ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Por Luiz Américo Lisboa Júnior

Foto: Fernanda Tiné/TV Globo

Ivete Sangalo foi muito infeliz ao xingar o presidente, outros desejam-lhe a morte todos os dias, mas nestes tempos neuróticos que estamos vivendo as pessoas dizem “mas o Bolsonaro falou isso e aquilo” e aí se sentem aliviadas porque afinal estão respondendo no mesmo tom as ofensas recebidas. Isso é uma estupidez. Nos meus mais de 35 anos de atividade acadêmica nunca presenciei esse ódio jacobino todo, apesar de sabê-lo latente, e olhe que quase a totalidade dos professores são de esquerda. Num seminário na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no curso de história em novembro de 2018 logo após a eleição de Bolsonaro uma professora brasileira doutora, foi realizar uma palestra sobre os últimos 30 anos do Brasil, porém, o seu foco o tempo todo se centrou em Bolsonaro e os termos foram de misógino – o genocida foi uma criação posterior – pra lá e ele nem tinha assumido ainda, e isso se replicou como uma ordem unida organizada por todas as universidades estrangeiras e brasileiras, portanto, foi a esquerda que ficou neurótica desde o primeiro momento, porque quando viu a possibilidade real da perda do protagonismo politico e intelectual entrou em pânico e foi a loucura. Neste mesmo seminário – diga-se de passagem, na época Lula estava preso – o nome dele não foi citado. Ora, estávamos num seminário de História luso brasileiro e o corte temporal da palestra eram os últimos 30 anos do Brasil e não os próximos 30 anos, porque somos historiadores, não videntes. Quando foi dada a palavra aos presentes para questionamentos eu me habilitei logo, e fiz mostrar a professora, a plateia e aos professores a maioria portugueses, que Lula estava preso e demonstrei o porquê, falei do mensalão, petrolão, impedimento da Dilma, apresentei números da Lava Jato, o legado de miséria social e econômica com a destruição do tecido social brasileiro e o prejuízo moral provocado ao país pelo petismo, tudo demonstrado a luz da história com fontes irrefutáveis. Depois da minha argumentação fiz então a pergunta: onde estavam a academia e os intelectuais de esquerda brasileiros que não se indignaram como ela estava se indignando naquele momento com tantas provas da degradação moral provocada ao país pelo petismo e seus sócios, e porque a professora não mencionou a tragédia da corrupção petista já que estávamos falando sobre os últimos 30 anos, mais da metade deles com o PT no poder? O constrangimento foi visível, a resposta veio com evasivas e um pitada de ironia misturada com revolta e agressão bem educada, reação típica de quem não tem argumentos e achava que ia encontrar um palco com seu público permanente de plantão, ou seja, não respondeu e ficou desconcertada, um vexame. Digo isso, para demonstrar uma realidade, e como historiador uma constatação: primeiro não existe polaridade hoje no país e sim democracia com opiniões divergentes – evidentemente acaloradas – nunca aceitas pela esquerda porque sempre quis impor a ditadura do pensamento único, fato amplamente documentado. Segundo, porque o maior legado de Bolsonaro não serão estradas, pontes etc, mas a retirada da esquerda do armário com sua hipocrisia travestida de bom mocismo e virtuosidade e o retorno do pensamento conservador no Brasil, incluindo o debate de alto nível, a democracia como alternância de poder e o respeito as liberdades e ao contraditório. Isso sim é a maior raiva da esquerda porque a atingiu mortalmente. O Brasil mudou e o esperneio dos que não acompanham mudanças históricas é fruto dessa negação, portanto, quem é negacionista é a esquerda com seus pensamentos retrógrados, analógicos e anacrônicos. A esquerda pensa em preto e branco, a direita olha para o futuro.

*Luiz Américo Lisboa Junior é historiador


Foto: GRAER-PMBA/DIVULGAÇÃO

Por Daiana Paris Rodríguez

Demorei um tempo pra decidir escrever esse texto. São muitas ideias e sentimentos que me atravessam nesses tempos chuvosos.

Aqui no Brasil ainda se fala muito pouco sobre as mudanças climáticas. O que ouvimos são discursos “importados” e notícias de situações que nos parecem muito distantes da nossa realidade.

Em novembro aqui no litoral da Bahia sempre caem as “chuvas de verão” que refrescam e introduzem nosso bem conhecido verão baiano, retratado por selfies de festas e praias ensolaradas. Mas esse ano foi diferente. Tá tudo debaixo d’água. Muitos dos frequentadores que “amam a Bahia” não vieram. Os que vieram em suas mansões de veraneio reclamam do tempo que não deu pra bronzear.

Enquanto isso temos casas alagadas e destruídas. Pessoas desalojadas. Comunidades isoladas. Estradas, barrancos, postes de luz, comunidades indígenas, bairros inteiros, tudo devastado. Cidades debaixo d’água. E tudo isso tem culpados, não é meramente culpa da natureza.

Para além das mudanças no clima estou falando de justiça climática. O que implica em justiça social.

O Litoral baiano, conhecido mundialmente, sofre a desenfreada especulação imobiliária. A cada ano que passa – e com um aumento apavorante nos últimos anos em que discursos governamentais incentivam e autorizam a devastação ambiental – o desmatamento cresce.

Aqui em Trancoso e região (mas não só) imensos condomínios tomaram lugar do que eram áreas de mata, restinga e manguezal. Aterraram cursos d’água naturais e áreas em que naturalmente as chuvas fluíam e formavam lagos e riachos foram substituídas por construções.

As cidades crescem focando no lucro dos investidores, não na mobilidade, acessibilidade e bem estar da população. Não na preservação da natureza, da cultura, dos biomas. O centro e as praias vão adquirido preços surreais. Classes operárias são obrigadas a ir para as periferias e zonas rurais, que crescem a cada dia sem planejamento, sem infraestrutura. A tal da gentrificação.

E o que isso tem a ver com os alagamentos? Tudo.

Quando chove a água precisa correr e seguir seu fluxo. Mas se o chão está impermeabilizado, se onde a água deveria se acumular existem casas, ruas, construções. Se a mata ciliar não existe mais. Se os lagos e fluxos d’água foram aterrados… É isso que acontece.

E se não existe justiça social então temos um problema de justiça climática. Um estado de calamidade. Porque são os mais pobres que estarão vivendo sem estruturas adequadas para situações de chuva intensa, em zonas de risco de alagamento. Em zonas onde talvez não devessem existir bairros, mas que é o lugar possível em todos esses processos de especulação imobiliária, gentrificação, “desenvolvimento” e “progresso” com foco no lucro e não na Vida.

Então você que ama a Bahia, ajude a Bahia.
Ajude agora, quando é urgente.
Mas também ajude a mudar esse sistema de turismo exploratório, de destruição ambiental disfarçada de empreendimento.

Nossa terra e nosso povo não são recursos a serem explorados. São a verdadeira riqueza desse lugar e merecem ser pensados no centro antes de tudo.

Não culpe a natureza, tudo isso é consequência da ganância humana, de uma cosmovisão moderna doente.

