Nos tempos atuais, é bastante comum passarmos longas horas sentados, seja no trabalho, em casa ou durante o lazer. Embora possa parecer uma prática inofensiva, a verdade é que esse comportamento sedentário pode trazer sérios riscos à nossa saúde. Diversas pesquisas mostram que a falta de movimentação regular está associada a uma série de problemas de saúde, desde doenças do coração até complicações na saúde mental.
Quando passamos muito tempo sentados, nosso corpo entra em um estado de inatividade que desacelera o metabolismo. Isso prejudica a forma como processamos açúcares e gorduras, o que pode resultar em problemas graves de saúde. Ficar sentado por longos períodos pode, por exemplo, promover o acúmulo de gordura nas artérias e aumentar os níveis de colesterol, elevando o risco de doenças cardiovasculares.
Como o Sedentarismo Afeta o Corpo?
Um dos principais problemas de ficar muitas horas sentado é o risco aumentado de desenvolver doenças metabólicas, como obesidade e diabetes tipo 2. A falta de movimento reduz a queima de calorias, facilitando o ganho de peso, especialmente na região abdominal. Estudos indicam que pessoas que permanecem sentadas a maior parte do dia têm uma probabilidade significativamente maior de desenvolver diabetes tipo 2, comparadas àquelas que se movimentam com frequência.
A saúde mental também sofre com o sedentarismo. Pesquisas apontam que longos períodos sem atividade física estão ligados ao aumento do risco de depressão e ansiedade. Isso ocorre porque a inatividade reduz a liberação de endorfinas, os chamados hormônios do bem-estar, afetando diretamente nosso humor e disposição. Ficar sentado por muito tempo também está associado a níveis elevados de estresse e piora na qualidade do sono.
Impactos do Sedentarismo na Saúde Mental
Além dos problemas metabólicos e mentais, o comportamento sedentário pode causar dores musculoesqueléticas, como dor nas costas e no pescoço. Má postura ao sentar e falta de exercícios de fortalecimento e alongamento podem resultar em tensão muscular e compressão de nervos, levando a condições crônicas como hérnia de disco. A adoção de práticas ergonômicas e movimentação regular são essenciais para evitar essas complicações.
Soluções Simples para Combater o Sedentarismo
Felizmente, existem várias medidas práticas que podemos adotar para reduzir os riscos associados ao sedentarismo. Incorporar pequenas mudanças na rotina diária pode fazer uma diferença significativa. Por exemplo, levantar-se e caminhar brevemente a cada hora pode ajudar a manter o corpo ativo. Utilizar mesas ajustáveis que permitem trabalhar em pé também é uma excelente solução, assim como adicionar exercícios leves ao longo do dia.
Dicas para se Movimentar Mais
Para combater os problemas causados pelo sedentarismo, aqui estão algumas sugestões práticas:
Faça pausas regulares: Levante-se e alongue-se a cada hora ou faça pequenas caminhadas.
Utilize uma mesa elevável: Alternar entre trabalhar sentado e em pé pode ser muito benéfico.
Exercite-se durante o dia: Inclua alongamentos ou exercícios leves na sua rotina diária.
Dormência, dificuldade para andar e inchaço na língua podem indicar deficiência de vitamina B12. Vegetarianos, veganos e idosos estão mais propensos a apresentar deficiência de vitamina B12, pois essa vitamina, essencial para o funcionamento do organismo, é obtida apenas por meio da alimentação ou suplementação.
O corpo necessita de 2,4 microgramas diários para realizar funções vitais, e quando essa quantidade não é atingida, os efeitos podem ser sentidos de várias formas. Confira a seguir alguns sinais inesperados que indicam baixos níveis dessa vitamina.
Dormência e dificuldades motoras
Um dos sintomas incomuns da deficiência de vitamina B12 é a dormência nos membros, principalmente nas mãos e nos pés. Isso ocorre por conta da neuropatia periférica, condição que danifica os nervos e interfere na transmissão de sinais nervosos.
