Política é uma atividade que existe desde os primórdios do desenvolvimento do ser humano. É uma atividade necessária para manter a ordem social, econômica e o desenvolvimento de um povo. Na democracia é o povo quem escolhe os seus representantes. Na última eleição em Feira de Santana, a população escolheu Colbert Martins para ser o prefeito da maior cidade do interior do estado da Bahia. Mas também escolheu Fernando Torres, mesmo com uma votação pífia – pouco mais de três mil votos – para vereador. Além disso, tornou- se presidente da Câmara Municipal. Como ele alcançou esse feito? É algo que intriga as pessoas de boa fé da cidade. Torres, apesar do pouco controle emocional e intelecto limitado, possui muita determinação e garra para conseguir o que quer. E o que quer Fernando Torres? Poder e holofotes. Ele tem uma necessidade extrema de aparecer e ter poder. Fatores que conseguem acalmar os fantasmas que habitam sua mente. Torres tem amigos fidelíssimos e inimigos ferrenhos. E agora, durante esse curto período como presidente do Legislativo, tem conseguido atrair bem mais adversários. A gana em busca de holofotes e poder é tão grande que ele escolheu o prefeito Colbert Martins, seu aliado durante a campanha, como alvo principal para aliviar suas pendências. Ataques e ameaças ao prefeito são constantes. Até o momento, o gestor municipal permanecia calado. Mas tudo tem limite. E o prefeito resolveu deixar isso muito claro em um vídeo postado em sua rede social. No vídeo, ele afirma que não vai aceitar chantagem e nem se curvar a interesses que não sejam republicanos. Colbert Martins é um político experiente. É um homem que tem adversários, mas não inimigos. É um homem respeitado. Tem preparo intelectual, moral e ético. E reagiu no momento certo. Ele sabe que o povo feirense conhece ele e conhece Fernando Torres. Portanto, cabe à sociedade apoiar o seu prefeito. Aliás, isso já está acontecendo. Joilton Freitas é jornalista, âncora do Programa Rotativo News e do site Rotativo News
01 de Maio de 2021, dia do Trabalho, foi um feriado histórico no Brasil porque foi diferente de todos os dias primeiro de maio do passado.
Neste dia, em mais de mil cidades brasileiras, em grandes capitais e pequenas cidades, pequenos grupos ou grandes multidões se reuniram em uma manifestação espontânea, democrática, genuinamente cívica.
Pela primeira vez não havia bandeiras vermelhas, não havia cantores populares pagos com cachês fabulosos, não havia ônibus fretados com dinheiro de sindicatos, nem distribuição de alimentos ou kit de camisetas e bonés distribuídos com dinheiro de contribuição sindical compulsória.
Não havia discurso de lutas de classes, nem líderes marxistas fazendo discursos inflamados, nem coletivos, nem lutas identitárias, todos éramos um.
Havia jovens, idosos, crianças, casais com carrinhos de bebês, vestindo as cores nacionais, verde e amarelo. Todos vieram espontaneamente e pagaram suas próprias despesas.
O país, o estado, o município não gastou um centavo do dinheiro público. Não houve depredações e não se jogou lixo nas ruas.
Não era preciso a polícia, e quando existia, em geral era aplaudida. Não houve confronto nem mesmo em Fortaleza onde a polícia, obedecendo ordens opressivas e ditatoriais ordenou que fossem retiradas de todos os carros as bandeiras de nosso País, o pavilhão nacional. Que absurdo, que loucura, que ultraje.
Em grandes e pequenas cidades milhares de milhares de brasileiros saíram às ruas no mais lindo, mais cívico e mais bonito primeiro de maio do mundo, um primeiro de maio para cantar o Hino Nacional, para orar, para apoiar o Brasil e o Presidente da República.
Havia um senso maravilhoso de pertencimento, de amor ao Brasil. Havia uma coisa muito especial também: havia alegria, enorme, que se pudesse eu engarrafava e distribuía de graça para todas as pessoas, só para mostrar às pessoas como foi bom estar lá.
