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Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) aponta que a contaminação pela Covid-19 se de pessoa para pessoa. Portanto, objetos não contribuem para a propagação da Covid-19, segundo o estudo divulgado na última sexta-feira (9) pelo portal Achei Sudoeste.

De acordo com a publicação, a pesquisa teve início no dia 1º de junho do ano passado, período em que a pandemia apresentou crescimento na curva epidemiológica.

Os pesquisadores utilizaram o método o RT-qPCR, no intuito de compreender o papel do meio ambiente na disseminação da doença. Para chegar aos resultados foi investigada a presença do SARS-CoV-2 nas frentes de máscaras, telefones celulares, dinheiro de papel, moedas, máquinas de cartão, esgoto, ar e nas roupas de cama de pacientes testados positivos no Hospital Eurico Dutra, em Barreiras, na Bacia do Rio Grande – a unidade hospitalar é referência no atendimento ao novo coronavírus.

Informações: Bahia Notícias

Foto: Marcelo Seabra


Ainda não é possível prever a duração da proteção das vacinas contra a Covid-19. — Foto: Getty Images/BBC

Ainda não é possível prever a duração da proteção das vacinas contra a Covid-19. — Foto: Getty Images/BBC 

Apesar do aumento na oferta de vacinas contra a Covid-19, ainda há uma importante pergunta que aguarda resposta: quanto tempo dura a imunidade produzida pela vacina? Especialistas ouvidos pelo G1afirmam que ainda não é possível prever, mas tudo indica que essa imunidade não será breve e, em um dos cenários possível, talvez a imunização contra o novo coronavírus passe a integrar as campanhas anuais. 

“A vacina surgiu em meio a uma emergência sanitária e ainda estamos aprendendo e observando o tempo de duração do efeito protetivo”, explica Rodrigo Stabeli, pesquisador titular e diretor da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de São Paulo. 

Segundo ele, o processo de vacinação contra a Covid ainda é muito recente e não deu tempo para que os cientistas pudessem observar os efeitos e a eficácia da vacina a longo prazo. 

Em 8 de dezembro de 2020, o Reino Unido se tornou o primeiro país no globo a aplicar doses da vacina Pfizer/Biotec na população. De acordo com o levantamento feito pelo projeto Our World in Data, da Universidade de Oxford, o mundo já conta com aproximadamente 399 milhões de pessoas vacinadas.

“É o tempo que vai dizer isso”, afirma Carla Domingues, doutora em saúde pública com especialização na Universidade Johns Hopkins e na Universidade do Sul da Flórida, ambas nos EUA. Domingues acumulou anos de experiência em vacinas ao ser coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde entre 2011 e 2019. 

“É importante dizer que essa não é uma peculiaridade da vacina da Covid. É assim com todas”, explica Domingues. “A vacina da meningite é o exemplo completo. Quando a vacina foi introduzida, nós também não tínhamos esses dados. São os estudos vindos com o tempo que vão nos dizer isso. Toda vacina passou por isso”, completa. 

Os pesquisadores não excluem a possibilidade de ser necessário aplicar reforços vacinais para aumentar a proteção contra a Covid e as suas diferentes mutações. 

“Pode ser que a gente tenha que fazer um portfólio de vacinação anual, assim como fazemos com a gripe”, comenta Stabeli. “Isso significa que não conseguimos erradicar o vírus da Influenza – causador da gripe. Mas, com a vacina, podemos conter a disseminação da doença”, completa. 

“É preciso acabar com a pandemia”

“O que precisamos fazer agora é acabar com a pandemia”, aponta Stabeli, que esteve à frente de estudo com anticorpos para a produção de uma vacina contra a Covid. Ele defende que, ainda que não seja possível estimar a duração da imunidade, é preciso promover a imunização em larga escala para conter o avanço do vírus. 

Pesquisadores brasileiros desenvolvem teste que identifica cepas do coronavírus 

“Há uma urgência dos cientistas brasileiros em promover a imunização de toda a população, sem distinção. Isso é necessário para que não haja novas linhagens do vírus que sejam imunes às vacinas já existentes”, afirma Stabeli. “Se a gente perde essa estratégia de imunização, a gente aumenta as chances de ter cepas que escapem totalmente das vacinas disponíveis no mercado”, completa. 