Pessoas com deficiência grave dessa vitamina podem enfrentar dificuldades para andarcorretamente, também devido ao comprometimento dos nervos periféricos, o que afeta a sensibilidade e o controle motor.
Problemas na língua e na memória
Outro sintoma pouco conhecido é o inchaço da língua, condição chamada glossite, que faz com que a língua fique mais avermelhada e cause coceira ou sensação de queimação na boca.
Além disso, a vitamina B12 desempenha um papel crucial na cognição. A falta dela pode prejudicar a memória, afetando a capacidade de raciocínio e pensamento, o que torna a perda de memória um sintoma frequente que muitas pessoas acabam ignorando.
Quem está mais vulnerável à deficiência de vitamina B12?
Determinações dietéticas e fatores etários desempenham um papel significativo na predisposição à deficiência de vitamina B12. Vamos explorar quem são os mais suscetíveis:
Vegetarianos e veganos: A vitamina B12 é encontrada principalmente em produtos de origem animal, como carne, leite e ovos. Aqueles que seguem uma dieta baseada em plantas podem ter dificuldades de obter quantidades suficientes desta vitamina sem suplementação.
Idosos: Com o avanço da idade, a capacidade do organismo de absorver vitamina B12 de fontes alimentares pode diminuir, tornando suplementos ou alimentos fortificados mais importantes.
Pessoas com condições médicas específicas: Doenças como anemia perniciosa, doenças gastrointestinais crônicas e cirurgias bariátricas podem afetar a absorção adequada de vitamina B12.
Como diagnosticar e tratar a deficiência de vitamina B12?
É crucial procurar um médico ao perceber qualquer um dos sinais mencionados. O diagnóstico precoce e a intervenção adequada podem evitar complicações graves. Aqui estão algumas etapas comuns no diagnóstico e tratamento:
Exames de sangue: Um simples exame de sangue pode medir os níveis de vitamina B12 no organismo, ajudando a detectar a deficiência.
Suplementação: Dependendo da gravidade da deficiência, o médico pode recomendar suplementos orais ou injeções de vitamina B12.
Ajustes dietéticos: Incorporar alimentos ricos em vitamina B12, como carnes, peixes, ovos e laticínios, pode ajudar a manter níveis adequados.
Manter os níveis adequados de vitamina B12 é essencial para evitar esses problemas de saúde. Portanto, atente-se a esses sinais e, ao perceber qualquer um deles, procure um médico para avaliação e tratamento adequados.
Além dos tipos A, B, AB e O, as pessoas também podem ser positivas ou negativas para o antígeno AnWj
A pesquisa que descobriu o AnWj foi publicada no periódico Blood, na última segunda-feira, 16 | Foto: Reprodução/Freepik
Cientistas da Universidade de Bristol, no Reino Unido, descobriram um novo grupo sanguíneo. A descoberta resolveu um mistério que durou 50 anos e afetou a eficácia das transfusões de sangue em hospitais espalhados pelo mundo. Além dos tipos A, B, AB e O, as pessoas também podem ser positivas ou negativas para o antígeno AnWj. A pesquisa foi publicada no periódico Blood, na última segunda-feira, 16.
O AnWj e suas implicações
Os cientistas concluíram que algumas pessoas não possuem o novo grupo sanguíneo, em virtude das doenças como câncer ou desordens hematológicas. Contudo, há casos raros em que a pessoa nasce sem ele. A existência do AnWj era conhecida desde 1972, mas sua origem genética era desconhecida até agora.
Os cientistas chegaram a essas conclusões enquanto estudavam uma amostra de 2015 do sangue de uma paciente. Também pesquisaram outros quatro casos raros de pessoas geneticamente AnWj negativas. “O trabalho foi difícil, porque casos genéticos são raros”, afirmou Louise Tilley, pesquisadora sênior do Grupo de Sangue e Transplante.
