Técnico de seleção da Copa feminina é investigado por dormir com jogadoras
Foto: Lucas Figueiredo/CBF.
O técnico Bruce Mwape, da seleção feminina de Zâmbia, está sendo investigado por supostamente dormir com jogadoras.
A investigação teve início em setembro de 2022, quando a Associação de Futebol de Zâmbia deu início ao processo após alegações de abuso sexual no futebol feminino local.
“Se ele [Mwape] quer dormir com alguém, você tem que dizer sim. É normal que o treinador durma com os jogadores da nossa equipe”, disse uma jogadora que não quis ser identificada ao jornal “The Guardian”.
Técnico da seleção feminina de Zâmbia, Bruce Mwape (foto: Divulgação).
Uma outra fonte do jornal alega que as jogadoras têm sido ameaçadas pelas denúncias, mas não pelo treinador. A pessoa diz que a federação local quer manter uma ‘boa imagem’.
“Elas estão sendo ameaçadas com ações punitivas se ousarem dizer algo sobre o que aconteceu. A federação está fechando os olhos porque as mulheres tiveram bons resultados. É a sua forma de mostrar ao público e às autoridades o sucesso e uma boa imagem. Mas nos bastidores, é muito feio”, diz uma outra pessoa, que também não se identificou.
A Fifa foi procurada pela Associação de Futebol de Zâmbia e também está envolvida no processo, acompanhando o caso de perto, segundo o “The Guardian”. A entidade, no entanto, optou por não se manifestar sobre o assunto.
Além de Mwape, Kaluba Kangwa, técnico da categoria sub-17 de Zâmbia, também está sendo investigado.
ZÂMBIA NA COPA DO MUNDO FEMININA
Zâmbia vai disputar a sua primeira Copa do Mundo feminina na história a partir deste mês de julho.
A seleção africana está no Grupo C do Mundial, ao lado de Espanha, Japão e Costa Rica.
A estreia de Zâmbia está marcada para o dia 22 de julho, quando o país enfrenta o Japão, às 4h (de Brasília), na Nova Zelândia.
Quem controla o sistema? Parte da torcida do Flamengo atribuiu para si esse poder, cantando “somos o sistema” no Allianz Parque, por ocasião do jogo contra o Palmeiras. Mais um capítulo da provocação entre os principais times do país nos últimos anos.
Mas o Botafogo é quem parece ter “hackeado” e dominado o tal sistema. Um sistema próprio, que lhe rendeu a liderança, 36 pontos em 14 rodadas e dez pontos de diferença em relação aos concorrentes mais próximos.
O Botafogo está no caminho certo. Ainda faltam muitas rodadas, mas está no caminho certo. Se continuar dessa forma, se o grupo continuar fechado, do jeito que está, vamos começar a pensar em título. Já está dando esse cheirinho, sim”.
Cláudio Caçapa, técnico interino do Botafogo
Ritmo de campeão
Se Palmeiras e Flamengo frearam um ao outro nesta rodada, com o empate por 1 a 1, o Botafogo venceu de novo e igualou o Corinthians de 2017 na pontuação mais alta até essa altura do campeonato na era dos pontos corridos. Os corintianos ficaram com a taça naquele ano. Até agora, não há outra sinalização dada pelo Botafogo do que um domínio em termos de resultados, mesmo quando fica com as costas na parede — foi o que o Grêmio fez.
O Botafogo pela segunda vez se viu diante do segundo colocado, fora de casa, e venceu. Foi assim contra o Palmeiras e agora contra o time de Renato Gaúcho na Arena. Como se não bastasse, o Alvinegro já venceu o próprio Flamengo e também o Fluminense — para envolver o quarto elemento do atual G4 do Brasileirão. O tricolor, inclusive, subiu na tabela com a vitória sobre o Internacional, no primeiro jogo de Fernando Diniz desde que foi anunciado na seleção brasileira.
O Botafogo está sob a tutela de Cláudio Caçapa após o adeus de Luís Castro e nem parece sentir a transição até a chegada de mais um português, Bruno Lage. O alvinegro vence por ser cirúrgico e não se apavorar. O goleiro Lucas Perri faz seus milagres quando Adryelson e Victor Cuesta não são suficientes. E o time, por outro lado, dá um jeito de construir os gols. E nem precisa do artilheiro Tiquinho Soares para isso.
O Botafogo até agora não se envolveu na “trocação” recente sobre arbitragem. Até porque fica difícil ser acusado de “mão invisível” do sistema depois de passar anos penando entre brigas para não cair e rebaixamentos.
A reclamação muda de lado
Na troca de acusações e cobranças, o Palmeiras citou o tal “sistema” após o empate com o Athletico e, a partir da derrota para o São Paulo, na Copa do Brasil, estipulou a “lei da mordaça”. Ninguém dá entrevista. Nem jogadores, nem comissão técnica. “Eu sei que eu não posso brigar com o sistema”, foi o que disse a presidente Leila Pereira ao anunciar que a delegação não se pronunciaria por um tempo.
Durante a semana, o lado palmeirense viu o Flamengo pedir punição ao responsável original pela crítica à CBF — o auxiliar João Martins. Mas foram os rubro-negros que deixaram o jogo de sábado (8) reclamando da arbitragem. Um lance envolvendo Everton Ribeiro é a razão, com direito à promessa de contestação na CBF.
Com a bola rolando, viu-se o equilíbrio que impera entre Palmeiras e Flamengo nos últimos anos. Primeiro tempo de um e segundo tempo de outro. Com a ressalva de que Jorge Sampaoli optou por começar com Everton Ribeiro e Arrascaeta no banco. Quando entraram em ação, o enredo do jogo se transformou.
No Grêmio, Renato Gaúcho também resolveu falar sobre arbitragem ontem, citando situações do jogo contra o Botafogo e de partidas passadas.
“Seneme, você está cobrando a arbitragem? Quero saber o que se faz com o VAR, porque não está chamando”, disse o técnico gremista, dirigindo-se ao presidente da comissão de arbitragem.
Pênalti para o Santos?
Os protestos na rodada também são de Goiás e América-MG, por pênaltis assinalados a favor de Santos e Coritiba, respectivamente. Essa queda de braço, específica, envolve a parte de baixo da tabela.
Na penalidade santista, o árbitro Bruno Arleu viu infração em um encontrão dentro da área de Lucas Halter em Joaquim, já aos 44 minutos do segundo tempo. Mesmo chamado pelo VAR à área de revisão, Arleu manteve a marcação. O lance foi decisivo para a vitória por 4 a 3 — o time ganhou a primeira depois de 12 jogos.
Falando nisso, e o Vasco? Parece que houve uma pane no sistema que está difícil de ser corrigida.
Max Verstappen à frente de Lando Norris no GP da Inglaterra Imagem: Dan Mullan/Getty Images
“Eles vieram do nada”, repetia um surpreso George Russell depois de ver a McLaren ter, pela segunda corrida seguida, um ritmo melhor do que a Mercedes. Max Verstappen venceu o GP da Grã-Bretanha, mas Lando Norris, da McLaren, foi o segundo, e os carros laranja só não estiveram no pódio também com Oscar Piastri por um azar com o Safety Car.
Norris (que largou em segundo, com o companheiro Piastri em terceiro) chegou a tomar a liderança no começo da prova, aproveitando uma largada “terrível” de Verstappen, nas suas próprias palavras, mas sabia que sua briga não era com ele. “Aquela não era minha corrida, não podia acabar com meus pneus ali”, explicou Norris, ultrapassado por Verstappen na quinta volta. O holandês não seria mais ameaçado, para vencer pela oitava vez no ano.
Com Norris em segundo e Piastri em terceiro, ficou claro que o ritmo de corrida da McLaren era tão bom quanto na classificação. E também tão bom quanto o de Norris, com o carro já atualizado, na semana passada na Áustria. Atrás deles, Charles Leclerc sofria para se segurar à frente de George Russell, teria que antecipar sua parada, e sairia da disputa. O inglês foi um dos que tiveram azar por já terem parado quando a corrida foi interrompida por um Safety Car com pouco menos de voltas para o final.
Quem tinha conseguido ficar na pista com o mesmo jogo de pneus até aquele momento se deu bem, pois economizou tempo na parada. Foi o caso do companheiro de Russell, Lewis Hamilton, que apareceu na terceira posição após todas as paradas, ganhando as posições do companheiro, Piastri e Sainz com isso.
Mas a parte que mais surpreendeu os pilotos da Mercedes foi a final: Piastri tinha parado antes do SC, então tinha optado pelos pneus duros. E a McLaren também julgou que os pneus macios não durariam até o final da prova para Norris, mesmo com ele parando no SC. Tanto a Red Bull, com Verstappen na frente, quanto a Mercedes, com Hamilton, entenderam que sim.
Em teoria, o pneu duro era mais que 1s por volta mais lento que o macio, e todos estavam juntos por conta do Safety Car. Além disso, o composto mais duro seria mais difícil de ser aquecido. Mas Norris conseguiu se defender do ataque de Hamilton, de uma maneira que só restou ao heptacampeão elogiar. “Nas retas eu era mais rápido porque eu estou com uma asa menor, mas nas curvas rápidas ele era tão veloz que só me restou ficar olhando e curtindo”, disse o inglês, que terminou em terceiro.
De onde vem esse crescimento da McLaren?
Hamilton observou bem: é justamente o rendimento nas curvas de alta velocidade que colocou a McLaren nessa posição que ninguém poderia imaginar há duas semanas. No GP do Canadá, antes da atualização, as duas McLaren estavam fora dos pontos. Desde então, brigou pelas primeiras filas do grid e pelo pódio no final de semana de sprint na Áustria e agora em Silverstone.
São duas pistas que têm curvas de alta velocidade. No Red Bull Ring, são apenas duas, mas justamente aquelas em que carros como Aston Martin e Mercedes estavam sofrendo. E também foram dois finais de semana com temperatura de pista mais amena, o que realça outra qualidade da McLaren: a facilidade de colocar temperatura no pneu dianteiro.
Não é por acaso, portanto, que Lando Norris disse não estar tão animado para a próxima corrida. Na Hungria, é de se esperar muito calor, e a pista é um misto de curvas de média e baixa velocidades.
Mas essas duas últimas provas mostraram que a McLaren melhorou com a atualização, e agora o time busca não depender tanto das condições climáticas para entrar na já apertada briga para saber quem é a segunda força. Até porque Verstappen segue absoluto na frente.
Não será desta vez que o Fluminese de Feira subirá para a primeira divisão do Campeonato Baiano. O Touro do Sertão perdeu para o Jaconina, por 1X0, e deixa o campeonato.
A partida válida pela última e decisiva rodada do Campeonato Baiano (Série B) ocoreu no Estádio José Rocha na cidade de Jacobina, na tarde deste domingo (9).
Estão classificados para as semifinais Jacobina, Jequié, Grapiúna e Vitória da Conquista, todos com 17 pontos. Os quatro clubes vão brigar por duas vagas na primeira divisão em 2024.
Este é o terceiro ano consecutivo do Fluminense de Feira na segunda divisão.
Na fase classificatória o Jacobina jogará contra o Vitória da Conquista e Jequié contra Grapiúna no mata-mata.
O técnico Renato Paiva, do Bahia, avaliou que o empate em 1 a 1 com o Cuiabá, neste sábado (8), na Arena Pantanal, foi justo. Em entrevista coletiva após a partida válida pela 16ª rodada, o português disse que, a partir das alterações na etapa inicial, o Esquadrão se portou melhor em campo.
“Nossa entrada não foi boa no jogo. Totalmente apático e ausentes. O gol que sofremos é reflexo disso. Tivemos que ir atrás, reagir. Mudamos o sistema para ser um pouco mais ofensivos em termos de pressão ao adversário. Acho que a equipe respondeu muito bem. Acabamos a partir dos 30 minutos tomar conta do jogo. Na segunda parte, entrada forte nossa até conseguirmos o gol. Depois, nos últimos 10, 15 minutos, o Cuiabá reage. Também tentamos, mas me parece que o resultado é justo”, analisou.
De acordo com o comandante, o lateral-esquerdo Chávez, autor do pênalti que originou o gol do Dourado, foi substituído porque sentiu a perna. No caso de Vitor Hugo, foi apenas para mudar o sistema.
“Tirei o Vitor não porque estava jogando mal. Tinha que tirar um zagueiro para mudar o sistema. Chávez não esteve bem da perna, coloquei Ryan porque Ryan terá que jogar contra o Grêmio”, antecipou.
Por fim, ele projetou o duelo contra o Grêmio, marcado para a próxima quarta-feira (12), às 19h, na Arena do Grêmio, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Uma vitória classifica o Bahia. Um empate leva o jogo para os pênaltis. Cauly, lesionado, segue como dúvida.
“Estamos tentando esse milagre para que Cauly consiga se recuperar. Sabemos da dificuldade que é jogar na casa do vice-líder do campeonato. Eu disse os jogadores que é uma equipe contra a qual fizemos dois jogos em que, tirando a segunda parte do jogo do campeonato, fomos superiores. Não conseguimos consumar em resultado. É corrigir esses detalhes e ir para Porto Alegre com muito respeito, mas zero medo”, destacou.
Mbappé deu declarações que caíram como uma ‘bomba’ no PSG Imagem: Ian MacNicol/Getty Images
O PSG virou um caldeirão em chamas. A polêmica declaração de Mbappé, uma limpa no elenco promovida pelo técnico Luis Enrique e a incerteza sobre a recuperação de Neymar fervem mais uma reformulação em Paris.
