Na terça-feira (3), um grupo hacker reivindicou ataques aos sistemas do Supremo Tribunal Federal (STF), Polícia Federal, Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e o escritório de advocacia Barci de Moraes, da família do ministro Alexandre de Moraes.
Os órgãos indicam a possibilidade de ataques DDoS (negação de serviço), que consistem em milhares de acessos simultâneos a determinados sites para tirar as redes do ar. Segundo o grupo, tais ataques vieram em resposta ao bloqueio do X (antigo Twitter), determinado por Alexandre de Moraes.
O que são ataques DDoS?
Os ataques DDoS, ou Distributed Denial of Service, são uma tática comum em crimes cibernéticos. Eles envolvem enviar uma quantidade massiva de acessos simultâneos a um site ou servidor, com o objetivo de sobrecarregá-lo até que fique inoperante.
Normalmente, esses ataques não resultam em roubo de dados, mas causam interrupções massivas nos serviços. Órgãos públicos, como o STF, conseguem resolver esses problemas geralmente em menos de 24 horas.
Como foram atingidos o STF, a Polícia Federal e a Anatel?
De acordo com informações preliminares, a rede interna da Polícia Federal esteve fora do ar desde o início da tarde de terça-feira. Sites relacionados à PF também não estavam disponíveis para o público externo. O escritório de advocacia Barci de Moraes e o site da Anatel enfrentaram problemas semelhantes.
O STF confirmou que seu site ficou fora do ar na sexta-feira (30) por cerca de 10 minutos. A equipe técnica do tribunal agiu rapidamente, adicionando camadas extras de segurança para normalizar o acesso sem prejuízos operacionais.
Quais foram as recomendações do GSI?
Com o aumento de ataques DDoS, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) emitiu uma recomendação por meio do CTIR Gov (Centro de Prevenção, Tratamento e Respostas a Incidentes Cibernéticos de Governo) na segunda-feira (2).
Consultarem o documento da Agência Cibernética de Singapura, que lista práticas para conter ataques hackers.
Sanar com urgência as vulnerabilidades cibernéticas identificadas.
Implementar as recomendações e alertas expedidos pelo CTIR Gov.
O GSI destacou que os ataques DDoS estão “entre os incidentes de cibersegurança mais prevalentes no cenário global, causando significativa indisponibilidade em redes e serviços de internet.”
Como prevenir futuros ataques DDoS?
A prevenção de ataques DDoS exige uma combinação de diversas práticas de segurança cibernética. Aqui estão algumas recomendações para proteger organizações contra futuros ataques:
Monitoramento Contínuo: Utilize ferramentas de monitoramento de redes para detectar tráfego anômalo.
Filtragem de Tráfego: Implementar filtros que bloqueiem tráfego suspeito antes de atingir o servidor.
Redundância: Distribuir a infraestrutura de rede em vários servidores para minimizar a sobrecarga.
Escalabilidade: Use soluções que aumentem automaticamente a capacidade de tráfego durante um ataque.
Treinamento: Capacite os funcionários sobre práticas de segurança e protocolos durante ataques.
Por fim, é crucial que as organizações permaneçam vigilantes e atualizadas com as melhores práticas em cibersegurança, para se defenderem contra novas e emergentes ameaças cibernéticas.
A semana começa com um alerta importante: uma nova onda de calor está prestes a atingir diversas regiões do Brasil, podendo fazer de setembro um dos meses mais quentes já registrados no país. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo devido ao potencial perigo do calor extremo, válido a partir das 12h desta terça-feira até as 18h de quinta-feira.
Esse aumento significativo nas temperaturas pode levar os termômetros a marcar até 5°C acima da média histórica para o mês, afetando diversas partes das regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste. Além disso, há um alerta vigente de baixa umidade até as 21h desta segunda-feira, que cobre grande parte do território nacional.
Quais Regiões Serão Afetadas pela Onda de Calor?
Segundo os meteorologistas da MetSul Meteorologia, o período de calor excessivo deverá atingir várias regiões do Brasil, com temperaturas variando entre 40°C a 45°C. Esse fenômeno climático pode tornar setembro de 2024 um dos meses mais quentes já registrados no país.
A onda de calor afetará principalmente os estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, Rondônia, Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Bahia, Piauí e Maranhão.
Até Quando Vai o Calor?
Especialistas do Climatempo indicam que o calor pode persistir até meados da segunda quinzena de setembro em algumas regiões. A previsão é que uma nova frente fria chegue a partir do dia 19, trazendo chuvas que podem aliviar o calor, especialmente no final do mês.
Entretanto, a umidade do ar pode atingir níveis alarmantes, abaixo dos 12% em muitas cidades do interior do Brasil. Isso aumenta o risco de incêndios florestais e traz riscos para a saúde da população, exigindo maior atenção das autoridades.
Quais os Efeitos da Onda de Calor na Região Sul?
Apesar do Rio Grande do Sul começar a semana com temperaturas mais amenas devido a um ciclone extratropical, espera-se que a onda de calor também impacte a região Sul. A partir da segunda semana de setembro, as temperaturas subirão significativamente, com dias de calor intenso previstos para o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Previsão para Capitais Brasileiras
Veja a previsão do tempo para as capitais brasileiras nesta segunda-feira, segundo o Inmet:
Aracaju — mínima de 24°C e máxima de 29°C
Belém — mínima de 24°C e máxima de 35°C
Belo Horizonte — mínima de 15°C e máxima de 30°C
Boa Vista — mínima de 25°C e máxima de 35°C
Brasília — mínima de 14°C e máxima de 30°C
Campo Grande — mínima de 17°C e máxima de 33°C
Cuiabá — mínima de 25°C e máxima de 37°C
Curitiba — mínima de 12°C e máxima de 26°C
Florianópolis — mínima de 13°C e máxima de 19°C
Fortaleza — mínima de 25°C e máxima de 30°C
Goiânia — mínima de 16°C e máxima de 36°C
João Pessoa — mínima de 22°C e máxima de 29°C
Macapá — mínima de 26°C e máxima de 34°C
Maceió — mínima de 20°C e máxima de 28°C
Manaus — mínima de 27°C e máxima de 36°C
Natal — mínima de 22°C e máxima de 29°C
Palmas — mínima de 25°C e máxima de 37°C
Porto Alegre — mínima de 12°C e máxima de 20°C
Porto Velho — mínima de 22°C e máxima de 39°C
Recife — mínima de 23°C e máxima de 29°C
Rio Branco — mínima de 22°C e máxima de 36°C
Rio de Janeiro — mínima de 22°C e máxima de 25°C
Salvador — mínima de 21°C e máxima de 28°C
São Luís — mínima de 25°C e máxima de 33°C
São Paulo — mínima de 25°C e máxima de 27°C
Teresina — mínima de 20°C e máxima de 36°C
Vitória — mínima de 19°C e máxima de 32°C
Portanto, a recomendação é que todos se mantenham hidratados, evitem exposição prolongada ao sol e sigam as orientações das autoridades para garantir a segurança e saúde durante essa fase de calor extremo.
Advogados dos condenados manifestaram surpresa e informaram que pretendem recorrer
Fachada da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), que pegou fogo em janeiro de 2013 | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil/Arquivo
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), restabeleceu a validade do julgamento da Boate Kiss e mandou prender os quatro réus condenados pelo incêndio que deixou 242 mortos em 2013.
A decisão atendeu a um pedido conjunto do Ministério Público do Rio Grande do Sul e do Ministério Público Federal.
“É um triste capítulo da história judiciária do Rio Grande do Sul que se encerra. Nulidades que foram criadas e plantadas foram afastadas. A tese da soberania do Tribunal do Júri foi ratificada pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou o procurador-geral de Justiça do Estado, Alexandre Saltz.
Os réus foram levados a júri popular e condenados a penas de até 22 anos e seis meses de prisão. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul anulou a decisão por considerar que houve irregularidades procedimentais e formais que prejudicaram a defesa em quatro momentos:
Formação da lista e sorteio de jurados, porque a defesa não teve prazo suficiente para estudar os perfis e eventualmente pedir a substituição dos sorteados;
Formulação de quesitos (perguntas para as quais os jurados respondem ‘sim’ ou ‘não’), porque teriam sido abordados fatos que já haviam sido desconsiderados pelo juiz responsável na decisão que recebeu a denúncia;
Reunião reservada entre o juiz que presidiu o julgamento e os jurados, o que na avaliação do Tribunal do Rio Grande do Sul poderia dar margem para o magistrado influenciar a decisão do júri;
Argumentação do Ministério Público, porque a acusação teria ‘inovado’ nos argumentos, pegando a defesa desprevenida.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve o posicionamento e determinou um novo julgamento. O Ministério Público recorreu então ao STF.
O incêndio na boate Kiss aconteceu em 27 de janeiro de 2013. Foram 242 mortos e 636 feridos. O julgamento ocorreu entre 1º e 10 de dezembro de 2021 em Porto Alegre. Os réus foram condenados por homicídio com dolo eventual.
Condenados pelo incêndio na Boate Kiss
Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, sócios da boate, Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda, e Luciano Bonilha Leão, auxiliar de palco, foram acusados de homicídio simples com dolo eventual. Veja as penas
Elissandro Callegaro Spohr, sócio da boate: 22 anos e seis meses de prisão;
Mauro Londero Hoffmann, sócio da boate: 19 anos e seis meses de prisão;
Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda: 18 anos de prisão;
Luciano Bonilha Leão, auxiliar da banda: 18 anos de prisão.
Os advogados dos quatro réus disseram que seus clientes foram surpreendidos com a decisão da segunda-feira, porque havia uma reunião agendada com o ministro Toffoli para a próxima semana. Os defensores também disseram que a sentença “tramitou de forma sigilosa às defesas e silenciosa”.
Veja as notas dos advogados dos réus:
Mauro Londero Hoffmann
“Recebemos a informação, mas infelizmente, a decisão tramitou de forma sigilosa às defesas e silenciosa. Tínhamos reunião agendada com a assessoria do Ministro para semana que vem, e fomos tomados de surpresa por uma decisão que ainda não sabemos o teor. Lamentamos que a Suprema Corte dê este exemplo de julgamento antidemocrático, especialmente quando a constitucionalidade do tema está por ser decidida de forma colegiada. De resto, a decisão será cumprida de forma integral e discutida nas esferas competentes.”
Marcelo de Jesus dos Santos
“Referente ao processo da Boate Kiss, a defesa de Marcelo de Jesus dos Santos informa que recebeu a notícia da prisão e lamenta que a decisão tenha tramitado de forma sigilosa às defesas, em um movimento silencioso. Tínhamos reunião agendada com a assessoria do Ministro do Superior Tribunal Federal (STF), José Antonio Dias Toffoli, na próxima semana quando, hoje, fomos tomados de surpresa por uma decisão que ainda não sabemos o teor Lamentamos que o STF dê esse exemplo de julgamento antidemocrático, especialmente quando a constitucionalidade do tema está por ser decidida de forma colegiada. De resto, a decisão será cumprida de forma integral e discutida nas esferas competentes.”
Luciano Bonilha Leão
“Todas as defesas foram pegas de surpresa com essa decisão. Vamos ainda analisar os próximos passos, no que tange a recursos Estamos muito tristes com a prisão do Luciano. O Luciano foi absolvido moralmente e infelizmente, neste momento, volta ao cárcere de forma injusta. Então vamos ter serenidade e tomar as medidas judiciais cabíveis no tempo mais rápido possível.”
Elissandro Callegaro Spohr
Já o advogado Jader Marques, que representa Sphor, disse à Folha de S.Paulo que “com toda serenidade vai buscar acesso ao que foi decidido e tomar as medidas cabíveis”. O profissional também informou que Spohr se apresentou à polícia na segunda-feira 2 e que passará por audiência de custódia na manhã desta terça-feira para determinar a unidade prisional para onde ele será conduzido para cumprir pena.
Neste quente domingo de discussão, dia 1º de setembro de 2024, o debate realizado pela “TV Gazeta” para os candidatos à Prefeitura de São Paulo ganhou intensidade com uma briga entre José Luiz Datena (PSDB) e Pablo Marçal (PRTB). A troca de acusações e insultos chamou a atenção tanto do público quanto dos organizadores do evento.
O confronto teve início quando Datena mencionou que recebeu uma ligação de Marçal, supostamente sugerindo uma aliança contra Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (Psol). A narrativa de Datena foi recheada de insultos, incluindo termos como “vagabundo” e “estelionatário de internet”. A partir desse momento, a discussão se desenrolou de forma acalorada e descontrolada.
O clima esquentou em questão de minutos. Após ser chamado de diversos nomes por Datena, Pablo Marçal reagiu e os dois começaram a trocar farpas de maneira intensa. A mediadora do debate, Denise Campos de Toledo, teve de intervir para tentar acalmar os ânimos exaltados. Ela pediu a todos os candidatos que mantivessem o respeito, destacando a formalidade do evento.
