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Processo tem por finalidade comprovar informações prestadas no momento da inscrição

Os candidatos que foram pré-selecionados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni), têm até essa sexta-feira (13) para entregar a documentação para a instituição de ensino superior  em que foram pré-selecionados. O processo tem por finalidade comprovar as informações prestadas no momento da inscrição.

Entrega dos documentos
O estudante deve comparecer à instituição ou encaminhar a documentação necessária por meio virtual, conforme definido pela faculdade. Para quem está de olho nas vagas remanescentes e não foi selecionado, o resultado da segunda chamada sairá em 2 de março e  a comprovação das informações será de 2 a 13 de março. 

Lista de espera
Para participar da lista de espera do Prouni, o candidato deverá manifestar seu interesse por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior nos dias 25 e 26 de março de 2026. A lista estará disponível a partir do dia 31 de março.

Prouni 2026
O resultado referente ao processo seletivo do primeiro semestre foi divulgado na semana passada, com mais de 226 mil pré-selecionados. A edição de 2026 é a maior da história do Prouni, com a oferta de 595.374 bolsas, em 895 cursos de 1.046 instituições privadas de ensino superior de todo o país.

Informações Metro1


O ano letivo da rede municipal de ensino de Feira de Santana teve início oficialmente nesta terça-feira (03), marcando o retorno dos estudantes às salas de aula em toda a cidade. A abertura das atividades foi acompanhada pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho e pelo vice-prefeito e secretário municipal de Educação, Pablo Roberto, durante visita à Escola Municipal Adenil da Costa Falcão.

A unidade escolar tem 322 alunos matriculados, do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental I, e recebeu a comunidade escolar em clima de entusiasmo e expectativa para o novo período letivo. Professores, gestores, pais e estudantes participaram do acolhimento que simbolizou o começo das atividades pedagógicas na rede municipal.

Durante a visita, o prefeito José Ronaldo destacou a importância do momento para a educação do município. “É uma alegria e um prazer participar da abertura do ano letivo das escolas do município de Feira de Santana. Tivemos um 2025 muito positivo e vamos continuar avançando para que a educação esteja sempre em um patamar vitorioso. Investimos em escolas, obras, equipamentos e também conseguimos iniciar o ano letivo garantindo aos alunos fardamento, mochila, tênis e material escolar. Foi uma grande luta, mas graças a Deus conseguimos”, destacou o prefeito.

Ao longo do início do ano letivo, os estudantes da rede municipal passaram a contar com kits escolares adequados para cada etapa de ensino, além do fardamento, contribuindo para mais conforto e tranquilidade às famílias neste período de retorno às aulas.

Entre os alunos, a animação era visível. O pequeno Kaleb, estudante do 1º ano, demonstrava ansiedade pelo retorno às aulas. “Eu acordei cedo porque estava com muita vontade de vir pra escola, encontrar meus amigos e aprender coisas novas”, contou.

Pai de dois alunos da instituição, Jucelino Dias, coordenador de operações, elogiou a estrutura oferecida e o apoio recebido no início do ano letivo. “A expectativa é grande. As crianças ficam ansiosas, acordam cedo querendo vir para a escola. A estrutura que a Prefeitura oferece ajuda muito, inclusive no orçamento da família. O fardamento e o material escolar fazem diferença e ajudam bastante no nosso dia a dia”, avaliou.

O vice-prefeito e secretário municipal de Educação, Pablo Roberto, enfatizou a importância da presença da família no cotidiano escolar. “A participação dos pais é fundamental nesse processo. Quando a família acompanha de perto a vida escolar dos filhos, desde o início do ano letivo, os resultados aparecem com mais facilidade. Escola e família precisam caminhar juntas para garantir o sucesso dos nossos estudantes”, pontuou.

A diretora da Escola Municipal Adenil da Costa Falcão, professora Márcia Silveira, avaliou de forma positiva o início das aulas e projetou um ano produtivo. “Nossa expectativa é a melhor possível. Começamos o ano com a escola organizada, professores preparados e alunos motivados. Esse acolhimento inicial é essencial para criar um ambiente favorável ao aprendizado durante todo o ano letivo”, afirmou.

Com organização, investimentos e integração entre gestão, escola e famílias, a rede municipal de ensino de Feira de Santana inicia mais um ano letivo com foco na qualidade da educação e no desenvolvimento dos estudantes.

*Secom


Dados mostram que parte significativa do financiamento beneficia cursos com avaliação insatisfatória

fies mec; Ministério da Educação | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ministério da Educação | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O aumento expressivo de matrículas em medicina financiadas pelo governo federal expõe um cenário preocupante: quase metade dos estudantes com apoio do Fies integra cursos considerados insatisfatórios pelo Enamed em 2024. No total, 19,9 mil matrículas foram custeadas pelo Fies no ano, sendo que 9,3 mil delas, ou 47%, estavam em instituições com desempenho abaixo do esperado no exame nacional, conforme noticiou o UOL.

No caso do Prouni, o porcentual de alunos de medicina contemplados em cursos mal avaliados foi de 41%. O MEC informou que existem 14 mil contratos do Fies em vigor nessas faculdades, o que representaria 16,7% de um universo de 83,5 mil contratos. Entretanto, essa comparação é imprecisa porque nem todos os cursos do total foram submetidos ao Enamed, e o número de contratos em cursos com avaliação positiva não foi divulgado.