Quando acabou não queríamos ir embora. As pessoas ficavam na praça, conversando. As cores verde e amarela e as músicas criavam uma atmosfera cívica, alegre. Vários carros que passavam buzinavam em sinal de apoio.
Pelo caminho voltávamos cheio de orgulho, de alegria, com o senso de missão cumprida, com o sentimento de que não estamos sós, de que há milhões de brasileiros em milhares de cidades do Brasil que pensam como a gente pensa, que dividem o mesmo sentimento, o mesmo amor à pátria, a mesma inconformidade com os movimentos esquerdistas.
Um dia como o de hoje nos lembra que o Brasil não é esse Brasil da televisão, esse Brasil dos jornais e dos discursos e narrativas ideológicas deprimentes, vazias e cansativas.
O Brasil é muito mais que isso, nos campos, nas fábricas, nas igrejas, nas vidas familiares, pessoas que lutam, que trabalham, que amam esta nação.
Esse primeiro de maio foi histórico, não foi dos sindicatos esquerdistas, dos movimentos socialistas, das bandeiras vermelhas, mas do povo brasileiro, foi o Dia do Trabalho mais bonito do mundo.
Por ocasião da abertura da CPI da COVID, o senhor proferiu discurso no qual fez constar “recadinhos” e indiretas para o presidente da República e para os militares. Recadinho e indiretas são artifícios utilizados por covardes que não têm a dignidade de se mostrarem face a face para dizer o que é necessário. Natural que uma pessoa, que tem “o rabo preso “, se esconda atrás da senatoria ou de bancadas para mandar recados. O senhor não tem dignidade, nem decência, nem hombridade para falar o que quer que seja para ninguém e nem para Instituições.
O senhor é um caso patológico de natureza humana adulterada, que nunca soube adaptar-se aos limites da moralidade, da decência e da honestidade. Na sua ascendência, devem-se encontrar bandidos, traficantes de escravos, vassalos de toda ordem e lacaios, de cuja combinação genética surgiu um ser pusilânime como o senhor. E que também passa a mesma combinação para seus descendentes.
Você trabalhou em todos os governos desde Fernando Collor. A Bíblia ensina que ninguém pode servir a dois senhores. Mas, o senhor pôde servir a mais de um senhor é um ser amorfo, sem personalidade, sem dignidade e sem postura, que se adequa a qualquer situação para servir-se a si próprio e não ao país. A sua natureza degenerada faz com que o senhor se sirva somente a si mesmo.
Desconhecemos uma proposta ou uma iniciativa útil e benéfica para o país que tenha partido do senhor. É que o senhor é este ser abjeto que faz discursos, concede entrevistas, manda recadinhos, se relaciona com prostitutas e depois vai dormir em seu apartamento de luxo, rindo de todos que enganou com sua verve gosmenta e pútrida.
Se, antes de dormir, ainda se olha ao espelho, deve sorrir de sua própria esperteza, digna do mais refinado 171, própria de espertalhão de esgoto que deveria ter sido banido da vida pública pela creolina da democracia e da justiça, se Justiça houvera neste país e se o senhor não houvesse encontrado semelhantes em outros órgãos.
O senhor disse que os militares estão longe de ser categoria homogênea. Engano seu, rebotalho humano. O senhor está julgando o conjunto por meia-dúzia de militares que deixaram a vaidade e os interesses próprios falarem mais alto que os ideais da vida militar e os sagrados valores pregados na Academia Militar e vivenciados pela maioria. Os generais críticos do presidente da República são exceção na carreira das armas e refletem apenas o pensamento egoísta, mesquinho e enciumado deles próprios. Os verdadeiros militares permanecem unidos em torno dos mesmos ideais de defesa do País e de suas Instituições.
Saiba o senhor que aqueles críticos são execrados e desprezados por seus companheiros de turma e pelos verdadeiros seguidores de Caxias. Aliás, os militares agem de forma oposta à dos senadores e deputados, que aceitam corruptos e bandidos em seu meio e com eles convivem naturalmente em “saudável” e mutuamente proveitosa orgia.
