ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Para o jornal, a raiz do problema está nas regras que corrigem as despesas

Folha alerta para 'grande risco de instabilidade econômica' com gastança de Lula
Medida de Lula pela economia são apenas paliativas, segundo a Folha | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva corre grande risco de causar uma instabilidade econômica no país devido ao crescimento insustentável dos gastos obrigatórios no Orçamento. É o que diz a Folha de S.Paulo, em seu editorial de opinião desta segunda-feira, 12.

O jornal analisa a resistência do petista de tomar decisões “politicamente difíceis”. Mas adianta que, se não o fizer, Lula pode enfrentar uma crise na segunda metade de seu terceiro mandato.

De acordo com a Folha, o conjunto de dispêndios realizados pelos governo federal, tais como despesas de pessoal, custeio, manutenção e ampliação dos serviços públicos prestados à sociedade, pode aumentar no ritmo de 70% da alta da arrecadação. Isso com base no teto de 2,5% e no piso de 0,6% ao ano acima da inflação.

Diante desse cenário, o espaço para crescimento nos gastos em 2025 é de cerca de R$ 138,3 bilhões. O problema é que, desse total, R$ 135 bilhões já estão comprometidos. O montante irá para o pagamento de aposentadorias e pensões, salários dos servidores públicos e programas sociais.

“Os recursos disponíveis para outras políticas públicas e investimentos vão sendo comprimidos, desequilibrando a prestação de serviços do Estado”, observou a publicação.

Lula congelou, por exemplo, R$ 2,3 bilhões da Farmácia Popular e do Auxílio Gás.

Raiz do problema que pode causar instabilidade econômica na gestão de Lula

Para a Folha, a raiz do problema está nas regras que corrigem as despesas. “Grande parte dos benefícios previdenciários, trabalhistas e assistenciais segue a variação do salário mínimo, reajustado acima da inflação por decisão política do governo e endossada pelo Congresso, que não fizeram contas do impacto no Orçamento”.

O texto afirma que a inconsistência na compensação dos aportes em saúde e educação em relação à expansão das receitas gera preocupações e evidencia a necessidade de mudanças constitucionais para alinhar os parâmetros de correção. 

O jornal só não cita a gastança do governo Lula com viagens (foram R$ 70 milhões até julho deste anos) ou o rombo que a gestão petista causou às estatais (quase R$ 3 bilhões neste primeiro semestre).

Enquanto isso, o governo tenta ganhar tempo com revisões nos programas, estimando uma economia de R$ 25,9 bilhões, em 2025. 

“Contudo, essas medidas são apenas paliativas”, analisa o texto.

Informações Revista Oeste

Comente pelo facebook:
Comente pelo Blog: