Grupo Wagner era aliado do presidente russo e contribuiu para a conquistas de territórios da Ucrânia. Putin se pronunciou pela primeira vez após organização tomar instalações militares em cidades da Rússia.

Presidente russo Vladimir Putin durante discurso à nação após rebelião do Grupo Wagner, em 24 de junho de 2023 — Foto: Sputnik/Gavriil Grigorov/Kremlin via Reuters

Presidente russo Vladimir Putin durante discurso à nação após rebelião do Grupo Wagner, em 24 de junho de 2023 — Foto: Sputnik/Gavriil Grigorov/Kremlin via Reuters 

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou a rebelião de membros do Grupo Wagner como “facada nas costas” e prometeu punir quem trair as Forças Armadas do país. Putin fez um pronunciamento à nação neste sábado (24). 

O discurso de Putin aconteceu horas depois de o líder do Grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, afirmar que quer depor o comando militar da Rússia, tomar o controle de instalações militares de Rostov-on-Don e e ameaçar avançar para Moscou, que teve a segurança reforçada. 

Após a declaração de Putin deste sábado, Prigozhin se manifestou novamente e afirmou que o presidente russo está errado ao acusá-lo de traição. 

Durante o pronunciamento, Vladimir Putin disse que a resposta à rebelião será dura e que todos os que tomaram parte no motim serão punidos. Segundo o presidente, todas as Forças Armadas da Rússia já receberam todas as ordens necessárias. 

Putin chama rebelião de mercenários de 'facada nas costas' e promete punir traidores

Putin chama rebelião de mercenários de ‘facada nas costas’ e promete punir traidores 

“É um golpe para a Rússia, para o nosso povo. E nossas ações para defender a Pátria contra tal ameaça serão duras.”

“Todos aqueles que deliberadamente pisaram no caminho da traição, que prepararam uma insurreição armada, que seguiram o caminho da chantagem e métodos terroristas, sofrerão punição inevitável, responderão tanto à lei quanto ao nosso povo”, disse o presidente. 

Soldados do Grupo Wagner posicionado em Rostov-on-Don, na Rússia — Foto: REUTERS/Stringer

Soldados do Grupo Wagner posicionado em Rostov-on-Don, na Rússia — Foto: REUTERS/Stringer 

Putin também fez um apelo às pessoas que foram “enganadas”, referindo-se aos mercenários do Grupo Wagner, ordenando que os membros da organização não continuassem participando de ações criminais. 

Putin assumiu que a situação em Rostov-on-Don, cidade que foi tomada pelo Grupo Wagner, é complicada, mas afirmou que o governo irá tomar ações para estabilizar o problema. 

Putin declarou que será necessário “unir forças”, deixando as diferenças de lado. 

Tanques de mercenários do Grupo Wagner circulam na cidade de Rostov-on-Don; veja

Tanques de mercenários do Grupo Wagner circulam na cidade de Rostov-on-Don; veja 

De acordo com a agência de notícias Associated Press, autoridades russas informaram que os mercenários de Wagner entraram na província de Lipetsk, a 360 quilômetros ao sul de Moscou. 

Segundo a agência, o prefeito da cidade, Igor Artamonov, disse pelo Telegram que “estão tomando todas as medidas necessárias para garantir a segurança da população. A situação está sob controle.” Mais cedo, as autoridades da área pediram que a população não saísse das casas. 

Onde fica Rostov-on-Don? — Foto: Editoria de Arte/g1

Onde fica Rostov-on-Don? — Foto: Editoria de Arte/g1 

Em meio ao conflito, surgiram rumores de Putin teria deixado Moscou, o que foi negado pelo porta-voz do governo, Dmitri Peskov, à agência de notícias TASS. 

  • Yevgeny Prigozhin, o chefe do grupo, entrou abertamente em campanha para destituir o ministro de Defesa da Rússia nesta sexta-feira (23). O grupo luta ao lado da Rússia na guerra contra a Ucrânia.
  • Prigozhin acusou o próprio Ministério de Defesa da Rússia de atacar acampamentos da organização e prometeu retaliação.
  • O Ministério da Defesa emitiu rapidamente um comunicado no qual afirma que as acusações de Prigozhin “não correspondem à realidade e são uma provocação informativa”.
  • A segurança de Moscou foi reforçada após a movimentação nas ruas aumentar e o prefeito da capital russa, Sergei Sobyanin, declarou que estão sendo tomadas medidas antiterroristas.
  • Em um vídeo divulgado neste sábado, Prigozhin disse que todos as sedes militares da Rússia em Rostov-on-Don estão sob controle do Grupo Wagner.

Grupo Wagner em registro deste sábado (24) — Foto: REUTERS/Stringer 

O Grupo Wagner é uma espécie de organização paramilitar ligada ao governo russo. O grupo surgiu em 2014, composto por ex-soldados de elite altamente qualificados. 

Com a invasão da Ucrânia, acredita-se que o grupo tenha se expandido recrutando prisioneiros para lutar a favor da Rússia. Os mercenários reforçaram a linha de frente e atuaram em várias batalhas, incluindo na conquista de Bakhmut. 

A relação entre o grupo e o Ministério da Defesa da Rússia já estava estremecido há alguns meses. Nesta sexta-feira, a crise se intensificou depois de Yevgeny Prigozhin acusar o governo russo de promover um ataque contra acampamentos da organização. 

Prigozhin prometeu retaliações. Isso levou o procurador-geral da Rússia a abrir uma investigação contra ele por “suspeita de organizar uma rebelião armada”. 

Soldado do grupo mercenário Wagner em patrulha nas ruas de Rostóvia do Dom, na Rússia — Foto: REUTERS/Stringer 

O Exército russo nega o ataque contra o Grupo Wagner e classificou as acusações como uma provocação. 

Mesmo assim, após a ameaça de Prigozhin, o governo russo reforçou a segurança em Moscou. Já na cidade de Rostov-on-Don, que foi invadida pelos paramilitares, o prefeito pediu para que a população não saia de casa. 

Informações G1


titanic desaparecimento submarino
Submarino Titan desapareceu no domingo quando levava turistas aos destroços do Titanic | Foto: Divulgação/Ocean Gate

Depois do desfecho trágico com a implosão de um submarino durante visita ao Titanic, especialistas iniciaram discussões sobre o estado dos corpos. Se ainda estiverem nos destroços do veículo, provavelmente, serão encontrados em estado de mumificação. As possibilidades de trazê-los à superfície são mínimas.

Nicholas Passalacqua, diretor de antropologia forense da Western Carolina University e perito, disse que são grandes as chances de os restos mortais estarem bem preservados, em virtude da temperatura da água e do baixo nível de oxigênio. “As bactérias responsáveis por decompor o corpo não conseguem sobreviver”, explicou, em entrevista ao jornal independente Insider, publicada na quinta-feira 22.publicidade

Melissa Connors segue a mesma linha de Passalacqua. Diretora da Estação de Pesquisa de Investigação Forense da Colorado Mesa University, ela acrescentou que o frio do Atlântico Norte secou os tecidos dos corpos a ponto de mumificá-los.

Submarino, Titanic e cinco corpos

naufrágio do Titanic
O Titanic, dias antes de afundar, em abril de 1912 | Foto: Divulgação/Wikimedia

O submarino Titan, da norte-americana OceanGate, partiu da costa leste do Canadá na manhã do domingo 18 rumo aos destroços do Titanic. Esse tipo de expedição era comercializado pela empresa no decorrer dos últimos anos. O veículo deveria voltar à superfície no fim da tarde, o que não ocorreu. A partir de então, as buscas tiveram início.

