O Lula vence no Norte e no Nordeste, enquanto Bolsonaro tem vantagem no Sul, Sudeste e Centro-Oeste
Bolsonaro leva vantagem sobre Lula no Sul, Sudeste e Centro-Oeste (foto: Evaristo Sá/AFP; Ricardo Stuckert/Divulgação)
Pesquisa encomendada pela consultoria Arko Advice ao Instituto AtlasIntel, divulgada nesta quinta-feira (25/8), mostra que o presidente Jair Bolsonaro lidera as intenções de voto para a Presidência da República no Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Enquanto isso, Lula leva a melhor no Nordeste e Norte do país. No Sudeste, Bolsonaro leva pequena vantagem sobre o candidato do PT, com 42,7% das intenções. Lula tem 40%. Ciro Gomes (PDT) tem 6,7% e Simone Tebet (MDB), 6,2%.
Já no Centro-Oeste, a vantagem do presidente é de 3,3 pontos percentuais: 45,9% contra 42,6%. Ciro tem 4,9%, enquanto Simone Tebet aparece com 3,5%.
Entre os eleitores do Sul, Bolsonaro aparece com 47,5%, contra 39,8% de Lula. Ciro tem 5,3% das intenções e Simone Tebet obteve 1,8%.
A vantagem de Lula na pesquisa a nível nacional é expressada pela boa diferença sobre Bolsonaro no Nordeste e no Norte. Entre os nordestinos, o petista obteve 60,6% das intenções, contra 25,1% de Bolsonaro. Ciro Gomes, nascido no Ceará, teve apenas 7,2% das intenções. Simone conseguiu apenas 1,1%.
No Norte, o candidato do PT apareceu com 50,7% das intenções, enquanto Bolsonaro teve 36,7%. Ciro apareceu com 5,8% e Simone Tebet, 1,8%.
Com comparativo com os dados divulgados em julho, Lula avançou 2,7 pontos percentuais, mas está aquém do levantamento divulgado em março, quando contava com 49% do eleitorado.
Segundo turno
Numa eventual disputa de segundo turno, Lula também venceria Bolsonaro. Ele obteve 51,8% das intenções, contra 40,8% do atual presidente, enquanto 7,4% são votos brancos, nulos e ou de eleitores indecisos.
A pesquisa ouviu 7.475 eleitores em 2013 municípios de todo o país entre sábado (20/8) e quarta-feira (24/8). O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00848/2022. O nível de confiança é de 95%. A margem de erro é de 1 ponto percentual.
Ministro ordena ainda que Paola Daniel seja impedida de criar novas contas nas redes sociais
Daniel Silveira e Paola Daniel Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou o bloqueio das contas bancárias e das redes sociais da candidata a deputada federal Paola da Silva Daniel (PTB-RJ), esposa do deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ). O magistrado ainda mandou a Polícia Federal colher um depoimento da parlamentar em no máximo cinco dias.
A determinação de Moraes, que desde o dia 16 de agosto também comanda o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é baseado num suposto auxílio por parte de Paola a burlar ordens do STF. Segundo o ministro, ela teria cedido suas redes sociais para seu marido, que está com as contas bloqueadas desde novembro de 2021, fazer críticas por meio de um vídeo a Moraes.
Ainda na decisão, Alexandre de Moraes ordena que Paola seja impedida de criar novas contas na web. Ele acrescenta ainda que, em caso de descumprimento, a esposa de Daniel Silveira pague uma multa diária de R$ 15 mil.
– Os perfis criados nas redes sociais se revelam como um artifício utilizado pelo réu Daniel Lúcio da Silveira para reproduzir o conteúdo que já foi objeto de bloqueio nestes autos, burlando decisão judicial. Assim, a utilização das redes sociais de sua esposa, criados com a intenção de se esquivar dos bloqueios determinados, deve ser restringida – diz o documento.