27 dezembro 2021
Trancoso – Bahia
Daiana Paris Rodríguez

Artigo: Delírios, cinismo e pobreza
19 de Dezembro de 2021

Por Carlos Sampaio

Foto: Nelson Jr./SCO/STF
Foto: Nelson Jr./SCO/STF

“Cem anos depois de Marx, sabemos da falácia do seu raciocínio; o tempo livre do animal laborans (animal trabalhador) nunca é gasto em nada a não ser no consumo e, quanto mais tempo ele adquire, mais gananciosos e vorazes se tornam seus apetites. ” – (“A Condição Humana” – Hannah Arendt).

Davaneio e fantasias são próprios dos seres humanos. Luis XIV, da França, o “Rei Sol”, teve uma inspiração divina: sonhou e tornou realidade “Versalhes”, erguendo-o a custa da miséria e sofrimento do povo francês. O STF brasileiro vive no paraíso dos deuses e sonha dominar o Brasil e os brasileiros através de leis inventadas por eles mesmos. 22% dos Municípios brasileiros erguidos pela força dos trabalhadores, sonham sair da miséria e quem sabe, um dia, aumentar seus parcos orçamentos.

Símbolo da Monarquia absoluta, “Versalhes” não desapareceu no tempo. Continua de pé e atrai milhares de pessoas, todos os anos, ávidas por observar a obra: possui 2 153 janelas, 67 escadas, 352 chaminés, 700 quartos, 1 250 lareiras e 700 hectares de parque. Nesse bastião dourado o “Rei Sol” organizava e controlava com mão de ferro o governo e o povo francês.

Platão, no Livro V de A República, afirma que “Estado Ideal” deve ter como governo homens superiores, um governo de sábios, éticos, administradores impolutos, guardiões da República, esteios da moralidade, livres das tentações do mundo, da corrupção, da maldade, das vaidades, da imoralidade, do cinismo.

Os 11 Ministros do STF afirmam serem os “Guardiões da República, da Constituição, das Leis”, mas contrariando Platão e imitando o luxo e a pompa de “Versalhes”, o STF possui “116 faxineiros, 24 copeiros e 27 garçons — daqueles que usam gravata borboleta e luvas brancas, e mais de 80 secretárias, quase 300 seguranças e 12 auxiliares de desenvolvimento infantil para os filhos dos servidores”.

“São mais de 800 terceirizados dando expediente na mais alta Corte do país, composta pelos ministros e ainda 2 mil servidores requisitados e concursados”.

Como seres divinos enrolados em suas capas negras, aparecem apenas os 11 nas transmissões da TV Justiça, mas cada Ministro, repito, cada Ministro possui de 20 a 30 funcionários para fazer e auxiliar o trabalho para o qual foram nomeados.

Em 23/09/2021, o jornalista Lúcio Vaz – Gazeta do Povo, publicava:

“O Supremo Tribunal Federal vive um mundo paralelo, com milhões de reais investidos em segurança armada, carros blindados, sala vip no aeroporto e jantares nababescos, com direito a bacalhau, lagosta, camarão, vinhos e espumantes com pelo menos quatro premiações internacionais, servidos em taças de cristal, e café à francesa. As mordomias estão registradas nos contratos do STF nos últimos três anos. No mundo real, milhões de brasileiros convivem com a violência e a fome, nas favelas, nos sertões”.

O jornalista Bernardo Bittar, da revista Poder, escreveu em 11/04/2020:

“Quem aceita um cafezinho nos gabinetes de qualquer um dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sai encantado com a gentileza dos garçons e com a ótima qualidade da bebida, servida em xícaras de porcelana personalizadas com a balança da Justiça”.

Sem ter xícaras personalizadas, segundo o IBGE, o Brasil possui 1.257 municípios brasileiros com menos de 5 mil habitantes e, pelos cálculos da CNM, 1.217 não são viáveis financeiramente. Essas prefeituras gastaram, em 2018, R$ 4,5 milhões com a estrutura administrativa, mas geraram apenas R$ 3 milhões de receitas.

Em 2019 os 11 Ministros tiveram um orçamento de R$ 741,4 milhões!

Em 2020 os 11 Ministros gastaram R$ 686,7 milhões!

Em 2021 os 11 Ministros gastaram R$ 712,46 milhões!

Mas, 1217 cidades, 2% da população brasileira (4.234.044 habitantes) sobrevivem, cada uma, com um orçamento de R$ 4,5 milhões por ano!

Segundo a Revista Veja o orçamento do STF para 2022 será de R$ 767 milhões de reais, 56,6 milhões a mais do que o de 2021.

O Senador Jorge Cajuru já usou a tribuna do Senado para afirmar:

“Os números assustam: além dos benefícios com moradia e alimentação, que despendem um recurso público muito acima da média brasileira, os ministros ainda contam com auxílio-funeral e de natalidade, R$ 1,5 milhão para auxílio-moradia dos 11 ministros (uma média de R$ 11 mil por mês a cada um). Agregado a isso, somam-se R$ 12 milhões com auxílio-alimentação, cerca de R$ 90 mil por mês”.

O site Mises publicou “Quem vigia o STF? ”, onde afirma:

“Segundo muitos juristas, o Supremo Tribunal Federal está há mais de seis meses descumprindo a lei e a própria Constituição Federal no caso do inquérito sobre fake news. Sem ouvir o Ministério Público, tem:

a) censurado a imprensa, caso de “O Antagonista” e da “Crusoé”, que noticiaram a ligação entre o presidente do STF e a Odebrecht (o “amigo do amigo do meu pai”);

b) ordenado apreensões de computadores e proibições de uso de redes sociais ao redor do país, inclusive contra um general da reserva;

c) demitido fiscais da Receita Federal que investigavam familiares de ministros do STF;

d) ordenado busca e apreensão no escritório de advocacia do ex-procurador-geral Rodrigo Janot com base em um “não-crime ocorrido vários anos antes”;

e) investigado em sigilo um “número desconhecido de cidadãos”.

Para o ex-ministro do STF Ayres Britto, “o Judiciário não pode ser nascente, corrente e foz de um mesmo rio, ou seja, não pode simultaneamente investigar, acusar e julgar, atos que, segundo qualquer ordenamento sério, são competência de órgãos distintos”.

Luís XIV, Luís XV, Luís XVI e o absolutismo viraram poeira. Mas “Versalhes” sobreviveu como museu, como símbolo da corrupção.

Os Municípios brasileiros, alienados da realidade, esperam pacientemente que alguém os tire da situação de penúria a que estão submetidos.

O STF é a Versalhes brasileira habitada por homens-deuses que abrem a boca e, cinicamente, falam ao povo brasileiro de justiça, de fome, de bondade, de fake news, enquanto se esbaldam na riqueza.

Discorrem para um povo que imaginam imbecilizado e acham justo ter à sua disposição mais de 3 mil funcionários para auxiliá-los a tomar “decisões que esvaziam atribuições da União e do Presidente, soltam ladrões ricos e empreiteiros que confessaram roubos e devolveram 4 bilhões de reais, encarceram jornalistas e deputados, perseguem e prendem apoiadores do Presidente afirmando que seus atos são “antidemocráticos”, fazem críticas públicas inoportunas e de caráter político-ideológico, adotam um duplo padrão de tratamento…além de assegurar que as esquerdas derrotadas nas urnas, continuem governando sem voto por meio de decisões judiciais”.