A viagem desta semana contava com cinco tripulantes. Quatro deles, segundo informações da imprensa dos Estados Unidos, pagaram cerca de US$ 250 mil (cerca de R$ 1,1 milhão, na cotação atual) para a experiência: o bilionário britânico Hamish Harding, o bilionário paquistanês paquistanês Shahzada Dawood, o também paquistanês Sulaiman Dawood (filho de Shahzada) e o pesquisador francês Paul-Henry Nargeolet (considerado o maior estudioso sobre o naufrágio do Titanic).

Fundador e presidente da OceanGate, o empresário Stockton Rush completava a tripulação do submarino que sumiu no Oceano Atlântico.

Informações Revista Oeste


País de Vladimir Putin foi incluído em lista global de infratores

Rússia Blindados Ucrânia
Presidente da Rússia, Vladimir Putin: Rússia sempre negou morte de civis | Foto: Foto: Reprodução 

A Rússia foi adicionada pela Organização das Nações Unidas (ONU) a uma lista global de infratores por causa da morte de mais de 130 crianças durante a invasão da Ucrânia, no ano passado. A informação consta no relatório do Conselho de Segurança da ONU.

O documento da ONU destacou que as forças russas e grupos afiliados “mutilaram 518 crianças e realizaram 480 ataques a escolas e hospitais ucranianos”. Ainda segundo o relatório, militares russos também usaram as crianças como escudos humanos. A Rússia já havia negado ter alvejado civis.publicidade

A ONU também acusou os militares ucranianos de matar 80 crianças, ferir 175 e realizar mais de 210 ataques a escolas e hospitais. No entanto, a Ucrânia não foi incluída na lista global de infratores.

O relatório foi elaborado por Virginia Gamba, representante especial do secretário-geral da ONU, António Guterres, para crianças e conflitos armados.

No mês passado, ela teria visitado a Ucrânia e a Rússia, onde se encontrou com Maria Lvova-Belova, a oficial russa procurada pelo Tribunal Penal Internacional por suposto envolvimento em um esquema de deportação de crianças ucranianas para o território russo.

Mortes ao total

Foto: MFA Ucrânia / Twitter

De acordo com o portal do governo ucraniano Children of War, até este mês, a invasão em grande escala da Rússia resultou na morte de quase 500 crianças e feriu mais de mil menores de idade.

Informações Revista Oeste


AGORA: Ouça últimos sons captados de submarino desaparecido; oxigênio acabou

O oxigênio do submarino que sumiu no último domingo (18) com cinco pessoas a bordo numa expedição para explorar os restos do Titanic pode acabar na manhã desta quinta-feira (22). A estimativa é da Guarda Costeira dos EUA.

https://twitter.com/Astronomiaum/status/1671832115028140040?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1671832115028140040%7Ctwgr%5E0f1498b83e02b0677a8318b32777e40582b94a48%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fterrabrasilnoticias.com%2F2023%2F06%2Fagora-ouca-ultimos-sons-captados-de-submarino-desaparecido-oxigenio-acabou%2F

Informações TBN

ÚLTIMO MINUTO: Equipes de busca de submarino perdido captam sinais de sonar, diz governo dos EUA

Foto: Reprodução 

As equipes que procuram pelo submarino desaparecido no Canadá captaram sinais de sonar durante os trabalhos de busca, revela um memorando interno do governo dos Estados Unidos.

Quatro horas após os dispositivos de sonar adicionais serem implantados, retornos ainda eram captados. Não ficou claro o horário em que isso aconteceu ou por quanto tempo, com base no documento.

Uma atualização subsequente enviada na noite de ontem sugeriu que mais sons foram escutados.

“Retorno acústico adicional foi ouvido e ajudará na vetorização de ativos de superfície e também indicando esperança contínua de sobreviventes”, de acordo com o informe.

Uma aeronave canadense P3 também localizou um objeto retangular branco na água, conforme o documento. Entretanto, um navio que investigava o caso foi desviado para ajudar com o retorno do sonar.

O Centro Conjunto de Coordenação de Resgate está trabalhando para encontrar um veículo subaquático operado remotamente para ajudar na busca, de acordo com o memorando.

A CNN entrou em contato com a OceanGate, com a Guarda Costeira dos EUA em Boston e com as autoridades canadenses para comentar o caso.

CNN


Hamish Harding é cofundador e presidente da Action Aviation.

Imagem de Hamish Harding, um dos passageiros da embarcação submersiva que sumiu ao fazer uma expedição para ver os destroços do Titanic — Foto: Reprodução/Facebook

Imagem de Hamish Harding, um dos passageiros da embarcação submersiva que sumiu ao fazer uma expedição para ver os destroços do Titanic — Foto: Reprodução/Facebook 

Um dos passageiros do submarino turístico que sumiu no Oceano Atlântico é Hamish Harding, um bilionário que é cofundador e presidente da Action Aviation, uma empresa especializada em serviços de aviação e aeroespaciais. 

O submarino turístico que desapareceu é da empresa OceanGate, que faz expedições até os destroços do Titanic. Há cinco pessoas dentro da embarcação. 

O enteado de Harding afirmou no Facebook que o padrasto estava “desaparecido em um submarino” e pediu orações. 

O próprio Harding havia postado no Facebook, no domingo, que estaria a bordo do submarino. Pelo texto dele, entendia-se que, a princípio, o clima estava desfavorável para a submersão, mas que o tempo havia melhorado. Não houve mais postagens dele desde então. 

Submarino que leva turistas para ver o Titanic desaparece no Atlântico

Submarino que leva turistas para ver o Titanic desaparece no Atlântico 

As buscas pelo submarino

Os restos do Titanic ficam a cerca de 600 km da costa do Canadá. 

As guardas costeiras dos Estados Unidos e do Canadá fazem operações de busca e resgate. Os canadenses afirmaram que enviaram uma aeronave militar e um navio para auxiliar. 

Passeio para ver o Titanic

A OceanGate cobra US$ 250 mil (R$ 1,19 milhão) de cada passageiro por um lugar em sua expedição para ver os destroços. 

Na semana passada a empresa começou a quinta “missão” aos destroços do Titanic, de acordo a página na web da empresa. A previsão de fim da viagem era na próxima quinta-feira. 

A viagem dura oito dias. Para descer até o local dos destroços, que fica a uma profundidade de 3.800 metros no Oceano Atlântico, o submersível leva cerca de 2,5 horas. 

O que é um submarino turístico

A embarcação que desapareceu é chamada Titan. Ela é classificada como um submersível, pois não é autônoma (ela depende de uma plataforma de apoio para ser implantada e retornar). 

O submarino turístico é uma embarcação que permite aos passageiros conhecerem o mundo submarino sem precisarem ser mergulhadores ou passarem por treinamento especializado. 

Geralmente, são menores do que os submarinos militares. 

O Titanic foi um navio transatlântico que foi considerado o maior e mais luxuoso navio de passageiros de sua época. Construído no começo do século 20 pela empresa britânica White Star Line, o navio ficou famoso pelo seu naufrágio. 

Em 10 de abril de 1912, a embarcação saiu da cidade de Southampton, na Inglaterra, com destino a Nova York, nos EUA. 

Quatro dias depois, em 14 de abril, o Titanic bateu em um iceberg e afundou. Não havia botes salva-vidas suficientes, e mais de 1.500 pessoas morreram. 

Depois desse desastre, as leis e regulamentos de segurança marítima foram alteradas (passaram a exigir botes salva-vidas suficientes para todos os passageiros a bordo, por exemplo). 

Mapa mostra a localização dos restos do Titanic.  — Foto: arte/ g1

Mapa mostra a localização dos restos do Titanic. — Foto: arte/ g1

Informações G1


Acusações não deixam Trump inelegível e o fortalecem, mas viram munição para seus rivais no Partido Republicano

Foto: AMR ALFIKY/REUTERS.

Nesta semana, Donald Trump conseguiu mais um feito inédito na história recente dos Estados Unidos: ser o primeiro ex-presidente a virar réu sob acusações federais. Ao todo, são 37, sendo 31 referentes à violação da Lei de Espionagem pela retenção proposital de informações da defesa nacional; 3 sobre reter ou esconder documentos em uma investigação federal; 2 de declarações falsas; e 1 de conspiração para obstrução da Justiça. Diante de um tribunal em Miami, ele se declarou inocente das acusações. Em um pronunciamento realizado em seu clube de golfe, em Nova Jersey, após a audiência, o empresário disse estar sendo vítima de abuso de poder maligno e hediondo. “Hoje testemunhamos o mais maligno e hediondo abuso de poder na história do nosso país. Uma coisa muito triste de se assistir”, bradou o republicano, insistindo que essas acusações são interferência eleitoral. Ele repetiu ser vítima de uma “caça às bruxas” e chamou o procurador Jack Smith de “lunático”. Trump é o principal candidato do Partido Republicano para ser candidato à Casa Branca em 2024, e, mesmo diante dos casos contra ele, segue crescendo nas pesquisas e aparece bem à frente do seu principal concorrente no partido, o governador da Flórida, Ron DeSantis. As acusações desta terça-feira, 13, foi a terceira vez que ele virou réu em três meses. Em abril, Trump foi réu por falsificação de registros, incluindo comprar o silêncio de uma atriz pornô com quem teve um caso extra conjugal, e em maio, foi considerado culpado de abusar sexualmente da escritora e ex jornalista E.Jean Carroll na década de 1990.

De todas as acusações que enfrenta até agora, essa é a mais delicada e classificada como umas das piores, porque envolve documentos secretos dos EUA que estão diretamente ligados com a segurança do país. Se condenado, ele pode pegar até 400 anos de prisão. Apesar do empenho dos promotores para acelerar o caso das 37 acusações, Paulo Velasco, doutor em ciência política pelo IESP-UERJ, diz ser muito improvável que Trump fique inelegível para as eleições de 2024. As primárias do Partido Republicano começam em agosto. “Não há tempo hábil para que, até as eleições, de fato consiga-se avançar a ponto dele ser condenado e, com isso, ele se tornar inelegível. É difícil precisar, ninguém sabe muito bem, efetivamente, o quanto pode durar”, fala o especialista, acrescentando que Trump tem advogados muito hábeis, que trabalham para retardar e complicar ao máximo o processo. “Pode acontecer dos processos caminharem em uma velocidade suficiente para impedir a participação dele no pleito, mas não há nenhuma certeza nisso e é bastante improvável que aconteça isso”, acrescenta. Por mais que Trump não fique inelegível, Igor Lucena, economista e doutor em relações internacionais pela Universidade de Lisboa, fala que essas acusações podem impactar negativamente em sua imagem e servir de munição para seus rivais dentro do Partido Republicano. Ron DeSantis, Mike Pence, que foi vice de Trump, Chris Christie e agora Francis Suarez, que eram aliados do magnata de 77 anos, se juntaram a outros nomes do partido para disputar as primárias das eleições de 2024.

“Isso é um fator negativo porque ele não poderá ser reeleito apenas na base do trumpismo. Precisará de um certo eleitorado mais ao centro que ele ainda não têm”, aponta Lucena. Mas se as acusações não o prejudicam do ponto de vista jurídico, impactam-no politicamente. Assim como nas acusações anteriores, Trump se coloca como vítima, o que alimenta e mantém a sua postura de “máquina do caos”. Não só ele como alguns republicanos chegaram a classificar essas condenações como uma perseguição. Querendo ou não, é algo que o fortalece. “Não há dúvidas que, nos últimos quatro meses, ele vem disparando em todas as pesquisas primárias republicanas. Mas é fundamental que esses processos são divisivos, eles de fato racham a sociedade norte-americana”, conceitua Lucena, destacando que uma vitória de Trump dentro do Partido Republicano para ser o nome a disputar a eleição 2024 pode causar uma racha ainda maior dentro do partido. Trump não liga muto para isso e tem aproveitado a situação para se recolocar na mídia. “Ele estava um pouco esquecido quando começou a questão ali na Justiça em Nova York, essas questões dos documentos e o Capitólio, mas esses temas o colocam toda hora nas manchetes e faz com que ele seja lembrado”, diz o professor.

Por que são as piores acusações?

O caso julgado em Miami parece mais comprometedor que o de Nova York, apesar de Trump ter demonstrado mais de uma vez sua capacidade de sobreviver politicamente aos problemas, quando não os transforma em uma oportunidade. Nos Estados Unidos, uma lei obriga os presidentes a enviarem todos os e-mails, cartas e outros documentos de trabalho para os Arquivos Nacionais. Outra proíbe a retenção de segredos de Estado em locais não autorizados e considerados inseguros. Em janeiro de 2021, quando deixou a Casa Branca e se mudou para sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida, Trump levou dezenas de caixas repletas de arquivos. De acordo com a ata de acusação, as caixas foram empilhadas no palco de um salão de dança do complexo hoteleiro antes de serem transportadas para um depósito perto de uma piscina. Algumas tinham a inscrição “segredo de Defesa”. Em janeiro de 2022, depois de receber vários pedidos das autoridades, Trump decidiu devolver caixas com quase 200 documentos confidenciais. Convencidos de que ele não havia entregado todos os documentos em seu poder, vários agentes do FBI entraram em Mar-a-Lago em 8 de agosto e levaram outras cerca de 30 caixas contendo 11 mil documentos.

Créditos: Jovem Pan.


Decisão vem após 10 aumentos seguidos. Taxa continua no maior nível em 16 anos.

Sede do Federal Reserv (Fed), Banco Central dos EUA. — Foto: REUTERS/Joshua Roberts

Sede do Federal Reserv (Fed), Banco Central dos EUA. — Foto: REUTERS/Joshua Roberts 

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, interrompeu o ciclo de alta de juros do país nesta quarta-feira (14), mantendo o referencial em uma faixa de 5% a 5,25%. A decisão veio após 10 altas consecutivas — o que elevou a taxa ao maior nível desde 2007. 

A decisão veio em linha com as estimativas do mercado e, segundo a autarquia já vinha sinalizando, reflete os níveis ainda altos da inflação norte-americana.

“Indicadores recentes sugerem que a atividade econômica segue crescendo em ritmo modesto. Os ganhos de empregos foram robustos nos últimos meses e a taxa de desemprego permaneceu baixa. A inflação continua elevada”, disse o Fed em comunicado.

A autoridade monetária também afirmou que “manter o intervalo da meta estável nesta reunião permite ao Comitê avaliar informações adicionais e suas implicações para a política monetária”. 

Em coletiva de imprensa após a divulgação da decisão, o presidente do Fed, Jerome Powell, destacou que todas as autoridades do Fed projetam mais aumentos de juros ainda este ano. 

Ele também observou que a próxima reunião, em julho, será “ao vivo”, com uma possível nova alta na taxa. 

Em comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Fed, voltou a fazer referência à turbulência que atingiu o sistema bancário norte-americano, diante da quebra dos bancos médios Silicon Valley Bank e Signature Bank e da crise enfrentada pelo First Republic Bank. 

“O sistema bancário dos EUA é sólido e resiliente. Condições de crédito mais apertadas para famílias e empresas devem pesar na atividade econômica, nas contratações e na inflação. A extensão desses efeitos permanece incerta. O Comitê permanece altamente atento aos riscos de inflação”, afirmou.

O banco central norte-americano vinha aplicando altas sucessivas na taxa básica de juros para conter a alta inflação do país. Em termos simples, o arrocho monetário é uma forma de dificultar o acesso ao crédito, desaquecer a atividade econômica e, assim, incentivar a queda nos preços. 