A cepa é uma variante ou um grupo de variantes dentro de uma linhagem que já se comportam um pouco diferente do vírus original. As cepas circulantes do vírus podem ser de linhagens diferentes (por exemplo, as do Brasil, da África do Sul e do Reino Unido). 

Devido à baixa cobertura vacinal contra a Covid no Brasil, os especialistas avaliam que ainda não é o momento de abandonar as medidas de segurança sanitária. Na sexta-feira (9), o percentual da população brasileira que tomou a segunda dose da vacina era de apenas 3%. 

“Nesse momento, para evitar a circulação de novas cepas, precisamos diminuir a circulação do vírus. Isso só será possível com a vacinação rápida e elevada ou diminuindo aglomerações. Neste momento, como não temos vacina, a forma de evitarmos as mutações do vírus é evitando aglomerações”, defende Domingues. 

Observação em tempo real

Um estudo publicado no periódico científico The New England Journal of Medicine na terça-feira (6) mostrou que a vacina fabricada pela Moderna conseguiu manter eficácia de 94% na prevenção do Covid-19 seis meses após a aplicação da segunda dose. 

Para o estudo, 33 pessoas de diferentes idades tiveram acompanhamento médico por 180 dias após a aplicação da segunda dose. Os pesquisadores afirmaram que o grupo continuará a ser observado para a coleta de dados.

“A atividade dos anticorpos permaneceu alta em todas as faixas etárias”, disseram os pesquisadores à Reuters. 

A vacina mRNA 1273 – da Moderna – é feita como RNA mensageiro (mRNA), capaz de codificar a proteína S da coroa do vírus e induzir a proteção natural do corpo. Ela precisa ser armazenada em temperaturas baixas, inferiores a -20ºC (veja mais no vídeo abaixo).

Que vacina é essa? Moderna

Que vacina é essa? Moderna 

Em abril, Pfizer Inc e a parceira BioNTech também anunciaram que sua vacina permaneceu altamente eficaz por pelo menos seis meses. 

Em ambos os casos, os participantes vacinados continuarão a ser acompanhados por uma equipe médica para analisar a duração da imunidade dos anticorpos pelos próximos seis meses.

Informações Bem Estar G1


Foto: Divulgação/Secom

A Prefeitura de Feira de Santana, através da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou nesta sexta-feira (09) a relação atualizada do número de casos de Covid-19 por bairros e localidades. O SIM é o bairro com o maior número, com 1.776 casos confirmados.


O Tomba é o segundo nesta relação, com 1.578. As informações são da Prefeitura Municipal, por meio da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).


Nas localidades que apresentam maior número de pessoas contaminadas pelo vírus, a Prefeitura tem intensificado as ações.


A relação de casos da Covid-19 por bairros e localidades foi elaborada pela Vigilância Epidemiológica conforme informações passadas pelos próprios pacientes, inclusive em relação a denominação das localidades. Confira no link abaixo o arquivo com os dados completos:


Nas últimas 24h, Feira de Santana registrou mais 369 pacientes recuperados da Covid-19 e atingiu a marca de 28.400 curados da doença, índice que representa 88,1% dos casos confirmados. Enquanto isso, 227 exames foram negativos e 183 positivos.


O boletim epidemiológico contabiliza ainda 132 pacientes internados no município e 3.258 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. O informativo também confirma mais uma morte, ocorrida no dia 06 de abril. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta sexta-feira (09).

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana
NÚMEROS DESTA SEXTA-FEIRA
09 de abril de 2021

Casos confirmados no dia: 183
Pacientes recuperados no dia: 369
Resultados negativos no dia: 227
Total de pacientes hospitalizados no município: 132
Óbito comunicado no dia: 1
Data do óbito: 06/04

A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 3.258
Total de casos confirmados no município: 32.232 (Período de 06 de março de 2020 a 09 de abril de 2021)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 3.126
Total de recuperados no município: 28.400
Total de exames negativos: 44.591 (Período de 06 de março de 2020 a 09 de abril de 2021)
Aguardando resultado do exame: 841
Total de óbitos: 574

INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS

Total de testes rápidos realizados: 24.652 (Período de 06 de março de 2020 a 09 de abril de 2021)
Resultado positivo: 4.690 (Período de 06 de março de 2020 a 09 de abril de 2021)
Em isolamento domiciliar: 27
Resultado negativo: 19.962 (Período de 06 de março de 2020 a 09 de abril de 2021)

O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).


