A submetralhadora foi desviada após um incêndio na corporação
Marielle Franco Foto: Renan Olaz/CMRJ
Em sua delação premiada à Polícia Federal (PF), o ex-policial militar Élcio Queiroz revelou que a submetralhadora utilizada no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes pertencia ao Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).
A submetralhadora MP5 teria desaparecido após um incêndio no paiol do Bope, e Élcio afirmou que não sabe quem forneceu a arma, mas acredita que tenha sido alguém em atividade na época do incêndio.
O preso confessou sua participação no assassinato de Marielle e detalhou como a ação criminosa ocorreu. Segundo ele, o responsável pelos disparos foi o ex-policial reformado Ronnie Lessa. As informações são do Metrópoles.
Élcio também declarou que Lessa teria deixado a arma com um amigo policial e que, durante uma visita à casa de Lessa, encontrou o colega mexendo em um silenciador compatível com o utilizado na submetralhadora.
Sorvetes da Cairu, de Belém do Pará Imagem: Reprodução/Instagram
O Brasil se consagrou um destino imperdível para amantes de sorvetes: duas sorveterias do país entraram para a seleção dos 100 mais icônicos estabelecimentos do tipo no mundo graças a qualidade de suas receitas geladas, divulgado na sexta (21) pela enciclopédia gastronômica TasteAtlas.
Em vez de lojas no eixo São Paulo-Rio — já diversas vezes privilegiado por outras avaliações da publicação —, foram contempladas nesta edição sorveterias do Norte e do Nordeste brasileiros que agora fazem parte da elite da produção de sorvete internacional. São elas a Cairu, em Belém (PA) e a Da Ribeira, em Salvador (BA).
“Cada variedade é moldada por ingredientes regionais, técnicas e influências culturais”, justifica o Atlas ao elencar diversas variações da massa gelada — do gelado à dondurma. A publicação ressaltou que os estabelecimentos foram escolhidos por terem deixado “uma marca indelével no cenário global de sobremesas”, por terem “aprimorado seu ofício por mais de um século” e até oferecem combinações inventivas.
Para esta lista, excepcionalmente, o TasteAtlas não divulgou notas dos sorvetes ou sorveterias, nem os elencou em uma ordem particular como em outras seleções. No entanto, suas avaliações costumam ser largamente baseadas na opinião do público gastronômico internacional, através de votos em seu site que são filtrados, eliminando, segundo o Atlas, palpites potencialmente ligados a bots ou “nacionalistas”.
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A Cairu foi considerada “mais do que uma simples sorveteria, um símbolo do orgulho regional e uma embaixadora dos sabores da Amazônia para locais e visitantes”.
O “Mestiço”, mistura de Açaí e Tapioca, da Sorveteria Cairu de Belém do ParáImagem: Reprodução/Facebook
Segundo o Atlas, seus sorvetes se destacam pelo uso de frutas nativas da região, exibindo seus aromas únicos. Para a publicação, o sabor mais icônico do cardápio da Cairu é o açaí, “que é bem amado pelo seu gosto característico que equilibra perfeitamente o doce e a acidez”.
Amada por famosos na Bahia
A Sorveteria da Ribeira já foi eleita por Wagner Moura e Fernanda Paes Leme para se refrescar na capital baiana, mas também é querida por turistas por estar localizada em uma área “cartão postal” da cidade.
Apesar de o TasteAtlas ter destacado seu sorvete de tapioca como o mais interessante do cardápio por utilizar autêntica farinha de tapioca na massa, ela é bastante reconhecida — inclusive pela publicação — pela variedade de gelados à base de frutas brasileiras, um de seus pontos fortes.
Defesa do general Gonçalves Dias disse que não há relação entre a convocação e fatos investigados pela comissão. Advogados argumentaram que objetivo é criar ‘fato político’ com ex-ministro do governo Lula.
