não para formação de mão de obra direta, embora afirmem haver carência de profissionais bem-preparados no mercado. 

“Devemos oferecer ensino de qualidade e estimular para que os profissionais levem essa formação para os lugares onde existe demanda, não só para o Sírio. É o que vem acontecendo nos nossos programas de pós: alguns egressos voltam para as suas cidades de origem e desenvolvem lá suas carreiras”, afirma Fernando Ganem, diretor-geral médico da instituição. 

Ao investirem em educação, os representantes afirmam ainda que os hospitais conseguem se aproximar mais da área de inovação e do que é praticado no exterior. 

“As atividades vão se complementando. Você atende o paciente e busca o melhor para ele; nas pesquisas, descobre novos tratamentos; e no ensino, transmite todo o conhecimento. Instituições americanas e europeias também vêm tentando manter esse tripé”, diz Felipe Spinelli, diretor-executivo do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, da Rede D’Or São Luiz. 

👨‍⚕️Por que novas vagas agora? 

Em abril deste ano, terminou o período de vigência de uma portaria criada em 2018, pelo então presidente Michel Temer, que proibia a criação de novas vagas e cursos de medicina no país. Era uma tentativa de controlar a qualidade da formação de profissionais de saúde, depois de um aumento significativo de faculdades privadas. 

De 2018 a 2023, apenas instituições que entraram na Justiça e obtiveram liminares específicas conseguiram ampliar as vagas. 

Com o fim desse “congelamento”, criou-se a expectativa de qual seria a postura do MEC: voltar a permitir novos cursos ou prolongar a proibição deles? A pasta decidiu pela primeira alternativa, mas não como uma liberação total. 

A criação de cursos e vagas de medicina passou a ser condicionada a chamamentos públicos (ou seja, o próprio governo publica editais sinalizando em quais municípios as faculdades podem ser abertas, considerando as necessidades e a estrutura do Sistema Único de Saúde, e, a partir disso, as instituições de ensino podem se candidatar para preencher as vagas). 

O primeiro chamamento público deveria ter sido divulgado até 6 de agosto de 2023, mas o MEC prorrogou o prazo por mais 30 dias. 

Até o início de setembro, portanto, como ainda não é possível saber quais serão os critérios de exigência da pasta, os hospitais seguem tentando se preparar com base em editais antigos, de antes de 2018, para adiantar os processos de elaboração de programas pedagógicos e de construção do campus, por exemplo. 

“Estamos aguardando ansiosamente pelas determinações do MEC para abrirmos nosso curso de medicina. Está tudo pronto, só precisamos ver como vão descrever as exigências no edital”, afirma Spinelli, do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino. 

Batalhas na Justiça 

Mesmo diante da decisão de liberar as vagas de medicina apenas por chamamento público, há 220 pedidos na Justiça de mantenedoras de educação que alegam inconstitucionalidade – querem abrir cursos independentemente do Mais Médicos e das necessidades do SUS. Se todos forem aprovados, serão 35 mil novas vagas, afirma Guilherme Valdetaro, sócio do escritório Sergio Bermudes Advogados e representante da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup). 

“São cursos que valem muito dinheiro”, afirma. 

Em 7 de agosto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes reforçou que limitar a criação de cursos de medicina apenas por chamamento público é uma prática constitucional, e que os juízes não devem conceder liminares a favor de universidades que lutam pela “liberdade de mercado”. 

A decisão será debatida no plenário do STF no fim de agosto. 

Créditos: G1. 


Foto: Sara Silva

O Centro Municipal de Educação Monteiro Lobato (Capuchinhos) está ficando pronto para receber os estudantes em grande estilo. A reforma da escola segue avançando e a obra está 87% concluída. A área construída da unidade de ensino vai triplicar de tamanho, saindo de 1.599 m² para 4.876 m².

Atualmente a obra está em fase de instalação do piso intertravado, da iluminação e do ar-condicionado, construção de guarita, pintura geral e revestimento do vestiário. A parte interna encontra-se em fase de finalização.  

