O brasileiro Juliano Santana, de 49 anos, sequestrou e matou sua enteada de 16 anos na última quinta-feira, segundo as autoridades do distrito de Middlesex, no estado americano de Massachusetts. Em 2021, a jovem e sua mãe haviam denunciado Santana por estuprar repetidamente a adolescente, que tinha uma medida protetiva contra ele. O julgamento estava marcado para o final de julho deste ano.
Juliano Santana teria tirado a própria vida após matar a enteada, de acordo com a polícia americana. Os corpos foram encontrados dentro de um carro em um estacionamento próximo à casa da vítima, graças a um dispositivo de GPS que Santana era obrigado a usar por determinação judicial.
Santana sequestrou a adolescente enquanto ela voltava da escola na tarde de quinta-feira. Ele a abordou a poucos quilômetros de sua casa, próximo a um mercado. Segundo o gerente do Donelan’s Markets, a jovem conseguiu ligar para um irmão e pedir socorro durante o sequestro. A família acionou a polícia, e as buscas pela adolescente, que não foi identificada, começaram na cidade de Acton, conforme informou a emissora CBS.
Em setembro de 2021, a adolescente denunciou o padrasto à polícia por estuprá-la diversas vezes. Os abusos começaram em 2019, quando a vítima tinha cerca de 11 anos.
Santana foi preso logo após as denúncias, mas conseguiu ser libertado ao pagar uma fiança de US$ 30 mil. No dia da denúncia, a mãe da vítima expressou temores de que Juliano Santana tentasse fugir dos Estados Unidos e retornar ao Brasil, seu país de origem.
Entre as condições para sua liberação estavam o uso de um dispositivo de monitoramento por GPS e a proibição de entrar em contato com a vítima ou qualquer menor de 18 anos. O julgamento pelo crime estava marcado para o dia 29 de julho.
Alyona Shikhova, uma modelo e designer de 30 anos, expressou alívio e gratidão por estar viva após recusar uma proposta de casamento de Jared Ravizza, agora acusado de esfaquear seis pessoas em Massachusetts (EUA) no último fim de semana.
Em 14 de abril, Alyona estava no Beverly Hills Hotel, na Califórnia (EUA), realizando uma sessão de fotos para sua marca de roupas, Ashik, quando conheceu Jared, de 26 anos. Ele também é suspeito de assassinar um homem de 70 anos em Connecticut (EUA).
Segundo informações do jornal Extra, Jared se aproximou de Alyona durante a sessão de fotos, demonstrando interesse imediato e sugerindo que eles deveriam se casar e ter filhos juntos. “Ele afirmou: ‘Vou ser um bom marido, você será minha esposa’. Acredito que ele se sentiu atraído por mim e estava acostumado a obter o que desejava”, disse Alyona, de nacionalidade russa.
A modelo confessou ao “NY Post” na terça-feira (28/5) que não conseguia imaginar o que Jared era capaz de fazer. “Ainda estou em choque depois de ler sobre seus atos. Sinto-me abençoada por estar viva. Há tantas pessoas perigosas por aí, precisamos ter muito cuidado. Nunca se sabe”, concluiu Alyona.
Quatro das seis vítimas de Jared eram meninas entre 9 e 17 anos que estavam em um cinema local. Jared foi preso em Plymouth após um segundo ataque em uma lanchonete do McDonald’s, onde esfaqueou um homem de 29 anos e uma mulher de 21 anos, ambos sem ferimentos graves.
Jared se aproximou de Alyona oferecendo ajuda para promover sua marca, alegando ter “boas conexões em Nova York” e propriedades em vários estados. “Ele mencionou que possuía casas em Malibu, nos Hamptons e em outros lugares”, relatou Alyona, acrescentando que Jared se ofereceu para ajudá-la a abrir lojas de sua marca nessas cidades.
Apesar de inicialmente cautelosa, Alyona aceitou a oferta e permitiu que Jared posasse com as roupas de sua marca. Eles até apareceram em um vídeo no Instagram usando moletons rosa com a legenda “nunca, jamais, seja básico”.
No entanto, Alyona acabou se sentindo desconfortável com as investidas de Jared e deixou o hotel onde estava hospedada, mantendo contato com ele apenas por mensagens de texto para discutir quais fotos e vídeos seriam postados para promover sua marca.
