Justiça suspende estorno de valores para consumidores da 123milhas

Foto: RENATO S. CERQUEIRA – 02.nov.2023/ESTADÃO CONTEÚDO.

Uma decisão da 1ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte determinou que sejam suspensas os estornos pedidos por clientes à empresa 123milhas, que está em processo de recuperação judicial. 

A juíza também decidiu a favor da empresa em relação a reservas em hotéis feitas pela plataforma. 

As operadoras de cartão de crédito deverão suspender os estornos de pagamento solicitados pelos consumidores que não obtiveram os serviços contratados antes da empresa entrar em recuperação judicial, decidiu a juíza Cláudia Helena Batista. 

Para a juíza, esses valores serão tratados no plano de recuperação judicial da 123milhas, que está suspenso no momento. A magistrada considera que esses estornos não atendem ao “princípio da paridade entre os credores” —a empresa alegou que muitos pedidos de estorno foram feitos de forma irregular. 

Um pedido da 123milhas que visava obrigar hotéis e agentes de intermediação de passagens a cumprirem os contratos foi negado pela juíza. Para ela, a medida afetaria “diversos fornecedores e terceiros interessados” e não considera a situação caso-a-caso dos contratos. 

A decisão prevê uma mediação construída entre o Ministério da Justiça, o Banco do Brasil e a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), que devem se posicionar a respeito do que foi determinado na justiça. 

O processo de recuperação judicial da 123milhas segue suspenso, mas a juíza justificou dizendo que a mesma decisão da suspensão determinou que “tutelas urgentes pendentes deveriam ser examinadas”. 

O UOL procurou o Ministério da Justiça e o Banco do Brasil. Os posicionamentos a respeito da decisão da juíza serão acrescentados à reportagem caso haja retorno. 

A situação da 123milhas

A 123milhas entrou com o pedido de recuperação judicial na 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte em 29 de agosto. A solicitação também englobou as empresas HotMilhas e Novum, e, depois, a MaxMilhas foi incorporada. 

A empresa informou uma dívida de pelo menos R$ 2,308 bilhões no pedido. O valor da causa, no entanto, poderá ser alterado no futuro após a verificação de créditos pelo administrador judicial. O valor das dívidas da MaxMilhas, declarado em R$ 226 milhões, não foi incluído nesse momento. 

Em setembro, a recuperação judicial da 123milhas foi suspensa a pedido do Banco do Brasil, um dos credores da empresa de viagens, alegando que as recuperandas não forneceram todos os documentos necessários para o processo. 

UOL


Mercado salários agro inflação 
Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de commodities agrícolas do mundo | Foto: Reprodução/ Redes sociais

Cerca de 80% dos cargos do setor do agronegócio apresentaram aumento salarial acima da inflação. O dado foi levantado pela Michael Page, empresa de consultoria especializada em recrutamento de média e alta gerência.

No Estudo de Remuneração Michael Page 2024, a instituição averiguou um ganho real de salário em 78% dos cargos avaliados nos grupos de média e alta gerência.

Os outros 22% dos cargos avaliados não apresentaram mudança no período de um ano. Entre os profissionais avaliados, o de gerente de produção se destacou com o maior aumento salarial: 21%.

O mercado do agro

Mercado salários agro inflação
Chances no mercado: gerente de produção se destacou com o maior aumento salarial: 21% | Foto: Wenderson Araujo/Trilux

Para elaborar o estudo, a Michael Page consultou, em 2022, dez mil profissionais e empresas de todo o Brasil. 

A pesquisa procurou compreender melhor o mercado e entender como os profissionais enxergam sua remuneração, sua carreira e a posição do empregador no seu desenvolvimento profissional.

A partir dessa consulta, a companhia conseguiu ainda traçar a remuneração mensal de 1.453 cargos em 15 setores:

Engenharia e manufatura, logística, varejo, vendas, marketing e marketing digital, agro, tecnologia da informação, jurídico, saúde e ciências, finanças, seguros, bancos e serviços financeiros, recursos humanos, propriedade e construção e secretarial & business support. 

Áreas com maior chance no agro

A demanda por profissionais dentro do agronegócio abrange principalmente as áreas financeira, de vendas, marketing, supply chain,engenharia de produto, TI e recursos humanos.

