As pessoas com diabetes devem estar atentas ao que consomem para evitar as alterações nas taxas de açúcar na ceia de Natal

Foto colorida de mulher medindo a glicose em mesa de Natal - Metrópoles

Peru, chester, bacalhau, rabanada, panetone e frutas cristalizadas. A lista de pratos servidos na ceia de Natal é de deixar qualquer um com água na boca, mas as pessoas com diabetes precisam ter cuidado para não exagerar e descompensar a doença.

diabetes afeta diretamente a circulação sanguínea, elevando o risco de complicações vasculares graves, como doenças arteriais, varizes, tromboses e, em casos extremos, amputações.

A descompensação da doença, com taxas altas de açúcar, pode levar a sintomas como o aumento do volume de urina e do número de vezes que a pessoa vai ao banheiro, além de sede, fome, visão turva, tontura e sonolência.

“Não se trata de restringir, mas de equilibrar. É plenamente possível aproveitar sobremesas, como rabanada, panetone ou pudim, mantendo o controle glicêmico, desde que com moderação”, afirma a nutricionista Tarcila Campos, do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

O médico Márcio Steinbruch, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, lembra que o paciente com diabetes pode viver uma vida com qualidade desde que mantenha a glicemia sob controle. “Com acompanhamento médico e hábitos saudáveis, os riscos para as pessoas com diabetes podem ser reduzidos de maneira significativa”, pondera.

A nutricionista Tarcila Campos, do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, considera que adaptações na ceia são suficientes para o paciente aproveitar as festividades sem descuidar da saúde. “Não se trata de restringir, mas de equilibrar. É plenamente possível comer sobremesas, como rabanada, panetone ou pudim, desde que com moderação”, afirma.

Dicas para pessoas com diabetes aproveitarem o Natal

Ajuste as refeições do dia
Quem planeja participar de uma ceia farta deve começar a se preparar desde as primeiras refeições do dia. “Uma boa estratégia é ajustar as refeições anteriores, reduzindo o consumo de carboidratos como pão, arroz ou batata para compensar os pratos festivos”, orienta Tarcila.

Combine nutrientes
Combinar os carboidratos com arroz, farofas com proteínas magras (peru, chester, lombo) e saladas ajuda a evitar grandes alterações na glicemia.

Controle as porções
Servir-se com porções moderadas ajuda a evitar picos glicêmicos e sobrecarga na circulação.

Substituições saudáveis
O planejamento da ceia deve começar com a escolha dos ingredientes. Optar por versões integrais e pratos com menos açúcar e gordura é uma forma eficaz de proteger a saúde vascular. Priorize alimentos ricos em fibras e com baixo índice glicêmico, eles ajudam a estabilizar os níveis de glicose no sangue.

Hidratação
A ingestão adequada de água contribui para prevenir a retenção de líquidos e melhora o funcionamento dos vasos sanguíneos. Manter-se bem hidratado é fundamental para a circulação sanguínea de pessoas com diabetes.

Informações Metrópoles


Butantan-DV poderá ser o primeiro imunizante do mundo contra a doença a ser aplicado em dose única

Instituto Butantan envia pedido de registro para vacina contra dengue

O Instituto Butantan solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta segunda-feira (16/12), o registro de sua vacina contra a dengue. Se aprovada, a Butantan-DV será o primeiro imunizante do mundo contra a doença a ser aplicado em dose única, o que pode facilitar a adesão à vacinação. O instituto estima que possa entregar cerca de 100 milhões de doses ao Ministério da Saúde nos próximos três anos, com um milhão de doses disponíveis em 2025.

“É um dos maiores avanços da saúde e da ciência na história do país e uma enorme conquista em nível internacional. Que o Instituto Butantan possa contribuir com a primeira vacina do mundo em dose única contra a dengue mostra que vale a pena investir na pesquisa feita no Brasil e no desenvolvimento interno de imunobiológicos”, afirma o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás, em comunicado à imprensa.