“A Justiça brasileira não é apenas um desastre para o cidadão a quem deveria servir. É, também, o caminho da fortuna para quem recebe o presente de construir suas obras”. (J.R. Guzzo – Jornalista).

O texto está fundamentado nas reportagens abaixo:

https://revistapoder.uol.com.br/2020/11/04/custo-do-cafe-no-stf/

https://www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/longe-das-cameras-da-tvjustica-entenda-o-funcionamento-…

https://www.gazetadopovo.com.br/republica/saiba-quais-municipios-brasileiros-extintos-pec-pacto-fede…

https://veja.abril.com.br/blog/radar/stf-tera-r-56-milhoes-a-mais-para-gastar-no-orcamento-de-2022/

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/02/14/jorge-kajuru-critica-privilegios-de-ministr…

https://www.mises.org.br/article/3124/quem-vigia-o-stf

https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/justica-brasileira-e-a-mais-cara-do-mundo-e-uma-das-m…

Informações Jornal da Cidade


Por Felipe Pereira

(Foto: Freepik)

“Avanços significativos na ciência muitas vezes têm uma qualidade peculiar: contradizem opiniões óbvias e de senso comum.” – Salvador Luria, Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1969

O COVID-19 pode ser considerado a maior crise mundial desde a Segunda Guerra, e o grande divisor de águas no tratamento da infecção vai, quem sabe, ter origem nas pesquisas realizadas pelo endocrinologista e pesquisador brasileiro Flavio Cadegiani, com o fármaco proxulatamida.

Caros compatriotas, não se deixem enganar pelo incurável complexo de vira-latas que cultivamos.  Não se contaminem do ranço contra cientistas que as pataquadas dos autoproclamados arautos da “reta ciência” da velha mídia insistem em inspirar. A ciência brasileira é sim digna de admiração. Somos um país de terreno intelectual fértil. Na nossa pátria em se plantando ciência, tudo dá!

O Brasil é o país de Cesar Lattes que com idade inferior à do menino Neymar, quando foi contratado pelo Barcelona, já realizava experimentos que renderiam um Nobel de Física ao seu supervisor Cecil Powell. O Brasil é o país de um Carlos Chagas que sozinho descobriu o agente etiológico e o ciclo natural do parasita T. cruzi causador da doença que hoje leva seu nome.

A Terra de Santa Cruz é o país de Maurício Rocha e Silva e Sergio Ferreira, farmacologistas cujo pesquisas foram fundamentais no desenvolvimento de medicamentos contra hipertensão arterial como o captopril.

Tempos estranhos

O Brasil, caros leitores, que pese o atual cenário da ciência nacional, não é um “anão científico.” Temos muitos feitos grandiosos e uma notada vocação científica. O imperador Dom Pedro II dialogava com gente como Pasteur e Charles Darwin além de financiar ciência de diferentes áreas. Assim, a possibilidade de que uma estratégia terapêutica de ação efetiva no COVID-19 seja liderada por um cientista brasileiro não deveria causar espanto algum.  A palavra orgulho cabe bem na história da ciência brasileira.

Porém, vivemos tempos estranhos em que o debate científico foi completamente interditado. Tempos em que cientistas e médicos com notórias contribuições à sociedade são “cancelados”, perseguidos (algumas vezes por militantes disfarçados de burocratas1) e tratados como charlatões pelo simples motivo de realizarem a atividade cientifica de modo livre.

Dentro da miríade de ações perpetradas intencionalmente para silenciar cientistas que não abrem mão de atuarem livremente, um componente nada novo no mundo acadêmico, vem sendo utilizado exaustivamente: O viés contra pesquisas de países de baixa renda, que nada mais é do que o bom e velho preconceito.

Esse viés contra pesquisadores de países menos desenvolvidos é largamente documentado na literatura científica e tem implicações sérias para a difusão do conhecimento e das inovações desses países.2 Triste foi ler recentemente em uma revista tão prestigiosa quanto a Science um artigo opinativo que usa desse viés tão moralmente baixo para criticar os trabalhos do cientista brasileiro Flavio Cadegiani.3

Não me entendam mal, a dúvida sobre a essência do empreendimento científico é necessária. O que não é normal é usar de preconceito e interesses nada científicos para tentar descontruir um trabalho científico que não apresenta erros éticos ou metodológicos até o momento.

Um artigo de opinião publicado em uma revista científica na qual a maior premissa para crítica do trabalho de um par é a de que o “trabalho é bom demais para ser verdadeiro” abdicou completamente da imparcialidade e honestidade intelectual requeridas na boa ciência. Observem que a crítica pelos pares pode e deve ser feita de maneira ética questionando as limitações e incongruências no desenho experimental do trabalho.

Um exemplo disso é um outro artigo opinativo publicado em março desse ano na Science Translational Medicine4 curiosamente, também do grupo Science, em que o autor faz o dever de casa atendo-se às questões científicas da pesquisa e não aos preconceitos de quem na ânsia de “vencer” uma tese elimina todo rigor e imparcialidade que a análise científica exige.

Mas, afinal, do que se trata a pesquisa “tão boa para ser verdadeira” do brasileiro Cadegiani?

A linha de pesquisa do brasileiro tem incomodado os negacionistas do tratamento farmacológico que não vem das grandes indústrias farmacêuticas. Ela é baseada nas inúmeras evidências indicando que o sexo masculino é um fator de risco para um desenvolvimento mais grave da doença e morte por COVID-19. A maior mortalidade masculina na infecção por COVID-19 é observada em quase todos os países nos dados desagregados por sexo disponíveis. O risco de morte em homens é quase duas vezes maior do que em mulheres.5

Uma observação de Cadegiani e outros pesquisadores envolvidos no projeto denominado AndroCové de que essas diferenças de gênero e demográficas são muito semelhantes às observadas em condições dermatológicas que são mediadas por andrógenos, hormônios responsáveis por características biológicas do sexo masculino, por exemplo, alopecia androgenética que é a forma mais comum de calvície entre os homens.

O projeto AndroCOV investiga a associação entre andrógenos e patogênese do COVID-19. Dentre os diversos mecanismos que os andrógenos podem impactar a evolução do COVID-19 podemos destacar mecanismo de entrada do vírus em células pulmonares humanas. O SARS-CoV-2 infecta principalmente um tipo específico de células pulmonares, pneumócitos, e entra nas células hospedeiras ancorando-se no receptor de superfície celular chamado ACE2.

Para se ligar ao receptor, as proteínas da superfície viral requerem modificação de outra proteína pulmonar humana, a TMPRSS2.  Em humanos, o gene TMPRSS2 é regulado pelo receptor andrógeno. É nesse contexto que vieram as publicações com a proxalutamida, que é uma potente droga anti-androgênica atualmente em ensaios clínicos para o tratamento de câncer de próstata.