Mesmo após a intervenção, Datena deixou seu lugar e se dirigiu até Marçal, que o provocou ainda mais com palavras como “desequilibrado”. Datena não se fez de rogado e retrucou chamando Marçal de “psicopata” e “antiético”. A situação se tornou insustentável e foi necessário um intervalo comercial para amenizar o clima.
Como Essa Briga Pode Impactar as Eleições?
A troca de insultos entre Datena e Marçal pode ter consequências significativas para a corrida eleitoral. Em debates, a postura e comportamento dos candidatos são analisados minuciosamente pelos eleitores. Incidentes como esse podem influenciar negativamente a imagem dos envolvidos.
Perda de Credibilidade: Os ataques pessoais podem afastar eleitores que buscam líderes equilibrados e focados em propostas concretas.
Diversão do Foco Principal: Discussões acaloradas desviam o foco das propostas eleitorais e transformam o debate em um espetáculo de ofensas.
Reação dos Outros Candidatos: Rivais como Ricardo Nunes e Guilherme Boulos podem capitalizar a situação mostrando-se como alternativas mais preparadas e serenas.
O Que Esperar dos Próximos Debates?
Com o nível de tensão já alto nesta primeira rodada, fica a expectativa sobre como serão os próximos debates. Será que veremos mais enfrentamentos acalorados ou os candidatos conseguirão manter o foco em suas propostas de governo?
Maior Controle de Mediadação: A organização dos debates pode reforçar as regras e intervenções para evitar novos conflitos.
Esclarecimento de Propostas: Espera-se que os candidatos aproveitem melhor o tempo de fala para detalhar seus planos para São Paulo.
Reação do Público: A resposta dos eleitores às atitudes dos candidatos pode mudar suas estratégias nas próximas participações.
Qual o Impacto Dessa Disputa na Imagem dos Candidatos?
O embate entre Datena e Marçal pode ter deixado marcas profundas nas suas reputações perante o eleitorado. A percepção pública de descontrole emocional e falta de ética pode ser um fator decisivo nas urnas.
Em eventos ao vivo como debates, a autenticidade conta muito. Mostrando-se afetados e desequilibrados, os candidatos podem dar a impressão de que não têm a temperança necessária para liderar uma cidade complexa como São Paulo. A atitude confrontacional pode ser vista por muitos eleitores como um traço negativo.
A Starlink, empresa controlada pelo bilionário Elon Musk, anunciou recentemente que não cumprirá a determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para suspender o X/Twitter no Brasil. A notícia foi divulgada há poucos minutos pelo presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carlos Baigorri.
“Durante o dia, entrei em contato com os advogados da Starlink junto à Anatel, e fomos informados que a empresa não bloqueará o acesso ao X enquanto os recursos bloqueados pela Justiça, vinculados à Starlink, não forem liberados”, afirmou Baigorri.
Tanto o X quanto a Starlink são empresas de Elon Musk. A Starlink, uma provedora de internet com mais de 200 mil usuários no Brasil, deveria impedir o acesso à rede social conforme a determinação do ministro do STF. No entanto, a empresa ainda não se pronunciou oficialmente sobre a decisão de não acatar a ordem.
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O Que Está em Jogo para Elon Musk e a Starlink?
O pano de fundo desta controvérsia gira em torno das decisões judiciais envolvendo a suspensão do X/Twitter. A ordem de bloqueio do X foi emitida na última sexta-feira (30), após o vencimento do prazo dado a Musk para atender as exigências feitas por Alexandre de Moraes, que se encerrava às 20h07 da quinta-feira (29).
A Starlink teria que bloquear o acesso à rede social, ação essa que impactaria diretamente seus mais de 200 mil usuários brasileiros. É uma decisão que envolve não apenas questões jurídicas, mas também interesses comerciais significativos, dado o papel crescente da Starlink na provisão de internet no país.
Como a Anatel Está Envolvida?
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está diretamente envolvida neste imbróglio. Carlos Baigorri, presidente da Anatel, foi o porta-voz que comunicou a decisão da Starlink de não cumprir a ordem judicial.
Ele destacou que o ministro Alexandre de Moraes já foi notificado sobre o posicionamento da Starlink. A Anatel está no centro dessa discussão, pois deve garantir que as operadoras de telecomunicações no país cumpram as determinações legais.
Cabe à Justiça Tomar Novas Providências?