Tivesse o mínimo de decência, de dignidade e de vergonha, o senhor não teria usado o cargo de presidente do Senado para, utilizando transporte oficial, deslocar-se para Recife, a fim de fazer implante de cabelo em Recife. Compreensível que tenha feito o implante de cabelos, como tentativa de camuflar o cérebro doentio e pustulento que tem em sua cabeça.
Tivesse o senhor o mínimo de decência, de vergonha e de dignidade, o senhor não sustentaria prostituta, que posou nua para revista masculina, com mesada de empreiteira. Tivesse o senhor o mínimo de compostura e decência e não sustentaria o filho bastardo, que teve com a prostituta, com propina de empreiteiras.
As gerações mais novas dos militares adotaram o silêncio diante de recados, de injustiças e de ofensas oriundas de esquerdosos, comunistas e de corruptos, porquanto essa postura foi considerada como a que mais bem atenderia aos interesses nacionais e à pacificação do País. Muitos estão a confundir silêncio com omissão e recolhimento com alheamento aos problemas nacionais. Até os canalhas pensam que podem atrever-se a mandar recados e proferir ofensas aos militares e às FFAA. As legiões estão atentas; não se iluda, senador.
Sem seus cargos, sem suas prostitutas e sem seus bastardos, o senhor é um homem nu.
Infeliz o país que tem um senador da estirpe do senhor.
Cláudio Eustáquio Duarte Coronel de Infantaria da Reserva Remunerada. Turma de 1971, da Academia Minas da Agulhas Negras – Turma Marechal Castelo Branco
A temperatura na Câmara Municipal de Feira de Santana continua em alta. O último pronunciamento do presidente da Casa, Fernando Torres, que é o principal responsável pelo aquecimento, dá a dimensão do fogo.
No início desta legislatura, o fogo foi de monturo, hoje, não mais. Eu disse, em outro artigo, “As pedras de Torres” que o vereador tem um projeto de poder. Que ele não medirá esforços para alcançá-lo. Ele se vale do grupo que criou, o chamado Grupo dos 10, para perseguir o seu objetivo.
No seu último pronunciamento na Tribuna da Câmara, ele mais uma vez colocou em prática o seu plano ambicioso. Atacou ferozmente o prefeito, Colbert Martins. Chegou ao ponto de dizer que o gestor municipal “poderia botar os cargos naquele lugar…” e que a CPI das Cestas Básicas só não será instalada “se tiver muito convencimento” e “muita conversa”. Ora, o nome disso não seria chantagem? Fica o questionamento.
O linguajar de bordel, sempre usado pelo vereador, já é conhecido da sociedade feirense. O que não está dando para entender é os seus pares assistirem ao circo de horrores sem nada dizer.
Mas cabe ao prefeito tomar uma posição junto a bancada de sustentação. Colbert Martins precisa exercer o poder, que não é pouco, e enquadrar os seus aliados na Câmara. Se não o fizer, verá durante o atual período legislativo, Fernando Torres comandar o picadeiro. Vale a máxima: não é o poder que é triste. Triste é não poder exercer o poder.
Liderança política de Feira de Santana, o ex-prefeito José Ronaldo é uma peça importante de um tabuleiro que mira as jogadas em 2022. Apesar de não possuir mais cargo eletivo, bancou uma eleição perdida para o governo do Estado em 2018 – quando ACM Neto correu da disputa – e emplacou um aliado em seu reduto feirense diante de uma eleição acirrada. Derrotou não Zé Neto (PT), mas a máquina estadual e o governador Rui Costa (PT) que entraram na disputa no estica e puxa do segundo turno.
Apesar de possuir vida própria em solo feirense e região, Zé Ronaldo continua no grupo politico do ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM pretenso candidato ao governo em outubro do ano que vem. Já foi cobiçado por diversas frentes e voltou aos holofotes ao aparecer em evento do ministro João Roma na Bahia, o representante político e institucional de Bolsonaro no Estado. Apesar de Neto dizer que é “fofoca” eventual desavença por possíveis puladas de cerca, onde há fumaça, há fogo.
