Presidente da instituição prevê uma catástrofe econômica decorrente do aumento explosivo de apostadores

Estudo do Itaú estima que jogadores enviaram R$ 68,2 bilhões para bets e outros sites de jogos de julho de 2023 a junho de 2024
Perdas com bets equivalem a 0,2% do PIB brasileiro, 0,3% do consumo das famílias e 1,9% da massa salarial do país | Foto: Freepik

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, antecipa um cenário catastrófico devido ao crescimento explosivo das apostas esportivas no Brasil. Ele defende a proibição do uso do Pix para pagamentos dessas bets como forma de evitar uma “bolha de inadimplência”.

“Se não for possível proibir de imediato o pagamento com Pix, ao menos que se estabeleçam limites de valores máximos para apostas [nessa modalidade de pagamento], tal como o Banco Central já limita transações à noite”, propôs Sidney, em entrevista à Folha de S.Paulo.

Ele também sugere que os beneficiários de programas sociais sejam impedidos de utilizar o Pix para fazer apostas. De acordo com o BC, usuários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões com as bets somente no mês de agosto.

Possível efeito dominó na economia

Sidney prevê que, se a tendência de aumento das apostas continuar, haverá um efeito dominó na economia brasileira. Segundo ele, isso deve afetar desde pequenos negócios até grandes corporações. 

O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, prevê um cenário catastrófico na economia brasileira caso não haja controle dos gastos com apostas; bets
O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, prevê um cenário catastrófico na economia brasileira caso não haja controle dos gastos com apostas | Foto: Divulgação/Febraban

“Precisamos impedir que venha a explodir [a bolha]”, alertou. “Não podemos pagar para ver, e essa aposta não iremos fazer. Estamos, todos, à deriva e precisamos reencontrar a rota de volta para casa. Não dá para brincar com coisa séria, que é a saúde financeira e mental das pessoas, e muito menos ficarmos à beira desse precipício”, completou Sidney.

O uso do cartão de crédito para apostas será proibido a partir de janeiro de 2025, e as empresas do setor deverão bloquear essa forma de pagamento a partir de 1º de outubro de 2024. As opções restantes para financiar contas em plataformas de apostas serão débito e TED.

Preocupação com crescimento do mercado de apostas

Sidney já havia manifestado grande preocupação com o crescimento do mercado de apostas on-line no Brasil, e dados recentes confirmam a gravidade da situação. Ele avisa que a situação pode sair do controle se medidas não forem tomadas rapidamente.

“Os números divulgados pelo Banco Central são simplesmente chocantes, mostram que, nos últimos seis meses, 24 milhões de brasileiros drenaram dos seus orçamentos R$ 20 bilhões em média”, comentou. “Se projetarmos no horizonte maior, já antevejo uma catástrofe ou uma bolha de inadimplência se formando e precisamos impedir que venha a explodir. Não podemos pagar para ver, e essa aposta não iremos fazer”.

Sidney destaca que é inadmissível que essa situação avance sem a intervenção reguladora do Estado para conter o endividamento desenfreado devido às apostas on-line.

“Nós representamos um setor estratégico, que financia toda a economia, a produção, o consumo e o investimento, portanto, famílias e empresas”, ressaltou. “Não é admissível silenciarmos e deixarmos essa situação avançar sem o braço forte e regulador do Estado, especialmente para coibir essa escalada desenfreada de endividamento com as apostas online”.

Dados alarmantes do BC sobre crescimento das bets

Segundo o BC, as bets trazem risco aos mais vulneráveis | Foto: Shutterstock

Os dados do Banco Central revelam que, nos últimos seis meses, 24 milhões de brasileiros gastaram R$ 20 bilhões com apostas. Sidney antevê uma possível catástrofe financeira e insiste na necessidade de proibir ou limitar o uso do Pix para essas transações. 

“O país precisa recuar, imediatamente, do grave erro que foi legalizar e deixar, sem qualquer restrição e controle, esses jogos de apostas. Estamos, todos, à deriva e precisamos reencontrar a rota de volta para casa”, destaca.