“A busca por profissionais das mais variadas áreas reflete a complexidade do agro”, explica Stephano Dedini, diretor da Michael Page para agro. “Ao mesmo tempo, é um convite para os talentos de outros mercados abraçarem novas oportunidades.”

Recorde de produção

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de commodities agrícolas do mundo, como soja, café, carne bovina, frango, cana-de-açúcar e laranja.

Entre janeiro e setembro, as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 125 bilhões. É o nono mês seguido de recorde de faturamento do setor.

Informações Revista Oeste


O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), intermediou a doação de um fretado para buscar os moradores da cidade

Familiares abraçam brasileira repatriada de Israel, nesta quarta-feira, 11, em Brasília | Foto: Marina Agostine/Revista Oeste

Cartazes de sejam-bem vindos, flores, gritos de felicidade e muita emoção. Esse foi o cenário encontrado pelos brasileiros repatriados de Israel ao desembarcarem no Aeroporto Internacional de Brasília, nesta quarta-feira, 11.

Nesta madrugada, 221 brasileiros pousaram na Base Aérea de Brasília por meio de um voo da Força Aérea Brasileira (FAB). Eles sobreviveram aos ataques do grupo terrorista Hamas, que começou no sábado 7 e dura até o momento.

O analista Leonardo Camargo, 32 anos, chegou cedo ao aeroporto. A sogra dele chegou a Israel na sexta-feira 6 para participar de uma peregrinação da igreja. Um dia depois, o Hamas iniciou a onda de ataques contra o país. A previsão de retorno da mulher era apenas na terça-feira 10.

“A gente nem dormiu desde ontem”, disse Leonardo. “Ficamos olhando pelo celular onde o avião estava. Graças a Deus, o governo e a FAB disponibilizaram esse avião e eles chegaram aqui salvos. Estamos muito felizes e agradecidos. Fico imaginando quem continua lá fugindo a guerra. Muitos inocentes pagarão esse preço. Ela não conseguiu curtir a viagem, mas estamos bem.”

Foi a primeira vez que ela foi para Israel. Após os ataques, a mulher ficou no bunker do hotel em que estava hospedada.

Ao lado dos diversos familiares, estava também o prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos). Ele intermediou a doação de um fretado para trazer de Brasília os dez sorocabanos que retornaram de Israel. 

“Foi ele [prefeito] quem nos abriu as portas para vir para Israel”, disse o pastor Rogério Barbosa, um dos repatriados. “Ele deu o pontapé inicial nos trâmites logo no sábado. Ficamos muito assustados, pois foi a nossa primeira experiência. Ligamos para o nosso prefeito, que prontamente nos atendeu. Agradecemos primeiro a Deus e também ao nosso querido irmão [prefeito].”

Os 211 fazem parte de um grupo de mais de 2,5 mil pessoas que estão em Israel e de 50 que estão na Faixa de Gaza. Todos solicitaram ao Itamaraty o retorno para casa.

Desde o sábado 7, iniciou-se uma guerra entre o Hamas e Israel, depois dos ataques armados e dos disparos de mísseis do grupo terrorista. Hoje, a guerra chega em seu quinto dia. Trata-se do maior conflito na região em cerca de 50 anos

Os passageiros com destino ao Rio de Janeiro vão ser transportados em duas aeronaves da Força Aérea, um KC-390 Millennium e C-99, até um posto da Base Aérea do Galeão.

Já os brasileiros repatriados, que vão de Brasília para outros destinos, partem com a Azul. O governo federal firmou uma parceria com a companhia aérea.

Brasileiros repatriados relatam momento dos ataques em Israel

Foto: Marina/Revista Oeste

Depois de pousarem em Brasília, os brasileiros repatriados de Israel relataram como foi sobreviver aos ataques do grupo terrorista Hamas nos últimos dias.

Além disso, os cidadãos aproveitaram a ocasião para expressar o alívio de estarem em solo brasileiro novamente.

“Quando o bombardeio começou, estávamos no norte, na região da Galileia”, contou o mineiro Valdir Alves Reis. “Foi assustador, muito pânico… Estávamos em uma região que poderia ser a próxima atacada. Foi muito tenso. O nosso grupo tinha 60 pessoas, ninguém se feriu graças a Deus.”

Das 60 pessoas que estavam com Reis, apenas três ficaram em Israel, pois tinham dupla nacionalidade. Contudo, eles devem retornar ao Brasil nos próximos voos da FAB que devem pousar no Brasil nos próximos dias.

“Esses últimos dias foram terríveis”, continuou o mineiro, que disse ir para Israel todos os anos. “Queremos louvar a Deus pelo governo federal.”

Um casal de brasileiros que mora em Nova York contou a jornalistas que, apesar do pânico devido aos bombardeios, desde o início, tinham “ciência de que estavam seguros”.

“Enfrentamos mais uma batalha, ou melhor, saímos dela”, contou Josué Evangelista. “Ficamos dois dias só rezando e esperando a hora de embarcar e vir para o Brasil de volta. Estamos em um momento de alegria.”

Sua mulher, Lucina Evangelista, relatou que a FAB deu “apoio total” aos repatriados. Já a coordenadora pedagógica Eliane Motta, de 56 anos, liderava uma excursão de pessoas idosas para Israel.

A mulher, que ficou dez dias no país, disse que seu maior desejo era tirar o grupo do local. “Fizemos uma força de trabalho”, relatou. “A FAB tem que continuar. Tem mais de 2 mil brasileiros lá. É guerra, mas temos a esperança de paz.”

Eliane contou que o momento que mais teve medo foi quando estava com a equipe no segundo bombardeio, já nas estradas de Jerusalém.

“Estávamos indo para o jardim do túmulo, e, chegando ao bairro, fomos bombardeados”, explicou. “Não tinha bunker, tivemos que nos jogar no chão. Fomos correndo para o jardim do túmulo e resgatamos a equipe. O Hamas nos pegou de surpresa. O Hamas tem que ser detido.”

Informações Revista Oeste


Perfil de apoiador do Hamas recebido no Planalto por ministro de Lula sai do ar

Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O perfil no Instagram de Sayid Tenório, apoiador do Hamas e vice-presidente do Instituto Brasil-Palestina, sai do ar, nesta terça-feira, 10. 

Na página, havia um post com fotos nas quais Tenório aparece ao lado do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. A publicação ocorreu dois dias antes dos ataques contra Israel. 

“Presenteei o ministro com o livro de minha autoria,Palestina, do mito da terra prometida à terra da resistência, publicado pela Editora Anita Garibaldi e Ibraspal”, disse Sayid. 

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Foto: Reprodução

Em nota, a assessoria de Padilha confirmou o encontro, mas limitou-se a dizer que se tratou de uma “visita de cortesia”. Além disso, observou que o ministro repudiou, anteriormente, os ataques do Hamas contra Israel. 

No documento, contudo, não há menção ao ajuntamento radical. “O ministro Alexandre Padilha já manifestou publicamente seu repúdio aos atos terroristas ocorridos no último sábado e seu desejo de que a comunidade internacional atue para conter a escalada de violência na região”, afirma a nota. 

Ministros de Lula têm evitado citar o nome Hamas

Desde o início dos ataques contra Israel, ministros de Lula evitaram citar o nome “Hamas” em notas de repúdio aos assassinatos de inocentes, por terroristas. 

Silvio Almeida, dos Direitos Humanos, limitou-se a dizer: “O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania lamenta profundamente a morte do cidadão brasileiro Ranani Nidejelski Glazer, vítima dos atentados do dia 7 de outubro em Israel”. 

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O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (centro), recebe apoiador de Hamas (dir), no Palácio do Planalto – 05/10/2023 | Foto: Reprodução/Instagram

Adiante, Almeida disse que a pasta manifesta solidariedade à família e aos amigos de Ranani e “reitera a manifestação do Estado brasileiro de repúdio a ataques contra a população civil”. “A Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos transmitirá as informações recebidas ao Itamaraty acerca da situação dos brasileiros na zona de conflito”, disse ele. 

O próprio presidente Lula não citou o Hamas no comunicado no qual repudia os ataques. 

Celso Amorim prefaciou livro a favor do grupo terrorista

Assessor especial do presidente Lula, o ex-chanceler Celso Amorim assinou o prefácio do livroEngajando o Mundo: a Construção da Política Externa do Hamas. Publicado em maio deste ano, a obra é de autoria de Daud Abdulah, pesquisador do Oriente Médio com atuação na Europa. 

