O ataque atingiu também matou um membro da Defesa Civil
Foto: Reprodução / @netanyahu
Um ataque israelense vitimou quatro jornalistas nesta segunda-feira (25). A investida aconteceu em um hospital Naserde Khan Yunis, na Faixa de Gaza. Só hoje foram mortas 15 pessoas. O ataque atingiu também matou um membro da Defesa Civil. A informação foi confirmada por autoridades palestinas.
Os repórteres trabalhavam reportando a guerra em Gaza para jornais internacionais e foram identificados como Hossam al-Masri, da agência Reuters; Mohammed Salama, do canal Al Jazeera, Miriam Abu Daqa, freelancer que trabalhava com a Associated Press, e Moz Abu Taha, do canal americano NBC.
Um outro profissional da Reuters também ficou ferido e agência afirmou que busca “urgentemente” mais informações. À imprensa local, a Reuters disse que está “devastada” com o acontecimento e que pediu ajuda de Israel e das autoridades palestinas para retirar Hatem Khaled, repórter ferido, do local.
Até o momento, o Exército de Israel não comentou sobre o ataque até o momento. Uma fonte militar disse que o bombardeio não foi cometido pela Força Aérea, segundo o jornal Times of Israel.
Outras mortes
As mortes acontecem duas semanas após cinco repórteres da Al Jazeera serem mortos em um ataque na Cidade de Gaza. Em resposta, o governo de Israel alegou que um deles era “membro do Hamas”. Ao todo, 186 jornalistas morreram em Gaza. Segundo o Comitê de Proteção a Jornalistas, 178 desses mortos foram vítimas de ataques israelenses.
Os ministérios da Defesa e dos Portos e Aeroportos do governo Lula (PT) deverão prestar esclarecimentos ao Congresso Nacional sobre a entrada em território brasileiro de uma aeronave militar dos Estados Unidos, que fez pousos em Porto Alegre (RS) e em Guarulhos (SP) nesta terça-feira (19). O pedido foi feito por três parlamentares do PSOL.
De acordo com o requerimento, assinado pelo deputado Glauber Braga (RJ) e pelas deputadas Fernanda Melchionna (RS) e Sâmia Bomfim (SP), a gestão federal deverá informar detalhes sobre a operação e a finalidade da missão. O avião em questão é um Boeing 757 utilizado pela Força Aérea dos EUA e que costuma transportar autoridades americanas, incluindo integrantes da Agência Central de Inteligência, a CIA.
Os parlamentares querem saber se o governo americano fez um pedido formal para a operação, quais termos foram estabelecidos, quem estava a bordo da aeronave e se houve desembarque de equipamentos ou carga. Também questionam se a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) foi comunicada previamente, se houve apresentação de plano de voo e se toda a documentação exigida pela legislação brasileira foi cumprida.
No requerimento, os deputados afirmam que a presença de um avião militar estrangeiro em solo brasileiro, sem informações claras e públicas sobre sua missão, “levanta preocupações relevantes que merecem ser sanadas”. Caso os ministérios optem por classificar algum dado como sigiloso, terão que justificar a decisão formalmente.
SOBRE O POUSO O Boeing C-32B, que é uma versão militar do Boeing 757-200, despertou curiosidade justamente pelo fato de não ter qualquer identificação e pela ausência de divulgação oficial de informações sobre o motivo de sua missão, pousou primeiramente em Porto Alegre (RS) e horas depois seguiu para Guarulhos (SP).
Segundo registros do site FlightRadar, o avião partiu de uma base aérea em Wrightstown, em Nova Jérsei, na última segunda (18), e seguiu para Tampa, na Flórida; depois para San Juan, em Porto Rico; e, de lá, voou até Porto Alegre, onde pousou por volta das 17h13 desta terça. A decolagem seguinte ocorreu às 20h03, com destino a Guarulhos, onde o avião chegou às 21h48 e permanecia até a manhã desta quarta (20).
A operação foi confirmada pelas concessionárias que administram os dois aeroportos brasileiros. Em nota, a Fraport, responsável pelo terminal gaúcho, confirmou o pouso e disse que a aeronave seguiu para Guarulhos. Já a GRU Airport, responsável pelo terminal da cidade paulista, reforçou que a chegada da aeronave contou com autorização do Ministério da Defesa do Brasil.
Fontes da Polícia Federal ouvidas pela CNN Brasil afirmaram que o avião transportava diplomatas norte-americanos destinados ao Consulado dos EUA em Porto Alegre. O Ministério da Defesa brasileiro também confirmou à emissora que a aeronave estava regular e que possuía plano de voo.
*Pleno.News Foto: Reprodução/YouTube Aircraft. Picmove. Military
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, informou que mobilizará 4,5 milhões de milicianos armados como resposta aos Estados Unidos, que elevaram para 50 milhões de dólares (R$ 270 milhões) a recompensa por informações que levem à captura do chavista e reforçaram a presença militar no Caribe e na América Latina.
– Vou ativar nesta semana um plano especial para garantir a cobertura, com mais de 4,5 milhões de milicianos, de todo o território nacional, milícias preparadas, ativadas e armadas – disse ele, em anúncio transmitido pela TV.
Criada pelo ex-líder venezuelano Hugo Cháves com o objetivo de “defender a nação”, a Milícia Bolivariana conta com 5 milhões de reservistas e é uma das cinco integrantes da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB). No pronunciamento desta segunda-feira (18), Maduro prometeu expandir a milícia para várias áreas da sociedade.
– Seguirei avançando no plano de ativação das milícias camponesas e das milícias operárias, em todas as fábricas e centros de trabalho de todo o país. Nenhum império vai tocar a terra sagrada da Venezuela. (…) Fuzis e mísseis para a força camponesa! Para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela. Mísseis e fuzis para a classe operária, para que defenda a nossa pátria! – adicionou Maduro, durante seu pronunciamento.
As falas do chavista ocorrem após os Estados Unidos endurecerem o cerco ao regime venezuelano. Além de aumentar a recompensa por Maduro – o valor fixado pelo ex-presidente Joe Biden era de 25 milhões de dólares (R$ 136 milhões) -, a administração Trump disse que o líder da Venezuela é um dos “maiores narcotraficantes do mundo” e representa uma ameaça à segurança nacional norte-americana.
O senador estadunidense, Bernie Moreno, por sua vez, previu que Maduro não estará no comando da Venezuela em dezembro.
– Não toleraremos um narcoterrorista que inflige danos aos Estados Unidos. Trataremos os terroristas como os EUA os trataram no passado. Não o vejo no cargo além do final deste ano – declarou no 10° Congresso Empresarial Colombiano.
Os EUA ainda decidiram deslocar mais de 4 mil fuzileiros navais e marinheiros para o mar do Caribe, além de um submarino de ataque com propulsão nuclear, destróieres, cruzador lança-mísseis e aeronaves de reconhecimento P-8 Poseidon. O objetivo, segundo o país, é fazer uma operação contra cartéis de drogas.
Governo Trump anunciou o aumento da recompensa por informações que levem à captura do líder venezuelano
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou na segunda-feira (18) a mobilização de 4,5 milhões de milicianos em resposta ao que definiu como “ameaças” dos Estados Unidos, após o governo de Donald Trump aumentar a recompensa por informações que levem à captura do líder venezuelano e lançar uma operação antidrogas com militares no Caribe.
“Vou ativar nesta semana um plano especial para garantir a cobertura, com mais de 4,5 milhões de milicianos, de todo o território nacional, milícias preparadas, ativadas e armadas”, anunciou Maduro em ato transmitido pela TV, ao ordenar “tarefas perante a renovação das ameaças” dos Estados Unidos contra a Venezuela.