Com a reforma, os estudantes vão dispor de um ambiente adpaptado para pessoas com deficiência, 16 salas de aulas climatizadas, sala de recursos, cantina com refeitório, salas da diretoria e de professores, secretaria, além de sanitários adaptados.

O moderno projeto arquitetônico ainda contempla uma biblioteca, laboratório de ciências e matemática e sala multiuso.

As atividades lúdicas e esportivas vão contar com mais conforto e comodidade. Uma quadra poliesportiva com vestiários, arquibancada e alambrado, caixa de areia, pista de cooper e anfiteatro com palco aberto são algumas das melhorias implantadas na unidade escolar.

E a segurança não fica para trás: a escola também contará com amplo sistema de vigilância eletrônica e todos os acessos à área externa estão gradeados.


Em um mundo cada vez mais tecnológico e dinâmico, a educação tem enfrentado novos desafios para acompanhar o ritmo das transformações sociais e tecnológicas. Nesse contexto, a Inteligência Artificial (IA) surge como uma poderosa aliada para aprimorar a experiência de aprendizado em sala de aula. Reconhecendo a dignidade do tema, a UNEF sai à frente ao abrir uma discussão sobre a utilização da IA na jornada pedagógica do 2° semestre deste ano.
A Inteligência Artificial, ramo da ciência da computação que busca desenvolver sistemas capazes de aprender, raciocinar e tomar decisões de forma autônoma, tem conquistado espaço em diversas áreas, e a educação não fica de fora dessa tendência. A incorporação da IA no ambiente acadêmico pode proporcionar diversos benefícios aos processos de ensino e aprendizagem, tornando-os mais personalizados, interativos e eficientes.
Para o diretor acadêmico da instituição, professor Getúlio Bonfim, a discussão sobre Inteligência Artificial é de extrema importância, uma vez que essa tecnologia já se tornou uma realidade incontestável. “Identificamos várias maneiras de incorporar essa tecnologia, tanto para auxiliar no planejamento dos professores quanto para enriquecer as atividades em sala de aula. Nosso propósito ao trazer esse tema é inspirar nossos professores, mostrando que essa é uma realidade concreta e que devemos usá-la como uma aliada não apenas na educação, mas também em outras áreas”, afirmou.
De acordo com o professor Jonas Mendonça, as Inteligências Artificiais apresentam abordagens que envolvem a personalização do ensino. Isso permite que os educadores ajustem tanto o conteúdo quanto às estratégias de ensino para corresponderem às necessidades específicas de cada aluno. “A inteligência artificial também pode contribuir para a criação de conteúdo educacional mais dinâmico e envolvente. Com a capacidade de criar tutoriais interativos, simulações e experiências de realidade virtual, os alunos são incentivados a explorar conceitos de forma mais prática e imersiva”, pontuou.
Além disso, a Inteligência Artificial pode ampliar a capacidade de análise e gestão de dados educacionais. Por meio do processamento de informações, é possível identificar padrões de desempenho dos alunos, confiantes para a criação de estratégias pedagógicas mais eficazes.
Para o Consultor na Hoper, Co-founder da Edunext e Executivo do setor educacional, Jeferson Pandolfo, a interação entre humanos e sistemas de inteligência artificial se tornará cada vez mais integrada, prometendo inúmeras vantagens para melhorar a eficiência do ensino-aprendizagem, personalizar a educação e oferecer experiências educacionais mais ricas.
“Os assistentes virtuais baseados em IA serão mais comuns nas salas de aula e nos ambientes de aprendizado online. Esses assistentes poderão responder a perguntas dos alunos, fornecer explicações detalhadas, oferecer feedback personalizado e acompanhar o progresso acadêmico dos estudantes, indicando conteúdos, materiais e atividades educacionais”. A inteligência artificial desempenha um papel de parceira estratégica para os educadores, colaborando na análise de dados educacionais.
O debate durante a jornada pedagógica permitiu a troca de ideias e experiências entre educadores, investigadores e especialistas em tecnologia educacional. A participação da UNEF nessa discussão demonstra seu compromisso em promover uma educação atualizada e voltada para o futuro, abraçando as inovações que podem elevar o ensino a novos patamares. Ao abrir espaço para essa discussão, a instituição posiciona-se como pioneira, buscando se antecipar às mudanças e preparando seus educadores e estudantes para um cenário educacional cada vez mais tecnológico


Programa estabelece uma série de condições para a família ter direito aos pagamentos. Objetivo é promover a permanência e a efetiva escolarização desse público.

