A movimentação busca garantir alternativas estratégicas caso as tensões entre Israel e Irã se intensifiquem

donald trump
Donald Trump, presidente dos EUA, na Casa Branca, em Washington, D.C. (22/5/2025) | Foto: Reuters/Evelyn Hockstein

Conforme fontes ouvidas pela CNN internacional, os Estados Unidos enviaram cerca de 30 aviões-tanque ao Oriente Médio nas últimas semanas, para dar ao presidente Donald Trump opções, diante do conflito recente entre Israel e Irã. Os israelenses são aliados históricos dos norte-americanos. 

Ainda segundo o jornal, a movimentação busca garantir alternativas estratégicas caso as tensões regionais se intensifiquem. Integrantes do governo dos EUA afirmam que o reforço na região visa a oferecer ao presidente Trump, assim como ao Comando Central dos EUA, diversas alternativas para uma eventual ampliação do envolvimento militar no Oriente Médio.

Entre essas possibilidades está o apoio ao reabastecimento aéreo de caças israelenses em missões sobre o Irã.

Ataques conjuntos e alternativas militares a Trump

Bandeiras do Irã em local atacado pela Força Aérea de Israel | Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
Bandeiras do Irã em local atacado pela Força Aérea de Israel | Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS 

Uma das fontes detalhou que o Comando Central apresentou a Trump a alternativa de realizar ataques conjuntos. Eles poderiam ocorrer entre forças dos Estados Unidos e de Israel contra instalações nucleares do Irã, caso seja necessário responder a uma escalada militar.

No fim de semana, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, determinou o envio de novos recursos militares ao Centro de Comando das Forças Armadas. Entre eles, houve o encaminhamento do grupo de ataque do porta-aviões USS Nimitz, de modo a ampliar a capacidade operacional da presença norte-americana na região.

No dia 13 de junho, Israel iniciou uma ofensiva aérea contra o Irã, para atacar instalações nucleares e militares iranianas em Teerã, Isfahan e Natanz. A operação, que envolveu mais de 200 aeronaves e cobertura de drones e inteligência artificial fornecida pela Mossad, derrubou sistemas de defesa aérea, destruiu dezenas de lançadores de mísseis e eliminou integrantes do alto-comando da Guarda Revolucionária Iraniana.

Do lado iraniano, houve uma represália imediata, com disparo de mísseis e drones contra o território israelense. A ação contou com o apoio de milícias e terroristas aliados, como Hezbollah e Houthi, além de tentativas de atingir aeroportos e infraestruturas civis.

Informações Revista Oeste


Ex-presidente da Argentina foi condenada por corrupção na licitação de obras rodoviárias

Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina Foto: EFE/ Juan Ignacio Roncoroni/Archivo

A condenação de seis anos de prisão imposta a Cristina Kirchner por corrupção na licitação de obras rodoviárias entrou em vigor nesta terça-feira (17), após a Justiça conceder a prisão domiciliar à ex-presidente argentina e anular seu comparecimento perante os tribunais previsto para esta quarta-feira (18).

– Cabe estabelecer que, a partir de hoje, Cristina Elisabet Fernández de Kirchner se encontra, na qualidade de detida sob a modalidade de prisão domiciliar, cumprindo a pena definitiva de seis anos de prisão, inelegibilidade especial perpétua para exercer cargos públicos, obrigações legais e as custas do processo que lhe foram impostas nesta causa – indica a resolução judicial emitida pelo juiz Jorge Gorini.

DECISÃO JUDICIAL FOI COMEMORADA POR MILEI
O presidente argentino, Javier Milei, saudou, nesta última quinta-feira (12), a ratificação de uma sentença de seis anos de prisão para a ex-presidente Cristina Kirchner e disse que isso era um sinal da independência do Judiciário.

– Não tenho nenhum mérito no fato de que o sistema judiciário definitivamente agiu de acordo com a república, é tudo mérito do judiciário, da Suprema Corte – afirmou Milei durante uma palestra na Universidade Hebraica de Jerusalém.