A vacina é tetravalente, ou seja, eficaz contra os quatro tipos de dengue em circulação no Brasil. Os testes clínicos, iniciados em 2010, mostraram uma eficácia geral de 79,6% após dois anos. Para pessoas com histórico de infecção pela dengue, a eficácia foi de 89,2%, enquanto para quem não tinha histórico da doença, foi de 73,6%.

A fábrica do imunizante já foi inspecionada e recebeu o certificado de Boas Práticas de Fabricação (BPF) da Anvisa. A definição dos critérios de vacinação será feita pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A pesquisa foi realizada com 16 mil participantes de todo o Brasil, e os resultados foram publicados na revista New England Journal of Medicine.

Informações Metro1


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Imagem: Brian Snyder/Reuters

Ovos de galinha são amplamente consumidos e usados em diversos pratos, mas você já se perguntou por que ovos de peru não são consumidos?

Eles têm mais proteínas, vitaminas e minerais do que os ovos de galinha, mas não estão disponíveis no mercado por questões econômicas e logísticas.

As peruas têm uma taxa de produção de ovos significativamente mais baixa que as galinhas, colocando apenas entre nove e 13 ovos por ninhada. Em comparação, as galinhas podem produzir mais de 300 ovos ao longo de um único ano.

As peruas demoram mais para atingir a maturidade reprodutiva, levando cerca de sete meses, em comparação aos cinco meses das galinhas.

Esse ciclo mais lento e o maior custo de criação, devido ao tamanho e à necessidade de mais espaço e alimento, tornam os ovos de peru inviáveis comercialmente.

Galinha dá mais ovos e de vários tipos

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Imagem: Getty Images / iStock

Quanto aos ovos de galinha, você já deve ter percebido que eles podem ser encontrados vermelhos ou brancos. Mas, ao contrário do que muitas pessoas pensam, a cor da casca do ovo não tem relação com as características do alimento.

O vermelho não leva vantagem sobre o branco no quesito concentração de nutrientes. Essa diferença de cor está relacionada exclusivamente à raça da galinha. Ou seja, as galinhas que têm penas brancas botam ovos brancos e as que têm penas vermelhas ou castanhas botam ovos vermelhos.

O mesmo vale para a coloração da gema, que pode ficar mais intensa por causa da presença de itens com esse tom na alimentação do animal — e isso não tem influência sobre os benefícios que ela oferece.

Já os ovos orgânicos recebem essa certificação quando as galinhas recebem alimentação 100% orgânica, ou seja, sem agrotóxicos ou fertilizantes químicos, e quando não há uso de antibióticos, remédios ou ração para favorecer o crescimento do animal. Mas isso não significa que eles sejam mais nutritivos.

Quanto às galinhas que são criadas soltas, tomam mais sol e por isso os ovos delas são mais ricos em vitaminas D. Nesse caso, os ovos são conhecidos como caipiras. Estes costumam ser mais caros.

Nos supermercados, é possível encontrar versões com ômega 3, também chamados de Pufa, que ajudam a controlar os níveis do colesterol “ruim”, o LDL, protegendo o coração. Há também os com selênio, que fortalecem o sistema nervoso, vitamina E, que atua contra os radicais livres, e DHA e colina, que favorecem o desenvolvimento cerebral.

Há ainda os ovos light, com quantidades reduzidas de colesterol, característica obtida por meio de mudanças na alimentação das aves.

Todos esses produtos têm preços mais elevados e seus benefícios ainda não são uma unanimidade entre os especialistas. Por isso, ninguém deve se sentir culpado de comprar os ovos normais.

Como guardar para consumir

Os ovos não devem ser guardados na porta da geladeira, pois, com o abre e fecha do eletrodoméstico, há muita variação de temperatura.

Também é importante não lavar o alimento antes de guardá-lo, já que isso pode remover a cutícula protetora dos poros da casca, facilitando a entrada de micro-organismos. Opte por lavar apenas antes de consumir.

Informações UOL


Foto: Divulgação

Com a chegada do último mês do ano, inicia-se a campanha Dezembro Laranja, uma ação nacional promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) com o objetivo de conscientizar a população sobre o câncer de pele, o tipo mais comum de câncer no Brasil.