Os cientistas concluíram que algumas pessoas não possuem o novo grupo sanguíneo em virtude das doenças como câncer ou desordens hematológicas | Foto: Reprodução/Freepik
Nicole Thornton, chefe do laboratório de serviço, acredita que a descoberta permitirá melhorar os testes de compatibilidade sanguínea antes de transfusões.
“Testes de genótipos agora podem ser desenvolvidos para identificar geneticamente os pacientes e os doadores AnWj negativos”, afirmou Thornton. “Esses exames podem ser adicionados às plataformas já existentes de testes de genótipos.”
Depois de uma noite de bebedeira, que tal um sorvete de Paracetamol para ajudar? O doce diferentão aparece em uma imagem que viralizou nas redes sociais. Alguns perfis dizem que o sorvete especial é vendido na Holanda.
A imagem famosa foi feita em 2016. Naquele ano, a sorveteria holandesa Maddy’s produziu o sorvete com infusão de paracetamol para o carnaval de uma vila. O doce foi produzido pelo dono da loja, Jan Nagelkerke.
Reprodução/Instagram
“Uma novidade mundial! Sorvete de Paracetamol. É delicioso e refrescante e ajuda com ressacas durante o carnaval. Está em exposição, mas, é claro, não vendemos esse sorvete. Só queremos deixar vocês animados para os próximos cinco dias de carnaval! Divirtam-se, pessoal”, dizia um post da sorveteria na rede social.
Segundo publicações da loja, o sorvete foi feito como uma brincadeira e exibido na vitrine da loja. No entanto, ele nunca foi comercializado. Isso não impediu que a ideia inusitada chamasse atenção e se tornasse um fenômeno nas redes sociais.
Quem Está por Trás Dessa Inovação?
Ao BN DeStem, canal de notícias local, Nagelkerke explicou que o sorvete de seis litros continha 20 pílulas do remédio, além de suco de limão para dar sabor. Ele, claro, experimentou, mas achou melhor deixar aquele sorvete só na brincadeira. “Joguei fora o resto do sorvete; definitivamente não era um dos meus melhores”, disse.
Por Que o Sorvete de Paracetamol Não é Vendido?
Ele também disse que nunca pensou em vender esse sorvete e que só achou que seria uma piada divertida para o carnaval. Mas, depois, ficou preocupado com a mistura de remédios com o doce e entrou em contato com autoridades de saúde.
Ele descobriu que a prática é ilegal e removeu o produto de exposição. O mesmo canal publicou uma outra reportagem com a Autoridade Holandesa de Segurança de Alimentos e Produtos de Consumo, explicando que o sorvete de Paracetamol não poderia ser vendido, e, se contivesse uma grande quantidade de paracetamol, seria necessária autorização especial para seu uso.
Por outro lado, se contivesse apenas uma pequena quantidade, ainda seria considerado um novo alimento, exigindo aprovação da Comissão Europeia. Além disso, utilizar medicações em alimentos, sem controle rigoroso, pode trazer riscos à saúde, o que motivou Nagelkerke a descartar a ideia.
Dificuldade para iniciar a micção (hesitação), fluxo urinário fraco ou um jato urinário que interrompe e recomeça, gotejamento no final da micção, incapacidade para esvaziar completamente a bexiga, esforço para urinar, vontade de urinar novamente logo após terminar de urinar, dor durante a micção (disúria). Estes são os principais sintomas de quem apresenta a hiperplasia prostática benigna, mais conhecida como o aumento benigno da próstata, uma doença que não se trata de câncer, mas que representa um desconforto importante para o paciente. O tratamento a laser para hiperplasia prostática, chamado de Holep, bem como atualização em Câncer de Próstata e Câncer de Bexiga, e Cirurgia Robótica e novas tecnologias para o tratamento do Câncer de Próstata levaram o Cirurgião Urologista Dr. Eduardo Cerqueira a participar do XVIII Congresso Paulista de Urologia que aconteceu emtre os dias 3 e 7 de setembro em São Paulo.
