O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, disse que o governo Lula vai contratar serviços para impulsionar as redes sociais do governo.
De acordo com Pimenta, o edital para o Executivo ter “ter uma política digital” será publicado em breve.
“Não existe na Secom um contrato de publicidade e de produção de conteúdo digital”, observou, em entrevista ao jornal O Globo, no domingo 17. “Qualquer empresa, governo estadual ou prefeitura tem.”
À esquerda, o ministro da Secom, Paulo Pimenta, junto a Lula | Foto: Reprodução/Internet
Objetivo do governo Lula com as redes sociais
Conforme o ministro da Secom, o objetivo do governo é utilizar “de forma racional e objetiva” as tecnologias disponíveis nas tecnologias digitais, que permitem atingir públicos específicos.
“Hoje, nós não fazemos impulsionamento institucional, não temos uma política nesse sentido”, afirmou. “Só existe uma política publicitária. Não tem na área digital.”
A fala de Pimenta ocorre em meio aos preparativos dos partidos para as eleições municipais do ano que vem. O PT teme perder prefeituras ao longo do Brasil.
Em uma live, o presidente Lula orientou a militância a não brigar entre si e resolver qualquer desavença “tomando uma cerveja”. “Eu, sinceramente, acho que nessa eleição vai acontecer um fenômeno, vai ser outra vez Lula e Bolsonaro disputando essas eleições no município”, disse. “E vocês sabem que não pode aceitar provocação, não pode ficar com medo, não pode ficar com vergonha, não pode ficar com o rabo no meio das pernas.”
Além de ter invadido as redes sociais da primeira-dama, Janja, o adolescente de 17 anos, suspeito de ter sido ou autor do ato, disse à Polícia Federal (PF) que acessou também os e-mails dela. As informações são do jornal O Globo.
De acordo com o jornal, em depoimento na última semana, o jovem afirmou ter encontrado os dados de Janja. E invadiu os perfis, sem, no entanto, segundo ele, ter um objetivo específico
A invasão às contas de Janja ocorreu em várias frentes, segundo o acusado.
Ele afirmou que acessou a conta de Janja no LinkedIn (rede social direcionada a perfis profissionais), mas não fez nenhuma alteração.
O jovem também disse que olhou o e-mail da primeira-dama, mas não chegou a analisar as conversas.
Por fim, ele garantiu que não salvou o conteúdo dos e-mails ou das conversas de Janja nos perfis invadidos.
Condição de informante
Jovem disse ter encontrados dados da atual primeira-dama | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O adolescente acrescentou que tinha a intenção inicial de aproveitar a oportunidade para fazer postagens no perfil de Janja na rede social Twitter/X.
Ele disse ter se arrependido porque não imaginava que a ação geraria tamanha repercussão.
Em razão da idade, o jovem foi ouvido pela PF na condição de informante.
Mesmo sem servir de prova isolada, o depoimento será levado em conta no conjunto geral da investigação, informou o O Globo.
Ao lado de outras provas, poderá até corroborar linhas de investigação que os policiais estavam construindo com as informações apresentadas.
“Não desejo o mal para ele, mas não tem saída”. A declaração é de Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), a respeito da cassação do senador do Paraná Sergio Moro (União Brasil). Ao blog da jornalista Andreia Sadi, no g1, Valdemar afirmou não ter dúvidas da cassação de Moro. O ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro é investigado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) por abuso de poder econômico nas eleições de 2022.
A acusação no TRE-PR é protocolada pelo próprio Partido Liberal e pela Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV). Os partidos alegam que Moro teria causado um desequilíbrio eleitoral com gastos excessivos de pré-campanha. Em parecer protocolado na noite da última quinta-feira, 14, a Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná (PRE) se manifestou pela procedência dos pedidos formulados nas ações.
