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Presidente Jair Bolsonaro (PL) em entrevista ao Flow Podcast, transmitido pelo YouTube - Reprodução/YouTube
Presidente Jair Bolsonaro (PL) em entrevista ao Flow Podcast, transmitido pelo YouTube Imagem: Reprodução/YouTube

Rede social preferida dos principais candidatos à Presidência da República ao longo da pré-campanha, o YouTube é dominado pela direita bolsonarista. Pesquisa sobre vídeos de política a que o UOL teve acesso revela que a direita que apoia a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) tem mais canais, vídeos produzidos e audiência na plataforma do que a esquerda que pretende eleger Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Bolsonarismo domina o YouTube O levantamento é da professora da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Letícia Capone, pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Comunicação, Internet e Política da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro).

A coleta dos dados, entre 8 e 14 de agosto, antes do início oficial da campanha, revela domínio da extrema direita nos principais indicadores de engajamento:

Canais
Extrema direita: 256
Esquerda: 104

Vídeos
Extrema direita: 2.942
Esquerda: 1.537

Visualizações
Extrema direita: 88 milhões
Esquerda: 20 milhões

Comentários
Extrema direita: 837 mil
Esquerda: 221 mil

Interações
Extrema direita: 14,7 milhões
Esquerda: 3 milhões

A classificação de esquerda e extrema direita é da própria pesquisadora, que enquadrou os canais bolsonaristas como de extrema direita em razão do conteúdo dos discursos, boa parte deles ofensivos, com ataques à democracia, à integridade eleitoral e disseminação de fake news.

Ex-presidente Lula dá entrevista ao podcast Podpah - Reprodução/YouTube - Reprodução/YouTube
Ex-presidente Lula dá entrevista ao podcast Podpah em dezembro de 2021Imagem: Reprodução/YouTube

Quais são os canais mais assistidos? A pesquisa dividiu os canais como “mídia de reframe” –ligados a empresas de mídia identificadas com a direita ou a esquerda– e aqueles criados por youtubers.

A pesquisadora explica que as mídias de reframe utilizam “determinado acontecimento factual e adotam enquadramento próprio ou modificam os já trabalhados na grande mídia”, criando um novo discurso. Já os canais pessoais, de youtubers, se aproveitam dessa nova narrativa e produzem novos vídeos em cima dela.

Na segunda semana do mês, Os Pingos nos Is, da Joven Pan, somou nove dos dez vídeos mais assistidos entre os canais bolsonaristas de reframe. O outro canal foi o Pânico Retrô.

Já os youtubers bolsonaristas mais assistidos no período, segundo a pesquisa, foram:

Entre a esquerda, os dez vídeos mais assistidos em um canal de reframe foram veiculados pela TV 247, enquanto os canais pessoais mais assistidos foram:

Por que o bolsonarismo faz tanto sucesso no YouTube? “Há um alinhamento nas pautas que circulam nesses canais”, diz Capone. “No YouTube, a extrema direita soma muitos canais que trabalham o mesmo tema de forma bastante articulada.”

Já a esquerda não faz tanto sucesso porque “há fragmentação da pauta envolvendo o campo progressista”, diz.

Os assuntos têm certa desarticulação. Talvez se houvesse unidade nas questões trabalhadas, poderia reverter em mais alcance.”
Letícia Capone, pesquisadoranone

YouTube “crucial” em 2022

As campanhas de Lula, Bolsonaro e Ciro Gomes (PDT) deixaram Facebook e Instagram em segundo plano para investir dinheiro no YouTube antes do início oficial da campanha eleitoral, em 16 de agosto.

Os dados, publicados pelo jornal Folha de S.Paulo, constam em relatórios de transparência da Meta, dona do Facebook, e do Google, controladora do YouTube.

Aos candidatos que já têm uma boa rede social montada, o YouTube será crucial nesta campanha por ser a base de lançamento de sua comunicação virtual, fragmentando as mensagens nas demais redes.”
Marco Iten, especialista em marketing político e redes sociaisnone

Capone, da PUC-Rio, concorda. Ela afirma que “pesquisadores que atuam em análise de WhatsApp e Telegram percebem que há muita circulação dos links com os vídeos produzidos no YouTube”.

Apesar da importância do YouTube, Iten duvida que as campanhas abram mão de alguma mídia social na eleição, uma vez que os internautas seguem “três, quatro, cinco mídias distintas”.

O YouTube também tem “a vantagem de ‘ambientar’ o mesmo mecanismo das TVs abertas, sem restrição de tempo para os filmes, o que oferece aos candidatos oportunidade maior de exposição”, afirma.

Outro sinal da importância da rede social nesta campanha, lembra a pesquisadora, é a popularidade dos podcasts.

Ano passado, Lula chamou a atenção ao conceder entrevista ao rapper Mano Brown, para o Mano a Mano, e depois para Podpah. Na semana passada, foi a vez de Bolsonaro reunir 420 mil espectadores simultâneos no Flow Podcast.

Certamente o YouTube vai adquirir importância neste pleito de 2022. Não à toa, começa com a entrevista do presidente a um podcast. Ainda assim, não dá para descartar as outras redes sociais.”
Letícia Capone, pesquisadoranone

UOL procurou as campanhas de Lula e Bolsonaro para comentar a pesquisa, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

Em nota, o YouTube afirma ter elaborado um sistema batizado de Política de Integridade Eleitoral e Supressão de Eleitores “para dar visibilidade a conteúdo confiável, reduzir a disseminação de informações enganosas e, ao mesmo tempo, permitir a realização do debate político”.

Esse sistema, diz, “proíbe conteúdo com informações falsas sobre fraude generalizada, erros ou problemas técnicos que supostamente tenham alterado o resultado de eleições anteriores após os resultados já terem sido oficialmente confirmados”, diz a plataforma, que afirma remover “todo conteúdo que promova a violência ou o ódio contra indivíduos ou grupos, a desumanização de pessoas, os insultos raciais, religiosos ou de qualquer outro tipo e estereótipos para incitar ou promover o ódio”.

“Investimos em novas tecnologias de inteligência e aprendizado de máquina (?) que transformou nossa capacidade de detectar e remover conteúdo violador”, diz a nota. No primeiro trimestre de 2022, a plataforma diz ter retirado do ar “mais de 3,8 milhões de vídeos”, mais de 500 mil “por violar nossas regras contra conteúdo enganoso, promoção da violência ou incitação ao ódio”.

Informações UOL

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