A careca experiente de Ronaldo e sua força regional o credencia em qualquer majoritária. Lembro nas minhas andanças por Feira no último período eleitoral e dos comentários que ouvi sobre o democrata: poderia ser um candidato a deputado federal para, como puxador de voto, rivalizar com Zé Neto na busca do eleitorado na Câmara Federal em solo feirense, principalmente. Creio que, apesar de a tática ser coerente, a articulação deve ser maior. Uma vice ou uma vaga para o Senado lhe cai bem por sua trajetória e experiência.
Zé Ronaldo foi quatro vezes prefeito da Princesa do Sertão. Quando se candidatou ao Senado em 2010, em uma burra campanha desgarrada com Aleluia (DEM), ficou entre os quatro mais votados de 10 postulantes às duas cadeiras da época. Lídice (PSB) e Pinheiro (na época no PT) se elegeram e à sua frente ficou o ex-governador César Borges com um recall aos trancos e barrancos. Em Feira foi o mais votado disparado com mais de 200 mil votos. Patinou nos 22% frente aos 75 de Rui em 2018 por ter sido escolhido por seu grupo político na lógica do “é o que tem pra hoje”.
Há quem diga que Zé Ronaldo, sabedor da sua força regional na segunda maior cidade da Bahia, não é de “comer reggae”. 2018 que o diga, quando, a contra gosto de ACM Neto – coordenador da campanha de Alckmin (PSDB) -, declarou apoio a Bolsonaro para a presidência da República no debate da TV Bahia, na reta final de campanha. Naquela época, em outros Estados, quem assumiu ser candidato do bolsonarismo reagiu e até ganhou disputas. O então mandatário do Palácio Thomé de Souza saiu da emissora antes mesmo do programa acabar revoltado com a atitude. O que nos lembra? Um tal de Roma atualmente?
Nada impede, com uma terceira via aparente, com articulação nacional, garantidor de palanque com um candidato competitivo na presidência – e Bolsonaro chegará em 2022 competitivo -, de Ronaldo ingressar em novo rumo e assumir posição em outro ninho caso seja protelado no seu atual. Nada está descartado neste momento.
* Victor Pinto é editor do BNews e âncora do programa BNews Agora na rádio Piatã FM. É jornalista formado pela Ufba, especialista em gestão de empresas em radiodifusão e estudante de Direito da Ucsal. É colunista do jornal Tribuna da Bahia, da rádio Câmara e apresentador na rádio Excelsior da Bahia.
No Brasil, e principalmente em Feira de Santana, mal termina uma eleição e a próxima já vira alvo de discussões e especulações. É um período muito rico para os analistas políticos de plantão. Nas eleições de 2022 serão escolhidos: o presidente da República, senadores, governadores e deputados federais e estaduais. Personagens da cena política já se articulam visando o novo pleito. O ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, será um dos protagonistas nesse cenário. Com uma bagagem política muito grande, vai ser uma peça fundamental nessa corrida que tende a ser a mais agressiva de todos os tempos. Ronaldo se tornou uma das lideranças mais qualificadas da Bahia nestes últimos 20 anos. Foi prefeito, por quatro vezes, da maior cidade do interior do estado e elegeu dois de seus sucessores. Também foi deputado estadual e federal, além de ter sido candidato a senador e a governador. Mas existe uma incógnita sobre o cargo que irá ocupar na chapa encabeçada pelo DEM nas próximas eleições. Ele tem afirmado, em várias entrevistas, que possui a intenção de fazer parte da chapa majoritária. Um pleito justo para a posição que galgou durante todos esses anos. O ex-prefeito de Feira concorda que ACM Neto é o nome natural para ser o candidato a governador, pelo principal grupo de oposição, na corrida ao Palácio de Ondina. Se ACM Neto for candidato a governador, só resta Ronaldo candidato a vice ou a senador. Já que o mesmo garantiu não desejar concorrer a deputado federal ou estadual. Por ter vários amigos que disputarão esses cargos. Portanto, não é justo que eu me coloque nessa condição, disse em entrevista ao Rotativo News. José Ronaldo conhece o caminho das pedras na