A fase educativa e de orientação da fiscalização sobre o cumprimento do decreto municipal que proíbe eventos com aglomeração em Feira de Santana será substituída por ações severas contra quem insiste em descumprir estas determinações.
“Primeiro a fiscalização vai lacrar o local e depois o alvará de funcionamento será cassado destes estabelecimentos cujos proprietários insistem em descumprir o decreto”, afirmou o prefeito Colbert Filho, salientando que os prepostos do município vão intensificar este trabalho.
O prefeito também afirmou que vai acionar a PGM (Procuradoria Geral do Município) para que denuncie as pessoas que insistem em não atender ao decreto de calamidade pública contra o coronavírus. Os problemas são registrados tanto na zona urbana como na zona rural.
Apenas neste mês, as denúncias pelo canal Fala Feira, o telefone 156, se aproximaram de três mil. Os mais citados, de acordo com a coordenadora do 156, Marluce Araújo, são aglomerações, festas em residências e jogos de futebol, os conhecidos babas.
“As pessoas não estão seguindo as regras”. Pelo 156 já foram denunciados que 273 bares estavam abertos, 50 estabelecimentos com aglomerações, 49 locais que não foram incluídos no decreto, mas que continuam funcionando, 25 de aglomerações em espaços públicos e outras três denunciaram lojas onde os comerciários estão sem os devidos EPIs.
Um homem de 31 anos retornou de São Paulo e entrou em Ribeira do Pombal, nordeste da Bahia, sem passar pelas três barreiras sanitárias que existem nas entradas da cidade. Ele estava infectado pelo coronavírus. Pouco tempo depois, sua esposa começou a manifestar o sintoma da doença.
Ao poder público, ela disse que o homem infectado com quem teve contato não estava mais no município. Era mentira. Só após uma investigação da prefeitura, com apoio da Policia Militar e Guarda Municipal, é que o rapaz foi encontrado, sem cumprir o isolamento social e causando pânico no povoado em que vive.
“Acionamos a Justiça para que ele seja responsabilizado criminalmente e vamos ter que realizar testes rápidos em todos os contactantes”, explicou a secretária de saúde de Ribeira do Pombal, Lakcelma Costa.
A cidade de 50 mil habitantes tinha registrado 11 casos da doença, segundo a prefeitura. Pelo menos dois destes são de pessoas que retornaram de São Paulo. Esse número, no entanto, pode ser maior, já que a prefeitura parou de divulgar detalhes a partir do décimo caso, após a reportagem entrar em contato com a Secretaria de Saúde.
Ao custo de R$ 5,3 milhões, sendo R$ 4,5 milhões por meio de parcerias e doações financeiras, o Hospital de Campanha construído no Expominas , em Belo Horizonte, é o mais barato do país.
O hospital foi projetado para oferecer 740 leitos de enfermaria e 28 de estabilização, totalizando 768 vagas. Os pacientes chegam via Central de Leitos e são referenciados pelos hospitais públicos. O paciente em estado grave é atendido primeiramente na rede hospitalar pública e, quando estabilizada sua situação, passa a ser atendido no Hospital de Campanha, onde há condições para suporte ao paciente que está numa fase intermediária da doença, mas que ainda possa precisar de uma gasometria e oxigênio. Com esse roteiro, evita-se o afogamento do sistema público de saúde.
Anunciadas há dois anos, as obras do novo Hospital Geral Clériston (HGCA), em Feira de Santana, se arrastam até hoje, enquanto, no mesmo período, cinco novos hospitais foram inaugurados pelo governador Rui Costa. “Isso é que deveria estar preocupando o secretário de Saúde, Fábio Vilas-Boas, principalmente nesse momento tão crítico”, cobra o prefeito Colbert Martins.
“Esta é uma prova irrefutável que Feira de Santana, a maior cidade do interior, está em último plano para o Governo do Estado. Cinco hospitais foram inaugurados em Salvador e no interior, mas o nosso Município está ficando por último, pois não há nem previsão de inauguração do novo Clériston”, afirma o prefeito.
Colbert Martins acrescenta que, além dos cinco inaugurados, o Hospital Metropolitano, em Lauro de Freitas, está com 97% das obras concluídas, conforme “comemora o próprio governador, mas as obras do novo Clériston continuam se arrastando”.
De 2017 até hoje, o governador Rui Costa inaugurou o Hospital Regional Costa do Cacau, no município de Ilhéus; o Hospital da Mulher Maria Luzia Costa dos Santos, o novo Couto Maia e Hospital Geral 2, em Salvador; e o Hospital da Chapada, em Seabra.
