A Monexa Gateway de Pagamentos foi registrada 19 dias antes dos desvios milionários

A Monexa recebeu cinco repasses durante a invasão: quatro de R$ 10 milhões e outro de R$ 5 milhões | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial
A Monexa recebeu cinco repasses durante a invasão: quatro de R$ 10 milhões e outro de R$ 5 milhões | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial

A empresa Monexa Gateway de Pagamentos, aberta 19 dias antes do ataque cibernético que desviou cifras milionárias da intermediadora C&M Software, recebeu R$ 45 milhões em transferências Pix.

Segundo o portal UOL, a Monexa recebeu cinco repasses durante a invasão: quatro de R$ 10 milhões e outro de R$ 5 milhões, todos por meio do Nuoro Pay — que foi suspenso do sistema Pix depois da descoberta das fraudes.

A Monexa foi registrada em 11 de junho, enquanto os desvios ocorreram na madrugada de 30 de junho. A empresa está formalmente em nome de Lavinia Lorraine Ferreira dos Santos, apontada como única sócia administradora.

Além da Monexa, outras quatro companhias foram abertas por Lavinia na mesma data: Nuvora Gateway de Pagamentos, Pay Gateway de Pagame, Altrix Gateway de Pagame e Veltro Gateway de Pagamentos, todas com sede em São José dos Pinhais, no Paraná.

Milhões de reais via Pix

Os desvios ocorreram entre 4h30 e 7h da manhã do dia 30, conforme relatado pela polícia, quando transferências em série via Pix foram realizadas antes de o golpe ser notado por funcionários do Banco BMP.

Na última sexta-feira, 4, a polícia prendeu João Nazareno Roque, funcionário da C&M Software havia três anos. Ele é acusado de ter atuado como facilitador, porque supostamente permitiu a invasão do sistema em troca de R$ 15 mil, segundo as investigações. O esquema viabilizou a retirada de valores milionários das contas reservas de instituições financeiras.

A C&M Software declarou ter adotado “todas as medidas técnicas e legais” para conter o ataque e que seus sistemas permanecem sob “monitoramento e controle rigorosos”. Em nota, a C&M informou que segue colaborando com as autoridades.

“Até o momento, as evidências apontam que o incidente decorreu do uso de técnicas de engenharia social para o compartilhamento indevido de credenciais de acesso, e não de falhas nos sistemas ou na tecnologia da CMSW”, acrescentou a companhia.

O caso está sendo investigado em conjunto pela Polícia Federal e pela Polícia Civil de São Paulo. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 270 milhões de uma conta ligada ao repasse dos recursos desviados. As suspeitas incluem crimes como furto qualificado, invasão de dispositivo informático, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

O que se sabe sobre o ataque cibernético

  • A Polícia Civil de São Paulo e o Banco Central investigam o caso, enquanto o funcionamento do Pix segue com restrições para instituições que dependem da C&M.
  • O ataque hacker comprometeu operações do Pix e reservas bancárias no Brasil. O prejuízo pode chegar a R$ 1 bilhão, segundo o Banco Central.
  • A invasão ocorreu na quarta-feira 2 e teve como alvo a infraestrutura da C&M Software, responsável por conectar instituições ao Sistema de Pagamentos Brasileiro.
  • O Banco Central determinou a suspensão emergencial do acesso das instituições à infraestrutura operada pela C&M, afetando liquidações e pagamentos interbancários.
  • A C&M afirmou ter sido vítima direta do ataque e acionou protocolos de segurança, informando que seus sistemas críticos continuam operacionais.
  • Entre os bancos afetados está a BMP, que teve recursos da conta reserva acessados indevidamente, mas garantiu ter colaterais para cobrir o valor e que nenhum cliente foi prejudicado.
A ofensiva dos criminosos do Pix atingiu a C&M Software, que conecta instituições ao Sistema de Pagamentos Brasileiro | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial
A ofensiva dos criminosos do Pix atingiu a C&M Software, que conecta instituições ao Sistema de Pagamentos Brasileiro | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial

Informações Revista Oeste


Texto segue para avaliação da Comissão de Constituição e Justiça

De acordo com a proposta apresentada no Senado, o uso de força letal será considerado legítimo para reagir a invasões, seja em domicílios próprios ou de terceiros | Foto: Freepic-diller/Freepik
De acordo com a proposta apresentada no Senado, o uso de força letal será considerado legítimo para reagir a invasões, seja em domicílios próprios ou de terceiros | Foto: Freepic-diller/Freepik

A Comissão de Segurança Pública do Senado deu sinal verde, na última terça-feira, 1º, para um projeto de lei que libera uso de armas e de armadilhas contra invasores de terra.

O texto aprovado segue agora para avaliação da Comissão de Constituição e Justiça — etapa obrigatória antes de eventual votação no plenário do Senado. De acordo com a proposta, o uso de força letal será considerado legítimo para reagir a invasões, seja em domicílios próprios ou de terceiros.

Senado aprova instalação de armadilhas

A iniciativa também autoriza a instalação de armadilhas, artefatos similares e o uso de cães de guarda para proteger propriedades. O proprietário, segundo o projeto, não responderá civil ou criminalmente por possíveis ferimentos ou mortes de invasores nesses casos.

O projeto foi apresentado pelo senador Wilder Morais (PL-GO) e teve o senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ) como relator. No parecer, argumenta-se que a medida visa a proteger não só o patrimônio, mas principalmente a vida dos moradores ou ocupantes do local invadido. A lógica também se aplica a veículos.

“A proposta dá mais segurança jurídica para quem usa arma de fogo para se defender”, afirmou Flávio Bolsonaro durante o debate.

Se aprovado no Congresso, o projeto vai acrescentar dois novos incisos ao Código Penal. Atualmente, a lei reconhece legítima defesa para quem reage moderadamente a uma agressão injusta, atual ou iminente.

Informações Revista Oeste


Concurso prevê a oferta de 3.652 vagas em 32 órgãos públicos federais, com aplicação das provas em 228 cidades brasileiras

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com pedido na Justiça Federal do Distrito Federal para suspender imediatamente o Concurso Público Nacional Unificado (CNU) de 2025, conhecido como “Enem dos Concursos”. A solicitação, divulgada nesta quarta-feira (3), aponta falhas persistentes no edital relacionadas às cotas raciais e cobra da União medidas que garantam segurança jurídica e respeito aos direitos dos candidatos beneficiários das ações afirmativas.

Com edital publicado no domingo (30), o CNU prevê a oferta de 3.652 vagas em 32 órgãos públicos federais, com aplicação das provas em 228 cidades brasileiras, incluindo 18 municípios baianos como Salvador, Feira de Santana, Ilhéus e Vitória da Conquista.

Para o MPF, embora o novo edital mencione a ampliação do percentual de cotas conforme a nova Lei nº 15.142/2025, ele repete problemas identificados na edição anterior. Entre eles, a ausência de critérios objetivos para o sorteio de vagas quando o número ofertado é inferior ao exigido legalmente, o que, segundo o órgão, compromete a segurança jurídica dos candidatos cotistas.

O Ministério Público também critica a omissão de regras claras sobre a formação de cadastro de reserva proporcional por modalidade de cota, o que dificultaria o controle das convocações. Outro ponto questionado é a definição de que as decisões das comissões de heteroidentificação são finais, sem direito a recurso, o que, para o MPF, fere princípios constitucionais como o da ampla defesa.

O pedido solicita que o concurso só tenha continuidade após a comprovação, por parte da União, de que todas as falhas foram corrigidas. Enquanto isso, as inscrições seguem abertas até o dia 20 de julho no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV), organizadora do certame. Das vagas ofertadas, 3.144 são para nível superior e 508 para nível médio.

Informações Bahia.ba


País vizinho questiona posse brasileira da região de Rincão de Artigas, no Rio Grande do Sul; área abriga parque eólico com investimento bilionário

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Itamaraty pretende resolver por meio de vias diplomáticas a disputa territorial com o Uruguai pela região conhecida como Rincão de Artigas, localizada em Santana do Livramento, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Em nota recente enviada ao governo brasileiro, o Ministério de Relações Exteriores do Uruguai solicitou a reabertura das discussões sobre a área, reacendendo uma disputa centenária pelo território.

Segundo informações da CNN, as tratativas iniciais ocorrerão por meio de conversas entre representantes das chancelarias dos dois países. O Brasil defende a manutenção da posse da área, sob sua administração há décadas.

Com 237 km², o Rincão de Artigas não possui áreas de preservação ambiental nem produção agrícola significativa. A área foi cedida pelo governo federal à Eletrobras para a construção de um parque eólico, que já recebeu investimentos superiores a R$ 2,5 bilhões.

O projeto de energia, que futuramente terá capacidade para abastecer cerca de 1,5 milhão de consumidores, reacendeu a disputa sobre a soberania do território.

No comunicado oficial enviado de Montevidéu a Brasília, as autoridades uruguaias voltaram a questionar a legitimidade da posse brasileira e relembraram que o tema chegou a ser discutido em 1988, ano da promulgação da Constituição brasileira. O documento ressalta que ambos os países prezam por “irmandade, equidade e justiça”.

O Uruguai alega que, com a conquista da independência em 1856, um acordo foi firmado para a definição das fronteiras nacionais. No entanto, segundo o país vizinho, um erro na demarcação territorial teria deixado o Rincão de Artigas, de forma equivocada, sob posse do Brasil.

Atualmente, no Google Maps, a área aparece com linhas pontilhadas, recurso utilizado para indicar fronteiras em disputa entre países ou sem reconhecimento formal.


Campanha do plano Pena Justa atende a uma decisão do STF

Prédio do CNJ; Juízes; Justiça; Maconha
Prédio do CNJ, em Brasília | Foto: Reprodução/CNJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) começou, na segunda-feira 30, o I Mutirão Processual Penal do plano Pena Justa, mobilização que reúne Tribunais de Justiça estaduais, Tribunais Regionais Federais e diversos órgãos do sistema judiciário brasileiro, com foco na revisão de processos relacionados ao porte de maconha para consumo pessoal.

A iniciativa, que segue até 30 de julho, tem como um dos principais objetivos cumprir a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Recurso Extraordinário nº 635.659, que determinou a reavaliação das condenações por posse de pequenas quantidades da substância.

A decisão do STF determinou a descriminalização do porte de até 40 gramas ou seis plantas fêmeas da planta Cannabis sativa e retirou o enquadramento penal previsto no artigo 28 da Lei de Drogas.

Para atender a essa diretriz, o mutirão vai revisar processos em que pessoas tenham sido condenadas por posse dessa quantidade, bem como avaliar se casos tipificados como tráfico não deveriam ser requalificados.

Conforme informou o CNJ, “os processos que forem identificados pelos tribunais serão revistos, passando por uma etapa em que tanto o Ministério Público como os advogados ou a Defensoria Pública da pessoa processada poderão se pronunciar sobre o reenquadramento da condenação”.

Além da revisão de processos sobre o porte de maconha, o mutirão contempla outros três eixos: reavaliação de prisões preventivas de gestantes, lactantes e mães de crianças de até 12 anos ou pessoas com deficiência; análise de prisões preventivas que ultrapassam um ano; e saneamento de processos em execução penal com incidentes pendentes ou pena já extinta.

Nos Estados, o trabalho é desenvolvido com base em listas pré-selecionadas de processos obtidas pelo Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU) e pelo Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões, complementadas por levantamentos manuais feitos pelos tribunais.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por exemplo, identificou 4,6 mil processos relacionados especificamente ao porte de maconha, que serão submetidos a nova análise. Já o Tribunal de Justiça do Amazonas utiliza o SEEU para revisar simultaneamente processos sem a necessidade de deslocamento dos magistrados.

Revisão de processos envolvendo maconha ainda não tem números consolidados

O coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do CNJ, Luís Lanfredi, destacou que não há previsão imediata de número consolidado de casos pré-selecionados para revisão.

Ele explicou que “não foi possível criar listas de processos usando os sistemas nacionais existentes”, e que, por isso, as informações coletadas ainda passarão por filtros adicionais antes da consolidação definitiva dos dados.

Os processos incluídos na revisão seguirão diferentes encaminhamentos. A depender da análise individual, poderão ser mantidas as condenações por tráfico, rescindidas as decisões por porte, reenquadradas condenações e, em alguns casos, remetidos aos advogados e ao Ministério Público para manifestação, sem prazo obrigatório de conclusão dentro do período do mutirão.

plano Pena Justa foi criado para enfrentar o quadro reconhecido pelo STF como “Estado de Coisas Inconstitucional” no sistema prisional brasileiro. Entre seus objetivos, estão a redução da superlotação, a garantia da dignidade das pessoas presas e a padronização de procedimentos.