O general Gonçalves Dias em depoimento à CPI dos Atos Antidemocráticos na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), em Brasília. — Foto: CLÁUDIO REIS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO
A defesa do ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Gonçalves Dias pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (24) para que ele não seja obrigado a comparecer à CPI do MST na Câmara dos Deputados.
O ex-ministro foi convocado pela comissão no último dia 11. A convocação — diferentemente do convite — tem presença obrigatória. A comissão prevê ouvir o general no dia 1º de agosto.
O requerimento foi apresentado pelo relator do colegiado, Ricardo Salles (PL-SP). Salles afirma que a convocação tem como objetivo “relatar ações realizadas pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no monitoramento de invasões de terra ocorridas no Brasil”.
Ao STF, a defesa de Gonçalves Dias argumentou que não há relação entre a convocação e os fatos que são investigados pela comissão.
Segundo os advogados do ex-ministro, no período em que a Abin esteve vinculada ao GSI, não foi produzido relatório sobre o que é investigado pela CPI.
Conhecido como G. Dias, o general do Exército esteve à frente do GSI no início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ele pediu demissão após a divulgação de imagens do circuito interno do Palácio do Planalto nas quais o então ministro aparece no edifício durante invasões golpistas de 8 de janeiro. Relembre no vídeo abaixo:
General Gonçalves Dias deixa o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência
Na avaliação da defesa, apesar da condição de testemunha prevista no requerimento, o militar vai, na prática, como investigado.
Caso o STF entenda que a ida é obrigatória, os advogados pedem que sejam garantidos:
direito ao silêncio diante de perguntas que não tenham relação direta com o que a comissão investiga
direito de “não sofrer constrangimentos físicos ou morais, como medidas privativas de liberdade ou restritivas de direitos”
No pedido, a defesa de Gonçalves Dias argumenta, ainda, que o objetivo da CPI é levar o militar para a “criação de um fato político”, com o objetivo de constrangê-lo.
“Sua convocação, portanto, está longe de se exibir como ato legal e legítimo de investigação parlamentar e insere-se dentro de contexto maior, no qual se constata o intuito retaliatório da oposição, já que o requerimento de oitiva foi apresentado pelo deputado federal Ricardo Salles, sabidamente da contrário e refratário ao governo democraticamente eleito, extrapolando seus poderes investigatórios com medidas descabidas, que têm unicamente o objetivo de constranger o ora paciente [Gonçalves Dias], especialmente em relação ao incidente ocorrido em 08 de janeiro, quando da invasão do Palácio do Planalto, a fim de alimentar narrativas descabidas que se sustentam apenas nas redes sociais”, escreveu a defesa.
Virgin Atlantic Airlines anunciou início da operação para maio de 2024
Companhia Virgin Atlantic Airlines anunciou dois voos diários entre Londres e Guarulhos | Foto: Reprodução/Instagram
A Virgin Atlantic Airlines, uma das maiores companhias aéreas do Reino Unido, foi oficialmente autorizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a operar no Brasil. A empresa havia anunciado no início de junho que começaria a ofertar voos diários diretos entre Londres e São Paulo a partir de maio de 2024.
Com a autorização, publicada em portaria no Diário Oficial da União na sexta-feira 21, a Virgin Atantic iniciará a venda de passagens no próximo mês. Ela foi classificada pela Anac como low cost, ou seja, oferece preços mais baixos para concorrer no mercado.publicidade
É a primeira incursão da companhia na América do Sul. A rota será do Aeroporto de Heathrow, em Londres, o maior do Reino Unido e um dos maiores do mundo, a Guarulhos (SP). O voo terá duração de 11 horas e 55 minutos e será feito em uma aeronave Boeing 787, com capacidade para 258 passageiros nas classes econômica e executiva.
A Atlantic Airlines anunciou dois voos diários: com partidas às 12h45 e às 20h20 para o trajeto Londres–São Paulo e de 22h10 e 13h25 para São Paulo–Londres.
