Quem for transitar pelas avenidas de São Paulonesta sexta-feira de feriado prolongadoencontrará problemas. A Rodovia dos Bandeirantes será interditada das 8h às 15h pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv), no sentido interior, trecho entre São Paulo e Santa Bárbara D’Oeste, para uma evento de motociclistas que terá a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). O ‘Acelera para Cristo‘ repete a motociatade 12 de junho do ano passado que reuniu 1,3 milhão de motos em apoio ao presidente. A estimativa dos organizadores é que, neste ano, mais de 2 milhões de motociclistas compareçam ao evento. A interdição nas vias começa no km 13, junto à Marginal Tietê, e se estenderá até o km 134, no entroncamento com a Rodovia Luiz de Queiroz (SP-304). A CCR AutoBan, concessionária que administra a Rodovia, informa que o tráfego será permitido, no sentido interior, apenas pela Via Anhanguera (SP-330). Painéis de mensagem variáveis estarão instalados no Sistema Anhanguera-Bandeirantes para orientar os motoristas a utilizarem a SP-330 nos deslocamentos. Confira abaixo os fechamentos de todos os acessos que a Polícia Militar fará:
Rodoanel Mário Covas (SP 21), no km 24, Via Anhanguera (SP-330), no km 48, Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto (SP-300), no km 62, Rodovia Magalhães Teixeira (SP-083) – anel viário de Campinas, no km 84, Rodovia Santos Dumont (SP-75), no km 87, Rodovia Adalberto Panzan (SPI 103/330), no km 95, Rodovia Jornalista Francisco Aguirra Proença (SP-101), no km 103 e Estrada municipal SMR-40, no km 114.
Acelera Para Cristo 2
O evento Acelera Para Cristo desta sexta-feira, 15, terá uma infraestrutura maior do que a do ano passado com direito a palco, som, iluminação, banheiros químicos, ambulâncias, guinchos, engradamentos de seguranças, camarins e bandas. O evento está previsto para começar as 10h (horário de Brasília) e é necessário pagar R$ 10 para participar. Além de Bolsonaro, estão confirmados os pastores Jonas Vilar, Cláudio Duarte e Silas Malafaia. O DJ Ale Carooso também estará presente para fazer a música dos presentes.
Veículo processou agência de checagem após ter dois de seus conteúdos marcados como falsos
Juiz classificou atitude da agência Aos Fatos contra a revista Oeste como censura Foto: Unsplash
A agência de checagem Aos Fatos foi condenada pelo juiz Marcelo Oliveira, da 41ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, a indenizar a revista Oestepor marcar dois conteúdos do veículo como falsos. As marcações foram feitas em uma matéria de julho de 2020 sobre a Floresta Amazônica e em um conteúdo de março de 2021 sobre a pandemia de Covid em uma cidade mineira.
A primeira matéria, intitulada “Imagem da Nasa prova que a Floresta Amazônica não está em chamas”, trazia imagens da agência espacial norte-americana que mostravam os focos de fogo ativos na vegetação do mundo. No texto, o veículo sustentava que os incêndios registrados no Brasil perderiam para os da Argentina e não se comparariam com os da Bacia do Congo, por exemplo.
Já em março de 2021, o veículo publicou uma reportagem sobre a pandemia de Covid-19 na cidade mineira de São Lourenço. Na época, enquanto o país sofria com a doença, a Oesteapontou que o município de 46 mil habitantes completava a terceira semana sem registrar mortes. O prefeito da cidade, Walter José Lessa (PTB), teria, segundo a revista, apostado no tratamento precoce.
Nos dois casos, a agência de checagem teria inserido em suas verificações sobre o conteúdo a sinalização de notícia falsa. No Facebook, por exemplo, uma tarja sobre a foto que ilustra as postagens de todos aqueles que compartilham os textos vinha com o alerta: “Informação falsa — Checada por verificadores de fatos independentes”.
JUIZ APONTA CENSURA DA AGÊNCIA Na sentença em que condenou a agência de checagem, o juiz Marcelo Oliveira ressaltou que “seria impossível deixar de constatar” que a agência de checagem operaria “com a indisfarçável intenção de censurar as demais fornecedoras de conteúdo”, no caso em questão, a revista Oeste.
– A censura pelos indivíduos — incluídas as pessoas jurídicas — à liberdade de expressão, de manifestação ou de opinião, sob qualquer aspecto ou pretexto, não é condizente nem compatível com qualquer dos princípios norteadores da sociedade democrática vislumbrada pelo constituinte de 1988 – destacou.