De acordo com a dermatologista Rebeka Galvão, credenciada à União Médica, o câncer de pele tem origens variadas, incluindo predisposição genética e fatores de risco como o fototipo da pele. Porém, a exposição excessiva aos raios UVA e UVB é o principal causador da doença. “O câncer de pele pode ser dividido em dois tipos: melanoma, que é o mais grave e com alto risco de metástase, e o não melanoma, sendo o carcinoma basocelular o mais comum. Além disso, temos o carcinoma espinocelular, que também merece atenção”, destaca a especialista.

A prevenção é essencial e deve ser incorporada ao dia a dia, especialmente durante o verão. A Dra. Rebeka enfatiza que a proteção solar vai muito além do uso de protetor. “Usar chapéus, bonés, óculos de sol, roupas com proteção UV e evitar a exposição solar nos horários de maior radiação, entre 9h e 16h, são medidas fundamentais. Além disso, é importante buscar sombra sempre que possível e lembrar que o protetor solar deve ser reaplicado a cada duas horas”, explica.

O câncer de pele, embora comum, pode ser tratado com sucesso quando diagnosticado precocemente. “Por isso, ao perceber qualquer alteração na pele, como manchas, feridas que não cicatrizam ou mudanças em pintas, procure um dermatologista”, orienta a médica.

CUIDE DA SUA PELE COM A UNIÃO MÉDICA

A União Médica conta com dermatologistas credenciados prontos para cuidar da sua saúde. Com mais de 20 anos no mercado e presença em quase 50 municípios, a operadora oferece planos acessíveis e uma ampla rede de especialistas.

Para mais informações sobre nossos planos, acesse www.uniaomedica.com.br
ou entre em contato pelo telefone (75) 3023-5005.

Assessoria de Comunicação da União Médica


Brasil terá mais um imunizante a partir do ano que vem, a vacina Covovax, desenvolvida pela farmacêutica Novavax.

Vacina da Pfizer — Foto: Reprodução/TV Globo

Vacina da Pfizer — Foto: Reprodução/TV Globo 

O Ministério da Saúde divulgou como será a vacinação contra a Covid-19 em 2025. A partir do ano que vem, o Brasil terá mais um imunizante no Programa Nacional de Imunizações (PNI), a vacina Covovax, desenvolvida pela farmacêutica Novavax. As novas orientações foram enviadas para todos os estados. 

O órgão também informou que incluiu a vacinação contra a Covid no calendário de gestantes e idosos. Com a atualização, as grávidas deverão ser imunizadas com uma dose a cada gestação e os maiores de 60 anos receberão uma dose a cada seis meses. 

De acordo com o Ministério da Saúde, antes, gestantes e idosos eram somente parte do grupo prioritário. Agora, a vacina contra a covid para essas pessoas virou de rotina. 

“Isso quer dizer que, se algum dia a gestão que estiver à frente do ministério mudar o grupo prioritário, gestantes e idosos continuam tendo direito à vacina, assim como crianças, porque se tornou de rotina’, explicou o ministério em nota. 

Os demais grupos prioritários deverão receber uma dose a cada ano, exceto os imunocomprometidos, que continuarão sendo vacinados a cada seis meses. 

Veja como fica a vacinação:

  • Crianças de seis meses a menores de cinco anos: até três doses (depende de como está o esquema vacinal)
  • Gestantes: uma dose a cada gestação
  • Idosos (60 anos ou mais): uma dose a cada seis meses
  • Imunocomprometidos: uma dose a cada seis meses
  • Outros grupos prioritários*: uma dose a cada ano
  • Crianças a partir de 5 anos de idade que NÃO fazem parte dos grupos especiais e nunca foram vacinadas: uma de vacina covid-19 disponível e recomendada para a faixa etária

*Demais grupos prioritários: pessoas vivendo em instituições de longa permanência; indígenas; ribeirinhos; quilombolas; puérperas; trabalhadores da saúde; pessoas com deficiência permanente; pessoas com comorbidades; pessoas privadas de liberdade; funcionários do sistema de privação de liberdade; adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas; e pessoas em situação de rua.

As três vacinas em uso no Brasil são:

  • Pfizer adulto e pediátrica (vacina mRNA)
  • Moderna (vacina mRNA)
  • Covovax (vacina recombinante)

Diferentemente das vacinas de mRNA, a Covovax é uma adjuvante proteica (um adjuvante é um ingrediente usado para fortalecer a resposta imune). Enquanto outras vacinas enganam as células do corpo para criar partes do vírus que podem desencadear o sistema imune, a Covovax estimula o sistema imune a produzir anticorpos e respostas imunes de células T. 

A Covovax foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em janeiro, após solicitação da Zalika Farmacêutica (representante do Instituto Serum no Brasil). Ela é indicada para imunização de adultos e crianças acima de 12 anos de idade.

Informações G1


A caminhada pode ser um exercício eficaz para queimar a gordura visceral, mas para acelerar o processo é preciso se desafiar

Foto mostra casal fazendo caminhada

Reduzir medidas da barriga é o desejo de muita gente e queimar a gordura abdominal pode ser menos complicado do que se imagina. A caminhada é um exercício de baixa intensidade muito eficaz para manter o corpo saudável, especialmente quando se ultrapassam os 11 mil passos diários, quantidade considerada ideal por um levantamento publicado em janeiro.

Entretanto, os resultados podem demorar a aparecer, já que os benefícios da caminhada surgem a longo prazo. O Ministério da Saúderecomenda que a circunferência abdominal seja de até 80 cm para as mulheres e 94 cm para os homens, e números acima disso aumentam o risco de ter gordura entre os órgãos e doenças ligadas ao coração.

Por isso, personal trainers recomendam algumas estratégias para intensificar a caminhada e perder medidas para quem quer acelerar o processo de emagrecimento e de diminuição da barriguinha.

“A melhor forma de reduzir a gordura abdominal é fazer uma combinação de exercícios aeróbicos, como é o caso da caminhada, com exercícios resistidos, como a musculação. Essa combinação é o que os estudos vêm demonstrando como o mais eficiente para o emagrecimento”, afirma o profissional de educação física Raphael Carvalho, professor da Faculdade Uniguaçu.

Em um artigo publicado no site Eat this, not that!, o profissional de educação física americano Tim Liu recomenda que pessoas que já caminham regularmente incrementem a prática para acelerar a redução de medidas.

Como queimar gordura abdominal na caminhada

Andar na subida

Uma das formas mais eficazes de tornar a caminhada desafiadora e usá-la para queimar gordura é aumentar o nível de dificuldade do percurso. Isso pode ser feito facilmente nas esteiras, adicionando inclinação progressivamente, mas também é possível escolher os locais da cidade com maiores subidas, como pequenos morros, para intensificar o esforço.

Acelere o passo

A caminhada pode ser ainda mais desafiadora quando se caminha rapidamente. Adicionar velocidade aumenta também o gasto calórico e, consequentemente, reduz as reservas de gordura abdominal. Quanto mais rápido se conseguir caminhar, melhor.

O personal trainer Victor Gomes, de Brasília, recomenda adicionar pequenos trotes ou corridinhas durante o percurso de caminhada para intensificar a prática. “Você pode escolher uma ladeira específica do seu trajeto para percorrer correndo ou separar dois ou três minutos para fazer com mais velocidade e ir se acostumando ao desafio. Para quem faz treinos na esteira, o ideal é usar uma programação que tenha velocidades flutuantes em vez de se manter numa constante”, explica ele.

Inclua pesos na caminhada

Tanto Liu como Gomes recomendam que a caminhada seja feita também com a integração de pesos. Podem ser usadas sacolas, distribuindo o peso entre as mãos, ou mesmo halteres específicos para serem carregados, como os kettlebells. Além de levá-los consigo, é bom fazer levantamentos laterais e frontais enquanto se caminha para aumentar a intensidade. Uma mochila com peso também pode cumprir essa função, mas lembre de ajustar as alças para não prejudicar a saúde das costas.

