ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Homem estava próximo da saída de emergência

Avião da Air India caiu Gujarat, oeste da Índia Foto: EFE/EPA/SIDDHARAJ SOLANKI

A polícia indiana revelou como o homem que sobreviveu ao acidente com um avião da Air India conseguiu escapar da tragédia. O caso aconteceu na manhã desta quinta-feira (12), em Ahmedabad, no oeste da Índia. Segundo as autoridades, o passageiro britânico Vishwash Kumar Ramesh saltou pela porta de emergência logo após a queda.

De acordo com a policial Vidhi Chaudhary, Ramesh estava próximo à saída de emergência no momento do impacto. O avião havia decolado com destino a Londres e caiu menos de um minuto depois, atingindo um alojamento de médicos.

O comissário de polícia GS Malik informou que Ramesh ocupava o assento 11A no voo do modelo Boeing 787-8. Ele foi identificado a partir do cartão de embarque e confirmado pela companhia aérea como o único sobrevivente entre os 243 ocupantes da aeronave.

Em entrevista ao jornal Hindustan Times, Ramesh contou que acordou cercado por corpos. “Fiquei assustado, levantei e corri. Havia pedaços do avião por toda parte. Alguém me pegou e me colocou na ambulância”, relatou.

Já no hospital, ele recebeu a visita do ministro do Interior da Índia, Amit Shah. À imprensa, o britânico contou que “trinta segundos após a decolagem, houve um barulho alto e, em seguida, o avião caiu”.

Ramesh nasceu na Índia, mas vive no Reino Unido com a esposa e o filho. Familiares aguardam informações sobre o irmão dele, que também estaria no voo.

A Air India informou que, além dos britânicos, havia 169 indianos, sete portugueses e um canadense a bordo. As informações são da BBC.

Informações Pleno News


Força Aérea israelense bombardeou instalações nucleares em Natanz; dois membros do alto escalão do regime foram mortos

Mapa das instalações nucleares do Irã atingidas por Israel
Mapa das instalações nucleares do Irã atingidas por Israel | Foto: Reprodução/X/@IDF

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abas Aragchi, classificou o ataque de Israel contra usinas de enriquecimento de urânio iranianas como “uma declaração de guerra”. O termo consta de mensagem enviada às Nações Unidas, na qual o Irã pede intervenção do Conselho de Segurança da ONU. Apesar da gravidade do termo, Aragchi não declarou formalmente guerra em nome do Irã contra Israel.

O confronto entre Irã e Israel alcançou novo patamar depois de ataques israelenses contra instalações nucleares nesta sexta-feira, 13 (noite da última quinta-feira, 12, pelo horário de Brasília). O episódio elevou as tensões no Oriente Médio e provocou resposta imediata de Teerã, que lançou quase cem drones em retaliação.

O Exército do Irã afirmou que a reação ao ataque não conhecerá limites, enquanto o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, declarou que “o regime sionista impôs a si mesmo um destino amargo e doloroso”. As declarações foram divulgadas pela agência de notícias estatal.

Alvo de Israel no Irã

Além da infraestrutura nuclear do Irã, os ataques israelenses resultaram na morte de dois importantes líderes do regime iraniano: o chefe do Estado-Maior, general Mohammad Bagheri, e o líder da Guarda Revolucionária Islâmica, Hossein Salami. 

Khamenei nomeou Habibollah Sayyarie como chefe interino do Estado-Maior e designou Ahmad Vahidi, ex-ministro do Interior, para comandar a Guarda Revolucionária.

A mídia local confirmou ainda a morte de seis cientistas nucleares: Abdolhamid Minouchehr, Ahmadreza Zolfaghari, Amirhossein Feqhi, Motalleblizadeh, Mohammad Mehdi Tehranchi e Fereydoun Abbasi.

Posição de Israel

Israel já havia declarado que impediria o Irã de obter armas nucleares, e autoridades militares israelenses relataram ataques a dezenas de alvos iranianos, com a possibilidade de prolongamento das operações. 