Mecanismos do Fies e distribuição de recursos

A metodologia de financiamento do Fies elimina riscos de inadimplência para as faculdades ao repassar o valor das mensalidades diretamente às instituições, enquanto a cobrança ao estudante ocorre depois da formatura. O Prouni, por sua vez, oferece bolsas integrais ou parciais, sem gerar dívidas para o aluno. Entre os 95 cursos privados com avaliações negativas no Enamed, 92 receberam verbas do Fies ou do Prouni.

O Ministério da Educação declarou ter adotado medidas cautelares para vetar novos contratos do Fies em 54 cursos com menos de 50% dos alunos proficientes. Para cursos com desempenho entre 50% e 60%, a restrição é apenas para aumento de vagas, permitindo ainda novos financiamentos. Todos os 99 cursos mal avaliados, tanto privados quanto federais, passarão por processos administrativos e supervisão do MEC.

Segundo o Enamed, 30% dos cursos de medicina receberam conceitos 1 ou 2, considerados insuficientes. A Associação Nacional de Universidades Particulares (Anup) contesta os critérios de avaliação e busca reverter as punições. Segundo a associação, seria necessário mais “tempo para consolidação técnica e institucional” do exame.

Pesquisadores do ensino superior, no entanto, argumentam que a regulação no setor demorou demais. “Há grupos privados de ensino em que a rentabilidade depende desse dinheiro do governo”, afirmou Wilson Mesquita de Almeida, professor da USP, ao portal UOL. “É preciso condicionar o repasse à qualidade, mas não há monitoramento efetivo. Deputados [alguns donos de faculdades]colocam mais dinheiro no Fies em reuniões extraordinárias a toque de caixa e o MEC fica de mãos atadas.”

Casos específicos relacionados ao Fies e reações das instituições

Em instituições como a Atenas de Passos (MG), 60% das 891 matrículas em medicina dependem do Fies. No mesmo curso, há 61 alunos beneficiados pelo Prouni, sem informação se há sobreposição entre os programas. A faculdade, que agora está impedida de firmar novos contratos do Fies, criticou a metodologia do Enamed e alegou que os dados “não refletem com fidelidade a realidade acadêmica vivenciada por seus estudantes”.

Outro curso da rede Atenas, em Sete Lagoas (MG), apresenta a mesma proporção de matrículas financiadas pelo Fies. Embora esteja proibido de ampliar vagas, ainda pode acessar novos financiamentos. Em ambos os casos, estudantes com contratos vigentes não serão afetados, pois as restrições valem apenas para novos acordos.

Expansão e falhas na regulação do ensino médico

O Enamed reflete a expansão acelerada do ensino médico privado na última década. Depois da Lei dos Mais Médicos, de 2013, o número de cursos de medicina no país dobrou, com as vagas em instituições privadas saltando de 73 mil para 208 mil. Muitos dos cursos mal avaliados surgiram depois desse período, a exemplo dos dois da rede Atenas, abertos em 2018.

A tentativa de frear a abertura desordenada de cursos levou o governo de Michel Temer a decretar, em 2018, uma moratória de cinco anos para novas vagas. No entanto, decisões judiciais permitiram a criação de cursos sem o cumprimento dos critérios de regionalização do MEC, resultando em instituições de qualidade questionável.

A ausência de avaliação consistente foi apontada por especialistas. “Houve um “apagão” de avaliação por 10 anos”, criticou Mario Scheffer, professor da USP, ao UOL. “O Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) não era suficiente e o exame específico previsto em lei foi descartado. A política errou ao não prever uma avaliação permanente imediata. Foram autorizados cursos sem capacidade de formar bons médicos e em locais inadequados.”

Críticas à política e desafios de acompanhamento

O problema da falta de acompanhamento não se limita à medicina. Em 2024, auditoria do TCU apontou falhas no monitoramento da permanência dos alunos e da empregabilidade depois da graduação nos programas Fies e Prouni. O órgão concluiu que a política priorizou o acesso, sem garantir qualidade, e apontou inconsistências nas métricas e falta de transparência dos dados oficiais.

De acordo com o estudo Demografia Médica de 2025, os cursos de medicina apresentam as maiores mensalidades do país, com média de R$ 10,2 mil mensais.

Informações Revista Oeste


Convocação será feita diretamente pelas instituições públicas de ensino superior em que o estudante se inscreveu, a partir de 11 de fevereiro

SISU: Candidatos têm até segunda-feira para participar da lista de espera

Os candidatos que não foram convocados na chamada regular do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 têm até às 23h59 de segunda-feira (02) para manifestar interesse em participar da lista de espera. O processo teve início na quinta-feira (29), no mesmo dia em que o Ministério da Educação (MEC) divulgou o resultado da chamada regular do processo seletivo e a classificação final dos candidatos.

Para participar, o candidato deve acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Sisu. É possível participar da lista de espera de apenas uma opção de curso, e é de responsabilidade do interessado consultar os canais oficiais da universidade pública ou instituto federal de interesse e observar as regras e os prazos estabelecidos em edital. 

Resultados
A convocação será feita diretamente pelas instituições públicas de ensino superior em que o estudante se inscreveu, a partir de 11 de fevereiro. Nesta edição do SISU foram ofertadas 274,8 mil vagas em 7.399 cursos de graduação e 136 instituições públicas de ensino superior de todas as regiões do país. 

Informação Metro1


Formulário de resposta está disponível na Plataforma Sucupira

Foto: © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Censo da Pós-Graduação stricto sensu referente ao ano de 2025 está aberto até 26 de fevereiro. É a primeira vez que ocorre a coleta de dados estatísticos sobre os programas de pós-graduação (mestrado / doutorado) no Brasil.

Realizado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o mapeamento tem o objetivo de orientar políticas públicas voltadas à melhoria da pós-graduação no país, correspondentes à sua realidade.

O preenchimento dos dados é individual e obrigatório. Os participantes devem realizar por meio da Plataforma Sucupira. Devem preencher o formulário eletrônico: 

• pós-graduandos matriculados (curso de mestrado e doutorado);
• professores (permanentes e colaboradores);
• pesquisadores em estágio pós-doutoral que não atuam como docentes; e
• coordenadores de programas de Pós-Graduação (PPGs), em exercício.

A Capes explica que os questionários são adequados a cada perfil de entrevistado, composto por perguntas de múltipla escolha com definições e orientações para garantir a correta interpretação.

Os pró-reitores e coordenadores de PPGs devem acompanhar e garantir a adesão dos integrantes de seu programa dentro do prazo.

Veja o tutorial de preenchimento.

A divulgação dos resultados está prevista para 16 de novembro de 2026.

Entrevista

A  Agência Brasil entrevistou a presidente da Capes e professora titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denise Pires de Carvalho, sobre a iniciativa inédita, que será feita anualmente

Agência Brasil: em 2025, a pós-graduação brasileira completou 60 anos de institucionalização. Passadas seis décadas, o primeiro censo da pós-graduação chega para o governo brasileiro saber os detalhes do que ocorre com essa importante etapa do ensino no país?
Denise Pires de Carvalho: toda forma de censo é muito relevante para a definição de políticas públicas. A pós-graduação leva luz, conhecimento e desenvolvimento para os diferentes territórios do país. Mas quem são os pós-graduandos? Quem são os docentes? Quem está trabalhando nesse ambiente tão importante para o desenvolvimento de uma nação? Infelizmente, não temos esses dados e os detalhes, por exemplo quantas mulheres, homens, quantos pardos, indígenas, brancos, nas diferentes regiões do país, quantas pessoas em vulnerabilidade socioeconômica?

Agência Brasil: este levantamento tem caráter declaratório, por meio da coleta descentralizada de dados. O censo traz questões adaptadas ao perfil de cada um dos públicos que deve respondê-lo e às suas atividades acadêmicas. Dessa forma, a senhora acredita que as estatísticas produzidas serão mais confiáveis e detalhadas?
Denise Pires de Carvalho: quando os docentes respondem é bem diferente das respostas dos estudantes. Na verdade, temos formas de acessar o perfil dos docentes. Porque a maior parte deles é servidor público das nossas universidades. No caso dos pós-graduandos, temos mais dúvidas e precisamos coletar muito mais detalhes.

Agência Brasil: e sobre metodologia da pesquisa?
Denise Pires de Carvalho: o importante mesmo é que, nas novas fichas de avaliação dos programas de pós-graduação, a Capes se distancia dessa análise mais quantitativa, que foi da era da cientometria [que mede o progresso científico] e passa a fazer uma análise quali-quantitativa. Nós não abandonamos o quantitativo, mas introduzimos os chamados casos de impacto. Então, independentemente do número de artigos produzidos, queremos saber qual é a qualidade desses artigos, o quanto eles impactaram e mudaram políticas públicas, no caso de uma área do conhecimento, ou mudaram um tratamento, no caso de outra área do conhecimento, ou deram origem a um processo ou produto. Com isso, fundamentalmente, a Capes passa a avaliar os cursos também do ponto de vista da interação com a sociedade.

Agência Brasil: o questionário deste primeiro censo nacional incorpora perguntas sobre parentalidade. Esse eixo no censo ajuda a mapear como a parentalidade impacta na progressão nos cursos, a permanência acadêmica e a trajetória de alunos e docentes dentro dos programas?
Denise Pires de Carvalho: a parentalidade é um exemplo excelente de política pública que leva à igualdade. E, para isso. a gente precisa de políticas de equidade. É muito mais difícil para alguém que passa pela maternidade ou paternidade, dependendo da situação, no primeiro, no segundo ano [do curso], produzir conhecimento igual a alguém que não tem uma criança pequena para cuidar.

Agência Brasil: a partir da identificação das desigualdades – que poderiam ser invisíveis por falta de dados ou historicamente eram tratadas como assunto individual, o que o governo federal pode fazer?
Denise Pires de Carvalho: um exemplo: para um docente ser credenciado para orientar na pós-graduação, precisa produzir conhecimento em sua área de atuação. A parentalidade já está incluída nas fichas de avaliação [do censo]. Com isso, a gente pretende que os programas, em vez de avaliarem esse professor em determinado intervalo de tempo, tenham um tempo maior a ser analisado porque está passando por um período de cuidado de outra pessoa. Essa questão fundamental nos humaniza. Então, tentamos ajustar o tempo de avaliação desse docente. Já para o estudante que ganha uma bolsa, agora é lei: a Capes deve prorrogar o período da bolsa, quando solicitado. Quando ingressei no doutorado, eu era coordenadora de curso e fui mãe. Ainda assim, tive que atender a todos os requisitos, como se eu não tivesse uma criança para cuidar.  Por mais ajuda que a mãe tenha, a criança depende muito dela, principalmente, nesses primeiros anos. Nos meses de aleitamento, temos a licença, mas aquele período de licença contava para minha produção intelectual. Agora, não conta mais.

Agência Brasil: esse olhar do poder público pode aumentar o número de mulheres no ambiente acadêmico?
Denise Pires de Carvalho: é um estímulo maior. Muitas mulheres sequer ingressam no ambiente da orientação porque estão cuidando dos filhos. Em dados gerais, sabemos que as mulheres são maioria entre mestres e doutores desde 1997. E elas são a maioria de doutores há mais de 20 anos, desde 2005. Mas quando olhamos o corpo docente da pós-graduação, esse é majoritariamente masculino. O que é alarmante. Obviamente, há impedimentos, seja por viés implícito – quando escolhem um homem e não uma mulher – seja por falta de igualdade de condições ou ainda porque as mulheres sequer se candidatam para concorrer nos concursos. Há um crivo, às vezes, é prévio. Entendo que não há nenhum motivo para uma maioria masculina, quando as mulheres são maioria na graduação e na pós-graduação. E isso não se reflete na maioria do corpo docente. O que tem impedido as mulheres de seguirem? Com certeza, a maternidade é um dos fatores.

Agência Brasil: sobre as diferenças regionais, o censo pode ajudar a identificar onde estão os lugares com maiores carências na pós graduação do país?
Denise Pires de Carvalho: sem dúvida nenhuma. Uma pergunta é: o percentual de bolsas de pós-graduação deve ser igual entre as diferentes regiões? O percentual deve ser igual entre as diferentes áreas do conhecimento? Sair desse eixo sul, sudeste sobretudo, né? Muito importante a nova diretoria de informação científica que vai analisar os dados do censo, junto com o Plano Nacional de Pós-Graduação, com a agenda, e definir os caminhos para o desenvolvimento do país, para que a gente possa reduzir definitivamente a desigualdade social.

Agência Brasil: o que se sabe sobre a inclusão de estudantes pretos, pardos, indígenas e quilombolas e de pessoas com deficiência em seus programas de pós-graduação stricto sensu, prevista na revisão da Lei de Cotas (nº 14.723/2023)? Denise Pires de Carvalho: é importante dizer que no término da graduação ainda há diferenças, infelizmente, porque elas vêm de base. Para uma reparação histórica dessas diferenças, é necessário que haja cota também no ambiente da pós-graduação.Mas é um processo. O que nós fizemos [na revisão da Lei de Cotas] foi incluir a pós-graduação e deixar que cada programa de pós-graduação decida. Pois, a pós-graduação é muito diversa. Então, a inclusão não pode ser obrigatória. Todas essas questões precisam ser discutidas e implementadas no bojo da autonomia das universidades. No processo de avaliação, aqueles programas que tiverem políticas afirmativas terão uma avaliação melhor. Então, é muito importante que a Capes saiba se esse programa com uma política de ação afirmativa, efetivamente, está incluindo os estudantes. Nós saberemos sobre isso por meio do censo. Porque uma coisa é ter a política afirmativa na norma, outra é a política ser efetivada. Quem vai dizer o que ocorre é o estudante. O censo é autodeclaratório.

Agência Brasil: sabemos que as cotas na graduação receberam muitas críticas no passado. E as cotas na pós-graduação recebem também?
Denise Pires de Carvalho: para chegar na cota da pós-graduação, a gente precisa de várias ações que antecedem o ingresso nessa etapa. Para muitos, o estudante preto e pardo que ingressou na graduação já teria se igualado ao branco, o que não é verdade, por conta do racismo estrutural e das condições socioeconômicas do país. Explico que a nota de corte para um curso da graduação é determinada pelo ensino básico. Em uma escola de elite, sabemos que é, ainda, diferente do ensino público básico. Eu espero que o ensino público básico tenha a mesma qualidade das universidades públicas, que são as melhores do país. Na verdade, isso sim é igualar. Mas, como igualar o que há em casa? Há o ambiente familiar e de estudos, além de outros determinantes sociais que fazem com que uma parcela da população tenha mais dificuldades de acesso à educação superior. Eu acompanhei a implantação da Lei de Cotas (nº 12.711/2012) e vi os cursos superiores em instituições públicas continuarem de excelência. À época, diziam que o ingresso de estudantes pretos e pardos pela lei diminuiria a qualidade. O que não ocorreu. Hoje, quando olhamos para a pós-graduação, temos estudantes que vêm dos laboratórios, das bancadas, desde a graduação. É natural que um estudante ingresse em um programa de iniciação científica, independentemente da sua cor. Mas nós tínhamos uma maioria de brancos nos programas de iniciação científica. Hoje, vejo negros, pretos recebendo premiações de iniciação científica. Isso demonstra que a política pública está no caminho certo. É uma política inclusiva que está não apenas incluindo, mas dando acesso e permanência, por meio da concessão de bolsas e de oportunidades.