De acordo com Dr. Eduardo Cerqueira, o HoLEP, Enucleação da Próstata por Laser Holmium, é o novo procedimento muito pouco invasivo e sem cortes e que é considerado um dos mais modernos do mundo para tratamento cirúrgico de Hiperplasia Prostática Benigna. Esta é uma doença que atinge 50% dos homens acima dos 50 anos , ou seja, “trata-se de um tumor não cancerígeno comum na população masculina, o qual acaba reduzindo o calibre da uretra prostática, dificultando o escoamento da urina”, explicou o especialista. Durante o evento, o cirurgião urologista pode ouvir profissionais de referência do Brasil e de outros países da América Latina e também Europa. “O HoLEP é o que há de mais moderno e eficaz. Permite, inclusive, o tratamento de cálculos que, por ventura estejam também presentes na bexiga do paciente. Já temos excelentes resultados no curto e longo prazos, ao permitir a retirada completa do adenoma prostático, o que torna a possibilidade de nova operação quase nula”, ressaltou. As maiores vantagens desta técnica é a cirurgia realizada pela uretra. O corte é realizado a laser na área da próstata que sofreu aumento. A precisão é muito grande e há ausência de sangramento. “Ao final da enucleação, o material é enviado para análise, a fim de afastar a presença de câncer de próstata”, explicou Dr. Eduardo Cerqueira.
Os cinco dias de atualização em São Paulo também geraram discussões em uma das suas principais áreas de atuação que é a Cirurgia Robótica voltada para o Câncer de Próstata. “Durante o evento, o que os pesquisadores mais ressaltaram foi justamente o que já enfatizamos aqui na Bahia: a cirurgia robótica tem se mostrado mais segura, mais detalhada, com menor risco de infecção e oferece uma recuperação melhor, já que o paciente tem menos dor no pós-cirúrgico. No caso das cirurgias oncológicas, para cirurgia de próstata, por exemplo, em que a inervação é poupada, há a diminuição das chances de impotência do paciente no pós-operatório. E isso é fantástico”, explica o médico. Segundo ele, a cirurgia robótica possui diversas vantagens em relação à cirurgia feita por videolaparoscopia, aquela realizada por meio de pequenas incisões, com auxílio de uma câmera, sem a necessidade de grandes cortes.
Dr. Eduardo Cerqueira lembra que para realizar a cirurgia robótica é necessário fazer treinamentos complexos e que o robô não opera sozinho. “Todos os seus movimentos são realizados sob o comando do cirurgião, que é auxiliado por outro cirurgião que fica em sala ao lado do paciente. O robô proporciona maior estabilidade à nossa mão, removendo pequenos tremores. Para cirurgias de alta complexidade, este é um grande diferencial”, finaliza.
Por Adriana Matos AMA Comunicação Integrada – Email adrianamatos.ama@gmail.com Contato. 75991319845
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu, recentemente, um alerta sobre os riscos associados ao uso de medicamentos usados no tratamento de diabetes e obesidade, como o Ozempic, especialmente em pacientes submetidos a procedimentos que envolvam anestesia ou sedação profunda.
Esses medicamentos desempenham um papel crucial no tratamento de condições como diabetes tipo 2 e no controle de peso em casos específicos de obesidade. No entanto, seus efeitos no esvaziamento gástrico podem representar riscos significativos durante procedimentos médicos.
Quais são os Medicamentos Alvos do Alerta?
Os medicamentos mencionados pela Anvisa incluem:
Semaglutida (Ozempic, Rybelsus, Wegovy);
Liraglutida (Saxenda, Victoza);
Liraglutida + insulina degludeca (Xultophy);
Lixisenatida (Soliqua);
Tirzepatida (Mounjaro);
Dulaglutida (Trulicity).