Em postagem feita no X às 6h40 desta sexta-feira,13 (horário de Brasília), Israel afirmou que caças da Força Aérea de Israel “atingiram a instalação de enriquecimento de urânio do regime iraniano na região de Natanz durante a noite”. 

“Esta é a maior instalação de enriquecimento de urânio do Irã, que opera há anos para atingir a capacidade de produzir armas nucleares e abriga a infraestrutura necessária para o enriquecimento de urânio de nível militar. Como parte dos ataques, a área subterrânea do local foi danificada. Essa área contém uma sala de enriquecimento de vários andares com centrífugas, salas elétricas e infraestrutura de apoio adicional. Além disso, a infraestrutura crítica que permite a operação contínua do local e os esforços contínuos do regime iraniano para obter armas nucleares foram alvos. Continuaremos a operar para impedir que o regime iraniano adquira armas nucleares”, informou o Exército de Israel.

Informações Revista Oeste


69 dos passageiros eram indianos, 53 britâncios, 7 portugueses e um canadense; Destes, 204 corpos já foram retirados do local da queda

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O voo AI171 da Air India, que tinha como destino o aeroporto de Londres-Gatwick, no Reino Unido, caiu nesta quinta-feira (12) logo após decolar do Aeroporto Internacional Sardar Vallabhbhai Patel, em Ahmedabad, na Índia. De acordo com o regulador da aviação civil do país, a aeronave emitiu uma chamada de emergência (mayday) antes de perder contato com o controle de tráfego aéreo.

Segundo matéria do InfoMoney, o avião era um Boeing 787-8 Dreamliner, e transportava 242 pessoas, entre elas dois pilotos e dez comissários de bordos. 217 destes eram adultos e 11 eram crianças, afirmou uma fonte à agência britânica Reuters. 169 dos passageiros eram indianos, 53 britâncios, 7 portugueses e um canadense, informou a companhia aérea indiana.

O comissário de polícia de Ahmedabad, GS Malik, afirmou que 204 corpos foram recuperados do local. Apesar disso, Malik não descartou a possibilidade de haver sobreviventes. Ao jornal americano The New York Times, o comissário disse que 41 pessoas ficaram feridas. No entanto, ele não esclareceu se estava se referindo a passageiros ou pessoas em terra.

A decolagem ocorreu às 13h39 (horário local) a partir da pista 23. Pouco depois, a aeronave caiu fora do perímetro do aeroporto, em uma área residencial de Meghani Nagar. O sinal do avião foi perdido a uma altitude de 625 pés (190 metros), menos de um minuto após a decolagem. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram fumaça densa saindo da área do acidente.

Devido ao acidente, o aeroporto de Ahmedabad permanece fechado, com todas suas operações suspensas.

O ministro da Aviação indiana, Kinjarapu Ram Mohan Naidu, afirmou que equipes de resgate já foram mobilizadas e que a situação está sendo monitorada de perto. O primeiro-ministro do estado de Gujarat ordenou ações de resgate em caráter emergencial e a criação de um corredor verde para o transporte dos feridos.

Já o ministro federal da saúde do país, por sua vez, afirmou que “muitas pessoas” morreram. “O prédio onde caiu é um albergue de médicos… já liberamos quase 70% a 80% da área e liberaremos o restante em breve”, disse um policial sênior aos repórteres.

Por meio de seu perfil nas redes sociais, a Air India afirmou que “os feridos estão sendo levados para os hospitais mais próximos”, e que outras informações sobre a queda ainda estão sendo apuradas. “Compartilharemos mais atualizações”, afirmou a companhia.

