Os permitidos são o irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, dois assessores do PL e um ex-assessor do gabinete presidencial

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o cadastramento de quatro pessoas indicadas pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para a entrega diária de alimentação especial durante o cumprimento da pena em Sala de Estado Maior na Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A decisão foi proferida na sexta-feira 16.
Entre os autorizados estão Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, dois assessores do PL e o ex-assessor do gabinete presidencial Sandro Daniel Soares. O grupo já realizava entregas de refeições a Bolsonaro quando ele estava custodiado na Polícia Federal (PF).
Segundo Moraes, o horário das entregas será definido pelo 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), responsável também por fiscalizar e registrar o material entregue.
A custódia de Bolsonaro na Papudinha

De acordo com a decisão, presos em Sala de Estado Maior têm direito a protocolo especial, incluindo a entrega de comida caseira. Bolsonaro permanece nesse tipo de custódia por ter exercido a Presidência da República.
O despacho também autoriza assistência médica integral por profissionais particulares, 24 horas por dia, sessões de fisioterapia, deslocamento imediato para hospitais em caso de urgência e a instalação de grades de proteção, barras de apoio e equipamentos médicos nas acomodações, conforme recomendações já apresentadas.
Bolsonaro foi transferido para a Papudinha por determinação do próprio Moraes. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado.
A unidade tem 64,83 m² de área total, sendo 54,76 m² cobertos e 10,07 m² de área externa. A configuração inclui quarto, sala, banheiro, cozinha, lavanderia e área ao ar livre. O ambiente conta com cama de casal, armários, geladeira e televisão, além de banheiro privativo com água quente.
Informações Revista Oeste