Sem financiamento estatal

O leitor pode perguntar qual o motivo de utilizar a proxalutamida, que é uma droga experimental, produzida pela empresa chinesa Kintor Pharmaceutical e não outra droga análoga? A resposta é simples: os estudos desenvolvidos por Cadegiani NÃO são financiados pelo governo brasileiro, ao contrário da infantil tentativa dos detratores do Cadegiani quando tentam associá-lo ao Governo Federal.

A Kintor foi a única indústria farmacêutica que disponibilizou gratuitamente uma molécula de ação anti-adrogênica para a realização de estudos clínicos que testassem a hipótese do AndroCov.

Para surpresa dos próprios pesquisadores envolvidos no projeto os resultados obtidos com a proxalutamida são muito promissores. Em março foi disponibilizada na versão pré-print, aguardando a revisão pelos pares para a publicação finalos dados do estudo realizado em Manaus. Nesse estudo 645 pacientes internados com covid-19 que respiravam sem ajuda de respirador receberam proxalutamida por 14 dias ou placebo, além de cuidados padrão. Após duas semanas, a taxa de recuperação foi de 81,4% para o grupo tratado com proxalutamida contra 35,7% dos tratados com placebo.7

Após quatro semanas, 49,4% no grupo placebo morreram, contra 11% com proxalutamida.  No último mês de julho, mais um trabalho com proxulatamida liderado pelo também brasileiro Carlos Gustavo Wambier foi publicado na revista Frontiers in Medicine.

Os dados deste estudo clínico randomizado, duplo-cego realizado em Brasília apenas com homens (268 pacientes) mostraram uma redução de 91% na taxa de hospitalização nos pacientes tratados com a droga em comparação ao grupo controle.8

Apesar do ataque ignóbil que a “teoria androgênica” do COVID-19 vem sofrendo por grande parte da imprensa, divulgadores científicos e parte da classe científica, publicações recentes corroboram os dados do projeto AndroCov, exemplo disse é o artigo publicado por um grupo britânico na excelente revista Nature Communications mostrando que a droga anti-androgênica enzalutamida (usada no tratamento de câncer de próstata) reduz os níveis de TMPRSS2 e a entrada do vírus SARS-CoV-2 em células pulmonares humanas.9

Além disso, a empresa Kintor Pharmaceutical recebeu autorização de uso emergencial da proxalutamida para COVID-19 no Paraguai; a Kintor também fechou uma parceria com a Fosun Pharma para comercialização da proxulatamida na Índia e África.

Midas ao reverso

No Brasil, o maior adversário da proxulatamida chama-se Jair Bolsonaro. Infelizmente, a pior coisa que pode acontecer para um cientista hoje é ver o fármaco ou tratamento que estuda ser mencionado pelo presidente como uma esperança. Acredito que com boa intenção e algum cálculo político, também, para agradar a base que quer opções viáveis no tratamento do COVID-19 para não contar apenas com a sorte e dipirona, o presidente Bolsonaro provoca o que eu chamo de “fenômeno de midas ao reverso.”

Ele obtém a vilificação instantânea de qualquer assunto que promove. Não importa o tema: futebol, política ou a discussão técnica e complexa da utilização de fármacos numa doença.  Não interessa, se algo foi mencionado pelo Bolsonaro pode ter certeza de que será rechaçado e destruído, sem consideração alguma ao mérito da coisa em si.

Mas, como as contingências ideológicas e políticas, se apequenam diante de verdadeiros resultados científicos, com o tempo a história fará justiça aos médicos, pesquisadores e todos aqueles que lutam e doam suas vidas exercendo seu direito de perseguir o saber. Dr. Cadegiani, para a ordem e progresso da nossa ciência não desanime, não desista nosso país precisa de você!

Informações O Livre


Por Renato Vargens

O monumento é um alebrije feito por artesãos da cidade de Oaxaca, no México

Nas redes sociais, o monumento da ONU é comparado à “besta de Apocalipse” Foto: ONU/Manuel Elias

Uma estátua de madeira, feita por artesãos mexicanos e instalada na praça das Nações Unidas, em Nova York, tem chamado a atenção das pessoas, principalmente evangélicas, que têm afirmado a similaridade da estátua com a besta descrita em Apocalipse 13:2.

Alguns pastores, inclusive, foram categóricos ao afirmar que, de fato, existe uma relação entre a estátua e o anticristo.

Bom, em primeiro lugar, é importante esclarecer que o monumento é um alebrije (uma escultura de arte folclórica), feito por artesãos da cidade de Oaxaca, no México, e que, segundo os artífices, o “guardião” é uma fusão de onça e águia, visto que são animais fortes e muito representativos na história pré-hispânica e nacional.

Em segundo lugar, ainda que a escultura tenha similaridades com a figura em Apocalipse 13:1-2, ela difere muito daquela descrita no texto das Escrituras, o que, por si só, põe em cheque a afirmação daqueles que defendem a ideia de que a escultura é um símbolo do anticristo.

Em terceiro lugar, ainda que saibamos que a agenda defendida pelo ONU se contrapõe, em inúmeros aspectos, aos valores cristãos, seria ingenuidade acreditarmos que a estátua, em si, é uma invocação do anticristo, ou mesmo que a ONU seja a encarnação do “iníquo” ou “homem do pecado”.

E, por fim, devemos entender que a manifestação do “iníquo” se dará não por símbolos, mas pela personificação do mal através de alguém que se levantará contra a Igreja de Deus, e que, como afirmam as Escrituras, o próprio Deus, o Senhor Jesus, na sua vinda, irá destruí-lo com o sopro de sua boca (veja 2 Tessalonicenses 2:7-8; leia v. 1-8).

Renato Vargens é pastor sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro e conferencista. Pregou o evangelho em países da América do Sul, do Norte, Caribe, África e Europa. Tem 31 livros publicados em língua portuguesa e um em língua espanhola. É membro dos conselhos do TGC Brasil e IBDR.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

Informações Pleno News


Por Renato Mauricio Prado

Foto: Buda Mendes/ Getty Images

Renato Gaúcho teve nas mãos o time de 200 milhões que tanto queria e fracassou nas três competições que disputou. Não tem mais condição de seguir no comando do Flamengo – melhor colocar o técnico dos juniores nas últimas partidas no Brasileiro. E tratar rapidamente de buscar um treinador estrangeiro para o seu lugar.

Mas, convenhamos, Portaluppi está longe de ser o único problema do rubro-negro, que precisa de ampla reforma do departamento de futebol, se quiser voltar à trilha de vitórias iniciada em 2019. Desde a saída de Jorge Jesus (antecedida pela demissão de Paulo Pelaipe) as coisas começaram a degringolar por lá, a ponto de chegar, nos dias de hoje, a uma completa esculhambação.

O vice-presidente de futebol Marcos Braz, por exemplo, deveria ter sido desligado do cargo no exato momento em que resolveu se utilizar dele para se eleger vereador. Conflito de interesses total. Inadmissível. Como aceitar, por exemplo, que o Ninho do Urubu tenha sido usado para um churrasco festivo, com direito a pelada dos edis fluminense? Um escárnio!