Em outro ponto, o magistrado ainda destacou que a atitude da agência de checagem flertaria “com o totalitarismo” e que as sinalizações dos conteúdos como falsos “tiveram a finalidade explícita de impingir a pecha de falsidade às notícias divulgadas” pela Oeste, agravadas pelo fato de a agência de checagem não ter possibilitado ao site “qualquer chance de defesa”.
– A prática da empresa requerida de categorizar as outras empresas jornalísticas como propagadoras de “fake news” é materialmente inconstitucional – ressaltou.
O juiz ainda classificou como “grave” o fato de a agência “ter lançado essas acusações contra outra empresa concorrente do mesmo ramo do jornalismo”. Ao justificar a aplicação de indenização por danos materiais, o juiz lembrou que ficou caracterizada a “queda substantiva no número de assinaturas, o que culminou na redução de faturamento mensal”.
Além do pagamento de indenização pelos danos materiais, que serão calculados por meio de uma média das perdas de faturamento da revista, em razão da sinalização do conteúdo como falso, o juiz ordenou que a agência Aos Fatos exclua qualquer menção de que os conteúdos elencados no processo seriam “falsos, mentirosos ou que constituem as chamadas fake news”.
Na decisão, o magistrado também determinou que a agência pague uma indenização de R$ 50 mil por danos morais ao veículo. Para determinar a punição, o juiz considerou que, com “a repercussão nacional que as reportagens tiveram”, foi “inegável que a autora teve abalada a sua reputação na sociedade”.
24.fev.2021 – O vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão; para ele, repercussão de compra de remédio tipicamente usado para tratar disfunção erétil é ‘coisa de tabloide sensacionalista’ Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters
O vice-presidente da República Hamilton Mourão (Republicanos) minimizou a autorização de compra de 35 mil comprimidos de sildenafila, nome genérico do Viagra, pelas Forças Armadas. O remédio é usado tipicamente para tratar disfunção erétil.
Em entrevista ao jornal “Valor Econômico”, ele disse que a repercussão do caso é “coisa de tabloide sensacionalista” e que a aquisição abasteceria as farmácias das Forças Armadas.
“Nós temos farmácias. A farmácia vende medicamentos. E o medicamento é comprado com recursos do fundo. Então, tem o velhinho aqui [aponta para si próprio]. Eu não posso usar o meu Viagra, pô? O que são 35 mil comprimidos de Viagra para 110 mil velhinhos que tem? Não é nada”, afirmou ele, que é pré-candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul.
Na última segunda-feira, o deputado Elias Vaz (PSB-GO) pediu explicações ao Ministério da Defesa sobre a autorização de compra de 35 mil comprimidos do composto para as Forças Armadas. Os pregões foram descobertos no portal da Transparência e no painel de preços do governo.
Em resposta ao UOL, o Exército e a Marinha disseram que os remédios são para tratar hipertensão arterial pulmonar, doença rara que acomete mais mulheres que homens.
De acordo com Veronica Amado, pneumologista coordenadora da Comissão de Circulação Pulmonar da SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia), a dosagem de 25 mg como a do Viagra, não é a prevista na literatura para tratar a condição.
‘Não é nada’
O presidente Jair Bolsonaro (PL) também diminuiu a importância da compra, e negou que o composto será usado para disfunção erétil.
“Com todo respeito, não é nada. Quantidade… O efetivo das três forças, obviamente… Muito mais usado pelos inativos e pensionistas”, disse ele durante café da manhã no Palácio da Alvorada com pastores e líderes evangélicos.
O governante também criticou a imprensa e comparou a polêmica do Viagra com a repercussão dos R$ 20,2 milhões pagos em 2020 para compra de leite condensado pelo governo federal. O caso veio a público em 2021 em reportagem do site Metrópoles. À época, o UOL analisou dados do Painel de Compras, uma das ferramentas de transparência da União, e verificou que houve uma redução de quase R$ 11 milhões em relação ao montante pago no ano anterior.
Bolsonaro declarou considerar que “apanha todo dia de uma imprensa que tem muita má-fé e que é ignorante também nos assuntos”. Na visão dele, os veículos de comunicação não buscaram informações sobre as necessidades que justificariam a compra do Viagra.
“[A imprensa] não procura saber por que comprou aí os seus 50 mil comprimidos de Viagra. Mas faz parte. Como no ano passado apanhamos muito também, eu apanhei, por ter gasto alguns milhões com leite condensado.”
