Rafael Martins de Oliveira é um dos 11 militares do Exército investigados por supostamente planejar um golpe de Estado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (7) manter a prisão do tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira, em Brasília. O militar é réu no processo que apura um suposto plano de golpe de Estado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo a Polícia Federal (PF), Oliveira integra o grupo Punhal Verde-Amarelo, acusado de planejar a morte de autoridades, como o presidente Lula (PT), o vice Geraldo Alckmin (PSB) e o próprio Moraes. Ele faz parte do Comando de Operações Especiais do Exército, conhecido como “kids pretos”.
Ao rejeitar o pedido de liberdade apresentado pela defesa, Moraes afirmou que a prisão é necessária para garantir a ordem pública e o andamento das investigações. Ele destacou que não houve mudanças que justificassem a soltura do réu.
– Verifica-se a necessidade de resguardar a ordem pública e a instrução processual penal, tendo sido corroborado pelo oferecimento da denúncia em face do custodiado, inexistindo qualquer fato superveniente que possa afastar a necessidade de manutenção da custódia cautelar – afirmou.
Rafael é um dos acusados que compõem o chamado núcleo 3 da denúncia. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), esse grupo teria planejado “ações táticas” para executar o golpe. São 11 militares do Exército e um policial federal envolvidos nessa parte da acusação.
Com informações da Agência Brasil.