Agência Brasil: como o censo pode ajudar a Capes a prevenir a evasão de pós-graduandos causada, sobretudo, por questões de saúde mental. Eles são impactados pelas atividades acadêmicas e prazos?
Denise Pires de Carvalho: o aprender é sair da sua zona de conforto e ter que adquirir conhecimento. A questão da saúde mental é multifatorial e há um percentual da população, seja no nível da educação básica ou da educação superior, que terá questões de saúde mental, independentemente de estar nesse ambiente estressante. Nesse contexto, o indivíduo gradua, pega o diploma, alguns seguem os estudos, outros param e se questionam: ‘Sou capaz de exercer essa profissão? Para onde vou?’. Todo esse conjunto gera um estresse natural no indivíduo, o que, muitas vezes, faz com que ele adoeça. Quem ingressa no mestrado, no doutorado, já tem algum tipo de estresse, o que pode deflagrar questões de saúde mental mais ou menos graves. São gatilhos, reconheço. Porém, a pós-graduação é o ambiente da educação com o menor nível de evasão. Não chega perto do abandono da graduação, que é de mais 40% e até mais de 50% em alguns cursos, mesmo considerando as instituições públicas, onde não há pagamento de anuidade ou mensalidade. Então, sabemos que a pós-graduação é ambiente estressante. Porém, não é mais do que outros. Na pós-graduação, há uma história de sucesso, porque há menos de 10% de evasão no doutorado ou no mestrado. Na verdade, dependendo do dado e como se analisa, é em torno de 4% a 5%. Até esse percentual de 5% é esperado. Porque a evasão pode ser daquele estudante que mudou a trajetória por não querer mais o curso ou que não se adaptou àquele ambiente estressante. Sabemos que as questões de saúde mental são um motivo de evasão. Então, devemos melhorar o ambiente da pós-graduação para que seja menos estressante. Só não podemos fazer isso em detrimento da qualidade dos cursos.

Agência Brasil: há ainda os fatores socioeconômicos no país, pelo fato de as pessoas precisarem trabalhar para o próprio sustento ou de sua família? Por isso, como avalia a importância das bolsas de estudo?
Denise Pires de Carvalho: na verdade, a bolsa de estudo sustenta o indivíduo na pós-graduação. Porque ele não teria como continuar na pós-graduação se tivesse que trabalhar. Nós estamos financiando um profissional que vai fazer a diferença para o Brasil. O maior estresse é essa questão da falta da bolsa. Por isso, o governo federal atual trabalha para ampliar as vagas na pós-graduação e o número de bolsas. Porque estamos longe de ter 100% de bolsistas na pós-graduação. Não! É minoria em termos percentuais, com bolsas da Capes. É importante que o país saiba disso, porque muitos acham que todos os mestrandos e doutorandos têm bolsas.

Agência Brasil: por que uma nação precisa de doutores?
Denise Pires de Carvalho: um país que tem um número maior de mestres e de doutores é mais desenvolvido. O Brasil passa por muitas fases para chegar ao desenvolvimento. Nesses 60 anos, conseguimos construir o sistema nacional de pós-graduação consolidado e forte. Para isso, as nossas universidades precisaram ampliar o número de professores doutores. Então, grande parte dos doutores formados na pós-graduação é, hoje, docente na pós-graduação. O que quer dizer que os doutores que formamos antes, atualmente, formam doutores. O Brasil precisa de doutores. Nas últimas duas décadas, as presidências anteriores da Capes implantaram um estágio obrigatório na docência para bolsistas da instituição. E um indivíduo que está no ambiente da pós-graduação, que entra em uma sala de aula, vai ministrar um curso sob supervisão. Se tem aptidão, esse indivíduo acaba ficando naquele ambiente. Isso dá retorno. E esse estágio obrigatório fez com que nós tenhamos hoje algumas universidades federais com 100% de professores doutores. A Federal do ABC [UFABC/Santo André, SP] não tem nenhum professor que não seja doutor. A maior parte das universidades federais tem acima de 80% a 85% de doutores no seu corpo docente. As federais são as melhores universidades do país e têm os melhores cursos porque têm professores qualificados. Os melhores cursos estão onde há o corpo docente mais qualificado. É assim em todo lugar do mundo. Não seria diferente no Brasil.

Agência Brasil: é importante dar continuidade a esse movimento de formação de doutores para o ambiente acadêmico ou é hora de focar na formação de doutores para o setor produtivo não acadêmico?
Denise Pires de Carvalho: um professor vocacionado para docência e para produção de conhecimento no ambiente acadêmico continuará sendo necessário, porque o corpo docente da pós-graduação envelheceu. Então, precisamos renovar esse professorado. Só que não pode ser mais exclusivamente, porque nenhum país do mundo se desenvolveu também sem a interação universidade e empresa, sem o chamado ambiente da inovação que acontece no ambiente empresarial.

Agência Brasil: as universidades brasileiras estão direcionadas a formar mais doutores para interagir com o setor produtivo não acadêmico?
Denise Pires de Carvalho: sim. Nós precisamos desenvolvê-lo e é o que o governo [federal] tem feito, com o plano Nova Indústria Brasil. No ano passado, a Capes permitiu que o estágio obrigatório seja prestado em qualquer ambiente, inclusive o empresarial. Estamos em nova fase do país, na qual os doutores, durante o doutoramento, podem se aproximar das empresas e da sociedade civil organizada. A Capes abriu os programas de pós-graduação para todo tipo de interação, em áreas vinculadas ao conhecimento. A determinação é do orientador do curso e do pós-graduando.