O plano inicial da companhia era operar com voos regulares no país em 2019, mas a meta acabou adiada em razão da pandemia de covid-19.
Em acordo feito com a brasileira Latam, os passageiros da Virgin também poderão fazer conexões em 12 aeroportos domésticos no Brasil, incluindo Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Florianópolis (SC). Já os clientes que viajam de São Paulo para Londres terão a opção de fazer conexão para destinos finais como Tel-Aviv (Israel), Délhi (Índia) e Xangai (China).
Ao fazer o anúncio de sua operação no Brasil, no mês passado, o diretor comercial da companhia, Juha Järvinen, afirmou que “voar para São Paulo representa muito mais do que apenas uma nova rota. É a porta de entrada para a América do Sul e significa um crescimento importante para a Virgin Atlantic.”
Anac também autorizou companhia da República Dominicana
Companhia aérea Arajet, da República Dominicana, também foi autorizada pela Anac a operar voos no Brasil | Foto: Divulgação/Arajet
A Anac também informou que, na semana passada, outra companhia aérea internacional de baixo custo, a Arajet, da República Dominicana, foi autorizada a operar voos no Brasil. Ela irá operar três voos semanais de Santo Domingo para Guarulhos.
A agência assinalou ainda que avalia outros três pedidos de autorização de companhias que desejam operar no Brasil — duas para transporte de passageiros e uma para transporte de carga. Atualmente, há 33 companhias aéreas estrangeiras autorizadas a operar voos comerciais no país.
A prima de Thais Vitoria Pontes Xavier, assassinada junto com o pai dentro da casa onde moravam, desapareceu horas antes do duplo homicídio e, nesse sábado (22), foi encontrada morta em uma região de mata em Tapurah, a 414 km de Cuiabá. A vítima foi identificada como Bruna Eduarda Xavier, de 14 anos.
Segundo a Polícia Civil, o corpo estava enrolado em uma coberta e, a poucos metros do local, havia vestígios de sangue, além de uma corda, bitucas de cigarros e um par de chinelos, indicando que antes de ser morta a vítima estava amarrada.
Os policiais chegaram ao local por meio de uma denúncia anônima, que disse que a vítima estava enterrada em uma cova rasa próxima à nascente do córrego Barela, no Bairro São Cristóvão.
A vítima apresentava sinais de ferimento de faca no peito e no pescoço, de acordo com a polícia. Os familiares identificaram a menina por meio das tatuagens no corpo. A Polícia Civil investiga o caso.
Uma mulher apontada como líder da cracolândia, seguranças e “recepcionista” das barracas onde as drogas são vendidas estão entre os 18 presos em operação da Polícia Civil realizada na noite deste sábado (22) na rua onde o fluxo de usuários de drogas está fixada, na região central de São Paulo.
A operação tinha como alvo 35 pessoas identificadas nas investigações realizadas por policiais do 3º DP (Campos Elísios) com base em imagens de câmeras de segurança e de drones. De acordo com boletim de ocorrência, foram detidos 18 acusados de praticar tráfico de drogas na cracolândia.
Além dos 16 alvos da operação, foram capturados dois homens procurados pela Justiça. Um deles havia fugido do presídio de Franco da Rocha onde cumpria pena por tráfico, roubo qualificado e furto. Segundo as acusações, ele atuava junto a traficantes e entregava a droga aos usuários.
Em nota, a secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que todos os presos tinham antecedentes por tráfico de drogas, roubos, furtos e outros crimes. “Os alvos foram autuados em flagrante e a autoridade policial representou pela conversão da prisão preventiva à Justiça”, informou a secretaria.
As investigações que basearam as prisões neste sábado tiveram como pano de fundo o funcionamento das barracas usadas pelos traficantes para organizar a venda das pedras de crack e manter a atividade ilícita fora da vigilância policial.
