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Em texto publicado no “The Conversation”, especialista em evolução microbiana detalha o que se sabe sobre variante brasileira, sul-africana e britânica do novo coronavírus

coronavirus sars-cov-2 covid-19 (Foto: NIH/NIAID)
O que são e como surgiram as variantes do Sars-CoV-2 (Foto: NIH/NIAID)

Revista Galileu- Quando o suprimento de oxigênio nos hospitais de Manaus, no Brasil, acabou recentemente, a força aérea foi chamada para evacuações de emergência enquanto os profissionais de saúde tentavam freneticamente salvar vidas com ventilação manual. Para aqueles que não puderam ser salvos, havia apenas morfina e um aperto de mão final.

Por mais calamitosa que seja a situação para os afetados, o aumento devastador de casos de Covid-19 em Manaus nas últimas semanas fez soar o alarme cada vez mais alto para governos e agências em todo o mundo que lutam para controlar a pandemia. Os casos continuam a aumentar no Reino Unido e na África do Sul e, como em Manaus, parecem ser principalmente devido ao surgimento de novas variantes do coronavírus.

Três variantes causando preocupação
A denominação dessas “variantes de interesse”, como os cientistas as chamam, é um tanto confusa. Para simplificar, elas serão chamadas aqui de variantes brasileira, sul-africana e britânica. Todas surgiram recentemente e todas sofreram várias mutações que marcam uma mudança distinta na evolução do vírus. Variantes semelhantes estão quase certamente espalhadas por aí. É provável que mais evoluam.

Apesar de surgirem independentemente em três continentes diferentes, as três variantes compartilham semelhanças impressionantes. Cada um sofreu várias mutações em um curto período de tempo, com muitas no gene que fornece as instruções para a produção da proteína spike do Sars-CoV-2.

A proteína spike é onde as principais batalhas entre humanos e vírus estão sendo travadas, incluindo as vacinas. É a chave de como o patógeno interage com o corpo humano, tanto em relação à resposta imune quanto na ligação e entrada nas células das vias aéreas humanas.

Não apenas várias mutações afetaram essa proteína, mas mutações idênticas surgiram independentemente tanto nas variantes de interesse quanto em outras linhagens virais. Na verdade, o vírus “tropeçou” repetidamente nas mesmas soluções evolutivas para desafios específicos. Esse fenômeno é conhecido como convergência evolutiva – um exemplo é a evolução independente de asas em morcegos, pássaros e insetos.

É difícil entender como essas mutações podem afetar o comportamento do novo coronavírus em nível molecular. O trabalho para preencher a lacuna entre o “genótipo” de cada variante (as mutações) e seu “fenótipo” (a rapidez com que se espalha) está sendo acelerado no Reino Unido e em outros lugares, mas exigirá um grande esforço multidisciplinar.

Constelações de mutações
A tarefa se torna mais difícil porque várias mutações se acumularam nessas variantes (as chamadas constelações). A variante do Reino Unido, por exemplo, tem 23 mutações separadas, representando um salto evolutivo notável, sem variantes intermediárias conhecidas, como se houvessem “elos perdidos” na cadeia evolutiva.

Embora nem todas as mutações sejam consideradas importantes, o efeito de qualquer mudança individual pode ser alterada pela presença de outras mutações (um efeito chamado epistasia). Isso complica muito os problemas que são descobrir precisamente o que essas alterações fazem e avaliar o risco de novas variantes emergentes apenas a partir dos dados de sequenciamento genético.

Apesar dessas complexidades, uma combinação de análise computacional e experimentos de laboratório rendeu evidências valiosas do efeito dessas mutações. Por exemplo, uma mudança encontrada nas três variantes é a N501Y. O nome se refere a uma alteração na proteína spike, onde o tipo de molécula de aminoácido localizada na posição 501 mudou de asparagina (N) para tirosina (Y).

A posição 501 está no local em que o vírus se liga ao receptor celular (parte da proteína spike se une a um receptor específico (ACE2) nas células do corpo humano) e essa mudança parece fortalecer a ligação entre o patógeno e as células humanas. No entanto, por razões que permanecem obscuras, o efeito da N501Y é muito amplificado quando combinado com outras mutações.