Profissional de saúde prepara dose da vacina da AstraZeneca contra Covid-19
Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters

Após semanas de especulação sobre se a vacina da Oxford-AstraZeneca – que está sendo usada no Brasil – pode estar ligada a dezenas de casos de coágulos sanguíneos relatados na Europa, as autoridades europeias anunciaram que há, sim, uma possível ligação.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) não mudou sua orientação sobre o uso da vacina, sustentando que os benefícios gerais ainda superam os riscos, mas alguns países europeus estão restringindo o uso a pessoas mais velhas.

No mesmo dia, as autoridades do Reino Unido também confirmaram a ligação e enfatizaram que os benefícios da vacina AstraZeneca superavam o risco geral, mas adotaram uma ação diferente ao estimular que pessoas com menos de 30 anos recebessem vacinas diferentes, se disponíveis.

Os reguladores esclareceram algumas questões sobre o imunizante da AstraZeneca, mas também levantaram outras dúvidas. Aqui estão as respostas para algumas delas.

Quais são os riscos de tomar a vacina AstraZeneca?

A EMA concluiu na quarta-feira que a vacina causou uma combinação incomum de coágulos sanguíneos em dezenas de pessoas com contagens baixas de plaquetas. O órgão de saúde europeu analisou 62 casos de trombose do seio venoso cerebral (CVST), que são coágulos nos seios da face que drenam o sangue do cérebro, e 24 casos de trombose da veia esplâncnica, ou coagulação no abdômen. Foram estudadas apenas pessoas que receberam a injeção em 22 de março. 

Desses casos escolhidos para estudo, 18 foram fatais em uma área onde cerca de 25 milhões de pessoas haviam recebido a vacina AstraZeneca naquele momento.

A EMA disse que esses eventos graves de coagulação sanguínea foram relatados a uma taxa de cerca de 1 em 100 mil. Sem dados de idade e sexo, não se sabe se o risco é maior ou menor para grupos específicos. A taxa geral também pode mudar para cima ou para baixo à medida que mais pessoas são vacinadas e mais dados aparecem.

No Reino Unido, houve relatos de 79 coágulos sanguíneos graves em pacientes com contagens baixas de plaquetas no sangue. Dezenove dessas pessoas morreram em 31 de março, disse a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA). Algumas dessas mortes podem já ter sido calculadas na análise anterior da EMA.

Geralmente, os casos de coagulação do sangue em pacientes com baixa contagem de plaquetas têm um risco geral de aproximadamente 1 em 250 mil, considerando que cerca de 20 milhões de pessoas receberam a vacina AstraZeneca no Reino Unido. 

Outra informação relevante é que os coágulos parecem estar aparecendo em maior número em pessoas mais jovens e mulheres. Por isso, é possível que o risco seja maior nesse grupo, mas ainda não há conclusões certeiras.

Os coágulos são mais comuns nas mulheres?

O número de coágulos sanguíneos relatados é relativamente pequeno, e os dados sobre eles são limitados, por isso é difícil tirar qualquer conclusão sobre quem tem maior probabilidade de sofrer os efeitos colaterais.

A presidente do comitê de segurança da EMA, Sabine Straus, disse que, até agora, a maioria dos casos ocorreu entre mulheres com menos de 60 anos, mas advertiu que a agência não tinha dados suficientes com base em idade e sexo para ter certeza sobre qual o perfil de específico de risco.

A agência não pode ter certeza, por exemplo, se o maior caso de mulheres enfrentando esses eventos de coagulação pode estar acontecendo simplesmente porque mais mulheres estão sendo vacinadas. Mas a agência também não descartou a possibilidade de que elas corram maior risco. 

Os reguladores do Reino Unido disseram algo semelhante. Dos 79 casos documentados, 51 eram de mulheres e 28 de homens. Porém, mais mulheres foram vacinadas. As autoridades não apresentaram dados na quarta-feira sobre o que acham que pode ser a incidência de coagulação nas mulheres.

Quando diz que os benefícios superam os riscos, a EMA analisa o quadro geral, agrupando todos, independentemente da idade ou do sexo.