No total, cinco mulheres e um homem foram presos após terem sido identificados pelas imagens da polícia como traficantes foram presas neste sábado. Os demais detidos atuavam no suporte à venda de drogas, como seguranças das barracas e “recepcionistas”, responsáveis por conduzir os usuários de drogas até o local onde os traficantes disponibilizam as pedras de crack em cima de caixotes e placas de vidro.
Uma das presas foi apontada como líder da cracolândia. Rosemeire Gomes é descrita no boletim de ocorrência que lavrou as prisões como “temida dentro daquele local em que há regras e leis próprias”. Ela foi autuada sob acusação de venda de drogas.
Com ela foram detidos também Edimilson Gregório e Jorsua Souza Silva que, segundo as investigações, são responsáveis por montar e fazer a segurança da barraca usada por Rosemeire em meio ao fluxo de dependentes químicos.
Uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que tramita em estágio inicial na Câmara dos Deputados visa a unificar os salários recebidos por todas as polícias e bombeiros do Brasil aos vencimentos básicos dos agentes do Distrito Federal.
No texto, o autor da proposta, deputado federal Sargento Portugal (Podemos), argumenta que os servidores desempenham as mesmas funções e, por isso, não podem ter disparidade nos recebimentos.
Questionado sobre no que a nova PEC se diferencia, por exemplo, das PECs 300 e 446, o parlamentar defende que seu projeto é mais inclusivo às categorias da Segurança Pública:
— Ao contrário das demais proposições, que visavam somente a Polícia Militar e Corpos de Bombeiros Militares, minha proposta inclui as polícias Civis e Penais de todo o Brasil.
Pela proposta, a fixação do salário mínimo dos policiais e dos bombeiros caberá a uma legislação federal.
Essa mesma lei estabelecerá um fundo para auxiliar os estados a cobrir os custos associados à implementação desse salário mínimo. Uma vez aprovada a emenda, o governo terá um prazo de 180 dias para encaminhar ao Congresso Nacional o projeto que define o valor específico do salário mínimo.
Hoje, o valor do piso da categoria varia muito de em todo o Brasil, variando de R$ 1 mil a R$ 4 mil.
Assim como todos os outros que são inicialmente apresentados na Casa Legislativa, o projeto precisa receber a assinatura de 171 deputados federais, antes de a ter admissibilidade analisada.
Intenção é acelerar análises e reduzir a fila de quase 1,8 milhão de pessoas
Governo criou programa para reduzir fila no INSS | Foto: Reprodução
Com uma fila de quase 1,8 milhão de pessoas, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltou a conceder auxílio-doença, agora chamado de auxílio por incapacidade temporária, sem que seja necessária a realização de perícia médica.
A possibilidade de obter o benefício sem passar pela avaliação de um médico perito do INSS, consta da Medida Provisória 1.181/2023, de 18 de julho.publicidade
“O Poder Executivo federal fica autorizado, em caráter excepcional, a aceitar atestado médico ou odontológico emitido até a data da publicação desta Medida Provisória e que esteja pendente de avaliação, para fins de concessão de licença para tratamento da própria saúde ou de licença por motivo de doença em pessoa da família, dispensada a realização da perícia oficial”, diz o artigo 20 do texto legal.
Na sexta-feira 21, o governo publicou portaria para disciplinar o Programa de Enfrentamento à Fila da Previdência Social, criado pela medida provisória.
Sem a perícia oficial, o segurado deverá comprovar a doença com documentos, incluindo o atestado médico emitido até a data da publicação da medida provisória. Esse documento deverá ser enviado ao INSS pelo aplicativo ou pelo site Meu INSS. Também é possível fazer o pedido de auxílio-doença pela Central Telefônica, pelo número 135. Neste caso, será necessário enviar o atestado médico por e-mail ou entregá-lo em uma agência da Previdência Social.