Informações


A parlamentar deixou o Brasil dias depois do Supremo Tribunal Federal (STF) condená-la a dez anos e oito meses de prisão

carla Zambelli
O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva da deputada | Foto Lula Marques/Agência Brasil/Flickr 

O embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca, reconhece que a polícia italiana pode enfrentar dificuldades para prender a deputada federal afastada Carla Zambelli (PL-SP). A parlamentar deixou o Brasil dias depois do Supremo Tribunal Federal (STF) condená-la a dez anos e oito meses de prisão. A condenação é por uma suposta invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Inicialmente, ela viajou para os Estados Unidos e, em seguida, para a Itália. Lá, Zambelli entrou no país usando seu passaporte de dupla cidadania. Isso aconteceu horas antes de a Polícia Federal brasileira solicitar à Interpol a inclusão de seu nome na chamada “difusão vermelha”. Entretanto, o nome de Carla Zambelli ainda não aparece na lista pública da Interpol.

Mosca, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulopublicada, nesta terça-feira, 10, explicou a situação. 

“Mesmo que haja o conhecimento de que ela estaria em determinado local, dentro de uma casa, não há mandado de busca”, disse o embaixador. “A polícia [italiana] não pode entrar dentro de uma casa para retirá-la e prendê-la. Ela terá de ser presa no momento em que estiver em local público. Isso dificulta a situação, mas não há outro caminho.”

O paradeiro de Carla Zambelli e o processo de extradição

Renato Mosca afirma que não há informações sobre o paradeiro da deputada na Itália. Ele esclarece que Zambelli entrou no país antes que o pedido da PF à Interpol se efetivasse. Este fato, segundo ele, permitiu que Carla Zambelli não tivesse nenhum impedimento para passar pelos controles migratórios do aeroporto internacional de Roma.

As autoridades brasileiras mantêm contato com as italianas por meio de um adido da Polícia Federal. A própria representação diplomática no país também dialoga com os ministérios das Relações Exteriores e do Interior. O embaixador ressalta que o processo de extradição só pode ser iniciado com a detenção da deputada. Mosca enfatiza que Carla Zambelli não pode se considerar “intocável” por possuir cidadania italiana.

Mosca destaca a existência de 14 processos de extradição em andamento na Itália desde 2024. Quatro desses processos envolvem indivíduos com dupla nacionalidade. 

“Temos 14 processos de extradição em tramitação na Itália desde 2024, quatro são indivíduos de dupla nacionalidade. Neste ano já tivemos a extradição de um ítalo-brasileiro”, destacou Mosca. “A cidadania italiana não torna intocáveis as pessoas em dívida com a Justiça.”

A Constituição italiana permite a extradição de cidadãos quando há uma previsão expressa em convenções internacionais. Um exemplo é o acordo bilateral entre Brasil e Itália, em vigor desde a década de 1990. 

““Há uma série de elementos que contribuem para que esse caso da deputada tenha um desfecho favorável”, disse. “Não ao Brasil ou à Itália, mas à Justiça.”

Informações Revista Oeste


Um manifestante agita uma bandeira mexicana no topo de um veículo em chamas durante um protesto no centro de Los Angeles, Califórnia - 8/6/2025 | Foto: David Ryder/Reuters
Um manifestante agita uma bandeira mexicana no topo de um veículo em chamas durante um protesto no centro de Los Angeles, Califórnia – 8/6/2025 | Foto: David Ryder/Reuters

Os protestos em Los Angeles se intensificaram neste domingo, 8, depois da chegada de tropas da Guarda Nacional enviadas pelo presidente Donald Trump. Milhares foram às ruas, bloquearam vias expressas, incendiaram veículos e enfrentaram as forças de segurança em uma nova onda de manifestações contra as políticas migratórias do governo federal.

Policiais a cavalo e unidades com armamento antimotim trabalharam ao lado das tropas federais para proteger prédios públicos, como o Centro de Detenção Metropolitana, no centro da cidade. O edifício abriga dezenas de imigrantes detidos recentemente.

Os atos marcam o terceiro dia consecutivo de protestos na região. O envio das tropas é uma resposta direta de Trump à escalada da manifestação, que o presidente atribuiu à inação do governador democrata Gavin Newsom e de autoridades estaduais diante da revolta popular.