Neste domingo (17), a Secretaria Municipal de Saúde confirmou mais 11 novos casos de coronavírus em Feira de Santana:
Casos confirmados no dia: 11
Sexo feminino, 38 anos Sexo feminino, 45 anos Sexo feminino, 52 anos
Sexo masculino, 20 anos Sexo masculino, 38 anos Sexo masculino, 42 anos Sexo masculino, 42 anos Sexo masculino, 46 anos Sexo masculino, 51 anos Sexo masculino, 55 anos Sexo masculino, 57 anos
Total de casos confirmados no município: 194
Casos ativos: 107
Exames negativos do dia: 02
Pacientes recuperados no dia: 02
Total de recuperados no município: 87
Pacientes da Covid-19 hospitalizados no município: 04
Pelo menos 61% dos baianos preferem que as eleições deste ano sejam adiadas, por causa da pandemia do novo coronavírus, conforme revelado pela pesquisa A Tarde/DataPoder360. Segundo o levantamento, a maioria dos baianos acreditam que o pleito deve ser realizado em novembro ou dezembro, contra 20% que é a favor da manutenção da eleição em outubro.
As mulheres (5%), pessoas com idades entre 25 e 44 anos e 45 e 59 anos (17% ambas as faixas etárias), quem possui até o ensino médio (16%) e aqueles que têm renda acima de 10 salários mínimos (31%) são quem mais apoiam o adiamento do pleito. Já a manutenção da data tem mais adesão entre homens (31%), pessoas entre 45 e 59 anos (23%), com renda média acima de 10 salários mínimos (31%) e não escolarizados (62%).
O levantamento foi realizado entre os dias 11 e 13 de maio e ouviu 2.500 pessoas em 200 municípios da Bahia. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
Salvador
Em Salvador, os números não divergem muito de toda a Bahia. A maior parte dos soteropolitanos (59%) é a favor do adiamento das eleições, contra 16% que discorda da medida. Neste caso, a margem de erro é de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O resultado do exame do vice-presidente Hamilton Mourão para detectar o coronavírus foi negativo, informou neste domingo (17) a vice-presidência da República. O teste de sua esposa, Paula Mourão, tampouco detectou o vírus.
Ambos se submeteram ao exame no sábado (16), após o vice ter sido avisado que um servidor com quem manteve contato na semana passada foi infectado pela Covid-19. Os resultados dos exames era esperado para esta segunda (18), mas a vice-presidência comunicou neste domingo que eles não detectaram o vírus.
J.R. Guzzo, um dos melhores jornalistas do Brasil, opinião de bom senso, inteligente e bem fundamentada.
EM DIREÇÃO À RUÍNA J.R. Guzzo em Revista Oeste 15/05/20
O comentarista político Dennis Prager, um dos mais ativos militantes do pensamento conservador nos Estados Unidos, fez recentemente uma observação perturbadora. “Para aqueles que estão abertos à leitura de pensamentos com os quais podem divergir”, escreveu Prager, talvez seja o caso de anotar a seguinte ideia: “O lockdown mundial é não apenas um erro, mas também, possivelmente, o pior erro que o mundo já tenha cometido”.
Essa noção, diz ele, é tida como algo tão absurdo quanto imoral por todos os que põem fé na posição da maioria dos líderes mundiais, dos cientistas e médicos, dos pensadores e da mídia diante da catástrofe que estamos vivendo hoje. Mas absurdo e imoral, ao contrário, talvez seja justamente aquilo que passa hoje por sabedoria indiscutível. A maneira com que essa gente toda está administrando a covid-19 é, na verdade, o resultado da soma de “trapaça, covardia e imaturidade que dominam hoje o planeta Terra, porque as elites são trapaceiras, covardes e imaturas”, conclui Prager.
Faz pensar um pouco, não é mesmo? É óbvio que não estamos aqui diante de calamidades como a guerra imposta ao mundo pelo nazismo, o Holocausto do povo judeu ou as guerras de religião. A origem disso tudo está na ação de pessoas perversas que tomaram o poder. Na decisão de parar as sociedades para combater a covid-19, a origem do desastre está no erro em escala monumental e erros desse tamanho não são cometidos necessariamente por gente má, mas por tolos, arrogantes e ineptos. Estes, infelizmente, vivem em grande número entre nós, e ocupam posições de autoridade em toda parte. É insano que 7 bilhões de pessoas nos quatro cantos do mundo, neste exato momento, estejam fazendo apenas aquilo que os políticos decidem que é “essencial” quem confia a esse ponto extremo em políticos e governos? Quase ninguém, mas é exatamente isso que está acontecendo.