No livro, Abdulah exalta o “lado diplomático” do grupo terrorista Hamas e os esforços do ajuntamento de radicais para divulgar sua causa ao redor do mundo. Abdulah também contesta a “deturpação”, por parte do Ocidente, das atividades da milícia Palestina. 

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O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, e o presidente Lula, durante evento no Palácio do Itamaraty – 01/6/2023 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“O presidenteLulae eu defendemos um diálogo amplo e não discriminatório entre palestinos”, lembra Amorim, no prefácio, ao mencionar que o Brasil enviou um representante a Gaza para discutir com autoridades do Hamas, em governos anteriores do PT. 

No fim de semana, terroristas do Hamas surpreenderam Israel com uma série de ataques que deixaram centenas de mortos, feridos e desaparecidos. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram mulheres sendo raptadas e homens, mortos. 

Apesar das cenas de barbárie, Celso Amorim minimizou os atos do Hamas ao dizer que a reação do grupo veio “depois de anos e anos detratamento discriminatório, de violências, não só na própria Faixa de Gaza, mas também na Cisjordânia”. O assessor especial concedeu entrevista ao jornalFolha de S.Paulo.

Revista Oeste 


A manifestação “a favor da Palestina” foi convocada em Brasília e juntou uma série de siglas de esquerda críticas a Israel

MST convoca ato contra Israel em Brasília
MST convoca ato contra Israel em Brasília

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) convocou, nesta terça-feira, 10, uma manifestação contra aquilo que definem “os crimes do apartheid israelense”. 

A convocação foi publicada na conta oficial do Instagram do MST, em um posto onde aparecem os logos do PT Jovem, do PSOL, do PCB, do PCdoB, entre outras siglas de esquerda.

“Nesta terça (10), em Brasília, expressaremos nossa solidariedade ao Povo Palestina”, diz a publicação. “Diversas organizações denunciarão os crimes do apartheid israelense. ????Convocamos toda a sociedade a se mobilizar: terça-feira (10/10), 17h, no Museu da República, Brasília, DF. #PalestinaLivre.”

A postagem acabou sendo cancelada da página oficial do MST após as repercussões negativas, mas foi repostada por militantes e simpatizantes do movimento. 

MST emitiu nota em favor da Palestina

Poucas horas após o início do ataque do grupo terrorista islâmico palestino Hamas, que provocou a morte de milhares de pessoas em Israel, o MST emitiu uma nota de apoio à Palestina. 

No documento, o MST não citou o Hamas nominalmente, mas reiterou o “apoio total e irrestrito à luta do povo palestino”, citando a “autodeterminação contra a política de apartheid implementada por Israel”.

“A Resistência Palestina, desde Gaza, reagiu, de maneira legítima, às agressões e à política de extermínio que Israel implementa na região há mais de 75 anos (…) À brava Resistência Palestina em Gaza: seguiremos apoiando e defendendo o direito legitimo dos povos a reagir contra a opressão”, diz a nota do MST.

Brasileira morta em Israel e centenas de corpos de crianças encontrados

Nesta terça-feira foram descobertos outros 200 corpos no kibutz de Kfar Aza, próximo da Faixa de Gaza. 

Entre eles, há os cadáveres de 40 criançasdegoladas pelos terroristas palestinos. 

“Você vê crianças, suas mães, seus pais”, declarou o general Itai Veruv, do Exército Israelense. “Nos seus quartos, nos quartos onde pensavam estar seguros. Você pode ver como eles foram mortos. É algo que pensávamos que só podíamos imaginar, a partir das histórias dos nossos avós sobre os pogroms na Europa. Não achávamos que poderíamos ver certas cenas novamente hoje. Nunca vi nada parecido.”

Há brasileiros entre as vítimas do ataque de Hamas, iniciado no sábado 7. 

A morte de Bruna Valeanu, que estava desaparecida, foi confirmada nesta terça-feira. A jovem estava desaparecida desde sábado, após participar da festa rave Universo Paralello, com amigos, quando terroristas chegaram. 