Outras mudanças na proteína spike oferecem ao Sars-CoV-2 alguma proteção contra a resposta imune. Os exemplos incluem a E484K (encontrado nas variantes brasileiras e sul-africanas, mas não na variante do Reino Unido) e uma mutação na variante do Reino Unido em que dois aminoácidos são deletados (del69-70), que é repetidamente encontrada em conjunto com mutações no domínio de ligação ao receptor.

Pressão de seleção
Desafios evolutivos específicos e pressões de seleção que favorecem a sobrevivência de algumas variantes do vírus em detrimento de outras podem estar impulsionando o surgimento de variantes preocupantes. Isso ajudaria a explicar por que eles adquirem várias mutações tão rapidamente, ou por que essas variantes estão começando a surgir agora.

Uma explicação plausível para o aparecimento da variante do Reino Unido é que ela surgiu em uma única pessoa cronicamente infectada com um sistema imunológico enfraquecido que estava sendo tratada com plasma convalescente (anticorpos de um paciente recuperado). Isso teria dado uma grande vantagem a qualquer variante que pudesse resistir aos anticorpos terapêuticos. Mas continua sendo uma teoria.

Uma segunda possibilidade diz respeito ao surgimento da variante brasileira. A atual onda de infecção em Manaus é apenas o mais recente desastre da Covid-19 a atingir essa cidade. Ondas anteriores podem ter levado à infecção de 76% da população. O alto nível de imunidade resultante na população pode ter dado vantagem às mutações na proteína spike.

Embora essas variantes estejam causando preocupação, devemos permanecer confiantes de que as vacinasterão sucesso em acabar com a pandemia e permitir o retorno à normalidade. Atualmente, não há evidências de que as vacinas sejam menos eficazes contra as novas variantes. Embora seja impossível ter certeza se ou como o vírus dará mais saltos evolutivos quando confrontado com as vacinas, as modificações no imunizantes devem garantir que estejamos um passo à frente disso.

*Ed Feil é professor de evolução microbiana na Universidade de Bath, no Reino Unido.

(Texto publicado originalmente em inglês no The Conversation.)


Foto: Jorge Magalhães

Feira de Santana recebeu na manhã desta segunda-feira, 25, 8 mil doses da vacina de Oxford. Com esse quantitativo, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vai estender a imunização contra a Covid-19 para profissionais da Atenção Primária à Saúde – UBS (Unidade Básica de Saúde) e PSF (Programa Saúde da Família), a partir de hoje. 

A vacina será destinada para médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, dentistas, além dos agentes de endemias e comunitários de saúde. 

Até o momento, Feira já recebeu 16.200 doses de vacina contra a Covid-19 – 6 mil doses da CoronaVac; 2.200 através da rede estadual e 8 mil doses da vacina Oxford/AstraZeneca.

A Secretaria de Saúde reforça que a população não procure as unidades de saúde, porque neste momento será vacinado somente o público-alvo da primeira fase – além dos profissionais de saúde, os idosos residentes em asilos e abrigos.


Foto Secom

Bom Dia Feira- Até as 18h deste domingo (24), aeronaves da Polícia Militar (PM) e da Casa Militar do Governador (CMG) distribuirão as 119.500 doses da vacina Astrazeneca/Oxford, contra o novo coronavírus, para cidades da Região Metropolitana de Salvador e do interior do estado. Todas as regiões estão sendo contempladas.


Onze aeronaves, sendo seis aviões e cinco helicópteros, iniciaram as decolagens às 13h30. Os imunizantes chegaram à Bahia, no final da manhã.


“Vamos com força máxima para mais essa etapa da luta contra a covid-19. As vacinas para capital foram escoltadas por via terrestre e o mesmo acontecerá com as doses que foram enviadas para outras cidades”, destacou o secretário da Segurança Pública, Ricardo Mandarino.


Em Feira de Santana, um lote chegou as 15h e outro deve chegar até 17h. 


Foto: Divulgação/ PMFS

Nas últimas 48h, Feira de Santana não registrou nenhum óbito por Covid-19. Até agora, são exatamente 21.580 pacientes curados, índice que representa 94,8% dos casos confirmados. Além disso, foram registrados 76 exames negativos para o vírus e 55 casos positivos.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 55 pacientes internados no município e 667 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde neste domingo (24).

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana
NÚMEROS DESTE DOMINGO
24 de janeiro de 2021

Casos confirmados no dia: 55
Pacientes recuperados no dia: 42
Resultados negativos no dia: 76
Total de pacientes hospitalizados no município: 55
Óbito comunicado no dia: 0

A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 667
Total de casos confirmados no município: 22.762 (Período de 06 de março de 2020 a 24 de janeiro de 2021)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 612
Total de recuperados no município: 21.580
Total de exames negativos: 32.165 (Período de 06 de março de 2020 a 24 de janeiro de 2021)
Aguardando resultado do exame: 641
Total de óbitos: 404

INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS

Total de testes rápidos realizados: 20.998 (Período de 06 de março de 2020 a 22 de janeiro de 2021)
Resultado positivo: 3.722 (Período de 06 de março de 2020 a 22 de janeiro de 2021)
Em isolamento domiciliar: 13
Resultado negativo: 17.276 (Período de 06 de março de 2020 a 22 de janeiro de 2021)

O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).

Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana


Medicamento colchicina reduz o risco de complicações por covid-19, aponta estudoPaciente com covid-19 recebe tratamento com oxigênio em um hospital em Yaba, Lagos, 22 de janeiro de 2021 – AFP

Instoé- Um importante teste clínico mostrou que um medicamento anti-inflamatório chamado colchicina é eficaz no tratamento da covid-19 e reduz o risco de complicações da doença, revelaram médicos no Canadá.

Os resultados do estudo são uma “grande descoberta científica” e fazem da colchicina, medicamento usado no tratamento da gota, “o primeiro medicamento oral do mundo que poderia ser usado para tratar pacientes de covid-19 fora do hospital”, afirmou o Montreal Heart Institute (MHI) em um comunicado publicado na sexta-feira à noite.

Os resultados do estudo mostram que a colchicina reduziu o risco de morte ou hospitalização em pacientes com covid-19 em 21% em comparação com um placebo, disse o instituto.

O estudo foi realizado no Canadá, Estados Unidos, Europa e América do Sul entre uma população de 4.488 pacientes.

A investigação concluiu que em 4.159 desses pacientes, nos quais o diagnóstico de covid-19 foi confirmado por um teste de PCR nasofaríngeo, o uso de colchicina reduziu as hospitalizações em 25%. A necessidade de ventilação mecânica foi reduzida em 50% e as mortes em 44%.

A colchicina é eficaz na prevenção de síndromes inflamatórias perigosas chamadas “tempestades de citocinas” e na redução de complicações associadas à covid-19, explicou Jean-Claude Tardif, diretor do Centro de Pesquisa MHI e pesquisador-chefe deste estudo.

“Temos o prazer de oferecer o primeiro medicamento oral do mundo cujo uso pode ter um impacto significativo na saúde pública e potencialmente prevenir complicações da covid-19 para milhões de pacientes”, disse Tardif.

O estudo foi conduzido entre pacientes de covid-19 que não estavam hospitalizados no momento da inscrição no estudo. Eles também tinham pelo menos um fator de risco para complicações do vírus.

“Este é o maior estudo do mundo testando um medicamento administrado por via oral em pacientes de covid-19 não hospitalizados”, concluiu o instituto.


Foto: Alberto Maraux/SSP/Divulgação

Correio- Uma nova remessa de vacina contra a covid-19 chegou ao Grupamento Aéreo (Graer) da Polícia Militar, no final da manhã deste domingo (24). Os imunizantes da Astrazeneca/Oxford serão distribuídos em Salvador e cidades da Região Meteopolitana e interior nas próximas horas. A Bahia recebeu 119.500 doses da vacina.

Equipes da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e da Saúde recepcionaram os novos lotes e colocaram as doses da vacina em uma sala com refrigeração especial.

A partir das 14h, as vacinas devem começar a ser distribuídas em caminhonetes, helicópteros e aviões para cidades da Bahia. A vacinação acontece no estado, por enquanto, somente com as primeiras vacinas enviadas pelo Instiuto Butantan, a Coronavac, mas agora vai ganhar esse reforço. A estimativa é de que 119,5 mil doses da vacina da Oxford chegariam.

Por enquanto, estão sendo vacinados trabalhadores de saúde que atuam na linha de frente contra a covid, idosos que vivem em abrigos e  indígenas, aldeados e comunidades ribeirinhas (quando houver).

Como a segunda dose da vacina de Oxford pode ser tomada em até 90 dias, dessa vez o Estado vai adotar a estratégia de usar todas as doses que chegaram hoje para vacinar o máximo de pessoas possíveis – com a Coronavac, metade das doses foram guardadas para a segunda aplicação. “Por possuir resposta imunológica precoce  ampla, garantindo que se possa esticar o prazo de aplicação da segunda dose para 90 a 120 dias à frente, isso permitirá que apliquemos todas as doses sem que seja preciso guardar 50%, como ocorreu com a Coronavac”, disse o secretário da Saúde, Fábio Villas-Boas.

Até às 11h deste domingo, 16.631 pessoas haviam sido vacinadas em Salvador. Na Bahia, o balanço do sábado (23) apontava 78,5 mil pessoas já vacinadas com a primeira dose. Todos os 417 municípios baianos já começaram a vacinar.

Como a vacinação vai ocorrer com imunizantes de diferentes laboratórios em todo país, e as indicações de uso são diferentes, o cartão de vacinação é que vai garantir que a segunda dose aplicada seja a mesma que a primeira e no prazo determinado. Caso tenha perdido o cartão, o cidadão receberá  um novo cartão com a indicação de qual vacina contra a covid-19 recebeu.

(Foto: Alberto Maraux/Divulgação/SSP)

Vacina veio da Índia
O novo lote de vacinas chegou da Índia, ontem, após um atraso e dúvidas por alguns dias. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, recebeu o lote em solo brasileiro, ao lado dos ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e das Comunicações, Fábio Faria. Também estavam presentes o embaixador da Índia, Suresh Reddy, e a presidente da Fiocruz, Nisia Trindade. Esta última se juntou ao grupo no Rio de Janeiro.

“A encomenda tecnológica prevê 100 milhões de doses para o primeiro semestre. Essas 2 milhões de doses são apenas o início. É o começo do processo. O objetivo do Ministério da Saúde é a vacinação em massa do povo brasileiro. E isso vai nos colocar, rapidamente, no topo da lista do número de vacinados. Com 8 milhões de doses, nós passaremos a ser o segundo país do ocidente que mais vacinou”, disse Pazuello, em pronunciamento à imprensa na Base Aérea.


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Fundação negocia a importação de um 2º lote do imunizante, diz jornal

Pleno News- A Fiocruz prevê receber a matéria-prima para a produção da vacina de Oxford no Brasil “por volta do dia 8 de fevereiro”, segundo a presidente da fundação, Nísia Trindade Lima. Com isso, a Fiocruz já negocia a importação de um 2º lote do imunizante, enquanto a fabricação nacional não começa.

Na sexta-feira (22), chegaram dois milhões de doses compradas da Índia, já encaminhadas aos estados.

Nísia afirmou que não há atraso no contrato firmado com a AstraZeneca. Também negou que a atuação da equipe diplomática do governo federal tenha prejudicado a entrega.

A nova compra no exterior, porém, ainda está em negociação. Na semana passada, a farmacêutica AstraZeneca, parceira da Universidade de Oxford no desenvolvimento do imunizante, informou à União Europeia que entregaria menos remessas do que o previsto inicialmente, por causa de problemas de produção.

Segundo Nísia, o IFA não poderá ser entregue ainda este mês por causa de um parecer do laboratório chinês. O documento indicou alto risco biológico na produção do insumo, mas ela diz que já está “superado” o problema.