O deputado federal Luciano Bivar (União Brasil-PE) foi anunciado como pré-candidato do partido à Presidência da República. A indicação do nome foi aprovada por unanimidade.
“A Comissão Executiva Nacional Instituidora do União Brasil aprovou na manhã desta quinta-feira, 14 de abril, por unanimidade, a indicação do presidente nacional do partido, deputado Luciano Bivar, como pré-candidato à presidência da República”, divulgou a sigla em nota assinada por toda a sua cúpula.
Além disso, a direção do partido reafirmou no documento que vai continuar se reunindo com os “demais partidos que compartilham os mesmos ideais e projetos em busca de um nome de consenso”.
O União Brasil – resultado da fusão do DEM e do PSL – é o partido com maior fundo eleitoral na disputa deste ano, com orçamento na ordem R$ 770 milhões. A legenda também possui um dos maiores tempos de TV para propaganda partidária. A sigla está negociando com o PSDB, MDB e Cidadania uma candidatura única à Presidência da República, cujo projeto deve ser anunciado no dia 18 de maio.
O aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp anunciou nesta quinta-feira (14) uma nova ferramenta para os usuários. A novidade permite agregar diferentes grupos em um espaço compartilhado, podendo enviar conteúdo para milhares de pessoas ao mesmo tempo.
A novidade deve chegar ao Brasil só no ano que vem. A ideia é impedir que o recurso seja usado para divulgar notícias falsas na campanha eleitoral de 2022. Em fevereiro, o grupo Metha, que administra o WhasApp, fechou um acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para combater a desinformação durante as eleições. Na ocasião, o CEO da empresa, Will Carhcart, se comprometeu a não implementar nenhuma mudança significativa de produto no Brasil antes das eleições.
O aplicativo também vai dar mais poder para os administradores, que poderão enviar avisos a todos os participantes da comunidade e controlar quais grupos e usuários podem ser adicionados.
Foto: Agência O Globo/Extra/Thiago Freitas // Reprodução
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou um recurso do ator José de Abreu e manteve a condenação aplicada contra o artista para que ele indenize o Hospital Albert Einstein por danos morais. A indenização foi motivada por declarações de Abreu de que o hospital teria apoiado uma suposta trama criada em torno da facada contra o presidente Jair Bolsonaro.
A tal trama foi publicada por Abreu no Twitter no dia 2 de janeiro de 2019. Na ocasião, o ator afirmou: “Teremos um governo repressor, cuja eleição foi decidida numa facada elaborada pelo Mossad [serviço secreto israelense], com apoio do Hospital Albert Einstein, comprovada pela vinda do PM israelense, o matador e corrupto Bibi [Benjamin Netanyahu]”.
Na ação movida pelo Albert Einstein contra Abreu, no Tribunal de Justiça de São Paulo, o hospital alegou que teve sua reputação atingida em razão de postagem ofensiva publicada pelo ator no Twitter. O ator foi condenado em primeira instância a indenizar o hospital por danos morais e teve recursos negados em segunda instância.
Ao acionar o Supremo, a defesa de Abreu alegou que uma das decisões de segunda instância, que negou um dos recursos do ator, teria violado uma decisão da Suprema Corte. O relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso, discordou da alegação e negou o recurso apresentado pelo artista ao STF.
A decisão de Barroso foi submetida então, entre os dias 1° e 8 de abril deste ano, aos demais membros da primeira turma da Suprema Corte (Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Rosa Weber, Cármen Lúcia). Na ocasião, os ministros negaram, por unanimidade, o que era sustentado pela defesa.
Presidente da República, Jair Bolsonaro Foto: Alan Santos/PR
O presidente Jair Bolsonaro decidiu pelo reajuste de 5% para todos os servidores públicos do Executivo federal a partir de julho. O custo de oferecer esse aumento para todo o funcionalismo é R$ 6,3 bilhões em 2022;
Mais cedo, Bolsonaro se reuniu com o ministro da Economia, Paulo Guedes no Palácio do Planalto. A equipe econômica sugeriu que o dinheiro para compensar o reajuste aos servidores seja de cortes em emendas de parlamentares, chamadas de bancada (RP2), destinados a vários ministérios, cujo pagamento não é obrigatório e são mais fáceis politicamente de “enxugar” do que as RP9, do orçamento secreto.
O governo corre contra o tempo para anunciar o reajuste do funcionalismo e conseguir colocá-lo em prática na folha de pagamento de julho, porque a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) impede aumentos de salário a menos de 180 dias do fim de um mandato presidencial.
Como o aumento geral de 5% seria abaixo da inflação, não há impedimentos de fazê-lo do ponto de vista da lei eleitoral.
Para se tornar realidade, o aumento cobrado pelos servidores demanda não só aprovação do Congresso Nacional, mas mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Uma operação complexa, na avaliação de técnicos da Casa Civil, preocupados com os prazos definidos em lei.
Na tarde de ontem, Guedes já esteve no Planalto fora da agenda em reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, e com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. A autarquia enfrenta pressão de reajustes por parte dos funcionários da autarquia.
Aos presentes, Campos Neto afirmou que as atividades do Pix estão garantidas, apesar da greve que já afeta a divulgação do boletim Focus, com indicadores de inflação e câmbio acompanhados pelo mercado.
O sindicato dos servidores do Banco Central já ameaçou escalar a greve a ponto de afetar o Pix, ferramenta que será utilizada pela campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), caso o governo atenda exclusivamente os policiais federais na campanha pelo reajuste.
Bolsonaro prometeu às categorias de segurança pública uma reestruturação das carreiras. Além dos servidores do BC, outras categorias também estão em mobilização.
Com remuneração anual entre R$ 341,1 mil (analista do BC) e R$ 380,38 mil (auditores da Receita) e salário médio entre R$ 26,2 mil e R$ 29,3 mil, essa elite do funcionalismo puxou a fila da articulação política de mobilização depois que o presidente acenou com aumento só para categorias policiais.
Como mostrou o Estadão, a operação-padrão dos auditores da Receita atrasa o desembarque de mercadorias e pode afetar os preços de sabão em pó a pãozinho.
A proposta de dar reajuste 5% para todo o funcionalismo foi a preferida para não desagradar nenhuma categoria. Uma segunda ideia era aproveitar o espaço de R$ 1,7 bilhão que existe no Orçamento para contemplar somente as carreiras policiais (federais, rodoviários federais e agentes penitenciários) e as demandas dos servidores da Receita Federal e do Banco Central, a elite do funcionalismo.
Os servidores da Receita teriam o bônus de eficiência com base em metas de produtividade regulamentadas, com custo este ano de cerca de R$ 200 milhões, e os servidores do Banco Central receberiam mais R$ 250 milhões para reajustes.
Uma terceira proposta, rechaçada pelos sindicatos, era dar reajuste apenas no vale-alimentação com o R$ 1,7 bilhão previsto no Orçamento deste ano. A vantagem, segundo integrantes do governo, era que a medida beneficiaria um número maior de servidores que ganham menos, mas essa proposta é rechaçada pelos sindicatos do funcionalismo.
Lucia Maggi, fundadora da Amaggi Imagem: Reprodução/Amaggi
No topo da lista das oito mulheres mais ricas do Brasil, segundo ranking da revista Forbes, está a empresária do agronegócio Lúcia Borges Maggi, de 89 anos, cujo patrimônio líquido gira em torno dos US$ 7,4 bilhões (cerca de R$ 34,6 bilhões).
Natural do Rio Grande do Sul, Lúcia era casada com o também empresário André Maggi. Os dois fundaram juntos, em São Miguel do Iguaçu (PR), em 1977, uma empresa inicialmente chamada de Sementes Maggi, especializada no plantio e comércio de soja.
A família Maggi, que atua no ramo de produção de sojaImagem: Reprodução
Ao longo dos anos, a empresa investiu também em outras commodities e se transformou no Grupo André Maggi, que ficou conhecido posteriormente como Grupo Amaggi, vindo a se tornar uma das maiores empresas produtoras de soja do Brasil.
Em 2001, o seu marido André morreu e Lúcia assumiu como acionista majoritária da empresa. Hoje, ela atua como membro consultivo do conselho de administração da Amaggi.
Além de aparecer liderando as oito maiores bilionárias brasileiras, Lúcia ocupa ainda a 350ª posição entre as pessoas mais ricas do mundo, de acordo com o ranking da Forbes.
Expansão no agronegócio
Em 1979, dois anos após a fundação da empresa de soja, o casal mudou a sede para Rondonópolis, em Mato Grosso, estado-símbolo do cultivo do grão.
A partir daí, o grupo expandiu seus negócios, saindo do simples plantio para o processamento de grãos, venda de fertilizantes, passando por geração de energia elétrica, e operações logísticas e portuárias.
