Documento foi divulgado pelo jornalista Paulo Figueiredo
Militares da ativa assinam carta Foto: Divulgação/Exército Brasileiro
Foi divulgada na madrugada desta segunda (28) para terça-feira (29), primeiramente em grupos militares e depois no programa Pânico, da Jovem Pan, por Paulo Figueiredo, uma carta assinada por oficiais da ativa direcionada ao comando do Exército Brasileiro, demonstrando insatisfação com a “insegurança jurídica e instabilidade política e social no país”.
Ao divulgar o documento, Paulo Figueiredo relembrou que a última vez em que houve esse tipo de manifestação por parte de oficiais da ativa foi em 1954, durante o governo Getúlio Vargas, seis meses antes de ele cometer suicídio.
– Estamos atentos a tudo que está acontecendo e que vem provocando insegurança jurídica e instabilidade política e social no país – diz trecho da carta.
O militares ratificam a importância da harmonia entre os três poderes, além de apontar insatisfação com o trabalho dos veículos de comunicação.
– Preocupa-nos a falta de imparcialidade na narrativa dos fatos e na divulgação de dados, por parte de diversos veículos de comunicação – afirmam.
– Covardia, injustiça e fraqueza são os atributos mais abominados para um soldado. Nossa nação, aquela que entrega os maiores índices de confiança às Forças Armadas, sabe que seus militares não a abandonarão – completam.
Até o momento, a carta conta com 177 assinaturas de oficiais.
Confira a carta na íntegra:
Subscrevem esta carta, oficiais superiores da ativa do Exército Brasileiro, que o fazem de livre e espontânea vontade.
Como membros do Exército Brasileiro, somos sabedores que o Exército de Caxias é uma instituição permanente e regular, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e reconhecida por seu sacerdócio, disponibilidade permanente e dedicação exclusiva ao Brasil, na qual repousa a confiança do povo brasileiro.
Resolvemos tornar público, com base no Inciso IV, do Art. 5o. da Constituição Federal, a presente CARTA DOS OFICIAIS SUPERIORES DO EXÉRCITO BRASILEIRO, deixando claro que é o exercício do direito estabelecido no artigo acima mencionado e que será colocado em tópicos, para melhor entendimento.
“A farda não abafa o cidadão no peito do soldado!” Marechal Manuel Luís Osório
Reafirmamos o nosso compromisso inquebrantável com a Pátria e com a Sociedade Brasileira, formada por patriotas comprometidos com o bem da Nação. Ratificamos o alinhamento dos participantes com a legalidade, liberdade e transparência, atualmente tão requeridas pelo povo brasileiro. Não existe instituição ou poder constituído que possam se colocar acima da lei e da ordem democrática. Os três poderes precisam ser harmônicos e independentes, conforme prevê a Constituição, tendo em seu sistema de freios e contrapesos o necessário limite para que assim se mantenham. Consideramos importante, portanto, que os Poderes e Instituições da União assumam os seus papéis constitucionais previstos em lei e em prol da pacificação política, econômica e social, especialmente para a manutenção da Garantia da Lei e da Ordem e da preservação dos poderes constitucionais, respeitando o pacto federativo previsto na regra basilar de fundação da República Federativa do Brasil. Reforçamos a crença em nossa Instituição Exército Brasileiro, cuja origem remonta o sentimento de brasilidade construído a partir da Batalha de Guararapes (1648) e amalgamado à participação em todos os fatos históricos de relevância da nação. Destacamos que os integrantes da Força Terrestre, coesos, motivados e conhecedores de sua história, sempre estarão prontos para cumprir suas missões constitucionais, com base no mais sublime dos juramentos de “(…) dedicar-me inteiramente ao serviço da Pátria, cuja honra, integridade e instituições, defenderei com o sacrifício da própria vida”. Asseveramos que os Soldados de Caxias, que se preparam diuturnamente, com profissionalismo e abnegação, colocam os objetivos nacionais sempre em primeiro plano, desprezando quaisquer interesses pessoais. Estamos atentos a tudo que está acontecendo e que vem provocando insegurança jurídica e instabilidade política e social no país. Ademais, preocupa-nos a falta de imparcialidade na narrativa dos fatos e na divulgação de dados, por parte de diversos veículos de comunicação.
