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No começo do julgamento, ministro do STF defendeu a nulidade de todo o processo da suposta tentativa de ruptura institucional

luiz fux
O ministro do STF Luiz Fux, durante julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, na 1ª Turma do STF – 10/9/2025 | Foto: Rosinei Coutinho/Estadão Conteúdo

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu nova divergência, nesta quarta-feira, 10, no julgamento do que seria uma tentativa de ruptura institucional, da qual fazem parte o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus. Fux ainda não terminou de ler o seu entendimento a respeito do caso.

Fux rejeitou a existência de associação criminosa imputada pela Procuradoria-Geral da República. Para o juiz do STF, a reunião de agentes para a prática de crimes não preenche esse tipo penal. “A imputação do crime de organização criminosa exige mais do que a reunião de vários agentes para a prática de delitos, a pluralidade de agentes”, disse. “A existência de um plano delitivo não tipifica o crime de organização criminosa.”

Segundo Fux, “ainda que os agentes discutam durante vários meses se devem ou não praticar determinado delito, o caso cai no âmbito da reprovação moral e social”. “Mas não possibilita a atuação do Direito Penal”, constatou. “Se os agentes finalmente decidirem praticar atos e aqueles delitos planejados, responderão de acordo com sua respectiva autoria e participação.”

Sobre a tipicidade para organização criminosa com emprego de arma, Fux disse ser necessário usar a arma para configurar o crime. “É preciso que a denúncia narre e comprove efetivo emprego de arma de fogo por algum membro do grupo durante as atividades da organização criminosa.”

Voto de Luiz Fux começa pela incompetência do STF

Fux reiterou a incompetência da Corte para julgar Bolsonaro. “Concluo pela incompetência absoluta do STF para o julgamento deste processo, na medida em que os denunciados já haviam perdido os seus cargos”, constatou o juiz do STF. “Em virtude dessa incompetência, impõe-se a declaração de nulidade de todos os atos decisórios praticados. Ela anula, portanto, o processo.”

Fux destacou ainda a diferença entre a competência das Turmas e a do plenário:

“Acrescento que, a despeito de sucessivas emendas regimentais que versaram sobre qual órgão deve julgar, a competência sempre foi — e continua sendo — do plenário para analisar casos envolvendo presidente da República”, observou Fux. “Se o investigado é ex-presidente, o feito deveria ser remetido à primeira instância. Se como presidente está sendo julgado, compete, então, ao plenário, e não às Turmas.”

Julgamento imparcial

Para o magistrado, “não compete ao STF realizar um juízo político do que é bom ou ruim, conveniente ou inconveniente, apropriado ou inapropriado”.

“Compete a este tribunal afirmar o que é constitucional ou ilegal”, ensinou. O ministro ressaltou ainda o dever de distanciamento e imparcialidade dos juízes. “O magistrado exerce dois papéis institucionais: funciona como garantidor da Constituição e, ao mesmo tempo, deve atuar com equilíbrio na esfera criminal.”

Cerceamento de defesa

Conforme Fux, os 70 terabytes de arquivos disponibilizados pelo gabinete de Moraes aos advogados, com pouco tempo para análise, foram negativos. “Confesso que tive dificuldade para elaborar o voto, tamanha a complexidade e extensão dos autos”, desabafou.

“Para exercer o direito de defesa, o acusado precisa conhecer plenamente, com máxima profundidade, todas as provas produzidas contra si ou em seu favor”, constatou o juiz do STF. “Isso vale para os acusados de ontem e de hoje, independentemente de suas matizes ideológicas. O devido processo legal vale para todos.”

Informações Revista Oeste


Em seu voto em relação ao núcleo crucial da suposta tentativa de golpe de Estado, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela incompetência absoluta da Suprema Corte para julgar os réus denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no caso. Para o ministro, essa decisão acarretaria na nulidade do processo.

No início de seu voto, na análise das questões preliminares das defesas, Fux destacou que nenhum dos réus tinha prerrogativa de foro e não estavam mais em seus cargos quando foram denunciados. Fux também apontou que, ainda que o caso fosse analisado no STF, ele deveria ter sido julgado pelo Plenário e não pela Primeira Turma.

– Ao rebaixar a competência original do Plenário para uma das turmas, estaríamos silenciando as vozes de ministros que poderiam esterilizar a formar de pensar sobre os fatos a serem julgados nesta ação penal. A Constituição Federal não se refere às Turmas, ela se refere ao plenário e seria realmente ideal que tudo fosse julgado pelo plenário do STF com a racionalidade funcional – apontou.