Gastos de Moro excederam o razoável
De acordo com os requerentes, as irregularidades começaram quando Sergio Moro ainda era pré-candidato à presidência da República. A candidatura do ex-ministro à presidência foi descartada em maio de 2022. Para se candidatar ao Legislativo, Moro saiu do Podemos rumo ao União Brasil. Apenas os gastos na pré-campanha ao Senado alcançaram a marca de R$ 2 milhões.
O parecer assinado pelos procuradores eleitorais Marcelo Godoy e Eloísa Helena Machado sustenta que esse volume de gastos excede o limite razoável. De acordo com a acusação, em todo o processo de campanha, Moro teria gasto R$ 7 milhões, quando o teto permitido pela lei seria de R$ 4,4 milhões.
“O que torna a pré-campanha dos investigados abusiva, in casu, é o investimento vultoso de recursos financeiros realizado para a promoção pessoal, gerando grande visibilidade da pré-campanha, em detrimento dos demais candidatos ao Senado do Paraná”, diz o documento.
O parecer lista despesas com viagens, coletivas de imprensa, assessoria de comunicação, serviços de advocacia e locação de veículos, entre outros. O uso “excessivo” desses recursos, segundo os procuradores, comprometeu a “lisura” e a “legitimidade” da eleição.
Michelle é cotada, mas não quer ser candidata
Ao blog da Andreia Sadi, Valdemar afirmou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), cotada para a vaga ao senado que eventualmente seria aberta pela cassação de Moro, não tem interesse em disputar uma iminente eleição suplementar. O domicílio eleitoral de Michelle, atualmente, está sitiado no Distrito Federal. “Haveria tempo para transferir, mas ela não quer”, disse Costa Neto ao blog da jornalista.
A ex-primeira dama, Michele Bolsonaro, não tem interesse em mudar o domicílio eleitoral para o Paraná para disputar a vaga de Moro, segundo Valdemar Foto: Douglas Magno/AFP
Michelle Bolsonaro é a mais cotada no PL, partido de Valdemar, para a disputa ao senado. O PT, o outro requerente da ação que pede a cassação do ex-ministro, também está interessado na vaga. A Coluna do Estadão apurou que os deputados federais do PT Zeca Dirceu e Gleisi Hoffmann pretendem disputar a possível vaga, além do ex-líder do governo Bolsonaro na Câmara Ricardo Barros (PP).
No PL, além de Michelle, o ex-deputado Paulo Martins também é cotado para uma possível eleição suplementar. Martins ficou em segundo lugar na disputa pelo Senado, perdendo para o ex-juiz por 250 mil votos. O caso de Moro pode ser julgado pelo TRE-PR já em janeiro do ano que vem.
Cerimônia está prevista para acontecer às 10h, na sede da PGR, em Brasília (DF)
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
O novo procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, toma posse nesta segunda-feira (18). Indicado pelo presidente Lula (PT) para ocupar o posto, o nome de Gonet foi aprovado em sabatina, no Senado realizada na última semana. A cerimônia está prevista para acontecer às 10h, na sede da PGR, em Brasília (DF).
O mandato do PGR tem duração de dois anos, com possibilidade de prorrogação. Dentre as suas atribuições, o novo PGR terá a responsabilidade de fiscalizar a execução e o cumprimento da lei em todos os processos.
Na PGR, Gonet ocupará a cadeira deixada por Augusto Aras, em setembro, após quatro anos à frente do cargo.
A coluna Painel da Folha de S. Paulo informa nesta segunda-feira, 18, que os integrantes do STF têm demonstrado incômodo com o presidente Lula pela sua demora em escolher o próximo ministro da Justiça. Flávio Dino deixará a pasta após ter sua indicação aprovada pelo Senado na semana passada. Ao todo, 47 senadores referendaram a escolha do presidente da República.
“Segundo um integrante da corte, a permanência de Flávio Dino à frente da pasta, mesmo após sua aprovação para o Supremo pelo Senado, é uma situação desconfortável”, informa o jornal paulista.
“O ideal, na avaliação de um ministro, é que a nomeação de seu sucessor por Lula ocorra no máximo no começo de janeiro, para não deixar uma situação de vácuo durante muito tempo”, complementa o jornal.