Sidney defendeu a revisão imediata da legislação que permitiu a legalização das apostas. Ele destacou que a falta de restrições e controle deixou o país em uma situação precária. O líder da Febraban também sugere uma ação emergencial para proibir pagamentos via Pix para essas apostas. 

“Eu já vinha defendendo que se antecipasse a proibição do cartão de crédito para pagamento dessas apostas, mas, agora, após o estudo revelador do BC, defendo uma ação muito mais forte e emergencial, que é proibir pagamentos via Pix para essas apostas em bets”.

Um estudo do Banco Central revela que 90% dos pagamentos dessas apostas ocorrem via Pix. O Brasil já é o terceiro maior mercado global de apostas. Sidney afirma que a continuidade desse padrão terá um impacto devastador na economia, afetando desde pequenos comércios até grandes empresas.

“Ao se manter o ritmo de corrosão do orçamento das famílias com apostas, o efeito dominó na economia é imensurável, mas é certo que impactará desde o pequeno comércio até as grandes empresas”, alertou.

Informações Revista Oeste


De acordo com dados do Inpe, até o momento, foram registrados 102.993 focos de calor no bioma

Amazônia registra recorde de queimadas para o mês de agosto em 14 anos
Amazônia enfrenta o pior cenário de queimadas desde 2010 | Foto: Joédson Alvez/Agência Brasil

Amazônia já registrou mais queimadas em 2024 do que em todo o ano de 2023, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Até a quarta-feira 25, foram detectados 102.993 focos de calor no bioma, superando os 98.646 incidentes de 2023.

Seguindo a tendência histórica, setembro de 2024 já é o mês com mais queimadas no ano. Até quinta-feira, foram contabilizados 39.804 focos de calor, ultrapassando a média histórica de 32,2 mil para o mês.

O recorde histórico ocorreu em 2004, com 218.637 incidentes. O monitoramento das queimadas pelo Inpe começou em junho de 1998.

Entre janeiro e agosto deste ano, o número de queimadas foi de 63.189, mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2023, que contabilizou 31.489 incidentes.

Historicamente, a expectativa é de que o fogo diminua em outubro, já que o mês costuma registrar metade das queimadas de setembro. O fim do verão amazônico, com o aumento das chuvas, contribui significativamente para a redução dos incêndios no bioma.

El Niño pode ter influenciado queimadas

O Monitor de Secas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) identificou, em agosto, que 3.978 municípios brasileiros enfrentavam algum grau de seca. O Brasil possui 5.570 cidades.

De acordo com especialistas, a seca pode estar relacionada à atuação do El Niño em 2023 e nos primeiros meses de 2024, fenômeno que reduz as precipitações no Norte e Nordeste do Brasil.

“O El Niño que é um fenômeno climático que naturalmente faz com que o período seco seja mais severo do que o normal (…), em 2023, foi um El Niño severo”, explicou a diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, ao portal Metrópoles.

Insuficiência do governo Lula

caixa-preta marina silva
O presidente Lula e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, durante reunião sobre os Biomas do Brasil, no Palácio do Planalto – 22/11/2023 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

No entanto, a seca extrema não explica sozinha o aumento das queimadas. A ministra Marina Silva reconheceu que as ações governamentais para conter o fogo na Amazônia foram insuficientes.

“Estamos descobrindo agora é que (o planejado) não foi suficiente”, afirmou a ministra, na segunda-feira 23. “E ter essa clareza e essa responsabilidade de não querer mascarar a realidade ou minimizar a realidade faz parte de uma postura republicana.”

Marina Silva também é considerada a “culpada” pela crise das queimadas dentro da base governista. Integrantes do PT no Congresso têm criticado a atuação da ministra, destacando seu perfil mais simbólico do que executivo. Fontes ouvidas pelo jornal Folha de S.Paulo afirmam que a ministra tem se mostrado inoperante e que deveria ser mais prática nas ações.

Nas palavras de um parlamentar, Marina Silva deveria ser mais “executiva” e menos “acadêmica” sobre as queimadas. Outro deputado afirma que suas entrevistas são confusas e pouco efetivas. Um terceiro menciona que ela possui grandes ideias, mas carece de habilidades operacionais.

Parlamentares também dizem que o Congresso é amplamente contrário às pautas ambientalistas, das quais Marina Silva é uma das principais defensoras. A proposta de criação de uma autoridade climática, subordinada ao Meio Ambiente, tem gerado conflitos tanto no Congresso quanto dentro do próprio governo.

Informações Revista Oeste


Medida passa a valer a partir de janeiro de 2025

Imagem do Palacio de Westminster, em Londres | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Imagem do Palacio de Westminster, em Londres | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A partir de 8 de janeiro de 2025, turistas brasileiros precisarão obter a autorização eletrônica de viagem (ETA) para entrar no Reino Unido. A medida se estende a todos os países, exceto os integrantes da União Europeia, que só precisarão da inscrição a partir de abril.

Se quiserem entrar no Reino Unido, os brasileirosdevem fazer a solicitação pelo menos três dias antes da viagem, através do site oficial do governo britânico. No entanto, os viajantes podem se dirigir aos países do Reino Unido enquanto aguardam a autorização, mesmo que a solicitação ainda esteja em processamento.

Depois de aprovada, a autorização tem validade de dois anos. Entretanto, a aprovação do ETA não garante a entrada automática no Reino Unido. É necessário também que o visitante passe pelo controle de imigração na fronteira.

Entenda o que é a autorização de viagem (ETA) do Reino Unido

autorização eletrônica de viagem do Reino Unido é um sistema que permite que visitantes de determinados países ingressem no Reino Unido sem a necessidade de visto. A ETA é uma exigência para viagens que envolvem turismo, negócios ou trânsito e pode ser solicitada on-line.

Aqui estão alguns pontos principais sobre a ETA do Reino Unido:

  1. Aplicação on-line: os viajantes podem solicitar a ETA através de um formulário on-line, em que fornecem informações pessoais e detalhes da viagem.
  2. Validade: a ETA geralmente é válida por vários anos, permitindo múltiplas entradas no país durante esse período.
  3. Tempo de processamento: o processamento da ETA costuma ser rápido, muitas vezes levando apenas alguns minutos, mas é aconselhável solicitar com antecedência.
  4. Requisitos: para obter a ETA, os viajantes devem atender a certos critérios, como ter um passaporte válido e não ter antecedentes criminais relevantes.
  5. Objetivo: o sistema visa a aumentar a segurança nas fronteiras, facilitando a entrada de visitantes legítimos enquanto monitora potenciais riscos.

Informações Revista Oeste


    Reprodução/Instagram

    desaparecimento da advogada Anic Herdy tem intrigado a todos desde fevereiro. Após meses de incertezas, restos mortais encontrados na residência de seu ex-amante, Lourival Fatica, em Teresópolis, trouxeram novas evidências sobre o caso. Lourival confessou ter matado Anic, mas a complexidade do crime levantou mais perguntas do que respostas.

    As autoridades encontraram o corpo em estágio avançado de decomposição, enterrado na garagem de Lourival, com sinais de violência extrema. Agora, um exame de DNA será realizado para confirmar a identidade dos restos mortais e avançar na investigação.

    Confissão e Descoberta do Corpo

    No mesmo dia em que prestou depoimento na 2ª Vara Criminal de Petrópolis, Lourival revelou a localização do corpo de Anic. Durante a busca em sua residência, a polícia usou equipamentos pesados para escavar a área indicada. O corpo foi encontrado a um metro de profundidade, enrolado em plástico-bolha e com um torniquete no pescoço.

    Lourival admitiu que matou Anic com um golpe na traqueia e, posteriormente, concretou o corpo em sua garagem. Em uma reviravolta surpreendente, ele alegou ter cometido o crime a mando do marido de Anic, Benjamin. Essas acusações foram prontamente negadas pelos advogados de Benjamin, que alegam serem infundadas e desesperadas tentativas de Lourival de complicar a situação.