Straus admitiu, quando questionada por jornalistas na quarta-feira, que a EMA não tinha dados para entender até que ponto os benefícios ainda poderiam superar os riscos para grupos específicos, como para mulheres ou grupos de pessoas jovens.

As mulheres são mais predispostas a certos eventos de coagulação, como CVST, do que os homens, portanto, uma questão para análise posterior é se as mulheres em particular estão experimentando esses eventos de coagulação com uma incidência maior do que o normal.

Informações: CNN Brasil


Trabalhadores da saúde podem ser vacinados contra a Covid em dez Unidades Básicas de Saúde neste sábado, 10. A vacinação vai ocorrer das 8h às 12h, por ordem de chegada, sem a necessidade do agendamento. 

Para ser vacinado é necessário comprovar o vínculo de trabalho em instituição de saúde, apresentando algum documento. Os autônomos devem levar uma autodeclaração que comprovem sua atuação na área ou recibo da declaração do imposto de renda.

Além disso, outros documentos como identidade original com foto, CPF e comprovante de residência também são essenciais. 

São considerados trabalhadores da saúde aquelas pessoas que atuam em clínicas, consultórios e entre outros locais que oferecem serviços de saúde. 

Confira os locais da vacinação: 

UBS Cassa 
UBS Caseb 1
UBS Caseb 2
UBS Baraúnas
UBS Irmã Dulce
UBS Mangabeira
UBS Serraria Brasil
UBS Jardim Cruzeiro
UBS Dispensário Santana
UBS CSU (Centro Social Urbano)

Secom


Foto: Izinaldo Barreto

Segue das 20h às 5h o Toque de Recolher, que restringe a locomoção noturna em Feira de Santana. Continua também em vigor o lockdown, que permite apenas o funcionamento dos serviços essenciais no final de semana.  O decreto que determina as medidas foi publicado no Diário Oficial Eletrônico, no último domingo, 4.

Durante a noite podem sair às ruas apenas aqueles que necessitam comprar medicamentos ou situações que fique comprovada urgência.

Os serviços de entrega em domicílio para farmácias e materiais de construção está permitido. Já os de alimentação podem funcionar até as 00h.

Continua proibida a venda de bebidas alcóolicas em quaisquer estabelecimentos, inclusive por sistema de entrega em domicílio (delivery) durante o final de semana.

As atividades desenvolvidas nas feiras livres estão permitidas até as 14h, e no Centro de Abastecimento deverão encerrar às 15 horas. As casas lotéricas estão autorizadas a funcionar, neste sábado, 10, até as 12h.

Culto, celebrações e eventos religiosos estão permitidos até as 19h30, em respeito à liberdade de culto, desde que garantidos o distanciamento e demais restrições estabelecidas nos protocolos de medidas sanitárias em vigor. 

A restrição de locomoção noturna não atinge servidores ou colaboradores, no desempenho de suas funções em unidades públicas ou privadas de saúde, segurança, transporte coletivo, terminal rodoviário, limpeza pública e manutenção urbana.

As medidas são estratégias da Prefeitura de Feira para conter o avanço da Covid-19. As operações de fiscalização envolvem órgãos da administração municipal e segurança pública.

Secom


A aplicação da primeira dose da vacina contra a Covid-19 em Feira de Santana volta a ser realizada nesta sexta, 09. Os idosos com 62 anos ou mais já podem agendar a vacinação na unidade de saúde mais próxima. A marcação permanece de acordo com a data de nascimento.

Quem nasceu entre 1º de janeiro a 30 de junho devem fazer o agendamento pela manhã, nas unidades de saúde. Os nascidos de 1º de julho a 31 de dezembro, no turno da tarde.

A ampliação da faixa etária só foi possível devido a chegada de mais vacina. Foram 12.760 doses recebidas pela Rede de Frio da Secretaria Municipal de Saúde ontem (08).

Estas vacinas já têm destino certo: serão 3.710 para serem utilizadas na aplicação da primeira dose em idosos (593), quilombolas (1.374) e trabalhadores de saúde (1.743). Outras 9.050 serão destinadas à segunda dose dos profissionais de saúde (1.177) e idosos (7.873), que vão completar o esquema de vacinação.