Agência Brasil: com isso, a Capes passa a avaliar os cursos do ponto de vista da interação com a sociedade?
Denise Pires de Carvalho: nas fichas de avaliação, olhamos quais são os impactos regionais, locais, nacionais e até internacionais dessa virada de página do simples estágio na docência. Porque, agora, o estágio pode ser feito na sociedade civil organizada, incluindo empresas. Temos o estágio obrigatório do bolsista da Capes associado à inovação, que é o Programa DAI [de Doutorado Acadêmico para Inovação] do CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico]. Temos um acordo de cooperação técnica com a Embrapii [Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial]. Estamos desenhando o primeiro acordo de cooperação técnica com a Finep [(Financiadora de Estudos e Projetos]. Veja que a Capes se aproxima do setor produtivo não acadêmico por meio de várias ações.

Agência Brasil: considerando que o censo da Capes para os Programas de Pós-Graduação possui um universo de 504 mil participantes e está aberto há dois meses, quais estratégias devem ser adotadas para garantir o engajamento total das universidades até o prazo final de 26 de fevereiro, assegurando assim a representatividade dos dados?
Denise Pires de Carvalho: neste momento, nós já temos quase 70% do público contribuinte para o censo. Sendo que mais de 150 Programas de Pós-Graduação já tem 100% dos formulários preenchidos. Muitos outros cursos têm 98%.
Nós queremos terminar o censo o mais rápido possível para que possamos analisar os dados e para que a sociedade brasileira conheça o retrato da pós-graduação.

Fonte: Agência Brasil


30% das faculdades de medicina tiveram desempenho insatisfatório

Foto: © National Cancer Institute/Unsplash

O resultado da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) levantou uma discussão sobre a qualidade da formação médica no Brasil. Cerca de 30% dos cursos tiveram desempenho insatisfatório, porque menos de 60% dos estudantes não alcançaram a nota mínima para proficiência. A maioria dessas instituições são municipais ou privadas com fins lucrativos.

O Ministério da Educação anunciou sanções para as faculdades com os piores desempenhos. No que se refere aos alunos, entidades como o Conselho Federal de Medicina, voltaram a demandar a criação de um exame de proficiência, que avalie os recém-formados antes da concessão do registro profissional.

Mas para a professora da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, Eliana Amaral, a providência mais importante para garantir uma formação médica de qualidade no Brasil é o fortalecimento do sistema de regulação que fiscaliza as faculdades.

“A faculdade que inventou de ter uma escola de medicina sabe que vai transformar a pessoa em médico e portanto assumiu essa responsabilidade com a sociedade. Mas o sistema de regulação tem que orientar qual poderia ser a solução, tem que estabelecer um plano de trabalho e fazer essa instituição se comprometer”, defende a docente, que também já presidiu a Câmara de Educação Superior do Conselho Estadual de Educação de São Paulo e hoje é vice-presidente do colegiado.

Eliana Amaral lembra que esta é a primeira edição do Enamed, mas os formandos das faculdades de medicina, assim como os de todos os outros cursos, já eram avaliados pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes – Enade. Portanto, de acordo com a professora, muitos dos problemas apontados pelo Enamed já eram conhecidos.

Mas a professora também ressalva que é inadequado medir a qualidade de um curso apenas pelo desempenho dos alunos em uma prova, inclusive porque historicamente o Enade foi utilizado como instrumento de protesto, sob a forma de boicote.

Por isso, ela lembra que o MEC tem um Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior que leva em conta as notas do Enade, mas também inspeciona as instituições para verificar in loco a qualidade da formação oferecida.

Eliana Amaral destaca que a formação médica do Brasil sempre foi de “altíssima qualidade”, e as diretrizes básicas que devem ser seguidas por todos os cursos garantem que o profissional formado saiba atender questões emergenciais. Ainda assim, a professora diz esperar que toda a discussão a respeito do Enamed atue como um “detonador” para fortalecer a fiscalização das faculdades, especialmente quanto ao ensino prático.

“Onde se aprende a cuidar de gente? Quando você cuida de gente. E pra isso a faculdade tem que garantir um bom estágio de clínica médica, pediatria, cirurgia. E depende não só de você entender os sintomas, o que você prescreve, mas também a postura profissional, que é altamente influenciada pelos exemplos adquiridos com bons professores”

Eliana Amaral ressalta que providência mais importante é o fortalecimento do sistema de regulação que fiscaliza as faculdades- Cleo Velleda/Divulgação

Expansão

O presidente da Associação Médica Brasileira, César Eduardo Fernandes, também compartilha da mesma expectativa. Para ele, houve uma “expansão desenfreada” de vagas de medicina no país, colocando o ensino prático sob risco.

César Eduardo Fernandes diz que falta de médicos não deve ser contornada com abertura sem critério de faculdades – AMB/Divulgação

“Quase metade do curso tem que ser feito em campo prático, e isso pressupõe bons laboratórios, bons ambulatórios de atenção básica, unidades de pronto atendimento, de atenção ambulatorial de média complexidade.”