    Investigação e Evidências

    A equipe de investigação, liderada pela delegada Cristiana Onorato Miguel, verificou os telefones dos envolvidos. Ao contrário do aparelho de Lourival, que foi apagado, o telefone de Benjamin foi vasculhado detalhadamente, sem indícios de sua participação no crime. Essa análise técnica é fundamental para delinear as responsabilidades e descartar suspeitas infundadas.

    Depoimentos Contraditórios

    Segundo a advogada de Lourival, Flávia Froes, o crime foi planejado meses antes do desaparecimento de Anic. Ela alega que Benjamin forjou o sequestro para encobrir o assassinato. As alegações incluem uma gravação feita pela filha de Benjamin, onde ambos discutem o crime. Esses detalhes, se verdadeiros, podem mudar o rumo das investigações.

    Reação da Defesa de Benjamin

    Os advogados de Benjamin, por sua vez, refutam todas as acusações. João Vitor Ramos, representante da defesa, declarou que as alegações de Lourival são atos de desespero, fruto de uma tentativa de se livrar das consequências. A defesa garante que medidas legais serão tomadas contra Lourival e seus advogados por difamação.

    Próximos Passos e Coletiva de Imprensa

    A defesa de Lourival anunciou uma coletiva de imprensa para a próxima sexta-feira, 27 de setembro, no Hotel B&B em Copacabana, para divulgar mais informações. Este evento promete trazer novos esclarecimentos e detalhes sobre as alegações de Lourival, esclarecendo aspectos ainda nebulosos do caso.

    Informações TBN


    Em nota, a Voepass anunciou diversas mudanças nas áreas de comando da empresa. Tragédia aérea com 62 mortos aconteceu em agosto

    Avião da VoePass - Metrópoles

    VoePass Linhas Aéreas informou, por meio de nota divulgada na noite dessa quarta-feira (25/6), série de mudanças no comando e na diretoria da empresa, com a demissão dos responsáveis pela manutenção, segurança operacional e operações.

    As alterações ocorrem após o desastre aéreo do voo 2283, que matou 62 pessoas a bordo de uma aeronave ATR-72, em agosto, em Vinhedo (SP).

    De acordo com o informe, o atual presidente e cofundador, José Luiz Felício Filho, assume a liderança executiva e a gestão direta das operações, mantendo o cargo de presidente e acumulando funções. Felício, que é piloto há mais de 30 anos, é o comandante mais antigo da empresa e está na presidência da companhia desde 2004.

    O CEO, Eduardo Busch, passa a liderar a frente de questões jurídicas da Voepass.

    Demissões

    Eric Cônsoli, que estava à frente da chefia de Manutenção, David Faria, da Diretoria de Segurança Operacional, e Marcel Moura, da Diretoria de Operações, deixam a companhia. “A Voepass reconhece e agradece as importantes contribuições que os executivos desempenharam na trajetória da empresa”, detalha a nota.

    Carlos Alberto Costa, o comandante Diego Hangai, há 13 anos na VoePass, e o comandante Raphael Limongi assumem, respectivamente, os cargos deixados na diretorias de Manutenção, de Segurança Operacional e de Operações.

    Todas as indicações para os cargos de liderança estão sob aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), conforme regulação vigente, segundo a VoePass.

    O acidente

    Em 9 de agosto, um avião do modelo ATR-72, da companhia VoePass, antiga Passaredo, caiu em Vinhedo, no interior de São Paulo, e matou todas as 62 pessoas a bordo, sendo quatro tripulantes e 58 passageiros.

    A aeronave partiu, em 9 de agosto, de Cascavel (PR), às 11h46 e tinha como destino o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, com pouso previsto às 13h40, mas perdeu sustentação em voo e colidiu com o solo às 13h22.

    Segundo a Polícia Técnico-Científica de São Paulo, todas as 62 vítimas da queda do avião em Vinhedo, no interior do estado, morreram de politraumatismo quando a aeronave despencou de uma altura de cerca de 4 mil metros e atingiu o solo.

    A empresa afirma que a aeronave decolou do Paraná com todas as condições operacionais para cumprir a programação, informação confirmada pelo Cenipa no dia da divulgação do relatório preliminar.