Já o bloqueio das contas bancárias, de acordo com Moraes, é justificado porque Paola recebeu transferência bancária de R$ 100 mil de Daniel Silveira depois que foi expedido o bloqueio das contas do deputado.
Por isso, o ministro havia proferido decisão em junho ordenando o bloqueio de suas contas. Agora ele repetiu essa ordem e determinou novamente a emissão de ordem ao Banco Central para o bloqueio de “todas as contas bancárias” vinculadas a ela. A decisão foi proferida nesta terça-feira (23).
– A conduta de Paola da Silva Daniel objetivou colocar obstáculos à ação do Supremo Tribunal Federal, autoridade competente, para a cobrança de multas impostas a Daniel Silveira – alega Moraes no despacho desta quarta-feira (24).
No último domingo (21), Silveira utilizou as redes sociais de Paola para criticar Moraes. No vídeo, que foi tirado do ar na manhã da segunda (22), o presidente do TSE foi chamado de “mentiroso da República e dos poderes”.
Moraes é relator do processo que condenou Silveira a oito anos e nove meses de prisão, pena que foi revogada devido ao indulto concedido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).
O presidente Jair Bolsonaro (PL) conseguiu aumentar em quase três pontos percentuais a diferença sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Rio Grande do Sul, segundo o instituto Paraná Pesquisas. Agora o candidato à reeleição tem 42.4%, como 39,3% no levantamento de julho. O petista, por sua vez, passou de 34,5% para 34,7% no mesmo período.
Depois aparecem Ciro Gomes (PDT, com 6,5% – tinha 7,6% -, Simone Tebet (MDB), com 2,3%, Com menos de 1%, depois aparecem Felipe D’Avila (Novo) ; Pablo Marçal (Pros), Vera (PSTU), Leo Péricles (Unidade Popular), Roberto Jefferson (PTB), Constituinte Eymael (Democracia Cristã), Sofia Manzano (PCB), e Soraya Thronicke (União Brasil). A informação é do SBT News.
A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-04128/2022 e foi realizada de 20 a 24 de agosto. Foram ouvidos 1.540 eleitores. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello concedeu uma entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (25). O magistrado, que se aposentou da Suprema Corte em 2021, disse estar “arrependido” de ter assinado a Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito. O manifesto, elaborado por ex-docentes de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e lido em ato simbólico no dia 11 de agosto, objetiva, segundo seus autores, defender a democracia. Para o ex-ministro, entretanto, o objetivo verdadeiro do documento é demonstrar apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições gerais deste ano. – Pensei em uma peça de juristas para reafirmar que a democracia veio para ficar. Mas eu vi é que se passou a se utilizar esse manifesto como um instrumento político para se fustigar o atual governo e se apoiar o que seria um candidato da oposição, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – observou.
Marco Aurélio alegou que foi convidado a assinar o texto por um ex-diretor da USP, o professor Floriano Azevedo Neto. Ele reitera, no entanto, que, “se soubesse a destinação do manifesto, não teria assinado”.
– Se soubesse que seria essa destinação do manifesto, e não a simples reafirmação da democracia, eu não teria assinado em si o manifesto. Me arrependi [de ter assinado]. E se arrependimento matasse, vocês estariam encomendando a minha missa de sétimo dia – completou.
O ministro, que ocupou uma cadeira no STF por 31 anos, voltou a falar sobre a candidatura do ex-presidente Lula. No decorrer da conversa, ele reiterou que, hoje, “não votaria em alguém que foi condenado quatro vezes pela Justiça Federal, por crimes diversos contra a administração pública”.
– Já votei no ex-presidente Lula, mas não votaria agora como ex-juiz, em alguém que foi condenado quatro vezes pela Justiça Federal, por crimes diversos contra a administração pública (…). Que, no passado, foi presidente do país por oito anos, e que deu as cartas no governo Dilma por mais seis anos. Será que não temos outros candidatos? – concluiu.