*Com informações EFE e AE


Emenda agora continuará sua tramitação na Câmara dos Lordes

Câmara britânica vota por descriminalização do aborto na Inglaterra e no País de Gales (Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay

Nesta terça-feira (17), a Câmara dos Comuns do Parlamento do Reino Unido votou a favor de uma emenda ao Projeto de Lei sobre Delinquência e Polícia para descriminalizar o aborto na Inglaterra e no País de Gales em qualquer fase da gravidez, sem que a mulher esteja sujeita à pena de prisão.

A emenda, considerada histórica, foi debatida e submetida a votação na Câmara dos Comuns, onde foi aprovada com 379 votos a favor e 137 contra, e agora continuará sua tramitação na Câmara dos Lordes, a câmara alta do Parlamento.

Por se tratar de uma questão ética e de consciência, os deputados puderam exercer seu voto de acordo com suas crenças pessoais e não sob a disciplina de voto de seus respectivos partidos.

A legislação atual em Inglaterra e País de Gales permite o aborto nas primeiras 24 semanas de gestação, mas a Lei de Crimes contra a Pessoa de 1861, que a sustenta, tipifica que, fora dessas condições, continua sendo um delito penal e pode levar à prisão perpétua, exceto em casos específicos em que se comprove que a vida da mãe está em perigo.

De acordo com os últimos dados oficiais, mais de 250 mil abortos foram realizados em Inglaterra e País de Gales em 2022.

A emenda, apresentada pela deputada trabalhista Tonia Antoniazzi e agora apoiada pela Câmara dos Comuns, visa modificar a lei para evitar que as mulheres sejam investigadas, presas, processadas ou encarceradas por interromperem suas gestações além do limite legal.

A chamada “cláusula Antoniazzi” não implica, no entanto, mudanças na lei em matéria de prestação de serviços de aborto, limite de tempo, telemedicina, motivos para o aborto ou exigência de aprovação de dois médicos.

Ao expor seus argumentos, a parlamentar destacou que quase 99% dos abortos ocorrem antes da 20ª semana de gravidez, deixando o restante 1% das mulheres “em circunstâncias desesperadoras”.

Antoniazzi classificou como “farsa” os três casos em que algumas mulheres foram presas por crimes de aborto ilegal entre 1861 e 2022. Ela afirmou que a legislação até agora em vigor, proveniente da época vitoriana e aprovada em um Parlamento composto exclusivamente por homens, estava “obsoleta”, e era cada vez mais usada contra mulheres e meninas “vulneráveis”.

Entre os opositores à emenda estavam a líder do Partido Conservador, Kemi Badenoch, e outros deputados de seu partido, como Caroline Johnson, que afirmou que quanto mais tarde na gravidez ocorre o aborto, mais complicações médicas a mulher que se submete ao procedimento pode sofrer.

A Sociedade para a Proteção das Crianças Não Nascidas afirmou que a emenda é uma “proposta extrema e perigosa” que “efetivamente descriminalizaria os abortos”.

*Com informações da Agência EFE


Força Aérea israelense interceptou mísseis e atacou alvos militares em Isfahan durante quatro dias de confrontos

Foto: Reprodução/X

As Forças de Defesa de Israel (FDI) declararam que destruíram mais de 120 lançadores de mísseis iranianos ao longo de quatro dias de conflito no Oriente Médio. Segundo os militares israelenses, isso representa aproximadamente um terço do arsenal total do Irã.

Na noite de domingo (15), a Força Aérea de Israel eliminou mais de 20 mísseis terra-terra antes que fossem lançados contra o território israelense, conforme informou nesta segunda-feira (16) a porta-voz das FDI, Effie Defrin.

Ela explicou que cerca de 50 caças e aeronaves foram mobilizados para atacar aproximadamente 100 alvos militares localizados em Isfahan, região central do Irã.

“Durante essas ações, mais de 20 mísseis foram atingidos ao mesmo tempo, minutos antes de serem lançados contra o Estado de Israel”, destacou Defrin.