Outro brasileiro, Ranani Nidejelski Glazer, estava na mesma rave e acabou morto no ataque do Hamas. 

Ainda há uma brasileira desaparecida em Israel: Karla Stelzer Mendes.

Informações Revista Oeste


Flávio Dino foi o que mais viajou com os aviões da Força Aérea Brasileira

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De janeiro a setembro, ministros do governo Lula viajaram 1.574 vezes às custas da FAB | Foto: Divulgação/ site oficial FAB

De janeiro a setembro, os ministros do governo Lula utilizaram 1.574 vezes os serviços da Força Aérea Brasileira (FAB) para se deslocar pelo país. O número é 49% maior que no mesmo período do governo Jair Bolsonaro. Foram 1.053 voos nos nove primeiros meses de 2019.

O levantamento foi divulgado pela CNN com base nos dados divulgados pela FAB.

O índice não considera os voos do presidente e vice-presidente da República.

As decolagens foram realizadas para os mais diversos destinos. Desde o interior de Estados do Nordeste, passando por regiões isoladas do Amazonas, até grandes centros com São Paulo, que foi o destino mais solicitado pelos ministros.

Dino é o recordista de viagens

O ministro que mais fez viagens às custas da FAB foi Flávio Dino, da Justiça e Segurança Pública. Ele utilizou o serviço 79 vezes em nove meses, uma média superior a oito voos mensais.

O que chama mais a atenção é boa parte das viagens encerraram em uma sexta-feira no Maranhão, reduto eleitoral do ministro.

Em todos os casos, Dino justificou o uso das aeronaves com motivo de segurança.

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Flávio Dino foi o ministro que mais utilizou voos da FAB, com 79 voos nos nove primeiros meses do ano | Foto: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Já o caso mais recente que despertou a atenção foi da ministra Anielle Franco, da Igualdade Racial. Ela utilizou um dos aviões da Força Aérea para ir a uma partida de futebol em São Paulo, pela final da Copa do Brasil.

Aniele alegou estar a serviço. Mas ela recebeu críticas nas redes sociais por ter gravado um vídeo dentro da aeronave torcendo para o Flamengo, que jogou na decisão.

A ministra justificou que o voo está amparado na legislação.

Outro ministro que está entre os que mais voaram pela FAB é o do Empreendedorismo, da Micro e Pequena Empresa, Márcio França. Quando esteve à frente do Ministério de Portos e Aeroportos, ele viajou 35 vezes. Segundo a reportagem da CNN, em todos os casos, França disse que estava a serviço, em atividade ligada à pasta.

O que diz a lei para usar voos da FAB

Pela lei, auxiliares do primeiro escalão podem usar as cercas de 30 aeronaves da FAB “a serviço”, o mais invocado; por “segurança”; e em razão de “emergência médica”, que é pouco usada.

Para solicitar a aeronave, a autoridade precisa aguardar em uma fila, que depende do tempo de criação do ministério.

Os mais antigos têm preferência. As pastas mais recentes, muitas vezes, precisam pegar carona para chegar ao destino.

Conforme a configuração do avião, cada ministro pode transportar até 15 convidados, que não precisam ser servidores da administração pública.

Informações Revista Oeste


AGORA: Avião da FAB decola em direção a Israel para resgatar brasileiros; VEJA VÍDEO

Foto: Reprodução/Redes Sociais.

O primeiro avião da FAB (Força Aérea Brasileira) que vai resgatar brasileiros em Israel decolou, na noite deste domingo (8), em direção à Itália. A aeronave aguardará liberação do governo de Jerusalém para voar até a cidade de Tel Aviv, onde realizará o embarque dos brasileiros. 

De acordo com o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Damasceno, o primeiro voo de volta ao Brasil deve acontecer até terça-feira (10). O governo mantém contato com embaixadas e aguarda a montagem de uma lista com o nome dos brasileiros que têm interesse em retornar ao país. 

Um segundo avião da FAB deve decolar já nesta segunda (9) de Brasília, de acordo com informações de fontes ligadas à Força Aérea do país. Médicos e psicólogos participarão do traslado para prestar suporte aos brasileiros repatriados. A informação foi divulgada após reunião de coordenação do governo no Palácio Itamaraty, em Brasília. 