O atestado médico ou odontológico deve ser em papel sem rasuras e conter as seguintes informações:
Nome completo
Data de emissão (que não pode ser igual ou superior a 90 dias da data de entrada do requerimento
Diagnóstico por extenso ou código da Classificação Internacional de Doenças (CID)
Assinatura do profissional, que pode ser eletrônica e deve respeitar as regas vigentes
Identificação do médico, com nome e registro no conselho de classe (Conselho Regional de Medicina ou Conselho Regional de Odontologia) e no Ministério da Saúde, além do carimbo
Data de início do repouso ou de afastamento das atividades habituais
Prazo necessário para a recuperação, de preferência em dias (essa data pode ser uma estimativa)
Auxílio-doença sem perícia já tinha sido concedido na pandemia
Quase 1,8 milhão de pessoas esperam fila do INSS por perícia médica | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Com a pandemia de covid-19, o governo de Jair Bolsonaro fez a concessão do auxílio-doença sem perícia em 2020 e 2021. Posteriormente, o procedimento voltou a ser adotado, entre julho e dezembro de 2022. No governo Lula, com o fim da validade da portaria de Bolsonaro, a concessão de benefícios estava parada.
Agora, pela portaria publicada na sexta-feira, ficou estabelecido que o benefício será concedido por um período de até 180 dias, intercalados ou não. Segurados que sofrerem acidente de trabalho terão de apresentar a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) ao INSS. Caso contrário, terão de agendar uma perícia médica.
Para agilizar as análises e diminuir a fila, o governo também criou, com a Medida Provisória 1.181/2023, um programa de concessão de bônus de R$ 68 e R$ 75 a servidores administrativos e peritos. Os profissionais criticaram a medida e disseram que não será eficaz.
Maria Aparecida está detida por causa de ação sobre calúnia, injúria e difamação
A jornalista Maria Aparecida, que está presa em Alagoas | Foto: Divulgação
Um juiz de Alagoas determinou a prisão da jornalista Maria Aparecida. Para encarcerar uma profissional da comunicação, o magistrado usou como argumento trecho de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra Allan dos Santos.
Maria Aparecida está presa desde a manhã de sexta-feira 21, informa o site do alagoano Jornal Extra. A prisão preventiva dela foi determinada pelo juiz George Leão de Omena, da 12ª Vara Criminal de Maceió.
Assim como no caso de Moraes em relação ao jornalista Allan dos Santos, o magistrado alagoano afirmou que a prisão de Maria Aparecida seria a única medida possível para evitar a ocorrência de crimes. Nesse sentido, Omena alegou que a comunicadora, que é reconhecida pelo trabalho nas redes sociais, seguiu com a prática de calúnia e difamação apesar de já responder ações pelos mesmos crimes.
“Para se evitar que a querelada [jornalista Maria Aparecida] continue delinquindo no transcurso da persecução penal, como comumente sempre se deu, é necessário, neste caso específico, (…) fazer uso da prisão”, afirmou o juiz alagoano, em trecho de sua decisão. Além disso, na visão dele, a comunicadora é responsável por disseminar “verdadeiro discurso de ódio”.
“Por amor ao debate, importante destacar que, em tese, estamos diante de um verdadeiro discurso dde ódio, que em nada se apresenta como liberdade de expressão”, prossegue o magistrado do Tribunal de Justiça de Alagoas.
Para mandar prender uma jornalista, Omena fez questão de citar “o eminente ministro Alexandre de Moraes”. O membro do STF foi o responsável pela ordem de prisão contra Allan dos Santos. O jornalista, contudo, segue em liberdade nos Estados Unidos — onde, até o momento, as autoridades se negam a extraditá-lo ou a inseri-lo na lista de foragidos da Interpol.
Juiz cita Moraes para mandar prender jornalista | Foto: Reprodução/Jornal Extra de Alagoas
A prisão da jornalista do caso em que juiz usou argumentos de Moraes
A partir da determinação de Omena, que usou argumentos de Moraes, agentes da Polícia Civil de Alagoas prenderam a jornalista Maria Aparecida na casa dela, no bairro Farol, em Maceió. A comunicadora foi levada à Central de Flagrantes.