O nome do ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski é apontado como um dos favoritos; outro que ganha força é o presidente do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio Carvalho.
Dino deve tomar posse no STF em 22 de fevereiro, após o recesso do Poder Judiciário.
A posse de Dino também terá reflexo no Senado. O mandato de Dino no Senado será assumido definitivamente pela sua suplente, Ana Paula Lobato (PSB). Ela já vinha no cargo desde o começo deste ano, quando Dino assumiu o Ministério da Justiça.
Lobato é formada em enfermagem, tem 39 anos, sendo a mais jovem senadora desta legislatura. A suplente de Dino é casada com o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, o deputado estadual Othelino Neto (PCdoB-MA).
O resultado no STF refletiu uma intensa campanha realizada por ministros do STF, advogados e integrantes da Esplanada dos Ministérios. Dino foi indicado após sugestões dos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Tanto Moraes quanto Mendes ligaram para senadores ao longo das duas últimas semanas pedindo votos ao ex-governador do Maranhão.
Ministros como Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Rui Costa (Casa Civil) também participaram da campanha. Outro personagem que pediu votos pessoalmente foi o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.
É o que indica o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL)
Com proximidade do recesso, Congresso deve colocar temas sobre o Orçamento em pauta nos próximos dias | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), anunciou nesta sexta-feira, 15, que as pautas econômicas fundamentais para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem votadas na próxima semana. O Orçamento para o próximo ano deverá ter vez.
Lira indicou que de 18 a 22 de dezembro deve haver duas sessões conjuntas do Congresso Nacional. Na próxima terça-feira, 19, os parlamentares poderão analisar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Na sessão subsequente, a Lei Orçamentária Anual (LOA) terá vez.
O presidente da Câmara enfatizou que a próxima semana será repleta de atividades e projetos cruciais para “terminarmos o ano bem”.
Na última quinta-feira, 14, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado Federal, também confirmou a possibilidade da realização da sessão conjunta para apreciação da LOA, da LDO, de vetos presidenciais e dos projetos de leis adiados na última sessão.
Com o recesso parlamentar a partir de 23 de dezembro, a agenda legislativa fica apertada para a apreciação de projetos essenciais para o governo Lula, especialmente aqueles relacionados a pautas econômicas voltadas ao aumento da arrecadação da União.
Orçamento: o que são a LDO e a LOA, que podem ser aprovadas pelo Legislativo?
Congresso deve analisar pautas orçamentarias importantes para o governo Lula | Foto: Reprodução/Freepik
A LDO determina o nível de equilíbrio entre as receitas e despesas do Congresso, autoriza o aumento de gastos/despesas, delimita o repasse de verbas da União para Estados, municípios e entidades privadas e indica prioridades de financiamento pelos bancos públicos, orientando a elaboração da LOA.
Já a LOA é um planejamento que indica quanto e onde gastar o dinheiro público federal no período de um ano, com base no valor total arrecadado pelos impostos. O Poder Executivo é o autor da proposta, e o Poder Legislativo precisa transformá-la em lei.
Casa Civil abriu licitação para contratar serviço de manutenção de piscinas, espelhos d’água e lagos de 4 residências da Presidência
Foto:Isac Nóbrega/PR
O governo Lula prevê gastar R$ 874 mil com a manutenção de piscinas, espelhos d’água e lagos que existem nas quatro residências oficiais da Presidência da República. A informação é da coluna de Igor Gadelha no Metrópoles.
A coluna de Gadelha aponta que o valor previsto para o serviço consta na licitação aberta pela Casa Civil nesta semana. De acordo com o certame, a manutenção deverá ser feita em 10 piscinas, espelhos d’água e lagos artificiais.