O sucesso colossal no Brasil levou os acionistas a apostarem na internacionalização dos negócios, chegando a expandir as operações por diversos países da América Latina e da Europa, além da China.
O Grupo Amaggi tornou-se uma holding que controla quatro divisões de empresas ligadas ao agronegócio.
Atualmente, a sede da empresa está localizada na capital Cuiabá e possui uma aroeira de dez metros de altura plantada na entrada da sede. Lúcia Maggi, contudo, permanece morando em Rondonópolis.
Do agronegócio para a política
O sobrenome Maggi ganhou destaque também na política nacional, quando o único filho homem de Lucia, Blairo Maggi, decidiu ingressar na política. Na época, Blairo já era um dos acionistas da empresa.
O ex-presidente Michel Temer (à esq.) e o ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi (à dir.) em evento de abertura da colheita do algodão, em Lucas do Rio Verde (MT)Imagem: Alan Santos/PR
Ele foi governador do Mato Grosso por dois mandatos (2003 e 2007), além de ser senador e ministro da Agricultura do governo Michel Temer, após o impeachment da então presidente Dilma Rousseff.
Em 2013, Blairo chegou a assumir a presidência da Comissão de Meio Ambiente, Fiscalização e Controle do Senado, enfrentando forte resistência de movimentos ambientalistas.
De acordo com a própria Forbes, Blairo já foi considerado uma das pessoas mais influentes do mundo, ganhando inclusive o apelido de “rei da soja”
De acordo com levantamento PoderData, distância do petista sobre o presidente caiu para 5 pontos
Pesquisa aponta queda da vantagem de Lula sobre Jair Bolsonaro Foto: Alan Santos/PR // EFE/Mario Guzmán
A distância entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral atingiu o menor patamar registrado pelo PoderData em 2022: diferença de 5 pontos porcentuais.
Segundo a última rodada da pesquisa, realizada entre os dias 10 e 12 de abril, o petista tem 40% das intenções de voto para as eleições presidenciais de 2022, seguido por Bolsonaro, com 35%.
Na rodada de novembro de 2021, Lula tinha 34% e Bolsonaro, 29%.
A diferença entre as pesquisas foi a retirada do nome do ex-juiz Sérgio Moro (União Brasil) da lista de pré-candidatos testados. Segundo o levantamento, a saída do ex-juiz da disputa favoreceu Bolsonaro, que variou 3 pontos para cima em 15 dias, enquanto Lula oscilou 1 para baixo.
Moro deixou a disputa eleitoral no final de março quando trocou Podemos pelo União Brasil. Para ser recebido na nova sigla, o ex-juiz teve que abrir mão da pré-candidatura ao Planalto.
A pesquisa ainda mostra que os candidatos da terceira via continuam distantes de Lula e de Bolsonaro. Na terceira posição, Ciro Gomes (PDT) atingiu 5%, seguido de João Doria (PSDB) e André Janones (Avante) com 3% cada e Simone Tebet (MDB), com 2%
A pesquisa PoderData é realizada pelo grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios, e usou ligações celulares e de telefones fixos para contatar os 3 mil entrevistados. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, e o registro no TSE é BR-00368/2022.
Governo Bolsonaro negou acesso a registro de entrada e saídas de pastores a Palácio do Planalto Imagem: Adriano Machado/Reuters
O governo federal negou acesso a dados sobre entradas e saídas dos pastores Gilmar dos Santos e Arilton Moura ao Palácio do Planalto, em Brasília, sede do Executivo federal. Em resposta a pedido de LAI (Lei de Acesso à Informação) feito pelo jornal O Globo, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) diz que as informações têm caráter sigiloso e, se divulgadas, poderiam comprometer a segurança do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na solicitação enviada ao governo, a reportagem de O Globo requeria registros sobre eventuais encontros entre Bolsonaro e os dois religiosos no Planalto. Segundo consta na agenda pública do governante, ele esteve ao menos três vezes com os dois pastores —ambos são investigados pela Polícia Federal por suspeita de cobrança de propina em troca de favores no Ministério da Educação destinados a prefeituras. A dupla atuaria para liberar recursos da pasta chefiada pelo então ministro Milton Ribeiro, exonerado do cargo em 28 de março.
O GSI disse em nota que “a solicitação não poderá ser atendida” porque há risco de exposição de “dados pessoais coletados” (“no caso, nome e data de entrada, na Presidência da República”), e essas informações “cumprem a finalidade específica de segurança”. A pasta informou ainda que é de sua competência “zelar pela segurança pessoal” do presidente e do vice-presidente, pela segurança dos palácios presidenciais e residências oficiais.