Fernandes defende que o problema da falta de médicos em determinadas regiões do país não deve ser resolvido com a abertura de faculdades médicas, mas com melhores políticas de alocação de profissionais, que passam pela melhoria da infraestrutura de atendimento, e a oferta de salários mais atrativos.

“É uma ideia equivocada criar escolas médicas como bancos assistenciais. Muitas vezes elas são colocadas em municípios que não tem menor condição de assistir a sua população, muito menos de usar essas vagas assistenciais como campo de ensino para o médico. A melhoria da estrutura tem que vir antes”

Já a professora da Unicamp Eliana Amaral acredita que um “acordo de sociedade” possa melhorar o cenário atual. “A necessidade de expansão para ocupar os lugares que não tinha médico é um problema no mundo. Isso não é um problema só no Brasil. O que a gente precisa é um acordo sério de sociedade e uma regulação séria. Abrir uma escola numa determinada região vai ajudar a desenvolvê-la? Então tem que chamar o Ministério da Saúde, as secretarias de Saúde para resolver qual o lugar onde os alunos vão poder aprender o que eles precisam”

Estudantes

A estudante de medicina Vanessa Conceição da Cruz se forma ainda este mês, após a graduação na Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, que obteve nota máxima no Enamed. Apesar de estar em uma cidade de interior, com menos de 80 mil habitantes, Vanessa diz que a universidade oferece uma formação prática de excelente qualidade.

Vanessa acredita que a prova conseguiu avaliar bem a formação básica dos estudantes – Kello Imagens/Divulgação

“A estrutura é realmente muito boa. Temos os hospitais e parcerias com municípios vizinhos, o que nos permite ter uma uma gama de cenários bem diversificados, mais urbanos, mais rurais. E o contato com os pacientes ocorre desde os primeiros anos do curso. Um dos pontos fortes aqui é isso, muito contato com a porta de entrada da saúde, a atenção primária, as unidades básicas…”

Vanessa fiz acreditar que isso também possa ter ajudado os alunos da UFV na hora de fazer o Enamed, já que a prova teve muitas questões sobre diagnósticos e tratamentos, que são melhor compreendidos durante os estágios práticos. Na opinião da futura médica, a prova conseguiu avaliar bem a formação básica dos estudantes, mas também engrossa o coro por uma fiscalização constante das faculdades.

“Para ver os cenários práticos, se é suficiente para que os alunos possam ter contato, inclusive com a atenção primária. Porque o pronto-atendimento e os postos de saúde geralmente são as áreas que os estudantes recém-formados procuram para trabalhar. Então é importante que os médicos que estão se formando já tenham essa experiência”.

Fonte: Agência Brasil


Inscrições para o Sisu encerram nesta sexta-feira

As inscrições para o Sisu 2026 terminam nesta sexta-feira (23). Esta edição é a maior já registrada pelo MEC, com 274,8 mil vagas distribuídas em 7.388 cursos de 136 instituições públicas de ensino superior em todo o país.

A inscrição é gratuita e deve ser feita exclusivamente pela internet, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Os candidatos podem usar a nota de qualquer uma das três últimas edições do Enem (2023, 2024 ou 2025), desde que tenham concluído o ensino médio e não tenham zerado a redação; caso tenham feito mais de um exame, o sistema seleciona automaticamente a melhor média ponderada. É possível escolher até duas opções de curso, preencher o cadastro socioeconômico e optar pelas modalidades de cotas, que representam mais de 54% das vagas.

O MEC destaca a ampliação de cursos nas áreas de tecnologia e licenciaturas presenciais, além do programa Pé-de-Meia Licenciaturas, que oferece incentivo mensal de R$ 1.050 durante a graduação. As instituições com maior número de vagas são UFRJ, UFF e UFPB, e os cursos com mais oportunidades incluem Pedagogia, Administração e Matemática. O resultado da chamada regular será divulgado em 29 de janeiro.

Informações Metro1


Alunos da rede pública municipal de Feira de Santana vão iniciar o ano letivo de 2026, a partir de 3 de fevereiro, já recebendo o fardamento completo e todo material escolar. Os produtos foram inspecionados pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho e o secretário de Educação, Pablo Roberto, na manhã desta quinta-feira (22) e, em seguida, encaminhados para distribuição nas 208 escolas municipais.

O prefeito José Ronaldo observou que pela primeira vez o material escolar vai ser entregue aos alunos no início do ano letivo, incluindo kit escolar para o Fundamental I, kit escolar para o Fundamental II e kit escolar para a educação infantil. “Hoje estou extremamente alegre porque o que eu sempre pensei para a educação está acontecendo. A Secretaria de Educação, coordenada pelo vice-prefeito Pablo Roberto, adotou todas as providências para que todos os alunos recebam fardamento e material já no início do ano”, comemorou.

O vice-prefeito e secretário de Educação, Pablo Roberto, observou que a iniciativa deve contemplar cerca de 60 mil estudantes. Ele lembrou, entretanto, que as matrículas da rede pública municipal continuam abertas. “É emocionante saber que todos os alunos da rede municipal estarão com todo o fardamento e material escolar já no início do ano letivo”, garantiu.