Covardia, injustiça e fraqueza são os atributos mais abominados para um Soldado. Nossa nação, aquela que entrega os maiores índices de confiança às Forças Armadas, sabe que seus militares não a abandonarão.
A relação preliminar dos subscritores desta carta será elaborada por ordem alfabética, dentro de cada posto, apenas com as primeiras adesões que foram coletadas antes da sua expedição. À medida que forem sendo recebidas novas solicitações de adesão, elas serão encaminhadas oportunamente. Com nosso mais alto apreço e respeito.
Palácio do Congresso Nacional | Foto: Pedro França/Agência Senado
Essa não é a primeira vez que Rodrigo Pacheco defende a proposta. Em maio, o presidente do Senado afirmou que a PEC do Quinquênio “corrige injustiças” e que “é razoável” o aumento nos vencimentos por tempo de serviço. Ainda segundo o senador, o resgate do benefício serve como um atrativo para manter bons juízes na carreira, tendo em vista que há pouca variação entre o salário dos magistrados mais antigos e dos iniciantes.
“Prepare-se para ser roubado, mais uma vez, pelos juízes e procuradores brasileiros — estes mesmos que não conseguem passar nem cinco minutos sem dizer o quanto lutam pela igualdade e o quanto combatem os acumuladores de renda e outros malfeitores sociais”, escreve o colunista da RevistaOeste. “Esse aumento é extorquido do Erário pelas piores razões. Não é dado porque os magistrados trabalharam mais nesse período, ou porque trabalharam melhor, ou porque cumpriram alguma meta; nada disso. O quinquênio é arrancado do bolso do pagador de impostos única e exclusivamente pela passagem do tempo. Você pode ser o pior juiz sobre a face da Terra; vai encher cada vez mais o seu bolso à medida que fica mais velho.”
A legenda do presidente Jair Bolsonaro divulgou nota oficial depois da decisão do presidente do TSE
O Partido Liberal, sigla do presidente da Jair Bolsonaro, divulgou nota na manhã desta terça-feira, 29, na qual afirma que vai adotar todas as medidas para preservar o direito à livre atividade partidária e outras liberdades previstas na Constituição Federal.
O PL se refere à decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, que bloqueou quase R$ 14 milhões encontrados nas contas do partido, como forma de recolher pelo menos parte da multa de R$ 23 milhões por litigância de má-fé na ação em que o partido apresentou uma auditoria que constatou irregularidades em 280 mil urnas.
Eis a íntegra da nota: “O Partido Liberal vai adotar todas as medidas adequadas para preservar a liberdade, o direito à livre atividade parlamentar e partidária, o direito à liberdade de expressão e, mais ainda, o direito constitucional e democrático de contestar decisões judiciais sem sofrer qualquer retaliação.” O PL não informa qualquer detalhe das medidas que serão adotadas.
A ação que questionou as urnas foi ajuizada pela coligação que elegeu Bolsonaro e os três partidos — PL, PP e Republicanos — foram multados. Porém, o ministro entendeu que a iniciativa do PL não teve a adesão dos outros dois e os isentou da multa. Portanto, as duas legendas voltaram a ter acesso ao Fundo Partidário.
A ação do PL, protocolada em 22 de novembro, depois de entrevista coletiva do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, e de especialistas que fizeram a auditoria, pedia que o TSE invalidasse votos registrados no segundo turno nas urnas de modelo 2009, 2010, 2011, 2013 e 2015, que somam quase 280 mil das 472 mil urnas utilizadas nas eleições.
Para Moraes, no entanto, houve “total má-fé da requerente em seu esdrúxulo e ilícito pedido”, que é um ato “atentatório ao Estado Democrático de Direito”. Apesar da auditoria, o ministro disse que houve “total ausência de quaisquer indícios de irregularidades e a existência de uma narrativa totalmente fraudulenta dos fatos”. Por isso, aplicou a multa.