Inclua movimentos desafiadores

A caminhada pode ser complementada ainda com alguns exercícios que tragam maior esforço para a musculatura, como agachamentos enquanto se espera o sinal abrir ou alguns afundos durante a caminhada. Se houver espaço para abdominais, melhor ainda.

“O mais importante para perder a gordura abdominal é começar a se movimentar. Claro que a intensidade que adicionamos ajuda a aumentar o gasto calórico e a acelerar o metabolismo. Fazer mil abdominais é muito bom, mas não está ao alcance de todos. É importante fazer o que é possível e incluir alguns desafios a cada dia já ajuda, e muito, a evitar os males do sedentarismo”, conclui Gomes.

Informações Metrópoles


O último mês do ano traz mais que celebrações: ele também destaca a importância da prevenção e do combate ao HIV, à Aids e a outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) através da Campanha Dezembro Vermelho. No Brasil, os desafios permanecem significativos: só em 2023, o país registrou cerca de 40 mil novos casos de HIV, segundo dados do Ministério da Saúde, destacando a necessidade de intensificar as ações preventivas e ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento.

Segundo o Dr. André Lessa, infectologista credenciado pela União Médica, a prevenção deve ser uma prioridade. “O uso de preservativos ainda é o método mais eficiente para evitar tanto o HIV quanto outras ISTs, como sífilis, gonorreia, clamídia e hepatite B. Além disso, a chamada prevenção combinada — que inclui o uso de medicamentos como a profilaxia pré-exposição (PrEP) e a profilaxia pós-exposição (PEP) — aumenta significativamente a proteção.”

Dr. André Lessa destaca que métodos preventivos modernos são acessíveis e podem ser adaptados às necessidades de cada pessoa. “A PrEP, por exemplo, é indicada para aqueles que se consideram em risco de infecção. Ela consiste no uso de medicamentos antirretrovirais antes de possíveis exposições ao HIV. Já a PEP deve ser iniciada até 72 horas após uma relação de risco, e protege não apenas contra o HIV, mas também contra outras doenças, como a hepatite B.”

O especialista também enfatiza a importância do diagnóstico precoce. “A testagem regular é fundamental tanto para a saúde individual quanto para a prevenção coletiva. Ao identificar a infecção cedo, é possível iniciar o tratamento imediatamente, garantindo uma vida saudável e quebrando a cadeia de transmissão.”

Um dos maiores desafios relacionados ao HIV ainda é o estigma. O médico reforça que o tratamento antirretroviral permite que pessoas com o vírus tenham uma vida normal. “Portar o HIV não é sinônimo de doença. Com a carga viral indetectável, o vírus não é transmitido, e a pessoa pode viver plenamente, inclusive com melhor acompanhamento médico e prevenção de outras condições,” firmou o médico acrescentando que “Muitas pessoas com HIV desenvolvem um vínculo mais próximo com sua saúde, o que pode ser uma oportunidade para melhorar hábitos e prevenir outras doenças crônicas no futuro.”

Assessoria de Comunicação
União Médica


Mudanças no estilo de caminhar estão ligadas à degeneração de áreas do cérebro responsáveis pela coordenação e controle motor

Homem andando à beira do rio. Metrópoles

A demência é uma síndrome progressiva que afeta milhões de pessoas no mundo, sendo caracterizada por um declínio nas funções cognitivas, como memória, raciocínio e linguagem. Mas, os primeiros sinais dessa condição vão além das tão faladas falhas de memória.

O neurologista Maciel Pontes, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) aponta que, geralmente, os sinais precoces de demência mais notados são associados às alterações cognitivas, aos problemas de linguagem, à desorientação e dificuldade em realizar tarefas mais complexas. Segundo ele, no entanto, há cada vez mais evidências de outras alterações que podem ser indicar precocemente a condição.

“Estudos indicam que mudanças no andar, como passos mais curtos, ritmo mais lento e alteração no balanço dos braços, podem ser consequência de dificuldades na comunicação entre o cérebro e o sistema motor. A piora no senso de direção, por exemplo, está frequentemente associada a déficits cognitivos iniciais, como comprometimento da memória espacial”, explica o especialista.

