Partido diz que cumpre lei e suspende também funções do ex-presidente; sigla faz homenagem nas redes sociais

O Partido Liberal (PL) anunciou a suspensão do salário e das atividades partidárias do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida, segundo a legenda, resulta da perda dos direitos políticos conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Como presidente de honra do PL, o líder conservador recebia R$ 42 mil mensais.
A decisão, acrescenta a sigla, segue as exigências da Lei dos Partidos Políticos. Em nota, o partido declarou que “infelizmente, por decorrência da lei e em razão da suspensão dos direitos políticos do nosso presidente de honra, Jair Bolsonaro, as respectivas atividades partidárias de nosso líder estarão igualmente suspensas, inclusive a sua remuneração, enquanto perdurarem os efeitos do acórdão condenatório”.
Bolsonaro está no PL desde 2021
Em seu perfil na plataforma X, o PL homenageou nesta quinta-feira, 27, o político, que se filiou ao PL em 2021. Na época, o líder se desligou do PSL, que posteriormente se fundiu ao Democratas e originou o União Brasil. Desde então, consolidou-se como principal liderança eleitoral da sigla, que manteve forte identificação com sua base política.
O ex-presidente está preso desde o último sábado, 21, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele cumpre pena imposta pelo STF. Sua condenação é de 27 anos e três meses de prisão por supostos crimes de liderança de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado, dano ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
A decisão integra um conjunto mais amplo de processos que envolvem a atuação de Bolsonaro antes, durante e depois das eleições de 2022. Além da condenação criminal, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou, em 2023, o ex-presidente como inelegível. A Corte o acusou de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação em reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada.
Com a condenação no STF e a consequente perda de direitos políticos, Bolsonaro não pode desempenhar qualquer função partidária. O PL, por sua vez, tenta administrar o impacto político e simbólico da ausência de seu principal líder. Ao mesmo tempo, reforça que seguirá “estritamente o que determina a legislação vigente”.
Informações Revista Oeste