Fux também falou sobre a preliminar de cerceamento da defesa. No pedido, os advogados alegaram a enorme quantidade de dados a serem analisados e a pouca quantidade de tempo para analisá-los. O magistrado reconheceu o “tsunami” de informações disponíveis a serem analisados pelas defesas em um tempo exíguo.

– Eu não sou um expert nesse assunto, mas a quantidade [de arquivos] chega a 70 terabytes. Fui pesquisar isso e nem acreditei, são bilhões de páginas. E apenas em 30 de abril de 2025, portanto mais de um mês após o recebimento da denúncia e menos de 20 dias antes da oitiva das testemunhas, foi proferida a decisão deferindo o acesso à integra de mídias dos materiais apreendidos na fase investigativa – disse.

*Pleno.News
Foto: Rosinei Coutinho/STF


O voto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os outros sete integrantes do “núcleo crucial” da suposta trama golpista nesta terça-feira (9), repercutiu na imprensa internacional.

A agência de notícias Reuters foi uma das primeiras a noticiar o caso, destacando o fato de Moraes ter classificado o ex-presidente da República como o “líder de um grupo criminoso” que tentou anular o resultado das eleições de 2022. Na mesma linha, o jornal britânico The Guardian também citou essa parte do voto do ministro-relator.

– As acusações decorrem de uma investigação abrangente que revelou supostas conspirações, incluindo planos para envenenar o presidente Lula e seu companheiro de chapa, além de assassinar Moraes, que supervisionou as eleições de 2022 e agora preside os julgamentos relacionados ao golpe – diz trecho da reportagem da Reuters, que também foi publicada pelo jornal argentino La Nación.

A Reuters ainda mencionou o debate sobre quem poderá suceder Bolsonaro como principal nome da direita brasileira. A reportagem citou as recentes movimentações políticas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), incluindo sua visita a Brasília para ampliar o apoio a um projeto para anistiar os condenados pelo 8 de Janeiro.

Já o jornal espanhol El País estampou em sua manchete. “O julgamento é histórico, mas não erradica a radicalização no Brasil”. O veículo também publicou um texto de opinião que enxerga o momento como uma oportunidade única para o País fortalecer seu regime democrático.

– O Brasil tem uma oportunidade histórica de consolidar a sua democracia – escreveu o jornal.

A revista Forbes, em sua versão no México, publicou um texto sobre os primeiros minutos do voto de Alexandre de Moraes, nos quais o ministro enfatizou a tentativa de sabotagem ao sistema constitucional. A publicação também ressaltou a declaração do ministro de que a trama tinha como “objetivo muito claro” burlar o sistema de freios e contrapesos do Judiciário e “se manter no poder”.

A BBC destacou a pressão crescente sobre Jair Bolsonaro após o voto do ministro Alexandre de Moraes. Já a agência espanhola EFE deu ênfase à parte do julgamento que trata do suposto plano de atentado contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o próprio ministro Moraes – ponto que, segundo o relator, está comprovado nos autos.

– O Brasil tem uma oportunidade histórica de consolidar a sua democracia – escreveu o jornal.

A revista Forbes, em sua versão no México, publicou um texto sobre os primeiros minutos do voto de Alexandre de Moraes, nos quais o ministro enfatizou a tentativa de sabotagem ao sistema constitucional. A publicação também ressaltou a declaração do ministro de que a trama tinha como “objetivo muito claro” burlar o sistema de freios e contrapesos do Judiciário e “se manter no poder”.

A BBC destacou a pressão crescente sobre Jair Bolsonaro após o voto do ministro Alexandre de Moraes. Já a agência espanhola EFE deu ênfase à parte do julgamento que trata do suposto plano de atentado contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o próprio ministro Moraes – ponto que, segundo o relator, está comprovado nos autos.

*Pleno.News
Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

STF retoma julgamento de Bolsonaro
9 de Setembro de 2025

A Primeira Turma do STF retoma nesta terça-feira (9) o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus envolvidos na suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, já apresentou voto, e os próximos a votar serão Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Inicialmente, os ministros analisarão questões preliminares levantadas pelas defesas, como a validade da delação do tenente-coronel Mauro Cid e suposto cerceamento de defesa.

Após essa fase, os magistrados irão ao mérito do julgamento, decidindo se os réus serão condenados ou absolvidos. A ordem dos votos e o formato do julgamento serão definidos por Zanin no início da sessão. Estão previstas sessões até sexta-feira (12), em períodos da manhã e tarde, totalizando até 24 horas de julgamento.

Entre os réus estão Bolsonaro e ex-integrantes do alto escalão do governo, como Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.

Eles são acusados por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Ramagem responde apenas por três desses crimes, após a Câmara suspender parte das acusações.

*Metro1
Foto: Lula Marques/Agência Brasil


Na última quinta-feira (4), durante o lançamento do programa assistencialista Gás do Povo, em Belo Horizonte (MG), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) proferiu uma fala, no mínimo, controversa ao dizer que, para um país dar certo, é necessário “garantir que muitos tenham pouco dinheiro”.

– Os ricos não precisam do país, os ricos, quando vão pegar dinheiro, pegam logo muito, mas o pobre precisa de pouco dinheiro. É por isso que eu digo: um país para dar certo, ele precisa garantir que muitos tenham pouco dinheiro, ele está errado quando [precisa garantir que] poucos tenham muito dinheiro – disse.

Em seguida, o petista completou o pensamento, mantendo seu tradicional discurso de luta de classes, com a afirmação de que “se poucos tiverem muito dinheiro, significa que a maioria não tem”, uma referência ao já costumeiro “nós contra eles” que marca o raciocínio lulista sobre economia.

– Se poucos tiverem muito dinheiro, significa que a maioria não tem [dinheiro], e se muitos tiverem pouco dinheiro, todo mundo tendo um pouco a gente não vai precisar criar programa de dar gás de graça, a gente vai fazer com que vocês tenham dinheiro para comprar o gás de vocês – completou.

*Pleno.News
Foto: Ricardo Stuckert/PR


O PL Mulher participou ativamente das manifestações do “Reaja Já”, realizadas neste Sete de Setembro em todo o Brasil. A pedido da presidente do coletivo feminino do partido na Bahia, deputada Roberta Roma, Michelle Bolsonaro, que preside nacionalmente a entidade, gravou uma mensagem para o povo baiano.

Durante o ato na manhã deste domingo no Farol da Barra, o pronunciamento da ex-primeira-dama foi divulgado pelo trio elétrico, onde foram realizados os discursos da manifestação. Nele Michele assinalou os abusos do processo da suposta “trama golpista” em julgamento no STF.

“As denúncias do assessor de Moraes, Eduardo Tagliaferro, revelaram fraudes processuais, ilegalidades e abusos de autoridade nos processos movidos somente contra pessoas de direita”, destacou a presidente nacional do PL mulher.

Em outro trecho, Michelle Bolsonaro não poupa os ministros do Supremo: “Ministros, vocês prometeram cumprir as leis e defenderem a nossa Constituição. Ela está sendo rasgada diariamente e injustiças são cometidas por alguns poucos do vosso meio que se dizem juízes, mas agem como tiranos. Defendam o povo e honrem suas promessas solenes”.

Íntegra da Mensagem de Michelle Bolsonaro para patriotas da Bahia

Olá, meu povo amado da Bahia. É um consolo para nós sabermos que vocês estão reunidos nesse dia 7 de setembro, clamando por justiça e liberdade.

Em 2022, mais de um milhão de pessoas ouviram meu marido em Brasília, naquela comemoração histórica do bicentenário da independência.

Hoje, por perseguição e injustiça, ele não pode falar. Mas nós falaremos por ele, até que essa tirania e essa perseguição sejam vencidas.

Três anos se passaram desde 2022 e a situação só piorou. Movidos por vingança, autoridades perversas prenderam inocentes, crianças foram levadas para um campo de detenção montado na Polícia Federal.

Idosas foram presas por causa do 8 de janeiro e estão sendo espancadas na casa. E até um pai de família, o Clesão. Debra do Batom e tantas outras pessoas que estão sendo condenadas a penas piores do que a de assassinos e traficantes.

As denúncias do assessor de Moraes, Eduardo Tagliaferro, revelaram fraudes processuais, ilegalidades e abusos de autoridade nos processos movidos somente contra pessoas de direita.

E quando questionado por um jornalista por que não denunciou esses crimes antes, ele disse que o devido processo legal foi destruído, as defesas sabotadas, inclusive a do meu marido.

A perseguição política e religiosa avança sobre nós. O Silas Malafaia teve seu caderno de pregações apreendido pelos agentes do governo. Veja o que estão fazendo conosco.

Tornozeleira no Jair, prisão domiciliar por pura vingança, invasão ao nosso lar, exposição da intimidade da nossa família. Até quando vamos ter que suportar esses abusos?