Informações Bahia.ba


Até agora foram confirmadas 11 mortes em solo israelense; porta-voz do Exército diz que uma mesquita foi atingida

Ataque de Irã em zona residencial de Israel | Foto: Reprodução/X/@israelpolice

No quarto dia de conflito entre Israel e Irã, o número de civis mortos em solo israelense chega a 11. Nos últimos ataques, bairros militares e até uma mesquita foram atingidos. Segundo o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Rafael Rozenszajn, o Irã mira alvos civis. 

“O Irã já lançou em direção ao Estado de Israel mais de 200 mísseis balísticos em dois dias. Esses mísseis visam alvos civis, zonas residenciais. Inclusive, um dos locais atingidos por um dos mísseis iranianos foi uma mesquita, onde, infelizmente, morreram pessoas de uma família de árabes muçulmanos israelenses. Ou seja, o Irã não mede suas consequências quando lança seus mísseis em direção ao Estado de Israel”, declarou Rozenszajn à CNN Brasil. “Tentem imaginar o que aconteceria neste momento no Estado de Israel se o Irã tivesse em suas mãos uma bomba atômica.”

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou uma das áreas atingidas, em Bat Yam. “Hoje à noite, mais uma vez, o regime iraniano atacou deliberadamente civis israelenses enquanto eles dormiam: oito pessoas mortas, incluindo quatro crianças. Mais de 200 feridos. 35 ainda desaparecidos. Famílias desfeitas”, escreveu o premiê.

Netanyahu ressaltou que Israel mira apenas alvos militares e instalações nucleares. “O Irã tem como alvo inocentes. Israel tem como alvo instalações nucleares e militares para impedir que o regime terrorista mais perigoso do mundo adquira as armas mais perigosas do mundo. Faremos tudo o que for preciso para defender nosso povo. Israel está fazendo o que deve ser feito.”

Irã ameaça a existência de Israel

Em entrevista à CNN Brasil, Rafael Rozenszajn, porta-voz das IDF, reafirmou que a intenção de Israel, ao atingir o Irã, é garantir sua existência, como país, já que o regime revolucionário tem como meta eliminar o território e o povo judeu. “A grande missão do Irã nesse mundo é apagar o Estado de Israel do mapa. Nós não podemos permitir que o regime mais perigoso do mundo tenha em suas mãos o armamento mais perigoso do mundo.”

Além disso, ressaltou que “o Irã estava a um passo de conseguir pelo menos 15 bombas atômicas”. “O Irã já conseguiu enriquecer urânio para formar 15 bombas atômicas. Tudo o que estava faltando era uma simples decisão de ir um passo para frente.”

O militar disse que até agora o sucesso de Israel contra o Irã “foi enorme”. “Nós atingimos usinas nucleares do Irã, atingimos lideranças militares do Irã, eliminamos o chefe do Estado-Maior do regime iraniano, o chefe da Guarda Revolucionária, o comandante da Força Aérea do Irã. Nós eliminamos 11 líderes militares do regime iraniano. Nós eliminamos pelo menos nove cientistas que estavam envolvidos na produção do armamento nuclear. Nós atacamos também as fábricas de produção de mísseis balísticos. E nós estamos atuando para que o Irã não continue sendo essa ameaça tão existencial para o Estado de Israel.”

Alvos de Israel são militares, não civis

Falando em português, o oficial das IDF lembrou que o Estado de Israel tem um território de apenas 22 mil km², do tamanho do Sergipe. “O Irã tem um território de 1,6 milhão de km², ou seja, o Irã é 5,5 vezes maior do que Israel.” 

Isso causa uma dificuldade adicional para eliminar as instalações nucleares, que “estão espalhadas e escondidas por diversos locais do Irã.”  Porém, informações do serviço de inteligência e treinamento específico devem permitir a destruição desses locais. “Todos os nossos alvos são alvos militares.”

