Delegado da Polícia Federal, Valdecy Urquiza disputa a vaga com candidatos da Colômbia e de Trinidad e Tobago

Valdecy Urquiza Junior pode se tornar primeiro brasileiro em vice-presidência da Interpol Foto: Reprodução/YouTube Interpol

Quase um século após sua criação, a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) pode ter pela primeira vez um representante brasileiro na vice-presidência do Comitê Executivo. O delegado de Polícia Federal Valdecy Urquiza Júnior disputa a vaga com candidatos da Colômbia e de Trinidad e Tobago.

A eleição está marcada para a próxima quarta-feira (25), quando representantes dos países-membro vão se reunir pela primeira vez desde o início da pandemia em Istambul, na Turquia, para participar de uma versão encurtada da Assembleia Geral – que, em condições normais, é convocada anualmente.

Ao todo, 194 nações integram hoje a Interpol em um esforço coletivo para oferecer resistência a crimes transnacionais. Sem uma perspectiva concreta para o fim da crise sanitária, alguns países decidiram não enviar delegações ao evento, o que deve reduzir o universo de participantes a 160 nações, aumentando o peso de cada voto.

O Comitê Executivo da Interpol é responsável por indicar, a cada cinco anos, o secretário-geral da organização. Há também outras atribuições estratégicas, como a definição do orçamento, das metas a serem priorizadas a cada gestão e das diretrizes de fiscalização das atividades.

– De fato, o poder da organização vem desse conselho. Isso porque todos os países participam da organização em um espírito de cooperação multilateral, mas evidentemente que cada um tem sua agenda prioritária – explicou Urquiza Júnior, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.

Entre os pares, o delegado é visto como alguém que tem uma “visão global” do trabalho das polícias. Além de ter comandado o escritório central da Interpol no Brasil, entre 2015 e 2018, também liderou uma equipe de 60 policiais, de diferentes nacionalidades e espalhados em seis países, enquanto chefiou a Diretoria de Crime Organizado.

– Esses trabalhos deram uma projeção não só ao Brasil, mas também a mim enquanto delegado de Polícia Federal. A experiência em Lyon [na Diretoria de Crime Organizado] fez com que eu mantivesse, ao longo desse período todo, uma articulação muito forte com os diversos países que são membros da organização – afirma.

Desde 2018, o Brasil é representado no Comitê Executivo pelo delegado de Polícia Federal Rogério Galloro no posto de delegado para as Américas. O fim do mandato, no entanto, coincide com as eleições na próxima Assembleia Geral. A PF apostou na candidatura de Urquiza como uma estratégica para manter a participação do país no conselho.

*AE


Caso ocorreu em Portland, nos EUA

Bettina Lerman
Bettina Lerman 

Os médicos de Bettina Lerman, paciente norte-americana de 69 anos em coma devido à Covid-19, já haviam perdido as esperanças de conseguir acordá-la novamente, e a família havia concordado em desligar os aparelhos. Contudo, no dia em que o suporte vital seria retirado, Bettina surpreendeu a todos e acordou, após insistentes orações de amigos.

De acordo com a CNN, a família da paciente já havia feito os preparativos para o funeral e até mesmo escolhido o caixão e a lápide. Pouco antes do desligamento dos aparelhos, o filho de Bettina, Andrew Lerman, recebeu a notícia inesperada por meio de uma ligação do hospital Maine Medical Center, em Portland.

– Ele [o médico] disse “bem, preciso que você venha aqui imediatamente”. Eu disse, “Ok, o que foi?”. Ele disse: “Bem, está tudo bem. Sua mãe acordou” – relatou Andrew à CNN.

Diabética e recuperada de um ataque cardíaco, Bettina contraiu Covid no início de setembro, pouco antes de realizar os planos de se vacinar. Ela foi internada e, nove dias depois, ligada ao ventilador. Com a piora de saúde e falência múltipla de órgãos, os médicos disseram à família que não tinham esperanças de que ela sobrevivesse.

– Tivemos uma reunião de família com o hospital porque minha mãe não estava acordando. Não importa o que eles fizessem, eles não podiam fazê-la acordar. Disseram que os pulmões dela foram completamente destruídos. Há danos irreversíveis, mas isso não vai acontecer – declarou Andrew.

O filho da paciente conta que, devido à gravidade do quadro de Bettina, ninguém compreende como ela deixou o coma. Ele ressalta, porém, que a mãe é uma mulher de fé, e que seus amigos fizeram orações por ela.

– Minha mãe é muito religiosa e também muitos de seus amigos, a igreja e tudo mais, e todos eles têm orado por ela. Então eles não podem explicar do ponto de vista médico. Talvez seja do ponto de vista religioso. Não sou tão religioso, mas estou começando a acreditar que há algo que a ajudou – ponderou.

Bettina acordou no último dia 29 de outubro, e um porta-voz do hospital informou à CNN que ela segue em estado grave e ainda não está fora de perigo. Ela, porém, já está recebendo fisioterapia e a equipe médica a colocará em uma lista de reabilitação para ajudá-la a recuperar os movimentos.

Andrew afirmou que conversou com a mãe nessa quarta-feira (18) por várias horas, e que ela pôde mover os braços. Ele disse ainda que Bettina conseguiu respirar sozinha por horas com um pouco de oxigênio.

– Ela sabe onde está, quem ela é, ela é tão perspicaz. Normalmente, quando alguém sai de um coma assim, eles dizem que os pacientes têm delírios e ficam muito confusos. Desde o primeiro dia, ela não experimentou nada disso – continuou o filho de Bettina.

Para Andrew, que ainda cuida do pai que se encontra com câncer em estágio 4, não se deve perder as esperanças.

– As palavras de incentivo que tenho é que você não perca a esperança – orientou ele, afirmando ainda que sua mãe é um “milagre”.

Informações Pleno News


Facebook muda nome corporativo para Meta
Foto: Dado Ruvic\Reuters

O Facebook deixou de ser uma rede social apenas. A empresa mudou de nome e passou a se chamar Meta. Essa alteração marcou a união de diferentes aplicativos do grupo (como Instagram e WhatsApp) em sua marca e indicou a valorização de sua nova aposta tecnológica e de negócios: o chamado “metaverso”.

O Facebook definiu o metaverso como “combinação híbrida das experiências sociais online atuais, às vezes expandido em três dimensões ou se projetando no mundo físico”. A empresa argumenta que será possível compartilhar “experiências imersivas” com pessoas mesmo sem estar presente.

Em carta divulgada há alguns dias, o fundador e diretor da empresa, Mark Zuckerberg, declarou que essa experiência imersiva consistirá em uma vivência em que a pessoa “está” nessa atividade ou conteúdo interativo, e não apenas olhando para ele.

O uso de realidade virtual e aumentada permitirá, nas palavras de Zuckerberg, que as pessoas “estejam” onde quiser, do trabalho a uma reunião de amigos, sem obstáculos como o tempo de deslocamento e seus problemas, o tráfego por exemplo.

“Você vai se mover por meio dessas experiências em diferentes dispositivos – óculos de realidade aumentada para ficar presente no mundo físico, realidade virtual para ficar totalmente imerso e fones e computadores para pular entre plataformas existentes”, acrescentou o fundador da empresa.

À Agência Brasil, o Facebook afirmou que o metaverso anunciado ainda está sendo desenvolvido e não informou quando os recursos e produtos desse novo ambiente estarão disponíveis no país.

“O metaverso ainda está um pouco distante, mas algumas partes dele já estão ganhando vida, e muito mais ainda está por vir. Estamos desenvolvendo para aprimorar a realidade virtual e a realidade aumentada que conhecemos até agora”, disse a empresa, em nota.

O metaverso vai combinar funcionalidades e negócios que o Facebook já oferecia, mas de forma separada. A empresa surgiu como uma rede social e ganhou o mundo, chegando a 2,9 bilhões de usuários ativos mensais em novembro deste ano, segundo a consultoria Statista.

O Facebook ampliou seu domínio nas redes sociais com a compra do Instagram em 2012 e do Whatsapp em 2014. Neste mesmo ano, adquiriu a empresa de realidade virtual Oculus, e passou a ofertar equipamentos e programas relacionados a esse tipo de tecnologia.

Mas a realidade virtual ainda demanda conexões robustas para viabilizar o carregamento dos dados de vídeo e as respostas imediatas aos movimentos realizado pelo indivíduo nos espaços imersivos. Esse ambiente tem mudado com a ampliação da capacidade de conexão da banda larga física e agora com a chegada do 5G. No Brasil, o leilão foi realizado neste mês, e a tecnologia começar a ser implantada no ano que vem pelos grandes centros.

Agora, o metaverso nasce com a promessa de se tornar uma “super rede social” em que a interação não ocorre apenas pelo teclado do computador ou smartphone, mas por meio de avatares dos indivíduos, que poderão atuar conjuntamente tanto em locais virtuais quanto acrescentando elementos virtuais a locais físicos.

Em entrevista, a ex-funcionária do Facebook que denunciou problemas na empresa em audiências no Congresso dos Estados Unidos, Frances Haugen, falou de riscos no metaverso.

Segundo ela, esse novo sistema terá capacidade ainda maior de coleta e exploração dos dados pessoais para viabilizar as experiências imersivas e poderá ter caráter viciante. O Facebook anunciou que deixaria de utilizar a tecnologia de reconhecimento facial, altamente criticada por entidades de defesa da privacidade, mas voltou atrás e informou que seguiria adotando esse recurso no metaverso.

Para André Lucas Fernandes, diretor do Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife (IP.rec), o metaverso cria um simulacro que levará atividades sociais e econômicas para um cenário mais abstrato, impondo desafios às democracias e do ponto de vista jurídico.

Ele indica riscos de ampliação das desigualdades no ambiente da internet. “Se pensarmos em termos de infraestrutura e acesso à internet, há uma questão de abismo digital urgente, e o metaverso pode ser fator catalisador de exclusão das pessoas que não estão conectadas, já que demandará equipamentos sofisticados e mais caros”.

*Agência Brasil


Presidente da COP26, Alok Sharma
Foto: Yves Herman

A conferência climática da Organização das Nações Unidas (ONU) na Escócia terminou com um acordo global que busca pelo menos manter viva a esperança de limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius e, portanto, uma chance realista de salvar o mundo das catastróficas mudanças climáticas.

Alok Sharma, presidente da conferência, bateu o martelo para sinalizar que não houve objeções decisivas das quase 200 delegações nacionais presentes em Glasgow. As delegações incluem desde superpotência alimentadas a carvão e gás a produtores de petróleo e ilhas do Pacífico, que estão sendo engolidas pela elevação do nível do mar.

Após revisão, o acordo foi aprovado, depois de uma mudança de última hora no texto em relação ao carvão, o que provocou reclamações de países vulneráveis quer queriam um comunicado mais definitivo sobre subsídios a combustíveis fósseis.

Depois de uma mudança de última hora na linguagem em torno do carvão, com a Índia sugerindo substituir a palavra “eliminar” por “reduzir”, Sharma sinalizou que o texto foi aprovado.

O acordo é o resultado de duas semanas de negociações duras em Glasgow, que foram estendidas por um dia para equilibrar as demandas de nações vulneráveis ao clima, grandes potências industriais e países em que o consumo ou exportação de combustíveis fósseis é vital para o desenvolvimento econômico.

“Por favor, não se pergunte o que mais você pode querer, mas se pergunte o que é o suficiente”, disse Sharma aos delegados nas horas finais.

“E ainda mais importante – por favor, perguntem-se se, no fim das contas, esses textos funcionam para todas as pessoas e para nosso planeta”.

O objetivo geral da conferência, sediada pelo Reino Unido, era modesto demais, na opinião de ativistas do clima e países vulneráveis – manter a meta do Acordo de Paris de 2015 de limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais.

Um rascunho de acordo, que circulou no começo deste sábado, na prática reconheceu que os compromissos feitos até agora, para cortar as emissões de gases de efeito estufa que aquecem o planeta, não estão nem perto do suficiente. Também pediu que as nações façam promessas mais duras em relação ao clima no ano que vem, em vez de a cada cinco anos, como atualmente são obrigadas a fazer.

Cientistas dizem que um aquecimento acima de 1,5 grau Celsius geraria um crescimento extremo do nível do mar e catástrofes como secas, tempestades e incêndios muito piores do que as que o mundo está sofrendo neste momento.

Mas, até agora, as promessas dos países para cortar emissões de gases de efeito estufa – principalmente dióxido de carbono da queima de carvão, óleo e gás – limitariam o crescimento da temperatura global média em 2,4 graus Celsius.

No entanto, o rascunho deste sábado, publicado pela ONU, cobrou esforços para reduzir o uso de carvão e os enormes subsídios que governos ao redor do mundo dão ao petróleo, carvão e gás que alimentam fábricas e aquecem casas – o que nunca foi acordado em nenhuma outra conferência do clima.

A Índia, cujas demandas de energia são muito dependentes do carvão, fez objeções de última hora a essa parte do acordo.

Países em desenvolvimento argumentam que as nações ricas, cujo histórico de emissões é amplamente responsável por aquecer o planeta, precisam pagar mais para ajudá-los a se adaptar às consequências e também para reduzir suas pegadas de carbono.

*Agência Brasil


Lawrence Masinge estava ao vivo, dando uma aula de fitness para 200 alunos, quando foi morto a tiros - Reprodução/Instagram/
Lawrence Masinge estava ao vivo, dando uma aula de fitness para 200 alunos, quando foi morto a tiros Imagem: Reprodução/Instagram/

O treinador físico Lawrence Masinge foi morto a tiros em sua casa em Pretória, na África do Sul, durante uma aula programada de fitness no Zoom, na frente de 200 alunos. Ele estava ensinando exercícios aos participantes que acompanhavam a live quando sua residência foi invadida por um homem armado.

O personal trainer era conhecido em seu país. Ele transmitia sessões gratuitas de treinamento ao vivo para centenas de sul-africanos que esperavam entrar em forma.

A morte de Masinge acabou sendo registrada e veiculada ao vivo por streaming, quando um ladrão armado invadiu sua casa e atirou em sua cabeça no meio de uma sessão de condicionamento físico, deixando os participantes horrorizados.

Imagens do vídeo gravado ao vivo mostram o momento em que o invasor aponta uma arma para a cabeça de Lawrence e dispara. Alunos que estavam acompanhando a live começam então a gritar e a chorar em desespero.

Segundo testemunhas, o assassino não estava sozinho no momento da invasão da residência. A placa do carro dos suspeitos foi anotada e passada para a polícia. Já o porta-voz da polícia de Pretória, tenente-coronel Mavela Masondo, afirmou ao que o motivo do assassinato ainda não está claro.

Uma cliente disse que entrou na sessão de Zoom por volta das 18h30 e ouviu o primeiro tiro 40 minutos depois. Ela ouviu um estampido forte durante a live e chegou a parar o exercício que estava fazendo. “Foi quando meu marido correu para a tela e disse : ‘Esse cara está levando um tiro’. Participantes da aula ao vivo no Zoom rastrearam o endereço de Lawrence e chamaram os serviços de emergência.

Ouvida pelo EyeWitness, Rachel Tolo, amiga e também contadora de Masinge, disse que nunca imaginaria que a aula ao vivo dada pelo treinador na terça-feira (9) teria sido a última de sua vida. Ela descreveu o amigo como um homem apaixonado, disciplinado, paciente e corajoso.

“Nós só queremos justiça. Ele morreu brutalmente. Foi a sangue-frio. Queremos justiça para Lawrence. Ele não merecia morrer assim”, declarou Rachel.

Amigos e alunos de Masinge prestaram diversas homenagens nas redes sociais. Como a cantora Michelle Grace, que vinha sendo treinada há cerca de cinco anos pelo professor.

“Sentiremos sua falta, Lawrence, você foi realmente um dos maiores preparadores físicos da África do Sul. Você causou um impacto fenomenal não só na minha saúde, mas também na minha vida. Nunca esquecerei todo o seu incentivo e gentileza. Meus pêsames à família de Lawrence”, disse ela.

Informações UOL Notícias


Harvey Milk foi banido da corporação após assumir homossexualidade, na década de 1950

Marinha dos EUA batiza navio com nome de ativista gay
USNS Harvey Milk Foto: US Navy | Sarah Burford

A Marinha dos Estados Unidos batizou um navio com o nome de um ativista gay que foi banido da corporação após assumir ser homossexual, na década de 1950.

O USNS Harvey Milk foi lançado no último sábado (6), em San Diego, e faz parte de um conjunto de seis novas embarcações que homenageiam famosos defensores de direitos civis nos EUA.

A cerimônia de lançamento contou com a presença do secretário da Marinha, Carlos Del Toro, e do sobrinho de Milk, Stuart.

– Por muito tempo, marinheiros como o tenente Milk foram forçados a viver nas sombras ou, pior ainda, expulsos de nossa amada Marinha. Essa injustiça faz parte da história da Marinha, mas também o é a perseverança de todos os que continuam a servir em face da injustiça – declarou Del Toro na ocasião.

Harvey Milk serviu como oficial de mergulho e tenente de bordo do navio de resgate submarino USS Kittiwake, em meio à Guerra da Coreia. Ele foi forçado a deixar o serviço militar depois de ser interrogado sobre sua sexualidade por duas semanas.

Em 1977, Milk foi eleito para o Conselho de Supervisores de São Francisco e se tornou um dos primeiros políticos assumidamente homossexuais nos EUA. Ele morreu aos 48 anos, baleado em 1988, por seu adversário político, Dan White.

Além de Harvey Milk, embarcações homenagearão o ex-presidente da Suprema Corte Earl Warren, o candidato presidencial assassinado Robert Kennedy e a ativista pelos direitos das mulheres Sojourner Truth.

Informações Pleno News


Foto: Reprodução/KPRC TV

Ao menos oito pessoas morreram pisoteadas na noite de sexta-feira (5) após fãs seguirem em direção ao palco na abertura do festival de música Astroworld, em Houston, no estado americano do Texas, de acordo com informações das autoridades locais. No local, ocorria a apresentação do rapper Travis Scott.

Segundo o chefe dos bombeiros de Houston, Samuel Peña, por volta das 21h, pelo horário local, uma “multidão começou a se compactar em direção à frente do palco”, causando pânico e ferimentos. No entanto, ele destacou que a investigação está em andamento e a causa das mortes ainda não foi determinada.

Além dos oito mortos, cerca de 17 pessoas foram transferidas para hospitais próximos, com pelo menos 11 deles em parada cardíaca e necessitando de reanimação. A juíza local, Lina Hidalgo, disse que fãs de apenas 10 anos foram transferidos para hospitais para tratamento.

Em um comunicado, os organizadores do festival Astroworld disseram que estão “focados em apoiar as autoridades locais” e pediram aos participantes do evento que apresentem qualquer informação relevante para auxiliar a polícia. Vídeos divulgados pela imprensa local mostraram pessoas correndo e se empurrando ao entrar no evento.

O chefe de polícia de Houston, Troy Finner, disse que mais de 350 policiais estiveram no evento durante o dia, além de 241 seguranças. Ele reconheceu que houve incidentes com crianças “correndo” pela segurança para entrar no local, mas destacou que não é possível confirmar categoricamente as causas do ocorrido.

– Há muitos rumores circulando, temos famílias feridas aqui. Vamos tratar isso como uma investigação – completou.

*Pleno.News


Democrata enfrenta queda brusca em sua popularidade

Presidente dos Estados Unidos Joe Biden será alvo de ação na Justiça Foto: EFE/EPA/Ettore Ferrari

O governador da Flórida, o republicano Ron DeSantis, anunciou nesta quinta-feira (4) que apresentará um processo contra uma medida do governo do presidente Joe Biden que obriga que os empregadores vacinem os funcionários contra a Covid-19, ordem que considera “inconstitucional”.

A gestão de Biden avisou que as empresas privadas com mais de cem funcionários deverão garantir a partir de 4 de janeiro que seus trabalhadores se vacinem contra a Covid-19.

DeSantis, que considera “ilegal” e não autorizada pelo Congresso a chamada Norma Temporária de Emergência, disse que apresentará a ação judicial na sexta-feira (5) no Tribunal de Apelações da 11ª Circunscrição dos EUA, em Atlanta.

O republicano, que tentará ser reeleito em 2022, moveu uma série de processos e leis em completa oposição ao governo de Biden, principalmente sobre a gestão da pandemia, mas também sobre a política de imigração.

De acordo com o governo de DeSantis, a ordem de Biden afetará quase 9 mil empregadores na Flórida e 4,5 milhões de empregados, que constituem 60% da força de trabalho do estado.

– O governo federal não pode impor unilateralmente uma política médica sob o pretexto de regulamentação do local de trabalho – disse o republicano. A procuradora-geral do estado, Ashley Moody, argumentou que a ideia é impedir o “alcance excessivo” de Biden.

Moody disse que o presidente “não tem o poder de impor políticas de saúde” através da Administração de Segurança e Saúde no Trabalho, do Departamento do Trabalho.

Se não quiserem ser vacinados, os trabalhadores destas grandes empresas serão obrigados a se submeter a testes semanais e também a usar máscaras a todo o momento.

Cerca de 70% da população adulta nos Estados Unidos já recebeu o ciclo vacinal completo, número que aumentou nos últimos meses, desde que o governo começou a pressionar as empresas a forçarem os seus trabalhadores a receberem as vacinas.