Ministros, vocês prometeram cumprir as leis e defenderem a nossa Constituição. Ela está sendo rasgada diariamente e injustiças são cometidas por alguns poucos do vosso meio que se dizem juízes, mas agem como tiranos. Defendam o povo e honrem suas promessas solenes.

Agora mesmo está em andamento o julgamento que o mundo inteiro observa. Ele é uma grande peça teatral com um enredo de perseguição e ilegalidades legais. Lembrando o julgamento, onde os opositores eram torturados para confessarem e, desde o início, já estavam condenados.

Isso não é democracia. Eleições pouco ou nada transparentes, liberdades e direitos sequestrados, inocentes perseguidos, isso é ditadura. Mas nós confiamos em Deus. Ele transformará essa dor em vitória.

Todos que zombam do povo, defendem ditadores e terroristas, roubam dinheiro público e atacam Israel serão derrotados. E os juízes injustos serão também. Eu conheço o meu marido, o meu galego dos olhos azuis. Ele daria tudo para estar aqui sentindo o carinho de vocês por ele. Hoje está humilhado e preso porque enfrentou o sistema por amor ao povo. Querem destruí-lo mas não conseguirão conseguirão.

Permaneçam firmes nessa luta. Jamais desistam. Por mais dura que seja a batalha. E orem sempre por nós. Pela nossa família. E pelo futuro do nosso país. Que Deus abençoe a cada um de vocês. Que ele abençoe as nossas famílias. Que o nosso amado Deus tenha misericórdia de nós. E que ele abençoe o nosso amado Brasil.


Brasileiros também protestam fora do país; a maior manifestação brasileira, em São Paulo, terá cobertura ao vivo da Oeste

flávio bolsonaro 7 de setembro manifestação anistia
A equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está transmitindo a manifestação em Copacabana (RJ) | Foto: Reprodução/YouTube/Flávio Bolsonaro

Multidões lotam as ruas de Goiás, Minas Gerais, Bahia e do Rio de Janeiro nas manifestações pró-anistia deste 7 de Setembro. Os Estados estão entre os locais com protestos marcados para ocorrer durante o período da manhã. 

Além disso, diversos manifestantes pró-anistia ocupam trechos da Avenida Paulista, em São Paulo, desde o início da manhã deste domingo, 7, para os protestos em favor da liberdade dos presos do 8 de Janeiro e contra abusos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)

Marcada para o início da tarde deste domingo, a manifestação na maior cidade do país vai contar com cobertura ao vivo da Revista OestePor meio do canal no YouTube, a transmissão vai ter início às 13h30, com apresentação de Paula Leal. Adalberto Piotto, Augusto Nunes, Carlo Cauti e Marina Helena serão os responsáveis pelos comentários.

A expectativa é de que três governadores compareçam ao ato da Paulista. São esperados Tarcísio de Freitas (São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais) e Jorginho Mello (Santa Catarina).

Rio de Janeiro

A equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está transmitindo a manifestação em Copacabana (RJ) pelo canal do parlamentar no Youtube. Uma multidão lota a avenida enquanto lideranças da direita discursam em cima de um carro de som.

Além de gritos por anistia e contra abusos de ministros do STF, os manifestantes também criticam a atuação do jornalismo da Rede Globo. 

Minas Gerais

Em Minas Gerais, os manifestantes se reuniram em Belo Horizonte, Juiz de Fora, Governador Valadares, Ipatinga, Uberlândia e Montes Claros. Ainda há manifestação prevista para ocorrer no início da tarde em Muzambinho. 

“Sem liberdade, não há independência”, disse o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ao registrar as manifestações.

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Goiás

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) discursou no protesto em Goiânia e mandou uma mensagem de apoio para o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Bahia

Mais cedo, o deputado estadual Leandro de Jesus (PL-BA) registrou a chegada de uma multidão ao local onde fica o Farol da Barra, em Salvador.

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As redes sociais também registram manifestações em outros Estados durante o período do manhã. Em outros locais, há a previsão de protestos no período da tarde.

Brasileiros se manifestam fora do país

Brasileiros também realizam manifestações fora do Brasil. O jornalista Ivan Kleber registrou protestos em Londres. 

Informações Revista Oeste


Marcada para o início da tarde deste domingo, 7, a manifestação na maior cidade do país vai contar com cobertura ao vivo da Oeste

7 de setembro anistia brasil bolsonaro manifestação
Um dos principais organizadores do ato da Paulista é o pastor Silas Malafaia | Foto: Anderson Scardoelli / Revista Oeste

Diversos manifestantes pró-anistia ocupam trechos da Avenida Paulista, em São Paulo, desde o início da manhã deste domingo, 7, para os protestos em favor da liberdade dos presos do 8 de Janeiro e contra abusos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

No evento de 3 de agosto, Malafaia criticou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, defendeu os presos e condenados do 8 de janeiro e disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro é insubstituível.