Além disso, existe uma condição específica que associa alterações motoras a sintomas cognitivos iniciais. “Há uma condição chamada síndrome de risco motor cognitivo, que combina queixas de perda de memória com lentidão ao caminhar. Quando esses dois sinais aparecem juntos, o risco de demência cresce de forma considerável”, indica o neurocirurgião Renato Campos, que também atende em Brasília.

Os sintomas também podem variar conforme o tipo de demência. “Demências como a de corpos de Lewy estão intimamente ligadas a problemas motores, como instabilidade postural, quedas frequentes e lentidão dos movimentos. Além disso, existe a hidrocefalia de pressão normal, uma condição que, embora menos conhecida, pode ser reversível se tratada adequadamente”, ressalta Campos.

Do ponto de vista neurológico, essas mudanças estão ligadas à degeneração de áreas do cérebro responsáveis pela coordenação e o controle motor. “Demências como o Alzheimer afetam o lobo frontal, crucial para a tomada de decisões e o controle motor. A perda de sinapses e a morte neuronal prejudicam a integração entre movimento e função cerebral, resultando nessas alterações motoras”, explica Pontes.

Outros sinais precoces que podem sugerir demência

Além das mudanças no andar, outros sinais como dificuldades em realizar tarefas cotidianas, lapsos de memória que afetam atividades diárias e alterações de humor ou comportamento são comuns. “Esses sintomas costumam se manifestar de forma sutil, mas podem evoluir gradativamente”, destaca o neurologista Maciel Pontes.

O especialista também alerta que algumas condições podem estar relacionadas às alterações no andar, como o Parkinson e a hipertensão intracraniana benigna. Essa última apresenta três sintomas principais: dificuldade para caminhar, incontinência urinária e perda cognitiva. “O diagnóstico é feito por meio de exames como tomografia e punção lombar, que avaliam a pressão do líquor”, explica.

Do ponto de vista motor, o neurocirurgião Renato Campos ressalta a importância de observar a lentidão nos movimentos, conhecida como bradicinesia. “É quando o paciente passa a fazer certas atividades com mais vagar”, esclarece.

Outro ponto de atenção é a instabilidade postural, que pode causar quedas frequentes. “Esses quadros de desequilíbrio sem causa aparente devem ser valorizados, especialmente em idosos, pois são sinais precoces de processos demenciais”, afirma Campos.

De acordo com Pontes, os sintomas podem aparecer anos antes de um diagnóstico formal, dependendo do tipo de demência. “Pesquisas sugerem que alterações motoras podem ser percebidas até uma década antes. Ao notar esses sinais, é importante buscar avaliação médica para a realização de exames cognitivos e de imagem. Um diagnóstico precoce permite intervenções que podem melhorar a qualidade de vida do paciente”, recomenda.

Medidas importantes para evitar demência ou reduzir seus impactos

Embora não seja possível evitar completamente as alterações motoras relacionadas à demência ou a outras condições neurológicas, algumas medidas podem ajudar a adiar ou reduzir seus impactos, além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

De acordo com o clínico geral e geriatra Natan Chehter, do Hospital Estadual Mário Covas, de São Paulo, é essencial manter um acompanhamento médico adequado para identificar a causa exata das alterações motoras. “Se estamos falando de Parkinson, paralisia supranuclear progressiva, demência por corpos de Lewy ou outra condição, o diagnóstico correto e o tratamento adequado são fundamentais”, explica.

Chehter destaca a fisioterapia e fortalecimento muscular são frequentemente recomendados para preservar a saúde muscular e articular. “Isso é válido não apenas para pacientes com doenças neurológicas, mas para todos. Ter um bom condicionamento físico e massa muscular preservada contribui para uma melhor qualidade de vida, independentemente da condição”, afirma.