O estudante mudou o discurso aprovado pela direção da escola para a formatura
Micah Price Foto: Reprodução Fox 19 Now
Um estudante da Campbell County High School, em Kentucky, Estados Unidos, não recebeu seu diploma após fazer um discurso na formatura encorajando seus colegas a buscarem a Deus. As palavras que o garoto falaria, já estavam pré-aprovadas pela direção da escola.
Micah Price, vestindo beca roxa e estola branca, iniciou sua fala com a mensagem aprovada, agradecendo “a honra, o louvor e a glória ao meu Senhor e Salvador Jesus Cristo”, o que foi recebido com aplausos.
Depois disso, ele mudou o que fora previamente acordado, afirmando:
– Ele é a luz, Ele é o caminho, a verdade e a vida. Classe, todos na audiência hoje, estou aqui para dizer que, se você não tem essas coisas em sua vida, meu Senhor e Salvador é a sua resposta, Ele lhe dará a verdade, o caminho e a vida.
Após a cerimônia, Price postou um vídeo no TikTok informando que ainda não tinha recebido seu diploma e explicou aos seus seguidores que seu discurso fugia das normas da escola.
– Fui informado anteriormente que não era permitido mencionar Cristo, que Ele é o caminho, a verdade e a vida no discurso. Fiz isso mesmo assim. Estou tecnicamente errado, porque fui contra o código do condado de Campbell, as regras – declarou o jovem.
A superintendente Shelli Wilson explicou à WKRC que o diretor da escola havia escolhido Price para fazer o discurso e que uma breve referência à “honra, louvor e glória ao meu Senhor e Salvador Jesus Cristo” havia sido aprovada, mas ele foi avisado que mudanças no discurso poderiam ter consequências.
– Todos os oradores foram informados de que se desviassem do discurso submetido ou fizessem escolhas não planejadas na formatura, poderiam enfrentar repercussões como em qualquer função escolar – disse Wilson.
Segundo o The New York Times, o superintendente da escola afirmou que Price se formou e receberá seu diploma após uma reunião com o diretor.
O Daily Mail divulgou informações inéditas sobre a rotina de uma das residências da família real britânica, revelando detalhes sobre o funcionamento contínuo do local. Segundo o site, o casarão opera 24 horas por dia, sete dias por semana, com as atividades diárias começando às 3h da madrugada.
Os funcionários e prestadores de serviço entram e saem pelas portas laterais do complexo. As manhãs começam com a chegada do leiteiro às 3h, seguido pelos entregadores de frutas, verduras, carnes e outros produtos.
Uma entrega especial de correio ocorre por volta das 7h, quando uma van traz cerca de 5 mil correspondências para os membros da realeza. Secretários particulares analisam cada item e selecionam aqueles que devem ser apresentados ao rei Charles III durante sua reunião matinal às 9h30.
Alojamentos e Salários
Os empregados da realeza têm alojamento dentro do Palácio de Buckingham, especialmente os solteiros. Eles ocupam quartos no último andar, com banheiros compartilhados. No entanto, como aponta o Daily Mail, o rei “não oferece muito dinheiro”. Embora a equipe júnior comece com cerca de £10 (aproximadamente R$ 66,00) por hora, eles recebem acomodação e refeições gratuitas.
Refeições
Os funcionários fazem suas refeições gratuitamente no self-service do palácio, incluindo café da manhã, almoço e jantar. Eles também desfrutam de uma ou duas taças de vinho. A sala de jantar, localizada no primeiro andar, é um espaço comunitário onde todos se sentam juntos. Essa mudança foi considerada um “desgosto para alguns membros da ‘velha guarda’”, que valorizavam suas salas de jantar separadas e privilegiadas.
Apesar disso, ainda há alguma discriminação com base no status do funcionário. Por exemplo, um pajem de casamento dificilmente compartilharia uma mesa com um recém-chegado. No entanto, devido ao sistema self-service, todos podem se encontrar na fila de espera por comida.
Além do refeitório comunitário, há uma sala de café da manhã no térreo, com vista para o jardim, onde os membros podem receber convidados externos uma vez por mês.
Mudanças
Antigamente, existiam duas cozinhas separadas, uma para a realeza e outra para os funcionários. No entanto, o falecido príncipe Philip considerou essa divisão absurda e ordenou que elas fossem unificadas. Agora, tanto os membros da realeza quanto os funcionários fazem suas refeições em uma grande sala no primeiro andar, com um buffet onde cada um se serve à vontade. A cozinha prepara um total de 600 refeições por dia.
Segurança
Os seguranças responsáveis por proteger os portões do Palácio de Buckingham são oficiais da Divisão “A” da Polícia Metropolitana. Eles têm sua própria sala de jantar, separada em um complexo dentro do terreno do local.
Em contrapartida, estudo revela que cidades como Benevento e Rieti são exemplos de destinos italianos onde o turismo não compromete a qualidade de vida dos moradores
Essas cidades enfrentam impactos críticos na qualidade de vida local e na sustentabilidade dos destinos turísticos | Foto: Freepik
Um levantamento recente destacou as cidades da Itália mais afetadas pelo excesso de turistas, fenômeno conhecido como overtourism. Entre os municípios estão Rimini, Veneza, Bolzano, Livorno, Trento, Verona e Nápoles, destinos de nível “muito alto” de risco.
Essas cidades enfrentam impactos críticos na qualidade de vida local e na sustentabilidade dos destinos turísticos. O instituto de pesquisa italiana Demoskopika desenvolveu o Índice Global de Superlotação Turística (Icst) para avaliar a superlotação de turistas com base em cinco indicadores:
densidade turística;
densidade de hospedagens;
intensidade turística;
utilização bruta; e
proporção de resíduos urbanos atribuíveis ao setor do turismo.
O índice tem como objetivo ajudar a entender como o turismo afeta diferentes aspectos das cidades.
Do lado oposto, há as cidades da Itália menos afetadas pelo excesso de turistas. São elas: Benevento, Rieti, Reggio Calabria, Isernia e Campobasso. Nesses locais, a superlotação de turistas é mínima, com impactos limitados na infraestrutura e na vida dos moradores.
Veneza é uma das cidades italianas que sofre com o excesso de turistas | Foto: Reprodução/Freepik
Nesses destinos, classificados no nível “muito baixo” do Icst, o turismo não causa grandes problemas. De acordo com o Demoskopika, a superlotação nesses locais é praticamente inexistente, o que preserva a qualidade de vida dos residentes.
“O excesso de turismo não só ameaça a sustentabilidade dos nossos destinos mais queridos, mas também corre o risco de comprometer a qualidade da experiência dos visitantes e a qualidade de vida dos residentes”, declara Raffaele Rio, presidente do Demoskopika, à Agência Italiana de Notícias. “O overtourism é um alerta que nos chama a agir, promovendo um turismo mais responsável e sustentável.”
Níveis de risco nas cidades da Itália
Cidades como Milão, Savona, Ravenna, Roma, Trieste, Imperia, La Spezia, incluindo as Cinque Terre, Grosseto, Florença, Gorizia, Aosta, Forlì-Cesena estão no nível “alto” de risco. Já Siena, Monza e Brianza, Brescia, Pádua, Gênova, Sassari, Vibo Valentia, Lucca, Pistoia, Como, Bolonha, Pisa, Pesaro e Urbino apresentam um “nível moderado” de risco em razão da superlotação de turistas.
Raffaele Rio acrescenta que é “fundamental” implementar políticas de gestão turística com limitações temporais e numéricas para o acesso aos locais de maior risco.
Segundo ele, também é importante criar estratégias para promover destinos alternativos menos conhecidos, mas “igualmente ricos em cultura e beleza”, além de viagens fora de temporada.
Proposta de soluções para o excesso de turismo
O Demoskopika pretende apoiar os “decisores institucionais” a vários níveis na monitorização do impacto do turismo. Uma das ações é fornecer dados e análises territoriais para ajudar a equilibrar as necessidades econômicas com a sustentabilidade ambiental e social.
Jhoanner Chávez não voltará ao Bahia. Além disso, o lateral-esquerdo rende lucro em pouco mais de um ano após sua compra ter sido a maior feita pelo clube até 2023. O atleta está vendido ao Lens da França por 4,5 milhões de euros (R$ 25 milhões), após ter atingido o número de jogos estipulado no contrato de empréstimo que obrigaria o clube francês a executar a compra. A informação é do jornalista Cesar Luis Merlo. Desde a sua ida para o futebol francês, a cláusula de compra obrigatória era considerada como “fácil de ser alcançada”. Em seus primeiros meses na nova equipe, Chávez ganhou elogios da comissão técnica e permaneceu no radar da seleção do Equador. Pelo Lens, foram apenas dez jogos realizados em um período de quatro meses em que chegou a sofrer duas contusões que impediram sua sequência de jogos como titular, perdendo espaço na reta final.