política como ninguém. É um político de ações ponderadas e bem calculadas. Quando verbaliza que, só,será candidato na chapa majoritária. Significa, que já calculou todos os passos para alcançar o seu objetivo. Ele bem sabe da importância destes dois cargos em uma eleição, para a composição com outros partidos políticos que possam trazer tempo de rádio e tv, dinheiro para campanha e votos. Votos ele tem. Mas ser filiado ao DEM começa a ser um empecilho para figurar na majoritária. Uma chapa puro sangue não é comum em uma eleição deste tamanho e ACM Neto também é do DEM. Ronaldo tem dito que não tem intenção de deixar o partido para facilitar a composição. Mas ele também sabe que se quiser que sua pretensão seja atendida, a saída do DEM pode pavimentar a sua estrada até a majoritária. Para qual partido a maior liderança do interior iria? Um partido que esteja no seu espectro ideológico e que tenha lastro para comportar uma liderança do seu tamanho sem criar arestas internas. Na Bahia existem três partidos que podem absorver uma liderança como ele: MDB, PSDB e até o PSL. Mas Ronaldo é paciente e sabe que ainda tem muita água para correr por baixo da ponte. Até lá, muita coisa pode e vai acontecer.
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Cortes de gastos públicos Austeridade fiscal Queda no consumo Encolhimento industrial Trabalhadores protestando Contra perda salarial Aumento da demanda De exame demissional
Pirataria na calçada Comércio informal Invasão de importados Concorrência desleal Fuga de investidores Desvalorização do Real Saldo negativo Na balança comercial
Aprendizagem interrompida Retrocesso educacional Privação de liberdade Adoecimento mental Arte asfixiada Apagão cultural Luta pela vida Sem leito no hospital
Conflitos de terra Impacto mortal Inchações nas favelas Êxodo rural O povo reclama Da violência estrutural Fome, desemprego Etc e tal
O Supremo Tribunal Federal deveria ser uma Corte eminentemente constitucional. Mas não é. Transformou-se em um tribunal que promove a perigosa judicialização da política, através de decisões e dos “recados públicos” de seus 11 membros. Eles demonstram, a todo instante, que exercem hegemonia e soberania sobre os demais poderes (Executivo, Legislativo e Militar).
Acontece que o Poder Supremo não é absoluto. O dia 09 de abril de 2021 entrou para a história como o dia em que a tecnocracia suprema (que se considera, na verdade, uma teocracia suprema e absolutista) foi abalada. O time do STF estremeceu e tremeu, profundamente.
Conhecendo as tramas inescrupulosas dos corredores de Brasília, o senhor Presidente da República relembrou aos 11 teocratas do supremo (em letra minúscula mesmo) que uma República significa ter seu real Poder emanando Do Povo, Pelo Povo e Para o Povo.
Ao decidir, logo na primeira atividade pública do dia, expor aos cidadãos brasileiros os seus pensamentos e sentimentos sobre a decisão do Ministro Barroso, Jair Messias Bolsonaro LEVOU o debate, ou melhor, ele ELEVOU o debate até aqueles que são a razão de ser de uma verdadeira República: os cidadãos. A maioria do povão, certamente, entendeu o recado.
A burocracia criminosa que impera em nossa amada Pátria se recusa, impiedosamente, a abandonar seus privilégios e mordomias, mesmo durante a crise gerada pela pandemia do Coronavírus – que preferimos definir como pandemônio. Salários, Benefícios e Auxílios que custam bilhões de reais todos os meses ao povo brasileiro foram sacralizados pelos teocratas do supremo. Não foi à toa que o prefeito da cidade de SP se auto concedeu, em janeiro 2021, um reajuste de 46%. Vários alcaides fizeram o mesmo Brasil afora.
Ao resto de nós, apenas o desemprego, fome, miséria, enfermarias de hospitais, falta de oxigênio, falta de leito e transportes públicos lotados. Um cotidiano de caos permanente para as famílias que, humildemente, apenas tentam sobreviver e cuidar de seus entes queridos. Ao resto, como a teocracia diabólica nos considera, sobram os horrores de uma guerra.