Rozenszajn também lembrou que as IDF sempre comunicam os moradores previamente sobre os locais que serão atacadas, para permitir a evacuação dos civis. “Nós fazemos tudo o que podemos para minimizar danos a civis e para que os danos colaterais sejam os menores possíveis nessa guerra, porque essa guerra não é travada contra o povo iraniano. Essa guerra é travada contra o regime iraniano, que é um regime tão cruel e tão totalitário contra o seu próprio povo”, declarou.

Informações Revista Oeste


Homem estava próximo da saída de emergência

Avião da Air India caiu Gujarat, oeste da Índia Foto: EFE/EPA/SIDDHARAJ SOLANKI

A polícia indiana revelou como o homem que sobreviveu ao acidente com um avião da Air India conseguiu escapar da tragédia. O caso aconteceu na manhã desta quinta-feira (12), em Ahmedabad, no oeste da Índia. Segundo as autoridades, o passageiro britânico Vishwash Kumar Ramesh saltou pela porta de emergência logo após a queda.

De acordo com a policial Vidhi Chaudhary, Ramesh estava próximo à saída de emergência no momento do impacto. O avião havia decolado com destino a Londres e caiu menos de um minuto depois, atingindo um alojamento de médicos.

O comissário de polícia GS Malik informou que Ramesh ocupava o assento 11A no voo do modelo Boeing 787-8. Ele foi identificado a partir do cartão de embarque e confirmado pela companhia aérea como o único sobrevivente entre os 243 ocupantes da aeronave.

Em entrevista ao jornal Hindustan Times, Ramesh contou que acordou cercado por corpos. “Fiquei assustado, levantei e corri. Havia pedaços do avião por toda parte. Alguém me pegou e me colocou na ambulância”, relatou.

Já no hospital, ele recebeu a visita do ministro do Interior da Índia, Amit Shah. À imprensa, o britânico contou que “trinta segundos após a decolagem, houve um barulho alto e, em seguida, o avião caiu”.

Ramesh nasceu na Índia, mas vive no Reino Unido com a esposa e o filho. Familiares aguardam informações sobre o irmão dele, que também estaria no voo.

A Air India informou que, além dos britânicos, havia 169 indianos, sete portugueses e um canadense a bordo. As informações são da BBC.

Informações Pleno News


Força Aérea israelense bombardeou instalações nucleares em Natanz; dois membros do alto escalão do regime foram mortos

Mapa das instalações nucleares do Irã atingidas por Israel
Mapa das instalações nucleares do Irã atingidas por Israel | Foto: Reprodução/X/@IDF

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abas Aragchi, classificou o ataque de Israel contra usinas de enriquecimento de urânio iranianas como “uma declaração de guerra”. O termo consta de mensagem enviada às Nações Unidas, na qual o Irã pede intervenção do Conselho de Segurança da ONU. Apesar da gravidade do termo, Aragchi não declarou formalmente guerra em nome do Irã contra Israel.

O confronto entre Irã e Israel alcançou novo patamar depois de ataques israelenses contra instalações nucleares nesta sexta-feira, 13 (noite da última quinta-feira, 12, pelo horário de Brasília). O episódio elevou as tensões no Oriente Médio e provocou resposta imediata de Teerã, que lançou quase cem drones em retaliação.

O Exército do Irã afirmou que a reação ao ataque não conhecerá limites, enquanto o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, declarou que “o regime sionista impôs a si mesmo um destino amargo e doloroso”. As declarações foram divulgadas pela agência de notícias estatal.

Alvo de Israel no Irã

Além da infraestrutura nuclear do Irã, os ataques israelenses resultaram na morte de dois importantes líderes do regime iraniano: o chefe do Estado-Maior, general Mohammad Bagheri, e o líder da Guarda Revolucionária Islâmica, Hossein Salami. 

Khamenei nomeou Habibollah Sayyarie como chefe interino do Estado-Maior e designou Ahmad Vahidi, ex-ministro do Interior, para comandar a Guarda Revolucionária.