O Metrópoles acrescenta que o serviço será feito nos palácios da Alvorada, onde o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva( PT) mora; do Planalto, sede oficial da Presidência; e do Jaburu, residência oficial do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Ainda de acordo com a coluna, a manutenção será feita até mesmo em locais atualmente desocupados, como a Granja do Torto, residência de campo da Presidência que Lula não costuma frequentar. Segundo a licitação, o contrato terá duração de 12 meses e incluirá serviços de manutenção preventiva e corretiva, tratamento físico e químico da água, incluindo equipamentos, materiais e mão de obra, acrescenta o Metrópoles.
Veja a divisão dos serviços por residência:
Palácio da Alvorada: 1 piscina, 2 espelhos d´água e 1 lago;
Palácio do Planalto: 1 espelho d’água;
Palácio do Jaburu: 1 piscina normal, 1 piscina infantil e 1 espelho d’água;
O presidente da República quer convencer Marta Suplicy a voltar para o PT para ser candidata a vice-prefeita na chapa com Guilherme Boulos
Lula: passagem por São Paulo para articular alianças para os pleitos do próximo ano | Foto: Reprodução/Twitter/X
A participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na entrega de imóveis do “Minha Casa, Minha Vida” neste sábado, 16, será sua primeira agenda oficial em São Paulo desde julho, quando foi à posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.
No decorrer deste semestre, o presidente concentrou atividades em Brasília e no exterior. Enquanto isso, coube ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), estar presente com frequência no Estado que já governou. Agora, Lula retorna também com olhos na campanha eleitoral do ano que vem, o que deve fazer com que mude a postura também em 2024.
Lula deve intensificar agendas em São Paulo e em outras grandes cidades no ano que vem, quando iniciará sua peregrinação para as eleições municipais. Ele será o principal cabo eleitoral do deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP) na disputa à prefeitura da capital paulista contra o atual prefeito paulistano, Ricardo Nunes (MDB).
Lula quer unir Boulos e Marta Suplicy
Nas eleições do próximo ano, o socialista Guilherme Boulos vai ser candidato a prefeito de São Paulo; ele contará com apoio formal do PT | Foto: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados/Agência Câmara
Além do compromisso governamental, Lula quer aproveitar a viagem a São Paulo neste sábado para promover o encontro entre Boulos e Marta Suplicy (sem partido). O presidente articula para que a atual secretária de Relações Internacionais da administração de Nunes seja a candidata vice na chapa do deputado socialista. A ideia é que Marta volte para o PT, sigla que deixou em 2015 depois de criticar casos de corrupção no partido.
O petista também deve atuar na campanha eleitoral do deputado estadual Fernando Ferreira (PT-SP), que disputará a Prefeitura de São Bernardo do Campo. A cidade é o berço político de Lula, que liderou greves de metalúrgicos durante a ditadura militar.
Viagens internacionais
Lula realizou mais de dez viagens internacionais desde a sua última visita a São Paulo | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Desde a última visita a São Paulo, o petista foi a 11 países de todo o mundo. Os principais compromissos foram a cúpula dos Brics na África do Sul em agosto, quando aproveitou a ida ao continente africano para passar por Angola e São Tomé. Ele também marcou presença no G20, realizado na Índia em setembro, que foi seguido de uma viagem a Cuba para reunião do G77, grupo de países em desenvolvimento, e da Assembleia-Geral da ONU em Nova York, nos Estados Unidos. O petista também foi ao Paraguai para participar da posse do presidente Santiago Peña, em agosto.
Mais recentemente, o presidente brasileiro realizou um giro pelo Oriente Médio entre o fim de novembro e o início de dezembro. Ele passou pela Arábia Saudita e pelo Catar antes de participar da Conferência do Clima das Nações Unidas em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Na volta, foi à Alemanha, onde atuou para tentar avançar no fechamento do acordo bilateral entre o Mercosul e a União Europeia.
Câmara dos Deputados. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
A Câmara aprovou hoje, em primeiro turno, por 371 a favor e 121 contra, o texto-base da proposta de reforma tributária, uma das principais pautas da agenda econômica do governo Lula (PT), com parte dos trechos incluídos pelo Senado. Agora os deputados analisam destaques que podem alterar o texto final.