    Segundo o órgão, a última revisão da aeronave ocorreu em 24 de junho de 2023. No dia do acidente, foi realizado um “check diário”, que constatou que a aeronave estava apta para voar, conforme normas previstas.

    Informações Metrópoles


    Signatários dizem que o Twitter/X foi a única rede social que se recusou a censurar discursos indesejáveis por alguns servidores públicos

    Elon Musk e Alexandre de Moraes têm travado embates em relação ao Twitter/X no Brasil | Foto: Reprodução/Twitter/X
    Elon Musk e Alexandre de Moraes têm travado embates em relação ao Twitter/X no Brasil | Foto: Reprodução/Twitter/X

    Na semana passada, acadêmicos se uniram em uma carta aberta para apoiar a decisão de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o banimento do Twitter/X no Brasil. Eles alegaram que era necessário controlar os “abusos” das empresas de tecnologia. Em resposta, renomados especialistas defenderam, em um novo documento, a posição de Elon Musk em favor da liberdade de expressão.

    No dia 31, depois da decisão do ministro Alexandre de Moraes, a rede social foi suspensa por tempo indeterminado no Brasil. Entre os signatários desta nova carta, que critica a atitude de Moraes e o suporte dado a ele, estão Rodrigo Peñalozada, da Universidade de Brasília, e Adilson Dallari, da PUC-SP. 

    “Ficamos desapontados com a carta pública ‘Contra o Ataque das Big Techs à Soberania Digital’, assinada por muitos acadêmicos notáveis, incluindo Daron Acemoglu e Thomas Piketty”, lamentou o documento. “Embora a carta mencione ‘Big Techs’ em geral, ela destaca o X, de Elon Musk, como um ‘exemplo de um esforço mais amplo para restringir’ a ‘agenda de desenvolvimento digital’ do Brasil (e de outras nações)”.

    A carta argumenta que o Twitter/X foi a única rede social que “se recusou a censurar discursos considerados indesejáveis por alguns servidores públicos”. 

    MUSK MORAES
    Rodrigo Peñalozada, da Universidade de Brasília, é a favor da liberdade de expressão | Foto: Divulgação/UnB

    Defesa da liberdade de expressão

    Os nomes que assinaram a carta também expressaram gratidão a Musk. Eles afirmaram ser defensores da liberdade de expressão.

    “O mundo deve gratidão a Elon Musk por salvaguardar esse direito fundamental e manter o X como um espaço onde todas as vozes podem ser ouvidas”, destacaram “Defendemos a liberdade de expressão e estamos comprometidos em manter um mercado livre de ideias onde a troca de pensamentos não é suprimida, independentemente de serem considerados indesejáveis por alguns”.

    A carta afirma também que “apenas o debate vigoroso sobre todas as ideias pode levar a julgamentos informados e, consequentemente, ao verdadeiro progresso”. 

    Conflito entre Moraes e Musk

    A suspensão da rede social ocorreu devido a uma série de conflitos entre Moraes e Elon Musk, dono da plataforma. Em 17 de agosto, Musk fechou os escritórios no Brasil por discordar de várias exigências de Moraes, como banir contas de usuários que não cometeram crime algum.

    Depois do fechamento, o ministro exigiu que Musk indicasse um representante legal brasileiro para o X. Mas o pedido foi ignorado, e a plataforma foi suspensa.

    Medidas adicionais contra empresa de Musk

    Posteriormente, o ministro bloqueou as contas da empresa de internet Starlink, também de Musk, como garantia de pagamento das multas aplicadas ao X. Após um bloqueio de cerca de R$ 18 milhões, as contas foram liberadas, mas o X permanece suspenso.

    Informações Revista Oeste


    Medida será tomada por advogado de Daniel Silveira, que vê ‘abuso de autoridade e poder’ do ministro no caso do ex-deputado

    alexandre de moraes
    O ministro Alexandre de Moraes, durante uma sessão plenária – 08/08/2024 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

    Nos próximos dias, o advogado Paulo Faria vai denunciar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em Washington D.C.

