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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

As altas temperaturas vem atingindo os feirenses antes mesmo do início da primavera, no mês de setembro, e deve aumentar ainda mais no verão. Prova disso, é o alto consumo da água, que tem feito a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), administrar de todas as maneiras, o abastecimento para toda região.

A reportagem do Acorda Cidade conversou com o gerente regional da Embasa, Raimundo Neto que informou que neste momento, a empresa está atuando com a vazão plena do sistema, para evitar a falta de água em Feira de Santana, nem em mais cinco municípios que são abastecidos.

Gerente Regional da Embasa
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

“Nós temos uma antecipação desta temperatura que é muito costumeira no verão, mais no final de novembro, dezembro. Mas antes de entrar a primavera, ainda no inverno, no que teoricamente seria o inverno, a gente já teve altas temperaturas e nós temos uma primavera bastante atípica com o aumento de temperatura, e este aumento de temperatura tem levado o aumento do consumo da água. A Embasa tem operado com a vazão plena do sistema de abastecimento de água que abastece Feira e mais cinco municípios, mas em alguns pontos da cidade, a gente encontra de fato, algumas dificuldades de abastecimento. A gente tem

atuado muito próximo das comunidades, alguns distritos e alguns bairros aqui da sede do município, temos feito reforço com carro pipa, mas o sentido é direcionar o recurso de abastecimento para estas localidades que tem mais dificuldades para a gente minimizar os impactos”

Segundo Raimundo Neto, o município de Feira de Santana tem crescido muito na área imobiliária, mas acompanhando este crescimento, tem também o alto número de ligações clandestinas.

“Feira de Santana cresce muito, mais do que a média do estado e até mesmo a média do país. Antes da pandemia, já tinha essa explosão de imobiliárias, tanto por residências populares como o Minha Casa Minha Vida, como as imobiliárias particulares. Para acompanhar este desenvolvimento, a Embasa implantou os centros de reservação na região norte, na região leste e o centro de reservação do bairro Tomba, que é o mais novo. Além desse crescimento do ramo imobiliário, também cresceu as ligações irregulares. Nós já mapeamos 70 loteamentos clandestinos, e a maioria delas, é na região norte, principalmente na região da zona rural, como o distrito de Maria Quitéria, Matinha, Tiquaruçu. Muitas vezes, existem loteamentos que são vendidos e o suposto empreendedor diz que já tem suporte, mas na realidade, são ligações clandestinas”, pontuou.

Questionado sobre a falta de água em algumas regiões de Feira de Santana, ao exemplo do distrito da Matinha, o gerente informou que todos os esforços estão sendo feitos para minimizar o problema.

“Hoje o ponto que nós encontramos maiores dificuldades no município de Feira de Santana, é a zona rural, sobretudo na região norte, então distritos como Matinha, Tiquaruçu, Maria Quitéria, diversas localidades, a gente tem enfrentado essas dificuldades. Nós temos mantido o contato com as pessoas dessas comunidades, temos feito inclusive, reuniões com lideranças desta comunidade, no sentido de entender quais são os pontos mais críticos de abastecimento, temos direcionado nossos esforços para enviar em algumas situações emergenciais carros pipas para amenizar a situação e temos feito também algumas intervenções como por exemplo no distrito da Matinha. Nós já iniciamos uma intervenção fazendo uma nova alimentação para a Matinha derivando da nossa adutora as margens da BR-116 Norte, então com essa intervenção que a gente deseja concluir até o fim deste mês de outubro, a gente deve trazer uma melhoria significativa para a Matinha”, afirmou.

Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade

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