Foto: Thiago PaixãoCerca de três mil idosos ainda não compareceram à UBS
Em Feira de Santana, cerca de três mil idosos não compareceram às unidades de saúde, dentro do prazo recomendado, para tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19.
Isso tem atrasado a vacinação de outros interessados, que poderiam ser contemplados com o imunizante, além de gerar aglomerações nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) chama a atenção dessas pessoas para que obedeçam o prazo estabelecido. A vacina pode reduzir as chances de agravamento da doença, por isso é tão importante receber as duas doses, para assegurar a sua eficácia.
ONDE TOMAR
Vale salientar que as doses contra a Covid-19 estão distribuídas em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), uma vez que as Unidades de Saúde da Família (USF) estarão vacinando apenas contra a gripe Influenza.
Sendo assim, aqueles que foram agendados para tomar a segunda dose nas Unidades de Saúde da Família (USFs) devem fazer um novo agendamento na UBS mais próxima. Caso tenha vacina disponível no local, ela poderá ser aplicada.
Nas últimas 24h, Feira de Santana registrou mais 135 pacientes recuperados da Covid-19 e atingiu a marca de 28.589 curados da doença, índice que representa 86,8% dos casos confirmados. Enquanto isso, 280 exames foram negativos e 81 positivos.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 124 pacientes internados no município e 3.750 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. O informativo também confirma mais duas mortes – os óbitos mencionados não são referentes a data de hoje e sim de dias anteriores. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta quarta-feira (14).
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTA QUARTA-FEIRA 14 de abril de 2021
Casos confirmados no dia: 81 Pacientes recuperados no dia: 135 Resultados negativos no dia: 280 Total de pacientes hospitalizados no município: 124 Óbitos comunicados no dia: 2 Datas dos óbitos: 28/07/2020 e 03/04/2021
A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 3.750 Total de casos confirmados no município: 32.931 (Período de 06 de março de 2020 a 14 de abril de 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 3.626 Total de recuperados no município: 28.589 Total de exames negativos: 45.153 (Período de 06 de março de 2020 a 14 de abril de 2021) Aguardando resultado do exame: 682 Total de óbitos: 592
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 24.664 (Período de 06 de março de 2020 a 14 de abril de 2021) Resultado positivo: 4.694 (Período de 06 de março de 2020 a 14 de abril de 2021) Em isolamento domiciliar: 20 Resultado negativo: 19.970 (Período de 06 de março de 2020 a 14 de abril de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
O Brasil está na 9ª posição na aplicação de doses da vacina contra a Covid-19, considerando o número de doses a cada 100 habitantes, quando comparado com os demais países que formam o G20, grupo das 20 maiores economias do mundo.
No ranking, atualizado nesta quarta-feira (14), o país está em 9º lugar, com 15,27 doses aplicadas a cada 100 habitantes. O Reino Unido está em primeiro lugar, com 59,08 doses aplicadas a cada 100 pessoas.
Os Estados Unidos estão em 2º lugar (57,49), seguido pela Alemanha (22,97), Canadá (22,79) e Turquia (22,60). A Itália fica em 6º lugar, com 22,47 doses a cada 100 habitantes, seguida pela França (21,86) e Arábia Saudita (18,67).
Foto: CNN
Ainda considerando os países que compõem o G20, porém analisando os números absolutos, o Brasil fica em 5º lugar no ranking. Com mais de 32 milhões de doses já aplicadas até esta terça-feira (13), o Brasil segue atrás dos Estados Unidos, China, Índia e Reino Unido.
Os dados foram compilados pela Agência CNN com informações das secretarias estaduais de Saúde e do site Our World in Data, ligado à Universidade de Oxford, no Reino Unido.
A pesquisa avaliou a relação entre isolamento social, medida pelo índice de mobilidade do Google, e o número de óbitos por Covid-19
Um artigo publicado na revista Scientific Reports, do grupo Nature, por pesquisadores da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) teve repercussão internacional recentemente ao afirmar que o lockdown não diminuiu o número de mortes por Covid-19 em diversos países do mundo, incluindo o Brasil.
A pesquisa avaliou a relação entre isolamento social, medida pelo índice de mobilidade do Google, e o número de óbitos por Covid-19 e não encontrou diferença significativa. Em outras palavras, comparando os lugares onde as pessoas passaram mais tempo em casa e aqueles que não o fizeram, o número de mortes de Covid por milhão de habitantes foi o mesmo
No entanto, existem evidências, dentro e fora do Brasil, de como o fechamento de serviços diminui o número de casos e óbitos drasticamente. São os casos de Araraquara, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, que decidiram adotar lockdown entre fevereiro e março como forma de tentar frear a disseminação da Covid-19.
Os dados foram coletados de fevereiro a agosto de 2020 em 87 locais diferentes: 51 países, 27 estados e seis capitais no Brasil (Manaus, Fortaleza, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre) e três grandes cidades de outros países (Tóquio, Berlim e Nova York).
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A associação entre isolamento social e redução de óbitos nas áreas estudadas não foi significativa para mais de 98% delas. E em apenas 63 (1,6%) amostras do total de 3.741 combinações foi encontrada uma diferença significativa.
Após a publicação do artigo, pesquisadores que refizeram os cálculos enviaram comentários para a Scientific Reports, que aguarda a tréplica dos autores. Carlos Góes, pesquisador do departamento de economia da Universidade da Califórnia, em San Diego, escreveu uma resposta ao estudo que, segundo ele, tem um erro matemático.
“O cálculo feito é uma média ponderada entre as duas cidades, ou seja, para cada região foi calculada a associação entre ficar em casa e número de mortes com pesos diferentes [por ter ou não lockdown], e não uma diferença. Pode ser que você tenha uma cidade com correlação positiva e negativa em outra –na média, a diferença é zero”, diz.
“Os dados são por definição limitados. Como foram inseridos apenas dados de áreas residenciais do Google, e as pessoas normalmente passam de 12 a 16 horas em casa, os autores alegam que não encontraram um benefício em ficar em casa, mas nós achamos que eles não teriam encontrado mesmo quando há benefício devido aos dados utilizados”, explica Gideon Meyerowitz-Katz, epidemiologista da Universidade de Wollongong (Austrália) e autor da primeira revisão do estudo. Além disso, Meyerowitz-Katz afirma que ao comparar as duas variáveis- ficar em casa e número de mortes por Covid-19-, os autores não levam em consideração o fator tempo, que foi determinante durante toda a pandemia, uma vez que quanto pior a situação da Covid em uma região, mais restritivas são as medidas de contenção do vírus.
Para Paulo Inácio Prado, professor do Instituto de Biociências da USP e membro do Observatório Covid-19 BR, os dados utilizados não sustentam a conclusão encontrada. “O artigo comete um erro comum, que é usar a incapacidade dos autores em encontrar provas como se fosse uma prova contra o isolamento”, diz.
Lorena Barberia, pesquisadora do departamento de ciência política da USP e também integrante do Observatório Covid-19 BR, afirma que nem todos os países que adotaram medidas de distanciamento social podem ser classificados como países que decretaram lockdown, termo que se refere a um pacote complexo de medidas, e não houve muitos casos “verdadeiros” de lockdown em todo o mundo.
“Um caso que chama atenção especial é Manaus, que os autores classificaram como um local em que houve controle da pandemia, mas não houve adoção de medidas de restrição importantes nesta cidade”, explica. Além disso, o estudo misturou dados de países, estados e cidades, e as medidas adotadas nas três esferas são diferentes. “Os impactos da falta de coordenação entre os três níveis são relevantes, uma vez que a população não sabe quais medidas seguir ou não”, diz. Um exemplo recente é Bauru, no interior de São Paulo, que no início de março ignorou a decisão do governo estadual de fase vermelha e decidiu manter o comércio aberto.
Os autores reconheceram a limitação do estudo em utilizar o índice de mobilidade do Google como indicador de ficar em casa, por ser uma amostra enviesada –apenas usuários de celulares com a opção de localização ligada o tempo todo foram incluídos na análise.
A Folha contatou Ricardo Savaris, primeiro autor do artigo, e requisitou uma entrevista, mas ele preferiu não concedê-la. Questionado sobre as conclusões, Savaris disse que sua pesquisa não conseguiu relacionar a política de ficar em casa à redução de mortes por Covid.
Ainda segundo o autor, nunca foi mencionado que o estudo era sobre lockdown, embora fossem incluídos dados de regiões que fizeram lockdown no período mencionado, como o Reino Unido. Em relação aos questionamentos matemáticos, Savaris preferiu não explicar a metodologia.
Por fim, o autor disse que “os questionamentos enviados para os editores da Scientific Reports foram respondidos adequadamente e que não retiram a veracidade dos dados publicados”.
O corpo editorial da Scientific Reports disse à Folha que os editores da revista estão atentos aos questionamentos levantados sobre a metodologia e conclusões do artigo e que é esperada uma decisão nos próximos dias do conselho editorial do periódico.