Sacerdote compartilhou imagem sobre a diferença do tratamento dado para a atriz e para o cantor
Cassia Kis e Gilberto Gil Fotos: Reprodução/Globoplay // EFE/EPA/RICARDO CASTELO
O padre Overland de Morais, pároco da Paróquia Cristo Rei, que fica em Várzea Grande, no estado de Mato Grosso, se posicionou nesta segunda-feira (28) sobre a repercussão do caso envolvendo as críticas sofridas pelo cantor Gilberto Gil, alvo de protesto em um estádio no Catar, onde o artista está acompanhando a Copa do Mundo.
Pelas redes sociais, o padre compartilhou uma imagem com um comparativo entre o caso de Gil e os ataques sofridos pela atriz Cassia Kis, declaradamente conservadora e que já manifestou apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Na legenda da publicação, o sacerdote questionou a diferença no tratamento dado aos dois.
– Quanta falta de coerência! “Pau que bate em Chico não bate em Francisco!”. Esse é o Novo Normal! – escreveu o padre em sua página no Instagram.
Padre Overland compartilhou comparação entre casos de Cassia Kis e Gilberto Gil Foto: Reprodução/Redes Sociais
SOBRE O CASO DE GIL O cantor Gilberto Gil, que está no Catar acompanhando a Copa do Mundo, foi hostilizado por brasileiros, bem como ocorreu com os ministros do STF em Nova Iorque neste mês. Enquanto passava por um corredor para acesso à arquibancada do Estádio Lusail, onde aconteceu a partida entre Brasil e Sérvia, o artista e sua esposa, a empresária Flora Gil, ouviram xingamentos.
O cantor de 80 anos também foi provocado com menções à Lei Rouanet, que destina bilhões a projetos culturais.
– Vamo (sic), Bolsonaro. Vamo (sic), Lei Rouanet – gritou um torcedor para o artista, que apoia abertamente Luiz Inácio Lula das Silva (PT), já tendo sido ministro da Cultura em seu governo.
– Vem, vem. Você ajudou o Brasil pra c****** Vamos lá. Vai lá. Valeu, Lei Rouanet. Obrigado, filho da p*** – finalizaram os brasileiros.
O vídeo que registra o momento viralizou nas redes sociais. O deputado federal André Janones, também apoiador de Lula, ao compartilhar o vídeo classificou como “crime e terrorismo” da extrema direita.
– A nova onda da extrema direita é cometer crimes. É terrorismo, ameaça, injúria. O crime foi filmado, aparentemente o bandido se orgulha do que fez com Gilberto Gil (80 anos de idade), a quem presto toda a minha solidariedade. Vamos tornar o vagabundo famoso. Lixo humano, escória! – escreveu.
Conforme a nota emitida pela dona das propriedades invadidas, parte da área era destinada a produtores de leite da região que, agora, estão prejudicados sem pastagens para os animais.
A propriedade invadida e vandalizada, se encontra em pleno desenvolvimento na região e, além disso, beneficia a comunidade local, através da cessão em comodato para uma associação local de produtores de leite, que utiliza parte do citado imóvel para pastagem e manejo bovino, refletindo a atuação consciente da FERBASA em prol do desenvolvimento socioeconômico das comunidades do entorno das regiões onde mantém suas atividades.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) segue realizando invasões pelo Brasil. O grupo realizou invasões na Bahia, no último fim de semana e levaram terror e violência para a região. As propriedades foram invadidas se valendo de uma mentira de que ela estava improdutiva!
No último fim de semana, conforme noticiado pelo próprio Movimento Sem Terra, 250 famílias de pessoas oriundas das periferias da Bahia, e organizadas pelo MST invadiram a Fazenda Gentil, em Maracás, e a Fazenda Redenção, localizada entre Planaltino e Irajuba, cujo acampamento recebeu o nome de Estrela Vive. No comunicado, os invasores afirmaram se tratar de “áreas improdutivas”. PUBLICIDADE
A nota confirma que “de fato, uma de suas propriedades rurais, a Fazenda Reunidas Redenção, localizada no munícipio de Planaltino, na Bahia, teve parte de sua área invadida por grupo identificado como integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), correspondente a aproximadamente cinco de um total de 580 hectares”.