Esses medicamentos contêm princípios ativos da classe dos agonistas do receptor de peptídeo semelhante ao glucagon (GLP-1), que são conhecidos por retardar o esvaziamento gástrico.
O esvaziamento gástrico retardado aumenta o risco de aspiração e pneumonia por aspiração. Isso ocorre porque alimentos ou líquidos podem ser inalados acidentalmente para a via respiratória, ou o conteúdo do estômago pode voltar para a garganta, aumentando o risco de complicações sérias durante procedimentos anestésicos.
O Que Devem Fazer os Profissionais de Saúde?
Os profissionais de saúde são aconselhados a:
Questionar os pacientes sobre o uso desses medicamentos antes de qualquer cirurgia com anestesia ou sedação profunda;
Adotar medidas para garantir que não haja conteúdo gástrico residual antes da realização de procedimentos anestésicos.
A caneta Ozempic, por exemplo, ficou amplamente conhecida após se tornar popular entre pessoas que buscavam uma maneira rápida de perder peso. Contudo, a aspiração acidental de alimentos ou líquidos pode causar sérias complicações respiratórias que exigem atenção especializada.
Os pacientes devem sempre informar aos profissionais de saúde sobre o uso de medicamentos como o Ozempic se tiverem procedimentos cirúrgicos planejados. Isso permitirá que os médicos tomem as devidas precauções para evitar complicações durante a cirurgia.
Em resumo, enquanto medicamentos como Ozempic e seus semelhantes são efetivos para o tratamento de diabetes tipo 2 e controle de peso, é crucial estar atento aos riscos que eles podem representar em contextos específicos, como procedimentos que envolvem anestesia. A conscientização e a comunicação entre pacientes e profissionais de saúde são essenciais para garantir a segurança e o sucesso dos tratamentos médicos.
No mercado pararelo, Ozempic custa 1/3 do preço cobrado nas farmácias. Saiba por que as ofertas virtuais são perigosas à saúde
O Ozempic se tornou um dos medicamentos mais populares no mundo. Embora tenha sido desenvolvido para o tratamento da diabetes tipo 2, o sucesso nas vendas é explicado por seu efeito secundário: a perda de peso rápida.
O valor da medicação – a injeção suficiente para 4 semanas custa R$ 1,2 mil – criou um movimentado mercado paralelo na internet, com páginas prometendo o medicamento por até um terço do preço comercializado nas farmácias. No entanto, quem opta pelo valor mais barato corre o risco de adquirir versões fakes da medicação.
“Se não há certeza sobre a procedência, é melhor não comprar. A caneta pode estar cheia de água destilada, de uma substância contaminada ou de outro tipo de remédio”, alerta o médico Alexandre Hohl, vice-presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina, Andrologia e Transgeneridade (DEFAT) da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
Em junho deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre a identificação de três lotes de Ozempic falsificados que estavam sendo vendidos no Brasil, Reino Unido e Estados Unidos.
“A OMS aconselha os profissionais de saúde, as autoridades reguladoras e o público a estarem atentos a estes lotes falsificados de medicamentos. Apelamos às partes interessadas para que interrompam qualquer utilização de medicamentos suspeitos e informem as autoridades relevantes”, orientou a médica Yukiko Nakatani, especialista da OMS para o acesso a medicamentos e produtos de saúde, na ocasião.
Em uma das situações identificadas, um paciente recebeu canetas de insulina rotuladas como Ozempic. A aplicação de insulina em uma pessoa sem diabetes pode causar queda brusca de açúcar no sangue. Como resultado, o paciente pode sentir tonturas, ter convulsões e até morrer. “A falsificação é extremamente grave. O risco de dar insulina para uma pessoa que não tem diabetes é de hipoglicemia, que provoca até a morte”, explica Hohl.