Ex-juiz da Lava Jato disse esperar que William Bonner e Renata Vasconcellos questionem o petista “com firmeza sobre mensalão, petrolão, triplex e Atibaia”
Candidato ao Senado pelo Podemos no Paraná, Sergio Moro ironizou no Twitter a sabatina de Lula no Jornal Nacional logo mais. Ele disse esperar que William Bonner e Renata Vasconcellos questionem o petista “com firmeza sobre mensalão, petrolão, triplex e (sítio de) Atibaia”.
“Se precisarem de ajuda, sou voluntário. Tenho experiência.”
Bolsonaro e Lula devem comparecer ao primeiro debate eleitoral Arte: Pleno.News // Fotos: Anderson Riedel/PR e Joédson Alves/EFE
Neste domingo (28), acontecerá o primeiro presidencial das eleições, organizado pelo portal UOL, pela TV Band, pela TV Cultura e pelo jornal Folha de S.Paulo. O programa deverá contar com a participação dos dois candidatos com melhor desempenho nas pesquisas eleitorais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Jair Bolsonaro.
Nenhum dos dois candidatos confirmou ainda, oficialmente, a participação no debate, mas as assessorias de Lula e de Bolsonaro confirmaram a ida deles ao programa.
Além dos dois principais candidatos, o debate contará também com Luiz Felipe D’Avila (Novo), Soraya Thronicke (União Brasil), Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT).
O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (24/8) que “o único lugar que o Lula ganha é no Datafolha”. A declaração ocorreu durante agenda de campanha em Betim, Minas Gerais.
“Voces sabem que o único lugar que o Lula ganha é no Datafolha e mais em lugar nenhum. Estamos tendo a chance de ver o que acontece em outros países por aí. Temos a chance de rememorar o que Lula e Dilma fizeram pelo Brasil, praticamente destruíram a nossa pátria”, apontou, sendo ovacionado por apoiadores.
Bolsonaro ainda levou ao palanque um refugiado venezuelano para que relatasse a vida na Venezuela “em função das escolhas que fizeram”. “Não queremos colocar o Brasil nessa situação”, alegou o presidente.
“Não podemos esquecer que quem fez campanha para [Hugo] Chávez e [Nicolás] Maduro no passado foi o Lula lá na Venezuela, ele defendeu aquele regime. Certa vez ele falou: ‘Na Venezuela pode faltar tudo, menos democracia’. É exatamente o contrário. Lá não tem democracia e falta tudo. Nós não queremos colocar o Brasil na situação que está a Venezuela. [Vou] Abrir a palavra para ele contar um pouco do que o seu povo vive lá em função das escolhas que fizeram. O pessoal acreditou na palavra fácil do Chávez e do Maduro, e na campanha do Lula dizendo que a esquerda ia dar o paraíso para eles. Não deram o paraíso, deram fome, miséria, violência, desgraça e o fim da família, a desestruturação das famílias na Venezuela”, disse.
Se as eleições para a Presidência da República fossem hoje, o presidente Jair Bolsonaro (PL) teria 41% dos votos, liderando a corrida presidencial, segundo estimativa do Instituto Brasmarket, divulgada nesta quarta-feira (24). Ele ficaria à frente do ex-presidente Lula (PT), que aparece com 32,9%.
Foram realizadas 2 mil entrevistas em 504 cidades do país, das 5 regiões, entre os dias 20 e 22 de agosto, por telefone. A margem de erro é de 2,2% pontos percentuais.
Bem distante dos principais candidatos, Ciro Gomes (PDT) tem 4,3% das intenções de voto, e Simone Tebet (MDB) tem 3,3%. Branco/nulo somam 7,7% e não sabem ou não responderam, 22%.
Já na modalidade espontânea, o atual presidente aparece com 37% das intenções de voto, Lula 27% e Ciro Gomes 3,3%. Simone Tebet tem 1,8% nessa modalidade. A margem de erro da pesquisa é de 2,2% e o intervalo de confiança é de 95%.