Já o neurologista Maciel Pontes aponta que uma abordagem multidisciplinar pode fazer a diferença:

  • Prática regular de exercícios físicos: ajuda a manter a mobilidade e o equilíbrio;
  • Estímulo ao cérebro: atividades como leitura, jogos de raciocínio e aprender algo novo fortalecem as conexões neurais;
  • Dieta equilibrada: uma alimentação saudável é essencial para a saúde geral e neurológica;
  • Controle de fatores de risco: evitar sedentarismo e o consumo de álcool, controlar hipertensão e diabetes, e monitorar os níveis de vitamina B12;
  • Programas de fisioterapia: exercícios específicos ajudam a preservar a mobilidade e a retardar os impactos das alterações motoras.

Informações Metrópoles


Medicamento nacional busca patente e pode ser liberado para testes em humanos a partir do ano que vem

O imunizante Vivaxin, com produção 100% brasileira: fase de obtenção de patente seguida de testes em humanos | Foto: Divulgação/CTVacinas
O imunizante Vivaxin, com produção 100% brasileira: fase de obtenção de patente seguida de testes em humanos | Foto: Divulgação/CTVacinas

Uma vacina brasileira contra o tipo mais comum de malária no país e em regiões das Américas está em fase de obtenção de patente. Até janeiro de 2025, as agências reguladoras devem receber o pedido para a realização de testes em humanos

Sob produção da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, o imunizante contra o Plasmodium vivax passou pela fase pré-clínica. Desse modo, apresenta resultados positivos na avaliação de critérios como qualidade, eficácia e segurança.

Vacina é inédita no mundo

Atualmente, não há uma vacina contra a malária vivax, doença infecciosa que tem como origem o parasita do gênero Plasmodium. Há 3 espécies mais comuns do parasita no Brasil – vivax, falciparum e malariae -, cujo contágio em humanos se dá por picada de fêmeas de mosquitos Anopheles.

“Temos um produto inédito no mundo e com produção inteiramente brasileira. Meu objetivo desde o início da pesquisa, há mais de dez anos, foi conseguir uma vacina. Agora estamos na etapa final para autorização dos estudos clínicos”, diz a professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP Irene Soares.

Irene coordena o trabalho ao lado do professor Ricardo Gazzinelli, diretor do Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas (INCT-Vacinas).

Chamado de Vivaxin, o imunizante passou por testes de boas práticas de laboratório e de fabricação. Conforme a professora, a validação desta vacina pode representar, assim, um importante passo, sobretudo, na conexão entre o trabalho científico e a aplicação prática na sociedade. 

Professora e pesquisadora Irene Soares: Brasil tem 'grande lacuna1 na linha de pesquisas de vacinas | Foto: Divulgação/CTVacinas
Professora e pesquisadora Irene Soares: Brasil tem ‘grande lacuna’ na linha de pesquisas de vacinas | Foto: Divulgação/CTVacinas

Trabalho vai além de artigo em revista

“No Brasil, existe uma grande lacuna em linhas de pesquisa de vacinas. Na academia, normalmente, é feita a pesquisa básica, que envolve a definição de antígeno, adjuvante e provas de conceito. A partir disso, resulta em publicação de artigos e os estudos são, no entanto, descontinuados, não chegando até a vacina”. 

Irente diz, contudo, que o objetivo da parceria entre USP e UFMG é vencer principalmente o ‘vale da morte’ e ter o produto final, para testes em humanos, em um processo todo desenvolvido no país, fato raro na ciência brasileira na área de vacinas.

Informações Revista Oeste


Vivianne Miranda, 32, teve o útero perfurado pelo DIU duas vezes
Vivianne Miranda, 32, teve o útero perfurado pelo DIU duas vezes Imagem: Acervo pessoal 

A produtora de conteúdo Vivianne Miranda, 32, passou por um grande susto. Seu DIU perfurou a parede do útero duas vezes em dois anos. Mesmo fazendo a colocação sedada e no centro cirúrgico, ela conta que teve problemas com o método contraceptivo. A VivaBem, Miranda contou sua história.

‘Sentia cólica, mas estava acostumada’

“Eu tomava pílula anticoncepcional e não estava me fazendo bem, então a endócrino recomentou que eu parasse e sugeriu que eu tentasse o DIU.

