Nesta terça-feira (27), a Polícia Militar e a Polícia Civil deram início a uma operação em várias comunidades do Rio de Janeiro, que estão sob o domínio do Comando Vermelho (CV), a maior facção de tráfico do estado.
At o momento desta reportagem, quatro suspeitos foram mortos durante um cerco, outros cinco foram baleados em confronto, e um policial militar foi atingido no braço. Um homem também foi preso.
Segundo informações apuradas pelo G1, a força-tarefa está empenhada em capturar líderes do CV envolvidos nas recentes disputas por territórios no Rio de Janeiro, principalmente na Zona Oeste da capital. Um dos alvos prioritários é Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca.
Diversos agentes, incluindo membros do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), foram destacados para atuar nas seguintes comunidades:
Complexo da Maré, na Zona Norte;
Complexo do Alemão, na Zona Norte;
Complexo da Penha, na Zona Norte;
Juramento, Juramentinho e Ipase, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte;
Flexal, em Inhaúma, na Zona Norte;
Guaporé, Tinta e Quitungo, em Brás de Pina e Cordovil, na Zona Norte;
Cidade de Deus, na Zona Oeste.
Logo no início da operação, ainda de madrugada, traficantes atearam fogo a barricadas para tentar conter o avanço da PM, e colunas de fumaça podiam ser vistas de longe.
Ainda na madrugada, a PM fez cercos nessas e em outras favelas, como a Rocinha, a fim de impedir a fuga de criminosos.
Em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, 4 que tentaram sair morreram em confronto com militares do 21º BPM (Meriti).
A PM afirmou que o grupo partiu em um carro roubado do Complexo da Penha com destino à Comunidade Trio de Ouro, no Centro do município. No caminho, foram surpreendidos pela polícia e revidaram atirando.
Os suspeitos foram levados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Jardim Íris, mas não resistiram. Dois deles foram identificados como Tomate e Gato, atuantes no Complexo do Chapadão e no Gogó da Ema, ambos em Costa Barros.
Com eles, foram apreendidos 2 fuzis calibre 7.62, 4 carregadores, 2 radiocomunicadores e 1 capa de colete balístico, além do carro roubado.
No Complexo da Penha, um policial do Batalhão de Choque foi atingido no braço e levado para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio. O estado de saúde do militar era estável até a última atualização desta reportagem.
A PM informou ainda que, na Flexal, “4 criminosos foram atingidos em confronto, e 2 pistolas foram apreendidas”.
Na Nova Brasília, no Alemão, um suspeito foi ferido em tiroteio com equipes do Bope. Outro foi preso, e foram apreendidos 2 fuzis.
Na Av. Brás de Pina, também segundo a PM, “criminosos armados em um carro atiraram contra policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Cruzeiro, gerando confronto”. Os bandidos fugiram a pé, e os policiais apreenderam no veículo 31 tabletes de maconha prensada e uma pistola.
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) repercutiram o ato pró-Bolsonaro realizado neste domingo (25) na Avenida Paulista que, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), reuniu cerca de 750 mil pessoas.
Segundo a revista Oeste, os magistrados viram a manifestação como um “grito de desespero” diante das investigações da Polícia Federal (PF) acerca de um suposto planejamento de golpe de Estado, que têm Bolsonaro e seus aliados como alvo.
Andréia Sadi, em seu blog no G1, corrobora: ela afirma que “um integrante da corte” disse que “Bolsonaro antecipou sua estratégia de defesa para tentar criar um ambiente junto a seus apoiadores de que não havia nada de errado em discutir uma minuta de golpe de Estado”.
Alguns magistrados também teriam dito em off que está cada vez mais claro para Bolsonaro “que o cerco está se fechando”.
Houve também uma avaliação sobre o pastor Silas Malafaia, financiador da manifestação, a quem os integrantes da Corte classificaram como “ventríloquo”, tendo sido o único a proferir críticas a membros do STF.
