Conforme a pesquisadora Tatiana Sampaio, utilização do medicamento experimental sem aval regulatório cria obstáculos à análise científica
Dra. Tatiana Coelho de Sampaio, pesquisadora responsável pelo desenvolvimento da polilaminina | Foto: Artur Moês/UFRJ
A liberação do uso compassivo da polilaminina por meio de decisões judiciais tem prejudicado o avanço das pesquisas, conforme afirmou a pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e responsável pelo desenvolvimento da molécula, Tatiana Sampaio.
O composto, que busca restaurar conexões nervosas em pacientes com lesões graves na medula, ainda não tem registro e nem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso amplo.
Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, nesta segunda-feira, 23, Tatiana destacou que a judicialização antecipa a utilização do medicamento experimental sem o aval regulatório. Assim, cria obstáculos para o acompanhamento científico.
Segundo ela, a Anvisa tem emitido pareceres rapidamente, ainda que o prazo oficial seja de 45 dias. Contudo, o crescimento dos pedidos judiciais dificulta o controle dos casos tratados.
Uso compassivo da polilaminina e desafios no acompanhamento
Frasco de polilaminina, fabricada pelo laboratório Cristália | Foto: Divulgação/Cristália
A cientista explicou que o uso compassivo, permitido em situações específicas quando um médico solicita o acesso a medicamentos experimentais, não acelera o processo regulatório, mas amplia a quantidade de solicitações.
“Não é nada confortável você participar de toda essa organização”, afirmou Tatiana Sampaio ao Roda Viva. “Porque o que está acontecendo não é exatamente uma aceleração da resposta mesmo antes da Anvisa responder, mas um aumento de pedidos de uso compassivo, que é quando um médico pode demandar pedidos para usar uma medicação de uso experimental em um caso específico.”
Ela ressaltou que as aplicações da polilaminina são invasivas e exigem profissionais treinados. Mencionou, ainda, que pacientes que recebem o tratamento por via judicial não têm obrigação de informar à equipe de pesquisa sobre possíveis efeitos adversos ou eventuais melhoras. Isso, segundo ela, cria um acompanhamento precário e dificulta a obtenção de dados essenciais.
“Imagina se houver um efeito adverso e a pessoa não relatar…”, ponderou a pesquisadora. “Se houver uma melhora inesperada ou alguma coisa que a gente nunca imaginou… Também nunca vamos saber. Ficam fora da pesquisa.”
Ela relatou que, dos 55 pedidos judiciais ocorridos até o momento, 30 receberam aval para uso da substância. Apesar disso, conforme Tatiana, o acompanhamento dos pacientes é limitado e chega a depender de informações da imprensa.
A Secretaria Municipal de Saúde vai intensificar, a partir de março, as ações de vacinação na zona rural do município. A estratégia prevê a atuação de equipes itinerantes que irão percorrer povoados dos oito distritos de Feira de Santana em datas estabelecidas, garantindo o acesso da população às vacinas de rotina.
A mobilização tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal e facilitar o acesso aos serviços de saúde para moradores de localidades mais distantes da sede do município. Em cada data, as equipes estarão nos povoados dos respectivos distritos, sempre no horário das 8h às 16h.
De acordo com o cronograma, as ações acontecem da seguinte forma:
03 de março – (Distrito de Jaguara) – Sete Portas, Barra e Curaca. 05 de março – (Distrito de Ipuaçu) – Fazenda Mergulho, Amarela, Fluminense e Vila São José. 10 de março – (Jaiba) – São Roque, São Domingos e Fazenda Pau Comprido. 10 de março – (Distrito de Bonfim de Feira) – Gameleira e Caboronga. 11 de março – (Distrito de Humildes) -Fazenda Campestre, Conjunto Planolar, Fazenda Escoval e Escola Cândido Vitoriano de Cerqueira. 12 de março – (Distrito de Tiquaruçu) – Praça do Socorro, Calandro, Tanque Grande, Fazenda Bandeira e Praça da Caatinga. 17 de março – (Distrito de São José) – Bar de Jorge de Lourinho, Associação do Ovo da Ema e Associação Nossa Senhora da Paz. 18 de março – (Distrito da Matinha) – Alto do Tanque, Olhos D’Agua, Moita da Onça e Baixão. A referência técnica em Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Vanessa Cajuí, reforça a importância da iniciativa.
“A vacinação itinerante é fundamental para alcançar a população da zona rural, garantindo que crianças, adolescentes, adultos e idosos mantenham o esquema vacinal atualizado. Nossas equipes estarão nos povoados, no dia programado, para assegurar esse cuidado essencial com a saúde”, destacou.
A orientação é que os moradores levem documento de identificação e o cartão de vacinação para atualização das doses necessárias.
Dados do Vigimed reúnem relatos entre 2018 e 2025 e não comprovam relação causal com os medicamentos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária informou ter recebido 65 notificações de mortes suspeitas associadas ao uso de medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras entre 1º de dezembro de 2018 e 7 de dezembro de 2025. No mesmo período, o sistema Vigimed registrou 2.436 notificações de eventos adversos relacionados aos princípios ativos semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida.
Segundo a agência, uma notificação pode incluir mais de um evento adverso e mais de um desfecho, e o registro não significa que o medicamento tenha causado a morte. A confirmação de relação causal depende de avaliação clínica e científica detalhada, considerando condições de saúde do paciente, uso de outros medicamentos e regularidade do produto.
Os medicamentos citados são indicados para diabetes tipo 2 e, em algumas formulações, para obesidade, incluindo marcas como Mounjaro, Rybelsus, Ozempic, Xultophy, Saxenda, Victoza, Trulicity e Wegovy. A Anvisa afirmou que não é possível identificar se as notificações envolvem produtos registrados no país, manipulados ou importados sem registro.
Ao g1, as fabricantes Novo Nordisk e Eli Lilly informaram que os medicamentos seguem padrões internacionais de segurança e que riscos como pancreatite constam em bula. As empresas destacaram que a avaliação deve ser individualizada e feita pelo médico assistente.
A grande procura pelo 1º Mutirão de Pediatria de 2026 superou as expectativas, e todas as 300 vagas ofertadas foram preenchidas já no primeiro dia de marcação. O mutirão será realizado neste sábado, 21 de fevereiro, com atendimentos nas especialidades de neuropediatria, pediatria clínica, gastroenterologia e pneumologia pediátrica.
Devido à alta demanda, não haverá marcações nesta sexta-feira (20), como estava previsto inicialmente. Promovido pela Fundação Hospitalar de Feira de Santana, o 1º Mutirão de Pediatria reafirma o compromisso com a saúde infantil em 2026, garantindo atendimento especializado a 300 crianças em Feira de Santana, além de atividades recreativas voltadas ao público infantil.
De acordo com a diretora-presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas, centenas de pessoas compareceram à unidade de saúde nas primeiras horas do dia, e a organização da equipe do Ambulatório de Pediatria do Hospital da Mulher foi fundamental para agilizar as marcações.
“Estaremos realizando neste sábado o primeiro mutirão de pediatria de 2026, com várias especialidades importantes para garantir saúde e bem-estar às crianças do município. A demanda é muito grande, principalmente para neuropediatria, que exige acompanhamento médico constante. Somente para essa especialidade, teremos quatro consultórios em funcionamento, atendendo pacientes com indicação médica da rede municipal de saúde”, destacou.
Gilberte Lucas também afirmou que novas datas serão viabilizadas para ampliar a assistência à população infantil.
“A procura por neuropediatria é muito grande. Preocupados com a demanda reprimida, já estamos planejando uma nova data para outro mutirão no Ambulatório de Pediatria”, salientou.
Para garantir organização e agilidade no atendimento, o coordenador da recepção do Ambulatório de Pediatria, Wallisson Borges Miranda, distribuiu senhas e organizou a entrada de dez pacientes por vez.
“Estamos realizando as marcações com tranquilidade, orientando os pacientes e solicitando a guia médica para neuropediatria. As demais especialidades estão sendo marcadas imediatamente”, afirmou.
A grande expectativa pelo atendimento
A satisfação era visível no rosto de quem conseguiu garantir uma vaga. Marilza Souza Santos, moradora do bairro Aviário, saiu aliviada após a marcação.