Enquanto isto, o número de bilionários brasileiros em 2020 aumentou. Notícia incrivelmente absurda, mas que faz todo o sentido. O resto de nós está abandonado nas mãos de cartéis que ganharam leilões, licitações e exploram nosso transporte urbano, a água que precisamos para lavar nossas mãos e para beber, a energia elétrica e a telefonia celular (essencial como meio de informação). Os preços dos alimentos explodiram, impondo mais sacrifício e sofrimento ao resto de nós.
Então, a pura verdade é que foi PARA O RESTO DE NÓS – que não estamos abrigados e protegidos nos podres corredores do poder público – que o senhor Presidente fez aquele desabafo sobre a decisão do Ministro Barroso. Bolsonaro errou na forma e no lugar do protesto? Isso é menos relevante que o sentido real do recado: o Poder Supremo desequilibra e desestabiliza o jogo institucional, e isso não é legítimo, embora possa parecer “legal”.
Ao trazer para o Povo, de maneira aberta, franca e sem meias palavras, seus sentimentos e sua análise sobre o caos constantemente gerado pelos senhores teocratas do supremo (em minúsculo mesmo), o Presidente clama para que PARA O RESTO DE NÓS, os miseráveis que não vivem de mamatas públicas, tenhamos alguma compreensão da indiferença dos poderosos deste Brasil com o sofrimento real do povo brasileiro.
Ao vir a público, de forma emotiva, falando abertamente sobre os supremos teocratas, Jair Bolsonaro abriu a única via que historicamente sempre abalou e destruiu as teocracias e seus congêneres autoritários ou totalitários: a participação direta dos principais interessados, o tal do povo, também conhecido na zelite como “o resto”.
A pífia e ridícula nota pública divulgada pelos teocratas do supremo alegando que existem caminhos institucionais para tratar os temas da República e que eles não se manifestariam publicamente apenas confirma esse pensamento: eles não aceitam que o poder deles deriva do Povo Brasileiro. Nada de anormal para quem chega ao cargo quase vitalício, muitíssimo bem remunerado, cheio de mordomias e salamaleques, por indicação política – e nem sempre por competência ou “saber jurídico”.
Diferentemente do senhor Presidente. Goste ou odeie o personagem, ele foi legitimamente eleito pelo voto direto do povo brasileiro. Já os ministros do STF são escolhidos pelo Presidente da República por critérios eminentemente políticos. Passam por uma sabatina (fake) no Senado e são nomeados, finalmente, pela canetada do titular do Palácio do Planalto. Portanto, na essência, são mais políticos que juristas.
O debate está posto à Nação. E não há mais retorno. No glorioso dia 09 de abril de 2021, o assunto que monopolizou todos os veículos de mídia, trocas de mensagens nas redes sociais, foi a decisão do Ministro Barroso e a manifestação pública do senhor Presidente da República, legal e legítimo representante eleito do Povo Brasileiro. Os “deuses” supremos acham que Bolsonaro “passou dos limites”. Passou mesmo? Jura?…
Os teocratas supremos não querem que o debate seja público. Sabem perfeitamente que suas práticas teocráticas, de falsos “deuses” togados, não resistem à Luz da Cidadania, de um Povo que merecia ser Soberano (e começa a acordar para a importância disso).
O STF tenta se arvorar de “poder moderador da República”. Só que tal missão sequer está escrita na prolixa Constituição de 1988. Por isso, não é legítimo ao STF determinar ao Poder Legislador que instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito, mesmo por provocação de uma minoria parlamentar. Mais grave é quando isso acontece através da decisão monocrática de um único teocrata.
Foi a gota d’água. O Povo está cansado. O Povo está indignado com a descoberta de superfaturamento nas compras de respiradores, tubos de oxigênio, falta de leitos de UTI, hospitais de campanha montados e desmontados a preços absurdos, lockdowns, medidas restritivas da liberdade e abusos de poder. O resto de nós é obrigado a andar em metrôs e ônibus superlotados, enquanto governadores e prefeitos pegam jatinhos para Miami, Nova York em férias com suas famílias de comercial de margarina.