A Secretaria de Saúde faz um alerta para aqueles que ainda não agendaram a segunda dose. É que a eficácia da imunização fica comprometida se não completar o esquema de vacinação. Neste momento crítico que é a pandemia da Covid-19, a vacina pode reduzir as chances de agravamento da doença, por isso é tão importante receber as duas aplicações.

Secom

Foto: Jorge Magalhães


Uso de pulmão artificial não faz parte do SUS e nem é coberto por maioria dos planos, mas foi o que salvou a vida de Alcimei Silva

Paulo Gustavo está respirando com pulmão artificial desde o fim de semana

“Poder voltar para casa, encontrar a esposa e filhos trouxe uma sensação inexplicável, é como se estivesse tendo uma segunda chance para ser melhor pai, melhor esposo, melhor filho! Como diz a canção: “Melhores em tudo”, é dessa forma que Alcimei Carvalho da Silva fala da sua cura da covid-19. Assim como o ator Paulo Gustavo, ele precisou usar um pulmão artificial para ajudar na recuperação.

Aos 36 anos, o coordenador de controladoria de uma empresa de produtos pet, em Jaú, no interior de São Paulo, descobriu a doença em janeiro.https://cc3b4ee5d897b0e7090f4cff2d117ccf.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html?n=0

A covid começou sem sintomas pesados, mas logo ficou grave e ele foi internado na Santa Casa da cidade. Porém, precisou ser transferido para a capital, onde ficou internado no Hospital Nove de Julho.

Alcimei ficou internado 40 dias no hospital

“Em uma operação envolvendo alto risco de morte, em um cenário que mais parecia cena de filme, com transporte aéreo em avião com UTI, fui transferido para São Paulo. Já na transferência foi necessário o uso ECMO, uma vez que meus pulmões dependiam 100% da ajuda de aparelho”, lembra Alcimei.

A indicação para usar o procedimento chamado ECMO (oxigenação por membrana extracorpórea) é exatamente para casos mais graves, quando não existem outras formas de tratamento. 

A taxa de sucesso da recuperação de pacientes que passam por esse tipo de tratamento chega a 80%.

O ator Paulo Gustavo respira com ajuda do ECMO desde o último fim de semana e vem apresentando melhoras clínicas, de acordo com os últimos boletins médicos. 

De acordo com o cirurgião-vascular Diego Gaia, coordenador de ECMO no Hospital Santa Catarina, em São Paulo, o tratamento é positivo.

“Usamos quando a ventilação mecânica já falhou. Se o paciente não for conectado no ECMO a chance de sobreviver é próxima a zero. Os registros internacionais mostram uma recuperação de 50 a 80% de sucesso. Então o paciente sai de zero, ou próximo disso, para até 80% de chance de viver”, diz o médico.

Mesmo com alto índice de resposta positiva, a tecnologia não está disponível no SUS (Sistema Único de Saúde).

De acordo com o Ministério da Saúde, os estados e Municípios podem usar técnica, mas sem reembolso do governo federal.

Em 2015, chegou a ter um pedido para incorporar no SUS o tratamento, mas foi negado pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias).

A terapia também não faz parte dos procedimentos classificados no rol de cobertura da ANS (Agência Nacional de Saúde) como obrigatórios aos planos de saúde.

O tratamento é caro, só a membrana custa entre R$ 40 mil e R$ 50 mil e tem a durabilidade de 20 a 30 dias. Quando os pacientes usam o ECMO por um longo período, é necessário trocar a membrana.

O médico do Hospital Santa Catarina conta que com a gravidade da covid, os hospitais estão conseguindo junto aos planos de saúde a liberação do tratamento.

“Mesmo sendo um procedimento que não está no rol da ANS como obrigatório, nós estamos conseguindo provar a necessidade em casos de covid e temos conseguido a liberação de alguns planos de saúde, e a família não arca com custos tão altos”, afirma Gaia.

Como o paciente respira com pulmão artificial?

A ECMO é um tratamento que acontece há mais de 15 anos e é usado por pacientes que apresentam inflamações graves nos pulmões e no coração. O médico explica como é o funcionamento da máquina:

Sangue sai do doente é oxigenado por máquina e volta

“O aparelho retira o sangue do paciente sem oxigênio e com muito gás carbônico com um tubo na virilha do paciente. A máquina faz a troca do gás carbônico pelo oxigênio e devolve o sangue pelo pescoço rico em oxigênio. O aparelho vai respirar pelo paciente”, ensina Gaia. E completa:

“É uma máquina que pode fazer tanto as funções do pulmão quanto do coração. Quando o paciente está em ECMO, ele pode ser desligado do respirador. Com isso, ganha um tempo para o pulmão se recuperar da infecção pela covid e então voltar a respirar sozinho”, conta.