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já identificou três lotes de Ozempic falsificados (em junho e outubro de 2023 e em janeiro de 2024) e um de Mounjaro, da farmacêutica Eli Lily (em agosto deste ano).
“O uso da medicação é regulado e só se faz com receita. Além disso, a fabricante sustenta que não está sendo possível atender toda a demanda pelo excesso de clientes, então uma oferta tão abaixo do preço não pode ser possível”, afirmou a endocrinologista Suzana Vieira, de São Paulo, em entrevista anterior ao Metrópoles.
Quais são os riscos de tomar Ozempic fake?
O medicamento falso não possui qualquer garantia em relação à composição. Ou seja, quem compra pode usar um produto sem o ativo que leva ao emagrecimento (semaglutida), com a dose alterada ou com a formulação errada. Além disso, a medicação fake pode estar contaminada com substâncias tóxicas ou microorganismos.
Ao usar um remédio falso, a pessoa pode:
Não ter qualquer resultado;
Ter mal-estar com náuseas, diarreia, vômito, tontura e desmaio;
Hipoglicemia, com os mesmos sintomas descritos acima.
Como identificar o Ozempic fake
O primeiro passo é lembrar que o medicamento deve ser usado com prescrição médica. Se o estabelecimento que vende não cobra a receita, é necessário desconfiar.
O segundo passo é ter atenção onde o remédio é vendido. A Anvisa alerta que medicamentos só devem ser adquiridos em estabelecimentos farmacêuticos, farmácias ou drogarias. A venda em lojas de comércio eletrônico — salvo os portais das próprias farmácias — não é permitida.
O terceiro ponto é o preço. Valores muito abaixo do cobrado em farmácias são motivo de desconfiança. No Brasil, os preços dos medicamentos seguem a tabela da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
O quarto ponto importante é ter a noção de como é a caneta do Ozempic e do Mounjaro e a caixa original. O paciente não deve adquirir medicamento com a embalagem visivelmente alterada, com instruções em idioma estrangeiro, com aparência diferente da registrada e com informações incorretas sobre o produto.
“Algumas das canetas falsificadas apareceram nas redes sociais, e são um pouco diferentes. Ter a noção de como é a caneta original é importante. Entender que tem que vir dentro de uma caixa que deve ser refrigerada. Tudo isso é uma forma de minimizar a chance de compra do Ozempic falsificado”, pontua Hohl.
Cápsulas, fitas e chips são falsos
A Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, alerta para a venda da semaglutida em outras apresentações. A empresa informa que o princípio ativo não foi desenvolvido, em nenhum lugar do mundo, para uso em formato injetável em frascos, em cápsulas orais, pellets absorvíveis, fitas ou chips, como tem sido divulgado em sites de venda irregular.
“A Novo Nordisk desconhece a origem das matérias-primas e a forma de fabricação desses produtos. Ademais, a companhia é detentora da patente do princípio ativo semaglutida, de forma exclusiva, até pelo menos o ano de 2026. Assim, a empresa não fornece ou autoriza o fornecimento de semaglutida a nenhuma farmácia de manipulação ou outra fabricante”, informou em comunicado ao Metrópoles.
Exames e consultas estarão disponíveis de forma gratuita no ambulatório da Policlínica do bairro George Américo neste domingo (15). A Feira de Saúde, prevista para iniciar às 8h e seguir até 12h, é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde.
Durante toda a manhã, a comunidade poderá ter acesso a consultas com cardiologista e nutricionista – essas mediante agendamento prévio através do aplicativo Feira Conectada.
Por demanda espontânea – ordem de chegada – serão oferecidos exames de eletrocardiograma, laboratoriais, aferição de pressão arterial e glicemia, testes rápidos para detecção de sífilis, hepatite e HIV, palestra com dentista e orientações com assistente social.
Para ser atendido, é necessário apresentar documento de identidade e cartão SUS (Sistema Único de Saúde). Entretanto, crianças e adolescentes serão assistidos somente com a presença dos pais ou responsável legal.