O processo que culminou na prisão da jornalista foi movido pela juíza Emanuela Porangaba. Segundo a acusação, a jornalista usou o canal no YouTube para afirmar que a magistrada fez “maracutaias” em decisões relacionadas à empresa Braskem. Maria Aparecida responde, nesse caso, pelos crimes de calúnia, difamação e injúria.
A jornalista Maria Aparecida em gravação para seu canal no YouTube | Foto: Reprodução/YouTube
A defesa de Maria Aparecida reclamou da decisão do Poder Judiciário, que resolveu manter a prisão da jornalista depois de audiência de custódia. “Repudia-se uma prisão, antes de um julgamento, a uma idosa de 73 anos, fragilizando a sua saúde física e a deixando vulnerável a eventuais ataques promovidos dentro do cárcere e patrocinado para além dos seus muros”, afirmou, em nota, o advogado Thiago Pinheiro.
“Em suma, a prisão se apresenta em uma evidente ofensa às hipóteses bastante restritas que possibilitam um decreto preventivo, notadamente por se tratar de crimes de menor potencial ofensivo, sem violência ou grave ameaça e quando há diversas medidas alternativas/cautelares a uma prisão antecipada”, prosseguiu o advogado da jornalista Maria Aparecida.
O militar tinha casas, apartamentos e prédios inteiros
Jacob Vieira da Silva fazia parte de esquema de agiotagem. Foto: Reprodução
Jacob Vieira da Silva, ex-policial militar de Goiás, deixou um patrimônio de R$ 20 milhões. Ele foi encontrado morto no fundo de cisterna em Cidade Ocidental (GO), no entorno do Distrito Federal, na última terça-feira, 18.
O militar, que tinha 62 anos, apesar de rico, levava uma vida simples. Distante da ostentação de muitos milionários que fazem questão de exibir carrões importados e viagens para destinos paradisíacos, Jacob prezava pela discrição.publicidade
O site Metrópoles apurou que Jacob deixou um patrimônio que ultrapassa os R$ 20 milhões. A fortuna envolve uma série de imóveis, entre casas, apartamentos e até prédios inteiros. Há bens no Distrito Federal, em Goiás e em alguns Estados no Nordeste. Além de uma considerável quantidade de dinheiro guardada em espécie.
O ex-policial militar teria enriquecido depois de conduzir um esquema de agiotagem, que cresceu nos últimos 30 anos, informa o Metrópoles. O negócio teria se expandido e se alastrado ao ponto de Jacob ter, pelo menos, R$ 3 milhões disponíveis usados para empréstimos ilegais — o que configuraria como crime de agiotagem.
Influência na política local
Ainda segundo informações da imprensa, Jacob fugia do estereótipo de agiota violento. O ex-policial militar era conhecido em Cidade Ocidental, onde costumava ser procurado por dezenas de pessoas que precisavam, com urgência, de dinheiro vivo. Tal fama o fez se aventurar no universo político.
Nas eleições municipais da Cidade Ocidental, Jacob apoiava financeiramente tanto os candidatos da oposição como os da base do poder. Uma fonte ouvida pelo Metrópoles disse que Jacob emprestava dinheiro a todos e, quem se elegesse, ficava em dívida com ele depois.
Morte do ex-policial militar milionário
Bombeiros retirando corpo de PM do fundo do poço | Foto: Reprodução/Internet
A Polícia Civil de Goiás, junto com o Corpo de Bombeiros, encontrou o corpo do PM na terça-feira 18, dentro de uma cisterna. O corpo estava envolto em um plástico, amarrado e escondido no fundo de um poço. O caso é investigado pelo 33º Distrito Policial (DP) de Santa Maria.