A questão real que se coloca para todos, e que os executores e adeptos do confinamento radical se recusam a debater, é tão antiga quanto o mundo: o remédio para enfrentar a epidemia dá sinais cada vez mais claros de que pode estar matando o paciente. Para salvar vidas, temos de destruir o mundo em que vivemos é o que estão dizendo e fazendo na prática, com suas decisões diárias, as autoridades públicas e as forças que as apoiam. “Nós podemos estar olhando hoje para a possibilidade de fome em cerca de três dúzias de países”, disse já em meados de abril o americano David Beasley, diretor-executivo da FAO a insuspeitíssima FAO das Nações Unidas e dos globalistas, irmã gêmea da OMS.
“Há o perigo real de que mais gente possa morrer do impacto econômico da covid-19 do que do vírus em si.”
Nas contas que a FAO tem hoje sobre a mesa, 260 milhões de pessoas vão ser submetidas à fome neste ano ao redor do mundo o dobro da cifra de 2019.
Não há comparação possível com as 300 mil mortes causadas até agora pela covid-19, nem com os 4,3 milhões de atingidos pelo vírus desde dezembro do ano passado, quando ele apareceu na China. Outros 150 milhões podem ser jogados na pobreza extrema se a economia mundial cair 5% em 2020 o número mais frequente nas contas que os economistas internacionais estão fazendo, caso seja mantida a paralisia da produção, do comércio e do trabalho.
Desses totais horrendos, quantos vão morrer não de covid, mas de miséria, causada diretamente pela ruína econômica do mundo? Não se trata de salvar “dinheiro”, ou o “capitalismo”, ou os “deuses do comércio”, que devem ceder lugar “às vidas”, segundo dizem os defensores dos confinamentos radicais. Trata-se, justamente, da destruição de vidas. As vítimas, aí, vão morrer como os infectados pelo vírus, só que em câmara lenta, fora dos hospitais, nos lugares desgraçados onde passam a vida.
Só uma guerra nuclear poderia ter um potencial de devastação tão grande como o que vai sendo desenhado pela ideologia do “distanciamento social”. Ela não impõe, como as pessoas ouvem todos os dias, um “mero incômodo” para as classes médias e altas, que deve ser suportado em nome da saúde comum. Impõe, isso sim, a desgraça imediata ou breve para as centenas de milhões de pessoas que vão ficar sem um tostão no bolso, sem trabalho e sem comida suficiente. “Não há dúvida na minha cabeça que, quando olharmos de volta para o que está acontecendo hoje, veremos que os danos causados pelo lockdown vão exceder em muito qualquer economia de vidas”, diz Michael Levitt, professor de biologia estrutural na Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford e Prêmio Nobel de Química de 2013.
Países com anteparos sociais fortes e com população que dispõe de recursos financeiros, como ocorre no mundo desenvolvido, têm musculatura para aguentar o tranco.
Mas a maioria dos países é pobre, ou paupérrima, e não tem onde se apoiar. O Brasil está entre eles, como todos sabem. Aqui, os que vivem da classe média para baixo estão sempre a um passo da miséria total; a qualquer incidente, desabam da pobreza para a fome. Essa gente — que precisa do trabalho diário para ter alguma esperança de melhorar de vida, ou simplesmente de permanecer vivo — teria menos direitos que as vítimas do vírus? A maioria dos governantes brasileiros acha que sim. Quem está recebendo o sustento sem a necessidade de trabalhar também uma grande parte dos 12 milhões de funcionários públicos de todos os níveis, os que vivem de renda, os ricos em geral. Por que iriam se preocupar com os pobres? Eles não existem, não têm rosto, nem nome, nem alma, são vultos que passam na rua e não deixam registro; já estão todos mortos.
“No mundo todo estão fazendo como aqui no Brasil”, dizem dez entre dez adeptos do “fique em casa”. Pois é justamente esse o problema: e se o resto do mundo estiver errado? Não seria a primeira vez, como a História está cansada de mostrar.
Rotativo News/Rafael Marques Informações: Secretaria Municipal de Saúde Foto: Reprodução
Feira de Santana teve 13 casos de coronavírus confirmados neste sábado (16), segundo a Vigilância Epidemiológica. Confira:
Casos confirmados no dia: 13
Sexo feminino, 25 anos Sexo feminino, 28 anos Sexo feminino, 29 anos Sexo feminino, 33 anos Sexo feminino, 39 anos Sexo feminino, 39 anos Sexo feminino, 40 anos Sexo feminino, 48 anos
Sexo masculino, 29 anos Sexo masculino, 29 anos Sexo masculino, 29 anos Sexo masculino, 41 anos Sexo masculino, 45 anos
Total de casos confirmados no município: 183
Exames negativos do dia: 16
Pacientes recuperados no dia: 0
Total de recuperados no município: 85
Pacientes da Covid-19 hospitalizados no município: 04