Os protestos em Los Angeles

Ao meio-dia, centenas de pessoas se reuniram em frente ao centro de detenção, entoando gritos como “vergonha” e “fora!”, dirigidos aos militares posicionados em frente ao prédio. O clima rapidamente se deteriorou quando um grupo de manifestantes rompeu o cordão de isolamento. Agentes federais reagiram com bombas de gás lacrimogêneo e, pouco depois, a polícia de Los Angeles lançou munições não letais para dispersar a multidão.

Parte dos manifestantes deslocou-se para a Rodovia 101 e paralisou o tráfego até o fim da tarde. Equipes da Polícia Rodoviária Estadual intervieram para liberar a via.

Oficiais da Patrulha Rodoviária da Califórnia (CHP) guardam uma rodovia durante um protesto no centro de Los Angeles, Califórnia - 8/6/2025 | Foto: Barbara Davidson/Reuters
Oficiais da Patrulha Rodoviária da Califórnia (CHP) guardam uma rodovia durante um protesto no centro de Los Angeles, Califórnia – 8/6/2025 | Foto: Barbara Davidson/Reuters

O envio de tropas por Trump

A decisão de Trump de mobilizar cerca de 300 soldados da Guarda Nacional para Los Angeles — sem solicitação do governo estadual — acentuou o conflito institucional. Desde a sexta-feira 6, manifestações vinham ganhando força na cidade. No sábado, expandiram-se para bairros periféricos, como Paramount, de maioria latina, e Compton, reduto historicamente engajado em “lutas sociais”.

No sábado 7, manifestantes tentaram impedir o avanço de veículos da Patrulha de Fronteira em Paramount, ao lançar pedras e pedaços de concreto contra os agentes. Em resposta, as forças federais utilizaram gás, granadas de efeito moral e projéteis de pimenta para dispersar os ativistas.

O governador Gavin Newsom repudiou a ação, ao classificar o envio das tropas como “exagerado e teatral”. Em carta oficial, solicitou a revogação imediata da ordem presidencial, alegando que o gesto representava uma violação grave à autonomia do Estado. “Não havia crise até Trump decidir intervir”, afirmou, em publicação nas redes sociais.

Desde 1965, quando Lyndon B. Johnson mobilizou a Guarda Nacional sem autorização local para proteger manifestantes pelos direitos civis no Alabama, não se via uma ação federal semelhante em território norte-americano.

Reforço militar

Em um agravamento do cenário, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que tropas regulares dos Fuzileiros Navais poderiam ser enviadas a Los Angeles caso a violência persistisse. Segundo o Comando Norte dos EUA, cerca de 500 militares da base de Twentynine Palms estavam em estado de prontidão para possível deslocamento.

No sábado, Trump assinou uma diretriz que autoriza o envio de até 2 mil integrantes da Guarda Nacional, com base em dispositivo legal que prevê o uso de forças federais em caso de insurreição contra o governo.

Ao embarcar no Air Force One, neste domingo, Trump foi taxativo: “Há pessoas violentas em Los Angeles, e elas não ficarão impunes”. Indagado se considerava ampliar o envio de tropas, o presidente respondeu: “Teremos soldados onde for necessário. Não vamos deixar que nosso país seja destruído como aconteceu sob Biden”.

Trump também ameaçou processar autoridades locais que dificultarem operações de deportação. Ele citou o caso de uma juíza em Wisconsin, recentemente detida sob a acusação de auxiliar um imigrante ilegal a escapar da detenção. “Se bloquearem a lei e a ordem, enfrentarão consequências legais”, afirmou.

Informações Revista Oeste


Moraes STF
De acordo com as empresas, as ordens do ministro Alexandre de Moraes, do STF, ferem a Constituição americana | Foto: Rosinei Coutinho/STF 

A Truth Social, rede social do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a plataforma de vídeo Rumble adicionaram novas informações a uma ação contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em um tribunal federal da Flórida.

No documento, os advogados pedem a responsabilização civil de Moraes e querem que a Justiça norte-americana obrigue o ministro a compensar os danos causados às empresas por suas decisões.

A compensação pedida pelas empresas inclui reparação por “danos à reputação, receita perdida e oportunidades de negócios perdidas resultantes da interferência do ministro”.

Na petição, as empresas classificam as decisões do magistrado como “ordens da mordaça” e o acusam de censura.

As empresas protocolaram a ação em fevereiro deste ano. A Truth Social e o Rumble pedem que a Justiça declare como inexequíveis nos Estados Unidos as ordens de Moraes contra as duas plataformas.

Os advogados das empresas também pedem que a Justiça norte-americana impeça Moraes de obrigar a remoção dos aplicativos da Truth Social e do Rumble de lojas de outras empresas, como a Apple.

Ordem de Moraes contra Allan dos Santos motivou reação 

A ação apresentada em fevereiro pelas empresas gira em torno, principalmente, de uma decisão em que Moraes manda o Rumble banir a conta do jornalista Allan dos Santos. O ministro também manda a plataforma impedir a criação de novos perfis.

A ordem não se restringe ao Brasil. Moraes ordenou o banimento da conta do jornalista na plataforma para o mundo inteiro.

Como o Rumble não cumpriu a decisão, Moraes ordenou a suspensão da plataforma de vídeo no Brasil. No despacho, o magistrado ainda impôs uma multa diária de R$ 50 mil enquanto o Rumble não cumprir as ordens. 

Na nova petição da sexta-feira 6, as empresas não informam o valor que esperam receber do ministro. O montante deverá ser discutido na próxima fase do processo em que será formado um júri para o julgamento, conforme solicitação do Ramble. 

De acordo com a plataforma de vídeo, as decisões de Moraes ferem os dispositivos da Constituição norte-americana que tratam sobre liberdade de expressão.

Moraes enviou as ordens sigilosas às plataformas por e-mail, sem passar pelos caminhos legais.

Informações Revista Oeste


Presidente dos EUA criticou bilionário após troca de acusações sobre projeto de lei e contratos governamentais

Foto: Reprodução/Instagram

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (6) que “não está particularmente interessado” em reatar com o bilionário Elon Musk, a quem chamou de “o homem que perdeu a cabeça”. A declaração ocorre após Musk sinalizar disposição para “fazer as pazes” com o presidente.

A troca de críticas começou na quinta-feira (5), quando Musk fez duras críticas a um projeto de lei que Trump tenta aprovar no Senado. Em resposta, o presidente disse estar desapontado com o dono da X (antigo Twitter).

“Estou muito desapontado com Elon”, afirmou Trump a repórteres na Casa Branca.

O projeto de lei, batizado de One Big Beautiful Bill Act, propõe uma revisão orçamentária que inclui cortes de impostos, reduções significativas em programas sociais e políticas climáticas, e aumento dos gastos com segurança nacional.

Elon Musk criticou publicamente a proposta, afirmando que as políticas comerciais do governo Trump podem causar uma recessão. O bilionário também mencionou as ligações do presidente com Jeffrey Epstein, condenado por abuso sexual de menores.

Em resposta, Trump ameaçou cancelar contratos governamentais com as empresas de Musk, incluindo a nave espacial Dragon, utilizada pela NASA. Musk reagiu afirmando, em uma publicação no X, que poderia aposentar a nave, mas depois recuou ao dizer: “Bom conselho. Ok, não vamos desativar a Dragon.”

Embora tenha sido cogitada a possibilidade de um telefonema entre Musk e a Casa Branca nesta sexta-feira, fontes ouvidas pelo Washington Postafirmaram que não há planos para uma ligação de Trump ao bilionário.

Informações Bahia.ba


Um relatório do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA relata os casos acumulados na gestão democrata

O ex-presidente dos EUA Joe Biden durante as cerimônias de posse de Donald Trump, na Rotunda do Capitólio dos EUA em 20 de janeiro de 2025 em Washington, DC. | Foto: Reuters/Chip Somodevilla
O ex-presidente dos EUA Joe Biden durante as cerimônias de posse de Donald Trump, na Rotunda do Capitólio dos EUA em 20 de janeiro de 2025 em Washington, DC. | Foto: Reuters/Chip Somodevilla

A administração de Joe Biden deixou de investigar mais de 7,3 mil denúncias de tráfico humano de crianças migrantes e dezenas de milhares de outras denúncias igualmente graves, de acordo com dados divulgados na última quinta-feira, 28, pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (HHS).

O HHS está analisando 65,6 mil denúncias acumuladas desde o governo anterior, como parte de uma força-tarefa entre agências para investigar casos de menores desacompanhados que podem ter sido abusados por predadores sexuais ou traficados por gangues como a MS-13.

Desde o início da investigação, em fevereiro, o departamento analisou quase 19 mil casos. No entanto, ainda restam 1,68 mil situações nas quais possíveis receptores pagaram para receber as crianças, 7,34 mil denúncias de tráfico humano e outras 46,31 mil denúncias feitas por funcionários, prestadores de serviço e pelos próprios menores desacompanhados.

Até agora, essas investigações resultaram em 528 pistas relevantes, 36 processos abertos por promotorias federais, 25 mandados de prisão, 11 prisões, sete denúncias formais e três condenações. Cerca de 28% dos casos acumulados foram resolvidos no governo Trump.

“Isso é uma falha sistêmica da administração Biden”, afirmou o HHS em nota divulgada em 22 de abril, veiculada na reportagem do jornal dos EUA The New York Post. “Estamos falando de vidas de crianças em risco.”

O senador republicano Chuck Grassley, de Iowa, publicou esses dados em uma carta enviada ao secretário Robert F. Kennedy Jr. na última terça-feira, 27, e pediu “uma atualização urgente sobre os esforços do governo para localizar e resgatar crianças colocadas em situação de risco”.

Sob Biden, EUA deixou de investigar mais de 7 mil denúncias de tráfico de crianças
Crianças imigrantes na fronteira dos EUA | Foto: Reprodução/X

“Minha investigação revelou que o governo Biden-Harris colocou crianças migrantes desacompanhadas sob a responsabilidade de patrocinadores perigosos e ainda tentou impedir a atuação da polícia e do Congresso para resgatar essas crianças vulneráveis”, afirmou Grassley.

“Reconheço o governo Trump por agir com rapidez para proteger essas crianças, enquanto o governo anterior ignorou denúncias sérias”, disse ainda o senador. “Espero trabalhar com o secretário Kennedy para garantir que a justiça seja feita.”

Senador republicano cobra explicações sobre destino de crianças

De acordo com um relatório da Controladoria-Geral do Departamento de Segurança Interna (DHS), até maio de 2024, ao menos 291 mil crianças migrantes estavam sob custódia de receptores nos EUA. Outras 32 mil eram consideradas desaparecidas por não comparecerem às audiências na Corte de imigração.

Documentos internos mostram que o Escritório de Reassentamento de Refugiados (ORR) do HHS ignorou sinais evidentes de risco e priorizou liberar rapidamente os menores — com o então secretário do HHS, Xavier Becerra, comparando o processo ideal de liberação a uma “linha de montagem”, segundo o jornal norte-americano The New York Times.

Mais tarde, denunciantes relataram ao Congresso que muitas dessas crianças acabaram nas mãos de criminosos e traficantes sexuais.

O gabinete de Grassley investiga o ORR há mais de dez anos e, nos últimos anos, identificou diversos casos de tráfico, contrabando e exploração infantil por parte de patrocinadores nos EUA. Ele encaminhou as denúncias à Imigração e Alfândega (HSI) e ao FBI.

O HSI confirmou que “mais de 100 patrocinadores apresentavam indícios suficientes para investigações aprofundadas, apenas em um centro de acolhimento emergencial do HHS”. Pelo menos 14 desses centros foram criados entre março e junho de 2021, no início do mandato de Biden, diante do aumento no número de imigrantes na fronteira.

Serviço de imigração
Policiais do serviço de imigração (ICE) acompanhados de outros agentes ao realizarem prisões de imigrantes | Foto: Divulgação/ICE

Apesar de o HSI ter emitido intimações solicitando mais informações, o secretário Becerra “não atendeu totalmente a dois terços” dos pedidos relacionados a patrocinadores suspeitos, conforme escreveu Grassley na carta de 27 de maio.

“O HSI conseguiu localizar apenas alguns patrocinadores e crianças, em parte porque o HHS não forneceu os dados exigidos por intimação. Isso é inaceitável”, criticou o senador. “Becerra também instruiu prestadores de serviço e contratados a não responder às minhas solicitações, direcionando tudo ao secretário-assistente de assuntos legislativos, que também não deu nenhuma resposta.”

Entidade acusada de abuso sexual recebeu recursos do governo Biden

O senador Grassley também exigiu uma atualização sobre os resultados da investigação interagências, a falta de intimações da imigração para os menores e “cópias de toda a correspondência” com entidades federais que acolheram essas crianças — tudo com prazo até 10 de junho.

A maior dessas organizações acolhedoras de menores desacompanhados recebeu US$ 3 bilhões do governo Biden — e aumentou os salários de seus executivos em até 139% — entre 2021 e 2024, segundo registros fiscais.

A organização sem fins lucrativos Southwest Key Programs, com sede em Austin, Texas, foi processada em julho de 2024 pelo próprio Departamento de Justiça de Biden, devido a alegações de estupro e abuso sexual “graves e generalizados” de crianças entre 2015 e 2023 por parte de funcionários e supervisores.

O Departamento de Justiça de Trump havia encerrado esse processo civil em março, e o HHS anunciou que deixaria de financiar a organização. A Southwest Key havia recebido metade de seus US$ 6 bilhões em fundos federais entre 2003 e 2024. A maior parte desses recursos foi paga durante o governo Biden.

Informações Revista Oeste


Anúncio foi feito nesta terça-feira, 27, pelo secretário de Saúde do governo Trump e sua equipe

Kennedy
Marty Makary, comissário da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês); Robert F. Kenndy Jr., secretário de Saúde dos EUA; e Jay Bhattacharya, presidente Institutos Nacionais de Saúde | Foto: Reprodução/X

O governo dos EUA anunciou nesta terça-feira, 27, o fim da recomendação de vacinação contra covid para gestantes e crianças saudáveis. Há uma semana, o governo de Donald Trump já havia anunciado mudanças nas indicações da vacina contra covid, restringindo a recomendação de uso apenas a grupos de risco.

Essas medidas alinham a política sanitária dos EUA à de países europeus, que já não recomendam a vacina contra a covid apenas para pessoas saudáveis. No Brasil, o governo Lula vai na direção contrária e obriga pais a vacinarem seus filhos de 6 meses a 5 anos contra a covid. Na Edição 263, Oeste mostrou, na reportagem “O absurdo da vacinação obrigatória de crianças“, as sanções para quem deixa de vacinar crianças e os efeitos colaterais dos imunizantes disponíveis no Brasil para essa faixa etária.

Nos EUA, o anúncio do fim da recomendação de vacinação contra crianças e gestantes saudáveis partiu do secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., que divulgou a decisão em um vídeo publicado nas redes sociais.

“Hoje, a vacina contra a covid para crianças e gestantes saudáveis ​​foi removida do calendário de imunização recomendado pelo CDC”, postou Kennedy, referindo-se ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças. “Resumindo: é bom senso e ciência comprovada. Estamos agora um passo mais perto de concretizar a promessa do presidente de tornar a América saudável novamente.”

No vídeo, o diretor dos Institutos Nacionais de Saúde, Jay Bhattacharya, defendeu a decisão: “É senso comum e é boa ciência”. Já Marty Makary, comissário da Administração de Alimentos e Medicamentos, afirmou que “não há evidências de que crianças saudáveis precisem disso hoje, e a maioria dos países parou de recomendar para crianças”.

Segundo a nova diretriz, vacinas só podem ser aprovadas para pessoas que pertençam a grupos de alto risco, como idosos com 65 anos ou mais e indivíduos com problemas de saúde. Crianças e gestantes saudáveis ficam fora do novo cronograma recomendado.

Críticas ao fim da recomendação da vacina contra covid nos EUA

Uma das críticas ao fim da recomendação da vacina nos EUA partiu do presidente do Comitê de Doença Infecciosas da American Academy of Pediatrics, Sean O’Leary. Para ele, a decisão é “realmente preocupante”, porque a ausência da recomendação poderia gerar confusão “não apenas para os pais, mas também para os profissionais de saúde pública e médicos”.

Informações Revista Oeste


Ditadura oprime dissidentes e volta a ameaçar vizinha Guiana

Maduro
Apesar da baixa participação, o chavismo tenta apresentar a votação como um sinal de força | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons 

O regime da Venezuela promoveu neste domingo, 25, uma eleição regional esvaziada, marcada pelo boicote da maioria opositora e pela tentativa do regime de Nicolás Maduro de consolidar ainda mais seu poder.

A votação para governadores e deputados ocorreu sob denúncias de repressão política, ameaças à Guiana e seções eleitorais praticamente desertas.

De acordo com o instituto Delphos, apenas 16% dos mais de 21 milhões de eleitores compareceram às urnas. O número confirma o impacto do chamado à abstenção feito pela líder opositora María Corina Machado, que classificou o processo como “propaganda chavista”.

Apesar da baixa participação, o chavismo tenta apresentar a votação como um sinal de força. O regime já domina 253 das 277 cadeiras da Assembleia Nacional e 19 dos 23 governos estaduais. O cenário foi consolidado depois do boicote opositor às eleições legislativas de 2020.

Neste domingo, a apatia tomou conta de Caracas e de outras cidades, como San Cristóbal, Maracaibo e Barinas.

Jornalistas constataram seções praticamente desertas, mesmo em horários de pico. Em depoimento à imprensa internacional, eleitores afirmaram não reconhecer legitimidade no processo.

Além de buscar consolidar o poder interno, Maduro aproveitou o dia de votação para renovar ameaças à Guiana.

Em discurso transmitido depois de depositar seu voto, o ditador afirmou que o país vizinho terá de “aceitar a soberania da Venezuela” sobre o território de Essequibo — área rica em petróleo e alvo de disputa centenária entre as duas nações.

O presidente guianense, Irfaan Ali, reagiu com firmeza e disse que a eleição promovida pelo regime bolivariano representa “uma ameaça” e faz parte da “propaganda chavista”. A Venezuela, em contrapartida, criou um Estado simbólico para Essequibo e realizou eleições para um governador e deputados regionais, mesmo sem controle efetivo da área.

Prisões, repressão e propaganda na Venezuela 

A votação ocorre dias depois da prisão de cerca de 70 opositores, acusados de envolvimento em um suposto plano terrorista.

Entre os detidos está Juan Pablo Guanipa, aliado de María Corina. O regime também restringiu a circulação na fronteira e suspendeu voos com a Colômbia, alegando risco de sabotagem por “mercenários”.

Em Caracas, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, declarou que “nenhum incidente relevante” havia sido registrado, mesmo diante da forte presença militar nas ruas — mais de 400 mil homens foram mobilizados.

Enquanto a maior parte da oposição boicotou a votação, um grupo dissidente decidiu participar. Liderado por Henrique Capriles, ex-candidato presidencial, o bloco defende a ocupação de espaços institucionais como estratégia de resistência.

Informações Revista Oeste

1 20 21 22 23 24 152