O próximo passo está nas mãos do Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes deve decidir quais serão as providências processuais adequadas diante da negativa da Starlink. Poderemos ver novos capítulos desta história se desenrolarem nos próximos dias, com possíveis sanções ou novas ordens judiciais.
Enquanto isso, os usuários do X no Brasil continuam tendo acesso livre à plataforma, desafiando a decisão do STF. Resta saber quais serão os impactos futuros desta resistência por parte da Starlink e como isso afetará o relacionamento da empresa com autoridades reguladoras e judiciais no Brasil.
Além disso, a empresa apontou que os recursos bloqueados pela Justiça precisam ser liberados antes que qualquer ação de bloqueio seja realizada. Isso sugere que, além da questão legal, há também uma dimensão financeira em jogo.
Polícia prendeu em São Paulo homem ligado ao PCC suspeito de planejar atentado contra Derrite; bandido tinha até arma de guerra
A polícia prendeu em São Paulo um homem suspeito de integrar um plano para matar o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, um dos nomes mais conhecidos do governo Tarcísio. A coluna apurou que Marcelo Adelino de Moura, conhecido como China, seria o executor do crime. Ligado ao PCC, ele estava fortemente armado.
Com o bandido, a polícia apreendeu uma metralhadora Mag 762 usada pela Armada Argentina, um fuzil HK 47 – 762, coletes balísticos, capacetes balísticos, máscaras, luvas táticas e munições que abastecem de .50 a pistolas de 9 milímetros. China também escondia 18 tabletes de pasta base de cocaína e R$ 101 mil em dinheiro vivo. A maior parte da grana estava na casa dele, uma quantia menor, no carro.
Inicialmente, a operação que prendeu China não estava relacionada à investigação sobre o planejamento de atentado. Foi somente após a prisão, em maio, feita por agentes do Comando de Operações Especiais do Batalhão de Choque, que o setor de Inteligência da Polícia Civil identificou que o criminoso já vinha sendo monitorado, há algum tempo, por fazer parte da engrenagem de ataque a Derrite. Nessa maquinaria, caberia a China a derradeira função de puxar o gatilho. A ofensiva contra o secretário ocorre em um momento em que as forças policiais impõem um prejuízo bilionário ao PCC.
China, de 48 anos, possui uma extensa ficha criminal. Ele tem passagens na polícia por violar o Código Penal nos artigos:121 [homicídio], 329 [opor-se à execução de ato legal mediante violência ou ameaça], 299 [falsidade ideológica], 288 [formação de quadrilha], 155 [furto], 157 [roubo], 352 [evadir-se ou tentar evadir-se o preso ou o indivíduo submetido a medida de segurança detentiva, usando de violência] e 297 [falsificar documento público].
Com Marcelo Adelino de Moura, a polícia apreendeu: duas munições para .50, 4 munições deflagradas para 7’62×51, 480 munições para 7’62×51, 824 munições em “fita”, 400 munições para 9, 31 munições para .40. E duas armas: uma Mag 7’62×51 “Armada Argentina 209″ e um Fuzil Hk 47 – 7’62×51.
Entre os acessórios, duas capas de colete balísticos, 4 placas de colete balísticos, 2 pares de luvas táticas, duas máscaras ” modelo Airsoft”, 1 designador, 1 carregador de lanterna, 2 capacetes balísticos, 1 par de joelheiras, 10 carregadores 7’62, 7 carregadores de pistola, modelo .40, 1 carregador modelo “cofre”. Também foram apreendidos 3 celulares iPhone e 2 celulares Xiaomi.
Prejuízo ao PCC
Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, chefiada por Derrite, 2023 marcou um recorde na apreensão de cocaína, o mais rentável produto comercializado pelo PCC. No ano passado, a polícia capturou 39,6 toneladas da droga, a maior quantidade desde o início da série histórica, em 2001. Dezessete grandes pontos de armazenamento de entorpecentes foram estourados, sobretudo nas proximidades do Porto de Santos, usado para exportar o pó para Europa, Ásia, África e Oriente Médio.
A queda na arrecadação do PCC agrava o racha existente na facção. Isso porque alguns dos atuais chefes passaram a ter suas lideranças contestadas por figuras que querem ganhar espaço na estrutura da organização criminosa.