“Consegui marcar pediatra para meu filho de nove anos. Vou solicitar a guia no posto de saúde para marcar o neurologista para o menor de três anos. Estou satisfeita”, disse a doméstica.
Com a senha de número 89, Elisângela Pereira Coutinho, moradora do bairro George Américo, aguardava na fila com esperança. Ela relatou que espera há um ano na regulação para a cirurgia de fimose do filho de nove anos.
“Essa é uma grande oportunidade. Por mim, espero o dia inteiro, com alegria, porque vou sair daqui com a consulta do meu filho marcada para o cirurgião pediatra”, afirmou.
Jeane dos Santos Dias, sorridente na fila, comemorava após conseguir atendimento para os netos. “Consegui marcar consultas com pediatra para dois netos, um de três e outro de seis anos. Sábado será um dia ótimo. Estarei aqui cedinho para serem atendidos”, disse.
Já Jacilene Gonçalves, moradora do Conjunto José Ronaldo, emocionou-se ao conseguir vaga para neuropediatria.
“Já peguei a senha, estou com a guia em mãos. Há mais de três meses tentando vaga para neuropediatra e agora consegui. Estou chorando de alegria. Meu filho Kaleb vai receber a assistência que ele merece”, desabafou.
O 1º Mutirão de Pediatria consolida-se como uma importante estratégia para reduzir a demanda reprimida e ampliar o acesso à saúde especializada para as crianças do município.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça o chamado aos pais e responsáveis para que garantam a imunização de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos contra a dengue. A vacinação é uma das principais estratégias para reduzir casos graves, internações e mortes provocadas pela doença.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Para assegurar a proteção máxima, é fundamental completar o ciclo vacinal.
Em Feira de Santana, a rede municipal possui 103 salas de imunização distribuídas nas unidades de saúde situadas tanto na sede quanto na zona rural, o que garante o acesso à população. Para vacinar, o pai ou responsável deve apresentar a caderneta de imunização da criança ou adolescente e o documento (RG ou CPF)
O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, que também é médico, destaca a importância da vacinação como instrumento de proteção coletiva. “A dengue ainda mata em nosso país. A vacina é fundamental para reduzir drasticamente os casos graves, as hospitalizações e, principalmente, os óbitos. É essencial que os pais levem seus filhos para tomar as duas doses e garantam a proteção completa”, ressalta.
ATUAÇÃO DOS AGENTES
De acordo com o gestor da pasta, o município mantém ações permanentes de prevenção por meio dos agentes de combate às endemias, que atuam diariamente em visitas domiciliares, orientação à população e eliminação de focos do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti.
Somado a esse trabalho, a Prefeitura desenvolve o projeto Feira Contra a Dengue, que utiliza a tecnologia como aliada no enfrentamento ao mosquito, ampliando o monitoramento e fortalecendo as estratégias de combate ao vetor.
“A vacinação, associada às medidas de controle do mosquito e à participação da comunidade na eliminação de criadouros, é o caminho mais eficaz para proteger vidas e para que possamos manter os indicadores de controle no município”, pontuou Rodrigo Matos.
Ainda é muito comum na sociedade brasileira ver as famílias minimizando as dores e sentimentos de uma criança. Um exemplo clássico disso é quando uma criança é questionada porque está chorando por besteira e quando é verbalizado para ela, que ela tem que engolir o choro.
As crianças que cresceram na desordem familiar e que foram exigidas a tomar atitudes adultas de forma prematura, crescem sem entender as suas emoções e achando que podem lidar com tudo sozinha, para não atrapalhar ninguém.
Hoje é muito comum vermos muitos adultos achando que precisam dar conta de tudo sozinhos. O indivíduo vive num processo de autocobrança, e dentro desse processo não se permite ser acolhido por ninguém e muitas vezes adoece.
De acordo com a psicóloga Bianca Reis: “quando a sua criança interior está ferida é comum o adulto entrar num processo de autocobrança, muito desafiador, adoecedor e sem conseguir impor limites a si mesmo”.
A criança interior nada mais é, que uma parte do nosso inconsciente, onde estão algumas experiências e comportamentos da nossa infância, além das emoções que foram reprimidas. A autocobrança, por sua vez, é a pressão que um indivíduo coloca sobre ele mesmo, na busca de atingir determinadas metas e objetivos de forma perfeita e conforme as expectativas que ele mesmo estabelece.
O adulto que vive nesse processo de autocobrança, não se permite errar, ser acolhido, chorar, fraquejar, quer sempre estar em evidência de uma figura forte, que não precisa de acolhimento ou ajuda de ninguém. Esse adulto transborda a figura de sua criança interior, que na infância precisou ter atitudes e obrigações adultas de maneira prematura, e se desenvolveu acreditando que é sua obrigação organizar a instabilidade do ambiente em que vive.
Ainda segundo a psicóloga Bianca Reis, “muitas vezes, a porta de entrada para uma autocobrança tão exacerbada na fase adulta, começa justamente na infância, quando não é ensinado para a criança de maneira firme, porém afetuosa o que é certo e errado, e sobre suas emoções e as emoções dos outros. Quando a criança não é acolhida, e suas dores e sentimentos além de não serem respeitados, são minimizados”.
Especialistas reforçam vigilância global e destacam impacto do vírus no sistema nervoso central
O aumento recente de casos do vírus Nipah no estado de Bengala Ocidental, na Índia, reacende a atenção de autoridades de saúde em todo o mundo. Embora o vírus ainda não tenha sido detectado no Brasil e o risco de introdução ao país seja considerado baixo, o agente viral continua sob monitoramento rigoroso, em especial por sua capacidade de atingir o sistema nervoso central e provocar condições neurológicas graves.
O Nipah é um vírus zoonótico identificado pela primeira vez em 1998 na Malásia e classificado como um dos patógenos prioritários pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele é transmitido principalmente por morcegos frugívoros do gênero Pteropus e pode provocar uma doença sistêmica com quadros respiratórios e inflamação aguda do cérebro (encefalite), que pode evoluir para convulsões, coma e morte em uma proporção significativa de casos.
No cenário brasileiro, o Ministério da Saúde informa que, apesar da gravidade potencial da doença, não há qualquer indicação de risco iminente para a população. O país mantém vigilância epidemiológica contínua e protocolos de resposta a agentes altamente patogênicos em colaboração com instituições como o Instituto Evandro Chagas, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Risco considerado baixo, mas vigilância ativa permanece
Segundo avaliação da OMS e do Ministério da Saúde do Brasil, o risco de uma pandemia desencadeada pelo vírus Nipah é considerado baixo no momento, especialmente porque até o momento não foram confirmados casos fora do Sudeste Asiático. Além disso, a principal espécie de morcego que atua como reservatório natural do vírus não habita o território brasileiro, reduzindo a probabilidade de transmissão local.
Em nota divulgada recentemente, a pasta enfatizou: “Diante do cenário atual, não há qualquer indicação de risco para a população brasileira. As autoridades de saúde seguem em monitoramento contínuo, em alinhamento com organismos internacionais.”
Especialistas alertam para atenção global
Para a neurocirurgiã Dra. Camila Moura , o fato de o vírus Nipah provocar inflamação severa no cérebro representa um aspecto que merece atenção, mesmo em um cenário sem casos no Brasil:
“Embora não tenhamos registro de Nipah aqui, é fundamental que a comunidade médica e os serviços de saúde estejam preparados para reconhecer precocemente sinais neurológicos graves associados a vírus emergentes. A encefalite causada pelo Nipah pode evoluir rapidamente para convulsões e comprometimento neurológico severo. Isso é um alerta para que nossos protocolos clínicos considerem agentes raros, mas potencialmente devastadores”, afirma Dra. Camila.
A neurocirurgiã ressalta ainda a importância de integrar o monitoramento clínico com as equipes de infectologia e vigilância epidemiológica:
“O impacto de um agente neurotropo não se restringe à fase aguda da doença. As complicações neurológicas podem deixar sequelas duradouras, que exigem abordagem multidisciplinar e planejamento de longo prazo em serviços de saúde”, acrescenta.
Conectividade global e preparação clínica
Países monitoram o Nipah há anos, sobretudo em regiões onde as condições ecológicas favorecem a interação entre humanos e os reservatórios animais. A transmissão entre pessoas pode, em certos contextos, ocorrer por meio de contato direto ou exposições em ambientes de cuidados de saúde, o que torna essencial que medidas de prevenção e proteção de trabalhadores de saúde sejam mantidas em níveis elevados.