Segundo matéria do jornal Estadão, a Milícia convocada por Maduro foi criada pelo ex-presidente Hugo Chávez, morto em 2013, e conta atualmente com aproximadamente cerca de 5 milhões de reservistas. Posteriormente, a célula se tornou um dos cinco componentes da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB).
Maduro agradeceu pelas manifestações de apoio diante do que chamou de “repetição podre” de ameaças. “Os primeiros a manifestar solidariedade e apoio a este presidente trabalhador que aqui está foram os militares desta pátria”, destacou o líder venezuelano, que pediu às bases políticas do seu governo que avancem na formação das milícias camponesas e operárias “em todas as fábricas”.
“Fuzis e mísseis para a força camponesa! Para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela”, proclamou Maduro. “Mísseis e fuzis para a classe operária, para que defenda a nossa pátria!”.
Recompensa por Maduro
No início do mês, o governo Trump anunciou que dobrou de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões (R$ 273,1 milhões) a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro. Washington acusa o líder chavista de atuar como um dos principais narcotraficantes do mundo e de representar uma ameaça à segurança dos Estados Unidos.
No anúncio feito pela secretária de Justiça americana, Pam Bondi, em um vídeo publicado na rede social X, ela acusa o presidente venezuelano de utilizar organizações criminosas internacionais, incluindo a facção venezuelana Tren de Aragua e o cartel mexicano de Sinaloa, para introduzir drogas e fomentar a violência nos EUA.
Ainda de acordo com a procurada, 30 toneladas de cocaína relacionadas a Maduro e seus aliados já foram confiscadas pela agência antidrogas americana (a DEA, na sigla em inglês). O Departamento de Justiça também já teria apreendido mais de US$ 700 milhões (R$ 3,8 bilhões) em ativos vinculados a ele, incluindo dois jatos privados, nove veículos e outros bens.
“Sob a liderança do presidente Trump, Maduro não escapará da Justiça e responderá por seus crimes atrozes”, afirmou Bondi, ao justificar o aumento da recompensa.
A relação entre EUA e Venezuela está rompida desde o primeiro mandato de Trump (2017–2021). Em 2020, Washington acusou formalmente Maduro de narcoterrorismo e de conspiração para o tráfico de drogas, oferecendo inicialmente US$ 15 milhões por informações que levassem à sua captura.
O histórico da hostilidade de Trump contra Maduro remonta a 2019, quando o republicano reconheceu Juan Guaidó como presidente interino e impôs sanções severas, incluindo um embargo ao petróleo venezuelano. A estratégia, no entanto, fracassou em derrubar o chavista, e a própria oposição encerrou o governo simbólico de Guaidó em 2023.
Aduanas para trânsito de veículos estarão fechadas das 0h às 21h deste domingo (17). Cerca de 7,5 milhões de bolivianos vão às urnas em eleições onde candidatos de direita são favoritos.
A Bolívia fechou a fronteira com o Brasil neste domingo (17) devido às eleições gerais. O trânsito de veículos está suspenso, e a passagem entre os dois países só pode ser feita a pé, das 0h às 21h.
A medida foi adotada por autoridades bolivianas como parte do esquema de segurança para o dia da votação. Durante esse período, a entrada no país só será permitida em casos emergenciais e com autorização prévia.
No lado brasileiro, a Polícia Federal mantém o atendimento nos postos de fiscalização migratória. Já a segurança na Bolívia está sob responsabilidade das Forças Armadas do país.
Em Corumbá (MS), única cidade de Mato Grosso do Sul com votação boliviana, cerca de 12 mil bolivianos devem votar neste domingo no consulado do país. No Brasil, segundo o órgão, 47 mil bolivianos estão aptos a votar.
Cerca de 7,5 milhões de bolivianos votam neste domingo (17) em eleições presidenciais com favoritismo de candidatos de direita.
Os eleitores vão votar para presidente, vice-presidente, senador e deputados. Segundo pesquisas de intenção de votos recentes, a eleição deste ano deve romper com o histórico recente do país e pode ter, pela primeira vez, um segundo turno.
Conforme as pesquisas eleitorais mais recentes, é a primeira vez em 20 anos que os partidos de esquerda não lideram a disputa. Os dois principais candidatos são de direita e centro-direita:
O empresário Samuel Doria Medina, da Aliança Unidade, ex-ministro do Planejamento;
O ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga, da Aliança Livre.
O único candidato de esquerda entre os cinco mais bem colocados é Andrónico Rodríguez, da Aliança Popular. A esquerda boliviana enfrenta forte queda desde a crise política envolvendo Evo Morales, que governou o país por 13 anos.
Este cenário, de um possível segundo turno pode ocorrer pela primeira vez desde 2009, quando o sistema foi implementado. A possibilidade se deve à grande fragmentação dos votos entre os candidatos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, têm encontro marcado para a próxima segunda-feira (18/8). Os chefes de Estado conversam em meio a uma busca do que Trump chamou de “acordo de paz” que coloque fim à guerra entre Rússia e Ucrânia.
O encontro se dá após Trump receber o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na sexta (15/8), em Anchorage, no Alasca. O norte-americano e o russo saíram da reunião falando em diálogo, mas sem uma definição clara a respeito de cessar-fogo na Ucrânia.
Em post na rede X, Zelensky ressaltou que apoia a proposta de Trump para uma reunião entre Ucrânia, EUA e Rússia. “Tivemos uma conversa longa e substancial”, escreveu na rede social.
Após o telefonema individual, Trump e Zelensky falaram também com líderes europeus por cerca meia hora. Sem dar detalhes, a ligação entre eles durou mais de uma hora e meia.
“A Ucrânia reafirma sua disposição de trabalhar com o máximo empenho para alcançar a paz. O presidente Trump informou sobre seu encontro com o líder russo e os principais pontos da discussão. É importante que a força dos Estados Unidos tenha impacto no desenrolar da situação”.
Zelensky anunciou sua ida a Washington, segunda-feira (18/8), para encontrar Trump e discutir todos os detalhes sobre o fim da matança e da guerra. “Agradeço o convite.” Ele defendeu a participação dos europeus em todas as etapas de negociação, de modo a garantir a segurança. “Continuamos a coordenar nossas posições com todos os parceiros”, escreveu.
Trump confirmou a postagem de Zelensky com a informação de que o presidente ucraniano vai a Washington, D.C., ao Salão Oval, na tarde de segunda-feira (18/8). “Se tudo correr bem, agendaremos uma reunião com o presidente Putin. Potencialmente, milhões de vidas serão salvas”, afirmou.
A última reunião entre Trump e Zelensky, nos Estados Unidos, não acabou bem. Em fevereiro deste ano, os dois presidentes se desentenderam em pleno Salão Oval da Casa Branca e bateram boca ao vivo.
Os Estados Unidos revogaram os vistos da esposa e da filha, de 10 anos, do ministro da Saúde da gestão Lula (PT), Alexandre Padilha. A medida não foi aplicada contra o próprio ministro, pois o visto dele já estava vencido desde 2024.
As punições ocorrem em meio a uma ofensiva do governo estadunidense contra figuras ligadas à criação do Mais Médicos. Para a gestão Donald Trump, o programa instituído pelo governo brasileiro foi usado para beneficiar o regime cubano.
A sanção contra a família de Padilha foi anunciada na manhã desta sexta-feira (15) em comunicados emitidos pelo consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo. No informe, a entidade afirma que “surgiram informações indicando” que a companheira e a filha de Padilha não são mais elegíveis.
Padilha também esteve à frente da pasta em 2013, ano em que o programa foi criado.
De acordo com informações da jornalista Julia Duailibi, tanto a esposa quanto a filha de Padilha estão no Brasil. Elas tomaram conhecimento do caso via comunicado enviado por e-mail nesta sexta.
Além das duas brasileiras, também foram afetados pela medida o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Julio Tabosa Sales, e o coordenador-geral para COP30 Alberto Kleiman, ambos pelo mesmo motivo: envolvimento na criação do Programa Mais Médicos.
Para a gestão Donald Trump, eles usaram a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) como “intermediária com a ditadura cubana para implementar o programa sem seguir os requisitos constitucionais brasileiros, driblando as sanções dos EUA” e “pagando ao regime cubano o que era devido aos trabalhadores médicos cubanos”.
Nesta quinta (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aconselhou o secretário de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Mozart Sales, a não se preocupar com a derrubada do seu visto estadunidense. O petista apontou que o “mundo é muito grande” e que o Brasil está cheio de lugares bonitos para se visitar.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro, em entrevista ao Financial Times, declarou que os Estados Unidos estão considerando a imposição de novas sanções contra juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) que não encerrarem o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado.
Eduardo comentou sobre a situação atual do ministro do STF, Alexandre de Moraes, dizendo: “Moraes esgotou todas as suas opções. Trump ainda não. Trump ainda tem a opção de… dobrar sua aposta com base na reação de Moraes.”
“Acredito que pode haver uma resposta forte dos EUA, talvez sancionando a esposa de Alexandre de Moraes, que é seu braço financeiro“, disse ainda Eduardo. “Talvez uma nova onda de revogações de vistos, [aqueles] dos aliados de Alexandre de Moraes.”
O deputado expressou sua intenção de viajar à Europa com o objetivo de persuadir a União Europeia (UE) a implementar sanções semelhantes contra Moraes: Ele quer levar as sanções dos EUA ao conhecimento dos parlamentares europeus para que ele possa ser alvo de sanção por lá.
Eduardo citou o apoio de figuras políticas da direita europeia, como André Ventura, líder do partido Chega em Portugal, que manifestou interesse em impedir a entrada de Moraes no país e congelar seus bens sob alegações de violações aos direitos humanos.
No mês passado, um grupo de eurodeputados liderado pelo polonês Dominik Tarczyński enviou uma carta à alta representante da UE para Relações Exteriores solicitando sanções específicas contra Moraes e seus aliados no STF por violação de direitos humanos.
“Salvar a democracia” Em resposta às críticas recebidas por suas campanhas nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro defendeu suas ações como um esforço para “salvar a democracia”, desconsiderando os comentários adversos que o rotulam como “antipatriota” e alegações de que suas iniciativas prejudicam as exportações brasileiras e causam desemprego no país.
Netanyahu reforça intenção de derrotar o grupo terrorista Hamas a qualquer custo
Segundo o premiê, a proposta visa garantir a segurança de Israel | Foto: Reprodução/Twitter/X
O gabinete de segurança de Israel aprovou nesta quinta-feira, 7, a proposta do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para que as Forças de Defesa de Israel assumam o controle da Faixa de Gaza. A medida representa o primeiro passo de um plano mais amplo para erradicar a presença do grupo terrorista Hamas na região.
O governo israelense informou que a ocupação será acompanhada por ações humanitárias nas áreas fora dos combates. O plano também estabelece condições para encerrar o conflito.
Entre elas estão o desarmamento do Hamas, a devolução dos reféns — incluindo os 20 que se acredita estarem vivos — e a desmilitarização da região. Além disso, Israel exige manter o controle da segurança e instalar um governo civil alternativo, sem participação do Hamas ou da Autoridade Palestina.
Antes da reunião que definiu os rumos da operação, Netanyahu declarou à emissora Fox News que pretende controlar toda a Faixa de Gaza militarmente, mas delegar a gestão civil a um grupo árabe externo.
Segundo o premiê, a proposta visa garantir a segurança de Israel e remover o Hamas sem que Tel Aviv assuma a administração permanente do território.
O gabinete rejeitou um plano alternativo, supostamente apresentado pelo chefe do Exército, Eyal Zamir. O alto-comando militar teme que uma ocupação completa provoque uma tragédia humanitária e coloque em risco os reféns ainda em poder do grupo terrorista.
