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A necessidade de mudança no futebol é um consenso entre os dois candidatos à presidência do Bahia. Ontem, em entrevista exclusiva ao A TARDE, o atual gestor, Guilherme Bellintani, afirmou que fará mudanças drásticas no setor, mas preferiu não citar nomes, como o do diretor Diego Cerri. “Isso seria uma atitude populista”, alegou.
Bellintani também assumiu ter demorado a demitir Roger Machado, falou sobre contratações, investimento na base e ainda sobre a inauguração do museu do Bahia, que deve ocorrer no dia 1º de janeiro, aniversário de 90 anos do clube, na Arena Fonte Nova.
Existiram especulações sobre a possibilidade de você não se candidatar à reeleição. Da sua parte, houve dúvida?
Desde o começo do ano, não cheguei a comentar, era uma coisa muito íntima, eu estava decidido a não ser mais candidato. Entendia que ia fechar um ciclo, e de fato estava entregando um clube mais organizado do que quando eu cheguei. A pandemia mudou meus planos. O Bahia enfrenta um déficit de R$ 25 milhões. Além disso, não conseguimos o resultado que a gente planejou no futebol.
O clube evoluiu muito no administrativo, porém o futebol está longe de ser o ideal. Qual a avaliação que faz sobre essa parte da sua gestão?
Eu olho com muita humildade, ao mesmo tempo com responsabilidade. Tenho a noção clara de que avançamos no futebol. O Bahia se consolidou como um time de meio de tabela no Brasileirão. Ainda não é o ideal, mas chegamos às quartas de final de dois torneios durante a gestão: Copa Sul-Americana e Copa do Brasil. Mas ainda é muito pouco perto do que podemos, do que o torcedor quer. Faremos uma mudança drástica no futebol, desde política de contratação até estrutura, como expansão de análise de desempenho e investimento na base.
Dentre essas mudanças , está a saída de Diego Cerri?
Não acho legal, em um momento pré-eleitoral, colocar culpados e personificar os erros. Acho covarde e não é de acordo com minha forma de trabalhar. Seria uma atitude populista. Eu ganharia votos e aplausos caso afirmasse isso, mas não é hora de tratar de pessoas. Conduzirei o projeto baseado no que as pessoas fizeram, e vamos ver quais continuarão no clube.
Você chegou a falar que a contratação de Fernandão seria reposta, mas isso não aconteceu na mesma medida, analisando salários. Na defesa, em alguns jogos o Bahia ficou até sem opção de banco. Essa falta de reposição não pode ser perigosa para o time até o fim da temporada?
Sobre Fernandão, não concordo. Quando tivemos o desligamento dele, entendemos que aquele perfil de jogador, mais experiente, já tinha no elenco, na mesma posição: Gilberto. Contratamos um jovem com outro perfil, Gabriel Novaes, que hoje se tornou uma referência de substituição de Gilberto. Em relação à zaga, optamos pelo empréstimo de Wanderson, que estava sendo muito pouco utilizado. Combinou de, no empréstimo, ter uma sequência de contusões e abalo com Covid. Felizmente, já ultrapassamos e não tivemos que jogar com ninguém adaptado na função.
O Bahia tem 28 pontos no Brasileiro, quatro acima do Z-4, e perdeu o primeiro jogo para o Defensa y Justicia na Sul-Americana. Olhando o retrospecto de Mano Menezes até aqui, ele segue como o preferido da diretoria para seguir?
É cedo para falar sobre treinador. Mano tem contrato até 2021, ainda temos o segundo jogo da Sul-Americana, que é difícil, mas possível de reverter. No Brasileiro estamos a quatro pontos da zona, mas estamos em 13º. Temos clubes abaixo. Não que não devamos nos preocupar, mas não podemos nos desesperar e apertar o botão de crise.

Informações: A Tarde
Foto: Felipe Oliveira

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