No Brasil, a experiência com outras zoonoses e emergências de saúde pública reforça que a vigilância e os planos de resposta devem estar integrados com as redes de atenção clínica e serviços especializados, incluindo aqueles voltados à neurologia e neurocirurgia.
Sobre o vírus Nipah
O vírus Nipah é um henipavírus da família Paramyxoviridae e pode causar infecção com sintomas iniciais semelhantes aos de uma gripe forte, como febre alta, dor de cabeça e dores musculares, mas que podem evoluir rapidamente para alterações neurológicas graves. A ausência de vacina e tratamentos específicos torna a detecção precoce e o manejo clínico de suporte ainda mais cruciais. 
Contato para imprensa: Assessoria de Comunicação – Viver Mais Comunicação
Casos ainda são considerados suspeitos e envolvem medicamentos de grande circulação
Caneta emagrecedora Foto: Reprodução / YouTube / BBC News Brasil
O Brasil investiga seis mortes por pancreatite que podem estar associadas ao uso de canetas emagrecedoras, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os casos ainda são considerados suspeitos e envolvem medicamentos de grande circulação, como Ozempic, Mounjaro e Saxenda.
Um levantamento da autarquia, divulgado pelo site G1, aponta também mais de 200 casos de problemas relacionados ao pâncreas em usuários desses produtos. A apuração ainda está em andamento e a confirmação de eventual relação entre os remédios e as mortes pode levar anos.
A Anvisa alerta que as notificações mencionam os nomes comerciais, mas os casos podem estar relacionados a produtos falsificados, já que há registros de canetas falsificadas sendo vendidas como se fossem produtos oficiais. A pancreatite é uma inflamação do pâncreas que pode evoluir para quadros graves e fatais se não tratada adequadamente.
As farmacêuticas responsáveis pelos produtos oficiais afirmam que o risco de pancreatite já consta nas bulas. A Novo Nordisk, fabricante de Ozempic e Saxenda, destacou que há advertência para efeitos no pâncreas e orientação para interrupção do tratamento diante de suspeita da doença. A Eli Lilly, responsável pelo Mounjaro, também afirmou que a pancreatite é descrita como reação adversa incomum.
Autoridades sanitárias e especialistas ressaltam que, até o momento, não há recomendação para suspender o uso desses medicamentos. O que se reforça é a necessidade de prescrição adequada e acompanhamento médico contínuo. Outro ponto destacado é que ainda não é possível afirmar se os casos foram provocados pelas canetas ou por fatores pré-existentes.
O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, foi eleito nesta quinta-feira (5) como coordenador adjunto da Comissão Intergestores Regional (CIR) da região de Feira de Santana, instância estratégica de pactuação e organização do Sistema Único de Saúde (SUS) no território.
A CIR da região de Feira é composta por 28 municípios e reúne gestores municipais e representantes do Estado para definir fluxos assistenciais, prioridades regionais e estratégias conjuntas para o fortalecimento da rede de saúde.
Neste ano, conforme a dinâmica de alternância da CIR, a coordenação é indicada pelo Estado, enquanto a coordenação adjunta é escolhida pelos municípios que integram a comissão. A eleição ocorreu de forma tranquila e por unanimidade entre os gestores presentes, refletindo o consenso e a confiança no trabalho desenvolvido.
O resultado reforça uma trajetória recente de protagonismo regional. Em 2025, o titular da Saúde, Rodrigo Matos, já havia sido eleito coordenador da CIR, quando a coordenação estava sob responsabilidade dos municípios e a coordenação adjunta cabia ao Estado.
A eleição consolida o papel de liderança solidária de Feira de Santana na organização da saúde regional, ampliando a responsabilidade do município na articulação entre os 28 entes que compõem a CIR e no fortalecimento das políticas públicas de saúde em toda a região.
Para a Saúde de Feira, esse reconhecimento expressa a confiança dos municípios no diálogo técnico, na capacidade de coordenação e no compromisso com uma gestão regional integrada, baseada em cooperação, planejamento e fortalecimento do SUS.