Adquirido em 2023 por uma quantia aproximadamente de R$ 18 milhões, no câmbio da época, Chávez deixa o clube com um lucro de cerca de R$ 7 milhões, levando em consideração os valores das negociações de compra e venda. Essa é a primeira venda realizada pelo Bahia desde a chegada do Grupo City ao comando do futebol tricolor, com valores que inclusive já superam as demais transações feitas pelo clube anteriormente. Gregore, vendido por R$ 15,7 milhões em 2021, era a maior venda do clube até então.
Nos últimos meses, a China intensificou uma campanha contra influenciadores que ostentam estilos de vida luxuosos nas redes sociais. Desde abril, a Administração do Ciberespaço do país tem tomado medidas radicais para desencorajar a exibição de riqueza online.
Influenciadores como Wang Hongquanxing, conhecido como a “Kim Kardashian da China”, Sister Abalone e Mr. Bo tiveram suas contas derrubadas por promover bens de luxo.
Plataformas populares como Weibo, Douyin e Xiaohongshu adotaram novas políticas para conter publicações com ostentação excessiva. Essas ações não são inéditas. Desde 2021, a China vem combatendo conteúdos “antiéticos”, proibindo celebridades de ostentarem riqueza ou indulgência extravagante.
O Douyin (versão do TikTok, da ByteDance, para o público chinês) removeu mais de 4.700 posts e fechou 11 contas na primeira semana de maio. Já o Xiaohongshu (semelhante ao Instagram) baniu 383 usuários em duas semanas, segundo o jornal estatal Global Times.
Hongquanxing, que tinha 4,4 milhões de seguidores no Douyin, chegou a dizer em entrevista que nenhuma joia que usava custava menos de US$ 1,4 milhão (R$ 7,4 milhões).
Além disso, a China está em guerra contra a desinformação online. A influenciadora Thurman Maoyibei teve suas contas suspensas após compartilhar uma história falsa que desencadeou uma campanha pública.
A governadora de Nova York, Kathy Hochul, chamou os apoiadores de Donald Trump de “palhaços” nesta quinta-feira, 23, durante uma aparição na mídia antes do comício do ex-presidente no Bronx.
Em uma entrevista à CNN, Hochul afirmou: “Eu vou te dizer o que não vai fazer diferença nenhuma, Jake, e isso é o Donald Trump ser o líder do circo e convidar todos os seus palhaços para um lugar como o Bronx.” A governadora continuou a desdenhar de Trump, dizendo: “Nova York nunca, jamais apoiará Donald Trump para presidente. Nós o conhecemos melhor do que ninguém e isso significa que entendemos do que ele realmente se trata. Ele só pensa em si mesmo. Então, este estado vai apoiar solidamente Joe Biden para presidente, como já fez no passado.”
Em resposta às declarações de Hochul, a campanha de Trump comentou: “Kathy Hochul está apenas irritada porque o presidente Trump está atraindo multidões no estado dela que ela só poderia sonhar; e os democratas estão perdidos porque os americanos, incluindo hispânicos e negros, estão acordando para o fato de que Joe Biden e o Partido Democrata estão usando esses grupos por votos e enganando há décadas.”
Trump, que esteve recentemente no estado para seu julgamento, disse que acredita ter uma boa chance de vencer Nova York em novembro, apesar de o estado não votar em um republicano desde 1984. Uma recente pesquisa do Siena College mostrou Biden com apenas nove pontos de vantagem sobre Trump (47% a 38%) no estado, uma queda significativa em relação à vitória de Biden em 2020, quando ele recebeu 60,8% dos votos.
David Laska, diretor de comunicações do partido republicano de Nova York, também reagiu aos comentários: “Kathy Hochul mais uma vez revelou suas verdadeiras cores, desprezando milhões de nova-iorquinos e demonstrando um nível chocante de intolerância e desdém por uma parte significativa da população do nosso estado. Isso segue suas recentes observações ultrajantes rotulando católicos como ‘extremistas de direita’ e sugerindo que crianças negras nunca viram um computador antes.”
