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Post no X reúne centenas de exemplos de ‘deslizes’ na língua portuguesa (alguns, por distração ou desconhecimento do autor; outros, por culpa do corretor do celular).
“Eh lindo o idioma português” é uma “trend” (aquelas “correntes” de redes sociais) no X que reúne erros de ortografia, pontuação ou conjugação verbal em casos particularmente engraçados. Sabe quando o corretor do celular trai sua confiança e troca uma palavra por outra bem comprometedora? Ou quando você se confunde e escreve uma frase ambígua, que dá a entender algo, digamos, indesejado?
Não queremos aqui humilhar ninguém que já tenha se enganado nessas situações, ok? A ideia é justamente explicar os “escorregões” e evitar que você os cometa em ocasiões formais, como na redação de um vestibular ou em um e-mail para o chefe.
Certamente, a pessoa quis usar a expressão “foge da minha alçada”, que significa “não está no meu campo de atuação”.
Post da trend ‘é lindo o idioma português’ — Foto: Reprodução
Por exemplo: seu amigo traiu a esposa e quer a sua ajuda para ser perdoado por ela. Você, então, diz: “Posso consolar você, mas não vou conversar com ela, não. Foge da minha alçada”.
Ossada, com “ss”, é um substantivo que se refere a um conjunto de ossos.
Professor de português fala sobre as transformações da lingua portuguesa
Post da trend ‘é lindo o idioma português’ mostra frase ambígua — Foto: Reprodução
Aqui, temos um caso clássico de ambiguidade gerado por erros de paralelismo e de pontuação.
A intenção, imaginamos, era dizer que o lanche estava uma delícia (e não a esposa). Como deixar isso claro?
Para respeitar o paralelismo, a construção da frase precisa ter uma estrutura “simétrica” e coordenada, justamente para evitar ambiguidades. A preposição deveria aparecer também antes de “esposa”: na casa DO amigo e DA esposa.
Veja um exemplo de outro tipo de falta de paralelismo: “Gosto de: cantar, dançar e música.” Não há simetria, certo? Seria preciso usar todos os verbos no infinitivo: “Gosto de: cantar, dançar e ouvir música”.
Post da trend ‘é lindo o idioma português’ mostra dificuldade no subjuntivo — Foto: Re
Veja só: quando a menina escreve que gostaria de ter férias, está se referindo a uma ideia que ainda não é real. É um desejo que, para ser concretizado, dependerá de outra pessoa. O tempo verbal correspondente a esse contexto é o pretérito imperfeito do subjuntivo.
O nome parece difícil, mas você provavelmente sabe colocá-lo em prática — basta escrever sobre uma hipótese que só poderia ser real com a participação de terceiros. “Se ela me amasse, eu seria mais feliz [dependemos da vontade da mulher]”; “Se meu filho comesse tudo, choraria menos à noite [dependemos do apetite da criança]”.
Na mensagem da “trend”, o verbo “dar”, no pretérito imperfeito do subjuntivo, deveria ser conjugado como “dessem”, com “ss”. A primeira tentativa, portanto, estava correta.
‘Lagarto’ é uma palavra frequentemente escrita com o ‘r’ posicionado no lugar errado — Foto: Reprodução
“Lagarto” e “lagartixa” são duas palavras que sofrem do mesmo mal do termo “iogurte”: é comum ver falantes da língua portuguesa mudando a posição da letra “r” e dizendo/escrevendo, de maneira equivocada, “largato“, “largatixa” e “iorgute”.
Erros de pontuação e falta de palavras em determinada frase levam a sentido equivocado — Foto: Reprodução
A pessoa teria sido mais clara escrevendo algo como: “Vendo bicicleta infantil por R$ 140”. O detalhamento poderia ficar na outra linha do anúncio: “Para crianças de 4 a 5 anos”.
Nos comentários, usuários do X brincam com a ambiguidade: “nossa, vão vender 140 crianças!”. Mas, ainda que a intenção fosse a de colocar essas crianças à venda (?), haveria um erro de pontuação. Não devemos separar sujeito e predicado com vírgula. O certo, nesse caso hipotético (e doido), seria “Vendo 140 crianças”.
‘Ão’ e ‘am’: o final do verbo faz toda a diferença — Foto: Reprodução
Esse “deslize” também é um erro comum: trocar o “am” e “ão” na conjugação verbal. Veja a diferença:
No post acima, a pessoa queria reportar que ladrões haviam roubado a casa dela. Só que, ao escrever “roubarão”, acabou parecendo que ela estava prevendo a invasão.
Coco ou cocô? — Foto: Reprodução
: coco (fruta) – A sílaba tônica (mais forte) é a penúltima, certo? Ou seja, é paroxítona. E paroxítonas terminadas em “o” não são acentuadas (só pensar em “bolo” ou em “rolo”).
: cocô (fezes) – A sílaba tônica é a última, portanto, trata-se de uma oxítona. E oxítonas terminadas em “o” são acentuadas (dominó, vovô, robô).
O bolo que aparece a foto era de coco (ao menos, esperamos isso ).