Hamas acusa Israel de sacrificar reféns
Em resposta às declarações do premiê, o Hamas afirmou que os planos israelenses comprometem as negociações por cessar-fogo. Segundo o grupo, Netanyahu estaria disposto a sacrificar os sequestrados em troca de ganhos políticos.
Porta-vozes da organização disseram ao jornal Al Jazeera que qualquer governo civil instituído por Israel seria tratado como parte da ocupação e, por isso, continuaria sendo alvo da guerra de guerrilha.
A ênfase na região, segundo analistas ouvidos pelo The Times of Israel, sugere que o avanço será gradual. O objetivo de longo prazo, no entanto, é estender o domínio em Gaza.
O plano de ocupação expôs um racha entre Netanyahu e os altos comandos militares. Conforme a imprensa israelense, na última terça-feira, 5, durante uma reunião com o gabinete de segurança, o premiê teria defendido a ocupação total da região mesmo diante da possibilidade de morte dos reféns. Zamir discordou e classificou a estratégia como uma armadilha perigosa.
A reação foi imediata. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, disse que os militares devem cumprir as decisões da liderança política.
O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, foi na mesma linha e declarou esperar que Gaza passe ao controle total de Israel. Até o filho do premiê, Yair Netanyahu, insinuou nas redes sociais que o Exército estaria tentando articular um golpe contra seu pai.
Na véspera da reunião decisiva, Zamir fez sua primeira manifestação pública desde que assumiu o comando do Exército. Em tom firme, disse que a cúpula militar continuará expressando suas posições com independência, sempre com foco na proteção dos soldados e da população israelense.
“Não estamos lidando com teoria”, argumentou Zamir. “Estamos tratando questões de vida ou morte e a defesa do Estado, e fazemos isso olhando diretamente nos olhos de nossos soldados e cidadãos do país.”
De acordo com o presidente dos Estados Unidos, a medida não afeta produtos fabricados por empresas com compromisso de produção local
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante a Cúpula “Vencendo a Corrida da IA” em Washington D.C., EUA (23/7/2025) | Foto: Reuters/Kent Nishimura
A decisão do presidente Donald Trump de impor uma tarifa de 100% sobre semicondutores importados coloca os Estados Unidos em uma nova posição na disputa comercial global. O anúncio foi feito na quarta-feira 6, durante conversa com jornalistas na Casa Branca.
Segundo Trump, a medida atinge todos os chips e semicondutores que entram nos EUA, exceto aqueles fabricados por empresas com compromisso de produção local.
“Então, 100% de tarifa sobre todos os chips e semicondutores que entram nos Estados Unidos”, disse. “Mas se você assumiu o compromisso de construir (nos EUA), ou se está em processo de construção (nos EUA), como muitos estão, não há tarifa.”
As novas tarifas de Trump impactam o Brasil?
Donald Trump faz comentários sobre tarifas no Rose Garden da Casa Branca em Washington, D.C., EUA, 2 de abril de 2025 | Foto: Reuters/Carlos Barria
O impacto direto para o Brasil deve ser limitado, já que o país é mais importador do que exportador desses componentes.
Em 2024, as exportações brasileiras somaram US$ 8,5 milhões, queda em relação aos US$ 9,2 milhões registrados em 2023, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Grande parte dos semicondutores produzidos no Brasil segue para países da América do Sul. Na contramão, o Brasil precisou importar R$ 6,3 bilhões em chips neste ano para abastecer o mercado interno.
Os EUA permanecem como principal parceiro comercial brasileiro no setor de eletroeletrônicos, exportando R$ 4,2 bilhões e importando R$ 1,9 bilhão do Brasil, o que gera um superávit de R$ 2,3 bilhões para os americanos.
Mesmo com efeito restrito para o mercado brasileiro, especialistas apontam que a complexidade da cadeia de suprimentos de semicondutores pode elevar os custos globais dos chips, componentes essenciais em eletrônicos como computadores, celulares e automóveis.