Sem Jesus e Pelaipe, Braz foi permitindo também que, pouco a pouco, os líderes do grupo (a geração de 85, formada por Diego Alves, Filipe Luís e Diego Ribas, além de nomes de peso, como Éverton Ribeiro e Gabigol) começassem a tomar as rédeas do departamento. Treinos em tempo integral? Atividades pela manhã? Nem pensar. Concentração? Esquece!

Pior: profissionais amigos dos jogadores, mesmo sem a experiência necessária no futebol profissional, passaram a ser contratados. E a panela não se restringiu às amizades dos atletas. O próprio Braz foi buscar, para chefiar a preparação física, um parceiro de conquista em 2009, ano em que deve se festejar o título brasileiro mais improvável da história do Fla, mas nem de longe pode servir de modelo para qualquer coisa.

Em outro erro piramidal, fez-se do vice-presidente médico Márcio Tannure o todo-poderoso gestor de um suposto “centro de alto rendimento”, o que lhe deu poderes não somente sobre os médicos, mas também sobre os profissionais de preparação física, fisicultores etc. E o que fez, Tannure? Contratou gente sem experiência que já trabalhara em sua clínica particular. E o Flamengo começou a perder os melhores profissionais por achatar os salários e deixar de ser competitivo no mercado.

Sim, houve excesso de jogos num calendário estrangulado, mas qual clube sofreu tanto com contusões musculares e problemas médicos que demoravam uma eternidade para serem resolvidos? O que dizer do caso de Pedro, que ficou 12 dias até que se descobrisse que precisaria de uma cirurgia no menisco? Incompetência, não há outra palavra.

O substituto de Pelaipe é outro caso típico da “ação entre amigos” sobrepondo-se às escolhas por mérito e competência. Gabriel Skinner, parente de Bap, é um velho “parça” dos jogadores, aos quais acompanha muitas vezes nas baladas à noite. É o nome mais indicado para cobrar responsabilidade de alguém no elenco? Óbvio que não.

O Fla não precisa somente de um novo treinador estrangeiro. Mas também de um executivo de futebol de ponta, igualmente de fora do país. Um clube que fatura R$ 1 bilhão numa única temporada tem a obrigação de contar, em todos os seus departamentos ligados ao futebol, com os melhores profissionais do mercado. O que está a anos-luz de acontecer agora.

Em tempo: a geração de 85 já deu o que tinha que dar. Foi mais uma irresponsável ação entre amigos renovar seus contratos. Diego Alves (que vive se contundindo e falhou no primeiro gol na final), Filipe Luís (que cada vez mais vai conviver com problemas na panturrilha, como o que o tirou da partida em Montevidéu) e Diego Ribas (que não consegue mais ser competitivo) precisam de reposição de qualidade, urgentemente. 

E não fica por aí: Éverton Ribeiro e Isla são outros que não têm jogado bulhufas e precisar abrir espaço, se o rubro-negro quiser continuar a ser competitivo. E Gabigol que trate de aprimorar a forma física (está lento e acima do peso) e a reaprender a chutar com a perna direita… Que falta faz Jorge Jesus, um mestre em aperfeiçoar tais fundamentos.

O Mister, aliás, foi a exceção que confirma a regra de que a administração Landim, tal qual a de Bandeira, pode ser muito competente em termos de administração e finanças, mas não entende patavinas de futebol. Vide a coleção de treinadores incompetentes que contratou: Abel Braga, Domènec Torrent, Rogério Ceni e, por fim, Renato Gaúcho.

Em tempo 2: a temporada 2021 do Flamengo foi um fragoroso fiasco. Não é admissível que um time com a monumental folha salarial rubro-negra (a maior do continente) perca as três principais competições que disputou. Não há desculpa.

Informações UOL Esporte

Artigo: Lula, o aprendiz de ditador
24 de Novembro de 2021

Por Joilton Freitas

Foto: Reuters

Lula é uma figura um tanto emblemática. Nasceu no Sertão de Pernambuco e cedo se mudou para São Paulo com a mãe e vários irmãos. Fugiam da fome e da miséria como fizeram vários nordestinos a época.

Na Capital Paulista, continuou pobre, mas as condições eram bem melhores. O curso de torneiro mecânico no Senai, mudaria a vida do flagelado da seca Nordestina.

O emprego na Volkswagen do Brasil trouxe um salário razoável, fazendo com que ele tivesse uma melhora de vida. O garoto miserável do Sertão, conhecia pela primeira vez a capacidade do capitalismo em gerar mobilidade social e bem estar.

Se o curso e a multinacional lhe abriram a porta para uma vida melhor, também escancarou outra, ou pelo menos, pavimentou a sua chegada ao Sindicato dos Metalúrgicos, sediado no ABC Paulista. O Sindicato era a jóia da coroa do movimento dos trabalhadores. Lá, para chegar a presidente foi tranquilo.

Foi o Sindicato dos Metalúrgico que catapultou a vida de Luiz Inácio da Silva, o Lula. Com uma inteligência privilegiada, carisma, ele foi conquistando espaço junto aos seus companheiros, na comunidades de base e principalmente na imprensa, sempre amiga dos movimentos esquerdistas.

Com a redemocratizacão do país na década de 1980, a vida política de Lula decolou. Foi eleito deputado federal e presidente do partido. Em 2002 chegava a presidência da República. Como presidente conheceu o gosto e a força do poder.

Durante a sua presidência não só saqueou os cofres das estatais e fundos de pensão. Aproximou o Brasil dos piores ditadores do mundo. Hugo Chaves, Fidel Castro, Ortega e líderes africanos sanguinários se tornaram amigos do presidente brasileiro. Sem em falar bilhões de reais emprestados a essa gente que não tem crédito na venda da esquina. Já pensou se essa fortuna fosse investida no Nordeste para resolver o problema da seca? Problema que Lula conhece bem, mas pouco ou nada fez para resolver. A transposição das águas do Rio São Francisco, virou mais uma fonte de corrupção para Lula e seus amigos. As obras paralizadas foram retomadas por Bolsonaro que pretende concluí-las até o ano que vem.

Todas essas informações acima todo brasileiro já sabia. Só fiz relembrar para mostrar o lado obscuro desse personagem.
A corrupção generalizada e sistemática em seu governo, sem um pingo de remorso, a capacidade de mentir, de criar narrativas e de se fazer de vítima, são características que apontam para uma patologia mental: a psicopatia.

Não foi só a ideologia que aproxima Lula dos ditadores, mas o reconhecer neles um igual. É preciso estabelecer que todo ditador é um psicopata com grande potencial. Lula usava e, continua usando eles como espelho. Essa gente se reconhece.

Lula na presidência flertou com o lado negro da força, mas não teve condições de implantar uma ditadura no Brasil, e fazer o mesmo que seus iguais fizeram e fazem em suas repúblicas de bananas. A prisão, por corrupção, escancarou de vez porta para o monstro que habita a mente sair por completo.

Liberto por seus amigos do STF, ele será candidato a presidente nas eleições de 2022. Se eleito, um projeto de poder rumo à ditadura será colocado em marcha. As últimas declarações do ex presidiário é de arrepiar qualquer pessoa que tenha o mínimo de espírito democrático.