Laska exigiu um pedido de desculpas da governadora: “É hora da governadora Hochul se desculpar com os cidadãos trabalhadores que ela continua a alienar com sua retórica elitista e ofensiva. O povo de Nova York merece um líder que respeite a diversidade de pensamentos e crenças e que esteja comprometido em trabalhar para todos, não apenas para aqueles que se alinham com suas opiniões políticas.”
Essa não é a primeira vez que Hochul faz comentários polêmicos sobre os republicanos. Dois anos atrás, ela também provocou a ira dos conservadores ao dizer aos candidatos do partido republicano no estado para “sair da cidade” e “ir para a Flórida”, onde eles pertencem.
A comparação de Hochul entre os apoiadores de Trump e “palhaços” lembrou a muitos a infame declaração de Hillary Clinton em 2016, quando se referiu aos eleitores de Trump como “um cesto de deploráveis” durante uma arrecadação de fundos em Nova York. Trump venceu a eleição.
Tribunal, o órgão máximo da ONU para deliberar sobre disputas entre Estados, também determinou que Israel garanta entrada de ajuda na fronteira entre sul de Gaza e o Egito. Israel diz que alegações são ‘falsas, ultrajantes e nojentas’ e que a campanha militar ‘não evou e não vai levar à destruição da população palestina civil em Rafah’.
Semana de sentenças aumentam pressão diplomática sobre Netanyahu
A Corte Internacional de Justiça, o tribunal mais alto da Organização das Nações Unidas (ONU) para julgar disputas entre Estados, ordenou nesta sexta-feira (24) que Israel interrompa todas as operações militares em Rafah, no sul da Faixa de Gaza.
Os juízes também determinaram que o governo israelense deve permitir a entrada de ajuda humanitária pela fronteira entre o sul de Gaza e o Egito — , garantir o acesso de observadores externos para monitorar a situação e reportar à corte, em um mês, sobre as medidas adotadas.
Em resposta, o governo de Israel disse que alegações apresentadas na Corte são “falsas, ultrajantes e nojentas” e que a campanha militar “não evou e não vai levar à destruição da população palestina civil em Rafah”.
O governo de Israel disse que continuará sua operação em Rafah “respeitando o direito internacional”. Mas o ministro israelense das Finanças, Bezalel Smotrich, disse que o país não aceitará a decisão, que chamou de “uma demanda para que Israel não exista”.
O Hamas, em comunicado, disse que o plano do tribunal de enviar representantes à Faixa de Gaza é bem-vindo e prometeu cooperar.
A sentença da Corte foi proferida diante de um pedido de emergência apresentado pelo governo da África do Sul, ao tribunal, sediado em Haia, na Holanda. O governo sul-africano acusa as forças israelenses de genocídio, o que Israel nega e alega legítima defesa.
Corte Internacional de Justiça em Haia em sessão de janeiro, quando decidiu levar adiante processo da África do Sul contra Israel. — Foto: Piroschka van de Wouw/Reuters
A decisão da Corte da ONU é obrigatória, mas otribunal não dispõe de força policial para garantir que Israel vai cumpri-la.
O líder da oposição de Israel, Yair Lapid, também criticou a medida da CIJ, que chamou de um “colapso moral e um desastre moral” por não determinar também que o Hamas devolva todos os reféns.
Na quinta-feira (23), um porta-voz do governo israelense disse que qualquer sentença não teria “nenhum poder na Terra impedirá Israel de proteger seus cidadãos e de perseguir o Hamas em Gaza”.
Israel lançou a ofensiva à cidade de Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza, no início deste mês, apesar da forte pressão contrária da comunidade internacional, inclusive dos Estados Unidos. Isso porque havia um temor de um massacre, já que Rafah é considerada o “último refúgio” de palestinos que fugiram de incursões de Israel no norte e no centro do território palestino.
Atualmente, há cerca de 1,5 milhão de pessoas em Rafah, mais da metade da população total da Faixa de Gaza.
A cidade, que faz fronteira com o Egito, também tem sido a principal rota de entrada de ajuda — já que as outras vias de saída de Gaza, todas em fronteiras com Israel, foram fechadas no início da guerra entre Israel e o Hamas.
No entanto, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou os pedidos externos e alegou que Rafah é também o último bastião de poder do Hamas, e, por isso, seguiria até o fim com seu plano.
