
O Museu de Arte Contemporânea, em Feira de Santana, foi palco, na noite desta quinta-feira (14), do lançamento de O Funeral do Faisão, quinto livro do jornalista e escritor Jailton Batista. A obra combina suspense, memória e crítica social, conduzindo o leitor a um cenário que remete ao Brasil dos anos 1980, período marcado por crise econômica e por uma onda de sequestros que abalou o país.
A história se passa na fictícia Santana dos Olhos d’Água, cidade inventada pelo autor, mas que carrega muito da identidade e da alma do interior brasileiro. No enredo, o milionário Dedé Faisão é sequestrado durante a Micareta local e desaparece sem deixar pistas. Apesar das negociações para pagamento do resgate, o mistério permanece. Na ficção, Jailton revela o corpo e promove o funeral do personagem, mas a narrativa vai além do crime, explorando questões humanas, como a relação com o dinheiro, a culpa, as questões éticas e morais que cercam a riqueza, além de amores, poesia e reflexões inspiradas em grandes autores.
“Nos anos 80 e 90, o Brasil viveu uma crise forte e muita violência, com sequestros de pessoas influentes. Aqui mesmo houve um crime sem solução. Na ficção, eu encontro o corpo e faço o enterro. Mas o livro vai além: fala da relação do homem com o dinheiro, a fortuna, a culpa e as questões éticas e morais. Tem amor, poesia e reflexões inspiradas em grandes autores. É um passeio pelo que somos e pelo que escondemos”, afirmou o escritor.
O evento contou com a presença de amigos, colegas de profissão e admiradores. Jailton fez questão de escrever uma dedicatória especial para cada leitor que compareceu, transformando cada exemplar em uma lembrança única.
Para o radialista Dilton Coutinho, que trabalhou com Jailton no Jornal Folha do Norte, o momento foi de celebração: “Reviver esse tempo é especial. Jailton escreve muito bem e é um amigo de longas datas, querido por todos.”
O jornalista Marcílio Costa, amigo há mais de 40 anos, também destacou a dedicação do autor: “Ele sempre foi craque com as palavras e consegue, mesmo com a rotina intensa como executivo, pesquisar e escrever livros com apuração e qualidade impressionantes.”
Publicado pela Editora Capella, de São Paulo e Brasília, O Funeral do Faisão tem acabamento em capa dura, ilustração refinada e projeto gráfico primoroso, reforçando a importância da obra. Mais do que um romance policial, o livro é um retrato social e humano de uma época, contado por um autor com raízes profundas em Feira de Santana e longa trajetória no jornalismo e na literatura.