Aqui no Brasil, disse que a imprensa será regulamentada, um eufemismo para controle. Já na Europa, onde viajou para receber aplausos dos iguais e gerar matérias para a extrema mídia, deixou escapar mais uma de suas intenções ditatorias. Disse que pretende controlar a Internet e as redes sociais, além de voltar a elogiar e defender os párias da política Internacional. O golpe está aí, cai quem quer.


Por João Henrique Marques 

Foto: Reprodução

Após três meses de atividade, o trio MNM (Messi, Neymar e Mbappé) no Paris Saint-Germain está abaixo da expectativa gerada. A formação, que ainda passa por fase de adaptação, tem cobrança da mídia francesa para jogar em excelência todas as partidas e já foi destaque positivo em algumas ocasiões, mas ainda não empolgou com goleadas, gol dos três jogadores no mesmo confronto ou triangulações recorrentes.

A nova tentativa de show do trio MNM é nesta quarta-feira, em duelo contra o Manchester City, em Manchester, às 17h (de Brasília), em partida válida pela fase de grupo da Liga dos Campeões. A vitória por 2 a 0 diante do mesmo adversário, no fim de setembro, no Parque dos Príncipes, é a grande exibição dos três juntos até aqui.

UOL Esporte listou alguns motivos que deixam o trio do PSG pressionado para o duelo. Aqui, é importante a ressalva de que no Barcelona, em 2014, o trio MSN (Messi, Suárez e Neymar) também tardou a empolgar a mídia catalã, convivendo nos primeiros meses com intensa cobrança e ganhando o status de um dos maiores da história do futebol somente quatro meses após a formação.

A falta de sintonia com Mbappé

Mbappé já reclamou de não receber passes de Neymar e até xingou o brasileiro quando o viu dar um passe para o gol de Draxler: “Esse vagabundo não passa a bola para mim”.

O sentimento do francês é de que Messi e Neymar buscam tabelas a todo momento, e assim sua participação ofensiva em campo está afetada. A conversa entre os três para melhorar o posicionamento é recorrente. Até aqui, o auge do francês com o trio foi o passe como pivô no gol de Messi contra o Manchester City.

Lesões atrapalharam

Messi, Neymar e Mbappé já foram desfalques na temporada do PSG por problemas físicos. Na Liga dos Campeões, o último jogo do trio foi justamente a vitória por 2 a 0 contra o Manchester City, em setembro – e essa também foi a única partida em que os três atuaram todos os 90 minutos.

Na temporada, Mbappé passou por lesão no tornozelo, Messi teve relato de dores no joelho, enquanto Neymar também reclamou de cansaço e dores musculares. Por conta dos problemas físicos, todos os três já foram substituídos pelo treinador Maurício Pochettino durante as partidas.

Atritos com Pochettino

E foram justamente as substituições de Pochettino que incomodaram o trio do PSG. Na vitória por 2 a 1 diante do Lyon, em setembro, Messi se negou a dar a mão ao treinador quando saiu de campo para a entrada de Hakimi.

Já nas duas vezes que o PSG enfrentou o problema de atuar com um jogador a menos por conta de expulsões (de Hakimi, contra o Olympique de Marselha, e de Keylor Navas, diante do Nantes), Neymar foi o escolhido pelo técnico para sair e também sentiu-se incomodado. Por sua vez, Mbappé foi outro que já se chateou com Pochettino por ser substituído na vitória por 2 a 0 diante do Montpellier.

O cenário mostra como é complicado para Pochettino gerenciar os minutos em campo do trio, visto que, principalmente, Di Maria, ainda se queixa de pouco atuar.

Messi já foi cobrado

No fim de outubro, o jornal francês L’Equipe trouxe reportagem de capa cobrando uma boa exibição de Lionel Messi: “Enfim um bom início?”, perguntava a publicação.

O jogo em questão era contra o Lille, mas Messi teve atuação ruim e foi substituído no intervalo com queixas de dores no joelho. A vitória por 2 a 1 teve Neymar e Di Maria como os destaques, e aumentou o nível de descontentamento da mídia francesa com Messi. A situação foi amenizada com o primeiro gol do argentino no Campeonato Francês, no sábado passado, no triunfo por 3 a 1 diante do Nantes.

Tropeços imprevistos e poucos jogos

São apenas 6 jogos do trio MNM como titular no Paris Saint-Germain até aqui. Com eles em campo, o PSG teve somente a vitória contra o Manchester City por 2 a 0 assegurada.

No triunfo diante do Lyon por 2 a 1, Messi foi substituído com o placar em igualdade por 1 a 1. Já contra o Nantes, Neymar deixou o campo com a vitória parcial por 1 a 0, e o jogo terminou 3 a 1 para o PSG.

No repertório do trio há também dois empates (1 a 1 diante do Brugge e 0 a 0 contra o Olympique de Marseille) e uma derrota por 2 a 0 para o Rennes.

Trio reagiu contra o Nantes

Há de se destacar que a mídia francesa reagiu bem à atuação do trio na vitória por 3 a 1 contra o Nantes, no sábado. O jornal Le Parisien, por exemplo, deu nota 7 para cada um dos três jogadores, e chamou de “a melhor exibição do MNM até aqui”.

No confronto, Messi demonstrou alteração no posicionamento, deixando o lado direito para atuar mais centralizado. Isso o aproximou de Neymar e Mbappé, geralmente abertos pelo lado esquerdo. Com isso, foram vários os lances de triangulações entre eles e uma expectativa otimista contra o Manchester City foi gerada.

Diante do Nantes, o problema do trio foi a falta de pontaria. Mbappé, Messi e Neymar perderam gols em situação de cara a cara com o goleiro Alban Lafont, e assim, continuam sem ter uma atuação empolgante.Após 3 meses de atividade, o trio MNM (Messi, Neymar e Mbappé) no Paris Saint-Germain está abaixo da expectativa gerada

Informações UOL


Por Renato Rodrigues Gomes

Foto reprodução
Foto reprodução

Dia a dia, sobretudo no período posterior ao emblemático sete de setembro, o presidente Bolsonaro vem sendo cobrado para que resgate a Constituição e o Estado de Direito. Aquela, por estar sendo estuprada reiteradamente pelos que têm o dever constitucional de respeitá-la; a restauração do Estado de Direito, porque, de fato, vivemos num Estado de não Direito e distópico.

Regra geral, estamos degustando há quase três anos o que seja viver numa juristocracia totalitária e constitucionalmente monstruosa, na qual, para os amigos e parceiros “progressistas” da toga, tudo pode. Mas, para os que ousam pensar diferente, abundam perseguições infindáveis. Ataques impunes à honra de conservadores via imprensa marrom e redes sociais, bem como imposições de censuras, multas, proibições inominadas, cadeia e – se forem escondidinhas – também umas “porradinhas”, são alguns exemplos “democráticos”.

Naturalmente, surge a pergunta que não cala e está na boca de milhões de patriotas: por que o presidente Jair Bolsonaro permite que a bandalheira institucionalizada corra frouxa e o país deslanche rumo ao socialismo, se ele mesmo, antes do dia 07/09/21, tinha feito afirmações contundentes, expondo várias das pilantragens ocorridas e em curso, sempre sob o verniz do pseudodireito?