Ministro Luís Roberto Barroso, do STF
Programa Pena Justa tem objetivo de empregar e oferecer oportunidades de educação para pessoas no sistema prisional | Foto: Fellipe Sampaio/STF

A expectativa é que mutirões sejam realizados duas vezes por ano até 2027 e, depois disso, se tornem uma política permanente do CNJ. A metodologia adotada para o mutirão prevê, além da revisão processual, medidas de reinserção social das pessoas eventualmente beneficiadas.

De acordo com as orientações técnicas do CNJ, os tribunais devem articular com Escritórios Sociais e órgãos de assistência social para assegurar que as pessoas soltas recebam documentação, transporte e orientações sobre políticas públicas disponíveis.

Conforme descrito no caderno de orientações técnicas, a “saída digna do cárcere” deve ser acompanhada de procedimentos detalhados que facilitem a integração social e o acesso efetivo a direitos básicos pelas pessoas egressas.

Ao término das análises, os tribunais deverão informar ao CNJ a quantidade de processos revisados e o número de pessoas beneficiadas com extinção de pena, progressão de regime ou alteração da condenação. O resultado final será divulgado em relatório nacional previsto para outubro.

Informações Revista Oeste


Fabricante brasileira fornece jatos comerciais de última geração à companhia escandinava e fortalece defesa aérea paraguaia com aeronaves Super Tucano

O modelo E195-E2, da Embraer: opção para o mercado asiático | Foto: Embraer/Divulgação
O modelo E195-E2, da Embraer | Foto: Embraer/Divulgação

A Embraer confirmou nesta terça-feira, 1º, um amplo acordo com a companhia aérea SAS. O contrato estabelece a venda de até 55 aeronaves. Estão previstas 45 unidades do modelo E195-E2, além de opção para mais dez exemplares. 

Durante uma entrevista em Copenhague, o presidente-executivo da SAS, Anko van der Werff, trouxe detalhes sobre a negociação. A fabricante brasileira estimou o valor total do pedido em cerca de US$ 4 bilhões, algo próximo de R$ 21,71 bilhões.

O calendário de entregas começará no final de 2027. Outros lotes chegarão ao longo dos quatro anos seguintes. A Embraer destacou que esse contrato se tornou a maior encomenda direta da SAS desde 1996. Para a companhia aérea, a renovação da frota representa um passo estratégico.

A aeronave da Embraer transporta até 146 passageiros e utiliza um projeto de corredor único

De acordo com Van der Werff, o E195-E2 oferece a configuração e o desempenho necessários para apoiar a expansão das rotas na Escandinávia e em outros mercados internacionais. A aeronave transporta até 146 passageiros e utiliza um projeto de corredor único.

“É a aeronave certa para apoiar nosso crescimento futuro e para desenvolver nossa malha aérea tanto na Escandinávia quanto em outras regiões”, destacou o presidente.

Outro episódio recente envolveu uma disputa comercial que colocou a Embraer diante da Airbus. No início de junho de 2025, a fabricante brasileira perdeu uma concorrência para fornecer jatos à companhia aérea polonesa LOT. A Airbus fechou contrato de 40 unidades do modelo A220. Apesar do resultado negativo, a Embraer anunciou em junho novos negócios com a SkyWest e com os governos da Lituânia e de Portugal.

Já nesta segunda-feira, 30, a Embraer completou a entrega de quatro aviões Super Tucano ao Paraguai. O país adquiriu seis aeronaves, ao custo de US$ 105 milhões, aproximadamente R$ 573 milhões. As Forças Armadas pretendem usar os modelos no combate ao narcotráfico e ao crime organizado.

Informações Revista Oeste


Aeronave da FAB ficou responsável pelo translado de São Paulo para o Rio de Janeiro

Juliana Marins Foto: Reprodução/Redes Sociais

O corpo de Juliana Marins chegou ao Brasil, nesta terça-feira (1º), em um avião da companhia aérea Emirates Airlines. A aeronave pousou no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, por volta das 17h.

A Força Aérea Brasileira (FAB) levou o corpo para a Base Aérea do Galeão (BAGL), no Rio de Janeiro (RJ).

Juliana tinha 26 anos de idade. Ela morreu durante uma trilha em um vulcão na Indonésia.

O corpo deve passar por nova autópsia no Instituto Médico Legal (IML).

A jovem vai ser sepultada em Niterói, sua cidade natal. As informações são do G1.

Informações Revista Oeste


Federação das Indústrias do Paraná pediu para ser ‘amiga da Corte’ na ação que discute a validade da decisão que cancelou a elevação do imposto

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), instância superior do Poder Judiciário do Brasil | Foto: Pedro França/Agência Senado
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), instância superior do Poder Judiciário do Brasil | Foto: Pedro França/Agência Senado

Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF)para participar como amicus curiae (amiga da Corte) em uma ação que discute a validade de um decreto legislativo que cancelou o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) feito pelo governo federal. 

A solicitação ocorre no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.839, apresentada pelo Psol.

A federação representa mais de 72 mil indústrias paranaenses e quase 1 milhão de trabalhadores ligados ao setor. Segundo a Fiep, o aumento das alíquotas do IOF, que havia sido imposto por três decretos do Executivo em maio e junho de 2025, traria impacto direto nos custos de produção, no crédito e na inflação. 

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A entidade afirma que a decisão do Congresso de sustar esses decretos, formalizada no Decreto Legislativo nº 176/202, foi legítima e necessária.

Argumentos da Fiep

Na petição enviada ao STF, a Fiep afirma que o aumento do IOF não teve finalidade regulatória, como exige a Constituição, mas teve foco meramente arrecadatório, o que seria irregular. 

Para a entidade, os decretos presidenciais “exorbitaram o poder regulamentar” ao criar, por conta própria, novas formas de cobrança do imposto, sem previsão legal.

Além disso, a federação critica a falta de transparência na edição dos decretos e os efeitos práticos nocivos à economia. Entre os impactos citados estão:

  • Aumento no custo de financiamentos imobiliários e automotivos;
  • Risco de encarecimento no programa Minha Casa Minha Vida;
  • Elevação do preço de alimentos por conta do crédito rural mais caro; e
  • Pressão sobre o preço dos combustíveis e sobre a inflação.

A Fiep também argumenta que a Constituição dá ao Congresso o poder de sustar decretos presidenciais que excedam sua função regulamentar, como teria ocorrido nesse caso. Por isso, defende a ideia de que o decreto legislativo deve ser mantido.

A discussão em torno do aumento do IOF

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e o presidente Lula | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O aumento do IOF, decretado pelo governo Lula em maio, gerou discussão entre os Poderes. O Executivo editou decretos que elevaram alíquotas sobre crédito, câmbio e seguros com o objetivo de reforçar a arrecadação e cumprir a meta fiscal do ano, estimando um ganho de até R$ 20 bilhões.

A medida, no entanto, foi derrubada pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Legislativo nº 176/2025. Parlamentares ressaltaram que o governo Lula extrapolou sua função ao criar novas formas de incidência do tributo sem aprovação legislativa. A revogação teve apoio expressivo na Câmara e no Senado.

Diante disso, o governo acionou o STF para tentar reverter a decisão. A Advocacia-Geral da União argumenta que o Executivo tem autorização constitucional para alterar alíquotas do IOF por decreto, e que a derrubada compromete a política fiscal.

O caso foi judicializado e será analisado pelo STF, que deverá definir até onde vai o poder do Executivo para modificar tributos por decreto e qual o limite de atuação do Congresso nesse tipo de controle.


Após coluna revelar “carona” de Janja e Moraes em voo da FAB, deputado acionou o Ministério Público Federal (MPF) para investigar viagem

Primeira-dama Janja, e os ministros Alexandre de Moraes (STF) e Ricardo Lewandowski (Justiça) desembarcando na área reservada a autoridades do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, após voo da FAB que partiu de Brasília, em 13 de junho - Metrópoles

A “carona” dada pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, à primeira-dama Janja e ao ministro do STF Alexandre de Moraes em um voo da FAB foi parar no Ministério Público Federal (MPF).

Após a coluna revelar o fato nesta segunda-feira (30/6), deputados de direita passaram a questionar a legalidade da carona. Um dos questionamentos foi feito pelo deputado federal Kim Kataguiri (União-SP).