Marcada para o início da tarde deste domingo, a manifestação na maior cidade do país vai contar com cobertura ao vivo da Oeste | Foto: Anderson Scardoelli
Os manifestantes também devem pedir o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Anderson Scardoelli
Espera-se que os discursos deste 7 de Setembro reforcem a posição de lideranças da direita em defesa do avanço do projeto de lei da anistia | Foto: Anderson Scardoelli
A expectativa é de que três governadores compareçam ao ato da Paulista | Foto: Anderson Scardoelli

Marcada para o início da tarde deste domingo, a manifestação na maior cidade do país vai contar com cobertura ao vivo da Oeste

Por meio do canal no YouTube, a transmissão vai ter início às 13h30, com apresentação de Paula Leal. Adalberto Piotto, Augusto Nunes, Carlo Cauti e Marina Helena serão os responsáveis pelos comentários.

Três governadores devem comparecer ao ato da Avenina Paulista

A expectativa é de que três governadores compareçam ao ato da Paulista. São esperados Tarcísio de Freitas (São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais) e Jorginho Mello (Santa Catarina). 

A ex-primeira-dama e atual presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, também deve participar, assim como os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e Nikolas Ferreira (PL-MG).

Espera-se que os discursos deste 7 de Setembro reforcem a posição de lideranças da direita em defesa do avanço do projeto de lei da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. 

Além da críticas ao ministro Alexandre de Moraes e aos demais integrantes do STF, os manifestantes também devem pedir o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Informações Revista Oeste


Galípolo apresentou regras mais rígidas para autorização de novas instituições

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Banco Central (BC) anunciou nesta sexta-feira (5) a criação de limites para transferências via Pix e TED em instituições de pagamento não autorizadas. O valor máximo será de R$ 15 mil, e a medida tem efeito imediato.

Segundo a autarquia, a restrição vale também para empresas que acessam o sistema financeiro por meio de prestadores de serviços de tecnologia da informação (PSTIs). O objetivo é reduzir o risco de fraudes e ataques virtuais.

Além disso, o BC informou que nenhuma instituição de pagamento poderá iniciar operações sem autorização prévia. O prazo para regularização de empresas que atuam sem aval foi antecipado de dezembro de 2029 para maio de 2026.

Outras medidas incluem a exigência de certificação técnica independente para instituições que queiram atuar no sistema, além da definição de capital mínimo de R$ 15 milhões para os PSTIs.

Em entrevista coletiva, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse que os recentes ataques a bancos e fintechs foram conduzidos pelo crime organizado. Ele destacou que tanto grandes instituições quanto novas empresas do setor são alvos de criminosos virtuais.

– Faria Lima ou fintechs são as vítimas do crime organizado. Tanto os bancos quanto os novos entrantes foram responsáveis por uma inclusão fantástica no sistema financeiro – afirmou Galípolo.

O presidente também ressaltou que a criminalidade não deve ser confundida com a atividade das instituições.

– É um criminoso usando aquilo, não é um banco e nem uma fintech – explicou.

Informações Pleno News


O governo federal anunciou que, até o fim de 2025, irá bloquear o uso de recursos dos programas Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC) em apostas online, conhecidas como “bets”. A medida cumpre decisão unânime do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada em novembro de 2024, que determinou ações para impedir que beneficiários de programas sociais utilizem esses recursos em jogos de azar.

Segundo o secretário de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Regis Dudena, um sistema informatizado será implantado para que as cerca de 80 casas de apostas legalizadas no país consultem, via API com o Serpro, se o CPF do apostador está vinculado ao Bolsa Família ou BPC. O objetivo é evitar depósitos provenientes dessas fontes. O sistema começa a funcionar ainda em setembro, com um período de adaptação de um mês, e deve estar plenamente operacional até dezembro.

O Bolsa Família atende mais de 19 milhões de famílias, com valor mínimo de R$ 600 e benefícios adicionais por criança, gestante ou adolescente. Já o BPC paga um salário mínimo a pessoas com deficiência ou com 65 anos ou mais, desde que em situação de baixa renda. Dudena também comentou que os números de apostas online no país, estimados entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões mensais, devem ser analisados com cautela.

*Metro1
Foto: Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

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