A Justiça dos Estados Unidos considerou que Ryan Routh passou meses planejando o crime e não expressou arrependimento

A Justiça dos Estados Unidos condenou Ryan Routh, de anos 60, à prisão perpétua pela tentativa de assassinato do presidente Donald Trump em um campo de golfe, em setembro de 2024. O crime ocorreu dois meses antes da eleição presidencial.
A sentença foi proferida pela juíza Aileen Cannon, do Tribunal Distrital Federal de Fort Pierce. Segundo ela, os crimes “indiscutivelmente justificam uma sentença de prisão perpétua”.
A magistrada afirmou que Routh passou meses planejando o ataque, demonstrou disposição para matar qualquer pessoa que estivesse em seu caminho e não expressou arrependimento ou remorso, segundo a BBC.
Routh permaneceu em silêncio durante a leitura da sentença. No mês anterior, promotores federais já haviam recomendado a prisão perpétua, citando o planejamento detalhado do ataque e a ausência de remorso.
Em setembro do ano passado, um júri com 12 integrantes considerou o réu culpado de cinco acusações, incluindo tentativa de assassinato de um candidato à Presidência e agressão a um agente federal.
Detalhes da investigação contra o homem que tentou matar Trump

Durante o julgamento, Routh chegou a tentar ferir o próprio pescoço com uma caneta, mas foi contido. Ele se declarou inocente e iniciou a própria defesa, mas depois solicitou a atuação de um advogado.
O defensor Martin L. Roth pediu pena de 27 anos. O réu alegou que esse período seria suficiente, afirmando que teria mais de 80 anos ao fim da pena e não representaria ameaça.
Routh não chegou a disparar contra Trump na tentativa ocorrida em 15 de setembro de 2024. Um agente do Serviço Secreto dos Estados Unidos o identificou próximo a uma cerca perto do campo de golfe. O agente atirou, o criminoso fugiu e foi capturado pouco tempo depois.
Provas mostraram que Routh esteve nas imediações do campo de golfe e da residência de Trump em Mar-a-Lago, na Flórida, antes do ataque. Celulares descartáveis usados pelo réu revelaram buscas por “próximos comícios de Trump” e “câmeras de trânsito em Palm Beach”, segundo a CNN.
Investigadores também encontraram uma carta em que Routh afirmava ter tentado matar Trump e oferecia US$ 150 mil a quem concluísse o crime. Não há comprovação de que ele possuía recursos para financiar a ação. O material mostrou que o réu planejava fugir, com buscas por rotas até o Aeroporto de Miami e voos para o México.
Informações Revista Oeste