A título de lembranças, o presidente disse que sabe onde está o câncer do país e que, com a população consciente, a gente vence essa guerra. Ressaltou diversas vezes que nossa bandeira jamais será vermelha e que, se precisar, dá a vida por nossas liberdades. Falou que, se Deus quiser, extinguiremos em breve o comunismo do Brasil. Afirmou que editaria um decreto para resgate do art. 5.°, da Constituição, e que ninguém ousaria questioná-lo.

Escancarou as vísceras do sistema eleitoral. Frisou que estamos em guerra e que a Pátria está sendo atacada internamente. Desqualificou ministros do STF por atitudes político-partidárias e decisões inconstitucionais tomadas, todas “fora das quatro linhas da Constituição”. Disse que estávamos chegando no “ponto de inflexão”. E foi enfático ao dizer que só sai do cargo morto ou com a vitória; nunca por canetadas. Mais recentemente, agora em novembro, constatou a existência de muitas injustiças, registrando que irão acabar logo.

Há pelo menos três modos de responder à questão.

O primeiro, classifico como pura racionalização por parte dos que defendem a aparente omissão: se não sabemos solucionar o caso, construímos uma argumentação que se encaixe em nosso conhecimento limitado, ao qual estamos (in)conscientemente apegados. Ou seja, adaptamos os fatos e as circunstâncias à teoria que temos na cabeça. Ajustarmos a teoria aos fatos, ou criarmos uma nova, são coisas impensáveis. Cognitivamente mais confortável, mais simples e mais conveniente admitirmos como o “novo normal” o dragão jurídico que tem sido despudoradamente concretizado pelo sistema de justiça.

Assim, pela racionalização, nenhuma surpresa: muitos defendem o presidente cegamente, a todo custo, dizendo que ele nada pode(ria) fazer. Caso contrário, sofreria impeachment, pois cometeria “crime de responsabilidade”, praticaria “golpe de Estado”, ou algo congênere.

Compreensível: se estão entranhados no inconsciente coletivo dogmas como o “STF tem a última palavra sempre” e “ordem judicial não se discute, devendo ser sempre cumprida”, a forma como as decisões são fundamentadas passou a ser irrelevante. Inocência, portanto, nos estarrecermos com o conteúdo das decisões: se ministros dizem o que seja o Direito, fazendo o vermelho virar verde e vice-versa, e se já o disseram, a fundamentação torna-se intrinsecamente validada; mera petição de princípio ou argumentação circular.

A segunda resposta para a pergunta, digo ser pautada pela intolerância, pela impaciência e pelo fígado. Emocionalmente indignados (e com parcela de razão), muitos atribuem ao presidente a pecha de “covarde”, ou induzem que esteja “rendido” ao mecanismo. O juízo de valor sobre o caráter, frente às “evidências”, sobrepõe-se à confiança em sua pessoa.

Também compreensível: diante de flagrantes atentados contra as liberdades básicas e a Constituição, e em sendo o presidente da República chefe de Estado e autoridade suprema das Forças Armadas, que assumira o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição (art.78), bem como de defender a Pátria, garantir a funcionalidade dos Poderes e a lei e a ordem (art.142), mostra-se constitucionalmente injustificável a aparente complacência presidencial e militar com os gravíssimos descalabros normativos, institucionais e – por consequência – sociais crônicos.

Se o próprio presidente não cansa de dizer que a liberdade vale mais do que a própria vida, teoricamente, como não se revoltar ao ver ou experimentar incessantes agressões às liberdades individuais e incontáveis usurpações de competência, com efeitos socioeconômicos potencialmente trágicos para o Brasil, sem haver qualquer reação do chefe da nação, então legitimamente avalizado por milhões do povo ao longo de 2021 e, em especial, no dia 07/09/21?

Por fim, a terceira resposta possível: o presidente nada fez até agora, por presumidamente estar seguindo uma estratégia militar.

Para pensar assim, três premissas precisam ser consideradas absolutamente verdadeiras: i) o presidente é inteligente, leal e tem palavra, vê tudo o que vemos, e sabe o que fazer para vencermos o Deep State tupiniquim; ii) as Forças Armadas são incooptáveis, veem o que vemos, apoiam o presidente e sabem quando agir; iii) estamos numa estado de guerra não convencional, onde os inimigos atuam na ofensiva, valendo-se de abusos no exercício do poder judicial, legislativo e da mídia, impondo o medo, corrompendo mentes, desequilibrando emoções e afetando a racionalidade das pessoas de bem. Guerra na qual, jogando na defensiva, o chefe de Estado e as Forças Armadas ainda não usaram as armas que têm, mas, inevitavelmente, terão que fazê-lo. Caso contrário, tchau, tchau para a tríade “Deus, Pátria e Família”.

O que efetivamente importa: por pior que esteja o contexto, ele é passageiro, como tudo na vida, e o seu encerramento não está condicionado a vontades arbitrárias e anticrísticas de reles mortais. Independentemente de como respondamos à questão de ouro, aproveitemos ao máximo a oportunidade para refletirmos sobre o sentido que damos à vida e o que fazemos por essas bandas. Quem sabe nos tornamos seres melhores?

Ah, em tempo: por ser adepto da Regra de Ouro, por ora, fico com a terceira resposta, sem qualquer apego. Finalizo com uma breve transcrição, para reflexão.

“A agressão é ilusória: ela oculta inerentemente a fraqueza. Agressores não conseguem controlar suas emoções. Eles não conseguem esperar pelo momento certo, não podem tentar diferentes abordagens, não conseguem parar para pensar como pegar seus inimigos de surpresa. Nessa primeira onda de agressão, eles parecem fortes, mas quanto mais tempo dura seu ataque, mais claras se tornam sua fraqueza e sua insegurança subjacentes. É fácil ceder à impaciência e fazer o primeiro movimento, mas existe mais força no recuo, deixando que a outra pessoa faça o jogo. Essa força interior quase sempre prevalecerá sobre a agressão exterior. O tempo está a seu lado. Torne seus contra-ataques rápidos e repentinos. (…) Deixe que as coisas aconteçam, economizando um tempo e uma energia valiosos para aqueles breves momentos em que você explode no contra-ataque.” Robert Greene. 33 Estratégias de Guerra. p.147.

Informações Jornal da Cidade


Por Carlos Sampaio

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

“Uma velha muito velha

Foi mijar numa ladeira,

Encheu rios e riachos,

Inundou uma ribeira!

Três engenhos pararam,

Um frade se afogou,

E o diabo desta velha

Ainda diz que não mijou! ”

(Fernando Jorge – “Que velha exagerada”! ).

Fernanda Montenegro tem 92 anos. A Academia Brasileira de Letras 124 anos.

Fernanda Montenegro foi atriz a vida inteira. A ABL tem por objetivo o cultivo da língua portuguesa e da Literatura Brasileira.

Os que praticam as “artes cênicas” (atriz/ator) são pessoas que dão vida e voz a um personagem, decoram as falas, interpretam.