Embora a contabilidade do PCC tenha sido impactada, isso não quer dizer que a facção esteja com problemas de caixa. As autoridades ainda não conseguem mensurar qual seria o montante em poder da organização criminosa. “Não sabemos se quebramos a perna deles ou se fizemos apenas cosquinha. Mas sabemos que estão incomodados”, resume um integrante do setor de inteligência da polícia paulista. As operações têm sido feitas pela Polícia Militar, Civil e Federal, com apoio do Ministério Público.
A exportação de cocaína é a atividade mais rentável para o PCC. A droga é proveniente da Colômbia [a mais cara] ou da Bolívia e passa por rodovias e hidrovias até chegar a portos e aeroportos, com a finalidade de ser enviada a outros continentes. Quando a facção consegue fazer a droga chegar a países da Europa ou do Oriente Médio, vê o valor da droga multiplicar em até quinze vezes.
O mapeamento indica que a droga entra no Brasil, na maioria das vezes, via Acre ou Rondônia. O destino prioritário é São Paulo por conta da infraestrutura das rodovias do estado e por possuir meios para escoar a droga ao exterior, sobretudo por meio do Porto de Santos.
Entre os planos de Tarcísio e Derrite para combater o PCC, está assinatura de um decreto que visa fazer com que o dinheiro apreendido do narcotráfico possa ser usado para combater as próprias organizações criminosas.
A mais recente pesquisa eleitoral realizada pela Quaest revela que Jair Bolsonaro (PL) tem uma influência maior que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 9 das 21 capitais brasileiras analisadas, enquanto Lula tem apenas 3 capitais. Esse levantamento foi realizado após o início oficial da campanha em agosto, e mostra um cenário competitivo entre os dois líderes políticos nas eleições municipais de 2024.
De acordo com a pesquisa, Bolsonaro está à frente em capitais como Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Manaus, Maceió, Porto Velho, Rio Branco e Rio de Janeiro. Por outro lado, Lula tem uma influência mais significativa em Recife, Fortaleza e Salvador. Em outras 9 cidades, o cenário é de empate técnico, incluindo importantes centros como São Paulo e Belo Horizonte.
Influência de Bolsonaro e Lula nas Eleições 2024
Para entender melhor a influência de cada líder, a Quaest indagou os eleitores se eles votariam em um candidato desconhecido indicado por Lula ou Bolsonaro. Aproximadamente metade dos eleitores das 21 capitais afirmou que votaria em um candidato apoiado por um desses líderes.
Os resultados variam bastante, indo de 15% em Boa Vista para Lula e até 42% na mesma cidade para Bolsonaro. Esse expressivo percentual indica a capacidade dos dois ex-presidentes de mobilizar o eleitorado mesmo em níveis municipais.
Influência dos líderes varia por região
A influência de Bolsonaro e Lula demonstra variações regionais significativas:
Sudeste: Bolsonaro lidera no Rio de Janeiro, enquanto São Paulo, Belo Horizonte e Vitória mostram empate técnico.
Sul: Bolsonaro tem maior influência em Curitiba e Florianópolis, com empate técnico em Porto Alegre.
Centro-Oeste: Bolsonaro lidera em Cuiabá e Campo Grande, e ainda não há dados sobre Goiânia.
Nordeste: Lula lidera em Recife, Fortaleza e Salvador, enquanto em Maceió a predominância é de Bolsonaro. Aracaju e João Pessoa apresentam empate técnico.
Norte: Bolsonaro é mais influente em Manaus, Rio Branco, Porto Velho e Boa Vista. Macapá e Belém mostram empate técnico, sem dados para Palmas.
Por que Lula e Bolsonaro influenciam tanto os eleitores?
Essa força de influência se assemelha ao cenário observado nas eleições de 2022, onde Bolsonaro e Lula polarizaram a disputa em diversas capitais. Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, a nacionalização das campanhas municipais pode ser uma estratégia efetiva para alavancar candidatos necessitados de um impulso para o segundo turno.
No entanto, ele adverte que a influência dos líderes nacionais não é suficiente para garantir a vitória, pois outros fatores, como a avaliação da gestão e os atributos pessoais dos candidatos, também desempenham um papel crucial na decisão do eleitorado.
Expectativas para as Eleições 2024
As eleições de 2024 prometem ser um verdadeiro teste para a influência de Lula e Bolsonaro. Em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, mudanças na percepção dos eleitores já estão sendo sinalizadas. Por exemplo, a influência de Bolsonaro em São Paulo oscilou de 20% para 21%, enquanto a de Lula caiu de 29% para 26%. No Rio de Janeiro, a influência do ex-presidente aumentou ligeiramente, de 26% para 27%, enquanto a de Lula caiu de 23% para 19%.
Essas variações indicam que elementos como as condições econômicas e a presença ativa dos líderes em eventos de campanha podem alterar significativamente o panorama eleitoral ao longo dos próximos meses. Portanto, a corrida ainda está em aberto, e qualquer um dos dois líderes pode utilizar suas estratégias para ampliar sua influência.
Em conclusão, a pesquisa Quaest oferece um panorama inicial da influência de Bolsonaro e Lula nas eleições de 2024. Suas influências variam conforme as especificidades regionais e a percepção dos eleitores, demonstrando que o apoio de líderes nacionais será um fator crucial nas disputas municipais.
Elon Musk continua seus ataques ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a suspensão da rede social X, de propriedade do bilionário. Desta vez, Musk alega que Moraes teria interferido nas eleições presidenciais de 2022 no Brasil, nas quais Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente em disputa contra Jair Bolsonaro.
O bilionário utilizou a própria plataforma X para expressar suas acusações. Musk afirmou que existem “evidências crescentes” de que Alexandre de Moraes se envolveu em interferência eleitoral séria e deliberada. Segundo Musk, pelas leis brasileiras, isso poderia resultar em uma pena de até 20 anos de prisão.
Acusações de Elon Musk contra Alexandre de Moraes
Elon Musk não parou por aí e insinuou que ex-funcionários do X também estariam envolvidos no que ele chama de “interferência eleitoral”. De acordo com o empresário, alguns ex-funcionários teriam sido cúmplices de Moraes nesse processo.
“E lamento dizer que parece que alguns ex-funcionários do Twitter foram cúmplices em ajudá-lo a fazer isso”, publicou Musk na rede.
Por que o X foi suspenso no Brasil?
A suspensão da rede social X no Brasil se deve à decisão do ministro Alexandre de Moraes. O prazo para que Elon Musk atendesse às exigências feitas pelo STF terminou às 20h07 de quinta-feira (29/8). A plataforma não indicou um representante legal no Brasil nem cumpriu as demandas judiciais necessárias.
STF decidiu pela suspensão do X
Antes de emitir a decisão de suspensão, a equipe técnica de Moraes informou que não havia nenhuma manifestação por parte do X. Com isso, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) foi acionada, a pedido do magistrado, para que todas as operadoras de telecomunicações do Brasil iniciassem o bloqueio da plataforma.
A rede social está sendo bloqueada de forma gradual em território nacional. O prazo para a interrupção total do serviço é de cinco dias, a contar do momento da decisão.
Reações e consequências da suspensão do X
A decisão de Alexandre de Moraes gerou uma série de reações, tanto por parte do próprio Elon Musk quanto de usuários da plataforma. Musk afirmou em publicações na própria rede que a suspensão é uma ameaça à liberdade de opinião, acusando Moraes e os antigos funcionários do X de tentar manipular o processo eleitoral brasileiro.
A suspensão do X levanta questões importantes sobre a liberdade de expressão e a interferência no espaço digital. Especialistas argumentam que decisões judiciais como essa podem ter implicações significativas sobre a forma como as redes sociais são regulamentadas no país.
Elon Musk continua criticando Alexandre de Moraes, do STF.
Moraes é acusado de interferência nas eleições de 2022.
Ex-funcionários do X também são citados como cúmplices.
Suspensão do X aconteceu devido à não conformidade com exigências judiciais.
Anatel foi acionada para garantir o bloqueio da plataforma no Brasil.
Elon Musk não parece disposto a recuar em suas acusações e promete continuar expondo o que ele considera ser uma séria ameaça à democracia. Apenas o tempo dirá quais serão as próximas reviravoltas nessa crescente disputa entre o bilionário e o sistema judiciário brasileiro.
Esses eventos têm proporcionado ganhos adicionais aos magistrados
A Constituição proíbe magistrados de exercerem qualquer outra função além do magistério para evitar conflitos de interesse, como dar palestras | Foto: Fabio Rodrigues/Agência Brasil
Ministros de tribunais superiores e desembargadores federais têm lucrado com palestras remuneradas. Eles chegam a receber até R$ 50 mil por hora. O jornal O Estado de S. Paulopublicou as informações neste domingo, 1º.