Ainda no comunicado, a Ferbasa salienta que o imóvel integral o rol de projetos de silvicultura da Companhia e que estão “em pleno desenvolvimento na região”. Conforme a Ferbasa, além das atividades realizadas, a empresa também beneficia a comunidade local, “através da cessão em comodato para uma associação local de produtores de leite, que utiliza parte do citado imóvel para pastagem e manejo bovino”.
A produção de leite na Bahia atingiu o volume médio de 159,9 milhões de litros e registrou um aumento de 14,8% em 2021, segundo informações divulgadas pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri). Movimentos de invasões que afetam os produtores de leite, trazem prejuízo não só as famílias, mas também a economia local que depende da atividade.
A companhia reiterou em comunicado que “preza pela austeridade na gestão de seus recursos visando à perenidade dos seus negócios, não havendo, portanto, qualquer instabilidade ou insegurança no que tange à sua saúde financeira”.
A companhia reiterou em comunicado que “preza pela austeridade na gestão de seus recursos visando à perenidade dos seus negócios, não havendo, portanto, qualquer instabilidade ou insegurança no que tange à sua saúde financeira”.
Levantamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) mostra que desde o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) invasões de terra vêm apresentando redução significativa. Nos oito anos de FHC, foram 2.442 invasões, média de 305 por ano. Nos dois mandatos de Lula (2003-2010), a média foi de 246 ocupações ao ano, ou 1.968 no período.
Na administração Dilma Rousseff (2011-2016) foram 162, em média, por ano e sob Michel Temer (2016-2018), a média anual foi de 27. No governo do presidente Jair Bolsonaro , o Incra informa que foram nove invasões por ano .
O governo anunciou a compra de 98 blindados com canhões a um custo de 900 milhões de euros (R$ 5,07 bilhões). O contrato deve ser assinado em 5 de dezembro, a menos de um mês para o fim do governo de Jair Bolsonaro (PL).
Chamados de Centauro 2, os novos veículos são produzidos pelo consórcio italiano CIO (Oto Melara) —formado por Iveco e Leonardo.
O Centauro 2 pesa 30 toneladas, mas consegue atingir uma velocidade de 105 km/h em pistas pavimentadas, conforme a ficha técnica apresentada pela empresa.
Isso se deve ao motor com mais de 720 cavalos que, segundo a fabricante, oferece “desempenhos inigualáveis em termos de velocidade e aceleração”.
O veículo tem autonomia de percorrer até 800 quilômetros em uma velocidade de 70 km/h.
O blindado tem tração nas rodas 8×8, que precisa ser acionado por um sistema manual, conforme o site especializado Defesa Net.
A quarta roda, ainda segundo a publicação, pode também funcionar com um ângulo bem menor que as duas dianteiras, quando o veículo necessita fazer manobras em locais estreitos, e com velocidade inferior a 20 km/h.
Segundo o consórcio fabricante, uma série de sistemas —como o controle digital da pressão dos pneus e a nova suspensão— permitem que o blindado se desvencilhe de qualquer tipo de terreno.
Com canhão de 120 mm, o Centauro 2 tem blindagem balística superior a outros modelos, ainda conforme a CIO.
As melhorias no casco e na torre, entre outros itens, permitem que o veículo seja capaz de lidar com ameaças como minas, IEDs (Improvised Explosive Device, na tradução Dispositivo Explosivo Improvisado) e as munições cinéticas de última geração.
O veículo tem capacidade para transportar três pessoas – o comandante, o artilheiro e o carregador.
A fabricante observa que a segurança da tripulação foi aumentada, com uma melhor distribuição de munição de reserva e estoques dentro do casco, além dos sistemas de combate a incêndio e antiexplosão de última geração.
A torreta, onde fica a tripulação, foi equipada com novos assentos antiminas.
As reservas de munição no casco são automatizadas, assim como o novo sistema de carregamento na torre.
O presidente eleito Lula (PT), durante reunião com a equipe de transição – 10/11/2022 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo
A pedido de ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente eleito, Lula (PT), deve anunciar um projeto de lei (PL) para a regulamentação da internet, informou reportagem do jornal Valor Econômico, publicada na sexta-feira 25. O objetivo é combater as “fake news”.
O texto terá três eixos: “enfrentamento da desinformação”, “aspectos tributários” e “produção de conteúdo”. A equipe de transição de Lula considera ainda sugerir a criação de uma “Secretaria de Serviços Digitais”. Internautas chamaram a possível pasta de “Ministério da Verdade”, em alusão ao livro 1984.
No início deste mês, o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, encontrou-se com Lula e sugeriu a regulamentação da internet ao petista. Segundo Moraes, durante as eleições, o TSE teve um “trabalhão” para defender-se de “ataques ao regime democrático e ao Estado de Direito” e lutar contra as “notícias falsas”.
A Lula, Moraes apresentou um balanço das medidas estabelecidas pelo TSE antes das eleições, como, em 36 horas, a “retirada de quase 2 milhões de usuários do Telegram”. O presidente do TSE lembrou ainda da iniciativa da Corte Eleitoral de ampliar os próprios poderes para tirar do ar, sem ofício, qualquer conteúdo considerado pelo TSE como “desinformação”.
MimoBar, reduto da esquerda em Brasília, sofre ataque a tiros Imagem: Reprodução/Instagram
A Casa MimoBar, considerado um tradicional reduto de militantes da esquerda em Brasília, sofreu um ataque a tiros na madrugada deste domingo (27), segundo nota publicada pelo estabelecimento nas redes sociais. Os tiros atingiram barris estilizados. Ninguém ficou ferido. Os donos denunciam “tentativa de intimidação e silenciamento”.
“Um carro parou ao lado da área de estacionamento do bar e pessoas ainda não identificadas dispararam quatro tiros em direção a nossa fachada, tendo as balas, de calibre 38, sido encontradas na manhã do domingo”, diz trecho da nota. (Leia o comunicado, na íntegra, abaixo)
Segundo a direção, no horário do ataque —ocorrido por volta das 3 h da manhã— já não havia público nem funcionários no local.
Após o segundo turno, o nome do MimoBar apareceu em listas de estabelecimentos que “deveriam ser boicotados” por apoiadores da extrema direita.
Criadas em meio à polarização política nas eleições presidenciais, essas listas incentivam o boicote a comércios que, segundo apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), derrotado nas urnas, têm posição política de esquerda e declaram apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Pessoas que defendem a posse irrestrita e o porte de armas de maneira quase generalizada, muito possivelmente são as mesmas que promoveram este novo ataque. Afinal, seu ídolo maior, que fracassou como presidente, nunca escondeu seu intuito de armar a população para favorecer seus objetivos”, afirma o comunicado.
“Este, como público, não nos faz qualquer falta, mas se utiliza de métodos violentos país afora na tentativa de silenciar vozes contrárias e aniquilar o pensamento progressista, numa postura golpista, disruptiva e autoritária”, acrescenta.
Leia o comunicado na íntegra
A Casa MimoBar sofreu uma tentativa de intimidação e silenciamento extremamente agressiva, e queremos compartilhar essa situação como forma de protesto, de denúncia e principalmente como um pedido de apoio e resistência.
Nesta madrugada, em horário em que felizmente não havia mais público, nem funcionários no local, o MimoBar sofreu um ataque a tiros. O ataque, que atingiu alguns barris estilizados como mesas de apoio para a espera de atendimento em dias de casa cheia, foi realizado por volta das 3h da manhã deste domingo, como relata testemunha.
Um carro parou ao lado da área de estacionamento do bar e pessoas ainda não identificadas dispararam quatro tiros em direção a nossa fachada, tendo as balas, de calibre 38 milímetros, sido encontradas na manhã do domingo. Logo após o segundo turno das eleições, o MimoBar foi relacionado entre várias outras casas que “deveriam ser boicotadas” por apoiadores da extrema direita. Este, como público, não nos faz qualquer falta, mas se utiliza de métodos violentos país afora na tentativa de silenciar vozes contrárias e aniquilar o pensamento progressista, numa postura golpista, disruptiva e autoritária.
Pessoas que defendem a posse irrestrita e o porte de armas de maneira quase generalizada, muito possivelmente são as mesmas que promoveram este novo ataque. Afinal, seu ídolo maior, que fracassou como presidente, nunca escondeu seu intuito de armar a população para favorecer seus objetivos.