– Bolsonaro procurou terceirizar para o pastor Silas Malafaia os ataques ao STF, mas sem gerar o mesmo efeito na multidão. Ministros veem nessa estratégia a aposta de que Malafaia teria uma blindagem, por ser religioso, mas concordam que isso tem limite. Se Malafaia usar dinheiro de sua igreja ou de associações privadas para financiar os atos, será envolvido – disse um ministro, de acordo com o colunista Guilherme Amado, do Metrópoles.
Neste domingo (25), ao ser questionado sobre o motivo do ato, o ex-presidente respondeu que era pela “pacificação do Brasil”. Durante seu discurso na manifestação, Bolsonaro também destacou que a manifestação visava pacificar o país e rebateu as acusações de que teria tentado dar um golpe de Estado.
– O que é golpe? Golpe é tanque na rua, é arma, é conspiração. É trazer classes políticas pro seu lado, empresariais. Nada disso foi feito no Brasil – destacou.
Após discurso na Avenida Paulista, neste domingo (25), o pastor Silas Malafaia pode ser incluído no inquérito da Polícia Federal (PF) que investiga um suposto planejamento de golpe de Estado. As informações são do O Globo.
Policiais federais ouvidos pela publicação dizem que ao financiar o ato e discursar para mais de 750 mil pessoas, Malafaia “disseminou mentiras à parte da população, com o objetivo de instigá-la contra a investigação de uma organização criminosa que atuou para dar um golpe”.
Os agentes também disseram que o pastor estimulou a população contra o Poder Judiciário “por meio de falsas premissas”. Em seu discurso, Malafaia falou sobre o ministro Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).
MALAFAIA DEFENDEU O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO O pastor Silas Malafaia discursou na Avenida Paulista e disse que existe uma “engenharia do mal para prender Bolsonaro” e “acabar com o Estado Democrático de Direito”.
O líder evangélico listou vários atos da esquerda, principalmente organizados pelo MST e pelo Partido dos Trabalhadores, contra o STF. Inclusive, com pichações e incêndios de prédios públicos em Brasília (DF) em vários anos, como 2006, 2014, 2016 e 2017.
– Em 2014, o MST tentou invadir o STF, 30 policiais foram feridos e oito ficaram em estado grave e ninguém foi chamado de golpista. Em 2017, tentaram derrubar o presidente Michel Temer e não foram chamados de golpistas, mas de manifestantes – recordou.
Malafaia comparou a falta de rigidez jurídica com essas manifestações, com o que aconteceu com o 8 de janeiro de 2023, onde mais de 1,5 mil pessoas foram presas.
– O povo tem que saber quem está por trás daquela safadeza e daquela baderna. O Flávio Dino assistia da janela, não fez nada. O GSI e a Abin informaram a Lula. Por que o chefe do GSI não foi preso a mando de Alexandre de Moraes? Por que ele não foi indiciado? Isso é uma narrativa vergonhosa, golpe contra um mandatário tem arma, tem bomba – continuou.
O pastor também lamentou as penas aplicadas aos manifestantes e disse que o ministro Alexandre de Moraes tem sangue em suas mãos pela morte de Cleriston Cunha, mais conhecido como Clezão, que faleceu em 20 de novembro preso na Papuda.
Diante dessas informações, Malafaia questionou o momento jurídico do país, dizendo que até mesmo parlamentares estão com medo de falar e serem penalizados pelo STF, assim como a população que teme voltar a se manifestar.
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Reynaldo Soares da Fonseca, anulou provas de uma ação penal obtidas durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em local diverso do descrito na decisão judicial. Ele alegou que as provas colhidas em busca e apreensão, feita em um endereço diferente do autorizado pelo Judiciário, são “ilícitas, devido ao desvio de finalidade”.
A informação é do site Conjur. Os policiais encontraram 15 gramas de maconha em depósito no endereço em que cumpriram o mandado. O réu foi condenado em 2ª instância a 6 anos e 9 meses de prisão por tráfico de drogas.
A defesa do condenado pediu a anulação da busca e apreensão policial, já que foram feitas em um endereço diferente daquele informado no mandado de prisão.
O ministro do STJ notou que o mandado de prisão foi expedido para cumprimento no endereço em que o réu morava, mas ele não foi encontrado lá.
Em sua decisão, Fonseca constatou “desvio de finalidade na busca domiciliar realizada com o propósito de apreender substância entorpecente, o que resultou em verdadeira ‘pesca predatória’”.
O magistrado reconheceu a “ilegalidade” da busca e apreensão. Os efeitos da sua decisão foram estendidos a uma “corré”.
“É um dia histórico!”, assim avaliou o presidente do PL Bahia, João Roma, este 25 de fevereiro, quando na Avenida Paulista, em São Paulo, centenas de milhares de brasileiras e brasileiros estiveram reunidos em defesa da democracia e da liberdade.
“O chamado do capitão Jair Bolsonaro foi atendido e o povo deixou suas casas no domingo para apoiá-lo de maneira pacífica e ordeira, com as cores do verde e amarelo”, assinalou Roma, que acompanhou toda a movimentação desde o final da manhã.
Para o ex-ministro da Cidadania do governo Bolsonaro, todo o poder emana do povo e o recado foi dado por quem o detém de verdade. “A manifestação deste domingo evidenciou que os desmandos por que passa o nosso país não têm a aprovação popular”.
Roma reencontrou o ex-presidente Jair Bolsonaro e confirmou com ele a sua vinda a Bahia em março. O evento também lhe proporcionou revê colegas de ministério, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A deputada federal Roberta Roma também estava em São Paulo, assim como os parlamentares do PL: Capitão Alden, Leandro de Jesus e Diego Castro.
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, compartilhou um vídeo contendo imagens aéreas da Avenida Paulista durante a manifestação convocada pelo presidente Jair Bolsonaro. O registro oferece uma visão panorâmica do evento que reuniu uma considerável quantidade de apoiadores na emblemática avenida paulistana.
Marcado para começar às 15h deste domingo (25), a manifestação pró-Jair Bolsonaro (PL) e pelo Estado Democrático de Direito já registrada uma quantidade significativa de manifestantes. Desde a manhã, homens, mulheres, idosos e crianças estão se concentrando na Avenida Paulista, em São Paulo.
Faltando menos de 30 minutos para o início dos pronunciamentos, vários quarteirões da avenida mais famosa da capital paulista já estão tomados por apoiadores do ex-Chefe do Executivo.
Imagens de drones mostram que os manifestantes se concentram próximo ao trio elétrico, estacionado na Peixoto Gomide, próximo ao Parque Trianon, se estendendo tanto para o lado da Alameda Rio Claro (sentido Paraíso), quanto para o lado da Rua Augusta (sentido Consolação).
Os organizadores do ato aguardam ao menos 700 mil pessoas vindas de diversas partes do país.
Quando o assunto é carro elétrico no Brasil, a marca chinesa BYD tem se destacado. A fabricante conquistou a preferência dos consumidores ao introduzir o compacto Dolphin com um preço competitivo, o que obrigou os concorrentes a reavaliarem suas estratégias de preços.
Essa abordagem resultou em um aumento significativo nas vendas da BYD. No entanto, parece que o serviço pós-venda não acompanhou o ritmo estabelecido pela equipe de marketing. O portal Reclame Aqui está repleto de queixas.
As reclamações, em sua maioria, giram em torno do atendimento inadequado, além de atrasos nas entregas e falta de peças de reposição. Em uma das reclamações mais recentes, datada de 22 de fevereiro, um usuário relatou que deixou seu veículo BYD na concessionária em 15 de dezembro de 2023. Desde então, suas tentativas de contato, via WhatsApp, não obtiveram resposta. Ele expressou preocupação com o paradeiro de seu carro e afirmou que considera registrar um boletim de ocorrência.