*EFE


Descumprimento poderá carretar multa de até 136 mil dólares

Joe Biden, presidente dos EUA Foto: EFE/EPA/MICHAEL REYNOLDS

O governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quinta-feira (4) que empresas privadas com mais de 100 funcionários terão até 4 de janeiro de 2022 para garantir que seus funcionários estejam vacinados contra a Covid-19, ou que realizem testes semanais.

As empresas também terão que permitir que os funcionários que desejarem possam ser vacinados em horário de trabalho. Todos os trabalhadores não vacinados devem usar máscaras e apresentar semanalmente resultado negativo em teste de Covid.

De acordo com as novas regras da Administração de Segurança e Saúde Ocupacional dos Estados Unidos (OSHA), os trabalhadores são considerados totalmente vacinados se tiverem recebido duas doses das vacinas da Pfizer-BioNTech ou da Moderna, ou ainda uma dose da vacina da Johnson & Johnson.

Segundo a Casa branca, as medidas têm objetivo de prevenir “milhares” de mortes e cerca de 250 mil hospitalizações no país.

Além disso, em 4 de janeiro, entrará em vigor a obrigatoriedade de vacinação para todos os trabalhadores de centros médicos que participam dos programas públicos de saúde Medicare ou Medicaid. A obrigatoriedade afetará mais de 17 milhões de pessoas. Já para esse grupo, não haverá a possibilidade de testes semanais.

Caso haja descumprimento das regras, as empresas poderão sofrer multas nos valores entre US$ 13.653 (cerca de R$ 76,3 mil) e US$ 136.532 (cerca de R$ 763,7 mil).

Informações Pleno News


A Agência Regulatória de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) aprovou nesta quinta-feira (4) o remédio antiviral molnupiravir contra a Covid-19.

Molnupiravir é primeiro remédio a ser usado de forma oral e fora de hospitais contra Covid-19
Molnupiravir é primeiro remédio a ser usado de forma oral e fora de hospitais contra Covid-19Foto: EPA / Ansa – Brasil

O medicamento, desenvolvido pela Merck Sharp & Dohme (MSD) em parceria com a Ridgeback Biotherapeutics, é o primeiro do mundo a ser administrado por via oral contra a doença.

“O antiviral Lagevrio (molnupiravir) é seguro e eficaz na redução do risco de hospitalização e morte de pessoas com Covid-19, leve a moderada, que apresentam riscos aumentados em desenvolver a forma grave da doença”, diz o texto da MHRA.

A orientação é que ele seja prescrito para quem teste positivo para o coronavírus Sars-CoV-2 e tenha, ao menos, um fator de risco associado à doença, como cardiopatia, diabetes, obesidade mórbida, mais de 60 anos, entre outros. A recomendação é dar a primeira pílula o mais rápido possível após o teste positivo e por cinco dias a cada 12 horas.

“Hoje é um dia histórico para o nosso país porque o Reino Unido se tornou o primeiro no mundo a ter aprovado um antiviral contra a Covid-19 que pode ser tomado em casa”, disse o ministro da Saúde britânico, Sajid Javid.

A aprovação ocorre em um momento que o Reino Unido tem uma forte alta no número de casos de Covid-19 atribuída ao relaxamento total das restrições sanitárias e à lentidão na aplicação das terceiras doses nos grupos mais vulneráveis. Além disso, os britânicos demoraram muito – em comparação com os EUA e o resto da Europa a administrar a imunização em adolescentes.

Segundo a MSD, o molnupiravir atua na replicação do Sars-CoV-2 e impede que o vírus se multiplique rapidamente no organismo. Assim consegue reduzir a gravidade da doença.

Em 1º de outubro, a farmacêutica divulgou os resultados de seus estudos clínicos, que mostraram que a droga conseguiu reduzir 50% das hospitalizações e as mortes pela doença. Dos 775 pacientes que participaram da pesquisa, todos tinham fatores de risco atrelados à Covid-19 e foram acompanhados.

No grupo que tomou o remédio, 7,3% foram hospitalizados ou morreram nos 30 dias depois do início da administração. Já no grupo de controle, 14,1% foram internados ou morreram nesse período e outros oito faleceram após os 30 dias.

O preço do remédio não foi divulgado, mas a MSD fechou um acordo com a organização sem fins lucrativos MPP, que tem o apoio das Nações Unidas, para não cobrar os royalties sobre o registro do produto para outros fabricantes de países pobres.

Informações Terra