Uma das exigências do Bolsa Família é a frequência escolar das crianças beneficiárias — Foto: Hedeson Alves/Arquivo Seed

Uma das exigências do Bolsa Família é a frequência escolar das crianças beneficiárias — Foto: Hedeson Alves/Arquivo Seed 

O governo federal não tem dados sobre a frequência escolar de um quarto das crianças e adolescentes beneficiários do Bolsa Família para saber se estão realmente estudando – uma das condições para a família ter direito aos pagamentos do programa. 

👉 Dos quase 19,2 milhões de pessoas que deveriam ser acompanhadas, não havia informações sobre 5,2 milhões em maio deste ano, o que representa 27,47% desse público

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e foram obtidos pelo g1 via Lei de Acesso à Informação (LAI). 

Para participar do Bolsa Família, é preciso cumprir alguns critérios nas áreas da saúde e educação, como: 

O objetivo dessas exigências é promover o acesso, permanência e efetiva escolarização do público do programa. 

(Veja as demais condições e como funciona o programa ao final desta reportagem.)

Procurados pelo g1, os ministérios da Educação (MEC) e do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) reconheceram o problema, mas argumentaram que herdaram essa situação do governo Bolsonaro e elencaram uma série de medidas tomadas para reverter esse cenário. 

Em nota conjunta, as pastas ressaltaram que o acompanhamento do programa é compartilhado entre União, estados e municípios, mas que essa relação “foi desmantelada” na gestão anterior, o que fez “com que as condicionalidades deixassem de ser prioridade dentro do programa de transferência de renda”. 

Com o relançamento do Bolsa Família, em março de 2023, a checagem das famílias beneficiárias foi retomada, segundo a nota, e, desde então, uma série de medidas está em andamento, como a integração das bases de dados de diferentes órgãos e ministérios; o aprimoramento de sistemas; e a capacitação de operadores para incluírem os dados nas bases. 

As pastas informaram ainda que o MEC assumiu o sistema de registro escolar dos estudantes beneficiários e tem investido em melhorias estruturais e mantido diálogo frequente, em reuniões semanais, com estados e municípios. 

Em outra frente, segundo o governo, também está em desenvolvimento o cruzamento das bases de dados do Inep (vinculado ao MEC e que cuida dos dados educacionais) e do Cadastro Único, a fim de reduzir a margem de alunos não localizados, que “tem relação direta com os sub-registros de acompanhamento”. 

Essas ações, de acordo com os ministérios, já têm surtido efeito e resultaram no aumento do quantitativo de estudantes beneficiários acompanhados. No primeiro período de 2023 (fevereiro e março), o percentual foi de 70,02%. No segundo período (abril e maio), esse índice subiu para 72,53%. 

Como funciona o Bolsa Família

Quem tem direito ao benefício:

A principal regra é ter renda mensal por pessoa de até R$ 218. 

Além da frequência escolar, o programa exige outras condições dos participantes:

Informações G1


Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

A pequena Deuza Maria da Silva, que dos 6 aos 15 anos não teve acesso aos estudos no interior, nunca desistiu do seu sonho de ser professora e aos 62 anos conseguiu realizá-lo. Atualmente, dá aulas para estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), na Escola Municipal Ernestina Carneiro, vivenciando uma realidade que conhece bem. É, também, secretária dos Conselhos Municipais do FUNDEB e Alimentação Escolar. 

Uma história de vida cheia de superação, força de vontade e empenho para realizar os objetivos através da Educação fecha a série em homenagem aos Profissionais da Educação, celebrado neste domingo (6). 

Deuza é natural de Piritiba (Bahia) e viveu lá até os 15 anos, sem acesso à educação, “de vez em quando brincava de estudar, mas nunca tinha ido a uma escola”. Aos 16, veio para Feira de Santana e decidiu matricular-se em uma escola, na Educação para Jovens e Adultos, para cursar o “primeiro grau” – equivalente aos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. 

Quando passou para o Ensino Médio, casou e engravidou logo em seguida, e teve que parar os estudos para cuidar da filha com deficiência. Com muita dedicação, conseguiu concluir os estudos aos 25 anos. 

“Eu me vejo nos meus alunos, porque sei que um dia estive ali naquele lugar. A educação para mim é a base de tudo e se tornou meu objetivo de vida. Procuro fazer da minha docência aquilo que eu gostaria que fosse feito comigo, com carinho, com respeito e direitos“, contou.

Em 2005, sua filha faleceu e a partir daí resolveu dedicar-se ao seu sonho de infância: ser professora. Em 2007, aos 47 anos, conseguiu uma nota alta no ENEM e matriculou-se na faculdade de Pedagogia com bolsa integral. Era a estudante mais velha da turma, mas, nem de longe, este era um fator que pudesse desanimá-la. 

Depois deste período, ainda cursou licenciatura em Letras e fez especialização. Também se aventurou no mundo dos concursos. Aos 62 anos, em 2022, foi integrada ao quadro de professores da Rede Municipal de Feira via Regime Especial de Direito Administrativo (REDA), mas seu objetivo maior é passar em um concurso público como servidora efetiva. 

“Não vou desistir nunca de passar no concurso, o próximo que tiver com certeza vou estar lá. Também pretendo fazer mestrado e continuar levando essa mensagem de que tudo é possível através da Educação”, relembrou emocionada.  

Uma lição para a vida

Mesmo após um dia cansativo com o trabalho administrativo como secretária dos conselhos, Deuza chega à escola com muita energia e dando o seu melhor. “Quando eu chego na sala de aula eu sinto refrigério, porque é algo que eu amo, a realização de uma vida”. Com sua história, espera que seja um exemplo para os estudantes da EJA.

“Não importa quantos anos você tenha, nem quando você parou de estudar, o importante é recomeçar sempre. É importante usar cada ponto negativo da sua vida como um degrau para você subir em busca de conhecimento, porque é ele que vai te dar a condição para ter uma vida digna”, pontuou e parabenizou a todos os profissionais que se dedicam a construir uma educação que transforma vidas.


Foto: ACM

A Prefeitura de Feira convocou mais 55 professores temporários para contratação imediata via Regime Especial de Direito Administrativo (REDA). Os docentes atuarão em alguma das 211 escolas municipais. 

A relação dos convocados consta em edição do Diário Oficial Eletrônico, publicado nesta quarta-feira (26). Os profissionais são das áreas de Língua Portuguesa, Matemática, Geografia, História, Biologia, Educação Física, Inglês e Artes. 

Os professores devem comparecer ao Departamento de Gestão de Pessoas da Secretaria Municipal de Administração e apresentar os documentos listados no edital dentro do prazo estipulado, além de providenciar os exames laboratoriais e complementares solicitados. 

A secretária de Educação, Anaci Paim, ressalta que a ampliação da contratação de professores é uma ação contínua para atender as necessidades da rede. 

Em 2023, já foram encaminhados para as escolas municipais mais de 330 professores, entre Redas e efetivos.



A aquisição de pão, biscoito e broa de milho para a merenda escolar da rede municipal de ensino de Camaçari deve custar aos cofres da Prefeitura mais de R$ 2,7 milhões. A aquisição desses produtos, por meio de licitação, está prevista para o dia 2 de agosto.
O edital prevê a aquisição de pão do tipo hot-dog, pão de milho, pão farofa, biscoitos e broa de milho. Esses produtos, segundo o certame, serão destinados à alimentação escolar nas creches e unidades da rede municipal de ensino.
O valor exato da compra é de R$ 2.744.000,00. A maior parte deste montante será destinada à compra de 30 mil pães, do tipo hot-dog, no valor de R$ 540 mil. Também serão destinados R$ 460 mil para a aquisição de 20 mil pacotes de biscoito cream cracker integral.
*AÇÚCAR, ARROZ E FEIJÃO*
Uma outra licitação, que também envolve valores milionários, vai ocorrer para a compra de mais gêneros que deverão compor a merenda escolar dos estudantes da rede municipal. Serão gastos mais de R$ 2,8 milhões na aquisição de feijão, arroz, macarrão e açúcar.
Esta segunda licitação vai ocorrer no dia 3 de agosto – um dia após a primeira. Esse certame prevê a compra de R$ 540 mil em feijão, do tipo carioquinha; R$ 528 mil em macarrão, tipo integral, e mais de R$ 381 mil somente de farinha de mandioca.
De acordo com a própria Secretaria Municipal de Educação, para o ano letivo de 2023 foram matriculados na rede pública de ensino 36.370 estudantes. A maior parte deles está matriculado no ensino fundamental, com 28.101 estudantes.


Foto: Sara Silva

Um lugar onde as palavras ganham forma, cor e tamanho, e se transformam em diversas realidades a distância da palma das mãos. Os estudantes da Escola Municipal Valdemira Alves Brito, no Tomba, contam os minutos para ir ao Cantinho da Leitura – a biblioteca da unidade. 

“Aqui dá para brincar, se divertir, ler e muito mais. O silêncio ajuda muito também na concentração. Acho que a melhor parte é que dá para expressar nossos sentimentos lendo”, contou Luiz Henrique Souza, de 11 anos, aluno do 5º ano. 

Para o estudante, os momentos na biblioteca facilitam nas atividades em sala de aula, até para dar mais segurança ao ler em voz alta. 

A professora Ligia Carneiro Alves, do 5º ano, aproveita esses momentos para trabalhar as potencialidades de leitura e escrita dos alunos. “Eles amam e pedem para vir para cá. Uma das atividades possíveis é a leitura livre, os alunos escolhem o livro livremente e ao final fazem um resumo do que leram. É incrível, eles acabam fazendo de dois ou três livros”.

Estas ações são importantes para contribuir com a construção de leitores críticos e aprimorar gradualmente o nível de leitura e escrita 

E não há idade para começar esse hábito. Os estudantes do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental, que tem entre 6 e 8 anos, aproveitam o momento lúdico para também deixar a criatividade fluir. 

“Aqui parece um mundo mágico, dá até para sentir medo com os livros. Esse lobo mesmo foi assustador no começo da história, mas ainda bem que o final deu tudo certo. Gostei de usar os fantoches também, fica tudo mais divertido”, disse Ana Júlia Santos, 8 anos, do 2º ano, ao mostrar o livro ‘Este é o lobo’ que tem o formato retangular, mais estreito que os demais, e cheio de ilustrações. 

Segundo Jamille Souza de Oliveira, professora da equipe Pedagógica da Seduc, estas vivências incentivam a criatividade, despertam a imaginação e estimulam o pensamento crítico, principalmente porque o primeiro contato com este universo muitas vezes acontece na escola. 

“A leitura é a base não só para a escrita, mas também para o conhecimento, para o desenvolvimento intelectual dos sujeitos e . Com ela é possível acessar espaços, resolver desde questões simples do nosso cotidiano até  as mais complexas, como o desenvolvimento do pensamento crítico e da comunicação”, afirmou. 

A Educação Municipal conta com um amplo projeto de requalificação estrutural da rede que inclui a implantação ou reforma de bibliotecas ou salas multiuso.


Foto: Sara Silva

Cerca de 55 mil estudantes da Educação Municipal vão receber um novo fardamento escolar. A licitação para aquisição dos itens vai acontecer no dia 2 de agosto, conforme publicação no Diário Oficial do Município no dia 14 de julho.    

Para atender a demanda da Rede, serão adquiridos 114 mil camisas pólo, 58 mil camisetas regata, 27 mil bermudas e 18 mil short-saia, totalizando 217 mil itens. A quantidade adquirida leva em consideração a variação da matrícula que acontece após o início do ano letivo. 

O uniforme é distribuído de acordo com a idade e ano escolar dos estudantes: crianças de até oito anos receberão duas camisas e duas bermudas ou dois short-saia. Acima desta idade, os estudantes vão receber duas camisas pólo. Para todas as faixas etárias também será distribuída uma regata para atividades físicas. O certame será na modalidade menor preço global.

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