Método, ainda sem estudos de longo prazo, utiliza o AlloClae, produto desenvolvido pela Tiger Aesthetics Imagem: Emmy Park
Uma tendência estética incomum ganha espaço nos Estados Unidos: mulheres recorrem à gordura retirada de mortos para aumentar glúteos, seios e quadris.
O procedimento é apresentado por clínicas como uma alternativa menos invasiva às cirurgias tradicionais. O método utiliza o AlloClae, produto desenvolvido pela Tiger Aesthetics, feito a partir de gordura humana doada para a ciência, processada, esterilizada e transformada em um preenchimento injetável.
Uma mulher de 34 anos, moradora de Manhattan, revelou ter passado pelo procedimento. Ela contou ao New York Post que gastou cerca de US$ 45 mil (aproximadamente R$ 235 mil) para aplicar a substância nos quadris, nas nádegas e para corrigir uma lipoaspiração mal-sucedida. “Pode soar chocante no começo. Mas quando você olha de forma científica, tecidos de doadores cadáveres são usados na medicina há décadas.”
Ela também defendeu o método do ponto de vista ético. “É altamente regulamentado e de origem ética. É como se estivéssemos reciclando.”
Não é ligado à doação de órgãos
O procedimento não está relacionado à opção de doação de órgãos. “Se você está preocupado que marcar a opção de doador [na carteira de motorista ou em outros documentos] possa significar acabar no traseiro de outra pessoa após a morte, não é tão simples assim”, descreveu o jornal New York Post.
A gordura utilizada pode vir de doações de corpo inteiro. Em Nova York, especificamente, elas são administradas pela Associated Medical Schools of New York. Esse tipo de doação exige um cadastro específico e separado, sem limitações genéricas.
Os doadores precisam ter mais de 18 anos, não apresentar doenças transmissíveis e atender a critérios médicos rigorosos de triagem. O procedimento descrito pelo New York Post foi realizado pelo cirurgião plástico Darren Smith, presidente da Sociedade Regional de Cirurgia Plástica de Nova York. Segundo ele, o material funciona como um “enxerto de gordura pronto para uso”.
“É um recurso enorme para pacientes que são magros, em boa forma e não têm gordura suficiente do próprio corpo”, afirmou Smith. Ele também destacou a utilidade do produto em correções de cirurgias anteriores. “A última coisa que esses pacientes querem é passar por mais uma lipoaspiração para corrigir irregularidades.”
Paciente optou pelo procedimento com a AlloClae em outubro de 2025 Imagem: Darren Smith
Conveniência impulsiona a procura
O AlloClae também tem sido adotado por executivos e profissionais do mercado financeiro. O cirurgião plástico Sachin Shridharani disse ao site Business Insider que já realizou mais de 50 procedimentos com o produto. “As pessoas pagam pela conveniência. É sobre não ter tempo de recuperação, não precisar de procedimentos mais agressivos e não usar anestesia.”
Segundo ele, há pacientes que realizam o procedimento e retornam ao trabalho no mesmo dia. Em um dos casos relatados pelo site, uma executiva passou pela aplicação enquanto participava de uma reunião de trabalho. “Menos de duas horas depois, ela se levantou, conferiu o resultado e foi direto para o escritório.”
Preço alto e demanda acima da oferta
Os valores dos procedimentos com AlloClae variam entre US$ 10 mil (cerca de R$ 52 mil) e US$ 100 mil (aproximadamente R$ 520 mil), dependendo da quantidade de gordura aplicada e da área tratada. Mesmo com o custo elevado, a procura tem superado a oferta, segundo o relato de profissionais.
Médicos disseram ao Business Insider que há escassez do material e filas de espera em clínicas de Nova York e da Califórnia.
Especialistas dizem que o produto é “menos macabro do que parece”. Bob Basu, presidente da American Society of Plastic Surgeons (Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos), afirma que o material costuma ser mais bem aceito à medida que os pacientes entendem como o tecido é processado e regulamentado antes de chegar ao consultório.
Os resultados iniciais do uso do AlloClae são considerados promissores, mas ainda não existem estudos de acompanhamento de longo prazo, como análises após três ou cinco anos. Os procedimentos realizados até agora se concentram em ajustes discretos.