Quanto tempo o pulmão artificial pode ser usado?

Os pacientes não têm um limite de tempo para usar a máquina, mas o especialista alerta que quanto mais a pessoa respirar com ajuda do pulmão artificial, maiores são os riscos.

“O tempo de tratamento médio é de 10 a 15 dias, mas já tive pacientes que ficou quase 60 dias no aparelho. O que aumenta os riscos, para evitar trombose e coágulos, o paciente recebe anticoagulante na veia. Quanto mais tempo o paciente recebe esse medicamento, maiores são as de sangramento e infecção”, alerta Diego Gaia.

Alcimei foi recebido com festa no trabalho 

No caso de Alcimei, o pulmão artificial foi usado por dez dias. No total, foram 40 dias de internação, sendo 30 em UTI — deste tempo, 25 dias com intubação.

Ele perdeu 20 quilos e tem passado por recuperação intensa com ajuda de fisioterapeutas.

Na última segunda-feira, Alcimei voltou ao trabalho e foi recebido com festa pelos companheiros da empresa. 

Para agradecer ao médico que ajudou a salvar sua vida, mandou um vídeo dele tocando saxofone, na banda de louvor, da qual ele faz parte. É a prova de que os pulmões voltaram a funcionar bem. 

“Fiz o vídeo no domingo e enviei para o médico. Tenho por certo que sou a prova viva de que Deus opera milagres, pois eu já estava condenado à morte pela ótica humana e hoje estou aqui para testemunhar que Deus é bom o tempo todo”, agradeceu Alcimei.

Em resposta ao R7, a Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde) explicou que a adoção da terapia ECMO é mais uma opção dentre uma série de tratamentos que estão sendo testados no combate à covid-19.

É um tratamento ainda muito restrito e não consta no rol de procedimentos da ANS, cuja avaliação é estritamente técnica para a incorporação de novas tecnologias com objetivo de garantir a segurança clínica do paciente e a sustentabilidade e higidez do sistema de saúde.

Informações R7


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 9 a 2, que prefeitos e governadores podem proibir a realização presencial de missas e cultos em um esforço para evitar a propagação da covid-19 no país. O julgamento, concluído nesta quinta-feira (8), foi marcado por duros recados dos magistrados ao governo do presidente Jair Bolsonaro e por defesas enfáticas da ciência e de medidas de isolamento social no combate à pandemia.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 9 a 2, que prefeitos e governadores podem proibir a realização presencial de missas e cultos em um esforço para evitar a propagação da covid-19 no país. O julgamento, concluído nesta quinta-feira (8), foi marcado por duros recados dos magistrados ao governo do presidente Jair Bolsonaro e por defesas enfáticas da ciência e de medidas de isolamento social no combate à pandemia.

A discussão girou em torno de uma ação do PSD contra um decreto editado pelo governador João Doria (PSDB), que proibiu a realização de missas e cultos nas fases mais restritivas do plano de combate à covid-19. O entendimento firmado pelo tribunal deve ser aplicado agora em todo o país.

‘ALENTO ESPIRITUAL’
Em seu discurso de defesa da reabertura de igrejas e templos, Nunes Marques destacou que o confinamento é importante “mas também pode matar” se não houver um “alento espiritual”. O indicado ao cargo por Bolsonaro afirmou que a abertura de igrejas e templos “pode ajudar o crente a se sentir mentalmente aliviado”.

– A Constituição protege a todos. Se o cidadão brasileiro quiser ir a seu templo, igreja, ou estabelecimento religioso para orar, rezar pedir, inclusive pela saúde do próximo, ele tem direito a isso. Dentro de limites sanitários rigorosos. É a Constituição que lhe franqueia esta possibilidade. Para quem não crê em Deus, isso talvez não tenha lá muita importância. Mas para a grande maioria dos brasileiros, tal direito é relevante – disse Nunes Marques.

Informações: Estadão

Foto: Fellipe Sampaio

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