Ao Ministério Público Federal (MPF) esta semana, o Instituto Biomanguinhos, que integra a Fiocruz, informou que o primeiro lote do IFA tinha chegada prevista para 23 de janeiro, mas a confirmação ainda estava pendente. Neste mesmo documento ao MPF, o órgão indica adiamento de fevereiro para março da entrega das primeiras doses produzidas no Brasil ao Ministério da Saúde.

Além do tempo de produção do imunizante a partir do IFA, justificou a Fiocruz ao MPF esta semana, as doses fabricadas nacionalmente precisarão passar por testes de qualidade, que demorarão quase 20 dias.

Está prevista a compra do IFA chinês em dois lotes, com intervalo de duas semanas entre eles. Cada um trará produto suficiente para produzir 7,5 milhões de doses, ao todo, 15 milhões. A produção, porém, pode ser acelerada. A capacidade da Fiocruz de produzir vacinas é maior do que a quantidade a ser importada.

Em março, a Fiocruz produzirá as primeiras doses, ainda com insumo importado. A partir de abril, começará a produzir o IFA. A previsão é fabricar 100,4 milhões de doses até julho. No fim do ano, devem ser produzidos mais 110 milhões.

DISTRIBUIÇÃO
No início da madrugada de sábado (23), as vacinas passaram por conferência e avaliação de temperatura em Bio-Manguinhos. Os servidores do órgão verificaram se as doses estavam em perfeitas condições após a viagem. Pela manhã, foi iniciado o processo de etiquetagem de quatro mil caixas, cada uma tem 50 frascos e 500 doses.

Caminhões com os imunizantes deixaram a sede da fundação, para serem levados aos estados. O Amazonas, que passa por um colapso no seu sistema de saúde por causa do avanço da pandemia, terá prioridade e ficará com 5% do total das doses (132,5 mil). São Paulo receberá 501,9 mil doses.

Em evento, no sábado, alguns cientistas da Fiocruz receberam as primeiras doses da vacina de Oxford no país. O infectologista do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Estevão Portela, foi o primeiro a receber a vacina, junto com a médica pneumologista da Fiocruz, Margareth Dalcolmo. Ambos têm atuado na linha de frente da assistência a pacientes da Covid-19 desde o início da pandemia.

*Estadão


Foto: Marcelo Justo/UOL

Em meio à campanha de vacinação contra o novo coronavírus, ao menos 14 profissionais de saúde se recusaram a receber doses da CoronaVac na cidade do Rio de Janeiro até a tarde de ontem (21). Eles atuam na linha de frente de combate à covid-19 em enfermarias, UTIs e asilos das redes municipal, estadual e privada. Além deles, seis idosos também rejeitaram a aplicação.

“Tivemos alguns casos de recusa antivacinal. Nós [os profissionais da secretaria] tentamos convencer essas pessoas em relação a isso, temos mantido diálogos e explicado sobre a segurança da vacina. Mesmo assim, 14 profissionais de saúde e seis idosos se recusam”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz. Ele não especificou contudo o motivo das negativas.

Segundo o secretário, um possível afastamento de suas funções cabe às diretorias dos hospitais em que esses profissionais trabalham. “A maioria deles sequer é da rede municipal de saúde. Nesse grupo também há pessoas que atuam, por exemplo, nas redes privada e estadual da capital.”

A presidente da Sociedade de Infectologia do Rio de Janeiro, Tânia Vergara, defende que é necessário ouvir cada um dos profissionais antes de qualquer julgamento. Na opinião dela, questões clínicas precisam ser respeitadas, mas eventuais crenças que impedem a vacinação devem ser desfeitas.

“Não temos medicamentos com os quais possamos tratar a covid-19 e a nossa única chance [de combate] é a vacina, que passou por todas as fases de pesquisas e é fabricada por instituições consagradas.”

É necessário saber quais são as razões dessas pessoas para a recusa. A menos que sejam razões clínicas, como o tratamento de outra doença em curso ou o histórico de reações a outras vacinas, não há por quê. É uma lástima [a rejeição]

Tânia Vergara, presidente da Sociedade de Infectologia do Rio

Já o infectologista e professor da UFRJ Edimilson Migowiski teme que decisões desse tipo vindas de profissionais de saúde possam influenciar outras pessoas.