A partir deste ano os alunos também passam a receber sapato escolar e meia. E o número de itens do fardamento escolar também foi ampliado, passando de duas para três camisas, sendo uma gola polo, uma regata e mais uma gola redonda. O fardamento ainda é composto por um short elanca, um short tactel e ainda uma calça tactel. Todos também mochilas.

O kit de material escolar I – educação infantil é composto por: caderno de caligrafia, lápis grafite jumbo, lápis de cor jumbo – 12 cores, borracha branca, apontador duplo, cola branca, caneta hidrocor jumbo – 12 cores, giz de cera jumbo – 12 cores, estojo escolar, massa de modelar – 12 cores, tinta guache – 6 cores, pincel, tesoura escolar sem ponta, avental plástico, tela para pintura, tinta escolar para pintura a dedo, classificador com elástico, classificador rápido e bolo de espuma para pintura em geral.

Já o kit material escolar II – Ensino Fundamental I, é composto por: caderno de caligrafia, caderno espiral de arame ¼, caderno universitário, diário escolar, lápis preto, lápis de cor – 12 cores, borracha branca, apontador com depósito, cola branca, caneta hidrocor – 12 cores, giz de cera jumbo – 12 cores, estojo escolar, régua, caneta esferográfica, tesoura escolar sem ponta e classificador com elástico.

Enquanto isso, o kit material escolar III – do ensino fundamental II é composto por: caderno universitário, caderno de caligrafia, lápis preto, caneta esferográfica azul, caneta esferográfica preta, caneta esferográfica vermelha, borracha branca, apontador com depósito, calculadora de bolso, régua, transferidor, esquadro 45º, esquadro 60º, compasso escolar, caneta hidrocor – 12 cores, lápis de cor – 12 cores, classificador com elástico e estojo escolar.

*Secom


Estudantes tem até 23h59 de 23 de janeiro para se cadastrar ao sistema

Inscrições do Sisu começam nesta segunda; saiba como se inscrever

As incrições do Sistema de Seleção Unificada (SISU) 2026 começam nesta segunda-feira (19). Os estudantes tem até 23h59 de 23 de janeiro para se cadastrar ao sistema. Neste ano, o programa passa a aceitar as notas das três edições mais recentes do Enem. 

Serão 274,8 mil vagas em 7.399 cursos de graduação e 136 instituições públicas de ensino superior de todas as regiões do país. O resultado da chamada regular será divulgado no dia 29 de janeiro. Os candidatos selecionados poderão realizar a matrícula a partir do dia 2 de fevereiro.

Quem não for selecionado na chamada regular pode manifestar interesse na lista de espera para um dos cursos escolhidos, de 29 de janeiro e 2 de fevereiro. A convocação de candidatos dessa lista é realizada pelas instituições conforme disponibilidade de vagas após a matrícula inicial.

O que é o SISU

O Sistema de Seleção Unificada é um programa do Governo Federal, desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC) que seleciona estudantes para instituições públicas de ensino superior, a partir do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 

Estratégia de inscrição

O sistema permite ao candidato alterar suas opções de curso quantas vezes desejar durante o período de inscrições. Apenas a última escolha registrada antes do encerramento é considerada válida. Essa característica transforma o Sisu em um processo estratégico, no qual o acompanhamento constante pode fazer diferença no resultado final.

Como se inscrever

Acesso ao sistema

Login na conta gov.br

Preenchimento dos dados

Escolha dos cursos

Consulta de notas e pesos

Acompanhamento da inscrição

Informações Metro1


As comunidades dos bairros Sítio Matias e adjacências vão ganhar a maior creche da rede pública municipal de Feira de Santana. A autorização para o reinício das obras de construção do equipamento, com capacidade para até 300 alunos de 1 a 4 anos, foi concedida pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho na manhã desta quarta-feira (14) e vai envolver recursos da ordem de R$ 3.035.694,99.

Ao autorizar o início das obras, que estão sendo executadas pela empresa Clap Construções Ltda., o prefeito José Ronaldo destacou que o prazo para entrega do equipamento é de doze meses. E a pretensão é começar o ano letivo de 2027 já matriculando alunos da região na creche do município.

José Ronaldo ressaltou ainda o compromisso de sua administração em promover educação de qualidade no município. Tanto que, no ano passado, o Governo Municipal deu início às obras para a construção de outras duas creches de alto padrão na cidade.

O vice-prefeito e secretário de Educação, Pablo Roberto, destacou os investimentos realizados na educação pública e convidou a população feirense a abraçar o projeto de melhoria da qualidade dos serviços. “Toda cidade que melhorou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), a família participou. É preciso que a população entenda que a educação só será melhorada se a população estiver junto com o Governo”, observou.

O equipamento oferece 10 salas de aula, refeitório, sanitários masculino, feminino e para crianças, fraldário, mamário, sala multiuso, sala de professores, refeitório, sala de reunião, secretaria, solário, sanitário infantil, rouparia, cozinha e despensa.

Durante o início das obras, estiveram presentes os secretários municipais de Comunicação, Joilton Freitas; de Políticas para as Mulheres, Neinha Bastos; e de Cultura, Cristiano Lobo; o superintendente da SOMA, João Vianey; o diretor de Obras, Ianco Pinho; e os vereadores José Carneiro, Edvaldo Lima, Jurandy Carvalho e Marcus Carvalhal.

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