O que aconteceu
Mbappé disse que “jogar no PSG não ajuda muito” para ser eleito melhor do mundo, e a declaração caiu como uma bomba no clube.Ele afirmou ainda que suas conquistas no futebol francês não são valorizadas nem no próprio país.
Ao menos seis jogadores do PSG se queixaram à diretoria do PSG, dizendo ser “um insulto” a declaração de Mbappé, segundo a RMC Sports. O dono do clube, Al-Khelaifi, também teria considerado a fala desrespeitosa.
O futuro de Mbappé é cada dia mais incerto. O jogador já teria recusado três propostas de renovação do PSG, com quem tem contrato até junho de 2024. Como não quer perder o atacante de graça, Al-Khelaifi busca opções de negócio nesta janela de transferências.
Além disso, o recém-chegado Luis Enrique quer fazer uma limpa no elenco do PSG. De acordo com o L’Equipe, o treinador espanhol colocou uma barca de 12 jogadores no mercado. Entre eles, nomes como Keylor Navas, Wijnaldum, Draxler, Icardi e Paredes.
Recuperação de Neymar gera incerteza
A agitada vida pessoal de Neymar virou motivo de preocupação no PSG. As notícias que chegam do Brasil causam mal-estar nos bastidores do clube francês, segundo o colunista Thiago Arantes.
Os dirigentes do PSG temem que o excesso de holofotes sobre Neymar nas últimas semanas tenha deixado em segundo plano a recuperação da cirurgia no tornozelo direito. O brasileiro não joga desde 19 de fevereiro, quando se machucou contra o Lille.
Neymar é esperado no PSG a partir desta segunda-feira (10) para iniciar a pré-temporada, que começa oficialmente no dia 21 de julho, em amistoso contra o Le Havre. Ele tem mais dois anos de contrato, até julho de 2025, em Paris.
Neymar sobrevoa mansão no Rio e tamanho impressiona: “DisNEYlândia”; VEJA VÍDEO
Foto: 15/01/2023REUTERS/Stephane Mahe.
Nesta quinta-feira (6), Neymar publicou, em suas redes sociais, um vídeo em que sobrevoa a sua mansão em Mangaratiba, no Rio de Janeiro. O atacante brincou na postagem e definiu a casa como a “DisNEYlândia”.
O espaço conta com pista de kart, heliponto, marina para três lanchas, campo de futebol, quadra de futebol de areia, quadra de tênis e três piscinas, em um terreno de mais de 10 mil metros.
A obra na mansão de Neymar em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, foi interditada no último dia 22 após denúncias que mostravam a construção de um lago artificial sem autorização ambiental.
Segundo a Prefeitura, diversas infrações ambientais foram descobertas pela equipe, como desvio de curso de água, captação de água em rio sem autorização, captação de água para lago artificial, terraplanagem, escavação, movimentação de pedras e rochas sem autorização e aplicação de areia de praia.
O pai do atacante, Neymar da Silva Santos, que estava no local durante o momento da interdição, chegou a ter voz de prisão declarada pela Secretária de Meio Ambiente de Mangaratiba, Shayenne Barreto.
Dois dias depois, o jogador foi multado novamente pela Secretaria de Meio Ambiente de Mangaratiba depois que ele ignorou suas ordens para interromper um projeto de construção não licenciado na mansão.
No segundo jogo da “trinca tricolor”, o cenário se repetiu: o Bahia levou um gol do Grêmio nos acréscimos da partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil, assim como na derrota pela Série A. Desta vez, pelo menos, o confronto terminou no empate por 1 x 1.
A torcida do Esquadrão saiu na bronca da Arena Fonte Nova e esse foi o primeiro assunto tratado pelo técnico Renato Paiva na entrevista coletiva após o jogo. O treinador falou que sente a mesma “frustração” dos torcedores e elogiou “a energia fantástica” dentro e fora do estádio.
Já na análise, Paiva viu evolução no confronto desta noite ao compará-lo com a partida contra o Grêmio pelo Brasileirão. Para ele, o Bahia conseguiu “bloquear” os gaúchos, mas foi penalizado por um “detalhe” – quando se referiu ao gol sofrido no fim do jogo.
“Fomos superiores quase o tempo todo. Nós não tivemos muitas chances, mas controlamos muito bem a parte ofensiva do Grêmio. Eles não fizeram o suficiente para justificar o gol. Estou muito orgulhoso dos meus jogadores, não posso culpá-los hoje.”
