ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Foto:Reprodução

Um funcionário da Agerba (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia), responsável por realizar vistoria no aeroporto João Durval Carneiro, em Feira de Santana, teria sido orientado a identificar irregularidades nas recentes obras com o intuito de interditar o equipamento. A denúncia é do empresário Antônio Walter de Moraes Lima, responsável pela concessionária que administra o equipamento. Ao discursar em Tribuna Livre, na sessão desta quarta-feira (22), na Câmara Municipal de Feira de Santana, ele disse que, “apesar das orientações”, o servidor emitiu parecer favorável. “Ele foi encaminhado ao aeroporto de Feira de Santana para identificar irregularidades e fechá-lo. Mas, após a vistoria, fez um relatório totalmente favorável”, desabafa o gestor.

Fato concreto é que a Agerba publicou, em 11 de março deste ano, no Diário Oficial do Estado da Bahia, uma Portaria por meio da qual é instaurado um “processo administrativo sancionatório para apuração de irregularidades contratuais contra a concessionária Aeroporto de Feira de Santana”. De acordo com Moraes, a autarquia teria alegado a falta de notificação e documentação relativas às recentes obras de ampliação e modernização. No entanto, o empresário garante ter enviado, com antecedência de 40 dias, toda a documentação necessária, ao órgão e à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Na opinião do gestor, este processo pode ter relação com a “ameaça” que o desenvolvimento deste equipamento causa ao aeroporto da capital. Ele explica que 40% dos passageiros que fazem viagens aéreas pelo  terminal de Salvador passam por Feira de Santana. Com a ampliação do aeroporto feirense e a retomada de voos para Recife, parte deste público já dava preferência a embarcar pelo João Durval Carneiro: “Pessoas estão vindo de Salvador e Juazeiro para pegar voos aqui”.

Questionado pela presidente do Legislativo feirense, vereadora Eremita Mota (PSDB), sobre como a Casa da Cidadania poderia auxiliar na resolução do problema, bem como, nos avanços do equipamento, Walter  disse que o apoio do Poder Público é necessário para demarcar a área do aeroporto. O objetivo é impedir que imobiliárias construam condomínios no terreno já desapropriado. 

FONTE: Ascom/CMFS

Comente pelo facebook:
Comente pelo Blog: