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Ação é uma iniciativa do vereador Jurandy Carvalho

O vereador Jurandy Carvalho realizou nesta sexta-feira (21), o segundo mutirão de limpeza no Rio Jacuípe. A ação tem o apoio da Secretaria de Meio Ambiente e da Secretaria de Serviços Públicos. O objetivo foi retirar o lixo acumulado no rio e chamar atenção para a situação preocupante do local.

A equipe recolheu mais de mil e quinhentos quilos de resíduos, mas, segundo o vereador, isso representa apenas uma pequena parte do que está no Jacuípe.

“A nossa meta foi tirar mais de dois mil quilos de lixo, mas isso não chega a um por cento do que tem no rio. Encontramos um trecho que deveria ter três metros de profundidade e não chega a um palmo, por causa do lixo e da areia que vem de Feira de Santana”, disse.

O vereador afirmou que vai procurar o Ministério Público do Estado para pedir ajuda na limpeza da área mais crítica. Ele também reforçou a importância da colaboração da população.

“Vamos entrar com ação no Ministério Público solicitando que o Estado venha fazer a limpeza dessa região. Precisamos retirar o lixo e conscientizar as pessoas a não jogar lixo no chão”, destacou.

ASCOM | JURANDY CARVALHO – VEREADOR
Fotos: Geovanna Amaral


Conferência vai estender horário de negociações em Belém

ânia Rêgo/Agência Brasil

A presidência da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) anunciou nesta segunda-feira (17) que montou uma força-tarefa entre os negociadores dos países participantes para acelerar as discussões e definir um conjunto de medidas, no que está sendo chamado de Pacote de Belém. 

A ideia é que o pacote seja aprovado em duas etapas: a primeira sendo finalizada para aprovação ainda na plenária de quarta-feira (19), dois dias antes do encerramento oficial da conferência; e a segunda para ser concluída na sexta-feira (21), data final do evento.

A metodologia de trabalho foi comunicada em carta enviada às partes pelo presidente da COP30, André Corrêa do Lago, nesta semana decisiva do evento – que ocorre pela primeira vez na Amazônia – quando ministros dos diferentes governos estão na capital paraense com poder político para fechar possíveis acordos.

“Trabalhemos lado a lado, em modo de força-tarefa, para implementar o Pacote de Belém: com rapidez, equidade e respeito por todos. Aceleremos o ritmo, superemos as divisões e foquemos não no que nos separa, mas no que nos une em propósito e humanidade”, diz um trecho da carta do embaixador.

“O mundo observa não só o que decidimos, mas como decidimos: se o nosso processo reflete confiança, generosidade e coragem. Mais importante ainda, o mutirão pode demonstrar a nossa capacidade de trabalhar em conjunto para responder à urgência”, declara outro trecho do documento.

Pacote de Belém

Os itens do pacote que podem ter suas decisões antecipadas incluem o Objetivo Global de Adaptação (GGA, na sigla em inglês), o programa de trabalho sobre transição justa, planos nacionais de adaptação, financiamento climático, programa de trabalho sobre mitigação, assuntos relacionados à Comissão Permanente de Finanças, ao Fundo Verde para o Clima e ao Fundo Global para o Meio Ambiente e orientações ao Fundo para Resposta a Perdas e Danos.

Também estão incluídos nesse primeiro pacote relatório e assuntos relacionados ao Fundo de Adaptação, Programa de Implementação de Tecnologia e assuntos relacionados ao Artigo 13 do Acordo de Paris, que trata dos relatórios de transparência das ações climáticas.

“O que a presidência propôs e as partes aceitaram é tentar concluir esse primeiro pacote de decisões até quarta-feira à noite. E, com isso, nós mostraremos que o multilateralismo pode gerar entregas e entregas antes mesmo do prazo final”, destacou a diretora do Departamento de Clima do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixadora Liliam Chagas.

Além desses itens que estão já consolidados na Agenda de Ação da COP30, há um conjunto de quatro temas, que incluem o apelo por ampliação das metas climáticas – as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês) -, o financiamento público de países desenvolvidos a países em desenvolvimento, medidas unilaterais de comércio (imposição de tarifas) e relatórios biaunais de transparência.

Esses pontos, em conjunto, também estão sendo chamados de mutirão de Belém. O segundo pacote tratará de outras questões técnicas. Ao todo, a Agenda de Ação da COP30 tem cerca de 145 itens.  

Para viabilizar a força-tarefa, a presidência da COP30 vai pedir autorização à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês) para estender o horário de funcionamento da conferência, por tempo indeterminado.

“Cada grupo decidirá quanto tempo precisa para avançar com o trabalho em andamento”, disse Liliam Chagas.

“Essa ideia surgiu do clima criado na primeira semana, e as partes [países] propuseram isso ao presidente, que seria possível. Então, repito, essa ideia surgiu dessas conversas com as partes, não foi algo que definimos”, reforçou Corrêa do Lago, presidente da conferência em Belém.

Reações

Organizações da sociedade civil que acompanham as negociações avaliaram positivamente o anúncio do pacote de decisões que pode antecipar acordos na COP30.

“O anúncio do pacote político a ser negociado, chamado de ‘mutirão’, nos traz esperança. O plano de resposta global à lacuna de ambição e os ‘mapas do caminho’ para proteção das florestas e para eliminação gradual dos combustíveis fósseis estão na mesa após muitos países demonstrarem apoio na semana passada, dentro e fora das salas de negociação”, afirmou a especialista em política climática do Greenpeace Brasil, Anna Cárcamo.

Segundo a especialista, opções sobre o aumento e o acompanhamento do financiamento público de países desenvolvidos, incluindo pelo menos triplicar investimentos para adaptação até 2030, também estão na mesa: “Porém, o conteúdo de tal pacote ainda está em aberto, incluindo opções mais ambiciosas e outras mais fracas”, completou Anna.

Para a WWF, o mutirão decisório anunciado nesta segunda-feira sugere que as negociações estão em ritmo satisfatório, embora ainda esteja em aberto o conteúdo que será, de fato, pactuado de forma consensual entre as partes.

“O anúncio feito hoje pela Presidência da COP sobre o avanço de dois pacotes de negociação é uma evidência encorajadora de progresso. Uma liderança política decisiva será necessária para retomarmos o caminho rumo ao limite de temperatura de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris”, observou Manuel Pulgar-Vidal, líder global de Clima e Energia do WWF.


Gavin Newsom firmou acordos com o governo da Pará em diversas áreas

Aline Massuca/COP30

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, voltou a criticar hoje (11) a ausência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). O democrata veio a Belém para participar da conferência e passar uma mensagem que de ele é o oposto de Trump no debate sobre meio ambiente e a crise climática.

Na manhã desta terça-feira (11), Newsom assinou memorandos de entendimento com o governador do Pará, Helder Barbalho para ampliar a cooperação internacional em pesquisa e inovação em gestão sustentável, bioeconomia e combate a incêndios. 

“Sei que meu país e sua liderança em Washington, D.C. [a capital], não estão aqui. Por isso, sinto-me particularmente honrado pela generosidade do governador em nos receber, assinar este memorando de entendimento e desenvolver uma parceria e um relacionamento mais formais entre nossos dois estados e nossas nações”, afirmou.

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A parceria estratégica de longo prazo tem como foco soluções de baixo carbono, desenvolvimento inclusivo e conservação da floresta. Como maior economia verde dos Estados Unidos, a Califórnia lidera o debate local sobre meio ambiente.  

“Estamos do outro lado do debate e o estado [da Califórnia] está prosperando. E por isso viemos aqui para comunicar essa mensagem. Donald Trump está duplicando a sua estupidez. Quero dizer, ele está duplicando a aposta no carvão em Ohio. Estamos aqui [na COP30] para falar de crescimento e energia renovável. Estamos falando sobre biodiversidade a partir de uma mentalidade sustentável”, afirmou Newsom.

Em setembro, Trump anunciou um plano para incentivar a mineração no país e o uso do carvão como fonte de energia. O combustível fóssil é o maior contribuinte para as mudanças climáticas em todo o mundo. 

“Eu diria, mais uma vez, que queremos comunicar que somos um parceiro estável e confiável nos Estados Unidos da América e que Donald Trump não representa o meu estado em termos da nossa mentalidade no que diz respeito ao ambiente, energia limpa e verde, energia de baixo custo. Ele se afastou da liderança global. É de cair o queixo”, continuou.

Ontem (10) durante um debate, em São Paulo, sobre a emergência climática e a transição energética, Newsom já havia dito que a falta de representantes da Casa Branca em Belém era um “desrespeito” com o Brasil. 

Durante o encontro com o governador do Pará, ao ser questionado se um futuro presidente democrata levaria os Estados Unidos a aderir novamente ao Acordo de Paris, que fixa metas para emissões de gases do efeito estufa, Newsom respondeu que o retorno aos debates sobre o clima é um “compromisso moral”.

“Sem dúvida, sem hesitação. É um compromisso moral e um imperativo econômico”, afirmou “É uma abominação que ele [Trump] tenha se afastado do Acordo duas vezes, e não apenas uma”, disse Newsom se referindo ao fato de que, nas duas vezes em que ocupou a presidência, Trump retirou o país do acordo.

Memorando 

O memorando de entendimento assinado com o governo do Pará prevê o fortalecimento da prevenção e da resposta a incêndios florestais por meio de troca de experiências, tecnologia e inteligência aplicada. 

A cooperação abrange as áreas de monitoramento da saúde das florestas, a identificação de áreas suscetíveis ao fogo, o compartilhamento de conhecimento sobre redução de riscos, o desenvolvimento conjunto de estratégias de queima controlada e o apoio a ações comunitárias de mitigação e educação pública. 

A assinatura do documento ocorreu durante a visita de Gavin Newsom ao Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, espaço que reúne pesquisa científica, startups, empreendedores, povos indígenas e comunidades tradicionais em torno de novos modelos de negócios baseados na floresta viva.

“Hoje, desejamos e apresentamos o conceito e os investimentos do Vale Bioamazônico para conectar a agenda da biodiversidade da floresta amazônica com a tecnologia, a inovação e o conhecimento existente no Vale do Silício. As agendas dos estados da Califórnia e do Pará permitem que, de forma bilateral, possamos construir suportes que viabilizem a conexão do conhecimento, da tecnologia e da inovação, acreditando na revolução que a biodiversidade amazônica pode representar para a nossa região”, afirmou o governador do Pará, Hélder Barbalho.

Com informações da Agência Brasil


Divulgado na Pré-COP, compromisso tem adesão de Japão, Itália e Índia

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil lançou nesta terça-feira (14), no segundo e último dia de negociações da Pré-COP, em Brasília, uma iniciativa chamada de “Compromisso de Belém pelos Combustíveis Sustentáveis” ou “Belém 4x”, que pretende somar esforços para quadruplicar a produção e o uso de combustíveis sustentáveis até 2035.

O texto está sendo negociado pelo Brasil com países parceiros, como Índia, Itália e Japão, e será publicado nos próximos dias, informou o Palácio Itamaraty. A ideia é que possa ser endossado durante a Cúpula do Clima, em 6 e 7 de novembro, em Belém, quando chefes de Estado e de governo estarão reunidos para dar o pontapé das negociações da COP30, que começará três dias depois.
 
A meta de quadruplicar a produção de combustíveis sustentáveis tem como base relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) intitulado Delivering Sustainable Fuels – Pathways to 2035, publicado mais cedo. O documento aponta alternativas como hidrogênio e derivados, biocombustíveis, biogases e sintéticos para expandir a base de uso e difusão desse tipo de energia.

“Países como o Brasil têm todas as condições de dar uma contribuição para além de si mesmo, porque temos fontes renováveis e diversificadas de energia, mas é possível fazer um mutirão para que a gente aumente, na matriz energética global, as energias renováveis. Elas são uma chave para que a gente possa diminuir a nossa dependência do uso de combustível fóssil”, destacou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, ao comentar a iniciativa liderada pelo governo brasileiro.

“E aqui eu acho que é extremamente importante você ter a mais respeitada agência especializada em energia dizendo o quanto é importante multiplicar por quatro os combustíveis sustentáveis”, reforçou o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago.

A meta de quadruplicar os combustíveis sustentáveis se soma à meta de triplicar a capacidade global de produzir energia renovável e duplicar a taxa de eficiência energética até 2030, que havia sido aprovada na COP28, realizada em Dubai, Emirados Árabes Unidos, em 2023. Foi nessa edição que os países adotaram, pela primeira vez, uma decisão coletiva para “transitar para longe dos combustíveis fósseis” e, ao mesmo tempo, ampliar drasticamente as fontes limpas e sustentáveis de energia, priorizando geração por fontes como solar, eólica, hidrelétrica, biomassa e geotérmica.


A Argolândia era um imenso pedaço de terra com 5.000 quilômetros de extensão
A Argolândia era um imenso pedaço de terra com 5.000 quilômetros de extensão Imagem: Divulgação/Universidade de Utrecht

Cientistas da Universidade de Utrecht, na Holanda, afirmam ter encontrado a Argolândia —um continente formado há 155 milhões de anos e que desapareceu. Entenda a descoberta em quatro pontos:

1 – O que é a Argolândia

A Argolândia era um imenso pedaço de terra com 5.000 quilômetros de extensão. Os cientistas sabiam que o continente existia mas, até então, não conseguiam decifrar para onde ele tinha ido.

O continente se separou do oeste da Austrália. Naquela época, o que hoje se entende por Austrália fazia parte do supercontinente de Gonduana, que também incluía a América do Sul, a África, a Índia e a Antártida.

Fósseis, cadeias de montanhas e rochas indicavam a existência da Argolândia. Outro vestígio é a Planície Abissal de Argo, uma enorme bacia que fica nas profundezas do oceano na região oeste da Austrália.

2 – Onde o continente está

O continente acabou se fragmentando após a separação com a Austrália, segundo geólogos holandeses.

Os pedaços tiveram destinos diferentes. Uma parte afundou e está em placas oceânicas sob o sudeste da Ásia. Indonésia e Mianmar também têm fragmentos.

3 – Como os cientistas localizaram os pedaços

Modelos de computador foram usados pelos cientistas para desvendar o paradeiro do continente. A pesquisa durou sete anos.Continua após a publicidade

Nós estávamos lidando com ilhas de informação e, por isso, a pesquisa demorou tanto tempo. Passamos sete anos tentando montar esse quebra-cabeças. (…) O fato de a Argolândia ter se dividido em diferentes pedaços obstruiu a nossa visão sobre a jornada feita pelo continente.
Eldert Advokaat, um dos cientistas

Os pesquisadores defendem que o continente seja chamado de Argopélago, diante da descoberta de que a Argolândia se separou em vários pedaços.

Mapa mostra onde está a Argolândia, um continente perdido, segundo cientistas
Mapa mostra onde está a Argolândia, um continente perdido, segundo cientistas Imagem: Divulgação/Universidade de Utrecht

4 – O que falta descobrir

Os pesquisadores também querem entender a chamada “linha Wallace”. Essa divisão é uma espécie de barreira invisível que separa a fauna do sudeste asiático da encontrada na Austrália.

Os animais separados pela linha são muito diferentes e não se misturam. A oeste estão mamíferos placentários, como macacos, tigres e elefantes; a leste encontram-se marsupiais, como o canguru, e cacatuas. A partir das descobertas sobre a Argolândia, os cientistas querem compreender processos de evolução da biodiversidade e do clima no planeta.

Informações UOL