“Do exposto, fica clara a impossibilidade do fornecimento dos dados pessoais solicitados para outros fins que não a segurança na Presidência da República.”
O governo também negou outro pedido no qual foi solicitado o acesso a todos os emails, cartas e outros tipos de documentos enviados pela Presidência aos pastores ou recebidos destes entre janeiro de 2019 a 24 de março deste ano. A solicitação foi feita no final de março e negada na última segunda-feira (11). O governo alegou impossibilidade de atender ao pedido por não conter “especificação de forma clara e precisa, da informação requerida”.
Além disso, a Secretaria-Geral da Presidência da República argumentou que “existe risco de divulgação de informações pessoais sensíveis” caso os emails institucionais solicitados não passem por uma “análise de conteúdo”. Já em relação a outros documentos – como ofícios e cartas – o órgão alegou que encontra “limitações e imprecisões no rastreamento de documentos” no sistema interno.
Gilmar Santos é presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil e Arilton Moura é assessor de Assuntos Políticos da entidade. Os dois participariam de um suposto gabinete paralelo no MEC, conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo.
Em áudio divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo, Milton Ribeiro afirmou que o governo federal prioriza a liberação de verbas a municípios que eram indicados por Santos e Moura —os recursos eram direcionados a obras de creches, escolas e quadras e para a compra de equipamentos eletrônicos.
“Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar”, disse o ministro no áudio obtido pela Folha de S. Paulo.
Inicialmente, Ribeiro admitiu ter encontrado os líderes religiosos, mas isentou Bolsonaro. Uma semana depois, ele pediu exoneração. Em carta, defendeu a investigação do caso. “As suspeitas de que uma pessoa, próxima a mim, poderia estar cometendo atos irregulares devem ser investigadas com profundidade”, afirmou.
O pastor Santos negou ter recebido ou contribuído para o recebimento de propina. Pelas redes sociais, Santos também eximiu Bolsonaro de culpa. “Gostaria de externar que nenhum pedido fora feito ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República”, disse. Ailton Moura não se manifestou.
‘Cadê as suas demandas?’
De acordo com os depoimentos dos prefeitos à Comissão de Educação do Senado Federal, os encontros com os pastores teriam ocorrido entre março e abril de 2021 e o modus operandi era parecido.
Primeiro, os gestores municipais eram recebidos em um encontro com o MEC, com a presença de Ribeiro, e, depois, levados pelos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura para restaurantes onde as propostas eram feitas.
Ele [Moura] virou para mim e disse: ‘Cadê suas demandas?’. Eu apresentei minhas demandas para ele e ele falou rapidamente: ‘Você vai me arrumar R$ 15 mil para protocolar suas demandas e, depois que o recurso tiver empenhado, como sua região é de mineração, você vai me trazer 1 kg de ouro’. Eu não disse nem que sim nem que não e me afastei.”Gilberto Braga (PSDB), prefeito de Luís Domingues (MA), em depoimento no Senado
O prefeito Kelton Pinheiro (CD), de Bonfinópolis (GO), disse que, primeiro, foi procurado pelos pastores para a compra de 50 bíblias por R$ 1 mil cada. Como negou, depois, foi levado a um restaurante em Brasília, onde os dois pastores pediram uma “contribuição” para a liberação de obras.
Quando chegou na minha mesa, o pastor Arilton me abordou de forma muito abrupta e direta, dizendo: ‘Olha, prefeito, vi aqui que seu ofício está pedindo escola de 12 salas. Essa escola deve custar R$ 7 milhões, o recurso. Mas, é o seguinte, eu preciso de R$ 15 mil na minha mão hoje. Você faz uma transferência para a minha conta, porque esse negócio de paga depois não cola comigo não. Vocês políticos são um bando de malandros, que se não pegar antes, depois não paga ninguém’. Aquilo me deu ânsia de vômito.”Kelton Pinheiro, prefeito de Bonfinópolis (GO)
A Polícia Federal abriu inquérito para investigar a conduta de Ribeiro e as denúncias de favorecimento e corrupção. A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a abertura de investigação.
À PF, o ex-ministro Ribeiro confirmou que o presidente Jair Bolsonaro lhe pediu para receber o pastor Santos, mas negou “tratamento privilegiado” e a existência de um “gabinete paralelo” na pasta.
O prazo para conclusão das primeiras diligências é de 30 dias. As suspeitas são de crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e tráfico de influência.