    Faria disse a Oeste que tomou a decisão em virtude “das condutas” do juiz do STF no caso de Daniel Silveira. O ex-deputado é defendido por Faria, Michael Robert, Paola Silva e Sebastião Coelho.

    Conforme o advogado, Moraes cometeu crime de tortura, além de “abuso de poder e autoridade”.

    Ontem, Moraes determinou ao governo do Estado do Rio de Janeiro informações adicionais sobre o exame criminológico de Silveira. O laudo médico enviado há algumas semanas ao magistrado é favorável à concessão da progressão de regime solicitada por Faria. Para Moraes, contudo, o documento é “superficial”.

    A exigência desse exame sucedeu ao pagamento de uma multa de aproximadamente R$ 270 mil.

    Depois de quitar o saldo devedor informado por Moraes, Faria precisou complementar a dívida, por exigência da Procuradoria-Geral da República.

    daniel silveira
    O advogado Paulo Faria, durante entrevista ao programa Oeste Sem Filtro | Foto: Reprodução/YouTube

    Críticas de Alexandre de Moraes a exame criminológico

    De acordo com Moraes, em um despacho sobre o exame, houve uma “única entrevista, sendo que as ‘conclusões referem-se ao momento atual’, não permitindo predizer condutas futuras”. A uma assistente social do governo estadual, Silveira disse que foi “mal interpretado” pelo STF e que não tinha intenção de “configurar delito” ao gravar o vídeo no qual ofendeu os magistrados do tribunal.

    “Elemento comum a todos os laudos produzidos, em que pese a superficialidade, é a falta de reconhecimento, por parte do sentenciado, dos graves crimes cometidos, de modo a manter o discurso de que teria sido injustiçado e perseguido”, observou Moraes. “Aliado a referido fato, ainda, observa-se a ausência de prognose relacionada às condutas futuras do sentenciado, característica essencial de qualquer exame criminológico.”

    Informações Revista Oeste


    Presidente do TSE condenou violência na campanha eleitoral deste ano

    Cármen Lúcia diz que não havia requisitos necessários para prosseguir com o processo
    Cármen Lúcia fez anúncio na terça-feira 24 de setembro, depois de caso que envolveu assessor de Pablo Marçal | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, anunciou na última terça-feira, 24, que acionou a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF) e os Tribunais Regionais Eleitorais para que deem prioridades aos casos de agressões em debates e intensifiquem o combate à violência nas eleições deste ano.

    O anúncio de Cármen Lúcia foi feito um dia depois de um assessor do candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (PRTB) desferir um soco em um membro da equipe do prefeito e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), no fim do debate organizado pelo Flow Podcast.

    Entretanto, a violência física começou há dez dias, em 15 de setembro, quando José Luiz Datena, também candidato à Prefeitura de São Paulo, deu uma cadeirada em Marçal. No debate do Flow Podcast, na última segunda-feira, 23, o videomakerNahuel Medina agrediu o marqueteiro Duda Lima com um soco no rosto. A confusão se deu depois de Marçal ser expulso do debate pelo mediador, Carlos Tramontina.

    Datena arremessou uma cadeira contra Pablo Marçal durante debate | Foto: Reprodução/TV Cultura
    Datena arremessou uma cadeira contra Pablo Marçal durante debate | Foto: Reprodução/TV Cultura

    Cármen Lúcia defende prioridade nas investigações de agressões

    Segundo a ministra, é necessário dar prioridade a investigações, acusações e julgamentos desses casos de violência. “Casos de violência da mais variada deformação vêm se repetindo neste processo eleitoral e afrontam até mesmo a nobilíssima atividade da política, tão necessária. Política não é violência, é a superação da violência. Violência praticada no ambiente da política, não apenas o agredido, se não que ofende toda a sociedade e a própria democracia”, afirmou a presidente do TSE.

    Sem citar os casos de violência que marcam a campanha em São Paulo, Cármen Lúcia afirmou que os eleitores se tornaram reféns de “cenas de pugilato”. A presidente do TSE também declarou que a campanha deste ano possui “cenas e práticas que envergonham e ofendem a civilidade democrática”.