São típicas de agora, e características do estado nazista em seu tempo, tentativas de intimidação em suas múltiplas formas. Ontem, uma lista promovendo boicote; hoje, um ataque a tiros. O que podem reservar para amanhã dentro desta lógica bárbara e covarde? O que ofende essa gente? Nossa alegria? Pois é contra a cultura do ódio que vamos continuar como espaço de resistência e abrigo caloroso de um público que sabe reconhecer o valor de uma vida democrática, socialmente justa e, sobretudo, facilitadora de uma cultura de paz.
Vice-presidente se manifestou por meio das redes sociais, neste domingo
Vice-presidente Hamilton Mourão Foto: VPR/Adnilton Farias
Neste domingo (27), o vice-presidente Hamilton Mourão usou as redes sociais para relembrar da Intentona Comunista, tentativa de golpe contra o governo de Getúlio Vargas, em 1935. As informações são do site O Antagonista.
Ao citar o episódio, Mourão deixou um recado para os comunistas.
– Na data de hoje, em 1935, traidores da Pátria intentaram contra o Estado e o povo brasileiro. A intentona de 27 de novembro foi a primeira punhalada do Movimento Comunista Internacional contra o Brasil. Não seria a última. Eles que venham, não passarão – escreveu.
Vice-presidente eleito ainda disse que o imposto sindical ‘não vai voltar’
Contrariando o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente eleito, Geraldo Akcmin (PSB), garantiu que nenhuma reforma feita nos últimos anos será desfeita pela nova gestão. A fala aconteceu num evento do Grupo Esfera, realizado no Guarujá, litoral de São Paulo (SP).
Alckmin citou como exemplo a reforma trabalhista — criticada por Lula há poucas semanas. Além disso, o ex-governador de SP afirmou que o imposto sindical não voltará.
“Não tem reformas a serem desfeitas”, declarou o vice-presidente eleito. “A reforma trabalhista é importante. Não vai voltar imposto sindical nem legislado sobre o acordado.”
Conforme noticiou a revista Veja, a equipe de transição de Lula estuda criar uma “taxa negocial” para substituir o imposto sindical. O sindicato quem decidiria o valor a ser descontado da folha de pagamento do trabalhador.
Lula critica reformas
Em abril deste ano, Lula comparou a Reforma da Previdência à bomba de Hiroshima. “Reforma pressupõe uma coisa boa”, afirmou o petista. “Quando você diz que vai reformar sua casa, seu carro, é para melhorar. Mas o que está sendo feito não é uma reforma; eles estão destruindo o que já têm. Isso tá mais para bomba de Hiroshima do que para reforma.”
Além disso, o presidente eleito critica veementemente a política do teto de gastos, garantindo que seu governo vai trabalhar com responsabilidade social. Conforme disse Lula, o teto serve a “banqueiros gananciosos”.
Durante o evento desta tarde, Alckmin declarou ser preciso rever algumas regras para as pessoas que trabalham nas plataformas digitais de entrega. “Estamos frente às plataformas digitais que precisam ser verificadas”, observou. “Um menino que entrega lanche, não tem aposentadoria, não tem nada.”
Segundo o vice-presidente eleito, Lula deseja que o Brasil “cresça” para “atrair investimento, ter renda e melhorar a vida das pessoas”. Além disso, afirmou que o petista tem sim preocupação fiscal. “Quem apostar em irresponsabilidade fiscal vai se decepcionar e errar”, disse.
Em 17 de novembro, ao participar da COP27, Lula declarou que “não adianta pensar só em responsabilidade fiscal”. “Vai aumentar o dólar, cair a Bolsa? Paciência”, explicou. O presidente eleito criticou novamente o teto de gastos e disse preferir a “responsabilidade social” do que a “responsabilidade fiscal”.
“Quando colocamos uma coisa chamada teto de gastos, tudo o que acontece é que tira dinheiro da saúde, da educação, da cultura”, disse Lula. “Você tenta desmontar tudo aquilo que faz parte do social e você não tira um centavo do sistema financeiro. Se eu falar isso, vai cair a bolsa, o dólar vai aumentar, paciência.”