O levantamento foi contratado pela Associação de Supermercados do Rio de Janeiro (Asserj) e tem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07901/2022. O resultado difere do que é apresentado por institutos como o Datafolha, que aponta uma distância de 15 pontos pró-Lula na disputa presidencial.
Conversas obtidas pela Jovem Pan também mostram ofensas ditas pelo deputado aos seus servidores em grupos no Whatsapp
Luis Macedo/Câmara dos DeputadosJanones desistiu de sua campanha à presidência para apoiar Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Um ex-assessor do deputado federal André Janones (Avante-MG) acusa o parlamentar de praticar rachadinha. Janones trocou acusações com o jornalista Rica Perrone por meio de mensagens no Twitter nesta terça-feira, 23, sobre as denúncias. O assessor foi exonerado e não trabalha mais com o deputado. A Jovem Pan teve acesso a diversas conversas no WhatsApp entre os assessores e o deputado. Nas imagens, é possível ver a forma como Janones chega a chamar seus assessores, dizendo que são “analfabetos funcionais”, não tinham informações e até tinham certas dificuldades emocionais. Em outra conversa, Janones chama os assessores de “incompetentes”, de “ruins” e fala que são “burros”. São históricos longos de conversas entre Janones e seus assessores e, segundo o que diz esse ex-assessor, existia uma espécie de rachadinha, além de todo o assédio que girava em torno dos grupos de WhatsApp.
Um dos exemplos citados é de um servidor que, segundo esse assessor, recebia o valor de R$ 9 mil, mas só ficava com R$ 5 mil, com o restante sendo repassado a uma chefe de gabinete. Ainda segundo o ex-assessor, isso era rotineiro. Em 2019, quando Janones chegou à Câmara dos Deputados, houve uma reunião, e, de uma forma, circulou uma informação de que eram necessários repasses de funcionários, uma contribuição de forma financeira, que seria repassar o salário, configurando uma espécie de rachadinha. Essa informação já foi enviada ao Ministério Público Federal (MPF) em 11 de janeiro e a Jovem Pan também teve acesso à documentação.
“Eu fui ex-assessor do ex-deputado federal e venho combater uma falácia que ele publicou em seu Twitter agora há pouco falando que o youtuber e influenciador Rica Perrone me procurou oferecendo dinheiro, junto com o pessoal do presidente Bolsonaro, para eu vir a público e falar a respeito das irregularidades que aconteciam no gabinete do deputado. Quero falar que isso é uma mentira, é mais uma falácia de André Janones e quero me colocar à disposição de todos os órgãos de imprensa e de Justiça para falar a verdade. Para esclarecer e trazer a verdade aos olhos de todo o povo do nosso país”, disse o ex-assessor em vídeo. O deputado iria disputar a presidência da República, mas abandonou sua candidatura e declarou apoio ao ex-presidente Lula.
A vantagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o presidente Jair Bolsonaro (PL) na corrida pela Presidência da República caiu para menos de cinco pontos percentuais, segundo levantamento feito entre os dias 19 e 23 de agosto pelo instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta quarta-feira, 24.
De acordo com o levantamento, o petista tem 41,7% das intenções de voto contra 37,0% do presidente – uma diferença de 4,7 pontos percentuais, o que quase configura empate técnico dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
A distância é a menor registrada pelo instituto na atual corrida eleitoral. Em abril deste ano, o placar era de 40,0% para o petista e 32,7% para o presidente (diferença de 7,3 pontos percentuais). Desde então, a diferença vem caindo gradativamente.
Logo abaixo dos favoritos aparecem Ciro Gomes (PDT), com 7,3%, e Simone Tebet (MDB), com 2,7%. Os demais candidatos não atingiram um ponto percentual. Entre os entrevistados, 6,0% afirmaram que irão votar em branco, nenhum ou nulo e 4,1% disseram que não sabem ou não responderam.