    “Por despreparo, descaso ou tática ilegítima e desqualificada de campanha, atenta-se contra cidadãs e cidadãos, atacam-se pessoas e instituições e, na mais subalterna e incivil descompostura, impõem-se às pessoas honradas do país, que querem apenas entender as propostas que os candidatos oferecem para a sua cidade, sejam elas obrigadas a assistir a cenas abjetas e criminosas que rebaixam a política a cenas de pugilato, desrazão e notícias de crimes”, declarou Cármen Lúcia.

    Cármen Lúcia também cobrou um posicionamento incisivo dos partidos políticos, que, de acordo com ela, não podem compactuar com “cenas de vilania”. “Democracia exige respeito, e humanidade impõe confiança, e não se confia em quem não possui compostura e modos para viver”, afirmou Cármen Lúcia.

    Foto: Reprodução/YouTube/Flow Podcast
    O momento em que Pablo Marçal foi advertido por Carlos Tramontina | Foto: Reprodução/YouTube/Flow Podcast

    Por causa da escalada de violência, os debates na campanha da capital paulista estão tendo reforços na segurança. No debate da RedeTV!, que ocorreu no último dia 17, as cadeiras ocupadas pelos candidatos foram parafusadas no chão. No encontro do Flow, não houve embates diretos entre os postulantes à prefeitura.

    Revista Oeste, com informações da Agência Estado


    Drama Ainda Estou Aqui é a esperança para conquista inédita da indústria cinematográfica brasileira

    Foto da atriz Fernanda Torres
    Protagonizado por Fernanda Torres, Ainda Estou Aquirepresentará o Brasil no Oscar | Foto: Divulgação 

    Estrelado por Fernanda Torres, o filme Ainda Estou Aqui foi escolhido pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais (ABCAA) para representar o Brasil em uma vaga na categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2025.

    O longa de Walter Salles surpreendeu o público que assistiu a ele no Festival de Veneza no início de setembro, recebendo dez minutos de palmas. Além da atriz renomada, estão no elenco nomes como Selton Mello, Fernanda Montenegro e Valentina Herszage.

    A produção foi anunciada como escolhida pela Academia através de um comunicado à imprensa e disputou a vaga ao lado de outros 11 títulos. Composta de 24 profissionais, a Comissão de Seleção escolheu Ainda Estou Aqui por unanimidade.

    Disputaram a vaga, além do longa de Fernanda Torres, títulos como Cidade Campo, de Juliana Rojas; Levante, de Lillah Halla; Motel Destino, de Karim Aïnouz; Saudade Fez Morada Aqui Dentro, de Haroldo Borges; e Sem Coração, de Nara Normande e Tião.

    Foto do elenco do filme Ainda Estou Aqui
    Ainda Estou Aqui representará o Brasil no próximo Oscar | Foto: Divulgação

    Filme de Fernanda Torres é visto como ‘momento histórico’

    “Estou orgulhosa de presidir essa comissão, que foi unânime na escolha desse grande filme sobre memória, um retrato emocionante de uma família sob a ditadura militar”, declarou a atriz Bárbara Paz, presidente da Comissão de Seleção.

    Ainda Estou Aqui é uma obra-prima, sobre o olhar de uma mulher, Eunice Paiva, e com atuações sublimes das duas Fernandas. Esse é um momento histórico para nosso cinema. Não tenho dúvida que o filme tem grandes chances de colocar o Brasil entre os melhores do mundo. Nós, da indústria do audiovisual brasileiro, merecemos”, complementou a atriz.

    Informações Revista Oeste


    salvador, bahia, brazil - may 2, 2013: young man is seen near the accumulated sewage water on a street in the city of Salvador

    O Instituto Trata Brasil, em parceria com a consultoria GO Associados, divulgou o ranking de saneamento básico das cem cidades brasileiras mais populosas. O estudo revelou que 15 das 20 cidades mais bem avaliadas no acesso a água, coleta e tratamento de esgoto, estão localizadas nos estados de São Paulo e Paraná. Destaques do ranking incluem Maringá (PR), São José do Rio Preto (SP) e Campinas (SP).