Questionado sobre o duelo de volta, Paiva reconheceu o desafio fora de casa, mas disse acreditar na classificação da equipe, que, segundo ele, tem se mostrado competitiva apesar dos tropeços. “Grêmio não perdeu em casa, mas podemos ganhar. Com medo não vamos. Isso é garantido. São onze contra onze.”
A vaga nas semifinais será decidida no dia 12 de julho, quarta-feira, às 19h, quando os Tricolores entram em campo na Arena do Grêmio. Antes, o Brasileirão pede passagem. Às 16h do próximo sábado (8), o Esquadrão visita o Cuiabá, na Arena Pantanal, em partida da 14ª rodada.
Time está sem treinador titular desde o início de 2023, quando Tite assinou a rescisão de contrato. A ideia da Confederação Brasileira de Futebol é que Diniz preencha o cargo enquanto o italiano Carlo Ancelotti não chega.
CBF convida Fernando Diniz, técnico do Fluminense, para assumir inteiramente a Seleção — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Fernando Diniz, do Fluminense, chegou na noite desta terça-feira (4) à sede da CBF, no Rio de Janeiro, para assinar o contrato de técnico da Seleção masculina de futebol. A informação sobre o convite foi publicada primeiro no site ge.
Fernando Diniz vai conciliar os dois trabalhos. Ele segue como técnico do Fluminense e vai se apresentar à Seleção em datas específicas, como nos amistosos e, principalmente, nas eliminatórias para a Copa.
“É um sonho para qualquer um. Uma honra e um orgulho enorme poder prestar serviço à Seleção. De fato é uma convocação, ainda mais do jeito que aconteceu. É um trabalho conjunto da CBF com o próprio Fluminense. Eu tenho muita convicção de que a gente tem tudo para levar isso aí adiante e fazer com que dê certo”, disse Fernando Diniz.
A CBF e o Fluminense chegaram a um acordo para que a situação não prejudique o time carioca, que está disputando o Campeonato Brasileiro e se classificou para as oitavas de final da Libertadores.
A Seleção Brasileira está sem um treinador titular desde o início de 2023, quando Tite assinou a rescisão de contrato. Nos três amistosos em 2023, o time teve, interinamente, Ramon Menezes, técnico da Seleção sub-20.
A ideia da CBF é que Diniz preencha o cargo enquanto Carlo Ancelotti não chega. Os planos do presidente Ednaldo Rodrigues são para o italiano já comandar a Seleção na Copa América, em junho de 2024. Nessa data, termina o contrato dele com o Real Madrid. Diniz e Ancelotti podem até trabalhar juntos se o técnico brasileiro quiser seguir na comissão com o treinador italiano.
“Era um nome que vinha sendo falado principalmente pelo trabalho que vem sendo desenvolvido no Fluminense nos últimos tempos. A gente não sabe se ele vai continuar na comissão técnica, se essa espera do Ancelotti até 2024 realmente vai acontecer. Mas acho que é um bom nome para esse início de trabalho”, diz o comentarista Junior.
O primeiro compromisso do novo treinador será na abertura das eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. O Brasil vai receber a Bolívia e vai até Lima para enfrentar a seleção peruana. Esses dois jogos vão acontecer entre os dias 4 e 12 de setembro.
Até o fim de 2023 haverá ainda mais quatro partidas, todas pelas eliminatórias: contra Venezuela, Uruguai, Argentina e Colômbia.
Treinar um time e a Seleção Brasileira ao mesmo tempo não é uma situação inédita. Entre os anos de 1998 e 2001, por exemplo, Vanderlei Luxemburgo, técnico do Corinthians, e Emerson Leão, do Sport, se dividiram entre a Seleção e seus clubes.
“O trabalho da Seleção é diferente dos clubes. O clube é o dia a dia. A Seleção pega na segunda-feira para ter um jogo na quarta, na quinta ou então no final de semana. É completamente diferente o trabalho. Mas eu acho que ele tem competência para tocar isso”, afirma Junior.
O Bahia precisa deixar no passado a derrota para o Grêmio, pela Série A, porque agora as equipes se enfrentam na Copa do Brasil. O jogo de ida das quartas de final do mata-mata está marcado para as 21h desta terça-feira (4), na Arena Fonte Nova.
Na segunda (3), o Esquadrão fez o último treino antes do confronto e não poderá contar com Thaciano e Vinicius Mingotti no elenco. Os jogadores já atuaram por outros clubes nesta edição da Copa do Brasil.
Além de encarar o tabu de nunca ter passado pelo Grêmio no torneio, o Bahia terá a missão de se classificar para as semifinais pela primeira vez na história do clube. A volta das quartas fica para o dia 12 de julho, quarta-feira, na Arena do Grêmio.