A mídia local confirmou ainda a morte de seis cientistas nucleares: Abdolhamid Minouchehr, Ahmadreza Zolfaghari, Amirhossein Feqhi, Motalleblizadeh, Mohammad Mehdi Tehranchi e Fereydoun Abbasi.

Posição de Israel

Israel já havia declarado que impediria o Irã de obter armas nucleares, e autoridades militares israelenses relataram ataques a dezenas de alvos iranianos, com a possibilidade de prolongamento das operações. 

Em postagem feita no X às 6h40 desta sexta-feira,13 (horário de Brasília), Israel afirmou que caças da Força Aérea de Israel “atingiram a instalação de enriquecimento de urânio do regime iraniano na região de Natanz durante a noite”. 

“Esta é a maior instalação de enriquecimento de urânio do Irã, que opera há anos para atingir a capacidade de produzir armas nucleares e abriga a infraestrutura necessária para o enriquecimento de urânio de nível militar. Como parte dos ataques, a área subterrânea do local foi danificada. Essa área contém uma sala de enriquecimento de vários andares com centrífugas, salas elétricas e infraestrutura de apoio adicional. Além disso, a infraestrutura crítica que permite a operação contínua do local e os esforços contínuos do regime iraniano para obter armas nucleares foram alvos. Continuaremos a operar para impedir que o regime iraniano adquira armas nucleares”, informou o Exército de Israel.

Informações Revista Oeste


69 dos passageiros eram indianos, 53 britâncios, 7 portugueses e um canadense; Destes, 204 corpos já foram retirados do local da queda

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O voo AI171 da Air India, que tinha como destino o aeroporto de Londres-Gatwick, no Reino Unido, caiu nesta quinta-feira (12) logo após decolar do Aeroporto Internacional Sardar Vallabhbhai Patel, em Ahmedabad, na Índia. De acordo com o regulador da aviação civil do país, a aeronave emitiu uma chamada de emergência (mayday) antes de perder contato com o controle de tráfego aéreo.

Segundo matéria do InfoMoney, o avião era um Boeing 787-8 Dreamliner, e transportava 242 pessoas, entre elas dois pilotos e dez comissários de bordos. 217 destes eram adultos e 11 eram crianças, afirmou uma fonte à agência britânica Reuters. 169 dos passageiros eram indianos, 53 britâncios, 7 portugueses e um canadense, informou a companhia aérea indiana.

O comissário de polícia de Ahmedabad, GS Malik, afirmou que 204 corpos foram recuperados do local. Apesar disso, Malik não descartou a possibilidade de haver sobreviventes. Ao jornal americano The New York Times, o comissário disse que 41 pessoas ficaram feridas. No entanto, ele não esclareceu se estava se referindo a passageiros ou pessoas em terra.

A decolagem ocorreu às 13h39 (horário local) a partir da pista 23. Pouco depois, a aeronave caiu fora do perímetro do aeroporto, em uma área residencial de Meghani Nagar. O sinal do avião foi perdido a uma altitude de 625 pés (190 metros), menos de um minuto após a decolagem. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram fumaça densa saindo da área do acidente.

Devido ao acidente, o aeroporto de Ahmedabad permanece fechado, com todas suas operações suspensas.

O ministro da Aviação indiana, Kinjarapu Ram Mohan Naidu, afirmou que equipes de resgate já foram mobilizadas e que a situação está sendo monitorada de perto. O primeiro-ministro do estado de Gujarat ordenou ações de resgate em caráter emergencial e a criação de um corredor verde para o transporte dos feridos.

Já o ministro federal da saúde do país, por sua vez, afirmou que “muitas pessoas” morreram. “O prédio onde caiu é um albergue de médicos… já liberamos quase 70% a 80% da área e liberaremos o restante em breve”, disse um policial sênior aos repórteres.

Por meio de seu perfil nas redes sociais, a Air India afirmou que “os feridos estão sendo levados para os hospitais mais próximos”, e que outras informações sobre a queda ainda estão sendo apuradas. “Compartilharemos mais atualizações”, afirmou a companhia.

Informações


A parlamentar deixou o Brasil dias depois do Supremo Tribunal Federal (STF) condená-la a dez anos e oito meses de prisão

carla Zambelli
O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva da deputada | Foto Lula Marques/Agência Brasil/Flickr 

O embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca, reconhece que a polícia italiana pode enfrentar dificuldades para prender a deputada federal afastada Carla Zambelli (PL-SP). A parlamentar deixou o Brasil dias depois do Supremo Tribunal Federal (STF) condená-la a dez anos e oito meses de prisão. A condenação é por uma suposta invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Inicialmente, ela viajou para os Estados Unidos e, em seguida, para a Itália. Lá, Zambelli entrou no país usando seu passaporte de dupla cidadania. Isso aconteceu horas antes de a Polícia Federal brasileira solicitar à Interpol a inclusão de seu nome na chamada “difusão vermelha”. Entretanto, o nome de Carla Zambelli ainda não aparece na lista pública da Interpol.

Mosca, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulopublicada, nesta terça-feira, 10, explicou a situação. 

“Mesmo que haja o conhecimento de que ela estaria em determinado local, dentro de uma casa, não há mandado de busca”, disse o embaixador. “A polícia [italiana] não pode entrar dentro de uma casa para retirá-la e prendê-la. Ela terá de ser presa no momento em que estiver em local público. Isso dificulta a situação, mas não há outro caminho.”

O paradeiro de Carla Zambelli e o processo de extradição

Renato Mosca afirma que não há informações sobre o paradeiro da deputada na Itália. Ele esclarece que Zambelli entrou no país antes que o pedido da PF à Interpol se efetivasse. Este fato, segundo ele, permitiu que Carla Zambelli não tivesse nenhum impedimento para passar pelos controles migratórios do aeroporto internacional de Roma.

As autoridades brasileiras mantêm contato com as italianas por meio de um adido da Polícia Federal. A própria representação diplomática no país também dialoga com os ministérios das Relações Exteriores e do Interior. O embaixador ressalta que o processo de extradição só pode ser iniciado com a detenção da deputada. Mosca enfatiza que Carla Zambelli não pode se considerar “intocável” por possuir cidadania italiana.

Mosca destaca a existência de 14 processos de extradição em andamento na Itália desde 2024. Quatro desses processos envolvem indivíduos com dupla nacionalidade. 

“Temos 14 processos de extradição em tramitação na Itália desde 2024, quatro são indivíduos de dupla nacionalidade. Neste ano já tivemos a extradição de um ítalo-brasileiro”, destacou Mosca. “A cidadania italiana não torna intocáveis as pessoas em dívida com a Justiça.”

A Constituição italiana permite a extradição de cidadãos quando há uma previsão expressa em convenções internacionais. Um exemplo é o acordo bilateral entre Brasil e Itália, em vigor desde a década de 1990. 

““Há uma série de elementos que contribuem para que esse caso da deputada tenha um desfecho favorável”, disse. “Não ao Brasil ou à Itália, mas à Justiça.”

Informações Revista Oeste


Um manifestante agita uma bandeira mexicana no topo de um veículo em chamas durante um protesto no centro de Los Angeles, Califórnia - 8/6/2025 | Foto: David Ryder/Reuters
Um manifestante agita uma bandeira mexicana no topo de um veículo em chamas durante um protesto no centro de Los Angeles, Califórnia – 8/6/2025 | Foto: David Ryder/Reuters

Os protestos em Los Angeles se intensificaram neste domingo, 8, depois da chegada de tropas da Guarda Nacional enviadas pelo presidente Donald Trump. Milhares foram às ruas, bloquearam vias expressas, incendiaram veículos e enfrentaram as forças de segurança em uma nova onda de manifestações contra as políticas migratórias do governo federal.