“Se essas pessoas se recusaram a ser vacinadas por questões ideológicas ou religiosas, isso é um absurdo. Mas, isso é muito diferente de uma questão técnica. A pessoa, munida de informações, pode preferir esperar por outra vacina, a da Astrazeneca, por exemplo. Mas, na minha opinião, a melhor vacina é a que está disponível”, afirma.

Lamento a decisão, caso isso tenha ocorrido por questões ideológicas. Estatisticamente, 14 pessoas que se negaram em um universo de milhares de pessoas imunizadas é pouco, um percentual quase desprezível. Não vejo um impacto direto sobre a campanha de vacinação. O que eu vejo é que por serem profissionais da saúde podem influenciar outras pessoas

Edimilson Migowiski, infectologista

O secretário Soranz informou nesta semana, após a recusa dos seis idosos, que fará uma companha de conscientização em prol da vacinação.

Rio: 1º lote deve acabar hoje

A prefeitura espera ter vacinado até o final da tarde de hoje 115 mil pessoas. O número corresponde ao primeiro lote da vacina recebida pela capital fluminense —ao todo, foram encaminhadas 231.840 doses, sendo que cada vacinado toma duas doses com intervalo de algumas semanas.

Na última terça-feira (19), o estado recebeu 488 mil doses que foram divididas pelos 92 municípios.

O número é muito baixo e insuficiente para vacinar todos os profissionais da saúde. Não há previsão para a chegada de uma nova remessa da CoronaVac e não há estimativa de quando idosos e pessoas com comorbidades serão vacinados.

Nesse primeiro lote, foram vacinados trabalhadores da saúde que trabalham na linha de frente contra a covid-19 e idosos em asilos ou abrigos.


Foto: Reprodução

Nas últimas 24h, Feira de Santana não registrou nenhum óbito por Covid-19. Até agora, são exatamente 21.538 pacientes curados, índice que representa 94,8% dos casos confirmados. O Além disso, foram registrados 80 exames negativos para o vírus e 88 casos positivos.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 56 pacientes internados no município e 764 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde neste sábado (23).

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana
NÚMEROS DESTE SÁBADO
23 de janeiro de 2021

Casos confirmados no dia: 88
Pacientes recuperados no dia: 40
Resultados negativos no dia: 80
Total de pacientes hospitalizados no município: 55
Óbito comunicado no dia: 0

A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 764
Total de casos confirmados no município: 22.707 (Período de 06 de março de 2020 a 23 de janeiro de 2021)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 709
Total de recuperados no município: 21.538
Total de exames negativos: 32.089(Período de 06 de março de 2020 a 23 de janeiro de 2021)
Aguardando resultado do exame: 772
Total de óbitos: 404

INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS

Total de testes rápidos realizados: 20.998 (Período de 06 de março de 2020 a 22 de janeiro de 2021)
Resultado positivo: 3.722 (Período de 06 de março de 2020 a 22 de janeiro de 2021)
Em isolamento domiciliar: 13
Resultado negativo: 17.276 (Período de 06 de março de 2020 a 22 de janeiro de 2021)

O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).

Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana


Imunizantes agora serão distribuídos para o resto do país para a imunização

Foto: Reprodução

Pleno News- A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) liberou na tarde deste sábado (23), por volta das 14h, as doses da vacina contra a Covid-19 produzidas pela Universidade de Oxford, com parceria do laboratório AstraZeneca, para serem entregues ao Ministério da Saúde e, em seguida, distribuídas aos estados.

A carga da vacina que veio da Índia, com 2 milhões de doses produzidas pelo instituto indiano Serum, foi analisada desde a madrugada deste sábado em um procedimento que é uma exigência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que os imunizantes sejam aplicados.

À noite, após a longa viagem da Índia para o Brasil, as vacinas passaram por uma avaliação de temperatura para verificar se estavam nas condições perfeitas. Já pela manhã, as caixas foram etiquetadas. Cada uma delas tem 50 frascos e 500 doses de vacina.

Nas primeiras horas deste sábado (23), o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz) coletou amostras para análise de protocolo e liberação do produto para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) distribuí-la pelo país.

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