A Pátria Brasil precisa que o debate sobre a soberania e legitimidade do exercício do poder se dê em plena Luz do Dia. Que seja mesmo um embate do bem contra o mal. A população quer ouvir o seu Presidente, quer participar do debate com seus representantes, deputados e senadores, deseja falar e ser ouvida, livremente, sem censuras e repressões supremas.
O grupo dos onze, da pequena teocracia, está encurralado. Treme por dentro, de medo ou de raiva, mas continua praticando a ilusão de poder. A teocracia suprema usa e abusa da narrativa empolada e da arrogância pseudojurídica, para fazer política se escondendo atrás dos rótulos imprecisos de “progressistas”, “garantistas”, “legalistas” e por aí vai.
O verdadeiro e legítimo guardião da Constituição é o Povo – e não os 11 “deuses” que trabalham em um dos suntuosos palácios da Praça dos Três Poderes, em Brasília. O STF não foi eleito para “presidir” o Brasil, nem para “legislar” e muito menos para ser tribunal de exceção que investiga, denuncia e julga.
Para colaborar melhor com o povo, Bolsonaro só precisa entender que exercer seu legítimo poder Executivo, com soberania, é mais importante que “ser popular”. Os integrantes do STF também precisam entender que não são deuses, embora pareçam ser.
Poder não é questão de popularidade. Líder que se baseia nisso está fadado à própria ruína. Quem abusa do poder, também. O Presidente da República precisa exercer sua soberania, sem abusar do poder. Missão difícil, porém possível. Equilíbrio emocional, exercício da razão pública e coragem são virtudes fundamentais.
Bolsonaro e Mourão foram eleitos para governar, combater a corrupção sistêmica e melhorar a economia. O Legislativo não pode sabotar. O STF não tem direito de atrapalhar. O povo cobra e merece resultados concretos.
O Presidente deveria melhorar a comunicação e controlar suas emoções, com equilíbrio, para não atropelar os demais poderes, nem ser atropelado pela oposição perdida, destrutiva e sem propostas concretas para melhorar o Brasil.
O Estamento Burocrático não quer mudanças.O povo tem de forçar o Establishment a mudar de ideia e postura. Por isso, a pressão máxima da Nação precisa forçar a Reforma Política – que será capaz de deflagrar as outras mudanças estruturais. O jogo é bruto e demorado.
CPI do Covidão vai nascer morta?
No programa Três em Um da Rede Jovem Pan desta sexta, sugeri ao Presidente jair Bolsonaro que faça o que o sistema criminoso não deseja: acione sua caneta esferográfica baratinha e mande a Polícia Federal investigar a roubalheira de prefeitos e governadores com uso dos bilhões que o Governo Federal enviou para combater a crise do vírus chinês. –
No próximo dia 16 de abril, o plenário do STF começa a votar se foi correta ou não a decisão monocrática do ministro Luís Barroso de “ordenar” ao Senado que abra a CPI da Pandemia, com o foco inicial de investigar “ações e omissões” do Governo Federal na ação contra a Covid-19.
Acontece que a CPI corre risco de nem começar, ou já “nascer morta”, porque não vai interessar ao sistema criminoso que fatura alto com a confusão pandemônica.
O aliado de Bolsonaro, Ciro Nogueira, poderoso líder do Centrão, vai propor a inclusão de governadores e prefeitos na CPI do Covidão – o que vai elevar a temperatura no inferno político, agravando a guerra de todos contra todos os poderes.
Quando Roma foi cristianizada pela Igreja, o mundo passou a ter uma nova visão sobre a realidade metafísica e de valores. A misericórdia ensinada por Cristo seria a bússola que conduziria inúmeras conversões.
Os hospitais, como temos hoje, não havia na civilização grega e romana; a Igreja Católica foi pioneira em criá-los com médicos, enfermeiros, remédios, e demais procedimentos. No século IV a Igreja começou a mantê-los nas cidades menores, atendendo viajantes e doentes, viúvos, órfãos e pobres.