A ABL acolhe os melhores escritores da nação, após análise de obras literárias.

A Arte Cênica ou Teatro divide-se em cinco gêneros: Trágico, Dramático, Cômico, Musical e Dança.

A Arte Literária se organiza em três gêneros básicos: narrativo, lírico e dramático. Eles são classificados de acordo com critérios semânticos, sintáticos, fonológicos, formais, contextuais.

São duas artes diferentes.

Fernanda Montenegro sempre foi atriz, nunca foi escritora. Ou melhor, jamais escreveu uma obra que tivesse grande valor literário.

Então, o que fez Fernanda Montenegro de extraordinário para entrar na Academia Brasileira de letras, esse seleto lugar, dentro de um país que tem 220 milhões de habitantes, mas somente 40 “escolhidos” entram e são chamados de imortais?

Ela mesmo responde, na maior cara-de-pau, em entrevista dada ao Globo, em 05/11/2021:

“Lembro que cruzei com Afonso Arinos algumas vezes, uma figura elegante e referencial, e ele sempre me disse: ‘Fernanda, entre na Academia’. Eu respondia: ‘Mas eu? Eu sou só uma atriz, não tenho livro!’ Ele insistia: ‘Escreva um livro e entre na Academia’. Agora veja esse milagre: a Academia me aceita e ele me antecede. Vai explicar um fenômeno desses.”

Dica dada. Conselho aceito. Fernanda a atriz, agora vai virar escritora. Contrata a jornalista Marta Góes e juntas escrevem o livro “Prólogo, Ato, Epílogo”, uma espécie de autobiografia escrita a duas mãos, onde relembra os fatos mais importantes de sua carreira. A obra foi publicada pela Companhia das Letras e lançada em 10/10/2019 em um shopping do Leblon, na zona sul do Rio.

Pronto. Agora nada mais faltava. Já tinha um livro. Podia se tornar imortal.

Diz o Estatuto da Academia:

Art. 2º – Só podem ser membros efetivos da Academia os brasileiros que tenham, em qualquer dos gêneros de literatura, publicado obras de reconhecido mérito ou, fora desses gêneros, livro de valor literário. As mesmas condições, menos a de nacionalidade, exigem-se para os membros correspondentes.

Em 6 de agosto inscreveu sua candidatura na ABL. Disse ela, cinicamente:

“Eu me inscrevi e me ausentei. Não dei entrevista, não cavouquei espaço nem temperei uma chegada. Isso não me compete. Me propus e saí de cena. Como atriz, meu papel é me preparar. Só se entra em cena quando chega a hora.”

Recebeu votos de 32 dos 35 imortais da Academia Brasileira de Letras.

Palmas! Roteiro perfeito! Tudo conforme o planejado! Uma martelada no cravo, outra na ferradura. Fechem o pano.

Os críticos literários desapareceram do solo da nação brasileira.

É preciso que alguém explique o “valor literário” da obra de Fernanda Montenegro.

Como não há mais críticos literários, os jornalistas disseram que como atriz ela deve ser uma grande romancista. Ou poetisa. Ou, sei lá, uma grande biógrafa de si mesma. Alguém precisa explicar, registrar, tão notável obra que teve tão grande merecimento. Ou foi tudo uma grande patifaria?

No livro “A Academia do Fardão e da Confusão: a Academia Brasileira de Letras e os seus ‘Imortais’ mortais”, o jornalista Fernando Jorge, critica a eleição de “personalidades” para a ABL, ou seja, pessoas influentes na sociedade, mas cuja principal ocupação não era a literatura e que, muitas vezes, produziam materiais apenas para que pudessem ser eleitos, nunca mais voltando a produzir qualquer obra de valor literário.

O pesquisador também critica o processo eleitoral, pois este não seria feito com base nos “méritos literários dos candidatos”.

Bingo! Enquadrou perfeitamente Fernanda Montenegro.

De dentro de suas tumbas, escritores consagrados da Literatura Brasileira, mas que nunca fizeram o jogo dos “Acadêmicos”, que não foram “amigos dos amigos”, que criticaram a ABL e perceberam que ela perdeu o respeito quando virou “agrupamento de escritores conformistas e políticos poderosos e vaidosos”, oferecem uma retumbante vaia a Fernanda Montenegro:

– Lima Barreto, Monteiro Lobato, Carlos Drummond de Andrade, Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Caio Prado Júnior, Graciliano Ramos, Cecília Meireles, Clarice Lispector, Vinícius de Moraes, Erico Verissimo, Mário Quintana Paulo Leminski, Jorge de Lima, Gerardo Melo Mourão, António Cândido de Mello e Sousa, Autran Dourado, Rubem Fonseca, Dalton Trevisan, Raduan Nassar.

E mais apupos e vaias para a ABL, porque tornou “imortais”, figuras como:

– Getúlio Vargas (político), Aurélio de Lira Tavares (membro da Junta de 1969), José Sarney e Fernando Henrique Cardoso, ex-presidentes da República; o senador pernambucano Marco Maciel, ex-vice-presidente da República; o político catarinense Lauro Müller; o médico Ivo Pitanguy, cirurgião plástico; o inventor Santos Dumont, que apesar de suas grandes contribuições científicas, não se dedicava à produção literária; Assis Chateaubriand, magnata das comunicações no Brasil entre o final dos anos 1930 e início dos anos 1960; Roberto Marinho, fundador do maior império de mídia do país; Merval Pereira, jornalista colaborador da Rede Globo; e Paulo Coelho.

O ato de Fernanda Montenegro, a “Grande Dama do Teatro”, é uma afronta aos escritores brasileiros, um desestímulo a todos os professores e estudantes de Literatura, uma pancada na cabeça dos críticos literários (se é que ainda existe algum) e um chute na inteligência e boa-fé de todos os brasileiros.

É uma afronta aos escritores porque expõe claramente que eles precisam ser “amigos dos amigos” para poderem ser reconhecidos;

É um desestímulo aos professores e estudantes de Literatura, porque mostra com nitidez as entranhas da cultura brasileira, como ela se move e a quem ela prestigia.

É uma pancada dolorida na cabeça dos “Críticos Literários”, porque eles não sabem o que criticar em uma obra aclamada por unanimidade pela ABL.

É um chute na inteligência e boa-fé dos brasileiros, porque eles jamais imaginavam que uma “senhora” de 92 anos seria capaz de cometer uma ignominia dessas contra a rastejante Literatura da nação, que não possui um único prêmio Nobel de Literatura.

Fernanda Montenegro é a velha dos versos que abre o texto: mijou em uma ladeira, afogou o país inteiro, não tem ideia dos malfeitos e nem da extensão de seu ato e ainda diz que não mijou. Relembrando:

“Uma velha muito velha

Foi mijar numa ladeira,

Encheu rios e riachos,

Inundou uma ribeira!

Três engenhos pararam,

Um frade se afogou,

E o diabo desta velha

Ainda diz que não mijou! ”

(Fernando Jorge – “Que velha exagerada”!).

Informações Jornal da Cidade

1 12 13 14 15 16 20