As seis aeronaves usadas na operação são duas do modelo KC-30, com capacidade para até 230 passageiros; duas KC-390, para até 80 passageiros; e duas VC-2, com capacidade para até 40 passageiros. 

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, cerca de 90 brasileiros vivem na Faixa de Gaza ou nas cidades de Israel localizadas na zona de conflito. Fora da área dos ataques registrados, a estimativa é que 14 mil brasileiros vivam em Israel e outros 6.000 na Palestina, segundo informou o Itamaraty. 

Fonte: R7.


Pasta afirmou que iniciou providência para exonerar diretor do Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde

Foto: Reprodução/Redes Sociais

De acordo com uma reportagem do G1, o Ministério da Saúde informou nesse sábado (7) que afastou e iniciou o processo de exoneração do servidor responsável por um evento marcado por uma apresentação de dança considerada “inadmissível” pela pasta. O fato, que provocou a reação de parte da classe política, aconteceu durante o 1º Encontro de Mobilização da Promoção da Saúde no Brasil. O evento foi realizado em Brasília durante esta semana.

Um vídeo gravado por participantes do encontro mostra uma mulher rebolando, virada de costas para a plateia. Em nota, o Ministério da Saúde disse que foi um episódio isolado.

“O Ministério da Saúde reforça que o episódio isolado não reflete a política da pasta nem os propósitos do debate sobre a promoção à saúde realizado no encontro”.

O G1 aponta ainda que de acordo com a ministra Nísia Trindade, o diretor do Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde, Andrey Lemos, assumiu integralmente a responsabilidade pelo ocorrido. A pasta informou também que criou uma curadoria de eventos, vinculada ao gabinete da ministra para avaliar “se as participações propostas estão adequadas com a conduta e com a missão institucional do Ministério da Saúde”.

Informações Bahia.ba


Abelha, chefe do Comando Vermelho nas ruas do Rio / Imagem: Reprodução

A Polícia Civil investiga os chefes do Comando Vermelho nas ruas por suspeita de terem ordenado o assassinato dos envolvidos no ataque ao quiosque na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, que deixou três médicos mortos e um ferido na madrugada de quinta-feira (5).

O que está acontecendo

A polícia investiga se Wilton Carlos Rabello Quintanilha, conhecido como Abelha, e Edgar Alves de Andrade, o Doca, participaram do “tribunal do crime”. Apontados como os líderes da facção que domina o tráfico de drogas nas favelas do Rio, a suspeita é de que eles tenham tomado a decisão para assassinar os criminosos envolvidos na morte dos ortopedistas.

O corpo de Philip Motta Pereira, o Lesk, foi encontrado em um carro na Gardênia Azul, zona oeste carioca. Ele é apontado como o membro da milícia responsável pela aliança que permitiu a entrada do tráfico de drogas no começo deste ano no mesmo bairro onde o seu corpo foi achado, acirrando a disputa interna envolvendo a maior milícia do Rio e o próprio Comando Vermelho.

Os outros corpos são de Ryan Nunes de Almeida, Thiago Lopes Claro da Silva e Pablo Roberto da Silva dos Reis. 

Segundo a Polícia Civil, Lesk deu a ordem para matar o miliciano Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, um dos seus rivais. Mas os autores do crime acabaram assassinando os três ortopedistas por engano, apontam as investigações.

A briga interna pelo controle da maior milícia do Rio de Janeiro deu origem a uma aliança inédita com o Comando Vermelho,

O “general” e a caçada aos rivais

A participação de Abelha e de Doca na aliança com a milícia do Rio, que intensificou a disputa por território entre grupos rivais, já era investigada pela Polícia Civil do Rio, apontam documentos obtidos com exclusividade pelo UOL. Os investigadores rastrearam uma troca de mensagens entre Abelha e um criminoso com a missão de ocupar territórios na zona oeste entre fevereiro e maio deste ano.

A ação é descrita como “caçada” aos rivais em mensagens enviadas a Abelha, chamado de “general” pelo suspeito de chefiar as buscas. No diálogo, o chefe do CV recebe fotos de jovens sentados no chão no que parece ser uma abordagem feita pelos criminosos.