O objetivo do Fed é aplicar uma política monetária que reduza a inflação à casa dos 2% — marca que não é atingida desde fevereiro de 2021, quando chegou 1,7% no acumulado em 12 meses. 

Desde então, foram sucessivas altas na inflação — atualmente na casa dos 4% — e, consequentemente, na taxa de juros, que vem em uma crescente desde março de 2022. 

Jerome Powell apontou o setor de habitação como um dos desafios da inflação nos Estados Unidos. “A desinflação dos serviços desse setor será um pouco mais lenta do que esperamos”, disse. 

“A inflação [geral] moderou um pouco desde meados do ano passado”, destacou Powell. “As pressões inflacionárias, no entanto, continuam altas.”

Presidente do Federal Reserve, Jerome Powell fala sobre as taxas de juros — Foto: Reuters

Presidente do Federal Reserve, Jerome Powell fala sobre as taxas de juros — Foto: Reuters 

Alta taxa de juros nos Estados Unidos tende a se refletir em alta na cotação do dólar frente ao real, uma vez que há saída da moeda do Brasil, com o objetivo de buscar a melhor remuneração lá fora. 

Os efeitos no país, contudo, também podem ser de longo prazo: juros altos nos EUA indicam uma desaceleração da economia mundial, já que os empréstimos e investimentos ficam mais caros. 

Essa desaceleração tende a ter efeitos por aqui na forma de uma menor demanda pelos produtos e serviços brasileiros — que pode, no entanto, ajudar a reduzir a inflação doméstica.

Informações G1


Instituto Colombiano de Assistência à Família está cuidando das crianças, que foram hospitalizadas após passarem 40 dias sozinhas na selva.

Narciso Mucutuy, avô das crianças indígenas resgatadas, fala à imprensa da entrada do hospital. — Foto: AP Photo/Ivan Valencia

Narciso Mucutuy, avô das crianças indígenas resgatadas, fala à imprensa da entrada do hospital. — Foto: AP Photo/Ivan Valencia 

Uma batalha pela custódia das crianças indígenas que ficaram perdidas na Amazônia colombiana começou entre os parentes dos quatro irmãos, que foram encontrados na sexta-feira (9) após 40 dias de buscas. 

O Instituto Colombiano de Assistência à Família (ICBF) informou na segunda-feira (12) que as autoridades ainda não decidiram se os irmãos ficarão sobre os cuidados dos avós ou do pai, que foi acusado de violência doméstica, segundo a AFP. 

“Vamos conversar, investigar, saber um pouco da situação”, afirmou Astrid Cáceres, chefe do ICBF, em entrevista à rádio Blu. “O mais importante neste momento é a saúde das crianças, que não é só física, mas também emocional, a forma como os acompanhamos emocionalmente.”

Os irmãos, com idades entre 1 e 13 anos, sobreviveram sozinhos na floresta da Colômbia após o avião em que elas estavam cair. A mãe dos jovens, o piloto e um líder indígena que também estavam na aeronave morreram. 

As crianças foram hospitalizadas e devem permanecer internadas por mais alguns dias para se recuperar. Cáceres disse que, enquanto isso, as autoridades estão avaliando os cenários para decidirem com quem ficarão os pequenos. 

“Eles me abraçaram dizendo ‘pai, pai, vamos pra casa’. Eu disse a eles que os médicos precisavam examiná-los porque eles passam muito tempo na selva, então eles permaneceriam sob os cuidados do ICBF e depois chegaríamos a um acordo para que elas fossem entregues a nós”, disse Narciso Mucutuy, avô materno das crianças, à Reuters. 

Pai acusado de violência doméstica

No domingo (11), o avô materno, Narciso Mucutuy, acusou o pai de dois dos jovens, Manuel Ranoque, de bater na mãe das crianças, que morreu no acidente. Falando com a imprensa, Ranoque reconheceu que o casal tinha problemas, mas caracterizou isso como um assunto privado e não “fofoca para o mundo”. 