O que aconteceu
Teve uma boa margem de folga. Eram necessários ao menos 308 votos. Ainda precisa ser votado também em segundo turno para poder ser promulgada.
Esta é a segunda vez que os deputados analisam o texto. Isso porque, em votação no mês passado, senadores alteraram o conteúdo da reforma. Por isso, a Câmara teve que apreciar novamente o projeto.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi o responsável por negociar a proposta com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), um texto em comum, junto com os relatores das duas Casas.
Lira foi o principal fiador da proposta e trabalhou para votar o texto nesta semana. Para conseguir quórum, convocou sessão semipresencial com desconto no salário de quem não votasse.
Vitória do governo Lula e momento histórico.A reforma tributária é discutida há cerca de 30 anos, sem ter avançado no Congresso Nacional durante os governos anteriores. O sistema atual foi criado na década de 1960.
Reforma será concluída só em 2033. Até lá há um período de transição e de regulamentação de diversos trechos. O Executivo terá até 180 dias a partir da promulgação para enviar os projetos de lei complementar que regulamentarão a reforma.
O relator da medida na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), retirou da proposta alguns dispositivos que foram aprovados pelo Senado. O texto final votado teve acordo entre as duas Casas.
Entre as principais alterações, foi retirado do texto um dos modelos de cesta básica aprovado pelos senadores. A “cesta básica estendida” previa produtos com alíquota reduzida em 60% e com cashback obrigatório.
A proposta estabelece apenas a “cesta básica nacional” com isenção de imposto. De acordo com o texto, os produtos que compõem a cesta serão definidos em projeto de lei complementar.
O relator manteve a inclusão de um cashback obrigatório — ou seja, a devolução do imposto pago pelo consumidor — para famílias de baixa renda na compra do gás de botijão. Os senadores já tinham incluído o reembolso sobre a conta de luz.
Outra mudança feita na Câmara excluiu cinco setores no regime específico da reforma, que terão regras próprias de tributação. Na prática, eles serão tributados no novo modelo de imposto. São esses:
serviços de saneamento e de concessão de rodovias;
serviços de transporte aéreo;
operações que envolvam a disponibilização da estrutura compartilhada dos serviços de telecomunicações;
bens e serviços que promovam a economia circular;
operações com microgeração e minigeração distribuída de energia elétrica.
Zona Franca de Manaus e Cide
O relatório manteve o IPI (Imposto de Produtos Industrializados) para produtos similares aos da Zona Franca de Manaus e fixou uma alíquota zero em 2027 para os itens que não tenham industrialização incentivada na região.
Foi tirado também o Cide, um imposto para tributar os produtos de outras regiões do país que concorrem com os itens produzidos na Zona Franca de Manaus, que havia sido incluído por senadores. A retirada do Cide era uma demanda dos deputados, que enfrentavam resistência do relator no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM).
Criação do IVA
A proposta cria o IVA (Imposto sobre o Valor Agregado) no sistema tributário nacional. Os cinco impostos que existem hoje serão substituídos por dois IVAs:
O imposto federal CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que passa a reunir PIS, Cofins e IPI;
O tributo estadual e municipal IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que reúne o ICMS (estadual) e o ISS (municipal).
Cesta básica nacional
A proposta agora prevê apenas a “cesta básica nacional”, que será isenta de imposto e terá uma lista mais enxuta de produtos. A seleção de produtos será definida por lei complementar, que ainda será discutida e votada pelo Congresso Nacional.
Imposto reduzido
A proposta no Senado prevê o corte de 60% de tributos para mais de dez setores. Ou seja, a alíquota que será cobrada será de 40% do IBS (estadual e municipal) e do CBS (federal). Os beneficiários são:
serviços de educação;
serviços de saúde;
dispositivos médicos;
dispositivos de acessibilidade para pessoas com deficiência;
medicamentos;
produtos de cuidados básicos à saúde menstrual;
serviços de transporte público coletivo de passageiros rodoviário e metroviário de caráter urbano, semiurbano e metropolitano;
alimentos destinados ao consumo humano;
produtos de higiene pessoal e limpeza majoritariamente consumidos por famílias de baixa renda;
produtos agropecuários, aquícolas, pesqueiros, florestais e extrativistas vegetais in natura;
insumos agropecuários e aquícolas;
produções artísticas, culturais, de eventos, jornalísticas e audiovisuais nacionais, atividades desportivas e comunicação institucional;
bens e serviços relacionados a soberania e segurança nacional, segurança da informação e segurança cibernética.