Policiais a cavalo e unidades com armamento antimotim trabalharam ao lado das tropas federais para proteger prédios públicos, como o Centro de Detenção Metropolitana, no centro da cidade. O edifício abriga dezenas de imigrantes detidos recentemente.

Os atos marcam o terceiro dia consecutivo de protestos na região. O envio das tropas é uma resposta direta de Trump à escalada da manifestação, que o presidente atribuiu à inação do governador democrata Gavin Newsom e de autoridades estaduais diante da revolta popular.

Os protestos em Los Angeles

Ao meio-dia, centenas de pessoas se reuniram em frente ao centro de detenção, entoando gritos como “vergonha” e “fora!”, dirigidos aos militares posicionados em frente ao prédio. O clima rapidamente se deteriorou quando um grupo de manifestantes rompeu o cordão de isolamento. Agentes federais reagiram com bombas de gás lacrimogêneo e, pouco depois, a polícia de Los Angeles lançou munições não letais para dispersar a multidão.

Parte dos manifestantes deslocou-se para a Rodovia 101 e paralisou o tráfego até o fim da tarde. Equipes da Polícia Rodoviária Estadual intervieram para liberar a via.

Oficiais da Patrulha Rodoviária da Califórnia (CHP) guardam uma rodovia durante um protesto no centro de Los Angeles, Califórnia - 8/6/2025 | Foto: Barbara Davidson/Reuters
Oficiais da Patrulha Rodoviária da Califórnia (CHP) guardam uma rodovia durante um protesto no centro de Los Angeles, Califórnia – 8/6/2025 | Foto: Barbara Davidson/Reuters

O envio de tropas por Trump

A decisão de Trump de mobilizar cerca de 300 soldados da Guarda Nacional para Los Angeles — sem solicitação do governo estadual — acentuou o conflito institucional. Desde a sexta-feira 6, manifestações vinham ganhando força na cidade. No sábado, expandiram-se para bairros periféricos, como Paramount, de maioria latina, e Compton, reduto historicamente engajado em “lutas sociais”.

No sábado 7, manifestantes tentaram impedir o avanço de veículos da Patrulha de Fronteira em Paramount, ao lançar pedras e pedaços de concreto contra os agentes. Em resposta, as forças federais utilizaram gás, granadas de efeito moral e projéteis de pimenta para dispersar os ativistas.

O governador Gavin Newsom repudiou a ação, ao classificar o envio das tropas como “exagerado e teatral”. Em carta oficial, solicitou a revogação imediata da ordem presidencial, alegando que o gesto representava uma violação grave à autonomia do Estado. “Não havia crise até Trump decidir intervir”, afirmou, em publicação nas redes sociais.

Desde 1965, quando Lyndon B. Johnson mobilizou a Guarda Nacional sem autorização local para proteger manifestantes pelos direitos civis no Alabama, não se via uma ação federal semelhante em território norte-americano.

Reforço militar

Em um agravamento do cenário, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que tropas regulares dos Fuzileiros Navais poderiam ser enviadas a Los Angeles caso a violência persistisse. Segundo o Comando Norte dos EUA, cerca de 500 militares da base de Twentynine Palms estavam em estado de prontidão para possível deslocamento.

No sábado, Trump assinou uma diretriz que autoriza o envio de até 2 mil integrantes da Guarda Nacional, com base em dispositivo legal que prevê o uso de forças federais em caso de insurreição contra o governo.

Ao embarcar no Air Force One, neste domingo, Trump foi taxativo: “Há pessoas violentas em Los Angeles, e elas não ficarão impunes”. Indagado se considerava ampliar o envio de tropas, o presidente respondeu: “Teremos soldados onde for necessário. Não vamos deixar que nosso país seja destruído como aconteceu sob Biden”.

Trump também ameaçou processar autoridades locais que dificultarem operações de deportação. Ele citou o caso de uma juíza em Wisconsin, recentemente detida sob a acusação de auxiliar um imigrante ilegal a escapar da detenção. “Se bloquearem a lei e a ordem, enfrentarão consequências legais”, afirmou.

Informações Revista Oeste