Fui à ginecologista e conversei sobre a possibilidade. Ela topou e marcamos de colocá-lo no centro cirúrgico em julho de 2022. Tinha medo de sentir dor e, como o convênio cobria o procedimento com anestesia, preferi fazer dessa forma.

Achei também que seria mais seguro, já que o médico teria acesso a aparelhos de vídeo, algo que não existe no consultório. Quando acordei, estava com muita dor. Tomei remédios fortes e não melhorava, eu nem conseguia entender o motivo.

Os dias foram passando e a dor diminuiu até sumir.

Passados 30 dias, fiz o exame de imagem e ele mostrou que o DIU estava no lugar. Eu sentia cólica, mas, como estava acostumada, não pensei que poderia ter alguma coisa a ver com meu método contraceptivo.

Primeira perfuração

Seis meses após a colocação do DIU, fiz outro exame de imagem. Desta vez, o resultado mostrava que existia uma perfuração no meu útero. A médica do ultrassom chegou a me perguntar se eu estava sentindo muita dor. Eu expliquei que não, só uma cólica. Eu não tinha me ligado, mas, como não menstruava mais, não deveria sentir cólica.”

Como a médica que colocou meu DIU parou de atender pelo convênio, procurei outro profissional. Ele olhou meus exames e disse que não precisávamos tirar o DIU, bastava reposicioná-lo. Fui mais uma vez para o centro cirúrgico. Ele foi reposicionado e segui a vida.

Quando fui fazer meus exames de rotina, no ano seguinte, mais uma vez o técnico do ultrassom me disse que o DIU estava perfurando a parede do meu útero. Era a segunda vez. Não estava entendendo o que acontecia comigo.

Procurei uma terceira ginecologista —isso em um intervalo de dois anos. A médica me explicou que isso podia ter acontecido por um erro, mas não dava para afirmar com certeza.

Dessa vez, eu precisaria retirar o DIU, esperar que a laceração cicatrizasse para depois pensar em colocá-lo novamente. Então, fui mais uma vez para o centro cirúrgico fazer a retirada. Foi muito rápido. Em cerca de 20 minutos, estava de volta ao quarto.

Traumas

A ginecologista me explicou que não corro o risco de ter sequelas. Basta cicatrizar o machucado que está tudo bem. Que eu poderia tentar colocá-lo novamente em alguns meses.”

Não tenho coragem de colocar de novo porque tenho medo de passar pelo mesmo que passei.”

O que dizem os médicos

Perfurações não são consideradas erros médicos, diz a ginecologista e obstetra Larissa Cassiano. “São complicações possíveis de acontecer durante a inserção do DIU. Nós, médicos, estamos vendo um aumento de mulheres que usam esse método e, por consequência, também um aumento de histórias de perfurações”, explica.

A especialista explica que esse tipo de lesão é mais comum quando o DIU é hormonal. “O insertor faz uma certa pressão na hora da colocação e isso pode favorecer a perfuração.”

A hora da colocação é a mais perigosa, avalia o ginecologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Rogerio Felizi. “O músculo do útero é um tecido frágil. Com excesso de força ou colocação inadequada essa lesão pode aparecer.”

Além da força na colocação, a anatomia da paciente pode ser outro fator “Como aconteceu duas vezes, com profissionais diferentes, diria que tem mais chances de ser uma questão do corpo do que de um erro médico”, diz Cassiano.

Há ainda uma terceira possibilidade que pode levar à perfuração. “É bem raro, mas o DIU pode migrar dentro das tubas uterinas. Já vimos acontecer, mas é muito difícil”, diz Felizi.

No Brasil, há aumento na busca por esse método. Cassiano explica que, há oito anos, um hospital podia chegar a colocar 10 DIUs por mês. Hoje, coloca-se esse número em um único dia. “Por isso vemos mais perfurações.” Apesar de problemas eventuais, como o que aconteceu com Miranda, é bom lembrar que, de um modo geral, o DIU é extremamente seguro e eficaz, tem algumas vantagens sobre outros métodos, como as pílulas, e ainda permite que a mulher passe vários anos sem se preocupar com a contracepção.

Informações UOL