Kataguiri protocolou uma representação no MPF pedindo a investigação de possível uso indevido dos aviões da FAB. O deputado avalia que carona pode configurar ato de improbidade administrativa de Lewandowski.

“A conduta descrita, consistente na utilização de aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) por agente público — no caso, a primeira-dama Janja da Silva — sem vínculo funcional direto ou atribuição institucional formalizada, e por autoridade do Judiciário, fora de agenda oficial previamente divulgada e com potencial ausência de interesse público, pode caracterizar grave desvio de finalidade administrativa, ensejando consequências civis, penais e administrativas”, diz Kataguiri.

Bolsonaristas questionam carona

O voo conjunto de Janja e Moraes também despertou questionamentos de figuras importantes da bancada bolsonarista. Dentre eles, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e Nikolas Ferreira (PL-MG).

Nikolas focou suas críticas em Moraes, relator do chamado “inquérito do golpe”. Segundo o deputado mineiro, o ministro do STF “nem disfarça” o fato de embarcar com a esposa do principal adversário de Jair Bolsonaro.

“Fico imaginando o teor das conversas entre ambos ao longo da viagem. O nível de imoralidade e de parcialidade demonstrado por esse senhor não tem limites”, afirmou Nikolas nas redes sociais.

Já o líder do PL na Câmara preferiu lembrar da vitória ao derrubar o decreto do IOF de Lula e questionar seus leitores ao compartilhar a notícia: “Já pagou seus impostos hoje?”.

Outro lado

Segundo registros da Aeronáutica, a aeronave da FAB decolou de Brasília às 9h15 e pousou no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, às 10h50, com 12 passageiros abordo.

Nem a FAB, nem o Ministério da Justiça informaram o nome dos passageiros. A coluna, porém, recebeu imagens de Janja e Moraes desembarcando do voo ao lado de Lewandowski e seguranças.

A assessoria de imprensa da primeira-dama confirmou que ela viajou no voo. Segundo a assessoria, Janja tinha uma consulta médica e “viajou de carona” em um voo já solicitado por Lewandowski.

“Janja tinha uma consulta na ginecologista e viajou de carona com os ministros, em um avião da FAB que já estava solicitado pelo ministro Lewandowski. Não tendo, então, custos adicionais para a União”, informou a assessoria de Janja.

Procurados, o Ministério da Justiça e a assessoria de imprensa do STF não responderam. O espaço segue aberto para eventuais manifestações de Lewandowski e de Alexandre de Moraes.

Informações Metrópoles


Taxa de inscrição será de R$ 70, com pagamento até o dia 21

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos confirmou que as inscrições para a segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) começam no dia 2 de julho e vão até 20 de julho. A taxa de inscrição será de R$ 70, com pagamento até o dia 21. O edital completo será publicado ainda nesta segunda-feira (30).

Ao todo, serão ofertadas 3.642 vagas em 32 órgãos públicos, sendo 2.480 para preenchimento imediato e 1.172 destinadas a cadastro de reserva. As provas objetivas estão marcadas para o dia 5 de outubro, das 13h às 18h, e serão aplicadas em 228 cidades de todo o país, inclusive no Distrito Federal. Já as provas discursivas para os candidatos habilitados serão realizadas em 7 de dezembro.

A primeira lista de classificados será divulgada em 30 de janeiro de 2026, e a banca responsável pela organização do concurso será a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Como funcionam os blocos temáticos

Seguindo o mesmo modelo da primeira edição, os cargos estarão organizados em nove blocos temáticos, com agrupamento por áreas de atuação. Isso permite que o candidato concorra a mais de um cargo dentro do mesmo bloco com uma única inscrição.

Na hora da inscrição, será possível montar uma lista de preferência com base no perfil acadêmico, nas experiências e nas intenções profissionais do candidato.

Veja abaixo os blocos e áreas temáticas:

1. Infraestrutura, Exatas e Engenharias
2. Tecnologia, Dados e Inovação
3. Ambiental, Agrário e Biológicas
4. Educação, Saúde, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos
5. Trabalho e Previdência
6. Gestão Governamental e Administração Pública
7. Economia, Orçamento e Finanças Públicas
8. Setores Jurídicos e Correcionais
9. Controle e Governança Pública

Informações Bahia.ba