Os advogados da África do Sul pediram ao Tribunal Internacional de Justiça, na semana passada que impusesse medidas de emergência. A CIJ, também conhecida como Corte Mundial, é o órgão máximo da ONU para ouvir disputas entre estados. As suas decisões são finais e vinculativas, mas foram ignoradas no passado. O tribunal não tem poderes de execução.
A decisão do CIJ deve aumentar ainda mais a pressão diplomática sobre o governo de Benjamin Netanyahu.
Na segunda-feira (20), o procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional – outra corte da ONU, também com sede em Haia – pediu aos juízes que emitam mandados de prisão contra Netanyahu e o ministro da Defesa, Yoav Gallant, além de três líderes do Hamas.
O procurador do TPI, Karim Khan, acusou Netanyahu e Gallant de crimes de guerra e contra a humanidade, incluindo extermínio, uso da fome como arma e ataque deliberado a civis. Israel negou veementemente essas acusações e apelou aos aliados para repudiarem o tribunal.
Governo israelense rejeita acusação de genocídio e acusa África do Sul de defender o Hamas
O caso mais amplo da África do Sul na CIJ acusa Israel de orquestrar um genocídio liderado pelo Estado contra o povo palestiniano. A corte ainda não se pronunciou sobre o conteúdo dessa acusação, mas rejeitou a exigência de Israel de arquivar o caso.
Em decisões anteriores, o tribunal ordenou a Israel que evitasse actos de genocídio contra os palestinianos e permitisse o fluxo de ajuda para Gaza, ao mesmo tempo que não ordenava a suspensão das operações militares israelitas.
Israel lançou a sua guerra aérea e terrestre contra Gaza em outubro, depois de militantes liderados pelo Hamas invadirem comunidades do sul do país, matando 1.200 pessoas e fazendo mais de 250 reféns.
Desde então, mais de 35 mil palestinos, a grande maioria na Faixa de Gaza, foram mortos na ofensiva israelense, afirma o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas.
Corpo do brasileiro Michel Nisembaum, morto pelo Hamas em 7 de outubro, foi recuperado em uma operação das Forças de Defesa de Israel nesta sexta-feira (24).
O Exército de Israel confirmou hoje que o brasileiro Michel Nisenbaum, mantido refém pelo Hamas em Gaza, foi encontrado morto nesta quinta-feira, 23.
Além dele, outros dois reféns, Hanan Yablonka e Orion Hernandez, também foram encontrados mortos. A operação para a recuperação dos corpos foi realizada em Jabalya, em conjunto com os serviços de inteligência israelenses.
Segundo o Exército israelense, Michel Nisenbaum, Hanan Yablonka e Orion Hernandez foram sequestrados e assassinados durante o Massacre de 7 de outubro, sendo levados para Gaza por terroristas do Hamas. Seus corpos foram resgatados durante a noite e trazidos de volta para Israel.
A família de Michel Nisenbaum havia publicado uma carta aberta expressando sua dor e a falta de ações concretas do governo brasileiro em prol da libertação dos reféns. O presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo (FISESP), Marcos Knobel, escreveu:
“Caro Michel, faz aproximadamente 220 dias que você foi brutalmente retirado de sua família pelo grupo terrorista Hamas, em um dos episódios mais tristes da história recente. Sabemos que seu carro foi interceptado quando você estava indo buscar sua neta de quatro anos, que acabou não recebendo o abraço do avô naquele dia – e até hoje ela ainda espera por isso.”
A carta descreve a angústia constante da família e critica a falta de ações do governo brasileiro, que inicialmente prometeu não deixar nenhum brasileiro refém para trás, mas não deu seguimento às promessas. A família também menciona o aumento do antissemitismo global e a necessidade urgente de negociações para a libertação dos reféns.
No perfil oficial das FDIs, a postagem diz:
“Hanan Yablonka, Michel Nisenbaum e Orion Hernandez foram assassinados durante o Massacre de 7 de Outubro e sequestrados para Gaza por terroristas do Hamas. Seus corpos foram resgatados durante a noite durante uma operação conjunta das FDI e da ISA em Jabaliya, e trazidos de volta para Israel. Continuaremos operando para trazer todos os nossos reféns de volta para casa. Que a memória deles seja uma bênção.”
Hanan Yablonka, Michel Nisenbaum, and Orion Hernandez were murdered during the October 7 Massacre and were abducted to Gaza by Hamas terrorists.
Their bodies were rescued overnight during a joint IDF and ISA operation in Jabaliya, and brought back to Israel.