“Uma nota editorial foi acrescentada ao artigo para alertar os leitores sobre as críticas levantadas enquanto os questionamentos estão sendo avaliados. Nós conduzimos todo o processo editorial e de comunicação com os autores de maneira sigilosa, e não podemos divulgar mais detalhes sobre o caso”, disse Anne Korn, porta-voz da revista.
Durante a pandemia, proliferaram artigos científicos, alguns sérios e produzidos com rigor científico, outros com problemas metodológicos, que ajudaram a criar uma confusão tanto para o grande público quanto para os governantes sobre as medidas de proteção a serem tomadas, incluindo o uso de tratamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19.
Diante de uma nova doença, é natural que surjam estudos em todo o mundo que busquem explicar e trazer o maior número de evidências para um tratamento ou medida combativa possível. Mas comparar estudos controlados randomizados e duplo-cegos (padrão-ouro do ensaio clínico) com relatos de casos, estudos de coorte ou até mesmo pesquisas observacionais pode levar a falsas comparações isonômicas.
Além disso, a publicação de um grande número de artigos ainda em formatos pré-print, isto é, sem passar primeiro pela revisão dos pares, pode também levar à aceitação destas pesquisas como “verdades incontestáveis”.
No caso do artigo publicado na revista Scientific Reports, o mesmo passou por um processo de revisão por pares e recebeu uma aprovação editorial para publicação.
Nas últimas 24h, Feira de Santana registrou mais 31 pacientes recuperados da Covid-19 e atingiu a marca de 28.454 curados da doença, índice que representa 86,6% dos casos confirmados. Enquanto isso, 246 exames foram negativos e 174 positivos. O número de pacientes internados reduziu de 128 para 121.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 3.806 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. O informativo também confirma mais seis mortes – os óbitos mencionados não são referentes a data de hoje e sim de dias anteriores. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta terça-feira (13).
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTA TERÇA-FEIRA 13 de abril de 2021
Casos confirmados no dia: 174 Pacientes recuperados no dia: 31 Resultados negativos no dia: 246 Total de pacientes hospitalizados no município: 121 Óbitos comunicados no dia: 6 Datas dos óbitos: 26/03, 02/04, 08/04, 10/04, 10/04 e 11/04
A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 3.806 Total de casos confirmados no município: 32.850 (Período de 06 de março de 2020 a 13 de abril de 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 3.685 Total de recuperados no município: 28.454 Total de exames negativos: 45.153 (Período de 06 de março de 2020 a 13 de abril de 2021) Aguardando resultado do exame: 380 Total de óbitos: 590
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 24.659 (Período de 06 de março de 2020 a 13 de abril de 2021) Resultado positivo: 4.692 (Período de 06 de março de 2020 a 13 de abril de 2021) Em isolamento domiciliar: 25 Resultado negativo: 19.967 (Período de 06 de março de 2020 a 13 de abril de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), determinou que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende apurar as ações e omissões do governo federal na gestão da pandemia do coronavírus investigue também o uso de recursos federais em Estados e Municípios, como queria o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
O requerimento apensado à criação da CPI foi colocado pelo senador Eduardo Girão. De acordo com Pacheco, a comissão terá como objeto o requerimento do senador Randolfe Rodrigues, seguido do pedido de Girão.
Essa semana, uma conversa divulgada pelo também senador Jorge Kajuru com o presidente da República mostrou a preocupação do chefe do Palácio do Planalto com a comissão. Segundo Bolsonaro, sem a investigação de Estados e Municípios, os senadores fariam um “relatório sacana” contra ele.
A Bahia vai receber uma nova remessa com 500 mil doses de vacinas contra a Covid-19 na quinta-feira (15). Nesta semana algumas cidades, inclusive Salvador, interromperam a aplicação das primeiras doses por falta de estoque do imunizante.
A informação foi divulgada pelo secretário da Saúde do estado, Fábio Vilas-Boas, através de publicação no Twitter.
Segundo o secretário, o Ministério da Saúde vai receber 6,3 milhões doses. Serão 3,8 milhões entregues pela Fiocruz e 2,5 milhões do Instituto Butantan.
Na manhã desta terça-feira (13) Fábio Vilas-Boas fez críticas a indefinição da logística do Ministério da Saúde na entrega de doses das vacinas contra a Covid-19. Segundo o titular da Sesab, a falta de informações para os estados deixa os gestores “cegos”.
Salvador interrompeu a vacinação de idosos de 61 anos na segunda-feira (12). Desde então a cidade tem aplicado apenas segundas doses nas pessoas habilitadas. Com a chegada de um novo lote, a capital baiana e outras cidades em que a imunização foi suspensa devem retomar a aplicação de primeiras doses.
O Brasil vai receber 842.400 doses da vacina da farmacêutica Pfizer/BioNTech contra a covid-19. A informação foi dada pelos coordenadores da Covax Facility ao Itamaraty. A previsão de entrega é para o mês de junho.
O Ministério da Saúde tem 42,5 milhões de doses de vacinas contratadas com a Covax Facility. A quantidade é suficiente para vacinar 10% da população brasileira. Até o momento, o Brasil já recebeu mais de 1 milhão de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford por meio dessa iniciativa. “Cabe ressaltar que essas 842.400 doses não fazem parte das 100 milhões já contratadas pelo Ministério da Saúde diretamente com a farmacêutica”, ressaltou o Itamaraty em nota à imprensa na noite de ontem.
O estoque de vacina contra Covid para aplicação da primeira dose em idosos está zerado. É o que informa o secretário Municipal de Saúde, Marcelo Britto. O município de Feira de Santana está dependendo de uma nova remessa, que será enviada pelo Governo Federal, sem previsão de chegada.
Marcelo Britto afirma que apesar disso, a primeira dose dos trabalhadores da saúde e da segunda dose em idosos estão garantidas. São 12.311 doses armazenadas, somente para estes públicos, na Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
O titular da pasta chama a atenção ainda para a aplicação da segunda dose, quem foi agendado nas Unidades de Saúde da Família (USF) deve fazer um novo agendamento na Unidade Básica mais próxima. Caso tenha vacina disponível no local, pode ser aplicada na hora. Aqueles que já estavam agendados devem cumprir a programação.
Mesmo assim, a marcação para os idosos de 62 anos ou mais continua em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a data de nascimento, para serem convocados quando chegar mais doses.
Os trabalhadores da Saúde podem ser vacinados em quatro UBS, que estão localizadas no Cassa, Baraúnas, Jardim Cruzeiro e CSU (Centro Social Urbano) das 8h às 17h, por ordem de chegada. Já a segunda dose para os idosos, em qualquer UBS.
Os que moram na zona rural podem ser vacinados contra a Covid nas Unidades de Saúde da Família (USF) nas terças e quintas-feiras.
Aqueles que ainda não tomaram a segunda dose devem fazer o quanto antes. É que a eficácia da imunização fica comprometida se não completar o esquema de vacinação. Neste momento crítico que é a pandemia da Covid-19, a vacina pode reduzir as chances de agravamento da doença, por isso é tão importante receber as duas aplicações.
O governador da Bahia, Rui Costa (PT), voltou a permitir a realização de eventos com até 50 pessoas na Bahia. Desde 4 de dezembro do ano passado, essas atividades estavam proibidas, independentemente do número de pessoas, para evitar aglomerações e, assim, conter a contaminação pelo novo coronavírus. A nova regra está em decreto publicado na edição desta terça-feira (13) do Diário Oficial do Estado. Ao fixar o limite máximo de 50 pessoas, a norma diz que ficam vedados “os eventos e atividades com a presença de público superior a 50 (cinquenta) pessoas, ainda que previamente autorizados, que envolvam aglomeração de pessoas, tais como: eventos desportivos, religiosos, cerimônias de casamento, feiras, circos, eventos científicos, solenidades de formatura, passeatas e afins, bem como aulas em academias de dança e ginástica.”
A medida vem na esteira de uma série de flexibilizações que o governo estadual e prefeituras vêm fazendo nas medidas restritivas de combate à Covid-19. Em Salvador e Região Metropolitana, por exemplo, atividades econômicas não essenciais como comércio de rua, shoppings e centros comerciais e bares e restaurantes estão com funcionamento liberado deste o último dia 5, com anuência do estado.
As liberações, no entanto, acontecem em um momento de quantidade de casos e óbitos ainda alta na Bahia. Nesta manhã, a ocupação de leitos de UTI adulto está em 84% no estado – o governo argumenta ter aberto uma quantidade maior de UTIs do que o existente na primeira onda, o que dá maior segurança para flexibilizações.
Entre domingo (11) e segunda (12), a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) registrou 1.581 novas contaminações pelo novo coronavírus e 95 novos óbitos. O número de internados com casos graves da Covid-19 voltou a crescer na Bahia e atingiu um novo recorde: são 1.316 pacientes com a doença ocupando leitos de terapia intensiva no estado, o maior número de toda a pandemia.