Nas buscas, há informações em referência ao assassinato de rivais. “Morto 01 do Fubá [em referência ao líder de grupo rival que atuava na favela em Cascadura, subúrbio do Rio]”, escreve o criminoso, que recebe elogios do chefe. “Meu mn [menor, gíria usada no meio do crime para se referir a um criminoso de escalão inferior] representa nós”, responde Abelha, elogiando a ação.

Em outra mensagem, o criminoso encaminha a Abelha um vídeo mostrando outra ação.“Chacrinha pai”, diz, citando a ação na favela na Praça Seca, zona oeste, palco de confrontos entre facções rivais nos últimos anos. E, mais uma vez, recebe elogios: “Vc é foda”.

Também há imagens de armamento pesado usado pela quadrilha. Em um dos fuzis, está escrito “PB vive”. É uma referência a Pablo Rabello, filho de Abelha, morto em uma troca de tiros com a polícia em 2019 no Complexo da Penha, reduto do Comando Vermelho.

Fuzil onde se lê PB vive, em referência a filho de Abelha morto em confronto com a polícia em 2019
Fuzil onde se lê PB vive, em referência a filho de Abelha morto em confronto com a polícia em 2019 Imagem: Polícia Civil do Rio de Janeiro

O nome de Abelha está salvo no celular como Chefe Mel, de acordo com print da troca de mensagens anexada ao inquérito da Polícia Civil.

Nas mensagens, Abelha informa ter feito o pagamento de R$ 1.000 ao suspeito de chefiar a ação e a outro comparsa dele. “Deixei mil lá pra vc e vou deixar mil para ele”, escreve o chefe do Comando Vermelho.

Em seguida, o criminoso pede orientação. “Aqui eu conheço a maioria das áreas. Então onde o senhor fala [sic] pra eu entrar eu vou entrar”.

Abelha responde citando outro chefão da facção criminosa nas ruas. “Vou conversar com o Doca aqui e te chamo”.Doca é o apelido de Edgar Alves de Andrade, também conhecido como Urso. Assim como Abelha, ele integra a cúpula do Comando Vermelho nas ruas.

Informações UOL


Uma apresentação erótica durante o 1º Encontro de Mobilização para a Promoção da Saúde, promovido pelo Ministério da Saúde, virou alvo da oposição nesta sexta-feira (6/10). O material foi gravado na quinta (5/10), segundo dia do evento, que se estende até hoje.

No palco, uma dançarina apresenta performance enquanto outra pessoa canta. A coreografia, no entanto, não parece ter qualquer relação com o tema do evento. O encontro busca debater a implementação da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) no Brasil.

O presidente do PP, senador Ciro Nogueira, reagiu ao vídeo. “Chocante como a ideologia contaminou o governo do PT 5! É um seminário de Atenção Primária do Ministério da Saúde!”

“Atenção primária é isso aí? É isso que salva vidas num sistema que a OMS colocou em 125º lugar? O cupim identitário está corroendo o governo por dentro. E Brasil real vê chocado tudo isso”, completou o senador.

O deputado Rodrigo Valadares, do União Brasil, também manifestou repúdio ao vídeo. “Vejam a que nível chegou o Brasil. Esse é o 1º Encontro de Mobilização para a Promoção da Saúde no Brasil e a apresentação é uma imoralidade desta, tudo financiado com o SEU dinheiro”, criticou Valadares.

Ministério da Saúde admite erro

Nesta sexta-feira, a Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde emitiu nota lamentando a “coreografia inapropriada” de um dos grupos artísticos que se apresentou nos intervalos do evento. Leia abaixo a íntegra da nota:

“A Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde promoveu o 1º Encontro de Mobilização para a Promoção da Saúde no Brasil (Em Prosa). O objetivo do evento é apoiar a implementação e a gestão participativa da Política Nacional de Promoção da Saúde a partir do compartilhamento de experiências e da ampliação do diálogo entre gestores e trabalhadores de diferentes estados, com momentos dedicados à diversidade cultural.

A programação contou com a participação de sete grupos artísticos nos seus intervalos. Uma das apresentações surpreendeu pela coreografia inapropriada.

O Ministério da Saúde lamenta pelo episódio isolado, que não reflete a política da Secretaria e nem os propósitos do debate sobre a promoção à saúde realizados no encontro, e adotará medidas para que não aconteça novamente”.

Metrópoles