Integrantes do Planalto e diplomatas acompanham declarações do presidente norte-americano

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Nos bastidores do Planalto e do Itamaraty, a avaliação é que qualquer movimento da Casa Branca relacionado às eleições de 2026 deve ser monitorado | Foto: Divulgação/ MRE 

O governo Luiz Inácio Lula da Silva acompanha com atenção as declarações do presidente dosEstados Unidos, Donald Trump, sobre a política brasileira. Nos bastidores do Planalto e do Itamaraty, a avaliação é que qualquer movimento da Casa Branca relacionado às eleições de 2026 deve ser monitorado.

Segundo diplomatas ouvidos sob reserva, cresce a preocupação com manifestações de Trump sobre o cenário político brasileiro. Apesar disso, uma fonte do governo rejeitou comparações com outros países da região e resumiu a avaliação com a frase: “O Brasil não é uma Venezuela”.

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Trump classificou a situação política do Brasil como “perigosa” | Foto: Reprodução/Casa Branca

A referência ocorre em meio ao debate interno sobre o papel dos Estados Unidos na América Latina e sobre os sinais emitidos pelo presidente norte-americano nos últimos meses.

Durante a cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França, Trump classificou a situação política do Brasil como “perigosa” e manifestou apoio à família Bolsonaro.

Planalto acompanha declarações da Casa Branca

Integrantes do governo afirmam que não é possível subestimar o interesse dos Estados Unidos no hemisfério sul. Por isso, a orientação é acompanhar de perto declarações e iniciativas da administração Trump.

No Palácio do Planalto, auxiliares de Lula defendem reação imediata a manifestações consideradas inadequadas pelo governo brasileiro. Os aliados veem a resposta do petista às críticas de Trump durante o G7 como um indicativo da postura que ele deverá adotar daqui para frente.

Parte do governo, no entanto, avalia que as mensagens enviadas pelo presidente norte-americano ainda são contraditórias. A leitura é que Trump alterna gestos de simpatia em relação a Lula com declarações favoráveis à família Bolsonaro.

Diante desse cenário, diplomatas e integrantes do governo afirmam que continuarão observando atentamente os próximos movimentos da Casa Branca. Além de seus possíveis reflexos no debate político brasileiro.

Informações Revista Oeste

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