
Após moradores do Sítio Curupati, em Lençóis, na Chapada Diamantina, denunciarem servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) por destruírem dez casas e um terreiro de Jarê, o Ministério Público do Estado da Bahia declarou que instaurou procedimento para cobrar do Poder Público a adoção de medidas eficazes voltadas ao reconhecimento formal da prática religiosa enquanto patrimônio cultural e à implementação de um plano de salvaguarda no município.
O procedimento foi instaurado pela Promotoria Regional Ambiental do Alto Paraguaçu, em colaboração com o Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (Ceama) e do Núcleo de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Nudephac). Em nota, o MP declarou que acompanhará o andamento das investigações policiais para apurar responsabilidades pela destruição.
“O MP lamenta o ocorrido no terreiro de Jarê e reitera o compromisso com a valorização e proteção do patrimônio cultural da Bahia, como também segue vigilante, junto com a sociedade, para salvaguarda dos bens imateriais do estado, de modo a evitar que danos e agressões possam se repetir”, diz o comunicado.