Questionado se havia agredido a esposa, Ranoque disse: “Verbalmente, às vezes, sim. Fisicamente, muito pouco. Tivemos mais brigas verbais”, de acordo com a AFP.

Outro ponto que pode interferir na decisão das autoridades é o fato de que Ranoque disse ter sido ameaçado por um grupo dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). 

Manuel Ranoque, pai das crianças, conversa com repórteres em frente ao hospital onde os jovens estão. — Foto: Raul ARBOLEDA / AFP

Manuel Ranoque, pai das crianças, conversa com repórteres em frente ao hospital onde os jovens estão. — Foto: Raul ARBOLEDA / AFP 

“Acho que vou viver em tempo integral em Bogotá porque tenho problemas com a frente de Carolina Ramirez que está procurando por mim para me matar”, afirmou à Reuters. “Fui ameaçado. Para eles, sou um alvo, pois conheço toda a área. Tenho medo que essas pessoas sem-vergonha comecem a me pressionar por causa dos meus filhos, e não permitirei isso enquanto estiver vivo.” 

O ex-grupo das Farc está envolvido com o narcotráfico e é conhecido por recrutar indígenas à força. Ranoque disse que teme por sua vida e de seus filhos e pediu ao governo colombiano que garanta sua segurança. 

O pai das crianças também disse que não teve permissão para ver os dois filhos mais velhos no hospital. Cáceres se recusou a comentar o motivo. 

“As crianças estão com uma defensora do ICBF, ela é quem acompanha a família e eles organizaram turnos de acompanhamento. A defensora tem feito determinações em relação a esses turnos”, disse a diretora do instituto à Radio W.

Colômbia divulga novas imagens do resgate das crianças sobreviventes de acidente aéreo 

Ambiente seguro é essencial para recuperação

Robert Sege, pediatra e diretor do Centro Médico Tufts, em Boston, nos Estados Unidos, disse à AFP que ter um ambiente seguro para falar abertamente sobre o que aconteceu e sobre quaisquer emoções que possam estar sentindo, seja tristeza ou orgulho por ter sobrevivido, será a chave para a recuperação dos irmãos. Além disso, como as crianças processam o trauma pode variar de acordo com a idade. 

“Nossos cérebros estão sempre tentando entender as coisas”, disse Sege. “E se estivermos em diferentes estágios de desenvolvimento, a maneira como fazemos sentido será diferente.” 

Parentes e autoridades elogiaram Lesly, a irmã mais velha, por guiar os mais novos durante os 40 dias na selva. 

“Deus me livre que a maioria dos adolescentes seja colocada nessa posição, mas ela claramente foi capaz de reunir seu juízo e descobrir o que precisava ser feito”, afirmou Sege. “É muito importante manter isso. As crianças, à medida que crescem, precisam se lembrar não apenas da tragédia, mas de como mantiveram o bebê vivo.”

Informações G1


Donald Trump dispara na liderança em pesquisa para presidência dos EUA

Foto: Reprodução 

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está em uma posição vantajosa em relação aos outros candidatos presidenciais republicanos, apesar de enfrentar acusações relacionadas ao suposto manuseio inadequado de documentos confidenciais.

De acordo com uma pesquisa da CBS News-YouGov, Trump lidera com 61% dos votos entre os prováveis eleitores primários do Partido Republicano. O governador Ron DeSantis, da Flórida, aparece em segundo lugar com 23%, enquanto nenhum outro candidato alcança uma porcentagem de dois dígitos.

Os demais nomes mencionados na pesquisa, o ex-vice-presidente Mike Pence e o senador Tim Scott, ambos obtêm 4% cada, enquanto a ex-governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley, possui 3%. Outros postulantes registra, 1% de intenção de voto.

Quando questionados sobre quais candidatos eles estão considerando votar nas primárias, 75% dos prováveis eleitores republicanos mencionaram Trump, 51% mencionaram DeSantis, 21% mencionaram Scott, 16% mencionaram Pence e 15% mencionaram Haley.

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