O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) intensificou suas ações em apoio ao Setembro Amarelo, campanha dedicada à valorização da vida e à prevenção ao suicídio, com uma série de atividades promovidas pelo Serviço Integrado de Atenção à Saúde do Trabalhador (SIAST) e pelo Núcleo de Acolhimento à Família (NAF). As ações incluíram abraços solidários, aromaterapia, massoterapia, ginástica laboral, biodança, rodas de conversa e a “Escola das Emoções”, proporcionando momentos de acolhimento e cuidado para servidores, pacientes e acompanhantes.
Na recepção do hospital, a “Barraca do Abraço” deu início à programação, oferecendo abraços para todos, promovendo segurança emocional e conforto. Equipes do SIAST também percorreram os setores do hospital, com serviços de ginástica laboral e encontros com psicólogos do trabalho, incentivando reflexões sobre saúde emocional. Na área verde, servidores participaram de sessões de biodança, técnica que utiliza movimentos para relaxamento e estimulação da criatividade.
A coordenadora do SIAST, Ivani Almeida, destacou a importância dessas ações contínuas: “Embora o Dia Mundial de Valorização da Vida seja celebrado em 10 de setembro, essas iniciativas são permanentes no HGCA. Nosso objetivo é oferecer suporte para que todos saibam que a vida é sempre a melhor escolha. A correria do dia a dia muitas vezes impede o cuidado necessário, e aqui criamos um espaço seguro para essa atenção.”
Complementando as ações do SIAST, o Núcleo de Acolhimento à Família (NAF) também desempenhou um papel fundamental durante o Setembro Amarelo, com a organização de “Salas de Espera” diárias na recepção da emergência. Sob a supervisão de Ailla Leite e coordenação de Rosângela Adorno, as assistentes sociais do NAF promoveram palestras curtas e interativas, estimulando a troca de experiências e o fortalecimento dos vínculos entre pacientes, familiares e profissionais de saúde.
Essas “Salas de Espera” foram um espaço de promoção da educação em saúde, com foco na construção coletiva de saberes, onde foram abordados temas emocionais, culturais e educativos. As palestras buscaram engajar o público-alvo – pacientes, familiares e acompanhantes – em um diálogo aberto sobre saúde mental, oferecendo acolhimento e apoio durante o período de espera.
Com o objetivo de promover a acessibilidade e inclusão no atendimento a pacientes com dificuldades de comunicação verbal, o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, passou a utilizar pranchas de comunicação alternativa em todos os seus setores. O recurso, disponibilizado pelo serviço de Psicologia, visa auxiliar a equipe multidisciplinar no atendimento humanizado e eficiente.
As pranchas de comunicação alternativa são ferramentas que combinam ilustrações, símbolos e palavras escritas, representando objetos, cores, números, letras do alfabeto, expressões e ações. “Essas pranchas facilitam a comunicação entre a equipe de saúde e o paciente que não consegue expressar o que sente ou precisa no momento”, explica a coordenadora do serviço de Psicologia, Débora Valois.
Para garantir o uso eficaz das pranchas, foram realizadas rodas de conversa com os profissionais do hospital. As orientações oferecidas têm como foco instrumentalizar a equipe para utilizar corretamente o material, promovendo uma comunicação mais acessível e assertiva com os pacientes internados, especialmente aqueles com limitações verbais.
Segundo Débora Valois,com a adoção dessa ferramenta, o HGCA busca promover equidade no atendimento e garantir que cada paciente receba um cuidado humanizado e eficaz, respeitando suas limitações e necessidades individuais. “A iniciativa reforça o compromisso do HGCA com a inclusão e o acolhimento no ambiente hospitalar. O uso das pranchas de comunicação alternativa assegura que todos os pacientes tenham suas necessidades compreendidas, independentemente de suas dificuldades de comunicação verbal”, destaca.