Esses eventos, promovidos por entidades empresariais, conselhos profissionais e até tribunais, têm proporcionado ganhos adicionais aos magistrados, que já recebem os salários mais altos do serviço público.
A Constituição proíbe magistrados de exercerem qualquer outra função além do magistério para evitar conflitos de interesse.
No entanto, a Lei Orgânica da Magistratura permite atividades empresariais, desde que os juízes sejam apenas sócios cotistas, não administradores.
Palestras de ministros são equiparadas à atividade de professor
Em 2016, mudanças promovidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sob a presidência do atual ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, equipararam palestras à atividade de professor, o que facilita essa prática.
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), por sua vez, participaram de quase dois eventos internacionais por mês no último ano.
Em maio, o ministro André Mendonça recebeu R$ 50 mil para palestrar num evento sobre direito eleitoral, promovido pela Escola Judicial do Mato Grosso do Sul (Ejud-MS).
Mendonça usou sua empresa para receber o pagamento, reduzindo os impostos devidos. “Quem investe quer melhorar a vida das pessoas ao redor, sejam funcionários, empregados e colaboradores”, disse Mendonça na ocasião. “Isso gera riqueza. É importante fazer isso tendo o Estado não como um peso, e tendo a iniciativa privada não como adversária do Estado.”
Outros ministros em eventos remunerados
Em setembro de 2022, o ministro Alexandre de Moraes proferiu palestra a convite da UniAlfa, em um evento organizado pelo advogado André Ramos Tavares, membro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Conselhos de enfermagem e medicina também estão entre os principais pagadores de palestras, com valores variando conforme a instituição e o evento.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e o TRF-4 afirmaram que as palestras são legais e permitidas pela legislação, que não confunde a atuação acadêmica com a atividade jurisdicional.
A Confederação Nacional da Indústria e outras entidades justificaram os pagamentos com base no “notório saber jurídico dos palestrantes”.
Alliance Defending Freedom apresentou um pedido na Comissão Interamericana de Direitos Humanos contra a suspensão do Twitter/X no Brasil
Twitter/X está fora do ar no Brasil | Foto: Reprodução/Twitter/X
A organização jurídica internacional Alliance Defending Freedom (ADF) afirmou que está com os brasileiros na luta “contra a censura” e que vai à Corte Interamericana de Direitos Humanos para tentar reverter a situação no Brasil.
A ADF publicou uma nota no Twitter/X no sábado 31, depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu da rede social no Brasil.
“Entramos com uma petição urgente à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que tem autoridade sobre o Brasil sob a Convenção Americana. A censura do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral viola a legislação internacional”, disse a organização, que existe há 31 anos e atua em dezenas de países.
“Todo brasileiro tem o direito humano fundamental à liberdade de expressão”, escreveu a ADF. “Estamos com o povo brasileiro contra a censura. Agora é o momento de a comunidade internacional responsabilizar o Brasil por suas obrigações em matéria de direitos humanos.”
A organização marcou o deputado federal Marcel van Hattem, que desafiou Moraes e pediu a cassação em uma postagem no Twitter/X, neste sábado. A ADF disse que irá se unir com o parlamentar para defender a liberdade no Brasil.
“Junto com Marcel van Hattem e outros corajosos defensores da liberdade de expressão, estamos pedindo à Comissão Interamericana de Direitos Humanos que tome medidas para defender a liberdade de expressão no Brasil”, afirmou a organização.
ADF afirma que STF tem prática censura
Publicação da ADF no Twitter/X | Foto: Reprodução/Redes sociais
Na publicação, a ADF compartilhou uma fala de Van Hattem. A organização afirmou também que o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) praticam censura e violam a legislação internacional.
“Nossa Constituição proíbe especificamente toda censura e garante o direito à liberdade de expressão”, disse Van Hattem. “Estes não são apenas direitos constitucionalmente protegidos, mas direitos humanos básicos que devem ser garantidos e preservados para todos os brasileiros. A censura não tem lugar em uma sociedade livre.”
As ações ocorrem depois que Moraes ordenou a derrubada do Twitter/X em todo o território nacional, na última sexta-feira, 30. O ministro tomou a decisão depois de intimar o proprietário da rede social, Elon Musk, para que apresente um representante legal da empresa no Brasil.
Na semana anterior, Musk havia decidido fechar o escritório do Twitter/X no Brasil depois de Moraes ameaçar de prisão os funcionários da empresa. A rede social tem se recusado a acatar pedidos de censura do magistrado.