Uma devota católica chamada Fabíola fundou o primeiro hospital público em Roma. São Basílio Magno fundou um hospital em Cesareia.
Santo Agostinho fundou um hospital para cuidar de escravos.
São João Crisóstomo instituiu inúmeros hospitais em Constantinopla.
Os mosteiros serviam de anexo dos hospitais para atendimentos.
A Ordem dos “Irmãos Hospitalares de Santo Antão” foi fundada em 1095 em Viena. Em 1099 surgiu a “Ordem de São Lázaro”, para cuidar dos leprosos do Oriente.
Em 1178 foi fundada por Guy de Montpelier a “Ordem do Espírito Santo”, hospital para crianças abandonadas e no final do século XIII tinha cerca de 800 casas.
A Irmandade católica da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo é uma das primeiras instituições de caridade e de saúde do Brasil. A sua primeira casa aqui foi fundada em 1543.
No Brasil, até 1950, quando não existia nenhuma política de saúde pública eram as casas de caridade da Igreja que cuidavam das pessoas que não tinham condições de pagar um hospital. A Igreja Católica hoje administra 115.352 Institutos sanitários, de assistência e beneficência em todo o mundo.
Fernando Torres era para ter sido o vereador mais bem votado na última eleição. Ele já foi vereador, deputado estadual e federal e chegou a ser secretário de estado, além do grande poder econômico.
Só que as urnas foram madrastas com ele. Apesar de todo seu arcabouço, ele teve menos de quatro mil votos. Só é vereador, pois o fator coeficiente praticamente caiu. O seu partido, PSD, não alcançou o coeficiente eleitoral. Teve que assistir outros candidatos, com bem menos recursos, o ultrapassarem nas urnas. Jonathan Monteiro, o Rasta, teve mais do que o dobro dos votos dele.
As urnas mostraram para Torres uma realidade amarga: ele não é uma liderança política. Diante disso, ele tinha que tomar uma decisão. Ser vereador com essa inexpressiva votação seria humilhante para ele. E ser, somente, mais um vereador não cabia na cabeça do orgulhoso e vaidoso Fernando Torres.
E foi assim que se lançou candidato à presidência da Câmara Municipal de Feira de Santana. Ele estava disposto a mover céu e terra para alcançar o seu objetivo. E isso foi feito com a ajuda de antigos e novos amigos. As duas grandes lideranças do município, José Ronaldo e Colbert Martins não participaram do processo para a escolha da mesa diretiva da Casa da Cidadania. A maior liderança da oposição, o deputado José Neto, liberou os seus vereadores Silvio Dias e Ivamberg Lima para se alinharem ao projeto de poder de Torres. O resto foi fácil. Pronto, Fernando Torres presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana.
Mas só ser presidente também começou a ser pouco. Em busca de holofotes e mais poder, ele se lançou a fazer denúncias infundadas, passou a atacar aliados de Ronaldo e Colbert. Criou o Grupo dos 10. Com o objetivo de emparedar o prefeito Colbert Martins. Em todas as sessões são constantes os ataques e ameaças de criação de CPIs.
Em sua escalada, Torres segue colecionando inimigos. O ex-vereador Alberto Nery foi o seu primeiro alvo; pouco depois o jornalista Humberto Cedraz e o ex-presidente da Casa e vereador licenciado, José Carneiro Rocha.
Até o momento, ele só encontrou uma pessoa para peitar suas ameaças: o advogado Hércules Oliveira. Depois das ameaças de Torres, o advogado partiu para cima dele com toda força. Expôs na mídia o áudio das ameaças. Um áudio que é de deixar assustado e envergonhado até o mais reles ser humano, devido ao palavreado chulo e ofensivo. Torres sentiu o golpe e procurou recuar.
Fernando Torres vai continuar em busca de holofotes e espaço político. Até agora, mesmo com a pancada que recebeu de Hércules Oliveira. Ele tem conseguido manter o seu projeto. Continua a atirar pedras em todas as direções e para o alto. Pode ser que uma, um dia, lhe caía na cabeça.