    A pesquisa considera diversos indicadores para avaliar a eficiência dos serviços de saneamento, incluindo o acesso à água potável e o tratamento e coleta de esgoto. Utiliza também dados de 2022, com base nos critérios do Novo Marco Legal do Saneamento Básico.

    Como foi feita a avaliação do saneamento básico?

    A metodologia do Instituto Trata Brasil considera fatores como a eficiência no serviço, desperdício de água e investimentos no setor. Entre as 20 melhores cidades, a média de acesso à água potável é impressionante: 98,8% da população. Em relação à coleta de esgoto, a média é de 96%, enquanto 78,4% do esgoto coletado é tratado.

    Quais são as cidades com os melhores e piores índices de saneamento?

    Maringá (PR) destacou-se ao saltar da 14ª posição para a liderança no ranking atual. Em contraste, cinco capitais da região Norte ocupam as últimas colocações: Porto Velho, Macapá, Rio Branco, Belém e Manaus. Porto Velho ocupa a última posição do ranking, um indicativo preocupante sobre a desigualdade regional no acesso ao saneamento básico.

    Confira o ranking do top 10 melhores cidades:

    • 1º – Maringá (PR)
    • 2º – São José do Rio Preto (SP)
    • 3º – Campinas (SP)
    • 4º – Limeira (SP)
    • 5º – Uberlândia (MG)
    • 6º – Niterói (RJ)
    • 7º – São Paulo
    • 8º – Santos (SP)
    • 9º – Cascavel (PR)
    • 10º – Ponta Grossa (PR)

    Anuncios

    Confira em seguida o top 10 piores cidades:

    • 100º – Macapá
    • 99º – Santarém (PA)
    • 98º – Rio Branco
    • 97º – Belford Roxo (RJ)
    • 96º – Duque de Caxias (RJ)
    • 95º – São Gonçalo (RJ)
    • 94º – Belém
    • 93º – Várzea Grande (MT)
    • 92º – Juazeiro do Norte (CE)
    • 91º – Ananindeua (PA)

    Quão grave é o desperdício de água nas cidades brasileiras?

    O desperdício de água no sistema de distribuição continua a ser um grande desafio. Em média, as maiores cidades perdem 35,4% da água tratada, enquanto a média nacional é de 37,8%. Contudo, nas 20 melhores cidades, o desperdício é significativamente menor, sendo de 28,4%, contra 48,5% nas 20 piores. Porto Velho e Macapá registraram perdas alarmantes de 77% e 71%, respectivamente.

    Quanto as cidades investem em saneamento básico?

    Os investimentos variam drasticamente entre os melhores e piores municípios. As cidades mais bem avaliadas investiram em média R$ 201,47 por habitante, enquanto as piores investiram apenas R$ 73,85. O Plano Nacional de Saneamento Básico recomenda um investimento anual de R$ 231,09 por habitante; no entanto, apenas dez municípios atingem ou superam este valor.

    O que dizem os dados sobre a universalização do saneamento básico?

    De acordo com a presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, o progresso da universalização do saneamento no Brasil tem sido lento. Ela ressalta que as eleições municipais deste ano são uma oportunidade crucial para discutir e priorizar a questão do saneamento básico.

    Expectativas e desafios futuros

    O Brasil tinha como metas fornecer água potável a 99% da população e garantir a coleta e tratamento de esgoto para 90% até 2023. Entretanto, a falta de acesso a esses serviços ainda é alarmante: 32 milhões de brasileiros não têm acesso a água potável e mais de 90 milhões não contam com coleta de esgoto.

    Disparidades regionais

    O estudo destaca que 22 municípios já tratam 100% da água, e outros 18 tratam mais de 99%, cumprindo assim os requisitos do Novo Marco Legal do Saneamento Básico. No entanto, essas conquistas são contrastadas pelas graves desigualdades nas regiões Norte e Nordeste do país, onde várias capitais não tratam nem 35% do esgoto gerado.

    Informações TBN