Montadoras
O relator decidiu manter a prorrogação dos incentivos fiscais às montadoras do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste. Pelo texto, o benefício servirá para veículos elétricos ou híbridos que utilizem etanol, além de carros flex — que utilizam gasolina e etanol.
O dispositivo desagradou os outros estadose, para tentar derrubá-lo, o PL apresentou alguns destaques.
Profissionais liberais
Foi mantida a possibilidade de reduzir em 30% os tributos cobrados na prestação de serviços de profissionais liberais. Pelo texto, uma lei complementar vai determinar os profissionais beneficiados.
Além de não cravar que houve mesmo um crime virtual contra a primeira-dama, jornal reclama de o caso ficar sob cuidados da PF e do STF
A primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, alega que seu perfil no Twitter/X foi invadido | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
O jornal O Estado de S. Paulo (Estadão) não garante que criminosos virtuais invadiram o perfil da primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, no Twitter/X. Sobre o caso, o veículo de comunicação fala em “suposto ataque hacker“.
O Estadão abordou o tema Janja em editorial publicado nesta sexta-feira, 15. Trata-se de texto que representa a opinião institucional de uma empresa de comunicação.
Além de não cravar que a mulher do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo de um hacker, o jornal paulista critica o desenrolar da investigação do que teria ocorrido na última segunda-feira, 11. A publicação lembra que Janja não tem o chamado foro privilegiado. Dessa forma, ao entender do impresso, o caso não deveria ser de responsabilidade nem da Polícia Federal (PF) e nem do Supremo Tribunal Federal (STF).
“A possível ação penal teria de tramitar na primeira instância do Poder Judiciário”Jornal O Estado de S. Paulo — 15/12/2023
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“Caso fossem respeitadas a lei processual penal e a Constituição, o crime do qual Janja da Silva foi vítima deveria ser investigado pela Polícia Civil”, afirma o Estadão, em editorial. “Concluído o inquérito, apresentados os indícios de autoria e materialidade do crime e oferecida uma eventual denúncia à Justiça contra o autor pelo Ministério Público, a possível ação penal teria de tramitar na primeira instância do Poder Judiciário.”
No entanto, o jornal lamenta ao registrar que não foi isso que ocorreu. A equipe do Estadão lembra que o “suposto ataque hacker” contra Janja já soma ações de busca e apreensão por parte da PF, com direito à apreensão de um jovem de 17 anos. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou a operação.
Estadão, Janja e ataque virtual contra outra primeira-dama
Janja: alegado ataque hacker aos cuidados da PF e do STF | Foto: Claudio Kbene/PR
No mesmo texto em que fala em “suposto” ataque virtual contra Janja, o Estadão resgata uma situação de abril de 2016. Na ocasião, Marcela Temer, mulher do então vice-presidente Michel Temer, teve o aparelho celular violado por um criminoso virtual. No caso de sete anos atrás, PF e STF não tocaram as investigações.
“Em abril de 2016, vale recordar, um hackerinvadiu o celular de Marcela Temer, à época mulher do então vice-presidente Michel Temer, e exigiu dinheiro para não revelar o conteúdo do aparelho”, informa o Estadão. “A investigação do crime foi conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, e o achacador acabou condenado a 5 anos e 10 meses de prisão em regime fechado depois do processo que correu na Justiça paulista.”
Agora, no caso envolvendo Janja, a ação em curso faz o próprio STF “apequenar a Corte”, de acordo com o Estadão.