O Auto Papo tentou entrar em contato com a revenda, mas o atendimento virtual interrompeu a ligação quando solicitaram a tranferência para outros setores.
Outro cliente compartilhou sua frustração no Reclame Aqui. No final de janeiro, ele visitou a revenda em Ribeirão Preto para trocar um pneu com uma bolha. No entanto, foi informado de que a garantia não cobriria o dano, pois o carro poderia ter colidido com um buraco na estrada. Após concordar em comprar um novo pneu, foi informado de que não havia unidades disponíveis em estoque. O cliente foi aconselhado a adquirir um pneu “semelhante”, o que é perigoso, pois os carros elétricos exigem pneus específicos devido ao peso adicional da bateria e ao composto especial para reduzir o atrito e aumentar a autonomia.
A maioria das reclamações dos clientes da BYD se refere a problemas no atendimento. A incapacidade de entrar em contato com as revendas tornou-se uma questão comum. Ao tentarmos contato com algumas delas, encontramos dificuldades, com muitas chamadas sendo interrompidas antes de serem completadas.
A BYD foi questionada sobre as reclamações dos consumidores e respondeu que monitora regularmente o processo logístico de peças para atender às demandas dos clientes. Quanto à disponibilidade de pneus, a empresa garantiu que sua rede foi orientada sobre as opções compatíveis com cada modelo.
A cantora e compositora gospel Aymeê conquistou a atenção das redes sociais após apresentar uma música autoral durante a semifinal do programa “Dom Reality”. Sua canção, intitulada “Evangelho de Fariseus”, serviu como alerta sobre a exploração sexual de crianças na Ilha de Marajó, no Pará.
Aymeê emocionou alguns influenciadores que compartilharam amplamente sua apresentação nas redes sociais. Durante a competição musical gospel, a artista revelou aos jurados e à audiência: “Marajó é uma ilha a alguns minutos de Belém, minha terra. E lá tem muito tráfico de órgãos. Lá é normal isso”.
A preocupação da cantora com a situação na ilha foi evidenciada ao acrescentar: “Marajó é muito turístico, e as famílias lá são muito carentes. As criancinhas de 6 e 7 anos saem numa canoa e se prostituem no barco por R$ 5”. Aymeê, que já contava com uma base de fãs, viu seu alcance aumentar significativamente após a apresentação.
O tema ganhou repercussão, levantando discussões sobre a situação na Ilha de Marajó. Aymeê agora acumula mais de um milhão de seguidores em suas redes sociais, proporcionando uma plataforma maior para conscientização sobre questões sociais relevantes.
Os interrogatórios conduzidos no âmbito do inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado deixaram os investigadores da Polícia Federal insatisfeitos, conforme relatos. Dos sete investigados que optaram por falar, a avaliação dos agentes e delegados é de que suas respostas foram consideradas evasivas, marcadas por tentativas de justificação e, em última análise, não contribuíram para o avanço das investigações.
Entre os depoentes insatisfatórios estão o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-ministro Anderson Torres. O primeiro prestou depoimento por cerca de três horas, enquanto o segundo falou por aproximadamente cinco horas. Os investigadores descreveram ambos os depoimentos como carentes de dados úteis e evasivos.
Destaca-se que esse momento de interrogatório era uma oportunidade para os alvos apresentarem suas defesas, mas, segundo os relatos, essa oportunidade foi perdida. Dos 23 intimados para depor nesta quinta-feira, apenas sete optaram por falar.
Além disso, chama a atenção o silêncio mantido por militares de alta patente, incluindo os generais Paulo Sérgio Nogueira, Walter Braga Netto e Augusto Heleno. A ausência de respostas desses indivíduos contrasta com a expectativa dos investigadores, que buscavam esclarecimentos no contexto da apuração sobre o suposto golpe de Estado.
O desfecho desses depoimentos adiciona um elemento de desafio à investigação, gerando a necessidade de outras estratégias para avançar nas apurações sobre os eventos em questão.